Como as empresas se protegem de eventos climáticos?

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A jornalista Jamille Niero, do InfoMoney, conta que as enchentes que todo ano assolam o Brasil cobram um preço alto da população, ceifando vidas e deixando milhares de desabrigados, além de prejuízos financeiros para as empresas. Em 2022, as enchentes foram responsáveis por cerca de 1,3 bilhão de dólares em perdas financeiras, aponta a edição mais recente do relatório “Weather, Climate and Catastrophe Insight” elaborado pela gestora de riscos corporativos Aon. Os estados mais impactados foram Pernambuco e Alagoas, que sofreram inundações em maio e julho, e o Rio de Janeiro, no mês de fevereiro, com mais de 200 vítimas.

Leia a matéria na íntegra no vertical Seguros, do InfoMoney.

Zurich alerta para impacto das mudanças climáticas  

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Fonte: Zurich

O mercado de seguros segue atento aos efeitos das mudanças climáticas no Brasil e no mundo, que têm provocado o agravamento de eventos como inundações, fortes chuvas, secas e furacões. As ocorrências têm afetado direta e indiretamente empresas de todos os segmentos, causando prejuízos, interrupção de negócios e danos econômicos e à segurança de pessoas. 

As tendências apontam para um futuro em que a questão ganhará ainda mais relevância. Na 18ª edição do Global Risks Report, estudo produzido anualmente pelo World Economic Forum, em parceria com a Zurich Insurance Group, Marsh McLennan, Universidade de Oxford, Universidade de Singapura e Universidade da Pensilvânia, divulgado em janeiro, os riscos relacionados às mudanças climáticas aparecem entre os 10 principais que a humanidade terá de enfrentar, tanto no curto quando no longo prazo.

 Nesse cenário, o gerenciamento de riscos é fundamental, já que mitigá-los deve ser parte importante do planejamento, ao mesmo tempo em que aumenta a resiliência ao longo do tempo. A Seguradora Zurich, que se diferencia no mercado por contar com uma equipe de engenharia de riscos que oferece expertise para diversas linhas de negócios, ressalta que a proteção deve ir além da transferência de riscos através de apólices de seguro.  

“Para as empresas, o risco de terem suas operações impactadas nos próximos anos, mesmo em locais que geralmente não eram afetados por eventos semelhantes, começa a se mostrar evidente”, avalia Andressa Meireles, Superintendente de Engenharia de Riscos da Seguradora Zurich. “Por isso, a gestão de riscos é fundamental para mitigar a ameaça à segurança dos funcionários, a interrupção de negócios da cadeia produtiva, seja da própria empresa ou de seus fornecedores, e o comprometimento do patrimônio”, pontua. 

O que fazer diante desse quadro? 

Segundo Andressa, a gestão de riscos, com foco em uma atuação preventiva, além de apenas protetiva (como possuir uma apólice de seguros), é o melhor caminho, visto que isso ajudará as empresas a se prepararem contra os riscos oriundos das mudanças climáticas e também tornará as coberturas de seguro mais eficientes, uma vez que medidas de redução dos riscos sejam adotadas. 

No Brasil, Andressa explica que Zurich está atuando, principalmente, em avaliações de alagamento e vendaval. “Contamos com mapas de risco climáticos próprios, engenheiros de riscos especializados em fornecer aos clientes insights para gestão dos riscos e soluções práticas por meio de uma metodologia de avaliação bem definida. Esse serviço ajuda a identificar as principais exposições aos riscos atuais”, pontua Andressa.  

A Superintendente acrescenta ainda que a companhia possui recursos que simulam os impactos das mudanças climáticas, considerando como as projeções de aquecimento global podem se comportar para os próximos 20 ou 30 anos para eventos de alagamento, seca, vendaval e temperaturas extremas, entre outros. Para ela, a atuação dos corretores é fundamental para orientar seus clientes a aproveitarem essas soluções e se preparem para enfrentar e mitigar os riscos relacionados às mudanças climáticas. 

“A avaliação de mudanças climáticas traz insumos para as empresas melhorarem a resiliência e a desenvolver uma estratégia que inclua medidas físicas e organizacionais, além da transferência de riscos através de produtos de seguro” diz. “Ter clareza das ameaças climáticas do futuro é também um importante recurso para o processo de tomada de decisão e planejamento estratégico das empresas. O corretor, como consultor de seguros, tem papel fundamental para levar esse conhecimento aos seus clientes e ajudá-los a manter negócios, pessoas e patrimônio protegidos”, finaliza Andressa. 

 

Gallagher & Co adquire corretora de resseguros inglesa para impulsionar expansão global

O grupo Arthur J. Gallagher & Co. informou nesta segunda-feira, 6, que sua divisão de resseguros, Gallagher Re, adquiriu a Bay Risk Services Ltd., com sede em Londres. Os termos da transação não foram divulgados.

A Bay Risk, fundada em 2016, é especializada na estruturação e colocação de contratos de subscrição delegada para gerentes de programas de nicho, agentes gerais, detentores de cobertura do Lloyd’s e seguradoras que buscam canais alternativos de distribuição, disse Gallagher em comunicado.

A empresa se tornará parte da prática de programas globais da Gallagher Re e será liderada pelos diretores administrativos conjuntos Andrew Smallshaw e Robin Barker-Hahlo. Espera-se que a equipe de cerca de 10 funcionários da Bay Risk se junte a Gallagher.

J. Patrick Gallagher Jr., presidente do conselho, presidente e CEO da Arthur J. Gallagher, disse no comunicado que o acordo apóia a expansão da prática de programas globais da Gallagher Re.

Swiss Re investe em diversificação de produtos e serviços para contribuir com o crescimento de seguros no Brasil

swiss re resseguro

O Brasil é figura carimbada na estratégia mundial das resseguradoras há décadas. Depois de cinco anos de com perdas em catástrofes naturais e com a pandemia, os resseguradores, responsáveis pelo seguro das seguradoras, priorizam a América Latina, uma região vista com grande potencial de crescimento das vendas e dos lucros. Os principais players estrangeiros começam 2023 dedicados a construir pontes para ganhar contratos na atividade fim, que é o seguro de grandes riscos e de catástrofes naturais. Enquanto o primeiro ficou em terceiro plano nos últimos anos em razão da falta de investimentos em infraestrutura, as mudanças climáticas promovem desastres mundo afora sem cessar. 

Semana passada o Sonho Seguro conversou com Kaspar Mueller, CEO de resseguros para a América Latina da Swiss Re, sediado em Miami, Estados Unidos. “Estamos concentrados em ser percebidos como uma parceira de longo prazo, que vai além de oferecer capacidade para este ou aquele risco. Estou aqui para dizer aos nossos parceiros e prospects: como podemos ajudar a melhorar suas vendas e manter a resiliência dos seus negócios”, enfatiza o executivo que concedeu esta entrevista na semana passada, numa agenda recheada com diversas reuniões, incluindo até um churrasco com cerca de 150 clientes, empresários e funcionários. 

“A América Latina continha sendo uma promessa. O mundo está complexo, com comoções sociais, mudanças climáticas, pandemias, inflação em alta, que é muito preocupante para o setor pelos impactos que têm nos contratos de seguros. Para a Swiss Re, o Brasil tem o maior potencial da América Latina. Está pronta para crescer e ter um PIB robusto. Queremos apoiar nossos clientes locais em diversas frentes. Temos uma equipe local, liderada pelo Frederico Knapp, e eu estou aqui para ajudar a entender as necessidades locais e assim trazer soluções inovadoras e tradicionais que já estão em uso em diversas partes do planeta”, afirma. E isso inclui catástrofe natural.

As mudanças climáticas figuram em todas as rodas de conversas. E não poderia ser diferente no Brasil. “A indústria de resseguros e de seguros tem um lugar claro na mesa de discussões e ações relacionadas às mudanças climáticas”, disse. Há um esforço significativo em andamento para entender melhor os riscos climáticos no setor de resseguros e dividir esta experiência com o governo. Entre as ferramentas mais usadas para a mitigação dos riscos de catastróficos temos seguros, resseguros, fundos governamentais e títulos de catástrofe, mais conhecidos como Cat Bonds. 

Mueller cita como outras regiões já se organizaram para conviver com catástrofes. “Nos EUA, há o National Flood Insurance. Na Califórnia temos a Earthquake Association, que é uma entidade governamental. No México, o Fundo para Desastres Naturais (Fonden). E no Brasil é preciso desenvolver um mecanismo para as enchentes e inundações. Trata-se de uma solução do governo. Acho que é responsabilidade do país realmente pensar em como proteger a sociedade desses eventos, que sabemos que vão acontecer como mais frequência diante das mudanças climáticas”.

Knapp, CEO da subsidiária brasileira da Swiss Re, comentou que há conversas com o órgãos do governo, que envolvem a iniciativa privada. “Estamos em conversas com o governo e com seguradoras locais para contribuirmos para evitar novas tragédias como a vista no Litoral Norte de São Paulo. Não foi a primeira e nem será a última, mas a próxima pode contar com uma estrutura financeira e de gerenciamento de riscos oferecidas pelo setor de seguros”.

Também na semana passada, a subsidiária brasileira divulgou seu balanço financeiro, com um prejuízo de R$ 39,5 milhões em 2022 (R$ 19,4 milhões em 2021), principalmente na carteira de seguro rural, que fez estragos em praticamente todas as resseguradoras e seguradora atuantes neste nicho do setor. 

“Fizemos dois aumentos de capital para manter nosso crescimento e oferecer um serviço completo aos nossos clientes localmente. Quando olhamos do ponto de vista do negócio, o resultado é muito positivo. Obviamente, tivemos uma grande perda na agricultura, como todos tiveram. Nosso olhar está no longo prazo. O desempenho histórico do ano passado não parece bom porque tivermos um evento catastrófico, que costumam acontecer de tempos em tempos. No geral, o Brasil para nós é um mercado muito lucrativo”, afirmou Mueller. 

As vendas superaram R$ 650 milhões, alta de 11,7% comparada ao ano anterior. O bom desempenho foi creditado a diversificação de carteira, ampliado por uma transformação e implementação de novas soluções digitais.

“Temos certeza, olhando tudo que temos no mundo e na América Latina, que podemos apoiar os clientes locais a avançarem em suas vendas, seja com oferta de capital, com programas de resseguro e com tecnologia para reduzir custos e facilitar o ingresso em novos mercados latentes no Brasil, como o seguro de vida, por exemplo, tão demandados por bancos digitais, como o Nubank, e marketplaces, como o Mercado Pago, por exemplo”, comentou Mueller.

Segundo ele, esses dois cases brasileiros sinalizam o quanto as seguradoras podem avançar na oferta de soluções para diversos segmentos da economia. “E nós queremos contribuir para que essas oportunidades sejam potencializadas”, acrescentou. 

Quanto ao risco de fraudes em balanços, tema que voltou ao radar do mercado de seguros, os executivos afirmam que o sinal amarelo está ligado. O gatilho foi a Americanas, que entrou em recuperação judicial em 19 de janeiro, alegando dever R$ 42,5 bilhões, tendo o trio de acionistas de referência Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira. “Temos uma pequena participação como ressegurador neste caso e nosso time de subscritores redobrou a atenção aos balanços financeiros”, informou Knapp. 

Muller acrescentou que o consumo, principal fator de lucro ou prejuízo de uma varejista, depende basicamente de duas variáveis: emprego e crédito. Sem isso, é inevitável um cenário de desaceleração da economia, que impacta também o setor de seguros, seja no crescimento das vendas daqueles que descobriram como o seguro pode ser um aliado em momento de crise, ou no aumento do volume de indenizações pagas.

“Para nós, o mais importante neste assunto é o risco reputacional. Estamos aqui para sermos parceiros de longo prazo e nos comprometemos a pagar milhões se algo der errado. Mas a reputação é nossa prioridade número um. Se eu olhar para um negócio e acreditar que há risco para a nossa reputação, então é claro que vamos evitar completamente, mesmo que ele possa ser lucrativo”, finalizou Mueller.  

MAG Seguros treina corretores no tema longevidade financeira

luiz fernando cruz mag seguros

Com o objetivo de garantir a proteção e o bem-estar financeiro de longo prazo de seus clientes, a MAG Seguros apresenta seu curso de formação de corretores em Planejadores Financeiros. Os corretores que participarem do curso de formação – realizados em parceria com a MAG Universidade – poderão escolher entre três tipos de envolvimento com a área de investimentos, tendo uma remuneração proporcional à sua dedicação — formando-se como Planejador I, Planejador II e Consultor.

A formação, que pode ser feita de forma online com flexibilidade, inclui uma série de tópicos que variam desde a identificação do potencial de investimento de um cliente até a apresentação de carteiras recomendadas com o apoio técnico do time da MAG Consultoria de Investimentos. O Planejador I fica apto a identificar o potencial do cliente como investidor, entendendo o básico de sua capacidade e necessidade financeira; o Planejador II consegue, além da identificação, aplicar a ferramenta de diagnóstico que permite identificar o perfil do investidor e dividir os objetivos de curto, médio e longo prazo — e seus respectivos montantes.

Já o Consultor, além dos passos anteriores, tem certificação extra e podem apresentar e/ou tirar dúvidas sobre as carteiras recomendadas pela MAG Consultoria de Investimentos. O curso tem a duração de aproximadamente 20 horas.

“Com a formação completa e conceitual oferecida pela MAG Universidade, os corretores poderão se tornar planejadores financeiros definitivos, oferecendo soluções ainda mais completas para seus clientes e ampliando sua carteira de negócios”, diz Luiz Fernando Cruz, diretor da MAG Consultoria de Investimentos. “Além disso, os corretores terão acesso a centenas de produtos financeiros, como fundos, títulos públicos e privados de renda fixa, ações, entre outros, para recomendar, com o respaldo da MAG Consultoria de Investimentos, aos nossos clientes”, explica Luiz.

“Assim, com base em três pilares essenciais a um planejamento financeiro eficiente — investimentos, previdência e seguros — conseguimos fazer com que corretores parceiros da MAG ofereçam soluções personalizadas para atender às necessidades individuais de cada cliente”, informa o executivo. 

A MAG Consultoria de Investimentos é aprovada e regulada pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários do Brasil), garantindo a segurança e a qualidade de seus serviços.

Susep lança Programa de Liderança Feminina para valorização e capacitação da equipe

Fonte: Susep

Entre diversas ações de valorização e capacitação de seus servidores e líderes, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) criou o Programa de Liderança Feminina, que tem início na semana de comemoração do Dia Internacional da Mulher (8 de março), com uma agenda especial para todos.     

No dia 06 de março, será apresentado o Programa para os colaboradores, em um evento que contará ainda com uma palestra sobre mulheres no mercado de trabalho. A abertura será conduzida por Valeria Chaves, diretora do Departamento de Administração e Tecnologia da Informação da Susep, apresentando um panorama das mulheres na Autarquia.  

“Sabemos que todas as questões de equidade de gênero deveriam ser pauta diária e rotineira em todas as esferas da sociedade. Mas o Dia Internacional das Mulheres segue sendo um marco, quando o mundo todo reverbera sobre questões tão importantes, ouvindo o que as mulheres têm a dizer”, explica Valeria Chaves. “Convidamos todos e todas a serem parte desse movimento, participando das ações. Vamos buscar juntos uma Susep cada vez mais diversa e inclusiva”, afirma.  

O Programa, que terá seus próximos passos construídos em conjunto com as participantes, prevê a formação de mulheres da Susep em diversos temas que abrangem a Liderança Feminina, contando ainda com diversas iniciativas para fortalecimento do tema, campanhas de comunicação interna e ações de engajamento, como, por exemplo, “cartões eletrônicos” com mensagens de incentivo e agradecimento para mulheres inspiradoras da equipe.  

Luciano Soares assumirá a presidência da Icatu; Snel assume Conselho

Icatu seguros

Luciano Soares, executivo de carreira do Grupo Icatu, será o novo presidente da Icatu Seguros, no lugar de Luciano Snel, que passará a ocupar uma cadeira no Conselho de Administração da seguradora. Snel vai conciliar a atuação como membro do conselho com estudos no exterior. O anúncio do início dessa transição foi feito na manhã desta segunda-feira (06). 

Tanto Soares quanto Snel ingressaram no Grupo Icatu pelo Banco Icatu ainda nos anos 90 e fizeram carreira na companhia. Nas últimas três décadas, Soares se tornou sócio do banco antes de atuar na holding, onde participou de operações relevantes para a companhia — a exemplo da recompra da Hartford — até se tornar conselheiro da seguradora, há 15 anos. Já Snel também ocupou posições estratégicas no Grupo, a exemplo da presidência da Icatu Vanguarda (a gestora de investimentos do Grupo Icatu), até chegar à posição de CEO da seguradora, que ocupou pelos últimos nove anos. 

A Icatu é uma das maiores seguradoras do Brasil, líder no segmento de Vida, Previdência, Capitalização e Investimentos entre as independentes. Empresa com mais de 30 anos e capital 100% nacional. Fechou o ano de 2022 com faturamento de R$10,6 bilhões, ROE (retorno sobre o patrimônio) de 18%, R$1,2 bilhão em margem de operações e lucro líquido de R$285,1 milhões. Esse crescimento reflete uma evolução em todas as suas linhas de negócio, impulsionada pelo lançamento de produtos, serviços e soluções e a ampliação de sua extensa rede de parceiros no mercado B2B2C, contemplando bancos, cooperativas, varejistas, insurtechs, fintechs, além da força consultiva de cerca de 9 mil corretores.

Alcançamos a posição de protagonismo e liderança entre as seguradoras independentes, e temos confiança na capacidade de ampliarmos o acesso da população brasileira aos produtos, serviços e soluções adequadas de planejamento e proteção financeira. Além disso, continuamos com a missão de ajudar na difusão dos produtos de seguro no país, que tem uma penetração ainda inferior aos mercados mais desenvolvidos”, adiantaLuciano Soares.
 

“A Icatu está bem posicionada, com time coeso, forte geração de valor econômico e social e em um momento oportuno para se beneficiar de um novo olhar para moldar o seu futuro. Estou animado em seguir contribuindo, junto com Soares, com a evolução do negócio, desta vez, de forma mais transversal, a partir do Conselho”, afirma Luciano Snel.

Bradesco Vida e Previdência lança três novos fundos de previdência

Estevão Scripilliti Bradesco

Fonte: Bradesco Seguros

A Bradesco Vida e Previdência, empresa do Grupo Bradesco Seguros, lança três novos produtos de previdência privada. Os novos Bradesco Gap Absoluto e Kadima II são fundos de gestores independentes, destinados a investidores com perfil mais arrojado e passam a fazer parte do portfólio da companhia a partir deste mês. O valor inicial para aporte é de R$ 50. O Bradesco Juro Real 2040 tem gestão da Bradesco Asset Management e busca retornos acima da inflação e compatíveis com a rentabilidade dos títulos públicos atrelados ao IPCA, com vencimento em 2040. 

Para Estevão Scripilliti, Diretor da Bradesco Vida e Previdência, o lançamento vai ao encontro ao compromisso da empresa de oferecer produtos e serviços diversificados. “Com esses novos lançamentos em 2023, reforçamos o nosso compromisso de oferecer um portfólio diversificado que atenda aos diferentes perfis e momentos de vida dos nossos segurados”, afirma. “Os novos produtos, particularmente, são voltados aos investidores que têm perfil de risco dinâmico e arrojado. Para investidores moderados e conservadores, esses produtos podem compor uma fração menor das reservas, em combinação com outros produtos de menor risco, produzindo uma diversificação interessante”, explica. 

O Bradesco Gap Absoluto está disponível nas modalidades PGBL e VGBL. Elaborado em parceria com a Gap Asset, gestora independente especializada em fundos macro multimercado, o produto traz oportunidades em diversos mercados, especialmente em câmbio, juros e bolsa e busca superar o CDI. 

Já o Bradesco Kadima PGBL/VGBL FIC Multimercado, foi elaborado em parceria com a Kadima Asset, gestora independente com foco na pesquisa e desenvolvimento de estratégias quantitativas. Também disponível nas modalidades PGBL e VGBL, o produto opera em amplo universo de ativos financeiros locais e no exterior. 

Por fim, o Bradesco Juro Real 2040 é ideal para investidores arrojados que buscam crescimento expressivo do capital.  Também está disponível no PGBL e VGBL, o fundo aceita oscilações de retornos de curto prazo e acompanha a variação da NTN-B, com vencimento em 2040 e busca rentabilidade superior à taxa básica de juros. 

Os novos produtos estão disponíveis para contratação por meio do internet banking, gerente e aplicativo do Banco Bradesco. 

FIDES RIO 2023: Prêmio Nobel de Economia é presença confirmada

O economista, professor e ganhador do Prêmio Nobel, Paul Krugman, integrará o time de palestrantes de renome internacional confirmado para a 38ª Conferência Hemisférica de Seguros. O evento reunirá, de 24 a 26 de setembro de 2023, no Rio de Janeiro, representantes de entidades do setor segurador privado de 20 países da América Latina, mais Estados Unidos e Espanha. 

Krugman ganhou o Prêmio Nobel de Economia em 2008 por seu trabalho inovador em comércio internacional e geografia econômica. Ele é um dos fundadores da “nova teoria do comércio”, uma grande reformulação da teoria do comércio internacional, pela qual ele também recebeu a Medalha John Bates Clark, de 1991, da Associação Econômica Americana.

Eleito como uma das 50 pessoas mais influentes em finanças globais pela Bloomberg, em 2011, o professor é considerado um dos economistas mais conhecidos e aclamados do mundo. Colunista de opinião clara e franca, Krugman discute as principais questões que afetam a economia global atual em seus textos publicados duas vezes por semana no jornal New York Times. 

Recentemente, foi notícia em veículos como a Bloomberg Línea, ao comentar sobre a criação de uma moeda comum entre Brasil e Argentina.   

É autor ou editor de 20 livros e mais de 200 artigos em revistas profissionais e volumes editados. A mais recente obra de Krugman é o livro: “Discutir com Zombies: Economia, Política e Luta por um Futuro Melhor”, extraído principalmente de sua coluna do New York Times. Nele, Paul aborda as complexidades de várias questões políticas.  

É reconhecido mundialmente como um líder nos campos da geografia econômica e do papel dos rendimentos crescentes na formação do comércio internacional. Paul Krugman é Professor Emérito de Economia no Centro de Pós-Graduação da Universidade da Cidade de Nova York (CUNY), membro do corpo docente do Stone Center on Socio-Economic Inequality e do Luxembourg Income Study (LIS). A pesquisa acadêmica atual do Sr. Krugman se concentra em crises econômicas e monetárias. 

Eventos climáticos testam mercado de seguros para riscos catastróficos, afirma Fitch

Fonte: Fitch

Os recentes eventos ocasionados pelas fortes tempestades tropicais, que resultaram em tragédia em diversos estados e municípios brasileiros, devido a enchentes, alagamentos e deslizamentos de terra, testam novamente o perfil do Brasil para riscos de catástrofes naturais e podem afetar as seguradoras do país que estão mais expostas a coberturas de propriedades e automóveis.

O Brasil é comumente reconhecido por apresentar riscos de catástrofes naturais mais baixos do que os dos países vizinhos da América Latina, devido à sua localização geográfica. O país está menos exposto a fenômenos como terremotos e tsunamis, provocados por movimentos na crosta terrestre, bem como a furacões, tufões e ciclones, em razão da baixa temperatura de seus mares. Entretanto, as mudanças resultantes do aquecimento global nos últimos anos têm tornado cada vez mais comuns eventos extremos no país, como chuvas muito intensas e volumosas em curto espaço de tempo – o que, em conjunto com a urbanização desordenada, potencializa a ocorrência de desastres ambientais em diversas regiões do litoral brasileiro.

Apesar de enchentes, alagamentos e deslizamentos de terra serem o tipo de desastre natural com o maior número de fatalidades, estes eventos representaram, em conjunto, cerca de 18% dos problemas ambientais do Brasil entre 2013 e 2022, segundo relatório da Confederação Nacional de Municípios (CNM). O evento climático mais comum no país, por sua vez, é o de estiagem/seca, que representa em torno de 40% dos problemas ambientais.

De acordo com o relatório “Weather, Climate and Catastrophe Insight – 2023”, da gestora de risco Aon, enquanto o Brasil continua enfrentando os problemas relacionados à seca, outros eventos referentes a enchentes e inundações vêm impactando o país de forma significativa. As catástrofes naturais, segundo o documento, resultaram em uma perda econômica de aproximadamente USD5,5 bilhões, sendo USD4 bilhões relacionados à seca e o restante, a temporais e inundações. Além do impacto financeiro, as tempestades foram responsáveis por cerca de 460 fatalidades no país em 2022.

O aumento das catástrofes naturais no período de chuvas no Brasil pode afetar negativamente a rentabilidade e a capitalização de seguradoras mais concentradas e expostas a coberturas de propriedades e automóveis. Isto porque estes eventos devem se refletir no crescimento do número de sinistros que não eram previstos para estes ramos, tendo em vista que os valores segurados destes segmentos de negócio geralmente possuem baixa cobertura de resseguro no país. Estes efeitos podem impactar os ratings de Força Financeira de Seguradoras (FFS), já que o desempenho financeiro, a capitalização e a alavancagem são os principais direcionadores de rating considerados pela Fitch na análise de seguradoras.

Segundo a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), os recentes eventos provocados pelos temporais no litoral norte de São Paulo durante o Carnaval fizeram disparar o acionamento de seguros de automóvel, com cerca de três mil pedidos de atendimento em 15 seguradoras. Entretanto, o impacto total financeiro da tragédia deve ser limitado, devido à baixa penetração de seguros no país. No Brasil, estima-se que apenas 30% da frota de automóveis possuem algum tipo de seguro; já para os ramos de vida e propriedade, este indicador fica em torno de 15%. Nos últimos meses, as seguradoras brasileiras com cobertura de automóveis vinham recuperando gradativamente sua rentabilidade e seus índices de sinistralidade, que haviam sido impactados pela inflação nos custos de reposição de peças, sobretudo no primeiro semestre de 2022. Os eventos recentes, portanto, representam um desafio a mais para esta recuperação.