Cloud9 CapitalCom lidera aporte de R$ 110 milhões na insurtech Cilia

Fonte: empresas

A empresa goiana Cilia anuncia nesta terça-feira, 25, o recebimento de um aporte de R$ 110 milhões, liderado pelo fundo Cloud9 Capital, captação que contou ainda com a participação do Mercado Livre. Criada em 2012, a startup simplifica o trabalho de oficinas, fornecedores de peças, reguladoras e seguradoras no processo da realização de orçamentos no setor automotivo. Por meio de um sistema inovador e totalmente online, o Cilia fornece em tempo real o orçamento do reparo ou da manutenção de um veículo, processo que antes demorava dias. Integrada às maiores seguradoras do país e a mais de 4.500 oficinas, a startup utilizará os recursos para se consolidar como a maior provedora de infraestrutura do setor no país.

O Cilia foi fundado por Daniel Barbosa, Mauro Guedes, Leonardo Lobo e Douglas Camargo — os três primeiros se conheceram em uma empresa prestadora de serviços para seguradoras na área de sinistros automotivos. Na época, quando um veículo segurado sofria um acidente, um perito era enviado à oficina para fazer uma avaliação e, então, utilizava um software de precificação para completar o orçamento. Como o programa era instalado nos computadores, o sistema muitas vezes ficava lento e estava sujeito a panes na máquina. Eles resolveram criar, então, uma solução que funcionasse na nuvem, em qualquer navegador, e fosse leve e intuitiva.

Por meio de inteligência artificial, a startup torna possível que a avaliação de um sinistro e o orçamento sejam feitos exclusivamente por fotos, incluindo a precificação de danos externos e também internos. Com um produto que traz economia de tempo e de dinheiro para todos os players do mercado –seguradoras, oficinas, reguladoras e frotas–, o Cilia logo adquiriu um papel essencial na indústria e já possui um market share superior a 50%, sendo utilizado pelas maiores seguradoras do país, como Allianz, Bradesco, Liberty e Tokio Marine.

Atualmente, o pacote de serviços do Cilia inclui avaliação de sinistro em poucos minutos, coordenação de orçamentos, cotação online de preços de peças, gestão de clientes e pátio e relatórios estatísticos. No caso de seguradoras, o cliente pode disponibilizar para qualquer oficina parceira o acesso ao sistema, conectando assim todo o ecossistema.

O próximo passo é continuar evoluindo e provendo toda a infraestrutura necessária para que participantes do mercado automotivo realizem reparos, do orçamento ao fornecimento de peças, de maneira mais eficiente — um mercado que pode chegar a R$ 202,7 bilhões neste ano, segundo o Sindipeças. 

“Diariamente, cerca de 9.500 batidas de carro são registradas em nosso sistema. Temos um imenso banco de dados acerca da distribuição de carros por região e de peças automotivas, o que nos permite inferir quais peças serão demandadas por localidade, antes mesmo de serem necessitadas. Nosso foco agora é fazer uso dos recursos recebidos para o desenvolvimento de um robusto marketplace, que de fato vai conectar todos os players desse mercado, além de continuar penetrando na extensa base de oficinas mecânicas presentes no Brasil”, afirma Daniel Barbosa, sócio-fundador do Cilia. 

“O Cilia já está causando uma disrupção no setor de ponta a ponta e hoje já é crítica para a operação de seguradoras e oficinas. É incrível uma companhia criada há tão pouco tempo ter adquirido essa participação no mercado, e ninguém está mais bem posicionado que eles para ser o grande provedor de infraestrutura no setor automotivo”, diz Felipe Affonso, sócio do Cloud9 Capital. “Estamos muito felizes em estarmos ao lado deles nessa jornada dando suporte nessa próxima etapa de crescimento. O Cilia se encaixa muito bem com a nossa tese: uma verdadeira empresa de tecnologia, um software vertical líder indiscutível em seu mercado, com economics extremamente saudáveis e que ainda não tinha recebido um investimento significativo.”

“Otimistas diante da participação do Mercado Livre no Cilia, vemos a categoria de autopeças desempenhando um papel extremamente relevante para nossa operação de marketplace no Brasil, sendo uma importante alavanca para o negócio de veículos, onde ainda há muito espaço para crescimento. É claro também o potencial para sinergias futuras com o Cilia, principalmente com foco na digitalização do mercado de autopeças que pode impactar positivamente os nossos usuários e o setor automotivo”, comenta Fernando Yunes, vice-presidente sênior de Commerce e líder do Mercado Livre no Brasil.

 

Valia lança o VALIAVERSO, plataforma de educação financeira gratuita

O ValiaVerso é a mais nova plataforma de educação financeira e previdenciária da Valia, disponível a todos os seus públicos de relacionamento, com diversos conteúdo e formatos como trilhas de conhecimento, jogos, simuladores, calculadoras, artigos, livros cursos online e muito mais. A plataforma com todas suas iniciativas está alinhada ao objetivo estratégico da Fundação de aumentar a cultura e consciência financeira e previdenciária de todos os seus públicos.

“A Valia tem como propósito ajudar as pessoas na construção de um futuro mais digno e sustentável. Isso, sem dúvida, passa pela necessidade da educação financeira das pessoas para que elas possam se organizar financeiramente no presente e construam um bom planejamento para o futuro”, explica Edécio Brasil, presidente da Valia, em nota divulgada.

A plataforma foi estruturada com diversos princípios da economia comportamental e faz uso de nudges com foco em levar os usuários a tomarem decisões práticas para melhorarem sua relação com o dinheiro no presente e para o futuro.

“Consolidamos a metodologia do nosso já existente e bem avaliado programa de educação financeira nas trilhas educacionais. Além disso, o ValiaVerso nos permitirá expandir ainda mais o compartilhamento de informações e dar acesso a este conteúdo rico à sociedade em geral, para além dos nossos públicos de relacionamento atuais”, complementa Bárbara Ferraz, especialista em Educação Financeira da Valia.
Investir adequadamente no futuro, mais do que desejável, é algo necessário para que nossos participantes tenham um futuro digno e sustentável e, para isso, a plataforma traz as melhores sugestões e recomendações de aumento de investimento.

Para ter acesso a todas as trilhas educacionais e conteúdo do Valia Verso basta acessar www.valiaverso.com.br, fazer o cadastro e começar a navegar imediatamente na plataforma.

Prudential do Brasil lança programa de apoio a estudantes em parceria com a Redes da Maré

Fonte: Prudential

A Prudential do Brasil fez parceria com a Redes da Maré e a BrazilFoundation para incentivar jovens do ensino médio em carreiras de ciências exatas, com foco em Ciências Atuariais. Batizado de Atuários do Futuro, o projeto apresenta três pilares de investimento social, com o objetivo de criar oportunidades de acesso à universidade e ao mercado de trabalho. Para marcar o início do programa, a Prudential promoveu uma aula magna, na última terça-feira (18), para o curso pré-vestibular comunitário que contou com a presença dos executivos da seguradora, coordenadores do projeto da Redes da Maré e os alunos participantes. 

Os três pilares do projeto Atuários do Futuro compreendem um ciclo que começa na fase acadêmica e termina com a entrada dos jovens no mercado de trabalho. No pilar Orientar, a Prudential oferece suporte e apoio pedagógico aos futuros universitários por meio da turma de pré-vestibular exclusiva, com 25 vagas direcionadas a jovens que possuem interesse em ciências exatas (Ciências Atuariais, Matemática, Estatística e Ciências Contábeis). Já a partir do próximo ano, no escopo do pilar Apoiar, oito jovens atuários das universidades parceiras no Rio de Janeiro receberão bolsas de estudos que vão proporcionar o suporte inicial para a continuidade de suas carreiras. Por fim, no pilar Engajar, a Prudential irá oferecer a oportunidade de ingressar no PRUMundo, o programa de estágio da companhia.

A diretora de Recursos Humanos e Business Ethics Officer (BEO) da Prudential do Brasil, Gabriela Al-Cici, explica que a iniciativa é parte do Programa Jovens Pro Futuro, idealizado pela Prudential em 2021, e surgiu do sonho e da vontade de fazer diferença. “Durante a aula falamos diretamente com os jovens estudantes do pré-vestibular sobre a importância da carreira atuarial e do apoio da Prudential nesse momento decisivo de escolha da profissão. Essa é mais uma ação de incentivo à educação em uma área tão importante para o nosso negócio. Queremos causar impacto na vida desses jovens e dar oportunidades de escreverem uma nova história”.

De acordo com a coordenadora executiva da Redes da Maré, Luana Silveira, esse projeto faz com que os jovens tenham instrumentos para acessar a universidade. “A educação é a ferramenta mais importante para libertar as pessoas”, afirma. Para a diretora da ONG, Andrea Martins, a carreira atuarial é pouco conhecida entre jovens de territórios em situação de vulnerabilidade, principalmente, mulheres. “O jovem só sonha com aquilo que conhece e a parceria com a Prudential mostra, para quem vive nas periferias, os lugares que eles podem acessar. Subsidiar os estudos contribui com a mudança da situação familiar”, declara.

Na avaliação de Mônica de Roure, vice-presidente e diretora de Relações Institucionais da BrazilFoundation, a parceria estabelecida com a Prudential do Brasil e a Redes da Maré é fundamental para democratizar o acesso ao ensino nas áreas de exatas e atuariais. “Essa iniciativa oferece oportunidades de emprego e de remuneração melhores para jovens vulneráveis de favelas do Rio de Janeiro, ultrapassando as barreiras das desigualdades”, conclui Mônica.

Assist Card lança seguro viagem com cobertura para bagagem de mão  

A Assist Card lança um seguro-viagem exclusivo para bagagem de mão. A partir de agora, os clientes que contratarem os planos 150, 250 ou 1M passam a ter cobertura da Assist Card em casos de roubo ou furto de suas bagagens de mão durante toda a viagem.  

A novidade é válida para itens transportados em bagagem de mão que tenham sido comprados antes da viagem ser iniciada no Brasil e se estende durante todo o período da viagem. Como por exemplo, uma bolsa ou mochila que foi furtada durante a viagem, num restaurante, em um shopping ou na rua, o segurado passa a ter os itens que estavam nessa mochila – comprados no Brasil – cobertos pelo seguro. 

“Sempre recomendamos aos clientes que levem uma bagagem de mão, caso haja algum imprevisto com mala despachada. Até o momento, o mercado só cobria bagagem despachada, mas o nosso produto Bagagem de Mão Protegida chegou para trazer mais tranquilidade aos viajantes”, diz Alexandre Camargo, country manager da Assist Card no Brasil. 

PagBank PagSeguro lança seguro para proteger cartão da conta

Marcel Dorf Cardif Apple Care Brasil

O PagBank PagSeguro lança o PagBank Cartão Protegido, seguro que oferece coberturas para casos de roubo, perda ou furto (simples e qualificado) do cartão da conta PagBank; roubo após saque em caixa eletrônico; e roubo ou furto qualificado de pertences pessoais como bolsa, carteira, notebook, celular, tablet, relógio, entre outros, desde que estejam sob o poder do cliente no momento do ocorrido, respeitando o limite máximo de indenização.  
 
“Nosso objetivo é garantir o máximo de segurança e tranquilidade para os clientes portarem e utilizarem o cartão da conta do PagBank sempre que desejarem, sem se preocuparem com perdas financeiras em situações inesperadas, pois serão ressarcidos”, explica Fábio Herszkowicz , diretor de Serviços financeiros do PagBank PagSeguro. “O PagBank Cartão Protegido chega para complementar nosso portfólio de soluções de seguros, trazendo ainda mais proteção”, destaca o executivo. 
 
Por R$ 6,90 ao mês, o produto, desenvolvido em parceria com a seguradora BNP Paribas Cardif oferece indenização de até R$ 10 mil, no caso de roubo, perda ou furto do cartão. Também oferece um reembolso de até R$ 200 em caso de transações indevidas (não reconhecidas) realizadas por aproximação (NFC). Além disso, os clientes que contratarem o seguro passarão a concorrer, automaticamente, em sorteios mensais de capitalização no valor de R$ 20 mil líquidos de impostos.  
 
“Nesse produto do PagBank, além das diversas coberturas para o titular do cartão, também conta com a cobertura para proteção de bens, ou seja, mesmo que o item roubado ou furtado não esteja junto do cartão segurado eles serão cobertos, basta o cliente estar de posse dos itens no momento do delito. Essa é mais uma inovação no mercado de massificados, oferecendo maior segurança e cobertura aos segurados”, reforça Marcel Dorf (foto), diretor executivo Comercial, Marketing e Digital da BNP Paribas Cardif. 
 
O PagBank Cartão Protegido está disponível para os clientes PagBank. Para contratá-lo, é preciso abrir uma conta PagBank válida e o cartão da conta ativo.

Grupo Austral, que tem seguradora e resseguradora, lucra R$ 76 milhões em 2022

Fonte: InfoMoney, por Jamille Niero

O Grupo Austral, controlado pela Vinci Partners, que possui seguradora e resseguradora, fechou o ano de 2022 com lucro líquido de R$ 76 milhões, alta de 9%, e faturamento de R$ 3 bilhões, um incremento de 41,4% em relação ao ano anterior.

As provisões técnicas chegaram a R$ 3 bilhões e o patrimônio líquido foi de R$ 635 milhões, 12% a mais que em 2021, com retorno sobre o capital investido de 12,7%. Em relação aos ativos totais, o aumento foi de 33%, atingindo montante de R$ 5,2 bilhões, contra R$ 3,9 bilhões no ano anterior.

O prêmio retido alcançou R$ 1,1 bilhão e a carteira de investimentos, R$ 1,2 bilhão. A companhia registrou o maior resultado técnico (diferença entre os prêmios arrecadados e o valor das despesas dos sinistros ocorridos – pagos ou pendentes de pagamento), de aproximadamente R$ 150 milhões.

A Austral Seguradora, focada em riscos corporativos, fechou 2022 com o maior resultado da empresa, superando R$ 1,2 bilhão em prêmios emitidos. Com lucro de R$ 38,5 milhões, aumento de 39% em comparação ao ano anterior, a seguradora preserva sua posição entre as dez maiores empresas do setor no país nas operações de grandes riscos. Já o resultado técnico foi o maior na história da companhia e atingiu R$ 88 milhões.

A seguradora é líder no segmento de petróleo, com 55% de marketshare e prêmios emitidos na ordem de R$ 850 milhões. Em 2022, nesta carteira, houve crescimento de 9% de prêmios emitidos, em função da renovação de contratos com as maiores empresas do país.

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De acordo com o CEO Carlos Frederico Ferreira, a expectativa com este segmento para 2023 envolve a demanda por projetos de geração de energia eólica offshore no Brasil, a exemplo do que já ocorre no exterior. “No Brasil ainda depende de uma regulamentação na questão de licenciamento ambiental. Mas, lá fora, já existe e tem projetos em operação, e nossos clientes têm sinalizado interesse nesse tipo de projeto aqui”, apontou Ferreira.

Contudo, apesar de promissor, é um tipo de iniciativa que pode não ser segurada no futuro caso seja aprovado o PLC 29/2017, que foi desarquivado pelo Senado e voltou a tramitar no mês passado. “Se esse projeto avança, o Brasil não vai ter esse seguro [apólice específica para um aerogerador offshore] contratado aqui, porque vai ficar impossível de fazer”, indicou em entrevista ao InfoMoney, endossando o coro de parte do mercado de seguros que não concorda com o texto atual em debate no Congresso.

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Entre as carteiras de maior destaque no ano estão Garantia, que teve alta de 35% em prêmios (valor do risco pago pelo segurado à seguradora) e representa 72% do negócio, e Financial Lines, que obteve incremento de prêmios emitidos pelo segundo ano consecutivo, chegando a 32%, em 2022, com D&O, E&O e RC Geral (modalidade na qual a seguradora passou a atuar no ano passado).

Resseguro

O braço de resseguro do grupo apresentou crescimento de 70% em prêmios emitidos e 5% em resultado técnico, se comparado ao ano anterior. O faturamento chegou a R$ 1,9 bilhão e o lucro líquido foi de aproximadamente R$ 42 milhões, um incremento de 78%. A companhia observou aumento em todas as linhas de negócios e registrou R$ 1,1 bilhão de prêmios retidos – 86% superior ao ano de 2021.

De acordo com o CEO da Austral Re, Bruno Freire, o crescimento no ano foi resultado da soma de fatores como a não exposição às perdas sofridas pelo mercado ressegurador devido aos danos de fenômenos climáticos extremos, que afetaram especialmente os seguros agrícolas (ramo que a companhia não opera mais desde 2020), além de uma alta geral de preços do setor e uma “maior penetração por conta da desconcentração do mercado”. “Também investimos em outros segmentos, como Vida, que continua com alta demanda no pós-pandemia e nos sinaliza incremento para 2023”, explica o executivo.

Com operação em 18 países, a Austral Re também registrou expansão na América Latina com 30% de aumento em prêmios emitidos.

Aliança de resseguradoras para carbono zero se desfaz aos poucos

A resseguradora alemã Hannover Re, após analisar o tema, optou por deixar a Net-Zero Insurance Alliance (NZIA), tornando-se a terceira resseguradora a deixar a aliança convocada pela ONU em menos de um mês. Hannover Re se junta aos fundadores da NZIA Munich Re e Zurich ao deixar a associação, que foi lançada na Cúpula do Clima do G20 em Veneza em 2021.

Sob a NZIA, que foi convocada pelos Princípios para Seguros Sustentáveis (PSI) da Iniciativa Financeira do PNUMA, os membros se comprometeram a fazer a transição de suas carteiras de subscrição para emissões líquidas zero de gases de efeito estufa (GEE) até 2050.

“Independentemente disso, a Hannover Re continua comprometida com sua estratégia de sustentabilidade, as metas associadas e seu apoio ao Acordo de Paris, e visa alcançar a neutralidade climática total até 2050”, acrescentou a resseguradora em nota.

A Munich Re destacou os riscos antitruste como limitantes do escopo de suas metas de descarbonização, enquanto a Zurich observou o desejo de concentrar seus recursos para apoiar seus clientes em sua transição.

Independentemente do motivo para sair da NZIA, a saída de Munich Re, Zurich e agora Hannover Re, três resseguradoras globais grandes, é notável e sugere que outros membros podem seguir o exemplo nos próximos dias e semanas.

Lucro das seguradoras dobra no primeiro trimestre de 2023

O lucro das seguradoras dobrou no primeiro trimestre de 2023, para R$ 6,4 bilhões (R$ 3,2 bilhões em 2022), segundo dados divulgados pela Susep (Superintendência de Seguros Privados) e organizados em ranking pela consultoria Siscorp

A disputa pela liderança do ranking segue acirrada. Bradesco Seguros, que divulgará seu balanço no próximo dia 5 de maio, juntamente com o banco, informou à Susep lucro R$ 1,4 bilhão no primeiro trimestre deste ano, bem acima dos R$ 821 milhões registrados em mesmo período do ano anterior. A BB Seguridade exibe o segundo maior lucro no trimestre, com R$ 1,34 bilhão (R$ 757 milhões em 2022).

Caixa, Itaú e Tokio completam as cinco maiores colocadas, como R$ 904 milhões, R$ 410 milhões e R$ 313 milhões, respectivamente. Porto tem o sexto maior ganho, com R$ 289 milhões, subindo cinco posições no ranking, comparando com o trimestre de 2022, quando ocupou a 11a, posição.

Os balanços do trimestre começam a ser divulgados nesta semana e seguem durante o mês de maio. Hoje, a Porto Seguro divulgou que registrou prêmios ganhos de R$ 3,24 bilhões no trimestre, alta de 31,3% na comparação ano a ano. O índice de sinistralidade atingiu 61% de março de 2023, um avanço de 1,9 pontos percentuais na comparação com março do ano passado.

Para completar os dez maiores ganhos do trimestre, Prudential (R$ 206 milhões), Zurich (R$ 203 milhões), Santander (R$ 165 milhões), e Liberty (R$ 143 milhões). 

Planos de saúde registram prejuízo operacional de R$ 11,5 bilhões em 2022

vera valente fenasaude

Fonte: FenaSaúde

Com prejuízo operacional de R$11,5 bilhões, os planos de saúde médico-hospitalares tiveram em 2022 o pior resultado desde o início, em 2001, da série histórica feita pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).  Diante dos resultados, a FenaSaúde considera o cenário crítico e alerta para o impacto nos reajustes dos planos de saúde. A divulgação do índice de reajuste dos planos individuais e familiares deve ocorrer em maio. 

De acordo com a entidade, entre os fatores que impactam esses resultados estão o crescimento da frequência de uso dos planos de saúde; o fim da limitação de consultas e sessões de terapias ambulatoriais com fonoaudiólogos, psicólogos, entre outros; o aumento do preço de insumos médicos; a obrigatoriedade de oferta de tratamentos cada vez mais caros, com doses a cifras milionárias; a ocorrência de fraudes; e a judicialização.  

“A saúde suplementar sofre efeitos diretos do descompasso entre receitas e despesas e do aumento dos custos dos tratamentos de saúde, medicamentos, procedimentos hospitalares e terapias. Essa escalada deve impactar diretamente no índice de reajustes dos planos.  Esse cenário coloca em risco o equilíbrio do sistema, o que pode levar à saída de milhares de beneficiários, sobrecarregando ainda mais o SUS”, explica a diretora-executiva da FenaSaúde, Vera Valente. Apesar de o quarto trimestre ter apresentado prejuízo operacional menor (0,6 bi) em relação aos três anteriores – 1º tri (-1,1bi), 2º tri (-4,4bi) e 3º tri (-5,5 tri) –, o setor já acumula 7 trimestres negativos seguidos.   

A executiva da FenaSaúde pontua que tal cenário tende a se agravar com a Lei 14.454/2022, promulgada em setembro de 2022, que alterou o caráter taxativo do rol, criando condicionantes frágeis e subjetivas de cobertura. “Trata-se de alteração crítica, pois interfere diretamente no funcionamento de um setor que opera com base no mutualismo e na adequada precificação dos riscos”, afirma.  

A relação entre receitas e despesas do setor vive um grande desequilíbrio. Entre 2021 e 2022, as receitas tiveram variação positiva de 5,6%, enquanto as despesas das operadoras aumentaram na ordem de 11,1%. 

Outro destaque negativo de 2022 têm relação com o índice de sinistralidade dos planos médico-hospitalares. Um dos principais indicadores do setor, o índice chegou a 89,21% no quarto trimestre. O percentual indica que a cada a cada R$ 100 reais da receita das operadoras de planos saúde no trimestre, R$ 89,21 foram destinados ao pagamento de despesas assistenciais com consultas, exames, internações, cirurgias, entre outros. No terceiro trimestre o índice chegou a 93,2%. 

“Precisamos buscar soluções que visem o uso racional dos recursos dos planos de saúde e promovam a eficiência operacional da saúde suplementar. E isso só será possível a partir da soma de esforços de todos os agentes da cadeia de serviços em saúde, como as operadoras, os prestadores de serviço e os fornecedores, com o apoio da própria sociedade, que é a principal beneficiada por um sistema que ajuda a desafogar o sistema público de saúde, oferecendo assistência médica a 50,4 milhões de pessoas”, finaliza a diretora-executiva da FenaSaúde.

IRB Brasil Re divulga lucro de R$ 14,3 milhões em fevereiro de 2023 e faz acordo com os EUA

Irb brasil re

O IRB Brasil Re registrou lucro líquido total de R$ 14,3 milhões em fevereiro desta ano, ante resultado negativo de R$ 50,9 milhões apurado em igual mês do ano passado. O resultado foi divulgado hoje seu relatório mensal do mês de fevereiro, segundo dados do Formulário de Informações Periódicas (FIP) enviado à Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Os prêmios emitidos somaram R$ 537,2 milhões, ante R$ 478,5 milhões. Os prêmios retidos totalizaram R$ 329,8 milhões em fevereiro deste ano, ante R$ 176,8 milhões apurado um ano antes. Já os prêmios ganhos chegaram a R$ 420,9 milhões ante R$ 233,3 milhões de um ano atras.

O índice combinado ficou em 110,3% em fevereiro deste ano, ante 145,7% de fevereiro do ano passado. O índice combinado ampliado, por sua vez, ficou em 94,3% ante 135,8% apurado um ano antes.

US$ 5 milhões

O IRB também informou em fato relevante que celebrou, em 20 de abril de 2023, com o United States Justice Department (“DOJ”) um Non-Prosecution Agreement (o “Acordo” ou “NPA”), tendo por objeto principal a informação inverídica de que o Berkshire Hathaway integraria a base acionária da Companhia, divulgadas, em território americano, entre fevereiro e março de 2020.

A companhia disponibilizará – nos termos, condições e prazos pactuados no NPA – o montante de US$ 5milhões a título de compensação. O Acordo não prevê o pagamento de qualquer multa pecuniária e/ou o desembolso de outros valores com relação aos fatos em exame.

Em função da assinatura do Acordo, a companhia continuará a cooperar com o DOJ e aprimorar suas práticas de controles internos, governança e conformidade, submetendo-se ao acompanhamento e reporte periódico por um período de até 3 anos.

A Companhia manterá seus acionistas e o mercado em geral informados sobre eventuais evoluções relevantes sobre o assunto em epígrafe.