CNseg destaca importância das seguradoras para a infraestrutura do Brasil no evento LIDE nos EUA

Fonte: CNseg

“O problema não é que o Brasil faz as coisas erradas, mas demora para fazer as coisas certas”. A fala do presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Dyogo Oliveira, foi citada durante o Brazil Development Forum do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), promovido nesta sexta-feira (01), em Washington. Na ocasião, o executivo falou aos mais de 135 empresários e autoridades brasileiras e estadunidenses sobre a importância do setor de seguros para o desenvolvimento da infraestrutura nacional, bem como fez uma reflexão sobre o sistema financeiro brasileiro.  Este foi o sétimo evento internacional do Lide em 12 meses e teve como tema central o “Potencial de Investimentos Multilaterais no Brasil”.

Na apresentação, Oliveira citou, como exemplo, o projeto que começará a ser discutido na próxima semana, dia 6 de setembro, com a Superintendência de Seguros Privados (Susep), o Ministério da Fazenda e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que trata de um conjunto de seguros adaptados para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e que poderão ser utilizados para outras iniciativas. 

O presidente da CNseg compôs a mesa “Oportunidades de Financiamentos para Infraestrutura e Serviços Públicos nos Estados e nos Municípios Brasileiros” ao lado de Luis Alberto Moreno, diretor da Allen & Company e ex-presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID); Manuel Reyes-Retana, diretor Regional para o Brasil, Equador, Peru, Bolívia e Cone Sul do International Finance Corporation (IFC); de Roberto Giannetti Da Fonseca, economista e membro do board do LIDE; e de Carlos José Marques, presidente do LIDE Conteúdo.

Ao iniciar a moderação, Giannetti sinalizou sobre a importância de a indústria de seguros desenvolver um produto específico para proteger as empresas dos riscos cambiais, o que dará segurança aos financiamentos estrangeiros. Sobre o tema, o presidente da Confederação informou que, embora não seja simples a criação desta modalidade, vai trabalhar no assunto, porque entende que as variações cambiais brasileiras ainda afastam os investidores. “Há avanços que precisamos fazer e criar mecanismos mais adaptados para projetos mais sofisticados, mas o mercado segurador tem desenvolvido instrumentos necessários para acompanhar esse desenvolvimento nacional”.

Outros temas discutidos

Durante o debate, foi citada a importância dos investimentos em parcerias público-privadas (PPPs) e os investimentos em ESG.  Oliveira informou que existem dois universos quando se fala em PPP, segmentando o que se trata de investimento dos estados e municípios e o que seria investimento na infraestrutura do país de forma privada. 

“Temos uma história de construção de sucesso das parcerias público-privadas, concessão e ampliação da participação privada, então as experiências estão aí para usarmos e repetirmos. Vimos que há uma oferta de recursos vultosa de bancos nacionais e internacionais para esses projetos. Além disso, ficou evidente uma disposição de ampliar esses recursos e de disponibilizar mais instrumentos de apoio técnico e financeiro para os estados e municípios”, ressaltou Oliveira. 

Já Moreno, em sua explanação, sinalizou da necessidade de os projetos estarem aderentes às questões de ESG. “Não é somente construir a infraestrutura, mas pensar na sinergia dos projetos. Cada vez mais os financiadores, como a sociedade como todo, exigem projetos que cumpram a meta de ESG”.  Neste tópico, Reyes-Retana informou que o IFC tem o objetivo de investir agressivamente no Brasil, usando como base os pilares de mudanças climáticas, produtividade e inclusão. “Queremos continuar ajudando os estados e os municípios brasileiros mobilizando os recursos no setor privado, mas também queremos apoiar no desenho e na preparação de projeto”. Isso se aplica a todos os investimentos que fazemos, atendendo um ou todos esses pilares. 

Fundado no Brasil, em 2003, o Lide é uma organização que reúne executivos dos mais variados setores de atuação em busca de fortalecer a livre iniciativa do desenvolvimento econômico e social, assim como a defesa dos princípios éticos de governança nas esferas pública e privada. Presente em cinco continentes e com mais de duas dezenas de frentes de atuação, o grupo conta com unidades regionais e internacionais com o propósito de potencializar a atuação do empresariado na construção de uma sociedade ética, desenvolvida e competitiva globalmente.

MAG Seguros aposta na união de assessores de investimentos e corretores de seguros

Pelo 9º ano consecutivo, o grupo MAG está presente no evento Expert XP, maior feira de investimentos do Brasil, que acontece entre 1 e 2 de setembro, em São Paulo, representado pela MAG Seguros e pela MAG Investimentos. “Patrocinamos e participamos porque somos incentivadores deste modelo de evento, onde nomes do mercado financeiro podem gerar trocas ricas num ambiente preparado para tal”, comentou Nuno David, diretor comercial e de marketing.

A diretoria de parcerias financeiras do grupo MAG é liderada pela Larissa Althoff, com apoio de Marcio Batistuti, que gentilmente concedeu a seguinte entrevista ao Sonho Seguro: 

Quais os produtos divulgados no evento? 

O que nós temos oferecido para o mercado financeiro vai além de olhar produtos. Priorizamos os momentos de vida dos clientes. Nós temos hoje uma linha de portfólio completa, que vem atender a necessidade do cliente à medida que ele que tem seus objetivos de vida alcançados. Assim, quem precisa só de proteção pessoal, nós temos um grupo de ofertas destinado a esse perfil. Se o cliente tem filhos em idade escolar, ou avança na construção do patrimônio, podemos buscar outros produtos que vão trazer as proteções necessárias para esse momento de vida. E, eventualmente, quando ele já alcançou a independência financeira, já está atento a garantir que a segunda geração da sua família acesse patrimônio, nós também trazemos uma oferta sofisticada, que vai buscar uma eficiência tributária, proteção para esse patrimônio para que ele seja transferido para os próximos gerações sem descapitalizar. Ao invés de falarmos de produtos em si, nós precisamos olhar para o cliente. O cliente no centro da nossa estratégia. E a partir do estilo de vida, da idade, da condição de saúde e dos projetos, a MAG vai buscar a solução mais adequada. Essa é uma forma que a MAG tem de posicionar o seu portfólio. 

Qual o objetivo em participar deste evento? 

Participar do evento Expert para a MAG virou uma ação institucional e está dentro do nosso leque de eventos do ano. É importante porque consolida cada vez mais a nossa marca dentro do mercado financeiro e nós temos a grata satisfação hoje de ser uma companhia que está em todas as plataformas do mercado, disponíveis para todos os agentes autônomos. E foi a Expert que nos conectou com todas as assessorias de investimentos do Brasil. Por isso, estar aqui é super relevante para buscarmos a consolidação da nossa marca, aprofundar a networking com os parceiros e continuar conscientizando tanto os parceiros quanto os clientes sobre a importância de fazer o seguro de vida caminhar junto com planejamento financeiro. Somente assim, juntos, vamos oferecer uma proposta completa para os nossos clientes e para aqueles que estão buscando a independência financeira.

Acredita na parceria entre assessores financeiros e corretores de seguros? 

A parceria entre assessores financeiros e os corretores vem se consolidando nos últimos anos de uma forma muito virtuosa. A união desses mercados permitiu que o cliente possa buscar em uma única instituição todos serviços e produtos que ele precisa para garantir um planejamento financeiro completo. E os escritórios que hoje têm a estrutura de seguros, tem uma equipe de vendas de seguros, tem uma corretora de seguros, conseguiram buscar resultados extraordinários no faturamento e aumentar a qualidade das entregas para o cliente. Os escritórios passam a ser melhor avaliados no NPS, ampliam a captação de investimentos, inclusive considerando que o cliente protegido investe mais e está mais atento a uma jornada completa. A MAG avalia com bons olhos a conexão destes mercados, assessores financeiros e corretores de seguros e, não por acaso, criamos a diretoria de parcerias financeiras, que veio com o objetivo de unir esses dois mercados e mostrar que existem muitas afinidades no processo de vendas tanto de um bom planejamento da gestão na carteira de investimentos e do pacote de proteção que os clientes precisam ter para todas as suas ambições. É um processo que vem trazendo muitos frutos para todos. 

Como anda a parceria entre Mag e XP? Crescendo?  Quanto no primeiro semestre de 2023? Qual a expectativa para o ano? 

A parceria MAG e XP já ultrapassa 7 anos de conexão e atuação é nós continuamos apresentando resultados bastante significativos para o grupo. Fcamos muito felizes em garantir que os nossos produtos são ofertados dentro de uma marca forte uma bandeira que representa o mercado financeiro e que tem buscado entregar as mais completas soluções para os clientes. O primeiro semestre foi muito positivo para os resultados da MAG. O período pandêmico trouxe um nível de conscientização para os clientes e para as famílias. Todo mundo passou a ter mais visão dos riscos e dos prejuízos que os eventos aleatórios e inesperados podem trazer isso. O consumidor busca mais informações à respeito e isso nos coloca em posição de destaque dentro da operação na XP. Continuamos muito forte com eles e temos escritórios comercializando os nossos produtos em todo o Brasil. Também estamos disponíveis no marketplace e a operação se consolida cada vez mais, com inúmeros resultados.

Tem novidades para este ano?

A MAG continua fortalecendo a proposta de valor, que é ter um portfólio amplo para atender todas as etapas de vida dos clientes. Não paramos de inovar. Recentemente fomos reconhecidos por isso como uma empresa inovadora em tecnologia e produtos. É o que queremos oferecer aos nossos distribuidores e clientes ter:  um portfólio mais adequado a cada momento de vida e continuar atendendo às famílias por inúmeras gerações, como uma companhia que tem quase 200 anos e nos orgulhamos muito de proteger mais de 6 milhões de vidas.

Susep reúne seguradoras, corretores, segurados e especialistas para discutir melhorias para o setor

Alessandro Octaviani Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) lança na próxima semana, no dia 6, o grupo de trabalho “Seguros, Novo PAC e Neoindustrialização”, que contará com cerca de sete subgrupos para debater os problemas que podem ser resolvidos para dar vazão ao crescimento do setor de seguro em infraestrutura. “O governo insiste em fazer diálogo com o setor de seguros e não só com os seguradores. É preciso incluir quem vende e quem compra os produtos do setor”, disse o superintendente da Susep, Alessandro Octaviani ao Sonho Seguro. 

Segundo ele, a proposta é que o grupo de trabalho seja um canal de interlocução, diálogo e busca de consensos entre seguradores, segurados, corretores e outros participantes do mercado como especialistas e autoridades públicas, para a construção de alternativas capazes de impulsionar o seguro como instrumento de um desenvolvimento econômico nacional que seja vibrante no curto prazo e sustentável no longo prazo.

Segundo Octaviani, o Sistema Nacional de Seguros deve ser estruturado de modo a promover o desenvolvimento equilibrado do País e a servir aos interesses da coletividade, conforme previsto no artigo 192 da Constituição Federal. “Outro objetivo, previsto no Decreto-Lei 73/1966, é o de coordenar a Política de Seguros com a política de investimentos do Governo Federal, que é o que estamos colocando em prática com a instalação do GT”, destaca.

O cuidado da Susep neste panorama é fazer tudo com diálogo. “Estamos todos num barco chamado Brasil e se ele tiver um furo, isso pode levar todos para debaixo da água. E ninguém quer isso. Por isso, todos tem de tapar o buraco e fazer o Brasil avançar para um patamar superior. E essa melhoria tem de fluir num relacionamento de respeito e cumprimento da lei”. 

Os nomes dos participantes ainda não foram definidos. “Pedimos sugestões para a CNseg (Confederação das Seguradoras) e para a Fenacor (Federação dos Corretores de Seguros). Procurada, a CNseg informou que os nomes estão sendo definidos. O grupo de trabalho terá duração de dois meses e, concluído, se implementa o resultado. “De toda sorte, são medidas estruturantes para o setor. Certamente temos preocupação no curto prazo, mas seguramente teremos efeitos nos médio e longo prazos”, acrescenta.  

Octaviani está muito animado com esta iniciativa. “É prioritário termos um mercado de seguros forte, pois é importante para o programa de investimentos que se desenha no Brasil. O que nós estamos fazendo é juntar os vários eixos de cada programa”, disse. O objetivo, acrescenta, é o debate com todas as partes interessadas para se crie um ciclo virtuoso para a economia brasileira como um todo. 

No evento de lançamento do grupo serão feitas perguntas para o subgrupo de seguros, segurados, corretores e especialistas. Entre elas, quais são os conceitos que vocês enxergam como melhoria e quais são as divergências. A partir disso, a Susep buscará trazer mais segurança jurídica e capacidade para o investidor avançar nos seus projetos”, comenta o titular da Susep. 

Certamente o seguro garantia vai emergir como um dos temas no grupo de trabalho, assim como riscos de riscos de engenharia, transporte, responsabilidade civil de administradores, conhecido como Director & Officers-D&O). “Onde o consenso não emergir, a Susep vai arbitrar para achar um consenso entre seguradoras e tomadores, que tem reclamações históricas e estruturais. Nosso maior objetivo é contribuir com a melhoria do modelo dos diversos tipos de seguros”, afirmou. 

Há um ano o governo lançou um grupo de trabalho nos moldes da Iniciativa de Mercados de Capitais, conhecida pela sigla IMK, para discutir medidas de incentivo ao mercado de seguros no país. Inicialmente chamado de Iniciativas do Mercado de Seguros (IMS), o grupo migrou para fazer parte de uma discussão mais ampla na Agenda de Reformas Financeiras (ARF). 

São mais de 120 temas para apreciação do fórum, dos quais 17 foram selecionados, um debate bem mais amplo do que o grupo da Susep, mas ambos têm o mesmo objetivo: melhorar o diálogo com o setor e dar celeridade à tramitação de projetos dentro do governo e no Congresso Nacional. Os trabalhos da ARF têm a meta de elaborar projetos de lei para serem encaminhados para apreciação e aprovação pelo Congresso Nacional. As primeiras reuniões dos Grupos de Trabalho tiveram início no início da segunda quinzena de agosto e devem continuar até os meses de outubro ou novembro, quando se pretende finalizar e enviar os projetos de lei para o Congresso Nacional. A CNseg e as federações a ela ligadas, participa ativamente do ARF. 

No Brasil, o mercado de seguros gera cerca de 255 mil empregos diretos e indiretos e, somente em 2022, pagou R$ 452,1 bilhões em indenizações, um crescimento de mais de 14% em relação a 2021. Em reservas, o setor soma mais de R$ 1,2 trilhão. 

Presidentes detalham as vantagens do acordo entre Porto Seguro e Mitsui Sumitomo

A Mitsui Sumitomo Seguros anuncia assinatura de acordo estratégico com a Porto Seguro, uma das principais seguradoras do Brasil, para dar mais um passo na parceria que começou em 2021, com a parceria de cosseguro, que envolve o uso do banco de dados da líder do mercado para uma precificação mais assertiva e ágil do seguro automóvel. O novo acordo, anunciado hoje, amplia a parceria para operar produtos de varejo nos segmentos de automóvel, residência e empresas de pequeno e médio porte.

Como a operação será feita em cosseguro, com a liderança da Porto Seguro, que terá os direitos de opção de renovação das apólices destes segmentos, não será preciso aguardar a aprovação da Susep (Superintendência de Seguros Privados), mas sim obter a aprovação do CADE, uma vez que a Porto Seguro é líder absoluta do setor em automóvel e residência.

O acordo traz outras novidades em si. Primeiro a troca de executivos da Mitsui. Koichi Kawasaki é o novo CEO e presidente da Mitsui Sumitomo a partir de hoje, 1o. de setembro, substituindo Masayuki Nagano, que passa a ser o presidente do conselho. Hélio Kinoshita, vice-presidente responsável por tocar o dia a dia da operação de uma das maiores seguradoras da Ásia no Brasil deixou o cargo e passa a ser consultor do grupo que em tempo integral, até que a parceria com a Porto esteja madura.

“A ideia surgiu a partir do amadurecimento da parceria e do relacionamento iniciados em meados de 2021. Agora em 2023, estamos colhendo novos frutos na área de varejo”, diz Koichi Kawasaki, novo CEO da Mitsui Sumitomo Seguros no Brasil ao Sonho Seguro. Para ele, a parceria estratégica entre as empresas reflete a confiança mútua nas oportunidades oferecidas pelo mercado brasileiro e nas vantagens geradas pela atuação em conjunto. “A Mitsui Sumitomo fortalecerá ainda mais sua parceria de cosseguro com a Porto Seguro nas linhas de varejo, potencializando os pontos fortes das duas empresas para expansão dos negócios”, conclui.

Este acordo traz vantagens significativas para todos os envolvidos. A marca Mitsui Sumitomo continuará presente no mercado de varejo, com seguros comercializados e geridos futuramente pela Porto Seguro. Serão intensificados pela Mitsui Sumitomo os negócios locais com foco no segmento corporativo, mantendo sempre o compromisso com serviços de alta qualidade. “A partir de julho, temos uma tendência positiva dos resultados da companhia e esta parceria tem contribuído para isso”, comenta Kinoshita.

Por outro lado, a Porto Seguro irá ampliar seus canais de venda, proporcionar mais opções de negócios para os corretores e, ainda, fortalecer sua estratégia de atração de novos clientes por meio da parceria, principalmente com corretores de seguros e assessorias “Agora temos mais uma opção para corretores de seguros e assessorias. A marca Mitsui Sumitomo será parte do grupo Porto, que já tem Porto, Itaú e Azul. E todos os contratos permanecem como foram contratados. Nada muda. Tudo continua na Porto como está na Mitsui”, explica Rivaldo Leite, CEO da Porto Seguro.

No seguro Auto, a Mitsui Sumitomo encerrou os primeiros seis meses de 2023 com R$ 133 milhões em prêmios emitidos, informa o novo presidente. Apesar da importância do contrato em vários sentidos, o volume não altera muito a posição da Porto Seguro, que já é líder. A Mitsui agrega 118 mil itens segurados diante dos 43 milhões da Porto Seguro contabilizados no primeiro semestre de 2023. Nos outros seguros, são 127 mil apólices vigentes e R$ 43 milhões em prêmios emitidos no primeiro semestre de 2023.

“O acordo beneficia as duas empresas e, principalmente, os clientes de maneira significativa porque continuarão desfrutando dos benefícios de ambas as marcas e terão acesso a vantagens adicionais, além de contribuir com a geração de negócios para os corretores. Essa operação reforça o nosso cuidado e compromisso de sermos, cada vez mais, um porto seguro aos nossos clientes e parceiros de negócios”, diz Leite, destacando que a migração será gradual e sem impacto para os clientes.

Na primeira edição do Insurance & Innovation Talks, Bradesco Seguros fala sobre jornada do cliente 

Fonte: Bradesco

No dia 28 de agosto, o Grupo Bradesco Seguros reuniu no inovaBra, em São Paulo, grandes nomes de inovação e seguros do país, com representantes de empresas como Bradesco Seguros, NTT Data, e Cinnecta, para a primeira edição do Insurance & Innovation Talks.  

Giuliano Generali, Superintendente Executivo de Canais Digitais do Grupo Segurador, abriu a cerimônia falando sobre o desafio para o consumidor em ter um entendimento claro sobre seguro e como isso impacta na hora da contratação, além da necessidade de pensar em duas jornadas distintas que se conectam: a do corretor e a do cliente. “É preciso aproximar o seguro do momento de vida do cliente. Mais do que vender, temos que explicar para que aquele seguro serve naquele momento de vida, reforçando a visibilidade do benefício tangível para o usuário”, 

Felipe Szuster, Gerente de Inovação na Bradesco Seguros, também comentou a respeito da implementação de inovação aberta na seguradora. “Como resultado, o número de empresas prospectadas em 2022 cresceu mais de 62%, se comparado ao ano anterior. Dentre as mais de 40 POCs realizadas durante o ano, mais da metade foi contratada para projetos internos – um aumento de 24% em relação a 2021”. 

Outros temas abordados durante o evento foram a escuta ativa junto ao cliente, NPS em diversos pontos da jornada, entendimento de que a jornada do cliente começa muito antes dele estar nos canais, e como ocorre o processo de mensuração da experiência do consumidor.  

Sincor-SP apresenta estudo de estratégias de cross selling para ajudar corretores de seguros

Fonte: Sincor-SP

Os corretores de seguros são o elo do setor com o capital mais valioso, o cliente, mas muitas vezes não aproveitam todo esse potencial que têm em suas mãos. É muito mais simples e barato vender para um cliente já fidelizado do que conquistar novos, mas muitos não se atentam a isso, ou não sabem como explorar a carteira. Para o Sincor-SP, que oferece apoio para os corretores pequenos, médios e grandes em seus desafios, avançar no crosseling é um ponto fundamental.

Por isso, realizou o estudo “Oportunidades – Como os corretores de seguros podem aproveitar o cross selling?”, parte do Projeto Oportunidades, mais um investimento para seus associados, com apoio das Comissões Técnicas e do consultor de economia, Francisco Galiza. “Novamente encomendamos um consistente trabalho do Francisco Galiza para ampliar a visão do corretor de seguros. O estudo aborda vários pontos, na teoria e na prática, com pesquisas junto aos corretores de seguros e às Comissões Técnicas do Sincor-SP, para ajudar a impulsionar novas ações”, afirma o presidente do Sincor-SP, Boris Ber.

Em live realizada nesta quarta-feira, 30 de agosto, foram divulgados os primeiros resultados do Projeto Oportunidades. Participaram o presidente do Sincor-SP, Boris Ber, e os responsáveis pelo projeto, a 1ª vice-presidente Simone Fávaro, e o coordenador do Comitê de Tecnologia e Jovens Corretores do Sincor-SP, Arnaldo Odlevati Jr, além do responsável técnico e consultor de economia do Sincor-SP, Francisco Galiza.

O estudo

O material é bastante aprofundado no tema cross selling, feito por Francisco Galiza em parceria com as Comissões do Sincor-SP, que soma 38 páginas, com vários capítulos e análises. Acesse aqui o material completo do estudo Oportunidades.

“O tema do estudo é o cross selling, conhecido no Brasil como venda cruzada. A ideia do cross selling consiste na venda de produtos ou serviços relacionados ou complementares à compra original, com base no interesse do cliente. A partir dele tem o conceito do up-selling, quando se vende uma melhora do produto, ou seja, um upgrade, e o down-selling, quando se baixa a qualidade do produto para não perder a venda”, explicou Galiza.

“São práticas que vemos no dia a dia, como quando compramos um lanche com batata frita, e o vendedor oferece uma batata maior (up-selling) ou um milkshake (cross selling). Essa prática é muito possível no mercado de seguros tendo em vista que há uma enorme gama de produtos e serviços a serem oferecidos, e faz muita diferença no faturamento do corretor”, exemplificou.

O estudo é composto por capítulos muito ricos com sugestões para os corretores, apresentando as dificuldades e como contorná-las, dando dicas e estratégias para oferecer seguros que são compatíveis para o mesmo cliente.

“Os tipos de produtos que as Comissões sugerem são aqueles ligados ao produto original, o que é mais ou menos intuitivo. Mas há também as sugestões de oferecer seguros de interesses gerais, que são mais fáceis de serem comercializados”, disse o consultor.

Para cada dificuldade apontada pelos corretores há uma solução diferente. “Para aquele profissional que se se sente incapaz tecnicamente, recomendamos alguns cursos. Já para o corretor que afirma que sente receio em incomodar o cliente, é mais importante trabalhar um curso de vendas. Ou seja, não existe uma solução única, cada corretor tem uma dificuldade diferente para praticar o cross selling”.

“Considerando as respostas da pesquisa, vimos que na média 45% das corretoras oferecem cross selling. Esse número está relacionado com o tamanho da corretora, as pequenas oferecem menos cross selling do que corretoras grandes”, apontou Galiza.

Boris Ber ressaltou que quem já tem o seguro do automóvel do cliente, sabe o perfil, então pode oferecer um saúde, um vida, um residência. “Se o corretor gerar a atuação com as informações que já tem a assertividade da ação será muito maior”, avaliou.

“Por isso é fundamental ter um sistema de tecnologia com acesso a essas informações com facilidade”, completou Galiza. “Vamos buscar cada vez mais ferramentas e estratégias para ajudar o corretor a evoluir neste tema em sua corretora”, garantiu o presidente do Sincor-SP.

Simone Fávaro analisou que o estudo ofereceu algumas ferramentas, mas vê no dia a dia como corretora algumas dificuldades que persistem. “No Sincor-SP estamos atuando fortemente para dar soluções aos corretores. Temos a ferramenta ConectaCor para ajudar o corretor com dúvidas em determinados ramos, porque é difícil ter expertise em todos. Com o ConectaCor o corretor pode esclarecer suas dúvidas, com respaldo dos especialistas das Comissões, além de nossos Plantões Técnicos e outras iniciativas”, pontuou.

Arnaldo Odlevati Junior mencionou que, durante a live, os corretores enviaram mensagens pedindo acesso a cursos. “Nós temos parceria com a Escola de Negócios e Seguros (ENS) para uma ampla grade. Se mesmo com os cursos o corretor ainda não tiver a segurança de oferecer o produto, tem o ConectaCor. E se ainda assim tiver insegurança, em breve poderá contar com a solução Balcão de Negócios, que estamos desenvolvendo. A ideia do Balcão de Negócios é realizar parcerias dentro do Sincor-SP, ou seja, corretores que tenham mais estrutura ou especialidade poderão fazer negócios em conjunto com aqueles que não têm tanta experiência em determinada área”, adiantou.

“Galiza, obrigado pela construção deste projeto. Agora, temos uma visão clara do que os corretores querem e indicações por onde começar. Cursos, interação com nossas Comissões e o próprio Balcão de Negócios que a Simone está construindo vão auxiliar – e muito – os nossos associados”, disse Boris Ber. “Odlevati, acredito que você também está levando muitos insights para compartilhar na Comissão de Jovens Corretores. Simone, parabéns pelo seu trabalho à frente deste projeto tão importante, envolvendo as Comissões e já preparando novidades para nossos associados”, concluiu o presidente do Sincor-SP”.

Porto Seguro e Mitsui celebram parceria em seguro de auto, residência e PMEs

Depois de um ensaio de quase um ano, a Porto Seguro e a Mitsui Sumitomo aprofundaram a parceria iniciada no ano passado. Em fato relevante, a Porto Seguro comunica que celebrou acordo de parceria com a companhia japonesa para operar produtos de varejo nos segmentos de automóvel, residencial e empresas de pequeno e médio porte. A operação será feita em cosseguro, com a liderança da Porto Seguro, que terá os direitos de opção de renovação das apólices destes segmentos. Não integram a operação os seguros comercializados pela Mitsui Sumitomo no segmento corporativo.

No seguro Auto, a Mitsui Sumitomo possui 118 mil apólices vigentes e encerrou os primeiros seis meses de 2023 com R$ 133 milhões em prêmios emitidos. Nos demais segmentos contemplados, são 127 mil apólices vigentes e R$ 43 milhões de prêmios emitidos no primeiro semestre de 2023.

Com essa operação, a Porto Seguro pretende ampliar seus canais de venda, proporcionar mais opções de negócios para os corretores e, ainda, fortalecer a estratégia de atração de novos clientes.

A Mitsui Sumitomo seguirá mantendo uma estrutura independente no país, seja para o exercício de suas atividades no cosseguro com a Porto Seguro, seja para a condução de suas operações, de forma isolada, nos demais segmentos.

O acordo firmado hoje está sujeito a avaliação e aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), além de outras condições usuais nesse tipo de operação.

Atlântica Hospitais e Grupo Santa anunciam parceria

Carlos Marinelli Bradesco Saúde

Fonte: Bradesco

A Atlântica Hospitais e Participações, empresa controlada da Bradseg Participações e parte do Grupo Bradesco Seguros, juntamente com o Grupo Santa, principal rede hospitalar da região Centro-Oeste, anunciam, nesta quinta-feira, uma parceria com foco no crescimento e aprimoramento do setor privado de saúde no País. A parceria – primeira da Atlântica em hospitais já em operação – se constitui na aquisição de 20% do capital social do Grupo pela Companhia, enquanto o Grupo Santa mantém a liderança na gestão operacional dos ativos e 80% de participação no negócio.

Com uma trajetória de 60 anos, o Grupo Santa emerge como parceiro estratégico para a Atlântica no Centro-Oeste. Sua vasta experiência e profundo conhecimento das características locais são evidenciados por sua presença em todos os estados da região e pelo pioneirismo na inauguração do renomado Santa Lúcia, o primeiro hospital privado do Distrito Federal.

A decisão da Atlântica de adquirir participação em um grupo hospitalar já estabelecido está alinhada à estratégia da Companhia de investir em múltiplas frentes do setor privado de saúde. Carlos Marinelli, diretor geral da Atlântica Hospitais e Participações, enfatiza os objetivos da companhia em ampliar sua atuação como investidor na cadeia de valor do setor de saúde.

“A aliança com o Grupo Santa reitera o foco da Atlântica no fomento do setor de Saúde no país. Com contribuições diferentes, cada qual dentro da sua expertise, entendemos que a união com parceiros de renome traz eficiência e qualidade na entrega do serviço à sociedade. Visamos estimular a capilaridade de ativos médicos privados e independentes, proporcionando o acesso a serviços de referência em saúde para uma parcela cada vez maior da sociedade.”, afirma Marinelli.

Segundo Gustavo Fiuza, CEO do Grupo Santa, a parceria impulsionará o desenvolvimento do grupo, elevando a empresa a um novo patamar. “Esta aliança reforça nosso compromisso com a excelência em cuidados de saúde e o nosso desejo de levar a expertise do Grupo Santa ainda mais longe. Vislumbramos novas oportunidades e recursos que irão acelerar nosso crescimento, não somente no Centro-Oeste, mas por todo o Brasil”, afirma Fiuza.

O executivo destaca, ainda, que o Grupo Santa permanecerá independente, atendendo a todos os públicos e operadoras, sem qualquer interferência no mercado de planos de saúde.

Cenário Centro-Oeste

Em constante crescimento, a região Centro-Oeste registrou o maior aumento populacional do País entre 2010 e 2022, com 1,23% – mais que o dobro da média nacional (0,52%), segundo dados do Censo 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Referência do agronegócio, o avanço ressalta o vasto potencial da região, com ampla oportunidade para o desenvolvimento de setores variados, incluindo o de Saúde.

A região Centro-Oeste se destaca por sua relevância econômica e vem registrando avanços de participação no PIB nacional, conforme dados mais recentes do IBGE, do final de 2022. A contribuição da região ao PIB aumentou de 9,9% em 2019 para 10,4% em 2020.

A região segue se destacando em 2023. Levantamento da empresa 4intelligence, com base nos dados do IBGE, apontam que a região foi a de maior expansão no PIB no primeiro trimestre deste ano, em comparação aos últimos três meses de 2022, com 5,2%. O índice da região é mais que o dobro do crescimento do PIB nacional, de 1,9% no mesmo período.


Nos últimos anos, o Centro-Oeste também tem se destacado como líder na geração de empregos formais e informais no Brasil. Entre dezembro de 2019 e março de 2023, a taxa de ocupação na região cresceu 6,8% – quase o triplo do aumento nacional (2,4%) -, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Há um aumento de demanda por estrutura e serviços médicos para diferentes perfis de clientes, bem como pelo serviço hospitalar de excelência na região, isso exige cada vez mais investimentos em saúde e reforça a importância estratégica de um parceiro como o Grupo Santa”, destaca Marinelli.  

MetLife participa de evento com foco em inovação e tecnologia

A MetLife, uma das principais empresas de serviços financeiros do mundo, participou da 14º edição do Digitalks Expo, o principal evento brasileiro de Negócios da Economia Digital e Tecnologia, que reuniu mais de 9 mil pessoas nos dias 23 e 24 de agosto, no São Paulo Expo, na capital paulista. Lideranças da MetLife Brasil participaram durante os dois dias de evento e contribuíram, ao lado de outros especialistas, nos debates sobre oportunidades e desafios do setor.

Paulo Hussar, Head de Transformação de Negócios e Processos na MetLife Brasil, participou como palestrante no painel “Os desafios da digitalização no mercado de seguros”, onde compartilhou insights sobre como a empresa tem se empenhado para superar os desafios da digitalização no setor e levar serviços de proteção e bem-estar para cada vez mais pessoas. O executivo também comentou sobre como a seguradora tem trabalhado com novidades em tecnologia, plataformas e APIs para facilitar esse acesso. “Nosso maior desafio é ampliar o acesso a serviços financeiros e de proteção no país, levando mais segurança para os clientes de uma forma simples, rápida e, sempre que possível, digital”, afirma.

Um estudo global da NTT Data apontou que a pandemia levou 42% das seguradoras a criarem plataformas de negócios digitais, parciais ou completas. Sendo possível considerar que o setor avançou quase um ano somente durante os primeiros 90 dias da pandemia, em 2020, de acordo com o estudo. Para Hussar, a mudança de mindset do time é o primeiro passo para que a digitalização dos negócios aconteça de forma eficiente. “Na MetLife, cientes desses desafios, voltamos o nosso olhar para o ecossistema da companhia e mapeamos ações estratégicas para levar a cultura digital ao nosso time”, finaliza o executivo.

Desde 2022, a seguradora conta com uma área de Transformação de Negócios e Processos, dedicada exclusivamente às estratégias para driblar os desafios da digitalização no setor. Neste período, já foram realizadas entregas importantes para a marca como o App Vida MetLife com uma nova interface, com mais de 30 funcionalidades e que em quatro meses desde o lançamento do seu piloto, já conta com mais de 4.000 usuários.

Durante os dois dias de evento, o Digitalks Expo 2023 permitiu às empresas de diferentes setores novas conexões e discussões interessantes com uma janela para o futuro do digital. O evento contou com mais de 500 palestrantes, em 18 palcos diferentes, promovendo debates com diversas temáticas do mundo digital.

Da bicicleta personalizada ao tênis: como o seguro protege itens pessoais?

Fonte: Infomoney

O que um tênis de colecionador e uma bicicleta personalizada têm em comum? Ambos são itens pessoais que podem ser protegidos por meio da aquisição de seguros pelos seus proprietários.

É o que conta o empresário e colecionador de tênis Rodrigo Clemente, que contratou um seguro para a sua coleção, no episódio desta semana do “Tá Seguro?”, videocast do InfoMoney que descomplica o universo dos seguros, já disponível no YouTube e nas principais plataformas de podcast ( para ouvir no Spotify).

O acervo de Clemente tem mais de 8 mil pares dos itens, também conhecidos como sneakers, que hoje estão reunidos em uma espécie de museu aberto ao público para visitação. Segundo ele, há diversos tênis raros, inclusive assinados por celebridades, como os jogadores de basquete Michael Jordan e Shaquille O’Neal, e o mais caro da coleção chega a custar R$ 1,5 milhão.

Começou quando eu era jogador de basquete e, na época, não tinha muito dinheiro para o tênis, mas eu ganhava muito, e essa paixão acabou seguindo por toda a vida. Depois que eu consegui um pouquinho mais de recursos [financeiros], eu fui conquistando espaço, colocando um pouco mais em casa até o dia que minha esposa olhou para mim e falou que não dava mais para guardar tudo ali. Aí eu montei uma sala dentro do escritório e deixei eles expostos. Cresceu um pouco mais e se tornou um andar. Hoje virou um museu com dois andares e um bunker”, relata Clemente.

O colecionador contratou um seguro para a exposição e precisou catalogar todos os pares que deverão ser revezados nas prateleiras do museu. Para isso, conta com a ajuda do filho de 15 anos que divide com ele a paixão pelos sneakers – e o mesmo número de calçado. “Eu só falo para ele cuidar e não estragar ( ) eu acho que tênis tem que ser usado, não é só para ficar ali exposto, e eu troco todo dia. Ele compõe o que eu vou vestir, ele fala o que eu tenho que usar no dia”, comenta o empresário sobre o papel do tênis no seu dia a dia e a influência no seu estilo pessoal.

Segundo Almir Fernandes, gerente executivo de Portfólio, Serviços e Benefícios da seguradora Brasilseg, o mercado segurador provê soluções para casos como o de Rodrigo: seja protegendo as instalações da coleção, mas também indenizando em caso de roubo de um item pessoal – como um par de tênis.

Em relação às instalações, além da indenização em situações de perdas ou danos causados aos bens guardados no local por incêndio, inundação ou vazamento há um trabalho que antecede. “Tem um trabalho que antecede isso, que todas as seguradoras fazem, que é dar apoio para todo o protecional. Olhando para o museu, que tem aí uma quantidade significativa de itens que são inflamáveis, possivelmente você vai ter que instalar um determinado nível de proteção que preserva o seu bem, que evite que tenha o incêndio. A indústria do seguro é muito mais do que aquilo que efetivamente se vê nos filmes, que se conta que pegou incêndio e teve uma indenização, tem um trabalho preventivo muito grande por trás”, diz Fernandes.

Já em relação ao item pessoal, como um tênis, o executivo da Brasilseg ressalta que um dos produtos oferecidos atualmente é o seguro de itens pessoais, que protege o consumidor em dois pontos:

no mundo digital, monitorando transações digitais que utilizem o CPF e e-mail do segurado, além de transações financeiras feitas sob coação;

no mundo físico, indenizando por uma bolsa roubada e todo o seu conteúdo, considerando um rol de itens que geralmente são guardados ali, como notebook, tablet, celular, óculos – e, por que não, um par de tênis.

Infelizmente nos grandes centros nós estamos passando por uma onda muito grande de roubos rápidos com a intenção de levar a bolsa e o conteúdo”, observa Fernandes. Ele conta ainda que mensalmente a seguradora tem registrado cerca de 200 sinistros (ocorrência do risco previsto no contrato de seguro) do tipo.

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Outro item que tem gerado também muitas indenizações por roubo é o de bicicletas. De acordo com Mariana Miranda, head de Vendas e Marketing da seguradora Akad, 70% dos sinistros da carteira da companhia no segmento são por roubo. “O roubo é a maior dor de fato dos ciclistas hoje, é o que mais acontece”, comenta Mariana. Na Akad, cerca de 100 mil são seguradas. Mas, segundo a executiva, é difícil estimar a proporção entre as 5 milhões de bicicletas que existem hoje no país que contam com algum seguro.

A jornalista Cláudia Mancini faz parte da estatística de quem já passou por algum perrengue com a bike. Ela conta que teve a bicicleta furtada há cerca de 5 anos dentro do condomínio onde morava. Na ocasião, o vizinho de garagem alega ter se confundido e pego, por engano, a de Cláudia no lugar da bicicleta da esposa.

Fiz muita melhoria nela, coloquei um pedal muito mais bacana, mudei todo o sistema de freio, enfim, ela estava meio turbinada”, relata, estimando o valor final da bicicleta em torno de R$ 5 mil. “Trouxe de fora coisas para a bicicleta. Só no pedal eu paguei 80 euros na época”, relembra.

Claudia conta que chegou a registrar uma reclamação no condomínio e fez até um B.O. na polícia. No fim da história, o vizinho acabou pagando para uma loja especializada restaurar a bicicleta com os itens mais próximos da personalização que Claudia havia realizado na sua. “O que aconteceu depois disso? A bicicleta fica dentro do meu apartamento, porque não confio em deixar lá [na garagem do condomínio] nem com cadeado”, alega a ciclista, que diz utilizar a magrela para pedalar em grupo, já que tem receio de ser assaltada. Ou de ir ao mercado, colocar um cadeado e não encontrar a bicicleta ao voltar.

Segundo Mariana, da Akad, de fato para o seguro indenizar um furto é necessário que o ladrão “rompa alguma barreira” – como o cadeado. Outras situações cobertas pelo seguro são acidentes que resultem em dano total ou parcial, gerando a indenização ou reposição do bem, inclusive de partes modificadas do item – como na bicicleta da Claudia, que trocou por um outro pedal. O seguro contempla ainda assistências, como o envio de suporte para solucionar problemas pontuais durante o uso, como quando a corrente se solta no passeio, por exemplo.

Como mensurar o valor de um bem? No caso da bike, a gente faz uma avaliação digital, nos mandam fotos, e a gente consegue fazer a leitura e falar ‘olha só a sua bicicleta custa tanto e você vai ser indenizado por isso’, então não tem surpresa [quanto ao valor da indenização]. O ciclista pode concordar ou não com o valor que tá escrito ali, às vezes ele pode inclusive falar que não concorda e mandar um outro documento [provando o valor do item] e aí a gente faz o seguro considerando todas essas hipóteses. Não é só uma bicicleta nova com nota, a gente também aceita modelos que são modificados ou bicicletas montadas”, explica a executiva da Akad.

Segundo os especialistas, o mercado tem se movimentado para atender as demandas do consumidor, sempre visando proporcionar um equilíbrio entre o risco e o custo para segurar esse risco.

Considerando o mercado de bicicletas, um “teste” já realizado pelo mercado que não teve demanda suficiente, de acordo com Mariana, da Akad, foi o de ofertar uma proteção que “ligasse e desligasse” apenas nos momentos de uso.

Já Fernandes, da Brasilseg, aponta que para o mercado de proteção de tênis, poderiam existir dois caminhos:

um seguro voltado para itens de alto valor, inclusive histórico, sendo tratado quase como uma obra de arte, para o qual o mercado já tem produtos securitários disponíveis;

um seguro massificado, para calçados do dia a dia, com um valor máximo fixo para indenização, devido à frequência maior de roubo ou furto.

“Só que a camada aqui do dia a dia precisaria ter demanda pra isso”, ele pontua.

Se você tem alguma história relacionada ao mundo dos seguros ou dúvida e quer vê-la esclarecida envie para seguros@infomoney.com.br que a gente vai consultar os melhores especialistas para te responder! E sem vergonha, hein? Não existe pergunta boba demais nem específica demais: pode abrir seu coração!

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