Fitch afirma que a RJ da Americanas pode impactar ganho do seguro garantia

O segmento de seguro garantia apresenta níveis adequados de capitalização, afirma a Fitch Ratings em seu novo relatório. Em 2022, os prêmios emitidos em relação ao patrimônio apresentaram leve melhora e representaram 2,8 vezes o patrimônio das dez principais operadoras. O indicador era de 3,5 vezes no ano anterior. Já o volume do patrimônio em relação ao total de ativos do mesmo grupo foi de 16,3%, e o índice de alavancagem bruta (prêmio emitido + provisões técnicas/capital), de 7,1 vezes.

Segundo os autores, Alexandre Chang e Miguel Martinez, os índices de lucratividade do mercado de seguro-garantia decorrem da baixa sinistralidade do segmento, que em 2022 foi de 19% para o mercado e de 14% para as dez maiores. A média dos índices de retorno sobre capital e sobre ativos das dez maiores seguradoras foi de 14,7% e 2,5%, respectivamente.

Eles ressaltam que a recuperação judicial da varejista Americanas também pode trazer implicações à rentabilidade de garantias judiciais e financeiras, e a Fitch continuará acompanhando suas implicações no segmento de seguros.

Ao final de dezembro de 2022, as carteiras de investimento dos dez maiores participantes do segmento permaneciam com presença significativa de títulos de renda fixa públicos e privados — 92,8%. Tal composição vem experimentando maiores retornos nos últimos meses, devido à maior pressão inflacionária e aos consecutivos aumentos das taxas de juros, que devem continuar beneficiando o resultado dos investimantos. O resultado financeiro em relação ao prêmio ganho líquido das dez maiores do segmento foi de 32% em 2022 e 17% em 2021.

O seguro garantia é uma solução para empresas públicas e privadas que precisam garantir o cumprimento de obrigações contratuais. A apólice garante que, em caso de quebra do contrato por parte do tomador, o segurado será ressarcido de eventuais prejuízos.

Em 2022, os prêmios emitidos no setor cresceram 17%, após leve queda (-2%) em 2021, mas sua representatividade no mercado brasileiro de seguros continua pequena (2%). A concentração é relevante — em dezembro de 2022, as dez maiores seguradoras, de um total de 39, emitiram 71% dos prêmios de garantias públicas ou privadas.

América Latina segue na mira dos resseguradores, afirma estudo da Aon

A América Latina continua a apresentar aos resseguradores uma série de oportunidades de diversificação e crescimento, informa relatório da Aon. Seguro o estudo, os resultados da renovação na América Latina variaram por território em 1º de janeiro, com muitos mercados expostos a catástrofes e perdas experimentando aumentos de preços e restrições de capacidade.

As taxas de resseguro para catástrofes de seguros de bens e responsabilidades (Property & Casualty – P&C) aumentaram em várias regiões expostas a furacões, principalmente no Caribe, onde a capacidade era mais limitada. Os aumentos de preços de catástrofes na América Latina ficaram na casa dos dois dígitos, com variação considerável entre os mercados.

Enquanto isso, resseguro para agronegócio no Brasil experimentou alguns dos maiores aumentos de preços da região e reduções de limite nas apólices em resposta a grandes perdas por seca.Além disso, a renovação se beneficiou do trabalho contínuo para diferenciar os clientes latino-americanos e atrair capacidade de resseguro para a região.

“Fora da agricultura, os resultados da catástrofe na América Latina foram bastante positivos, enquanto vários mercados domésticos continuam a demonstrar crescimento subjacente. A capacidade, porém, não está acompanhando o aumento da demanda por resseguros, embora a desvalorização da moeda local frente ao dólar norte-americano tenha funcionado a favor do mercado nessa renovação”, comentam os autores.

Para eles, “quando a poeira baixar na renovação, estamos otimistas de que o capital começará a entrar no espaço de resseguro ao longo de 2023 e estabilizará o mercado, principalmente porque o benefício de preços e taxas de juros mais altos se torna visível nos ganhos.

“Para as seguradoras, a otimização de capital e resseguro é mais importante do que nunca, especialmente em um momento de exposições crescentes, capacidade limitada de resseguro e incerteza macroeconômica. No entanto, os clientes têm várias alavancas à sua disposição, incluindo posicionamentos integrados em propriedades e acidentes, soluções de resseguro herdadas e estruturadas, consultoria estratégica e análise de dados.”

A conclusão do estudo afirma que “todos estão trabalhando duro para criar capacidade adicional e garantir que as resseguradoras possam oferecer o máximo suporte aos nossos clientes na América Latina”.

Swiss Re, Guy Carpenter e ICEYE oferecem seguro paramétrico contra enchentes em Nova York

Fonte: Artemis

Eis aqui um exemplo do que o governo federal, estadual e municipal no Brasil podem fazer para mitigar os riscos e as perdas com enchentes e inundações. A seguradora Swiss Re Corporate Solutions, a corretora Guy Carpenter e a insurtech ICEYE estão empenhados em fornecer um esquema piloto paramétrico de seguro contra enchentes comunitários para os bairros da cidade de Nova York.

O projeto é liderado pela pesquisadora Carolyn Kousky, vice-presidente associada de economia e política do Fundo de Defesa Ambiental e do CNYCN. A CNYCN comprou o seguro paramétrico para financiar o pagamento de subsídios de emergência para famílias de Nova York que precisam de assistência após um desastre de inundação.

O gatilho paramétrico usa uma mistura de dados de satélite, sensores em tempo real no solo e imagens de mídia social, todos compilados pela insurtech ICEYE. Com essas observações, a extensão de um evento de inundação pode ser determinada em poucos dias e, assim, os fundos são liberados rapidamente para ajudar as comunidades mais afetadas com necessidades urgentes pós-desastre.

As famílias qualificadas receberiam um subsídio de até US$ 15 mil da CNYCN após uma grande inundação, com um portal de aplicativos aberto após um evento de inundação acionar os parâmetros para a cobertura do seguro. Se ocorrer uma inundação, a seguradora Swiss Re Corporate Solutions e a ICEYE determinarão a porcentagem de cada bairro segurado que caia na área inundada.

A Swiss Re Corporate Solutions emitirá um pagamento para a CNYCN para que ela possa distribuir fundos para famílias individuais qualificadas. Há alguma complexidade nesse gatilho, na forma como ele utiliza várias fontes de dados para determinar se um evento de inundação se qualifica para um acionamento e pagamento de seguro.

À medida que a tecnologia avança, gatilhos paramétricos mais complexos tornam-se viáveis ​​e confiáveis ​​o suficiente para dar suporte a produtos de seguros, permitindo a entrega de cobertura com risco de base reduzido e maior certeza de que os pagamentos serão feitos exatamente no momento em que são necessários.

“Inundações extremas e desastres naturais geralmente afetam mais as comunidades tradicionalmente marginalizadas, já que elas têm pouca ou nenhuma economia e geralmente são negados empréstimos pós-desastre, enquanto o financiamento federal é normalmente insuficiente ou extremamente atrasado”, disse Christie Peale, CEO e Diretora Executiva da o Center for NYC Neighborhoods. “Este programa inovador estimulará uma mudança real ao fornecer acesso imediato a fundos que ajudam a construir a recuperação.”

“Estou orgulhoso da forte parceria e inovação ousada que levaram a este piloto criativo, que ajudará as comunidades da linha de frente”, disse Kizzy Charles-Guzmán, diretor executivo do Gabinete de Clima e Justiça Ambiental do prefeito. “Como nossa cidade enfrenta um risco crescente de inundações devido a fortes chuvas e tempestades costeiras, precisamos de ferramentas ágeis destinadas a proteger a saúde financeira e o sustento dos nova-iorquinos.”

“A pesquisa descobriu que as famílias e comunidades de baixa renda sofrem desproporcionalmente com os desastres e se recuperam menos rapidamente. Este projeto-piloto foi projetado para disponibilizar recursos financeiros imediatamente e evitar que as famílias entrem em dificuldades financeiras ainda piores”, disse Carolyn Kousky, vice-presidente associada de economia e política do Fundo de Defesa Ambiental.

“Desastres de inundação não apenas têm um efeito imediato nas comunidades, mas seus impactos podem ser sentidos muito tempo depois que as águas da enchente baixaram. Este projeto específico, liderado inicialmente pela Universidade da Pensilvânia e agora pelo Fundo de Defesa Ambiental, é uma abordagem comunitária inovadora para responder a desastres de inundação, melhorando a resiliência financeira. Por meio do protótipo na cidade de Nova York, a equipe está garantindo que as necessidades imediatas de desastres das famílias de baixa renda possam ser atendidas. Somos gratos pela parceria com o Gabinete de Clima e Justiça Ambiental do Prefeito de Nova York, o Centro para Bairros de Nova York e outros parceiros técnicos”, disse David Corman, Diretor do Programa da National Science Foundation.

“Com a crescente frequência e gravidade do clima adverso que afeta as comunidades, é crucial que tomemos medidas para proteger os mais vulneráveis”, disse Jake Clark, chefe do setor público da América do Norte da Guy Carpenter. “Guy Carpenter tem a honra de fazer parte dessa importante solução e encorajamos outras comunidades a usar essas abordagens como um componente do gerenciamento de riscos de desastres”.

Seguradoras registram alta de 19,6% nas vendas em janeiro, para R$ 31,1 bilhões

A arrecadação do setor supervisionado no mês de janeiro de 2023 foi de R$ 31,15 bilhões, o que representa crescimento de 19,6% em relação ao mesmo mês de 2022. Quanto às indenizações e resgates, o setor retornou à sociedade cerca de R$ 20 bilhões no mês de janeiro de 2023, informa a Susep (Superintendência de Seguros Privados), em nota.

O superintendente interino da Susep Carlos Queiroz, comentou o resultado com otimismo. “É bastante satisfatório observar que, mesmo depois de um crescimento robusto no ano de 2022, o setor iniciou o ano em alta. Assim, verificamos que as iniciativas regulatórias, que objetivam apoiar o desenvolvimento do mercado e a proteção da sociedade, unidas à capacidade das supervisionadas, têm surtido resultados muito positivos”, afirmou.

Segundo a edição de janeiro, nos seguros de pessoas, o seguro de vida continua com destaque, tendo alcançado o montante de R$ 2,23 bilhões em acumulação de prêmios no mês de janeiro. O valor corresponde a um crescimento de 16% em relação ao mesmo mês de 2022. No mês de janeiro, os seguros de pessoas devolveram à sociedade aproximadamente R$ 1,10 bilhão, por meio de indenizações.

Os seguros de danos continuam apresentando bom desempenho. A arrecadação de prêmios no seguro auto atingiu R$ 4,39 bilhões em janeiro de 2023, valor 28,7% superior ao do mesmo mês de 2022. Quanto às indenizações no segmento de seguros de danos, houve um retorno à sociedade no mês de janeiro de 2023, por meio do pagamento de indenizações, de pouco mais de R$ 5 bilhões.

Destaques de crescimento em 2022, seguro viagem e microsseguros mantiveram crescimento robusto em janeiro de 2023, com altas de, respectivamente, 47,9% e 88,6%, no comparativo com janeiro de 2022. 

Nos produtos de previdência, a receita de contribuições em janeiro de 2023 ficou 8,7% acima da receita registrada no mesmo mês de 2022.

Interior paulista é foco da Zurich para expandir oportunidades de proteção 

Fonte: Zurich

O mercado de seguros no interior de São Paulo tem se expandido nos últimos anos, graças ao crescimento econômico do estado, que de acordo com pesquisa IPC Maps 2021, se destaca como o maior mercado consumidor do Brasil. A Seguradora Zurich, que sabe do potencial do interior paulista, vem identificando oportunidades de ampliar a proteção securitária na região, e junto aos seus corretores parceiros, levando opções de seguro diferenciadas e personalizadas à população paulista. 

João Amato, Diretor Regional que esteve à frente do interior de São Paulo em 2022, ressalta que a companhia registrou crescimento de cerca de 51,8% na região de 2021 para 2022, considerando as vendas realizadas no canal corretor. Se destacam duas regiões: Bauru (+91,6%, com os produtos de Auto Individual (+162,7%) e Frota (31,7%); e São José do Rio Preto (+79,4%), com Auto Individual (+93,5%), Liability (63,0%) e Vida (27,2%) como destaques. Segundo ele, a Zurich tem nos corretores de seguros um de seus principais meios de distribuição, motivo pelo qual a companhia intensificou o relacionamento com corretores e assessorias de seguro em 2022. 

“A indústria é forte no interior paulista, e a partir desse trabalho, vimos crescimentos expressivos de produtos como riscos de engenharia, com 144,6%, patrimonial, com 51,8% e linhas financeiras, com 36,4%. Mas também tivemos grande procura por seguros pessoais, como auto individual, que cresceu 74%, e vida, com crescimento de cerca de 12,1%. O mercado de seguros do interior de São Paulo tem por característica uma economia diversificada, o que proporciona para os corretores oportunidades em diversos produtos. São corretores qualificados e com foco em oferecer as melhores ofertas de proteção patrimoniais e pessoais para os seus clientes”, aponta o executivo.   

O corretor de seguros Maurício Picaldi, da Lemecor Seguros, que trabalha com a Zurich na região desde 2008, destaca que a corretora vem aprimorando o atendimento aos clientes com o apoio da equipe da seguradora. Para ele, os diferenciais oferecidos nos produtos da companhia ajudam a atrair e fidelizar os clientes. “Temos um ótimo relacionamento com a companhia, que tem 150 anos de fundação e nos dá muita confiança e tranquilidade para trabalharmos juntos”, ressalta.  

Picaldi conta que em 2022, além do seguro de automóvel, viu crescer a procura pelo seguro de vida e, também, pelo residencial. Segundo ele, o Brasil ainda tem poucas residências com cobertura de seguro, e a maior procura pelo produto retrata uma mudança na mentalidade da população.  

Panorama para 2023 

Para 2023, o cenário é de muito trabalho. A expectativa de retomada da economia e o controle da pandemia faz com que as perspectivas sejam as melhores. Nesse cenário, Picaldi quer aumentar a capacitação dos colaboradores da corretora. “Atender nossos clientes é o que faz a diferença na escolha no momento do fechamento do seguro. Apesar dos desafios de 2022, conseguimos um ótimo crescimento e com a confiança dos nossos clientes e apoio da Zurich, continuaremos nosso crescimento”, aposta.

Do lado da Zurich, Amato diz que a companhia quer seguir fomentando o relacionamento com os corretores, bem como aumentando a sua base de parceiros. “Acreditamos no poder e na importância dos corretores para orientar os consumidores, o que ficou ainda mais evidente depois da pandemia. O aconselhamento do profissional especializado é essencial para que os clientes tomem as decisões corretas”, pontua. 

O executivo diz que, para 2023, já é possível enxergar, mediante as tendências, os segmentos que devem crescer no início deste ano: seguros cibernéticos, de vida, seguro de responsabilidade civil e previdência privada. Ele ressalta que a busca dos brasileiros por seguros de vida que aumentou nos últimos dois anos colocou o produto em notoriedade, pois oferece tranquilidade e segurança para o beneficiário e sua família. Já a previdência privada deve ficar aquecida pelo motivo do crescimento de profissionais autônomos e pelas inúmeras mudanças da aposentadoria no Brasil. 

Patricia Chacon ministra palestra no aniversário de 64 anos do Clube dos Seguradores da Bahia

No dia 13 de abril, o Clube dos Seguradores da Bahia promoverá um jantar de negócios no Fiesta Bahia Hotel, em comemoração aos 64 anos, e vai receber a CEO da Liberty Seguros, Patricia Chacon.

Patricia Chacon afirmou que essas conquistas reforçam a importância da região como um pólo indispensável para investimentos constantes da companhia. “No último ano, a Liberty cresceu 57% na região Nordeste, muito acima dos 27% registrados na região segundo dados da Susep. A parceria com nossos corretores nos permitiu nos consolidar entre as cinco maiores seguradoras do país, ampliando nossa participação de mercado no Nordeste para 13,5%, com destaque para os estados do Ceará, Rio Grande do Norte e Maranhão”.

A executiva garantiu que uma conexão de valor com os corretores é essencial para a Liberty Seguros. E que dentro dessa missão, a prioridade é a oportunidade de relacionamento, que permita o crescimento lado a lado desses profissionais. “Celebraremos juntos os 64 anos de atividades do Clube e o papel essencial dos corretores no atingimento do faturamento histórico da companhia de R$ 5,8 bilhões em 2022. Esse resultado só foi possível graças ao comprometimento dos parceiros bem como a visão que os corretores, que exercem um papel consultivo extremamente importante para o setor, trazem sobre as tendências do segmento e preferências dos consumidores”.

4º Torneio de Beach Tennis reforça parceria entre EZZE e ABC Brasil Corretora

ezze seguros

Fonte: EZZE

Pela quarta edição consecutiva, a EZZE, seguradora multiprodutos focada em soluções customizadas para diferentes tipos de negócios, foi a patrocinadora oficial do Torneio de Beach Tennis promovido, na última quinta-feira (16/03), pela Corretora do Banco ABC Brasil, em São Paulo.

Além de reforçar a parceria de sucesso entre a EZZE Seguros e a ABC Brasil Corretora, iniciada em junho de 2021, a ação representa um importante incentivo ao esporte para colaboradores que integram as duas empresas. 

Participaram do 4º Torneio de Beach Tennis 80 profissionais, entre eles o CEO da EZZE, Richard Vinhosa, a vice-presidente de Bancassurance da EZZE, Juliana Fonseca, e o CEO da Corretora de Seguros do Banco ABC Brasil, Luiz Antônio de Assumpção Neto, assim como diretores, superintendentes, gerentes de relacionamento do banco e da seguradora.

“Nosso Torneio de Beach Tennis já ganhou popularidade no Banco ABC Brasil e a cada edição temos novos jogadores participando. Aproveitamos os torneios para confraternizar com as equipes envolvidas nas vendas de seguros e incentivar a prática de esportes, criando um espírito de competição amigável”, diz o CEO da Corretora de Seguros do Banco ABC Brasil, Luiz Antônio de Assumpção Neto.

“Contar com a confiança e a credibilidade de todo o time da ABC Brasil Corretora tem sido uma conquista diária para a consolidação da EZZE na área de Bancassurance. Estamos muito honrados em patrocinar a quarta edição deste torneio que incentiva a prática do esporte e celebra o encontro de duas equipes que têm muito a conquistar no mercado”, diz vice-presidente de Bancassurance da EZZE, Juliana Fonseca.

Portinari, Aleijadinho e terrorismo: obras de arte famosas têm seguro?

Você já se imaginou voltando da Rússia em um avião que tinha toda a primeira classe ocupada por obras de arte em vez de poltronas com passageiros? Essa história aconteceu na vida real e foi contada em detalhes pela museóloga Maria Ignez Mantovani Franco, que também é diretora da empresa de assessoria museológica Expomus, no segundo episódio do podcast “Tá Seguro”, sobre como funciona o seguro para obras de arte e museus. O episódio já está disponível no canal do InfoMoney no YouTube e nas principais plataformas de podcast.

Klimber comemora primeiro ano de atuação no Brasil

Fonte: Klimber

A Klimber chega ao primeiro ano de operação no país com crescimento consistente e alcance em todo o Brasil. Responsável pelo primeiro seguro de vida digital da América Latina, em 2018, a insurtech fundada pelos argentinos Julián Bersano, CEO; Dolores Egusquiza, CMO; Cristian Elbert, CLO e Diego Camogli, consultor de inovação, investiu em tecnologia proprietária e insights orientados por dados para ampliar a cultura do seguro e democratizar o acesso a produtos concebidos como instrumento de proteção financeira das pessoas.

Aqui no Brasil, a operação é conduzida por Cristiano Saab, executivo com mais de 25 anos de experiência no setor e um dos pioneiros na indústria de seguros para celulares.

O que você destacaria nesse primeiro ano de operação aqui no Brasil?  

Cristiano Saab: Sem dúvida a parceria inédita com o Mercado Pago, carteira digital do Mercado Livre, onde a Klimber é responsável por gerenciar todo o ciclo de vida da apólice de forma 100% online.

Esta parceria foi o primeiro passo para expandir ainda mais nossa presença regional, sobretudo por conta da capacidade da plataforma digital de distribuir uma apólice com preço competitivo em um mercado em que a modalidade ainda tem uma penetração muito baixa. Esse é um modelo que faz sentido tanto as seguradoras quanto as empresas de diversos perfis que querem vender seguros.

E como está a performance desses produtos no mercado brasileiro?

Cristiano Saab: Em menos de seis meses, o produto de Vida disponível no app atingiu todos os 26 Estados e o Distrito Federal, incluindo pequenos municípios, reforçando o propósito em democratizar o acesso à cobertura. Nossa expectativa era conquistar, no primeiro ano de atuação no país, todos os 26 Estados do Brasil e esse objetivo foi alcançado. 

Qual o modelo da insurtech? 

Cristiano Saab: O modelo de negócios da Klimber é orientado a parcerias de longo prazo, desenvolvendo a infraestrutura para poder distribuir seguros embebidos em canais digitais de empresas de diferentes segmentos – fintechs, bancos digitais, carteiras virtuais, cartões de crédito, varejistas, operadoras de turismo, entre outros – que encontram nos produtos de seguros um valor adicional para seus consumidores. Neste formato, é capaz de oferecer preços competitivos, conveniência e controle sobre a experiência de seguro. Na prática, com um modelo B2B especializado na criação de ecossistemas, desenvolvemos interfaces para poder transformar os negócios tradicionais das seguradoras em negócios com DNA digital. Viemos para criar e adaptar produtos à fluidez e necessidade de um canal digital.

Como foi o 2022 da Klimber?

Julián Bersano: Foi um ano de forte crescimento, que viu triplicar o número de funcionários a nível regional e iniciou também a operação em dois novos países: México e Chile. Sempre com foco em inovação, a plataforma digital entregou um produto que permite o pagamento de sinistros em menos de uma hora usando algoritmos, além da digitalização e automatização dos cerca de 30 processos que giram em torno da administração de seguros. 

– E quais são os planos para 2023?

Julián Bersano: Para 2023, a Klimber continuará se posicionando como um player estratégico para o setor, tornando o mercado segurador mais acessível, ágil, simples e eficiente. Queremos conquistar o negócio latente por trás da brecha de proteção em segmentos emergentes. 

No Brasil, particularmente, apenas uma pequena parte da população tem acesso a seguros pessoais, com uma maioria de pessoas na base da pirâmide dentro da população sem acesso a esses seguros. Nosso objetivo é continuar democratizando as coberturas possibilitando seu acesso em toda a região.

Clima pode prejudicar a segunda safra, prevê especialista da FF Seguros

As adversidades climáticas castigaram lavouras em diversas regiões do país por mais de três anos consecutivos, sob forte influência do fenômeno La Niña. No entanto, esse fenômeno terminou oficialmente em março. Segundo projeção da Organização Meteorológica Mundial (OMM), espera-se agora a formação de El Niño, que causa irregularidade de chuvas no Brasil. Áreas do Centro-Oeste podem ter aumento das temperaturas e de precipitações e a região Sul pode ter inundações, enquanto o Norte e o Nordeste podem registrar secas.

A safra de soja e a primeira safra de milho 2022/2023 já foram impactadas pelo clima, principalmente no Rio Grande do Sul, com a incidência de seca severa, enquanto a produção na região Centro-Oeste está sendo desafiada por excesso de chuvas. “Ficamos surpresos com o estresse hídrico em áreas gaúchas, que tem provocado sinistros tanto para a soja quanto para o milho primeira safra. Infelizmente, recebemos relatos de perdas superiores a 50% na produção”, comenta Diego Caputo, gerente comercial da FF Seguros, em nota.

Segundo Caputo, é recomendável que o produtor busque previsões meteorológicas mais assertivas para a sua região e tome decisões com cautela para planejar os investimentos ao longo do ano. “Nesse momento, precisamos analisar as perspectivas para a segunda safra. Com os possíveis atrasos na colheita em decorrência do clima, os produtores podem atrasar a semeadura do milho safrinha ou perder a janela ideal de cultivo, trazendo mais riscos fitossanitários e exposição às potenciais adversidades climáticas no período da safrinha”, alerta o gerente.

A conjuntura requer resiliência e adoção de boas estratégias por parte dos produtores e outros envolvidos no setor, como seguradoras e corretores. Caputo lembra ainda que, para conseguir contratar um seguro agrícola, entre os requisitos é exigido que o plantio respeite o zoneamento climático definido pelo Ministério da Agricultura.

Ou seja, se o produtor perder a janela ideal de cultivo, a área não será elegível para a contratação de uma apólice. “Em certos casos, poderá ser melhor deixar de cultivar milho em algumas áreas e investir em rotação de culturas para beneficiar o manejo de solo do que fazer um alto investimento em milho e ficar com uma lavoura suscetível aos riscos. As estratégias precisam ser desenhadas caso a caso, com base no zoneamento e previsão climática regional”, orienta Caputo.

Recordes em contratações de seguros e indenizações

Em uma visão de médio a longo prazo, observam-se mudanças significativas no segmento de seguro rural, impulsionado por políticas públicas, pelos esforços do setor e pelo clima adverso. De acordo com um levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), a demanda brasileira por seguro rural triplicou nos últimos cinco anos. Em 2022, o seguro rural atingiu R$ 13,4 bilhões em prêmios e pagou R$ 10,5 bilhões em indenizações no acumulado do ano.

Segundo Caputo, a movimentação ascendente no mercado de seguros deve continuar e reflete um amadurecimento cultural que proporciona maior percepção dos riscos no campo. “Com tantas quebras de safra nos últimos três anos, ficou muito mais evidente para os produtores que é fundamental ter uma proteção contra a variação climática. Sendo uma indústria à céu aberto, o clima sempre esteve entre os fatores de maior preocupação para a agricultura e a solução para ter mais planejamento e tranquilidade no negócio é justamente mitigar esse risco com um seguro”, opina o gerente.

Além disso, há tendências interessantes para que os corretores ampliem suas carteiras de clientes. “Acredito que ainda há profissionais atuando com estratégias isoladas, focados apenas na venda de seguro agrícola. No entanto, o agronegócio tem muito potencial e esses corretores podem desenvolver uma abordagem integrada para convergir em mais negócios. Atualmente, acredito que uma interessante oportunidade para os corretores é incrementar parte da carteira junto aos produtores com o seguro para benfeitorias e penhor rural”, recomenda Caputo. Atualmente, a unidade de agronegócios da FF Seguros conta com mais de 200 corretores e parceiros para estreitar relacionamentos e promover um atendimento de excelência aos produtores rurais.