Pitch Day da SulAmérica reúne startups finalistas do eAwards

 Fonte: SulAmérica

Após o lançamento do espaço físico da Garagem de Inovação, recentemente, em outubro deste ano, a SulAmérica organizou o primeiro Pitch Day da iniciativa para parceiros(as). O hub, desenvolvido para pensar em novos negócios e melhores opções para os(as) clientes, recebeu na última semana cinco startups finalistas do eAwards, prêmio que avalia o potencial das iniciativas em relação à contribuição para a melhoria das práticas, processos, tecnologias e métodos de gestão na área da saúde.

O encontro foi um convite para que as parceiras pudessem apresentar suas ideias para algumas das áreas de negócios da companhia. “O Pitch Day serve como ponto de contato da SulAmérica com o ambiente da inovação. Essa é uma ótima oportunidade para entendermos como podemos nos aproximar e trazer essas soluções para dentro da empresa, a partir de desafios que já temos”, comenta Fernando Morad, superintendente de Inovação da SulAmérica.

A Garagem de Inovação está localizada na sede da companhia em São Paulo e possui diversos ambientes para que os(as) parceiros(as) possam, cada vez mais, desenvolver e colocar em prática ações inovadoras para o mercado. Esse é o primeiro encontro após o lançamento oficial da Garagem, mas outros três encontros já haviam sido organizados pelo time de Inovação da SulAmérica ao longo de 2022, com cerca de 15 startups conectadas, ao todo, presentes durante o ano.

“Nosso objetivo para 2023 é seguir em busca das melhores soluções para nossos(as) clientes e parceiros(as). A tecnologia e a inovação se fazem cada vez mais presentes, e nosso time segue à frente de importantes movimentos para tornar o modelo de negócio mais sustentável para todas as pessoas”, finaliza Morad.

Inovação dentro da SulAmérica

Ao longo dos 127 anos de história, a inovação e a tecnologia sempre tiveram um papel decisivo na consolidação da SulAmérica como uma das empresas mais pulsantes do país. Por meio da inovação aberta, a companhia conecta soluções de startups dentro de suas jornadas. Parcerias como as que permitem acesso à receita digital, telemedicina, atendimento com psicólogos(as), proporcionam aos clientes da companhia uma jornada cada vez mais fluida, tecnológica e prática. Com inovação aberta, a SulAmérica se torna cada vez mais ágil na aceleração de soluções e novos produtos e serviços.

A inovação está presente em todos os momentos da jornada da companhia. Com ela, é possível criar e evoluir a capacidade de identificar talentos internos e externos. Por meio da inovação, a companhia pesquisa e experimenta novidades que incrementam a experiência de consumidores(as) e agilizam as entregas de produtos e serviços digitais.

Por meio do Conexão Criativa, programa de aceleração da inovação interna, a SulAmérica incentiva ideias promotoras do tema junto às pessoas colaboradoras. O projeto vencedor passa por uma aceleração e as pessoas do time recebem autorização para se dedicar ao desenvolvimento do novo modelo de negócio, com apoio dos profissionais de inovação da companhia. Em 2021, com o case do programa Conexão Criativa, a companhia conquistou o primeiro lugar na categoria Comunicação na premiação promovida pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg).

Como reconhecimento pelo trabalho em Inovação, a SulAmérica figura desde 2020 entre as principais três companhias da Top 100 Open Corps, que destaca as empresas líderes em Open Innovation.

Fitch: perspectiva positiva para o setor de seguros na América Latina em 2023, com desafios generalizados

A perspectiva da Fitch para o setor de seguros no Brasil é neutra para 2023, em linha com a Perspectiva Estável do rating soberano. As seguradoras brasileiras permanecem altamente influenciadas pelo soberano, devido à significativa exposição aos títulos do governo brasileiro e à concentração das operações no Brasil.

“Nossas perspectivas para o setor de seguros brasileiro incorporam os impactos da inflação nos custos de sinistros, principalmente para as seguradoras não vida, as tendências positivas dos indicadores de crescimento de prêmios do setor no 1S22 e as perspectivas sobre as principais variáveis macroeconômicas que sustentam o setor de seguros no Brasil”, I forma em comunicado.

A Fitch espera que a inflação caia para 6,5% no final do ano e para 5,2% no ano de 2023. No entanto, isso ainda estaria acima da meta do banco central. O Banco Central do Brasil elevou sua taxa básica de juros para 13,75% em agosto de 2022, e a Fitch acredita que isso representa o fim de seu ciclo de aperto.

Índice de sinistralidade e inflação

As seguradoras não vida correm maior risco de uma ação de rating negativa devido ao impacto adverso da inflação de sinistros nas margens e no capital, particularmente aquelas com maiores concentrações de linhas de negócios sensíveis à inflação. Apesar da tendência constante de crescimento de prêmios no setor de seguros, a sinistralidade foi pressionada a partir do 1S22, e esperamos que essa pressão diminua, mas a persistência da inflação ainda pode afetar a sinistralidade do setor.

Ambiente Operacional e Qualidade de Ativos

Em julho de 2022, a Fitch revisou a perspectiva do rating soberano brasileiro de negativa para estável, embora os desafios fiscais e de crescimento persistam. As perspectivas de crescimento também dependerão dos planos e sinalizações econômicas do novo governo eleito, principalmente no que diz respeito à política fiscal e à participação dos estados na economia. As carteiras de investimento das seguradoras da região são compostas principalmente por títulos de renda fixa públicos ou privados locais, portanto, o risco soberano também pode afetar diretamente a qualidade desses ativos.

Taxa de Juros e Desempenho Financeiro

A Fitch estima que a pressão inflacionária deve sustentar a manutenção dos juros em patamares mais elevados por mais tempo, o que deve impulsionar os resultados financeiros das seguradoras brasileiras, uma vez que a maior parte das carteiras das seguradoras está exposta a títulos públicos ou privados influenciados pela taxa Selic.

Ambiente de preços e penetração

A implantação do Open Insurance, sistema de compartilhamento de dados do setor em 2023, pode trazer novidades aos consumidores e aumentar a competitividade do setor, bem como a implantação de novas tecnologias. Por outro lado, a Fitch espera que a atividade econômica desacelere no restante de 2022 e 2023 como resultado do aperto da política monetária doméstica e do crescimento global mais lento. O crescimento dos prêmios no mercado de seguros apresentou índices sólidos, com crescimento de 16% no 1S22. Apesar disso, menor crescimento econômico pode afetar produção prêmios nos próximos períodos.

Saúde, um mercado com perspectiva neutra

A perspectiva para o setor de saúde no Brasil é neutra em 2023, de acordo com relatório da Fitch Ratings publicado hoje. O volume de exames e procedimentos deve crescer a taxas mais moderadas do que as observadas no biênio 2021-2022, quando a demanda ainda estava aquecida em decorrência do represamento provocado pela pandemia de Covid-19 e da variante Ômicron, no início deste ano.
A recuperação das margens operacionais das companhias do setor de saúde deve ocorrer de forma mais lenta que o inicialmente esperado, devido a um ambiente de negociações de preços ainda duro e a uma base de custos acima dos níveis pré-pandemia. Os movimentos de fusões e aquisições também devem desacelerar, uma vez que as empresas tendem a buscar equilibrar seus balanços e a recuperar suas margens.

A longo prazo, os fundamentos de demanda se mantêm sólidos, apoiados no envelhecimento da população, no elevado mercado endereçável de beneficiários (apenas 25% da população possuem planos de saúde privados) e nos contínuos avanços na descoberta de novos tratamentos.

“O setor de saúde passou por grandes transformações nos últimos dois anos, e o retorno aos níveis pré-pandemia deve ser mais lento que o inicialmente esperado. A demanda deve se manter aquecida em 2023, porém o ambiente de negociação de preços entre prestadores de serviços e operadoras de saúde se mantém pressionado, podendo ter reflexos no capital de giro das empresas, além de limitar maiores avanços em sua rentabilidade.”, afirma Tatiana Thomaz, analista sênior da Fitch.

América Latina

Fitch Ratings espera que o crescimento do mercado de seguros na América Latina permaneça positivo em 2023, mas em níveis mais modestos alinhados com as projeções do PIB. “Esperamos que o desempenho financeiro da região apresente resultados mistos com melhora em alguns mercados, mas com desafios generalizados. Esperamos que o desempenho financeiro da região apresente resultados mistos com melhora em alguns mercados, mas com desafios generalizados”, comentou Eduardo Recinos, Diretor Sênior, em nota.

A expectativa é de que o desempenho financeiro da região exiba resultados mistos com melhora em alguns mercados, mas com desafios generalizados. Os desafios estão nos segmentos não vida devido à alta inflação persistente, desvalorização da moeda e aumento dos preços do resseguro. No entanto, o desempenho geral da região continua sendo desafiado devido à incerteza nos ambientes macroeconômicos, instabilidade política e crescentes temores de uma recessão global”.

A perspectiva de 2023 para o setor de seguros da América Latina é neutra na maioria dos mercados com base no perfil estável da indústria e ambientes operacionais (IPOE). A perspectiva do setor considera o crescimento dos prêmios alinhado com o crescimento econômico, a normalização das taxas de perda de vida e saúde para os níveis pré-pandêmicos e os ajustes de preços nas linhas de negócios não vida que podem beneficiar o desempenho da subscrição. No entanto, a volatilidade do mercado financeiro pode afetar a lucratividade em alguns mercados.

A Fitch espera que os setores de seguros na Colômbia, El Salvador, Peru e Não Vida no Chile se deteriorem, considerando que o menor crescimento econômico, as desvalorizações cambiais e a persistência de altos níveis de inflação podem continuar afetando os custos de sinistros do ramo Não Vida, especialmente o ramo de automóveis que podem não ser totalmente compensados por ajustes de preços. Os ratings soberanos e seus potenciais efeitos nos IPOEs influenciarão alguns setores de seguros, uma vez que as carteiras de investimentos permanecem expostas a títulos públicos e as operações estão concentradas nas economias domésticas.

Apenas um setor de seguros tem uma perspectiva de melhoria do setor – Guatemala. Isso se baseia na revisão para cima em sua Perspectiva de rating soberano para Positiva de Estável, o que pode levar a um ajuste favorável em seu IPOE. O setor também pode se beneficiar de boas condições econômicas, pois espera-se que o país tenha a taxa de crescimento do PIB mais forte da América Central em 2023, o que deve se traduzir em crescimento de prêmios favorável e melhor desempenho de subscriçao.

Agência Estado: Cade deve aprovar compra da SulAmérica pela Rede D’Or

custo da saude

Agência Estado

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deve aprovar a compra da seguradora SulAmérica pela Rede D’Or, relataram ao Estadão/Broadcast diferentes fontes. A operação está na pauta da sessão do órgão da próxima quarta-feira,14.

Segundo a reportagem apurou, há entre os conselheiros, no entanto, preocupações, como sobre a troca de informações sensíveis entre as duas empresas – além do temor de uma possível discriminação na contratação de hospitais pela SulAmérica.

A avaliação, porém, é de que não necessariamente isso leve o Cade a intervir ou adotar algum remédio. Uma fonte disse ao Estadão/Broadcast que o órgão poderá indicar que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) imponha remédios relacionados às questões de maior preocupação.

Hospitais concorrentes manifestaram ao Cade o temor de que a compra da SulAmérica pela Rede D’OR prejudique o mercado. Apresentaram recursos contra o negócio terceiros interessados como os hospitais Sírio Libanês, Albert Einstein, Osvaldo Cruz, Beneficência Portuguesa e Hospital do Coração (HCor).

Segundo a reportagem, mesmo conselheiros do Cade foram pegos de surpresa com o fato de a operação ter sido pautada já para a próxima quarta-feira, três semanas após a distribuição do processo ao relator. Nos bastidores, a pressa é criticada por advogados dos concorrentes, que veem pressão política do atual governo para que o caso seja julgado logo.

Nos autos do processo, os terceiros interessados relataram falhas na instrução realizada pela Secretaria-Geral do Cade, superficialidade nos estudos econômicos que foram realizados durante a preparação e desconsideração de ameaças concorrenciais.

A principal preocupação entre os concorrentes – que é compartilhada por conselheiros do Cade – é de que, ao se fundirem, as empresas troquem informações sensíveis, como históricos de pacientes, o que pode levar as empresas à seleção de clientes mais “rentáveis”, que serão alvo do plano de saúde. Além disso, há o receio de que a SulAmérica discrimine ou se negue a credenciar hospitais de fora da Rede D’Or após o negócio.

Dona dos hospitais São Luiz, a Rede D’Or, anunciou em fevereiro um acordo para incorporar a seguradora SulAmérica, uma das mais tradicionais do País. O negócio avalia a operadora em R$ 15 bilhões. Pelo acordo, a Rede D’Or vai assumir todas as operações da companhia de seguros. Além disso, os acionistas da SulAmérica receberão, como resultado da incorporação da seguradora pela rede de hospitais, um total de 13,5% do capital social do negócio após a conclusão da operação.

Tatiana Cerezer, da MAPFRE, assume a presidência da Comissão de Comunicação e Marketing da CNseg

Tatiana Cerezer Mapfre Seguros

Fonte: CNseg

A Comissão de Comunicação e Marketing (CCM) da CNseg conta com nova presidente. Tatiana Cerezer, que é superintendente de Marketing da Mapfre Previdência, foi aprovada pelo Conselho Diretor da Confederação Nacional das Seguradoras, em substituição a Alexandre Nogueira, a quem o Conselho agradeceu pela dedicação e empenho durante os cinco anos de muito trabalho que esteve à frente da Comissão.

“Me sinto honrada pela escolha e ao mesmo tempo muito entusiasmada porque nosso mercado é essencial para o desenvolvimento do Brasil e a comunicação e as iniciativas de marca são atributos estratégicos para conseguirmos levar cuidado para mais pessoas. Só posso dizer que 2023 será incrível!”, disse Tatiana ao Sonho Seguro.

A CCM, coordenada pela Superintendência Executiva de Comunicação e Imprensa, tem como objetivo atuar no desenvolvimento de ações institucionais da CNseg, visando a divulgação e a preservação da imagem do seguro e do Setor. A Comissão também foi a responsável por coordenar os trabalhos para o lançamento e monitoramento da campanha “Seguro pra tudo e pra todos”, atualmente no ar.

Seguradora Akad, do grupo GP Investimentos, faz parceria com a corretora Saga para vender proteção para bikes

Property e Engenharia da Akad, Carlos Nascimento

A Akad acaba de concretizar uma parceria para a comercialização de seu seguro bike na plataforma da Saga, uma das maiores e mais tradicionais corretoras do Brasil. O acordo faz parte da estratégia da companhia para expandir seus canais de vendas, aumentando a base de corretores e de futuros segurados em um de seus produtos mais expressivos.

Há mais de três décadas no mercado, a Saga Corretora integra o Grupo Saga, que no ano passado criou um novo business dentro do nicho de mobilidade urbana, o Saga Moove. Pela sua plataforma, a Saga possui direito de distribuição de bikes, acessórios e componentes de algumas das marcas mais desejas entre os ciclistas, como BMC, Princeton, Thule e Kask.

O seguro da Akad, com mais de 70 mil apólice emitidas no período de janeiro a novembro de 2022, vai cobrir bicicletas de R$ 1,5 mil até R$ 100 mil, incluindo proteção para modelos personalizados em qualquer tipo de terreno: cidade, montanha ou estrada. Ciclistas que participam de competições, inclusive fora do País, também estarão cobertos. Outro diferencial é a cobertura de Responsabilidade Civil para indenização caso o acidente envolva terceiros.

De acordo com o coordenador de Property e Engenharia da Akad, Carlos Nascimento, toda jornada para emissão da apólice deve durar poucos minutos em um modelo totalmente digital. Para fazer a cotação na hora, o futuro segurado vai precisar apenas preencher seu nome e informações para contato, dizer qual o valor da bike, especificar o material, se é original e se possui nota fiscal.

De acordo com Nascimento, uma das principais estratégias da seguradora vem sendo também a expansão de parcerias com fabricantes, varejistas, grupos de ciclistas e portais de assessoria esportiva. Uma vez que o seguro bike da Akad é disponibilizado em um modelo totalmente digital, a companhia pode ampliar o alcance do produto para mais canais de vendas.

Setor de seguros precisa avançar em infraestrutura, segundo especialistas

jorge Sant'ana BMG Seguros

Fonte: BMG

O mercado de seguros pode exercer um papel importante no financiamento de obras de infraestruturas necessárias para o desenvolvimento do país, por meio de gerenciamento de risco e redução de custos de capital. Apesar dos recentes avanços na regulação, entretanto, o setor precisa de coordenação e proatividade para avançar na área de infraestrutura. 

Para Jorge Sant’Anna, CEO da BMG Seguros, o mercado evoluiu muito e uma nova regra acaba de dar mais flexibilidade para o seguro garantia. Outro evento importante é o interesse, que não havia no passado, das resseguradoras internacionais em participar desse processo de garantias no setor de infraestrutura brasileira. 

“Estamos presos a um passado e muita coisa evoluiu de lá para cá e a culpa é praticamente da própria indústria de seguros, que não se coloca como uma solução viável”, disse o executivo, ao mediar o painel “Financiamento, Riscos e Garantias”, na quarta-feira (30/11), no ABDIB Experience Edição 2022, promovido pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB). “É menos falta de apetite e mais falta de proatividade e coordenação do mercado de seguros”, completou. 

Arian Bechara Ferreira, Superintendente da área de Saneamento, Transporte e Logística do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), destacou que a pauta de seguros tem de ser colocada à mesa para que o volume de investimentos em infraestrutura continue crescendo: “não existem bolsos suficientes para colocar isso em pé”. Para ele, ainda há uma falta de vontade de tomar riscos, mas hoje é possível visualizar uma matriz de risco mais equilibrada nos projetos. “E o bolso no mercado segurador é grande e vai ser necessário, se a gente quiser continuar ver crescendo esse volume de investimento. Não tenho a menor dúvida de que isso não vai ficar apenas na mão do BNDES, mercado de capitais, multilaterais. O mercado segurador vai ter de querer fazer parte desse jogo, e o BNDES está aqui para ser âncora nessa discussão”, acrescentou. 

Carlos Pinto, Country Manager Brazil do International Finance Corporation (IFC), reforçou que o project finance é um caminho correto para atrair muita banca internacional. Segundo ele, no entanto, há um período intermediário, o período da construção, para o qual será preciso encontrar um produto de transição. Isso porque os investidores internacionais não querem tomar riscos de construção, como, por exemplo, o custo e mais tempo de execução. “Os riscos não previstos se concentram no risco da construção, mas há soluções que passam também por seguros, e por alguns institucionais, que podem ser garantias adicionais, com financiamento intercalar que será substituído por uma debênture ou um project finance. E nesse caminho de amadurecimento que o Brasil está andando”, disse. 

Cláudia Prates, Diretora do New Development Bank, avaliou que não serão os organismos multilaterais sozinhos que darão conta de tantos investimentos e, nesse sentido, a divisão de riscos é importante. “Talvez seja hora de o mercado segurador entrar nesse mercado melhor estruturado, nesses projetos com matriz de risco melhor dividido, e os multilaterais com capacidade de, em reais, entrarem com uma parte em dez anos e o BNDES cobrir o final”, sugeriu. 

Para Silvana Bianco del Barrio, Oficial de Gestão de Investimentos do BID Invest, a implementação de produtos é válida uma vez que, nas debêntures de infraestrutura, esses investidores não tomam risco de construção. “Esse tipo de risco tem de ser mitigado, ele está sendo mitigado com garantias bancárias e, na verdade, não vai ter garantia bancária e completion guarantee para tudo. O volume é muito grande, mesmo que a gente tenha cinco bancos brasileiros que são enormes. Esses bancos também estão sendo chamados a ficar com o papel, a comprar um pedaço da emissão, então eles não vão dar garantia e comprar um pedaço da emissão. O mercado está ficando grande, o volume de bancos também está se reduzindo no Brasil. A gente via no mercado internacional alguns bancos que faziam emissão de completion guarantee. Então a presença de seguros para o mercado de capitais é supervaliosa”, disse.  

Ações da corretora Wiz caem após saída do CEO Heverton Peixoto

Com agências

As ações da Wiz despencam 14% na manhã de ontem, após a companhia anunciar na noite de sexta-feira a saída do CEO Heverton Peixoto. Há quase cinco anos no comando da corretora de seguros, ele transformou a Wiz em um grande conglomerado, liderando M&As (fusões e aquisições) e parcerias e diversificando a receita. Dado o sua importância para o sucesso recente de Wiz, vemos sua saída como negativa, mas mantemos nossa recomendação de ‘compra’ devido à avaliação barata da ação”, diz o BTG em relatório.

O conselho de administração da Wiz decidiu romper o contrato com o atual CEO da empresa, Heverton Peixoto, que ficará à frente da companhia até 15 de janeiro. Em comunicado, a empresa diz que a decisão foi tomada em comum acordo. Segundo o portal NeoFeed, os conselheiros estavam descontentes com a estratégia agressiva de M&A da companhia. Um novo CEO deve ser anunciado em breve. Após 15 de janeiro, assume interinamente Marcus Vinicius de Oliveira, atual diretor financeiro, que acumulará as duas funções.

Peixoto está na Wiz desde janeiro de 2017. Mas assumiu como CEO em março de 2018. O executivo teve que lidar com o fim do contrato da Caixa, um dos acionistas de referência da empresa, e que representava boa parte do faturamento da empresa de seguros. Sua tática foi implementar uma agressiva estratégia de joint ventures, na tentativa de ir reduzindo gradualmente a dependência da Caixa – hoje, na casa dos 50%.

Sua gestão é marcada por associações com Banco de Brasília (BRB), Banco Inter e Bmg, Galapagos, Capital, Paraná Branco e até com concessionárias de automóveis, a exemplo da Caoa, e varejistas, como a Polishop.

Em nota, a companhia informou que o “momento agora é de consolidação dos negócios firmados e recém-adquiridos. No terceiro trimestre deste ano, a Wiz obteve um lucro líquido de R$ 68,2 milhões, alta 163,9% maior que a registrada antes. A receita líquida do período foi R$ 238,6 milhões, com alta de 22,9% em relação ao terceiro trimestre de 2021. A expectativa da empresa era obter uma receita bruta entre R$ 920 milhões e R$ 1 bilhão em 2022.

Nilton Molina enfatiza a importância do setor viabilizar seguros de vida para pessoas acima de 60 anos

Fonte: MAG

O presidente do conselho de administração da MAG Seguros, Nilton Molina, participou como debatedor do evento “Conexão Futuro Seguro”, promovido pela Fenacor, no painel “Perspectivas com o novo Governo e a Iniciativa do Mercado de Seguros (IMS)”. Na ocasião, Molina falou da importância do setor segurador para o PIB brasileiro e que se trata de um mercado em expansão, com muitas oportunidades devido, sobretudo, às pessoas estarem vivendo melhor e por mais tempo.


“Os seguros de vida individuais, aqueles que efetivamente garantem proteção para uma família, produtos de uma competente venda ética e consultiva, não alcançam sequer 5% da população brasileira”, disse Molina. O executivo destacou duas oportunidades primordiais para o avanço e futuro do mercado de seguros: a longevidade e o seguro de vida. Reforçou ainda como reflexão que o mercado precisa pensar em mais produtos voltados às pessoas da 3ª idade já que, no futuro de curto prazo, o número de idosos será muito maior do que crianças até 15 anos no Brasil. 


Molina disse, também, que como serviço à comunidade, a MAG criou o Instituto de Longevidade que tem como propósito ajudar o cidadão brasileiro a entender e por isso garantir a sua longevidade financeira em todas as fases da vida. “O Instituto de Longevidade MAG tem ainda a missão de levar a sociedade a discutir de forma virtuosa os impactos sociais, econômicos e comportamentais do aumento da expectativa de vida no Brasil”, reverberou.


O Conexão Futuro Seguro 2022 teve, no total, quatro etapas virtuais, além do evento híbrido desta quinta-feira, e atraiu mais de oito mil pessoas que acompanharam todos os debates promovidos com a participação de profissionais renomados do setor segurador.

Operadoras de saúde acumulam perdas de R$ 5,5 bi até setembro de 2022

Fonte: ANS

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou, na última quinta-feira (8), os resultados contábeis das operadoras de saúde no terceiro trimestre de 2022. Os planos médico-hospitalares tiveram prejuízo operacional de R$5,5 bilhões. De janeiro a setembro deste ano, o setor registrou resultado líquido negativo de R$ 2,5 bilhões, concentrado, especialmente, em operadoras de assistência médica de grande porte. No total, as operadoras médico-hospitalares apresentaram resultado líquido negativo de R$ 3,4 bilhões. Já as operadoras exclusivamente odontológicas e administradoras de benefícios tiveram resultado líquido positivo de R$ 958,5 milhões. 

Para efeitos comparativos, em 2018 e 2019, que antecederam a pandemia de Covid-19, o resultado líquido acumulado até o 3° trimestre de cada ano girava em torno de R$ 8 bilhões. Atingiu pico de R$ 15,9 bilhões em 2020, já influenciado pela questão sanitária, e apresentou queda a partir de 2021. As dificuldades de o mercado obter retorno exclusivamente na operação de planos vem sendo observado pela ANS desde o 2º trimestre de 2021. 

A sinistralidade acumulada do ano registrou aumento, passando de 88,84% no 2º trimestre de 2022 para 90,30% no terceiro trimestre. A mediana dos últimos doze meses (valor central de uma amostra) ficou estável em cerca de 84,5%, com patamar superior ao período pré-pandemia, quando oscilou entre 80% e 82%. 

“Esses números indicam que praticamente 90% do arrecadado com os planos é gasto com assistência à saúde”, explica Jorge Aquino, Diretor de Normas e Habilitação das Operadoras da ANS. 

Em uma análise geral dos números, retirado o efeito da inflação (IPCA), nota-se queda de receita de planos (-3%) e de despesa assistencial (-2%) no último trimestre, apesar do aumento do número de beneficiários, que ficou em 50,1 milhões (planos médico-hospitalares) e 30,5 milhões (planos exclusivamente odontológicos) em setembro de 2022. A comparação da receita de planos e despesas assistenciais reforça os movimentos de estagnação da receita e sugere mudança dos beneficiários para planos mais baratos desde o 4º trimestre de 2021. 

O principal compensador de desempenho com a operação de planos continua sendo o resultado das aplicações financeiras, que, favorecido por taxas de juros mais altas, apresentou o melhor resultado acumulado da série para o 3º trimestre: R$ 7,3 bilhões entre as médico-hospitalares. Este número já é maior do que o setor registrou no ano inteiro de 2021.

MSCI atualiza classificação ESG da Generali para AAA

A MSCI, empresa referência em rating ESG, avaliou a Generali como líder na mitigação de riscos climáticos, investimento responsável, práticas de segurança cibernética e governança. A consultoria, que avalia quase três mil empresas globalmente, elevou a Assicurazioni Generali para AAA, classificação mais alta da MSCI.

Na avaliação, constatou-se que a Generali adota as melhores práticas do setor para diminuir os riscos relacionados ao clima em subscrição, modelagem e produtos relacionados à adaptação e amenização das mudanças climáticas. Também citaram a liderança da Generali em questões sociais, incluindo privacidade e segurança de dados, capital humano, gestão e investimento responsável.

Outros pontos receberam destaque:

  • Liderança da Generali em governança corporativa entre seus pares de mercado;
  • Independência do Conselho Administrativo e da Presidência;
  • Divisão de papéis entre Presidente e CEO;
  • Equilíbrio de gênero no Conselho de Administração.

A Generali colocou a sustentabilidade no centro de seu plano estratégico “Lifetime Partner 24: Driving Growth”, pois está empenhada em atuar na construção de uma sociedade mais resiliente e justa, como seguradora, investidor e empregadora responsável.

Philippe Donnet, CEO do Grupo Generali, disse: “Estamos integrando a sustentabilidade em todas as nossas atividades como definido no plano estratégico. A MSCI reconheceu nossa excelência. A atualização para AAA, a classificação mais alta da MSCI, é uma conquista da qual todo o pessoal da Generali pode se orgulhar.”

A MSCI ESG Research fornece pesquisas, classificações e análises aprofundadas dos impactos ambientais, sociais e práticas de negócios relacionadas à governança de milhares de empresas em todo o mundo. Sua pesquisa é projetada para fornecer insights críticos que podem ajudar os investidores institucionais a identificarem riscos e oportunidades.