IRB Brasil RE divulga prejuízo de R$ 298,7 milhões no terceiro trimestre de 2022

raphael de carvalho IRB

O IRB Brasil apurou prejuízo líquido de R$ 298,7 milhões no 3T22, ante prejuízo líquido de R$ 155,7 milhões no 3T21. Nos nove primeiros meses de 2022 (9M22), o IRB acumula prejuízo líquido de R$ 591,6 milhões, ante prejuízo de R$ 311,8 milhões nos 9M21. O resultado representa redução de 20% do prejuízo em relação ao trimestre anterior (2T22), período também fortemente impactado por esses eventos climáticos atípicos que afetaram o agronegócio. Normalizado, ou seja, excluindo os efeitos extraordinários do Rural, o resultado do 3T22 seria negativo em R$ 123,3 milhões. Segundo nota divulgada, os efeitos climáticos que provocaram a quebra de safras importantes no Brasil e resultaram em sinistros vultosos para seguradoras e resseguradoras seguem impactando negativamente os números da companhia,

“O mercado ressegurador global enfrentou um terceiro trimestre desafiador. Eventos climáticos, além da alta inflacionária, guerra e as consequências da pandemia, impactam o setor dentro e fora do Brasil. Mais uma vez, no mercado doméstico, a seca histórica afetou o nosso resultado. Esse efeito relevante elevou a sinistralidade a níveis acima dos projetados pela companhia, que já esperava colher de maneira mais significativa nesse trimestre os resultados da estratégia de re-underwriting. Acreditamos que o momento de inflexão de resultados tenha se deslocado no tempo, mas que todas as ações foram tomadas corretamente para que a companhia opere com rentabilidade no médio prazo, executando de forma disciplinada nossa estratégia”, avalia Raphael de Carvalho, CEO do IRB Brasil RE.

Foco no Brasil

O comportamento do faturamento em prêmios, segundo o ressegurador, evidencia a execução da estratégia de negócios da companhia, voltada para o crescimento no mercado brasileiro, definido como prioridade geográfica. “Trabalhamos fortemente na nossa estratégia de longo prazo, com a revisão permanente da carteira, tendo como foco o crescimento com rentabilidade. Estamos diluindo o risco, buscando uma quantidade maior de negócios com menor exposição por contrato. Ou seja, melhoria de subscrição, redução de sinistralidade, maior eficiência e nova cultura centrada no cliente”, afirma Raphael de Carvalho.

Entre julho e setembro, o volume total de prêmios emitidos apresentou redução de 7,5% em relação ao 3T21, alcançando R$ 2.412,4 milhões, comparados a R$ 2.607,7 milhões no mesmo período do ano anterior. Os prêmios emitidos no Brasil somaram R$ 1.738,9 milhões no 3T22, com queda de 3% ante o mesmo período de 2021. Isso ocorreu, principalmente, pela diminuição de negócios em Rural, com a não renovação de contratos desalinhados com as condições de hard market vigentes e com o apetite a riscos da companhia. Já os prêmios emitidos no exterior totalizaram R$ 673,5 milhões no 3T22, com queda de 17,3% em relação ao 3T21.

Ainda em linha com a estratégia da companhia, no acumulado do ano, os prêmios emitidos no Brasil totalizaram R$ 4.133,2 milhões, o que representou alta de 1,3% em relação ao mesmo período de 2021, refletindo o maior volume de prêmios emitidos nos segmentos Vida (+15,3%) e Property (6,1%). Já os prêmios emitidos no exterior, nos 9M22, foram de R$ 1.969,1 milhão, queda de 24,8% em relação aos 9M21.

“No 3T22, renovamos 85% dos contratos que desejávamos manter. Esse percentual de renovação é o mais alto dos últimos trimestres. Esse movimento está em linha com a estratégia da companhia, que tem foco no protagonismo no Brasil, com negócios locais respondendo por aproximadamente dois terços do portfólio. A participação do Brasil no portifólio cresceu e, nos 9M22, chegou a 68%”, explica Daniel Veiga, vice-presidente de Danos, Responsabilidades e Riscos Especiais.

Sinistralidade em queda

O sinistro retido total no 3T22 foi de R$ 1.387,1 milhões, uma redução de R$ 605,2 milhões (ou 30,4%) em relação ao 3T21. Na comparação com o 2T22, observamos redução nominal de R$ 276,6 milhões, uma queda de 16,6%. O índice de sinistralidade total no 3T22 foi de 116,8%, apresentando uma redução de 2,4 p.p. ante o mesmo trimestre do ano anterior, de 119,3%, e 7,4 p.p. em relação ao 2T22, de 124,2%.Excluído o efeito da operação de LPT (Loss Portfolio Transfer) de R$ 328,3 milhões na linha de Aviação Internacional e os impactos climáticos na linha Rural Doméstico, o índice de sinistralidade normalizado no 3T22 foi de 91,3%.

No acumulado do ano, o sinistro retido total foi de R$ 3.983,8 milhões, um decréscimo de R$ 715,9 milhões, ou 15,2%, em relação aos 9M21 (R$ 4.699,8 milhões). O índice de sinistralidade total nesse período, de 108,3%, apresentou um acréscimo de 11,5 p.p. comparado ao mesmo período do ano anterior, de 96,8%. Excluída a operação de LPT e os impactos dos eventos climáticos atípicos, o índice de sinistralidade dos 9M22 normalizado foi de 84,8%.

“O índice de sinistralidade ainda reflete os eventos atípicos climáticos, que afetaram o segmento Rural doméstico em R$ 900,6 milhões nos 9M22, e os impactos da pandemia de covid-19 em Vida. Mesmo com o arrefecimento das mortes em 2022, registramos R$ 179,2 milhões de sinistros retidos decorrentes deste evento, notadamente em negócios de Vida, nos 9M22. A tendência é que o impacto seja cada vez menor nos sinistros da companhia”, comenta Wilson Toneto, vice-presidente Técnico e de Operações do IRB Brasil RE.

Suficiência nos indicadores 

O IRB Brasil RE deve observar dois indicadores regulatórios importantes. No 3T22, a companhia retomou a suficiência em ambos. Em 30 de setembro de 2022, a suficiência do patrimônio líquido ajustado em relação ao capital mínimo requerido foi de R$ 153,6 milhões. Assim, o patrimônio líquido ajustado correspondia a 109% do capital mínimo requerido na data. Também em 30 de setembro de 2022, o IRB apresentou suficiência no enquadramento da cobertura de provisões técnicas e liquidez regulatória de R$ 325,9 milhões, em comparação ao saldo positivo de R$ 235,5 milhões em 31 de dezembro de 2021.

“Nosso foco é, cada vez mais, ser especialista em Brasil. A demanda por nossos negócios segue em alta e atuamos para suportar programas, oferecendo a nossa capacidade e experiência. Queremos, em colaboração estreita com parceiros de negócios, ampliar o conhecimento, o engajamento e o desenvolvimento de soluções inovadoras para o nosso mercado”, finaliza Raphael de Carvalho.

Instituto SulAmérica promove impacto social em Arraial D’Ajuda

Fonte: SulAmérica

O Instituto SulAmérica, organização sem fins lucrativos que tem como objetivo possibilitar o acesso de pessoas em situação de vulnerabilidade social a informações e serviços de cuidado da saúde emocional, promove uma ação de impacto social em Arraial D’Ajuda, na Bahia, nesta semana. Um grupo de 18 colaboradores e colaboradoras do Grupo SulAmérica, que venceram recentemente concursos internos de inovação e solução de problemas, realizará até sábado (12) uma série de trabalhos voluntários na ONG Associação Filhos do Céu, que atende mais de 140 crianças da comunidade diariamente.

Além de apoiarem as atividades cotidianas da organização, os voluntários foram preparados pela ONG Vaga Lume para conduzir sessões de mediação de leitura infantil. Na frente de promoção da saúde emocional, a psicóloga do Instituto SulAmérica, Claudia Martini, vai ministrar rodas de conversa na associação. O Instituto oferecerá à comunidade, ainda, o acesso gratuito a uma plataforma de teleconsultas com médicos e psicólogos pelo período de seis meses.

A Associação Filhos do Céu também será beneficiada com os recursos doados pelos funcionários da SulAmérica em campanha interna no Mês das Crianças, que arrecadou o valor de R$3.812,18, para compra de brinquedos e material escolar.

Alexandre Camillo, da Susep, fala de open insurance a resseguro em Santiago do Chile

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Open Insurance, Open Finance, SRO, IMS, Sandbox, DPVAT e resseguros foram alguns dos temas comentados por Alexandre Camillo, titular da Susep (Superintendência de Seguros Privados), em conversa com jornalistas em Santiago do Chile, onde participa de vários eventos do setor segurador nesta semana, incluindo o lançamento da Fides Rio 2023 pela CNseg, a confederação nacional das seguradoras do Brasil, pelo presidente Dyogo de Oliveira, com quem se reuniu no inicio da manhã em encontro bilateral com integrantes da ASSAL – Associação de Supervisores de Seguros de América Latina.

Entre os assuntos em debate estavam os desafios e oportunidades do Open Insurance em fase de implementação no Brasil bem como a criação de uma plataforma para intercâmbio de informações sobre riscos cibernéticos na América Latina. Só no ano passado, foram registrados 850 milhões de ataques cibernéticos no Brasil.

Open Insurance é pauta de todas as empresas que atuam no setor e também de muitos investidores interessados em atuar no segmento, que apresenta grande potencial de crescimento no Brasil para os próximos anos. Além das oportunidades de negócios, há também muitos desafios. Para Camillo, os benefícios para os consumidores de seguros com o Opin, previsto para setembro de 2023, devem ser sentidos no longo prazo, algo como dois a três anos, segundo ele. 

“Não acredito que o consumidor tenha a percepção do benefício da concorrência do Open Finance, que une open banking e open seguro, num primeiro momento em seguros, pois no setor a grande maioria das apólices são anuais, o que dá ao cliente a chance de rever as condições e buscar uma oferta a cada renovação”, disse. 

Ele citou o Open Banking para justificar sua opinião. “Os bancos já convivem com isso ha dois anos e tem cerca de 6 milhões de clientes que optaram por compartilhar as informações num universo de 200 milhões de contas. A efetividade não é a mesma do PIX, que começou em novembro de 2020, e que teve uma grande adesão. Apenas em outubro, o sistema de pagamento instantâneo movimentou R$ 897,47 bilhões, em 2,048 bilhões de transações, segundo dados do Banco Central”, argumenta.

O titular da Susep reconhece que o sistema aberto de informações financeiras veio para ficar e vai sim estimular a concorrência nos produtos financeiros. “Ainda há muita insegurança em compartilhar dados financeiros. À medida que as pessoas forem testando e tendo boas experiencias, ai sim acredito que o Open Finance vai decolar e será uma referencia para diversos países como é hoje o PIX. O Brasil está a frente desta inovação e há muito interesse do mundo sobre este tema. Fui muito abordado por colegas de várias partes do mundo que estão aqui em Santiago do Chile para reuniões diversas sobre este tema. O mundo nos observa e temos muito a acrescentar neste tema”. 

Recentemente, a Susep fez ajustes nas normas do Opin. Uma das principais mudanças foi o fim da SISS (Sociedades Iniciadoras de Serviço de Seguro), que trazia entre suas atividades a condição de “representação do cliente”, e em substituição foi criada a plataforma SPOC (Sociedade Processadora de Ordem do Cliente), com a condição de “exercer a função de meio de transmissão da ordem dada pelo cliente”, ou seja, um hub de conexão entre os atores do processo. Com isso, inseriu-se o corretor de seguros no contexto do Open Insurance com a possibilidade de atuar na plataforma SPOC, e até mesmo participar da Estrutura de Governança (Representante SPOC) desde que obedeçam às exigências estabelecidas.  

Outra deliberação foi sobre as regras que flexibilizam a inclusão de produtos de grande risco, em uma alta correlação com o Open Finance. No caso do produto de grandes riscos haverá a possibilidade de exclusão de toda a padronização no ecossistema. Também foi estabelecido alinhamento dos prazos com o limite do Open Finance, com a prorrogação em 90 dias para conclusão do projeto e início da fase 3 (serviços), entre outros ajustes. “Com esses aprimoramentos, o setor de seguros torna-se aderente ao processo, viabilizando a consolidação do Open Finance junto à sociedade”, afirma o superintendente.

Sandbox

Em relação as 31 insurtechs das duas edições do Sandbox, ambiente protegido para as novatas testarem seus produtos, Camillo disse que até agora apenas uma pediu sua saída do projeto e se transformou em uma seguradora digital. Trata-se da Pier, que atua com seguro celular e de carro. As outras tem suas operações vigiadas pela Susep e não há qualquer previsão da abertura de uma terceira edição de Sandbox, por ora.

“A alta de juros em diversos países tirou o apetite dos investidores em aportarem capital em uma operação de risco. E isso atrapalhou muito os planos das novatas. Agora é preciso rever o plano de negócios e entender o que realmente vai trazer inovação para convencer os investidores a aportarem recursos. Dentro do Sandbox, as insurtechs podem ficar 36 meses. Depois deste prazo, elas se transformam em seguradoras digitais com aporte de capital mínimo, ou encerram o projeto”, explicou. 

Iniciativa do Mercado de Seguros (IMS)

Uma das grandes lutas dos executivos de seguros nas últimas décadas tem sido mostrar para o governo a importância do mercado segurador para o crescimento sustentável do Brasil, considerando-se que a função do setor é mitigar riscos e proteger empresas e indivíduos de perdas financeiras. Neste ano, uma vitória. Foi criada a Iniciativa do Mercado de Seguros (IMS), inspirada na Iniciativa do Mercado de Capitais (IMK).

Segundo Camillo, o IMS recebeu 38 temas e cerca de oito foram estudados e apenas cinco escolhidos, na primeira reunião realizada em outubro. Agora os sub-grupos estão avaliando o que é factível para ser colocado realmente em estudo e ações concretas que contribuam para o desenvolvimento do setor. 

Os 5 subgrupos deverão apresentar os primeiros resultados até o fim deste ano. Um deles estuda a possibilidade de utilização de recursos da previdência privada como garanta de crédito, ajudando, assim, a evitar saques dos planos antes do período de aposentadoria. Há grupos para discutir mudanças nas contragarantias apresentadas em contratos de seguro, regulamentações relacionadas à lei 14.430, auto regulação dos corretores de seguros, agentes fiduciários junto à CVM, bem como mediação em conflitos que envolvam contratos de seguro.

Participam da IMS:

SPE – Secretária de Política Econômica

SUSEP –  Superintendência de Seguros Privados

SENACON –  Secretaria Nacional do Consumidor 

PREVIC – Superintendência Nacional de Previdência Complementar

STN – Secretaria do Tesouro Nacional 

SPREV – Secretaria de Previdência

RFB – Receita Federal do Brasil

BCB – Banco Central do Brasil

CVM – Comissão de Valores Mobiliários 

MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

SRO em banho maria

Depois de muito investir em sistemas para atender aos normativos sobre o SRO (Sistema de Registro de Operações), o tema saiu da pauta de médio prazo da Susep e, consequentemente, das seguradoras. No início, a ideia com a criação deste sistema era conferir mais governança e transparência ao setor, com a padronização de informações e a agilidade no acesso a dados. Era praticamente um sistema para viabilizar o open insurance e daria ao órgão regulador os meios para fazer uma regulação online das seguradoras. 

Mas, segundo Alexandre Camillo, as informações para o Opin não dependem do SRO. “No open insurance, as seguradoras, quando autorizadas pelos clientes, vão buscar os dados diretamente na concorrente. Os dados do SRO serão acessados exclusivamente pela Susep, não sendo, portanto, abertas ao público”, explicou.

Em suma, o SRO era visto como o principal contribuir para a transformação digital do setor de seguros, e agora é tido como um problema a ser resolvido pela Susep e pelas entidades registradoras das operações de seguros, previdência complementar aberta, capitalização e resseguro. Entre elas a B3, Central de Registro de Direitos Creditórios (CRDC), CSC, MAPS. Ângulo Capital Investimentos e Participações e I4PRO. A B3, até maio deste ano, tinha atingido a marca de 100 milhões de registros de operações de seguro. 

Uma parte do problema era a adequação do LGPD na troca de dados. Uma saída foi contratar um outra certificadora que receberia os dados das certificadoras e passaria para a Susep. Segundo fontes, este contrato foi desfeito. E agora se discute o tema para dar andamento ao projeto.

Em seguro garantia, o SRO era tido como um fim das fraudes. O segurado e o beneficiário, por meio da consulta ao SRO, teriam a certeza da existência da apólice de seguro garantia e das principais informações de cobertura. Tanto que foi o primeiro produto do mercado a ser registrado pelas registradoras, responsáveis pelo monitoramento das operações de registro e por disponibilizar os dados ao regulador e às seguradoras. 

Segundo Camillo, há uma grande complexidade das operações, que precisam ser mais bem debatidas. Enquanto isso, o bom e velho FIPE, formulário usado pelas seguradoras para informar ao órgão regulador suas operações para fim de fiscalização de solvência, segue sendo o mais usado, enquanto acertam o passo sobre a forma que o SRO será gerenciado. 

Um dos pontos de conflito do SRO era constar informações referentes à intermediação, como o valor da sua remuneração, o “tipo de intermediário” (corretor, agente, representante, entre outros) e a identificação dos intermediários. Essas mesmas informações constam de todas as circulares da SRO, desde a Circular 601/20, publicada em abril de 2020.

Resseguro: fim do limite de cessão

Camillo citou o avanço em resseguro, o que, segundo ele pode estimular o crescimento do segmento. A minuto em consulta pública até 22 de novembro acaba com o limite de cessão das seguradoras para as resseguradoras. No entanto, para a adoção de percentual de cessão em resseguro superior a 90%, considerando a globalidade de suas operações, por ano civil, é preciso explicar para a Susep o motivo de nada estar sendo absorvido pela seguradora. “Isso pode estimular as seguradoras a comprar mais resseguro para entrar em novos mercados, facilitar a contratação em casos de riscos vultosos, como plataformas de petróleo, bem como dar uma folga no patrimônio comprometido no balanço financeiro em razão de ter o resseguro como garantia de operações.”

IRB, uma luta ainda sem luz no fim do túnel

Segundo Camillo, a Susep tem acompanhado de perto os problemas enfrentados pelo IRB Brasil Re, com a uma crise iniciada por fraude contábil. Com todo o desgaste da imagem institucional, o ressegurador ainda foi atropelado por perdas relevantes em contratos deficitários e perdas na carteira agrícola. Um fato que mostra o problema é a queda das ações de R$ 44 para R$ 1 hoje em dia. Os acionistas, Bradesco e Itaú, fizeram um aporte de R$ 1,2 bilhão, além da entrada de recursos com vendas de ativos. “Temos lutado para manter a luz no fim do túnel, mas não esta fácil. Mas vemos o comprometimento desta gestão em manter o IRB, que detém algo entre 25% e 30% de market share, como um player importante na disputa deste mercado, que conta hoje com 120 resseguradores, entre locais, admitidos e eventuais”, disse. 

Alper registra expansão de 91,8% em sua receita líquida

marcos couto alper seguros

Fonte: Alper

A Alper Consultoria em Seguros encerrou o terceiro trimestre do ano com crescimento de 91,8% na sua receita líquida na comparação com o mesmo período de 2021, para R$ 69 milhões. O Ebitda ajustado atingiu R$ 13,4 milhões, com expansão de 114,7%. No acumulado do ano, a receita líquida apresentou avanço de 73,2% e o Ebitda ajustado ficou em R$ 35,2 milhões, com margem de 20,5%. 

De acordo com o CEO, Marcos Couto, o resultado reflete uma série de iniciativas orgânicas e aquisições que a empresa vem realizando. Entre elas, o executivo destaca a aquisição da Almeida Budoya, uma das maiores e mais tradicionais corretoras do interior de São Paulo, e a maior aquisição da Alper até hoje. “Seguimos ganhando escala com M&A. O resultado do trimestre já incorpora boa parte da receita da Almeida Budoya. Além do forte crescimento orgânico na maioria das unidades de negócio, com destaque para Riscos Corporativos, Transporte e Agro”, revela. Nos últimos cinco anos a Alper realizou a aquisição de 12 corretoras, o que representa cerca de R$ 122 milhões em receita anual. 

Couto destaca ainda o forte desenvolvimento digital que vem contribuindo para o crescimento orgânico da companhia. Entre as iniciativas nesta área estão o Alper Digital, programa de aceleração de startups que está em sua quarta edição; o Desenvolvimento de plataformas digitais para a unidade Agro, voltada para o gerenciamento de riscos, contribuindo para identificar possíveis falhas no processo e evitando sinistros, entre outros. 

Vale destacar ainda o aumento na diversificação de receita da Alper. Entre as unidades da companhia, a de Benefícios e Previdência apresentou crescimento de 40,7%, Riscos Corporativos avançou 180,8%, Transportes registrou expansão de 120,2% e Automóveis alta de 44,3%. Já o Agro registrou o surpreendente crescimento de 1.081,9%, puxado, principalmente, pela aquisição da JDM e pela parceria com a AgroGalaxy, além do excelente desempenho do setor no Brasil desde o ano passado. 

“Nossos números revelam que estamos no caminho certo de crescimento e consolidação do mercado de corretagem de seguros. Estamos sempre atentos às inovações tecnológicas que possam agregar ao nosso negócio. Além disso, continuamos com forte apetite por aquisições e seguimos atentos às oportunidades do mercado”, afirma Couto. 

Grupo Generali registra vendas de quase 60 bilhões de euros até setembro de 2022

GENERALI Christiano Borean 28 01 2015 Paris

Fonte: Generali

Os resultados da Generali nos nove meses do ano mantêm o ritmo de crescimento com uma posição de capital extremamente sólida construída sobre a implementação efetiva do plano estratégico “Lifetime Parnter24: Driving Growth”. As informações financeiras do grupo em 30 de setembro de 2022 demonstram os efeitos positivos da estratégia, apesar de um cenário macroeconômico em evolução. As iniciativas estratégicas e as ações de negócios implementadas desde os últimos anos garantem que a Generali esteja bem posicionada para atingir suas metas.

  • Os prêmios brutos emitidos aumentaram para 59,8 bilhões de euros (+1,3%), impulsionados pelo crescimento em P&C (+10,3%), liderados pela linha non-motor. Prêmios de Vida contratados (-2,9%). As entradas líquidas de Vida foram de 7,7 bilhões de euros, impulsionadas pelas linhas unit-linked e de proteção, consistente com a estratégia de reposicionamento do portfólio de negócios de Vida.
  • O resultado operacional continuou a subir para 4,8 bilhões de euros (+7,8%), graças ao desempenho positivo dos segmentos Vida e P&C. O Índice Combinado foi de 93,3% (+2 p.p.). A Margem de Novos Negócios foi excelente e atingiu 5,42% (+0,68 p.p.).
  • Resultado líquido estável em 2.233 milhões de euros (-0,8%). Excluindo os impactos dos investimentos russos, o resultado líquido teria crescido para 2.374 milhões de euros (+5,5%).

O CFO do Grupo Generali, Cristiano Borean, comentou: “Os resultados dos primeiros noves meses refletem a solidez de nosso Grupo construída sobre os fundamentos de nossa estratégia de focar nas linhas de negócios mais rentáveis e em nossas fontes diversificadas de ganhos. Isso nos permite continuar gerando valor apesar do ambiente macroeconômico. A Generali está alcançando com sucesso um crescimento sustentável e aumentando continuamente seu resultado operacional, refletindo a implementação efetiva de nosso plano estratégico ‘Lifetime Partner 24: Driving Growht’”.

Seguro obrigatório de veículos não será cobrado em 2023, segundo minuta da Susep

Os proprietários de veículos devem ficar pelo terceiro ano consecutivo sem pagar DPVAT. Isso porque o imbróglio deste seguro obrigatório de veículos ainda é uma das pendências para a Susep (Superintendência de Seguros Privados) resolver neste ano. “Estamos finalizando a minuta de uma medida provisória que será discutida na reunião de final de ano do CNSP (Conselho Nacional de Seguros Privados). Se for aprovada, o seguro não precisará ser pago com o IPVA”, contou o titular da autarquia, Alexandre Camillo, em conversa com jornalistas em Santiago do Chile, palco de vários eventos do setor segurador nesta semana. 

Esta é uma das agendas que Camillo pretende finalizar neste ano. Com eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para presidente da República a partir de 2023, há expectativa de troca de comando da Susep, uma vaga sempre disputada pelos partidos políticos. Por enquanto, a briga está nos cargos mais elevados, como ministérios e secretarias, mas logo deve chegar às agências e autarquias como a Susep. “É algo que sempre acontece, mas creio que está claro para o governo a importância do mercado de seguros para o desenvolvimento do Brasil e a necessidade de ter uma nomeação técnica para este importante órgão regulador de uma industria que representa 4,5% do PIB”.

Em 2021, o governo federal transferiu a gestão e operação do DPVAT para a Caixa Econômica Federal (CEF) e deixou de cobrar o seguro dos proprietários de veículos motorizados no País. Em 2022, nada foi cobrado também. A não cobrança em 2023 tem a mesma fundamentação dos anos anteriores. Apesar de a cobrança do seguro obrigatório ter sido suspensa nos últimos dois anos, o DPVAT continua existindo e pode ser acionado em caso de acidente de trânsito – vale para motoristas, passageiros ou pedestres e seus beneficiários.

Há excedente de recursos na operação para arcar com a cobertura do seguro no próximo ano. O excedente foi formado com os valores pagos pelos proprietários de veículos ao longo dos últimos anos.  Em fevereiro de 2021, houve a transferência do excedente de recursos de cerca de R$ 4,3 bilhões do Consórcio das seguradoras que integravam a Seguradora Líder para o FDPVAT (fundo administrado pela Caixa Econômica Federal). Naquele ano também as seguradoras anunciaram suas saídas do consórcio.

Segundo Camillo, a Caixa também concorda com os termos iniciais da minuta sobre seguir com o atendimento e com a não cobrança do seguro em 2023. Há uma concordância entre o setor público e privado sobre a importância de se manter o seguro para a população, porém nao mais de uma forma universal, onde todos teriam direito a indenizações, mas sim por meio de uma oferta privada a ser discutida, que pode contar com uma câmara de compensação para lidar com a inadimplência do pagamento, geralmente atrelado ao pagamento do IPVA do veículo.

O Ministério da Economia criou um grupo de trabalho para estudar e apresentar possíveis cenários e propostas alternativas ao atual modelo operacional do DPVAT. A equipe atualmente analisa pontos positivos e negativos do atual modelo, seguros hoje disponíveis nas seguradoras privadas, e também alguns dos principais modelos internacionais de seguro obrigatório do mesmo tipo. Outra tarefa deste grupo é propor legislações que deveriam ser alteradas, propor mudanças legislativas para viabilizar um novo modelo – caso sejam necessárias – e apresentar solução, mesmo que temporária, para a continuidade da operacionalização do DPVAT.

Nenhuma conclusão foi dada ao assunto desde a formação da equipe, em maio deste ano. “Acreditamos que em 2023 o assunto será amplamente debatido, para quem em 2024 este tema seja solucionado. Até lá, a perspectiva é que não haja cobrança e que a Caixa siga na administração no atendimento dos segurados vítimas de acidentes de transito”, afirmou Alexandre Camillo. 

Vale lembrar um problema a mais para quem opera com este seguro: a inclusão de cobertura para riscos antes excluídos. Recentemente o Superior Tribunal de Justiça (STJ) fixou duas teses sobre as indenizações do DPVAT, o seguro obrigatório, direcionado a vítimas de acidentes de trânsito. Ficou definido que há cobertura mesmo nos casos caracterizados como acidentes de trabalho e que podem gerar indenização previdenciária. Os ministros entenderam que uma situação não anula a outra, segundo divulgou o Valor. Também decidiram que acidentes envolvendo veículos agrícolas capazes de transitar em vias públicas, seja em zona urbana ou rural, e aptos à locomoção humana e transporte de carga – como trator e pequenas colheitadeiras – estão cobertos pelo seguro.

Akad lança seguro contra riscos cibernéticos para pequenas e médias empresas

Fonte: Akad

A Akad Seguros, seguradora investida pela GP Investimentos e pela CyberLabs, se juntou à PSafe, líder em segurança digital na América Latina, para desenvolver um produto pensado para pequenas e médias empresas. O Cyber Risk Pro já vem sendo testado por um grupo de corretores desde agosto e deve ser lançado ainda este ano acompanhado de um software de segurança empresarial que protege o segurado contra ransomware, vazamentos e outras ameaças.

O lançamento é a grande aposta da Akad para atender mais de 6,4 milhões de pequenas e médias empresas ativas no Brasil, como escritórios, mercados de bairro, restaurantes, clínicas médicas, entre outros negócios. A seguradora alerta que os alvos dos cibercriminosos já não se restringem mais a grandes varejistas e instituições financeiras, estando as PMEs cada vez mais exposta a riscos de vazamento e roubo de informações. 

“Chegaremos a empresas que muitas vezes não podem investir em um time de segurança especializado para se proteger das ações dos invasores”, explica o CEO Danilo Gamboa. Com a estratégia de democratização em mente, a seguradora  volta suas atenções para companhias que podem ter de dois até 500 funcionários, com limite de faturamento anual em R$ 300 milhões.

Na visão dos especialistas em segurança digital da Akad, a diversificação dos ataques expõe 60% das pequenas e médias empresas a riscos cada vez maiores. Esta é a estimativa da PSafe da quantidade de PMEs no Brasil que já tiveram informações roubadas ou dados vazados. Em um teste realizado com 2,4 mil sites corporativos brasileiros no ano passado, a empresa identificou que 98% possuem alguma vulnerabilidade para sofrer ataques virtuais.

A partir da contratação do seguro pelo cliente, a Akad se compromete a cobrir lucros cessantes e despesas sofridas durante o período em que ocorrer uma eventual interrupção dos negócios até o momento da total restauração do sistema na empresa. A apólice cobre ainda danos à reputação, prejuízos sofridos por terceiros, multas, além de custos de defesa, reparação, perícia e avaliação.

Educação e prevenção

Além da oferta tradicional do seguro, Akad e PSafe vão priorizar iniciativas educativas e informativas para garantir a proteção dos futuros segurados. A intenção é ter uma abordagem preventiva, ou seja, criar condições para que as empresas consigam manter seus ambientes de rede mais seguros para mitigar riscos e evitar eventuais sinistros.

Junto com a apólice, a Akad oferecerá uma licença gratuita do dfndr enterprise, sistema de proteção de dados para empresas para proteger os usuários contra ransomware, phishing, malwares, conexões inseguras e até vulnerabilidades em sites web. Com a solução, o Cyber Risk Pro escaneia o ambiente digital da empresa segurada para encontrar vulnerabilidades no momento da cotação e ao longo da apólice.

As empresas contratantes do seguro poderão utilizar o scanner completo de vulnerabilidade para todos os dispositivos corporativos, como computadores, notebooks, smartphones, tablets. Segundo a PSafe, três em cada quatro empresas que efetuam a verificação descobriram o vazamento de algum dado sensível.

Se mesmo com todos os cuidados o segurado for vítima de invasão com paralisação total ou parcial do sistema, o segurado poderá recorrer ao Cyber 911, um suporte 24 horas para contato direto com um especialista em segurança digital. Além disso, terão à disposição um manual de boas práticas de segurança, onde poderão consultar as estratégias de invasão mais utilizadas pelos criminosos, aprender como se proteger de um malware e entender o que está por trás de fraudes eletrônicas como o phishing.  

A estratégia da Akad para democratizar o acesso ao seguro de cibersegurança passa ainda pela criação de um produto com linguagem simples e interface didática, o que deve facilitar o trabalho de corretores e a adesão de futuros segurados. A seguradora já confirmou que todo processo de cotação, contratação e emissão da apólice poderá ser feito totalmente online em uma questão de minutos pelo site da companhia.

Liberty Seguros une universo de corretores e influencers na quinta edição da Academia Digital

Liberty Seguros

Fonte: Liberty

A Liberty Seguros, uma das principais seguradoras do Brasil, anuncia o lançamento da quinta edição da Academia Digital, treinamento da companhia criado para engajar e capacitar corretores a venderem seguros por meio das redes sociais. Este ano, a seguradora dará dicas sobre as melhores práticas de produção de vídeo mobile para os parceiros participantes, além de recapitular as aulas de módulos anteriores do curso.

A Liberty deu início à Academia Digital em 2018 e, desde então, ensinou os corretores a ofertarem seguros por meio de mídias como Facebook, Instagram, Google Ads, WhatsApp Business e LinkedIn Ads, além de instruí-los a gerir leads no ambiente digital. E, para relembrar os participantes e responder possíveis perguntas sobre temas passados, a empresa criou grupos no Telegram, nos quais os parceiros podem ainda trocar sobre boas práticas de mercado.

A quinta edição, que ocorrerá entre os dias 8 e 17 de novembro, será dividida em 10 episódios, cada um com um foco diferente, entre eles:

  • 1º episódio: Do cinema mudo ao vídeo mobile  
  • 2º episódio: O corretor de seguros videomaker 
  • 3º episódio: Um roteiro seguro, aprenda a construir o seu
  • 4º episódio: Cenário, luz e som ideais para seus vídeos 
  • 5º episódio: Caixinha de ferramentas do corretor videomaker 
  • 6º episódio: Luz, celular, AÇÃO!
  • 7º episódio: Vídeos no Instagram para corretores 
  • 8º episódio: Tik Tok é sim para corretores de seguros 
  • 9º episódio: Inshot, Mojo Pro e + apps para criação de vídeos
  • 10º episódio: Mensuração de métricas e audiência 

Além de promover as aulas, a Liberty vai incentivar o uso do filtro de Instagram personalizado para os participantes do projeto, que poderá ser usado sempre que os corretores fizerem posts relacionados à ação. 

Concurso cultural

Ao final da temporada, a companhia realizará um concurso cultural entre os dias 18 e 30 de novembro, que irá premiar os cinco parceiros que mostrarem que aprenderam tudo sobre produção de vídeos para mobile por meio da Academia Digital. Nesta fase, serão considerados os profissionais que concluírem todas as aulas do treinamento e criarem um vídeo com o tema “Como o corretor usa o digital para aumentar a eficiência na corretora”, no qual serão avaliados roteiro criativo, efeitos e edição. 

Para selecionar os parceiros vencedores, a Liberty formou uma banca julgadora, que irá ranquear os participantes que se destacarem no tema proposto. Os escolhidos receberão quantias em um cartão de crédito – de R$ 5.000 para os 1º e 2º lugares, R$ 3.000 para os 3º e 4º lugares e R$ 2.000 para o 5º lugar.

“Estamos muito felizes em lançar mais uma edição da Academia Digital, treinamento que ajuda os corretores a crescerem junto à Liberty e expandir suas carteiras”, comenta o vice-presidente comercial da Liberty Seguros, Marcos Machini. ”Na edição de 2021, impactamos mais de 750 pessoas e, por meio das aulas sobre produção de vídeo, esperamos que ainda mais profissionais possam se desenvolver e ampliar os negócios por meio do digital”, completa. 

Bradesco Seguros lucra de R$ 4,9 bilhões no acumulado do ano até setembro

O lucro líquido do grupo Bradesco Seguros cresceu 28,1%, alcançando R$ 4,9 bilhões, e o resultado financeiro, 20,6%, nos primeiros nove meses de 2022. O desempenho foi favorecido pelo faturamento, que teve expansão de 18,9% no trimestre e de 17,1% em nove meses, ultrapassando R$ 70 bilhões no ano. Houve evolução em todas as linhas de negócios. Em indenizações e benefícios, foram pagos R$ 13 bilhões no trimestre. No acumulado do ano, o total de indenizações e benefícios atingiu R$ 36 bilhões.

As provisões técnicas cresceram 9,5% na comparação anual, alcançando R$ 316,6 bilhões – maior nível histórico, com destaque para os ramos de Saúde, Vida e Previdência -, e os ativos financeiros evoluíram 7,8%, totalizando R$ 343 bilhões. No que diz respeito aos indicadores de desempenho, o Índice de Eficiência Administrativa atingiu 3,6% em nove meses, com melhora de 0,1 pp, atingindo a marca mais favorável dos últimos anos. Na mesma direção, o Índice de Sinistralidade recuou 2,0 pp, atingindo 80,5%.

No trimestre, o grupo seguiu intensificando esforços e investimentos em inovação e tecnologia, tais como a nova versão do aplicativo, que incorpora novas funções e evolução em usabilidade. As vendas na modalidade digital cresceram 55% de janeiro a setembro de 2022, alcançando R$ 1,8 bilhão (mais de 80% em Previdência Privada), com aumento de 56% na quantidade dos itens distribuídos, que superaram 2,7 milhões. Já o aplicativo Bradesco Seguros Corretor, criado como complemento de mobilidade ao Portal do Corretor, também foi reformulado e consolida mais de 30 funcionalidades voltadas para os produtos Dental, Auto, Ramos Elementares, Saúde e Vida.

Na Bradesco Saúde, os segurados ganharam novas versões dos aplicativos com componentes de usabilidade mais funcionais e navegação intuitiva, incorporando aprimoramentos na experiência do usuário. Para levar prevenção e cuidados para dentro das empresas que são suas clientes, a Bradesco Saúde também lançou a Health Box, uma cabine móvel ambientada como consultório que disponibiliza, em períodos determinados, profissionais de saúde para a realização de exames.

Com relação a produtos, a empresa lançou em agosto o plano Efetivo São Paulo Interior, expandindo o modelo de produtos desenvolvidos com olhar regional, com uma nova combinação de rede e preço, para atender às necessidades de municípios locais. O novo plano concilia uma relação planejada de prestadores qualificados em cerca de 130 cidades do interior paulista, em diversas especialidades, e cobertura nacional, garantindo atendimento também a quem viaja.

Também no segmento de Saúde, merece destaque a superação da marca de um milhão de atendimentos pela rede de clínicas Meu Doutor Novamed, criada em 2015 com o objetivo de ampliar o acesso à Atenção Primária à Saúde.

No segmento de Previdência Privada, a Bradesco Vida e Previdência manteve a estratégia de evolução contínua em sua grade de produtos, com destaque para ampliação da disponibilidade de fundos espelhos de gestoras renomadas no mercado. Atualmente, a empresa já possui mais de R$ 15 bilhões de reservas de previdência com gestão de parceiros externos. Houve um reforço das ações de CRM, com ofertas assertivas para fidelização da base de clientes, com mais diversificação de produtos, incluindo renda fixa, multimercados, crédito privado, fundos ESG e com exposição global.

No ramo Vida, a Bradesco Vida e Previdência anunciou três novidades em seu portfólio de produtos: o lançamento do Seguro de Vida em grupo Empresarial Flexível Capital Global, destinado a empresas de pequeno e médio portes, com coberturas facultativas e assistências que podem ser personalizadas; a inclusão da cobertura de sobrevivência no seguro resgatável ‘Novo Vida Segura Premiável’, que já oferecia cobertura de morte e doenças graves, além de benefícios, como sorteios semanais e assistência funeral individual; e a reformulação do Seguro Viagem, que ficou ainda mais completo e acessível, passando a oferecer 20 planos com as mais diversas coberturas e assistências.

Em Seguro Auto, a Bradesco Auto/RE anunciou novas coberturas para carros de passeio e picapes leves e pesadas, com valor a partir de R$ 150 mil, segmento que vem registrando aumento de vendas desde 2021. As novidades incluem, em caso de indenização integral, reembolso ao segurado dos valores de bens pessoais deixados no interior do veículo, além de vidros blindados e carro reserva premium pelo período de 7, 15 ou 30 dias. 

Já em Ramos Elementares, a empresa efetuou a migração, para a área de Sinistros Residenciais, do projeto de Descarte Ecológico, que tem como objetivo recolher aparelhos eletrônicos danificados na casa de clientes do Seguro Residencial e dar um destino socioambiental correto ao resíduo. Com a mudança, o processo de apuração de danos elétricos ganha mais assertividade. Denominado ‘Sinistro Sustentável’, o projeto piloto foi realizado em São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, tendo coletado cerca de oito toneladas em apenas dois meses, volume correspondente à metade de todos os materiais recolhidos ao longo de 2021.

Seguradora Prudential comemora faturamento recorde em setembro

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A Prudential do Brasil alcançou, no mês de setembro, um faturamento recorde em 24 anos de atuação no país. A companhia registrou R$ 410 milhões em prêmios emitidos no seguro de pessoas, alta de 23,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse resultado fortalece a Prudential como líder entre as seguradoras independentes no segmento de pessoas do país com participação atual de 7,9% do mercado.

Todos os ramos de seguro comercializados pela companhia apresentaram bom desempenho, com destaque para Vida Individual, que representa 82% da carteira individual da companhia e teve incremento de 24,2%. Já no segmento coletivo, que oferece produtos e coberturas para empresas e seus funcionários, a Prudential cresceu acima da média do mercado: 25,5% contra 15,5%. Assim como no segmento individual, a companhia observou aumento em todos os ramos do segmento coletivo, especialmente, nos produtos Vida em Grupo (+22%), Acidentes Pessoais (+34%) e Seguro Viagem (+275%).