Grupo Primo lança a gestora de investimentos Grão com fundo de previdência privada da Icatu

Luciano Snel_CEO Icatu

Fonte: Icatu

A Icatu foi escolhida para o lançamento do Arca Grão, fundo de investimentos da Grão, que pertence ao Grupo Primo. Inédito no mercado, a modalidade terá aporte inicial mínimo de R$100 e será voltada para investidores com foco no médio e longo prazo, tendo como objetivo superar o CDI e gerar ganhos acima da inflação, com risco avaliado entre moderado e arrojado. O novo fundo está sendo comercializado pela Grão de forma exclusiva junto a Icatu, que é a seguradora responsável por cuidar e fazer a manutenção do plano de previdência, além de estar disponível para todos os parceiros e canais da companhia.

O fundo ARCA oferece uma metodologia inovadora de investimentos, inédita no Brasil, idealizada por Thiago Nigro, CEO e fundador do Grupo Primo. Com foco em diversificação, utiliza quatro classes de ativos financeiros (Ações Brasileiras, Real Estate – representada pelos fundos imobiliários, Caixa – ativos de renda fixa – e Ativos internacionais) visando proteger o patrimônio a médio e longo prazo.

“Com o novo fundo, além de ter acesso a todas as vantagens de um veículo de previdência, como benefícios tributários e sucessórios, o investidor vai contar com uma estratégia de alocação com eficiência, testada em 9 países diferentes, que confirma que a metodologia ARCA supera o ativo livre de risco e a inflação em todos os países listados. O Fundo ARCA vai aliar esse sucesso da estratégia com a escolha dos principais gestores do Brasil para cada uma das classes. Não há fundo similar no mercado”, explica Thiago Nigro.

A Icatu conta com o mais robusto e diversificado marketplace de previdência do mercado, com mais de 400 fundos de 130 renomadas gestoras do país. Ao longo dos últimos anos, por meio de forte investimento em tecnologia, a companhia expandiu seu portal de API’s, infraestrutura, arquitetura de dados e ferramentas, que permitiu aos parceiros integrarem seus sistemas de forma simples, com maior eficiência e soluções, possibilitando a Icatu de atingir cada vez mais canais, parceiros e clientes.

“Fomos escolhidos por oferecer tecnologia e serviços que entregam melhores experiências, jornadas e serviços aos clientes. E o lançamento do fundo Arca Grão é mais uma iniciativa importante na ampliação do alcance da previdência privada e democratização ao acesso à serviços de proteção e planejamento financeiro para todos os brasileiros, sendo essa a sinergia de propósitos que moveu a parceria entre as duas empresas”, afirma Luciano Snel, CEO da Icatu.

Inclusão financeira 

No Brasil, apenas 15% da população economicamente ativa possui algum produto de previdência, dos quais, 87% dos investimentos estão nos cinco grandes bancos tradicionais do mercado. “A Grão tem como filosofia a busca pela transformação do mercado de investimentos no Brasil. Queremos disponibilizar aos nossos clientes produtos com taxas justas, estratégias diversificadas e que reúnem benefícios que são realmente bons para os investidores. O nosso foco é o cliente. Queremos atuar com transparência, oferecendo produtos que realmente sejam benéficos para cada público alvo. Assim, poderemos construir um mercado mais justo, contribuindo para a educação financeira e prosperidade dos nossos clientes no longo prazo”, afirma Mônica Saccarelli, cofundadora e CEO da Grão.

A Grão planeja fechar 2022 com um volume entre R$500 milhões e R$1 bilhão sob gestão. É possível adquirir o fundo ARCA no site e no aplicativo da Grão, disponibilizado nas lojas App Store e Play Store.

Picsel, insurtech agro, anuncia contratação de Vitor Ozaki como CEO da Picsel

Picsel

Fonte: Picsel

Presente no mercado a pouco mais de um ano, a Picsel, uma insurtech especializada no agronegócio, que conta com um time formado por profissionais com mais de 30 anos de experiência tem planos ambiciosos de crescimento. A plataforma digital baseada em inteligência artificial, geotecnologia e modelagem agrometerológica tem o objetivo claro de atuação: potencializar as contratações de seguro agrícola, com mais segurança e confiabilidade para as seguradoras e resseguradoras.  Para avançar nessa estratégia, foi anunciado Vitor Ozaki como CEO, que chega com o desafio de levar o faturamento da empresa para R$ 80 milhões em cinco anos.

O foco do executivo será tornar a marca, que já se destaca por ser a única solução de ponta a ponta totalmente digital, integrada e de fácil utilização pelos clientes, em uma das principais insurtechs de tecnologias focadas no seguro agrícola. “Temos a certeza que a nossa solução é disruptiva, resolvendo dores reais e muito importantes do mercado. Juntamente a isso, vislumbramos, daqui para frente, um crescimento muito forte no segmento de seguro agrícola no Brasil”, destaca.

Segundo o CEO, um dos maiores problemas do mercado foram os prejuízos das seguradoras e resseguradoras, que alcançaram a casa dos R$ 5 bilhões em 2021. Entretanto, até julho deste ano, as perdas acumularam pouco mais de R$ 7 bilhões em indenizações. “É um volume enorme de dinheiro que foi pago de indenização. Claro que esse é o grande benefício do seguro, mas ao mesmo tempo, isso acendeu a luz amarela para o mercado e muitas empresas começaram a rever os processos, procedimentos, produtos e até mesmo sua própria atuação no segmento agro”, afirma.  

As resseguradoras também sentiram o impacto e muitas estão reduzindo a capacidade das seguradoras, fechando carteiras agro não só no Brasil, mas a nível mundial. Por isso, segundo o executivo, nesse momento de muito estresse e nervosismo no mercado, soluções como as da Picsel que levam eficiência operacional, tecnológica e comercial para o mercado, serão fundamentais nessa mudança de modelo atual.

Em outras áreas, como setor de tecnologia, automobilístico, médico, por exemplo, essa mudança é uma realidade e o agro começa a mudar na mesma direção. “Somos precursores dessa virada de chave. Claro que toda mudança traz desafios, e olhando para esses desafios que eu estou chegando para conduzir a Picsel”, diz o CEO. “Além disso, todo esse cenário me motiva, temos algo que não existia no mercado. Será uma grande oportunidade de colocar toda minha expertise e experiência para ajudar a estruturar essa tecnologia de forma viável com uma solução completa”, acrescentou.

AXA leva Inovação em Seguros para painel no Rio Innovation Week

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Fonte: AXA

A AXA, uma das maiores seguradoras do mundo, presente no Brasil desde 2015, incorpora a inovação em todos os processos para garantir a melhor experiência possível aos clientes e corretores. Em função disso, o Diretor de Operações, Sinistros e Experiência do Cliente da AXA no Brasil, Arthur Mitke, marca presença no 2º Rio Innovation Week, reconhecido na primeira edição como o maior e mais completo evento de inovação e tecnologia da América Latina. No dia 11 de novembro, às 17h, o executivo participa do painel “Inovação em seguros – Desafios de um ecossistema com grandes empresas e startups”.

Conforme Mitke, a inovação é base para tornar todos os processos simples, ágeis e efetivos. “A experiência positiva para o cliente é aquela que proporciona uma solução rápida e com o menor esforço possível. Trabalhamos constantemente para simplificar com excelência. Para proporcionar isso, a inovação é fundamental e exige uma escuta ativa e uma comunicação transparente”. No debate, o executivo irá abordar quais os caminhos para inovar dentro das corporações e como a cultura organizacional impacta no processo de inovação.

GFIA: “É preciso proteger a sociedade de riscos futuros e as seguradoras podem ajudar”

CNseg GFIA

A Global Federation of Insurance Associations (GFIA, que representa associações de seguradoras em 67 países, fez um alerta, durante a COP27, para o papel fundamental das resseguradoras na abordagem dos riscos climáticos, principalmente de vida e de saúde, considerando eventos que podem variar desde regulares a catastróficos. “É preciso que se dê prioridade a estratégias de resiliência no que se refere a impactos das alterações climáticas. As resseguradoras têm um papel crucial neste no processo”, afirmou Don Forgeron, que encerra seu mandato neste mês.

Ele esteve reunido com Dyogo de Oliveira, presidente da CNseg, a confederação nacional das seguradoras do Brasil, e com Antonio Trindade, presidente da Fenseg, federação que cuida do segmento de seguros patrimoniais e de responsabilidade civil, conhecido mundialmente pelo termo Property&Casulty (P&C) nesta terça-feira, em Santiago, Chile, onde acontece uma série de eventos do setor de seguros. 

Oliveira atualizou Forgeron sobre o cenário brasileiro do mercado de seguros. Neste ano, o setor de seguros gerais arrecadou R$ 265,1 bilhões no acumulado até setembro, o que representa alta de 18,2% em relação ao mesmo período do ano passado, conforme dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Don Forgeron ficou surpreso com o crescimento do setor, sendo o maior volume proveniente de compras espontâneas e não de seguros obrigatórios, como em boa parte dos países desenvolvidos.

O presidente da GFIA também indagou se este aumento no volume de receita arrecadada veio da ampliação da base de segurados ou do incremento de preços para aqueles que já tem o hábito de investir em proteções. “Tivemos um reajuste do seguro para compensar perdas. Ainda registramos um cenário de perda de poder aquisitivo da população e desemprego, mas estamos confiantes da melhora destes indicadores já em 2023”, afirmou o presidente da CNseg. 

As indenizações acumuladas somaram R$ 166,6 bilhões até setembro deste ano, 19,7% acima ao registrado no mesmo período de 2021, sem considerar o segmento de saúde. A maior parte das indenizações foram pagas em seguro de vida e previdência, com R$ 89,9 bilhões. Danos e responsabilidades totalizaram R$ 45,6 bilhões, com seguros de automóveis e rural na liderança das perdas, sendo automóvel impactado pela inflação e rural pelas mudanças climáticas. “Mesmo com o significativo aumento das indenizações, temos um setor saudável e solvente”, afirmou Oliveira. Forgeron bateu três veze na mesa de madeira, num sinal de “que de que a boa sorte prossiga ao setor brasileiro”. 

A GFIA, uma associação sem fins, tem como objetivo fazer representações aos governos nacionais, reguladores internacionais e outros em nome do mercado segurador mundial. Com 40 instituições associadas, entre elas a CNseg, a GFIA representa cerca de 89% dos US$ 4 trilhões de vendas de seguros no mundo. Isso já dá um sinal da importância do apoio da GFIA ao evento Fides Rio 2023 que a CNseg prepara para setembro do próximo ano e que tem uma grande pauta internacional e tendências mundiais. 

Uma das pautas é a lacuna de proteção. A GFIA encomendou um estudo global abrangente que definirá e quantificará as catástrofes naturais, as ameaças cibernéticas e a aposentadoria. Ainda não se tem uma data para a finalização do estudo, mas há muitos insights. “Deixo a presidência da GFIA, mas sigo com muito trabalho para contribuir com os desafios do setor”, disse.  

Segundo ele, o mundo precisa se adaptar a uma era de complexidade dos desafios. “Nós temos de nos adaptar para o que está por vir. Temos de cuidar do planeta, reduzir as emissões de carbono. Atualmente vários países do mundo sofrem com os impactos das mudanças climáticas. E nos temos de fazer a nossa parte para trazer mais resiliência aos governos, empresas e pessoas”, afirma.

Diversos estudos mostram que a lacuna de proteção de seguro está aumentando. Isso significa dizer que há uma maior demanda por seguro depois da pandemia, por uma consciência maior da sociedade a riscos. No entanto, há também um maior volume de indenizações pagas com mudanças climáticas e riscos cibernéticos, bem como com aposentadorias e saúde. Todos tem afetado boa parte da indústria de seguros, com desembolsos maiores de indenizações. Isso resulta em aumento do preço e cláusulas mais restritivas, que tiram o apetite do consumidor em comprar o seguro adequado. E este é um problema para os clientes, para a indústria e certamente para a saúde econômica dos países.

Reduzir esta lacuna de proteção é uma pauta do mundo. As pessoas compram muito menos do que elas provavelmente precisarão. Segundo informou a Limra em recente evento, nos EUA eles ainda estão olhando para uma lacuna de proteção de mortalidade de US$ 12 trilhões. Outros recentes estudos divulgados pela MAPFRE, pela Zurich e pela Swiss Re, revelam dados alarmantes que precisam ser melhor compreendidos pelos protagonistas de seguros. 

Em eventos climáticos, a Swiss diz que o gap de proteção global foi de US$ 161 bilhões em 2021. A lógica deste problema vai além das implicações financeiras de curto prazo. Sobrecarrega cada vez mais os indivíduos e os tesouros públicos. É um fardo que provavelmente continuará a crescer nos próximos anos, especialmente em cidades em expansão e áreas densamente povoadas que estão expostas a temperaturas crescentes e precipitação mais pesada. E para muitos riscos nem seguro tem, pois as seguradoras não ofertam por ser um risco elevado. 

Então, como corretores, seguradoras e resseguradores podem permanecer relevantes para seus clientes? “É preciso proteger a sociedade de riscos futuros. Quais são esses riscos?  Pensar nisso certamente vai levar o setor a ofertas melhores, a diversificar coberturas e a se afastar de riscos que cobrem hoje e se tornaram catastróficos”, recomenda Forgeron.

Como avançar?

Em primeiro lugar, o setor precisa compreender completamente o escopo e a natureza dos desafios que enfrenta. No Brasil, especificamente, é preciso que primeiro elevar o poder de renda da população para que ela possa comprar bons produtos disponibilizados pelas seguradoras. Dito isso, é urgente ressaltar aos governos a importância do setor. Todos precisam se envolver mais com o despertar da consciência sobre o quanto as seguradoras podem ajudar no desenvolvimento de políticas públicas. 

As seguradoras têm um papel importante que precisa de maior empenho para proteger as pessoas do risco e educá-las sobre ameaças novas e crescentes. E devem se aliar ao governo para trabalhar para fechar a lacuna de proteção por meio de parcerias. Seguro é uma ferramenta essencial, mas não é uma panaceia, principalmente em tempos de risco em evolução. Mas todos tem um papel a desempenhar. 

O presidente da GFIA, um canadense, conta, em uma piada repetida em conversas: Seguro contra enchentes? Somos o único país do G7 que não tem um programa nacional de seguro contra enchentes. Mas os outros seis programas não funcionam. Brincadeira à parte, todos buscam melhorar a parceria entre o setor privado e o governo para proteger o país de perdas catastróficas. A dica que fica é que olhar os erros e os acertos de outros países pode multiplicar o impacto positivo das ideias inteligentes. Um dos cases de sucesso neste quesito é o Reino Unido.

Segundo a GFIA, um exemplo é ter melhores mapas de inundação para identificar o risco de forma mais realista. Ter mais satélites para uma melhor aplicação do subsídio agrícola. Avançar no quesito segurança com uso de tecnologia para reduzir violência, roubo e furto. 

Uma notícia da COP27, realizada nesta semana, é que depois de 30 anos de impasse, os países responsáveis pela maior parte do CO2 acumulado na atmosfera aceitaram discutir os termos de uma eventual compensação financeira para o resto do planeta. A inclusão das perdas e danos climáticos, termo oficial para designar os impactos reais já causados pelo aquecimento do planeta, foi a primeira grande notícia da COP27, a cúpula climática anual da ONU, que este ano acontece no resort de Sharm el-Sheikh, no Egito, conta o portal Reset.

Juntos se vai mais longo. “Quando nos reunimos e trabalhamos em parceria, nos equipamos melhor como sociedade não apenas para enfrentar o problema como para mitigá-lo”, finalizou o canadense.

Fides: prioridade das seguradoras latinas é voltar a crescer com rentabilidade, diz Rodrigo Bedoya

O mercado segurador latino-americano vem se recuperando do impacto da pandemia na maioria dos países, mas ainda não atingiu os níveis de 2019. O valor dos prêmios de seguros nos países da América Latina cresceu 6% em 2021, atingindo a cifra de US$ 137,8 bilhões, após uma queda de 15% no ano anterior. “Temos o desafio de recuperar um caminho de crescimento rentável em todas as linhas, num contexto marcado por grande instabilidade”, afirma Rodrigo Bedoya, presidente da Federação Interamericana de Seguradoras (FIDES), que aponta essa situação como uma das principais preocupações do setor na região.

A rentabilidade do setor de seguros diminuiu para 5% das vendas contra 12% obtidos em 2019. Isso se deve ao aumento de pagamento de indenizações e queda dos resultados financeiros. Especificamente no Brasil, depois de amargar recuo no lucro líquido no primeiro semestre de 2021, as seguradoras obtiveram ganho de R$ 7,4 bilhões de janeiro a junho de 2022, segundo dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados), organizados pela consultoria Siscorp.

Apesar de quase dobrar o valor, ainda não voltou ao patamar pré pandemia, quando exibiram R$ 8,1 bilhões aos acionistas no primeiro semestre de 2020. A participação sobre o patrimônio líquido anualizado saiu de 8% em 2021 para 16% em 2022. Veja abaixo o histórico dos quatro últimos semestres no Brasil, saindo de R$ 8,6 bilhões nos seis primeiros meses de 2019, recuando para R$ 3,3 bilhões em 2021.

Ainda há uma longa tendência de concentração nos principais mercados: Brasil, México, Argentina, Chile e Colômbia respondem por 89% dos prêmios da região. Em penetração no PIB, a América Latina chegou a 2,9%, diante de média mundial acima de 8%. A boa notícia, segundo o presidente da Fides, é que apesar das perdas com a pandemia, há dois importantes aspectos positivos para o setor, como uma maior consciência de seguros da população sobre os riscos e também a incorporação de tecnologia aos negócios. 

Entre os principais desafios do setor na região é recuperar o crescimento rentável em todas as linhas num contexto de instabilidade, como elevada inflação, encarecimento de custos, especialmente na carteira de automóvel e saúde. Segundo ele, as associadas afirmam que há um esforço em controlar os custos da inflação gerada pelos benefícios dados pelos governos para estimular a economia durante a fase mais crítica da pandemia, bem como investimentos para manter o índice de sinistralidade em patamares mais adequados e elevar os ganhos operacionais com o uso de tecnologia. 

Os principais temas da pauta da FIDES são as inquietudes do setor. A principal é a regulatória. Rodrigo Bedoya cita a falta de capacidade dos reguladores para conversarem, de forma proativa, com os líderes do setor segurador nos diversos países sobre modificações que podem ser abordadas para promover o desenvolvimento e crescimento do mercado de seguros. “Na maioria dos casos, o papel do regulador está no controle e na supervisão dos mercados de seguros, o que é importante e bom para todos, além de inquestionável. Mas o papel do regulador deveria ter dois lados. O de supervisão e controle dos mercados e, o outro, de identificação e implementação de políticas que permitam o desenvolvimento desses mercados”, afirma. 

Ele cita que em alguns países, desde a pandemia, houve avanços na incorporação de regulamentações que permitiram, ou estão permitindo, a comercialização de seguros digitais e isso é importante e deve ser destacado. Sobre o Open Insurance no Brasil, pioneiro na implementação regulatória de um mercado de seguros abertos, ele disse que tem acompanhado, mas não espera um resultado no curto prazo. “Talvez depois de 2023 possamos ter dados para entender melhor e ver se este modelo vai ser replicado em outros países”.

Segundo ele, a tecnologia é um algo relevante para as associadas da Fides, com parcerias com insurtechs para melhorar a jornada dos clientes, diversificar a oferta de produtos e a distribuição comercial, além de aprimorar a identificação de fraude e o gerenciamento de riscos. Segundo ele, as fraudes em seguros na América Latina geram perdas anuais em torno de US$ 50 bilhões, com comportamento diverso entre os países. Nos extremos, o Chile tem o menor percentual de perdas em relação ao prêmio ganho, próximo de 2%. A Argentina, o maior, 45%. O Brasil, segundo ele, gira em torno de 15%, sendo automóvel e saúde os principais alvos dos fraudadores. 

“Precisamos de tecnologia, investigação e conscientização, pois muitos daqueles que cometem fraude não sabem que aquela atitude é um delito, como, por exemplo, pegar dois recibos médicos para conseguir um reembolso maior”, citou Bedoya. “Queremos um maior envolvimento das autoridades sobre a importância do mercado de seguros na economia de um país poderia ajudar nesta jornada”, conta o executivo que assumiu em 1º de janeiro de 2021 e deixa o cargo em 1º de janeiro de 2024, depois da Fides Rio 2023, organizada pela CNseg, a confederação nacional das seguradoras no Brasil, que acontecerá em setembro.

Valor: Rede D’Or põe à venda corretora por R$ 1 bilhão e Cade aprova fusão com SulAmérica

sulamerica

A Superintendência Geral do Cade aprovou, sem restrições, a fusão da Rede D’Or com a SulAmérica, que cria empresa de R$ 76 bilhões em valor de mercado. A informação foi antecipada por Lauro Jardim, de “O Globo”. Enquanto aguardava o aval, a Rede D’Or conversou com interessados na compra de sua operação de corretagem de seguros, pelo qual estaria pedindo R$ 1 bilhão, apurou o Pipeline, site de negócios do Valor.

Munich Re lucra € 1,9 bilhão nos primeiros nove meses de 2022

Christoph Jurecka Munich Re

A resseguradora global Munich Re reportou lucro de € 527 milhões e € 1,9 bilhão no terceiro trimestre e nos primeiros nove meses de 2022, respectivamente, apesar de um aumento nas grandes perdas em resseguros de propriedade e acidentes (P&C) devido às perdas do furacão Ian de cerca de 1,6 mil milhões de euros. O lucro do trimestre aumentou ano a ano, embora tenha diminuído ligeiramente nos nove meses 2022, uma vez que a resseguradora observa gastos acima da média para catástrofes naturais.

De fato, as principais perdas de mais de € 10 milhões cada atingiram mais de € 2,6 bilhões no terceiro trimestre de 2022, correspondendo a 26,9% dos prêmios ganhos líquidos e acima do valor médio esperado de longo prazo de 13% para o terceiro trimestre e 9M 2022. O evento nat cat mais caro para a resseguradora foi o furacão Ian, com € 1,6 bilhão. Ao todo, os gatos nat custaram à resseguradora € 1,8 bilhão no terceiro trimestre de 2022, em comparação com € 1,7 bilhão no terceiro trimestre de 2021. Ao mesmo tempo, a Munich Re registrou perdas causadas pelo homem de € 489 milhões no período, em comparação com € 245 milhões um ano antes.

Olhando para o futuro, a Munich Re diz que, à luz do desempenho “muito positivo” dos negócios até agora em 2022, elevou sua orientação para prêmios brutos emitidos em resseguro para € 48 bilhões dos € 45 bilhões anteriores e em ERGO para € 19 bilhões dos anteriores 18,5 bilhões de euros. Em todo o grupo, a meta aumentou de € 64 bilhões para € 67 bilhões.

Além disso, a resseguradora ainda tem como meta um resultado consolidado de € 3,3 bilhões para o ano de 2022, mas alerta que isso será muito mais difícil de alcançar devido à experiência de sinistros e ao ambiente de negócios. A empresa prevê um resultado consolidado de € 2,5 bilhões em resseguros para o ano, abaixo da meta anterior de € 2,7 bilhões. No entanto, na ERGO, a empresa espera um resultado consolidado de € 800 milhões para o ano, acima da meta anterior de € 600 milhões.

Em resseguro de P&C, a Munich Re agora espera produzir um índice combinado de aproximadamente 97% dos prêmios ganhos líquidos para o ano inteiro, em comparação com a meta anterior de 94%. No resseguro L&H, a empresa diz que agora antecipa um resultado técnico muito maior de € 800 milhões para 2022.

“A solidez financeira e a expertise profissional são de fundamental importância para nossos clientes em tempos de crise e orientam a Munich Re em suas ações. O furacão Ian corresponde ao padrão que a ciência esperaria de um mundo em aquecimento. Portanto, a probabilidade crescente de tais tempestades extremas é parte integrante de nossos modelos e deve ser refletida nos preços. A oferta sustentável e confiável que nossos clientes esperam de nós é baseada em análises realistas, não apenas de riscos de catástrofes naturais, mas também de riscos cibernéticos e pandêmicos. E embora o furacão Ian e o ambiente macroeconômico estejam tornando-o significativamente mais desafiador para nós, estamos aderindo firmemente ao nosso guidance anual de € 3,3 bilhões. Todos os campos de negócios estão contribuindo para um desempenho positivo e sustentável”, comentou o diretor financeiro (CFO), Christoph Jurecka.

Fides Rio 2023 promete debates, tendências e negócios para o setor de seguros na América Latina

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Com uma agenda lotada em Santiago, Chile, para conectar o mercado de seguros brasileiro com outros países da América Latina, Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras, realizou o lançamento internacional da 38ª Conferência Hemisférica de Seguros (#FIDESRio2023), que acontecerá de 24 a 26 de setembro de 2023, no Rio de Janeiro, Brasil. 

“Estimados receber mais de 1,5 mil participantes. Será uma oportunidade valiosa para ampliar a rede de contatos profissionais, atualizar conhecimento e viabilizar novos negócios com as maiores seguradoras e resseguradoras do Brasil, da América Latina e do mundo”, disse Oliveira durante coquetel para mais de 150 convidados no centro financeiro da capital do Chile. 

Essa importante conferência é uma oportunidade para o setor segurador se reunir em grande escala depois da pandemia. “Entre os temas que iremos explorar durante a conferência, destaco o Open Insurance, um movimento em que o Brasil está na vanguarda; a transformação digital do mercado segurador; as iniciativas ASG e o cenário macroeconômico mundial. A agenda da Fides Rio 2023 está alinhada às diretrizes da CNseg e ao seu posicionamento no setor de seguros brasileiro de zelar pela imagem institucional do setor, estimular seu desenvolvimento, promover o intercâmbio entre os mercados regionais e realizar pesquisas e programas de educação em seguros”, disse Oliveira.

Ex-ministro do Planejamento, Oliveira impõe um estilo de reposicionamento da CNseg no cenário internacional de seguros, trazendo novos interlocutores para incrementar negócios para as suas associadas. A programação do evento está em construção, mas já se sabe que contará com lideranças globais, especialistas de renome internacional e autoridades governamentais do Brasil, América Latina, Espanha e Estados Unidos. 

Na agenda no Chile, o presidente da CNseg tem encontros com empresários por meio de entidades setoriais, associações de seguradoras, agência de promoção de investimentos, órgãos reguladores de seguros e do mercado financeiro, bem como com empresas exportadoras e importadoras. O que se vê é a construção de um ecossistema sofisticado que tem como contexto a promoção do setor de seguros que envolve a sociedade e nao apenas o universo de seguros. 

Paulo Roberto Soares, embaixador do Brasil no Chile, destacou o tamanho da indústria de seguros do Brasil aos empresários chilenos presentes no coquetel para pontuar a importância da presença de todos em sua cidade natal, o Rio, em setembro de 2023.

De acordo com ele, o Chile representa um grande potencial de negócios para as seguradoras do Brasil, ostentando uma renda per capita de US$ 28 mil, num país com 20 milhões de habitantes. “As seguradoras brasileiras representam 41% das vendas de seguros na América Latina, com US$ 151 bilhões, 11,4% maior em relação a 2020. Certamente há muitas oportunidades de negócios que podem ser descobertas no relacionamento que a Fides Rio 2023 proporcionará aos participantes”, disse o embaixador.

Rodrigo Bedoya, presidente da Federação Interamericana de Empresas e Seguros (Fides), afirmou que 2023 representa oportunidade de se reencontrar, confraternizar, debater as principais tendencias para os próximos anos e fazer negocio. “Nenhum ambiente será mais propicio para isso do que a Fides Rio 2023, com ambição de ser a maior plataforma ibero-americana de negócios e relacionamento do setor de seguros”. 

As inscrições podem ser realizadas pelo site www.fidesrio2023.com, onde os participantes também podem acompanhar as novidades do evento. Segundo a CNseg, neste primeiro lote de vendas, a inscrição está com valores mais atraentes para os participantes. O desconto do 1º para o 2º lote de inscrições é de 33% e do 1º para o 3º lote (último) chega a 67%. Até 25 de janeiro, o valor da inscrição para associado Fides é de US$ 700 e US$ 900 para não associados.

SulAmérica anuncia parceria com startup SAKS para contratação digital de planos de previdência

Fonte: SulAmérica

A SulAmérica e a SAKS – primeira savetech da América Latina- fecharam uma parceria que permite que a startup disponibilize os planos de previdência da seguradora em sua plataforma.  

O serviço promete otimizar e inovar o processo de contratação de previdência privada para quem procura uma experiência 100% digital. Por meio da plataforma, será possível contratar planos de mensalidades de previdência privada utilizando PIX e cartão de crédito, assim como ocorre com os streamings.

Um dos principais destaques da parceria entre a SulAmérica e a SAKS é que a comercialização dos produtos pela plataforma não se restringe apenas aos clientes, mas também pode ser utilizada por corretores e corretoras que desejam agilizar sua oferta de produtos e serviços. 

A parceria com a SAKS está em sintonia com uma série de ações tomadas pela SulAmérica, que pretende digitalizar os processos da companhia para ganhar eficiência, porém sem impactar em seu atendimento humanizado e personalizado. “Vivemos em uma realidade cada vez mais conectada, com clientes e parceiros buscando constantemente novas ferramentas que desburocratizem processos e facilitem o dia a dia. Essa parceria representa mais um passo no nosso ciclo de transformação digital, que permanece em pleno movimento de inovação”, finaliza Patrícia Disconsi, Superintendente Comercial da SulAmérica.

CNseg e países da região Sul da FIDES assinam cooperação técnica

Foi assinado, em encontro realizado nesta manhã (7/11), em Santiago, no Chile, um acordo de cooperação técnica entre os cinco países integrantes da Comissão Regional Sul da FIDES – Brasil, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai – para fomentar o desenvolvimento de seguros na região, com um conjunto de ações e iniciativas de troca de informações, boas práticas e eventos de capacitação técnica que promovam o desenvolvimento do mercado segurador da América Latina. 

A capital chilena será palco do lançamento internacional da Conferência Hemisférica da Federação Interamericana de Empresas de Seguros (FIDES), que ocorrerá no Rio de Janeiro, em setembro de 2023 e também reuniões da Assembleia Geral da Global Federation of Insurance Associations (GFIA), bem como da reunião do Conselho da Presidência e da Assembleia Geral da FIDES e também da Conferência Anual da International Association of Insurance Supervisors (IAIS).

O presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Dyogo Oliveira, que preside a Comissão Regional Sul da FIDES destacou a importância desta iniciativa. “Temos desafios e oportunidades semelhantes em nossos países, o que faz deste acordo de cooperação técnica uma alavanca para desenvolvermos o crescimento do mercado de seguros na região Sul”, disse. Ele destacou uma das similaridades dos mercados, como o baixo consumo dos produtos e serviços na região. “No Brasil, apenas automóvel e saúde exibem uma penetração acima de 30%. Outros ramos, como residencial, vida e pequenas e médias empresas são inferiores a 15%”, comentou. 

Outros temas relevantes e que terão ganhos com o acordo de cooperação, segundo o presidente da CNseg, são regulação, compliance, ASG e Open Insurance. “Somos o primeiro país a implementar o modelo aberto de seguros e podemos contribuir com os países que certamente seguirão este caminho para se adaptarem a mudança de hábito de consumo trazido pela tecnologia”.

Em ASG, sigla para ações sociais, ambientais e de governança, Oliveira mencionou que o órgão regulador brasileiro, a Susep (Superintendência de Seguros Privados) divulgou uma regulamentação que faz diversas exigências. A gestão dos riscos de sustentabilidade deve ser integrada à estrutura de gestão de riscos e aos processos operacionais, em especial no que se refere à precificação e subscrição de riscos, seleção de investimentos e seleção de prestadores de serviços, podendo estabelecer limites para concentração de riscos e/ou restrições para a realização de negócios. 

Rodrigo Bedoya, presidente da Fides, disse que a iniciativa em um momento importante. “Estamos voltando à normalidade pouco a pouco e esta troca de experiência profissional é enriquecedora para compartilharmos as inquietudes dos países e seguirmos avançando no crescimento do setor, com laços de colaboração fortalecidos para fazermos mais negócios”. 

Jorge Claude, vice-presidente executivo da Asociación de Aseguradores de Chile, ressaltou que o acordo é de muita valia para os países, que enfrentam desafios e oportunidades semelhantes, principalmente a necessidade de se adaptar às demandas dos consumidores com novos hábitos de consumo. O Chile tem a maior penetração de seguros entre os países aqui representados e pagamos bilhões em indenizações ao ano. Mas um ponto importante para nós é a regulação. Estamos sendo arrastados para ser uma regulação bancária. Temos de ser capazes de conscientizar a todos de que a indústria de seguros é distinta da bancária e tem de ter uma regulação de seguros e não de banco”. 

Gonzalo Santos Mendiola, presidente da Asociación Argentina de Companias de Seguros, agradeceu a iniciativa em trabalhar em conjunto. “Estamos num momento único do mundo em transformação. Precisamos elevar a penetração de seguros, entender mais o que o consumidor precisa e temos o desafio de atrair talentos para as companhias. Neste fórum de debates que damos início teremos grande responsabilidade em ajudar as companhias com o treinamento das pessoas”, disse.

Antonio Vaccaro, presidente da Associacion Paraghuaya de Companhias de Seguros, disse que formar pessoas é o grande objetivo. “Temos tido excelentes resultados com grupos de trabalho que ajudam a entender outros mercados e ficarmos um passo à frente dos acontecimentos. É crucial estarmos mais preparados para lidar com os novos riscos e com as mudanças que afetam nosso negócio, como aconteceu com a pandemia. Temos particularidades e podemos contribuir muito com os debates”. 

Alejandro Veiroj, da Asociación Uruguaya de Empresas Aseguradoras Uruguai, disse estar ansioso para começar os trabalhos desta parceria técnica. “Temos negócios em comum e estamos entusiasmados com o que acontece no Brasil, um país que lidera o mercado da América Latina”. 

Antonio Trindade, presidente da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), afirmou ser este um momento espetacular. “A pandemia trouxe para a população a percepção do tema seguro, e temos de aproveitar este momento para entregar a sociedade produtos que atendam às necessidades. O segmento massificado tem baixa penetração. O de PMEs tem uma tremenda oportunidade de negócios. Temos muita experiência para trocarmos e para avançarmos, juntos, no desenvolvimento do setor”. 

Denis Morais, presidente da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), explicou que o setor tem uma grande capacidade de se acoplar a outros produtos e mercados, com diversidade de produtos.  “Temos experiência com produtos de bancassurance para compartilhar. Já trabalhamos com um título ligado à filantropia com apelo ao social, que tem grande oportunidade de crescimento. Bom podermos trocar informações e trazermos o seguro para o lugar de destaque que ele merece na sociedade”.