Construir parcerias duradouras é o propósito de Ramón Gomez, VP comercial da seguradora MetLife

Ramon Gomes MetLife Brasil

“Querido faz parte do nome dele ou é apelido?”, me perguntou um dos garçons que trabalhou durante cinco dias no evento “Expedição Amazônia”, promovido pela seguradora MetLife para a nata de corretores de seguros do programa “Be MetLife”. Ele se referia a Ramón Gomez, vice-presidente comercial da MetLife, uma das maiores seguradoras de vida do mundo e do Brasil. 

Ramón não dava um passo sem ser abordado por algum dos 120 convidados ou do staff da seguradora ou do hotel flutuante Iberostar Grand Amazon com a carinhosa expressão “querido”. Acredito ser um apelido conquistado ao longo de mais de 27 anos dedicados a construir parcerias de longo prazo, respondi ao garçom, que sorria cada vez que o executivo se aproximava para pegar uma bebida para ele ou para algum convidado se refrescar da temperatura próxima de 40 graus. 

Ramón está desde 2016 na MetLife. Construiu sua carreira em empresas como Allianz Seguros, Itaú Unibanco e Redecard. Ele é graduado em Engenharia Eletrotécnica e Propaganda e Marketing, com MBA em Finanças, Marketing e Administração pela Fundação Dom Cabral. Mas como nos ensinaram os guias e indígenas que vivem na maior floresta do mundo, a escola te traz conhecimento, mas o essencial a gente aprende no dia a dia da vida.

Waldemir, o chefe da aldeia Kambeba no baixo Rio Negro, o definiu como líder. “Ele é uma pessoa popular, feliz. Gosta do que faz. Ele recebe os projetos e faz as coisas acontecerem. Sem mandar. Por isso ganhou o poder da liderança, que é mostrar o carinho, o respeito e a dedicação às pessoas”. Convenhamos que é um aval de peso, de um índio que saiu sem nada do Peru e construiu uma das tribos mais influentes da região.

Ramón se conectou com Waldemir por ser a sigla ESG em inglês, ou ASG em português, um pilar estratégico da seguradora e que está no radar de toda a equipe. Afinal, todo líder sabe que é preciso ter um propósito para ser a primeira opção de parceiros e clientes. Por isso, pensar no ambiental, no social e na governança é mandatório em sua gestão. Nesta viagem à Amazônia, parte da verba de marketing que seria usada na contratação de uma banda foi revertida para a tribo indígena Kambeba. 

“Minha equipe, quando veio aqui, disse que eles precisavam de tanta coisa. Aí conversamos e decidimos reverter essa verba para a reforma da feira de artesanato e dar aos corretores os méritos. Afinal, tiramos deles para dar a aldeia, o que de certa forma podemos dizer que os corretores patrocinaram a reforma”, disse. Os corretores não só aprovaram a decisão, como se emocionaram e querem estudar outros projetos ESG para apoiarem.

O slogan da viagem e que alimenta o programa de relacionamento com os corretores é “Be! O melhor de nós”, que tem como objetivo construir relações, incentivar performance e direcionar comportamentos. Ele é dividido em quatro categorias com benefícios diferenciados e tem sido uma ferramenta importante para a conquista e fidelização dos mais de 37 mil clientes empresariais. 

“Estou tão feliz que voltamos a nos encontrar presencialmente. Dar abraços. Vivenciar experiências como esta e muitas outras, como já tivemos neste ano o jantar às cegas, a corrida da Stock Car em Interlagos, o MetLife Insights, o Conecta, entre outras”, disse. Segundo Ramón, o desafio da equipe nesta viagem era proporcionar aos corretores uma viagem que todo brasileiro planeja fazer e nunca faz. Acertou em cheio. Praticamente 99% dos convidados não conheciam o pulmão do mundo, o que mostra a dedicação em proporcionar uma experiência única. Com a exceção do corretor gaúcho Gilberto Wallerius, adepto da pesca, e, portanto, frequentador da maior bacia hidrográfica do mundo.

“Escolhermos a Amazônia por ser um lugar espetacular, o coração do Brasil. Nosso desejo era, depois de tanto tempo longe, realizar uma experiência enriquecedora proporcionando a integração entre os melhores parceiros de todo país e vivências relacionadas a natureza e povos locais”, disse.

“Quando começamos a planejar essa viagem veio um sentimento de gratidão e, de certa forma, tentamos retribuir apoiando a cultura com um espetáculo no emblemático Teatro Amazonas e deixando uma contribuição para a comunidade indígena que nos recebeu de portas e corações abertos. Na minha opinião foi uma verdadeira lição de humildade, principalmente para quem vive na região Sudeste, mostrando que o Brasil é muito maior, complexo e mais bonito do que qualquer pessoa pode imaginar”, comentou. 

Objetivo concluído com sucesso. O encantamento de todos com a floresta Amazônica, que abrange nove países (Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela), numa área de quase 4,2 milhões de quilômetros, onde vivem 33 milhões de pessoas, pautava todas as conversas. E haja conversa com o detox digital (sim, todos ficaram sem internet e não só sobreviveram como saíram desta experiência conscientes do quanto foi benéfico pausar a conexão digital e se conectar com a maior floresta tropical do mundo). 

Todos embarcaram em Manaus, num barco hotel 5 estrelas, que deslizou suavemente, com sol a pino durante o dia e lua crescente a noite, por mais de 70 quilômetros pelo Rio Negro até o encontro das águas com o Rio Solimões, destino final da programação. Entre refeições regadas com produtos locais e palestras com estudiosos compartilhando conhecimento sobre a fauna e flora local, os convidados fizeram trilhas, nadaram na praia do rio Negro, viram jacarés, macacos, pássaros, bicho preguiça e os amorosos botos cor de rosa.

O entrosamento foi tanto que Sofia Banuls Scatena, da Sanyuu Corretora de Seguros, foi além da imaginação quando o guia nos mostrou formas de sobrevivência na floresta, como se alimentar de larvas da castanha. “Quero provar”, disse. Não só provou, como adorou. “Tem gosto de castanha”, disse sorrindo. Além do privilégio de passarmos a manhã com os indígenas da tribo Kambeba. “Amei de paixão e sou muito grata pela viagem proporcionar a inclusão, que gera propósito, como foi esta expedição”, afirmou Mariana Marques, CEO da Amarq Consultoria em Benefícios. 

Bernadete DalCorno, diz o mesmo: “A conexão entre todos e principalmente com a floresta, seus habitantes e suas histórias tão especiais nos trouxeram vários ensinamentos e aprendizados que vão ficar para sempre na nossa vida. Ramón foi o líder que nos proporcionou tantos momentos especiais e emocionantes!!! Gratidão sempre!!!”, comentou a sócia da Pina Penedo Corretora, do Espírito Santo.

André Villar, sócio da Triunfo Administradora e Corretora de Seguros, foi na mesma linha: “Ramón sabe bem quem colocar no mesmo grupo. Todos se tornam amigos de frequentar a casa um do outro. Estar aqui é um grande prazer. Somos concorrentes, mas acima de tudo amigos”. “Um maestro”, definiu Gustavo Doria, fundador do CQCS: “Ramón tem o poder de enxergar além e de cuidar de pessoas, dom que lhe colocam em um lugar muito especial e fico muito feliz em ver como cuida desse poder com responsabilidade e amorosidade”.

As pessoas o citam como um executivo despretensioso, amável e carismático. Qualidades que precisam ser alimentadas diariamente, ainda mais num segmento tão desafiador e concorrido como o de seguro de vida no Brasil. Desafio de vender proteção financeira a uma sociedade que ainda não tem cultura de pensar no futuro. E concorrido por ser um dos segmentos com mais potencial de crescer e também um dos mais rentáveis do mercado segurador. 

O seguro de vida representa menos de 1% do PIB do país, muito abaixo da média mundial de 6%, o que revela o grande potencial para seguradoras e corretores. A pandemia, que vitimou até agora 687 mil pessoas, despertou no brasileiro o interesse em saber mais sobre o produto. Cerca de 180 mil famílias foram indenizadas pelas seguradoras, com desembolso, de abril de 2020 a agosto de 2022, de R$ 8 bilhões, segundo dados da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida). 

Por navegar com sucesso neste segmento é preciso estar conectado. Com a pandemia, Ramón, assim como boa parte das pessoas em todo o mundo, passou a valorizar mais a família e a qualidade de vida. Ele passa ao menos uma semana do mês trabalhando em home office em sua casa em Angra dos Reis (RJ). “É um momento de revigorar a alma, de inspiração, para tocar todas as demandas com o entusiasmo que elas merecem”, diz ele. 

A estratégia tem dado certo. A MetLife registrou crescimento de 56% em 2021, com prêmios de R$ 1,1 bilhão e 5,5 milhões de vidas protegidas. E a expectativa para 2022 é crescer no mesmo ritmo. “Sabemos que somente 15% das pessoas possuem a proteção de um seguro de vida no Brasil. Temos investido em parcerias, produtos e tecnologia, com soluções que agregam valor para o corretor conquistar seus clientes de forma imediata, simples e digital”, diz Ramón. 

Francesca Bianco, diretora executiva da Dasa Empresas, afirma que Ramón tem sua marca no mercado. “É referência! E poder disfrutar com ele de momentos fora do ambiente corporativo me fez perceber seu outro lado, igualmente admirável: um colega inspirador, cuidadoso, extremamente preocupado com o bem de todos, humilde, animado, emotivo… realmente uma referência! Agora não só como profissional, mas principalmente como um ser humano incrível!”.  

Joceli Pereira, da Essenciale Consultoria e Corretora de Seguros, do Paraná, faz coro: “Voltamos diferentes, com aquele quentinho no coração. Gratidão a cada conversa, a cada sorriso, a cada silêncio. Gratidão a me perceber no Universo num exercício de profunda humildade. Comandante Ramón, que Deus continue a abençoá-lo com criatividade e determinação”. 

Sucesso Ramón! Que siga na construção de um grande legado ao setor e as famílias protegidas financeiramente com um seguro de vida nesta empresa que apoia pessoas e clientes em inúmeras ocasiões, como o naufrágio do Titanic, os ataques de 11 de setembro e a pandemia da Covid-19, contribuindo com a indenização e apoio a mais de 8 mil famílias.

CNseg lança a #FIDESRio2023, maior evento ibero-americano de seguros

Assunto: Dyogo Henrique de Oliveira - presidente executivo da Confederação Nacional das SeguradorasLocal: Rio de Janeiro - RJData: 04/2022Autor: Luciana Whitaker

Fonte: CNseg

Depois de mais de dois anos suspensa em razão da pandemia, a Conferência Hemisférica da Federação Interamericana de Empresas de Seguros (FIDES) será realizada no Rio de Janeiro, em 2023. O lançamento internacional do evento, considerado a maior plataforma ibero-americana de negócios e relacionamento do setor de seguros, será feito pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) no próximo dia 7 de novembro, em Santiago, no Chile. 

O lançamento coincide com a realização, na capital chilena, da Assembleia Geral da Global Federation of Insurance Associations (GFIA), bem como da reunião do Conselho da Presidência e da Assembleia Geral da Federação Interamericana de Empresas de Seguros (FIDES) e também da Conferência Anual daInternational Association of Insurance Supervisors (IAIS). 

O presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, que também preside a Comissão Regional Sul da FIDES, explica que os fóruns contarão com a presença de atores da mais alta relevância para a indústria global de seguros. “Por isso, optamos por fazer o lançamento em Santiago. Depois de um hiato compulsório, em decorrência da pandemia, a Conferência, que é promovida a cada dois anos, volta forte para abordar, entre outros temas, os desafios envolvidos na questão climática, as tendências em produtos e serviços e, com destaque, a experiência do Brasil com o Open Insurance”, adianta Oliveira.  

São esperadas para o lançamento – em coquetel no Hotel DoubleTree by Hilton – em torno de 150 pessoas, em sua maioria executivos de seguradoras, resseguradoras, corretoras, representantes de órgãos de regulação e autoridades governamentais.

“Vamos destacar que a agenda da #FidesRio2023 está totalmente alinhada às diretrizes da CNseg e ao seu posicionamento no setor de seguros brasileiro de zelar pela imagem institucional do setor, estimular seu desenvolvimento, promover o intercâmbio entre os mercados regionais e realizar pesquisas e programas de educação em seguros”, afirma Oliveira.

O presidente da CNseg está confirmado em todos esses compromissos e, particularmente, na apresentação na Assembleia Geral da FIDES, ocasião em que vai falar sobre a experiência brasileira com o Open Insurance. O Brasil é o primeiro país do mundo a implementar esse serviço.

Esse tema, juntamente com Segurança Cibernética e ASG, pauta um Acordo de Cooperação Técnica Multilateral que será assinado entre os membros que participam da Comissão Regional Sul da FIDES***. Outro instrumento de cooperação será assinado com a Asociación de Aseguradores de Chile (AACH), com foco no intercâmbio de experiências com Letra de Risco de Seguros.

Sobre a FIDES

A FIDES, que promove a Conferência de mesmo nome (a última edição foi em 2019, na Bolívia) é uma organização sem fins lucrativos que reúne as associações de seguros privados das Américas e da Espanha. Seu objetivo é promover a dimensão estratégica do mercado segurador e destacar sua importância para o crescimento econômico da região. A instituição, criada em 1973, conta com 20 países membros da América Latina, Estados Unidos e Espanha. A CNseg está entre as entidades fundadoras e é a representante da FIDES no Brasil.

Hoje, o Brasil é o principal mercado de seguros na América Latina e o 17º no ranking mundial. Em 2021, a receita do setor representou 6,5% do PIB, incluindo Saúde Suplementar. Já as provisões técnicas, que são os valores que representam os compromissos assumidos pelas seguradoras com os seus clientes, alcançaram R$ 1,4 trilhão, em agosto de 2022.

*GFIA – Global Federation of Insurance Associations

**IAIS – International Association of Insurance Supervisors

***CNseg; Asociación de Aseguradores de Chile A.G (AACH); Asociación Argentina de Compañías de Seguros (AACS), Asociación Paraguaya de Compañías de Seguros (APCS) e Asociación Uruguaya de Empresas Aseguradoras (AUDEA).

CNseg participa de iniciativa do Ministério da Economia para impulsionar o setor segurador

Fonte: CNseg

A primeira reunião do grupo de trabalho do Ministério da Economia criado para discutir medidas de incentivo ao setor de seguros aconteceu na última terça-feira, 18 de outubro, como parte da chamada Iniciativa do Mercado de Seguros (IMS).

A IMS, inspirada na Iniciativa do Mercado de Capitais (IMK), contará com 5 subgrupos, que deverão apresentar os primeiros resultados até o fim deste ano. Como parte das propostas para impulsionar o seguro está, por exemplo, a possibilidade de utilização de recursos da previdência privada como garanta de crédito, ajudando, assim, a evitar saques dos planos antes do período de aposentadoria. Esta é, inclusive, uma das sugestões da CNseg já apresentadas no documento “Proposta do setor segurador brasileiro aos presidenciáveis”.

De acordo com o diretor Técnico e de Estudos da CNseg, Alexandre Leal, as discussões devem incluir tanto agentes da iniciativa privada, quando as instâncias regulatórias. “A CNseg, por exemplo, vai relatar as discussões sobre garantias e a Susep será a responsável por outros dois grupos”, afirmou.

Também há grupos para discutir mudanças nas contragarantias apresentadas em contratos de seguro, regulamentações relacionadas à lei 14.430, bem como na mediação em conflitos que envolvam contratos de seguro.

Corretores de seguros são incluídos no Open Insurance

open insurance

Finalmente, a batalha do setor em relação a SISS (Sociedades Iniciadoras de Serviço de Seguro), que não incluía o corretor de seguros de forma explícita, teve um final feliz. A Susep (Superintendência de Seguros Privados) divulgou no dia 18 a Resolução CNSP Nº 450, que altera as Resoluções CNSP n.º 415, de 20 de julho de 2021, n.º 429, de 12 de novembro de 2021, e n.º 393, de 30 de outubro de 2020. Nela, os corretores de seguros foram inseridos na plataforma SPOC (Sociedade Processadora de Ordem do Cliente), que exercerá a função de meio de transmissão da ordem dada pelo cliente. 

As seguradoras poderão exercer algumas atividades oferecidas pelas sociedades iniciadoras ou constituir empresa com propósito específico de exercer essas atividades de iniciação de serviços. Já os corretores de seguros também poderão constituir ou se transformar em iniciadoras, na medida em que atendam aos requisitos de capital e segurança cibernética, entre outras demandas estabelecidas pela resolução.

“Estamos analisando a resolução para ter mais detalhes em breve. Por ora, todos os projetos open no mundo possuem a figura dos TPPs (third part providers), uma categoria genérica da qual fazem parte as SISS. Elas atuarão por meio da autorização do cliente, podendo contratar seguros, realizar endossos e avisos de sinistro em seu nome”, explica Gustavo Leança, head de soluções de seguros da Capgemini Brasil. “Em resumo, a SISS é uma empresa de tecnologia que busca informações analisadas para dizer ao cliente: pelo seu perfil, pesquisamos o que há no setor e o seguro mais recomendado para você é este.”

Para ser credenciado como SPOC, o corretor deverá atender a todos os requisitos para credenciamento e funcionamento estabelecidos nesta Resolução para SPOC; e ter como objeto social, exclusivamente, a atuação como intermediária na contratação de produtos de seguros, de capitalização e previdência complementar aberta e a prestação de serviço de iniciação de movimentação no Open Insurance, além de observar a regulamentação vigente relativa a corretor de seguros e Open Insurance.

Para o credenciamento na Susep, a plataforma SPOC deve atender aos seguintes requisitos mínimos como estatuto social da SPOC e comprovação de atendimento dos requisitos financeiros estabelecidos, bem como da origem e movimentação dos recursos utilizados na composição do capital social por todos os investidores.

A norma proíbe existência de relação contratual ou de parceria para garantir exclusividade de compartilhamento de serviços entre a SPOC e uma ou mais sociedades supervisionadas, tendo em vista os objetivos do Open Insurance.

O disposto na resolução também se aplica às entidades autorreguladoras do mercado de corretagem, aos liquidantes, aos estipulantes e às sociedades processadoras de ordem do cliente.

Vendas de seguros avançam 17,4% até agosto, para R$ 233,3 bilhões, informa Susep

As seguradoras venderam R$ 233,33 bilhões de janeiro a agosto deste ano, o que representa crescimento de 17,4% em relação ao mesmo período de 2021, segundo dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados). Para o superintendente da Susep, Alexandre Camillo, os números atestam a capacidade de inovação e dinamismo do setor. “Implementamos e continuaremos implementando projetos e iniciativas para modernizar, simplificar e popularizar o setor de seguros, buscando torná-lo acessível a todos os brasileiros. Esse é o grande objetivo da nossa gestão. ”   

O documento também destaca que os segmentos de seguros de pessoas e danos apresentaram crescimento de 18,07% no acumulado até agosto de 2022, em relação ao mesmo período de 2021, com uma arrecadação acumulada até R$206,18 bilhões até agosto de 2022. Nos seguros de pessoas, o grande destaque foi o seguro de vida, que atingiu o montante acumulado de R$ 17,48 bilhões. O valor corresponde a um crescimento de 16,3% em relação ao mesmo período de 2021.  

Os seguros de danos continuam apresentando forte desempenho, com alta de 26,7% na arrecadação de prêmios na comparação do acumulado até agosto de 2022 com o mesmo período de 2021. A arrecadação de prêmios no seguro auto atingiu R$ 32,36 bilhões no acumulado até agosto de 2022, valor 33,3% superior ao do mesmo período de 2021.  

Em agosto, a sinistralidade do seguro de danos fechou o mês em 51,8%. Em julho, o valor registrado foi de 50,9%. A sinistralidade dos seguros de danos, em agosto de 2021, foi de 55,2%. Nos seguros de pessoas, a sinistralidade, em agosto de 2022, foi de 32,6%, frente aos 49,8% e aos 31,8%, observados em agosto de 2021 e julho de 2022, respectivamente. 

A linha de negócio rural foi destaque, com crescimento de 42,5% na arrecadação de prêmios no acumulado até agosto de 2022, em comparação ao mesmo período de 2021. Os seguros das linhas riscos especiais patrimoniais e auto também se destacaram, com crescimento de 33,5%.  

Inflação extrema e desastres naturais exigem gestão de risco disciplinada, enfatiza a resseguradora Munich Re

As perspectivas tanto para a economia quanto para a inflação tornaram-se mais sombrias nas últimas semanas, especialmente na Europa. Isso, juntamente com o aumento dos riscos de ataques cibernéticos e desastres naturais, coloca as seguradoras em uma situação difícil e complexa, onde a solidez financeira e a experiência em riscos serão o que compensa. As expectativas de inflação e os riscos em mudança devem ser refletidos em nossos preços de cobertura de seguro. Ao adotar essa abordagem, podemos permanecer um parceiro forte para nossos clientes e, junto com eles, apoiar a resiliência econômica.

A citação é de Thomas Blunck, membro do conselho da Munich Re, que divulgou hoje um comunicado alertando o mundo sobre o cenário desafiador previsto para 2022 e 2023. De acordo com a nota, o impacto combinado de crises econômicas e geopolíticas está causando níveis de complexidade praticamente sem precedentes no ambiente de negócios para seguradoras primárias e resseguradoras em todo o mundo. A inflação alta, em particular, está tendo um efeito profundo na expectativa de perda em muitos segmentos operacionais. Também contribuem para a equação o cenário em mudança para riscos como as mudanças cibernéticas e climáticas, e as consequências da pandemia de coronavírus, que ainda é perceptível em algumas áreas.

Em resposta à alta inflação, os bancos centrais aumentaram suas taxas básicas, o que, por sua vez, pode impactar os balanços das (res)seguradoras como resultado da desvalorização dos títulos de juros fixos. O aumento das taxas de juros pode desencadear inicialmente um declínio nas bases de capital das (res)seguradoras e afetar sua capacidade, apesar de taxas mais altas terem um efeito positivo no poder de lucro no médio prazo.

A incerteza econômica é especialmente alta. Recentemente, os analistas tiveram que revisar repetidamente as previsões de crescimento para baixo e as previsões de inflação para cima. Como muitos institutos de pesquisa, a unidade de Pesquisa Econômica da Munich Re está trabalhando na suposição de que a zona do euro entrará em recessão neste inverno. Olhando para o ano de 2023 como um todo, o PIB a prazo real na zona do euro deverá estagnar. Uma desaceleração econômica significativa também está se aproximando nos EUA.

Uma preocupação ainda maior para as seguradoras no curto prazo é a inflação, que continuou a subir nos últimos meses – em alguns casos consideravelmente. Muitos mercados estão agora vendo as taxas de inflação atingirem seus níveis mais altos em 40 ou mesmo 50 anos. Na Europa, os preços estão sendo impulsionados principalmente pelos custos de energia e alimentos. Ainda assim, a situação na Europa é semelhante à já observada nos EUA: como os preços estão subindo de forma cada vez mais generalizada, o núcleo da inflação também está sendo forçado a subir. Para as seguradoras, a situação é agravada pelo fato de que as taxas de inflação para os principais componentes de perda, como custos de construção, são em muitos casos mais altas do que a inflação geral.

Todos esses fatores estão levando a um aumento constante da demanda por resseguro. Ao mesmo tempo, porém, as resseguradoras estão vendo suas bases de capital e, por extensão, sua capacidade declinar. “A Munique Re continua em uma posição financeiramente forte, com um índice de solvência que subiu para pouco mais de 250% no final de junho de 2022. Apesar da inflação, dos riscos em mudança e dos altos níveis gerais de incerteza, estamos prontos com nossa capacidade. O que é crucial é que garantimos, junto com nossos clientes, que todos esses desenvolvimentos sejam adequadamente cobertos na precificação”, disse Thomas Blunck, cujas responsabilidades no Conselho de Administração da Munich Re incluem a Divisão Europa/América Latina, à frente da Reunião de resseguros Baden-Baden.

Seguradoras acertam parceira com Amazon para evitar concorrência com empresas de tecnologia

A Amazon.com lançou um portal de seguro residencial no Reino Unido e acertou acordo com três grandes seguradoras à medida que avança nos serviços financeiros em todo o mundo, traz a Reuters. Ageas UK, Co-op e LV, General Insurance, da seguradora alemã Allianz, fornecerão serviços de terceiros inicialmente, disse a Amazon nesta quarta-feira.

“A Amazon será uma grande ameaça se investir seriamente e concentrar seus esforços neste mercado”, disseram analistas da Peel Hunt em relatório. Os analistas acrescentaram que o seguro – incluindo seguro residencial – representa cerca de 43% dos negócios da Moneysupermarket.

As seguradoras temem que as empresas de tecnologia roubem seus negócios e desejam fazer parceria com elas, oferecendo-lhes comissões pela venda de seus produtos. O novo portal, Amazon Insurance Store, também incluirá avaliações e classificações de clientes sobre companhias de seguros e a taxa de aprovação de pedidos de reembolso de sinistros, disse a Amazon.

Alper é a única consultoria no Top 5 do segmento de seguros

Fonte: Alper

A Alper Consultoria em Seguros é a única consultoria no Top 5 do segmento de seguros, premiação realizada pela 100 Open Startups, plataforma pioneira e líder em open innovation na América Latina. O Ranking TOP 100 Open Corps 2022 foi divulgado no dia 18 de outubro e reconhece as corporações que mais praticaram inovação aberta com startups no país no último ano, a partir de dados gerados pelo próprio mercado. 

“Estar neste ranking demonstra nosso reconhecimento como referência em inovação aberta no país e no setor de seguros. Esse é um trabalho que vem sendo construído e nos colocando na vanguarda da disrupção dentro do nosso mercado”, afirma Gustavo Croitor da Alper, CDO Consultoria em Seguros.

De acordo com Croitor, nos últimos anos a empresa vem investindo fortemente em inovação e tecnologia. Além disso, a Alper é a única consultoria de seguros do mercado com um programa próprio de aceleração de startups, a Alper Digital, que já está na 4ª rodada de aceleração, oferecendo mentoria para ajudar a gerar valor por meio de negócios, relacionamento e infraestrutura. 

“A Alper está sempre na vanguarda e, para isso, é preciso ampliar as soluções digitais oferecidas aos nossos clientes e incentivar a inovação no mercado. As iniciativas digitais são um importante nicho da companhia, que vem investindo fortemente em serviços e soluções, para transformar o mercado de seguros e as entregas para os nossos clientes”, afirma Croitor.

O Ranking mostra que, em 2022, as corporações fecharam mais negócios com startups do que nunca. Segundo o levantamento, realizado entre julho/21 e junho/22, o valor total de contratos de Open Innovation fechados entre corporações e startups alcançou o montante de R$ 2,7 bilhões, representando um valor médio de R$ 260 mil por contrato. 

O Ranking TOP Open Corps é parte do Ranking 100 Open Startups, que é publicado desde 2016 e chega a sua sétima edição em 2022. Além das TOP 100, também foram reconhecidas as corporações TOP 5 e TOP 10, em 25 categorias setoriais. As startups premiadas como líderes em open innovation no ano serão anunciadas em novembro.

 “Sou Segura Insurance Meeting” discute saúde mental 

sou segura mulheres em seguro

Fonte: Sou Segura

Saúde mental e Saúde Suplementar. Esse foi o tema debatido na primeira edição do “Sou Segura Insurance Meeting”, que aconteceu ontem (terça, dia 18 de outubro), no auditório da Escola de Negócios e Seguros (ENS), no Rio de Janeiro. O evento, organizado pela Sou Segura, contou com a participação das palestrantes Clarice Pires, CEO na Scirama Psychedelic Scienc; Katia Weber, gerente de Gestão de Saúde Populacional da SulAmérica; e Cristina Vidal, diretora de Benefícios RJ-MG e Nordeste na MDS Group. A apresentação ficou a cargo da conselheira Fiscal da Sou Segura, a advogada Liliana Caldeira; e da conselheira Consultiva, Marcia Ribeiro. 

Na abertura do encontro, Liliana Caldeira falou sobre os números da Saúde Suplementar hoje no Brasil. São 49,9 milhões de beneficiários registrados em agosto de 2022. Em relação ao ano passado, houve um aumento de 1,6 milhão de vínculos nos planos de saúde. Os dados contrastam com o desempenho financeiro do segmento: as operadoras de planos médico-hospitalares tiveram seu pior resultado operacional da série histórica no segundo trimestre de 2022. Nesse período, o prejuízo foi de R$ 4,4 bilhões e os planos de saúde apresentaram um resultado líquido negativo de R$ 1,7 bilhão (setembro de 2022).  

“Temos um cenário de tempestade perfeita. As pressões de custo causadas entre outros, pelas intervenções e procedimentos eletivos que deixaram de ser feitos na pandemia, o piso salarial de enfermagem, o fim do rol taxativo e também a epidemia de problemas de saúde mental que estamos vivenciando no momento”, afirmou Liliana, que em seguida mostrou um gráfico em que mostra que a preocupação com a saúde mental no Brasil tem aumentado entre a população. “A preocupação com câncer, por exemplo, está abaixo das preocupações com saúde mental”.  

Logo depois da apresentação da conselheira fiscal do Sou Segura, Marcia Ribeiro iniciou o debate com a pergunta para as palestrantes: “como vocês definem o que é saúde mental”. Clarice Pires, da Scirama Psychedelic Scienc, tomou a palavra para explicar um pouco da atuação da healthtech. “Somos uma startup de base biotecnológica para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação com foco no estudo de substâncias psicodélicas. Buscamos tornar realidade pesquisas científicas que possam trazer qualidade de vida à parcela da sociedade que aguarda por abordagens terapêuticas mais eficientes, especialmente em saúde mental”, disse Clarice.  

Cristina Vidal, da MDS Group, fez questão de salientar que o tema saúde mental tem deixado de ser tabu nas empresas, principalmente depois da pandemia. “Entendemos que saúde mental é mais do que doença mental, está ligada ao bem-estar do indivíduo e da sua capacidade de lidar com as emoções que nos acometem no dia a dia. Estamos num país que é o mais ansioso do mundo, nove entre dez pessoas sofrem de ansiedade. Somos também o segundo país mais depressivo do mundo”, ressaltou.  

Já a gerente da SulAmérica, Katia Weber, falou sobre a iniciativa da empresa de criar um programa dedicado à saúde mental. O Única Mente surgiu entre em 2018, para oferecer apoio profissional na prevenção, diagnóstico e tratamento de algumas das doenças que atingem a vida moderna, como ansiedade, depressão, síndrome do pânico e burnout. “Há alguns anos, falar sobre esses temas era um tabu. Depois da pandemia, algumas barreiras foram quebradas. Saúde mental para mim tem a ver com auto gerenciamento da nossa vida, como podemos contribuir para a nossa sociedade, conhecer nossos limites e fragilidades”, citou Katia.  

Em seguida, Marcia Ribeiro fez outra pergunta para as três convidadas: “o que suas empresas estão fazendo em relação à saúde mental dos profissionais, de maneira corretiva e preventiva?”. Quem falou primeiro foi Katia Weber, que destacou o programa Única Mente e também o In Company, que leva para gestores e colaboradores de empresas clientes da SulAmérica informações valiosas sobre lidar com esse problema. “Fazemos um mapeamento das características das empresas, o que dá subsídios para um programa assertivo para cuidar da saúde mental das equipes. Cada empresa é única no que diz respeito a essa questão de saúde mental”.  

Cristina Vidal compartilhou da mesma visão, afirmando que é imprescindível entender o perfil das empresas para a elaboração de um plano de saúde mental mais direcionado para os colaboradores. “Fazemos perguntas que às vezes parecem bobas, por exemplo, sobre o sono da pessoa, mas que são fundamentais para entendermos o espectro”.  

Já Clarice Trindade falou sobre uma pesquisa que a Scirama vai iniciar no primeiro trimestre de 2023, em parceria com a PUC-Rio. “Vamos recrutar 90 pacientes com sintomas de depressão, para receber compostos. Pretendemos levar os resultados e dialogar com a Anvisa depois disso. O Brasil é referência no meio acadêmico mundial em ciência psicodélica”.      

ABGR: Aposta no ecossistema financeiro e seguros, inovação e conteúdos de vanguarda

Por Carlos Alberto Pacheco

Considerado como um evento diferenciado de gerenciamento de riscos na América Latina, a Expo ABGR & XIV Seminário de Gestão de Riscos e Seguros vem repaginados em 2022. A expo e seminário serão realizados na mesma data e local do Financial Innovation – Expo & Conference: no ProMagno Centro de Eventos, em São Paulo, nos dias 16 e 17 de novembro. Juntos, o objetivo é duplicar a presença de lideranças do segmento financeiro e de seguros. 

A feira de negócios terá mais expositores com a apresentação de soluções inovadoras e promoção de networking entre os participantes. Os organizadores esperam receber cerca de 4 mil pessoas tanto nas palestras, quanto na feira de negócios. O tema do seminário é “Open Insurance e ESG: os desafios da inovação e sustentabilidade para o risk management”. Serão diversos eixos temáticos, entre os quais Gestão de Riscos, Insurtech e Novo Mercado, ESG & Sustentabilidade, Transportes – Logística e Diversidade & Inclusão, além de trilhas paralelas de conteúdos em variados ambientes.

O público qualificado está dividido em dois pilares distintos: consumidores de vários setores – energia, mineração, transporte & logística, gás natural, saneamento básico, oil & gás, delivery, etc. – e provedores – seguradoras, corretores, brokers, resseguradoras, consultorias, engenharias de risco, tech, cyber security. Haverá oportunidade para plena interação com os principais players e tomadores de decisão do setor de risk management, financeiro e seguros.