10,8 milhões de pessoas têm planos de previdência privada aberta, revela estudo da Fenaprevi

Levantamento realizado pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida — Fenaprevi, referente a maio de 2023, revela que 10,8 milhões de pessoas possuem planos de previdência privada aberta no país. Considerando o último Censo Demográfico, o dado revela que apenas 5,3% da população brasileira está se preparando para uma aposentadoria mais tranquila por meio desses planos.

“O percentual da população coberta pelo sistema de previdência privada é muito baixo. Se considerarmos o sistema como um todo (aberta + fechada), é de, apenas, 7,2%”, diz Edson Franco, presidente da Fenaprevi, que acrescenta: “Tudo isso demonstra que o segmento de previdência privada tem o desafio de aumentar a inclusão previdenciária, para que um maior número de pessoas tenha acesso a essa importante forma de proteção financeira. Os empregadores podem ser um forte aliado para alcance desse objetivo”, explica o executivo.

De acordo com dados da Fenaprevi, apenas 2,3 milhões de pessoas têm planos coletivos (considerando os contratados pelas empresas em favor de seus colaboradores e as demais formas de contratação coletiva), o que equivale a aproximadamente 4,6% dos trabalhadores formais.

Segundo o presidente da Fenaprevi, “os dados revelam que é necessário incentivar os empregadores a ajudar seus colaboradores a se prepararem para o momento da aposentadoria, inclusive no que diz respeito ao aspecto financeiro”.

Setor acumula R$ 1,3 trilhão em ativos

O setor acumula R$ 1,3 trilhão em ativos, montante equivalente a 12,5% do PIB brasileiro e 12,9% acima do registrado em maio de 2022. Apenas em maio foram aportados R$ 13,3 bilhões em planos de previdência privada aberta, o que levou o resultado acumulado nos cinco primeiros meses de 2023 para R$ 63,7 bilhões, valor 2,3% acima do observado no mesmo período do ano passado.

Entre janeiro e maio deste ano foram resgatados R$ 55,3 bilhões, levando a captação líquida do setor – que significa o resultado dos aportes menos os resgates – para R$ 8,4 bilhões.

Considerando-se apenas o mês de maio, a captação líquida foi de R$ 1,9 bilhão, enquanto os resgates somaram R$ 11,4 bilhões no mês, elevação de 10,3% em relação a maio de 2022.

Plano tipo VGBL é o produto favorito

Na análise da captação bruta dos cinco primeiros meses do ano por produto, verifica-se que R$ 58,1 bilhões (91,1% do total) foram aportados nos planos VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre; R$ 4,5 bilhões (7% do total) foram para a modalidade PGBL – Planos Gerador de Benefício Livre; e R$ 1,2 bilhão (1,9% do total) foram destinados aos planos Tradicionais e FAPI – Fundos de Aposentadoria Programada Individual.

SulAmérica patrocina blocos de Ivete Sangalo e Claudia Leitte

Fonte: SulAmérica

Com o objetivo de ampliar ainda mais sua presença no Nordeste, a SulAmérica patrocinará, pela primeira vez, os blocos “Largadinho”, de Claudia Leitte (21.07), e “Village”, de Ivete Sangalo (22 e 23.07), no Fortal 2023, um dos maiores festivais de música do Nordeste. A edição de 30 anos do evento acontece entre os dias 20 e 23 de julho, na ‘Cidade Fortal’, parque localizado em Fortaleza (CE). A seguradora também estará presente nos camarotes durante os 4 dias de festa.

Com o patrocínio, a SulAmérica reforça sua ligação com o público do Ceará e região e com a cultura nordestina. “O Fortal reúne diferentes comunidades que buscam na cultura uma forma de bem-estar e diversão. Estar presente nesse evento nos conecta a esse mesmo objetivo. Acreditamos firmemente no potencial dessa região, por isso temos investido em soluções pensadas nas necessidades do consumidor local. Queremos dar cada vez mais força para os nossos corretores do Nordeste com a oferta de produtos qualificados e acessíveis”, afirma Raquel Reis, CEO de Saúde e Odonto da SulAmérica.

Presença em Fortaleza

Em fevereiro deste ano, a empresa expandiu sua carteira de produtos com o lançamento do Direto Mais Fortaleza, com a proposta de ampliar o acesso à saúde de qualidade e oferecer uma rede inteligente e de excelência, abrangência nacional e o melhor custo-benefício para os moradores de Fortaleza. Dessa forma, a companhia amplia o portfólio de soluções em planos de saúde para empresas com sede na capital cearense. Após estudar a região para entender as necessidades locais, a empresa anunciou a chegada do produto de midticket.

Reis destaca a importância da ampliação do portfólio da empresa. “Estamos introduzindo um modelo inovador no mercado de saúde suplementar fora do eixo Rio-São Paulo para, dessa forma, aumentar o acesso à saúde de qualidade e contribuir para a sustentabilidade do sistema de saúde, uma vez que trabalhamos também com foco na prevenção e na Saúde Integral das pessoas.”

Seguradoras e corretores devem ser consultores dos produtores rurais, sugere Secretário da Agricultura de SP

antonio Junqueira secretario de agricultura de SP

O anúncio do Plano Safra 2023/2024 pelo governo Lula deixou uma insatisfação no tocante ao subsídio rural, ao manter o valor em R$ 1 bilhão, quando a meta dos produtores era dobrar o volume de recursos. A pauta ainda persiste no mundo agro. Se chegar a R$ 2 bilhões, o valor segurado poderia passar dos R$ 68 bilhões para R$ 86 bilhões. Em 2022, com o mesmo orçamento de 2021, mas com preços maiores dos seguros, os números caíram de 14 milhões para 7 milhões de hectares, de 217 mil para 125 mil apólices emitidas e de 121 mil para 78 mil produtores. O valor segurado recuou de 68,2 bilhões para R$ 43 bilhões.

“Todo o setor ficou frustrado. O seguro é algo fundamental na vida das pessoas. Não entendo como até hoje, falando como produtor, as autoridades não resolveram esses problemas”, afirmou Antonio Junqueira, Secretario de Abastecimento e Agricultura do Estado de São Paulo, em entrevista ao blog Sonho Seguro (o vídeo completo pode ser visto no canal do Youtube).

Nos quase R$ 500 bilhões do plano safra, são R$ 364,22 bilhões vão apoiar a produção agropecuária nacional de médios e grandes produtores rurais até junho de 2024, o Pronaf contará com R$ 71,6 bilhões de crédito rural no total, e R$ 6,1 bilhões vão sustentar ações como compras públicas, assistência técnica e extensão rural. “Diante desses números o seguro passa a ser irrisório. Isso tem de mudar”, comentou.

Segundo o secretário, o seguro é uma coisa fundamental na vida das pessoas. “Entendo que não existe um histórico de dados na área de seguro rural e por isso toda esta dificuldade. Na área de veículos já existe este histórico. Mas nós seremos os maiores produtores de alimentos do mundo, os conservadores ambientais e precisamos ter um seguro decente neste país. Isso que eu rogo as autoridades”, disse. 

Logo após a divulgação do Plano Safra, em julho, o Junqueira participou de um evento promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), onde o Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, esteve presente para detalhar ainda mais o plano do governo. “Muitas pessoas questionaram sobre o seguro. É uma forma inteligente de fazer com que as pessoas não fiquem renegociando dívidas intermináveis. Seguro é um mecanismo moderno para quem quer ser o maior fornecedor de alimentos do mundo. Por isso precisamos rever isso urgentemente”, afirmou. 

Em entrevista a BandNews no último domingo, dia 16, Fávaro citou que o modelo do seguro agrícola no Brasil está deficitário se considerar os últimos 16 anos. “R$ 3 bilhões negativos. Se neste período não ficou positivo, é hora de mudar”, citou na entrevista. “Temos de discutir um novo modelo. Vi o modelo adotado no México, uma alternativa mais moderna e eficiente, e já começamos a tomar providências. Temos de ter um seguro agrícola eficiente no Brasil”, acrescentou o ministro.

O secretário de São Paulo vai no mesmo caminho. “Contamos com as seguradoras com projetos modernos e inteligentes para atender o agronegócio. Um trabalho bem-feito pelos corretores de seguros e pelas seguradoras para agricultura abre portas para proteger a propriedade e as famílias de um setor que carrega o PIB brasileiro. O corretor deve ser um consultor para essas famílias, trazendo a eles outros serviços, ajudando no planejamento sucessório. Temos na área rural uma gama enorme para ser estudada pelo setor de seguros”, sugere o secretário da agricultura de São Paulo. 

Ele conta que a Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA-SP) disponibilizou R$ 85 milhões em 2023 para o Programa Estadual de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap Banagro). O volume representa crescimento de 10% em relação ao ano passado. “Os produtores consumiram muito bem a oferta”, comentou.

De 2009 até 2022, o programa liberou R$ 468 milhões em subvenção por meio de 159 mil apólices para segurar cerca de R$ 30 bilhões em quase 10 milhões de hectares. A soja foi a cultura mais beneficiada, com R$ 138 milhões subsidiados, aproximadamente 30% do total, para 3,6 milhões de hectares.

Para 2023, as culturas de soja e de cana-de-açúcar terão limite de 20% do volume total do programa, enquanto as outras atividades poderão receber até 30% dos recursos do valor do prêmio líquido total de seguro rural contratado. O valor máximo por subvenção é de R$ 25 mil por descrição.

Como fazer o cliente ler (e entender) os contratos de seguro?

Eis aqui o novo artigo publicado no InfoMoney.

Todos já sabem que o mercado de seguros quer crescer. Um estudo da CNseg, a confederação das seguradoras, tem a ambição de aumentar em 20% a parcela da população atendida pelos diversos produtos dos segmentos de seguros, previdência aberta, saúde suplementar e capitalização. Isso, em termos de receitas, significa elevar a participação do setor dos atuais 6,4% para 10% em 2030.

São muitas as mudanças necessárias, na economia e no setor, para se atingir este objetivo. Uma delas tem me encantado: o legal design. “Trata-se de uma abordagem focada no uso de recursos de experiência do usuário e design para a transformação de documentos jurídicos”, diz Felipe Faraj, superintendente jurídico da AXA, uma das seguradoras mais adiantadas nesse tema crucial para o setor de seguros avançar.

Ele é prioritário pois está intrinsecamente ligado à experiência do consumidor, que é quem realmente vai ditar o crescimento do setor. Se ele gostar do produto e achar útil, compra. Simples assim. Como o maior grupo segurador da França tem um plano ambicioso para o Brasil, melhorar a experiência do consumidor é parte prioritária do seu plano estratégico para o período entre 2023 a 2027, que tem como meta posicionar a companhia entre as cinco maiores nos ramos em que atua. Em 2022, a AXA entrou para o clube do bilhão, com vendas de R$ 1,4 bilhão, ao incorporar a XL, seguradora de grandes riscos. A meta para 2023 é chegar a R$ 1,7 bilhão.

São pequenas mudanças com grandes impactos. “Estamos participando de uma concorrência para ser a seguradora parceira de uma grande empresa do segmento financeiro e eles nos apontaram o legal design como um diferencial. A empresa disse que nunca tinha visto um contrato no qual se terminasse a leitura sem dúvidas do que estava comprando”, diz Faraj.

Realmente, ter uma melhor experiência em direitos e obrigações é um tema urgente. Hoje, as pessoas vão apertando “aceito” em tudo na internet, pois querem acessar logo os dados. Então correm um risco enorme, como mostra o episódio “A Joan é Péssima”, da sexta temporada da série “Black Mirror”. Vale assistir para parar de clicar por aí em “aceito” sem ler os termos e condições.

Em seguros, o problema nem é dar “sim” para tudo, mas não ser estimulado a ler o que está comprando. E quando lê, não entender. Esse é o grande desafio de Faraj. “Queremos que o nosso cliente leia, entenda e depois disso decida-se pela compra. Nossa meta é aumentar as vendas e reduzir em 12% todas as ações judiciais que envolvem produtos para pessoas físicas e 8% nos produtos para pessoas jurídicas”, diz.

A ambição do executivo é que esse projeto mude a forma pela qual o cliente enxerga os produtos securitários. Atualmente, o que se vê no setor são várias páginas com regras tão entediantes, tanto pelo formato como pelo conteúdo repleto de jargões técnicos, que ninguém lê. “Nos debruçamos neste tema e o engajamento de toda a companhia tem sido decisivo para o sucesso desta importante virada na experiência do cliente, que passa a ter um clausulado simples e transparente, que realmente contribui para o melhor entendimento sobre o que ele está comprando “, diz Faraj.

Faraj afirma que o legal design tem como pano de fundo a empatia com o consumidor. O trabalho é árduo na AXA, pois a seguradora atua em diversos segmentos — de grandes riscos, como grandes obras, até seguros massificados, como a proteção financeira de um celular. “Estamos construindo um clausulado inclusivo, que considere diversos aspectos, como faixa etária, gênero, nível cultural e graus de escolaridade dos consumidores”, diz.

Todos os contratos da AXA passarão por essa mudança. O primeiro passo foi mapear os clientes e deixar o contrato maleável para cada tipo de produto. Definição do problema, criação do conteúdo e design já são etapas prontas para alguns produtos, que passam a ser testados para realmente ter a certificação de que o consumidor entendeu a regra do jogo.

Segundo Faraj, os resultados ajudam a redefinir problemas e necessidades. Ele cita como exemplo uma apólice de seguro para celular, vendida aos clientes de varejistas. “Ela tem um conteúdo sem qualquer jargão e imagens para ilustrar a situação em que o seguro deve ser acionado. Nesse caso, o principal embate estava na definição de roubo, furto qualificado ou simples, que ficam explícitas com a descrição da situação, que, inclusive, pode contar com ilustrações”, diz.

Apesar de a Susep (Superintendência de Seguro Privados) já ter flexibilizado a regulação, privilegiando um processo de simplificação no clausulado, ainda é preciso usar alguns jargões nos contratos. “Mas eles são explicados e estão disponíveis para leitura por meio de um QR Code com mais detalhes”, diz o executivo.

Faraj cita uma pesquisa sobre legal design com diversos segmentos. Segundo ele, nos contratos tradicionais, os pontos de interação dos consumidores se concentram no cabeçalho e na assinatura. Ou seja, sem leitura do clausulado. Já nos contratos que já estão no novo formato, os pontos de atenção se espalham por todo o documento. “O resultado é que a receptividade dos tribunais tem sido positiva, o que estimula as empresas a investirem tempo e recursos no legal design”, afirma.

Em setembro, o executivo participará de um congresso sobre o tema na Finlândia, para compartilhar experiências e entender as novas tendências para aprimorar o projeto local. Segue o link do evento para quem quiser acompanhar este tema.

Grupo BMS adquire a corretora de resseguros brasileira KNW

José Leão, CEO of BMS Re

A BMS Re, braço especializado em resseguros do grupo global de corretagem BMS, anunciou a aquisição da corretora de resseguros KNW, com sede em São Paulo. Com a aquisição, a BMS dá mais um passo importante em seu projeto de expansão na América Latina e amplia a sua proposta de valores aos clientes e parceiros no Brasil.

A KNW é uma corretora de resseguros brasileira, com profunda experiência em fornecer soluções de resseguro sob medida para seus clientes em segmentos tradicionais e especializados, tais como riscos de energia, patrimonial, construção, marítimos, testes clínicos e obras de artes. Ela se destaca na colocação de resseguro facultativo e soluções para portfólios, a fazendo uma parceira ideal para a operação atual da BMS Re no Brasil. 

A equipe executiva da KNW, Márcio Ribeiro, CEO; Rafael Abad, CFO; trabalharão ao lado de Jose Leão, CEO da BMS Re Brasil, na integração das duas empresas. De acordo com José Leão, a aquisição é estratégica para os projetos de expansão do grupo. “A aquisição da KNW se alinha perfeitamente com a visão de crescimento da BMS, pois, à medida que expandimos, priorizamos aquisições estratégicas de companhias que estejam alinhadas com nossa cultura, modelo de atuação e que agregam valor em nossa proposta de serviços aos nossos clientes”, afirma o CEO.

Segundo Leão, a reputação do time da KNW no Brasil complementará a equipe existente e consolidará a BMS como a corretora de resseguros de preferência para os clientes e parceiros. “Estou animado para receber Marcio e seu time na BMS Re”.

marcio ribeiro corretora KNW Brokers

“A BMS Re é reconhecida por combinar uma ampla gama de soluções de resseguro competitivas e inovadoras com um conhecimento profundo dos seus mercados e clientes. Todos nós da KNW estamos entusiasmados com a mudança e satisfeitos por fazer parte da BMS Re”, Abad. A visão é compartilhada por Márcio Ribeiro, CEO da KNW. “Unir nossas empresas e juntar nossas experiencias locais tornará ainda mais valorizada a oferta de serviços da BMS Re Brasil.” diz Ribeiro.

A aquisição é mais um passo de aceleração na ambição da BMS Re de expandir seus negócios de resseguro na América Latina, desde a promoção de Juan Carlos Gomez a CEO da BMS Re América Latina e Caribe no início deste ano, bem como as recentes aquisições da corretora de resseguros especializada com sede na Cidade do México, Calomex, em 2022, e da PWS México em 2021.

Bruno Porte chega à AXA Seguros em cenário de transformação

Bruno Porto AXA

Bruno Porte está animado por chegar à AXA no primeiro ano de um novo ciclo de planejamento estratégico, que tem como objetivo colocar a seguradora entre as cinco maiores do mercado brasileiro no segmento em que atua até 2027. O executivo acaba de chegar de um evento que reuniu, na França, a liderança executiva do Grupo AXA, com pessoas de mais de 50 países. Ele afirma que o Brasil é uma prioridade e que a seguradora francesa tem apetite para aproveitar as oportunidades em mercados internacionais.

“Temos o desafio de preparar a seguradora para o futuro, viabilizando com a tecnologia maior diversificação de produtos, canais de distribuição e ganhos de eficiência, tendo em mente proporcionar a melhor experiência para nossos colaboradores, parceiros de negócios e clientes”, diz o vice-presidente de transformação e tecnologia da AXA no Brasil ao Sonho Seguro.

O principal pilar da estratégia 2023 a 2027 tem como base a visão 360 graus do cliente. Para isso, a seguradora tem revisitado produtos, diversificando a atuação, como mostra o lançamento do seguro auto frota em junho, e tem na pauta uma série de lançamentos para o segundo semestre deste ano e início de 2024, o que contempla a inclusão de vários produtos em plataformas digitais, para que sejam distribuídos em versões padronizadas para PMEs.

“A tecnologia é a base para aprimorarmos toda a companhia para este crescimento com base em dados e no digital. Temos uma plataforma pronta e uma nova que vem sendo construída para facilitar a vida do corretor e ajudá-lo a crescer com a diversificação de produtos com ofertas assertivas e simplificadas”, diz. 

A ideia é ter um sistema unificado para transacionar informações e dados de diversos parceiros, fornecedores e clientes com uma visão única. Essa integração permitirá também aprimorar a inteligência de dados da companhia, possibilitando que todas as áreas criem produtos e soluções mais assertivas.

A AXA também está finalizando a adaptação ao Sistema de Registro de Operações (SRO), que possibilitará a fiscalização do setor de forma online. A carteira de vida é a única que falta entrar no sistema, o que acontecerá nos próximos meses.

O SRO, além de conferir mais governança e transparência ao setor, com a padronização de informações e a agilidade no acesso a dados, vem facilitando o ingresso das seguradoras no open insurance, ou sistema de seguros aberto. “A conexão com o Open Finance também estará pronta no início de 2024”, adianta Porte. “Estamos falando do processamento mensal de apólices, endossos, atendimento ao cliente em diversos canais de mais de 3 milhões de clientes. É um mundo de dados para analisarmos e irmos além na nossa entrega diária ao cliente final”. 

WhatsApp se destaca na comunicação entre seguradoras e clientes no Brasil

Fonte: Bain

Nova pesquisa realizada pela Bain & Company a partir de dados do NPS Prism teve como objetivo avaliar a relevância dos canais de comunicação e sua avaliação de acordo com os clientes das seguradoras no Brasil. O levantamento mostra que o WhatsApp obteve o crescimento mais expressivo de todos os meios utilizados, passando de 13% para 19% entre 2021 e  2022. 

A ferramenta indica que os consumidores estão ampliando o uso da comunicação digital com as companhias de seguros, seja para realizar gestão de apólice ou comunicar sinistros. Outro fator que reforça essa descoberta é que o uso de aplicativos das seguradoras também cresceu, alcançando 23% dos usuários em 2022 (ante os 18% de 2021). Isso não significa que os demais canais tenham sido abandonados pelos consumidores, mas sinaliza a tendência para uma mudança de comportamento.

A adoção do WhatsApp pelos usuários ocorre para os mais diferentes usos, e inclui desde interações rotineiras de gestão do seguro até contatos mais sensíveis, como a solicitação de assistência ou pagamentos. Esse contato vem ganhando força nos últimos semestres e, ao comparar seu Net Promoter Score (NPS) com os demais canais, fica evidente que o cliente fica mais satisfeito com as conversas via WhatsApp. O NPS, criado por Frederick F. Reichheld, um dos sócios da Bain, é utilizado em todo o mundo como um dos principais instrumentos para avaliação da satisfação do cliente. 

A pesquisa do NPS Prism apurou que o WhatsApp funciona tanto como um ponto de contato primário, no início dos protocolos de atendimento, como um canal suplementar, o qual serve para registrar números de protocolo ou para informar o andamento de solicitações iniciadas por meio de outros canais, por exemplo. No entanto, a experiência do usuário geralmente é mais positiva em interações humanas, quando comparadas com contatos via chatbots ou híbridos – tendência que a pesquisa também identificou no uso do chat online. 

Hoje, o WhatsApp ocupa o segundo lugar tanto em utilização quanto em satisfação do usuário, considerando-se os quatro canais digitais pesquisados. Além disso, tem a preferência de clientes mais jovens, pois é usado por 20% das pessoas entre 18 e 39 anos, contra 14% dos usuários com mais de 50 anos. 

Uma vez que a pesquisa NPS Prism mostra que os usuários atualmente preferem o atendimento realizado por humanos, a Bain identifica uma grande oportunidade de otimização na comunicação robotizada. Com os recentes desenvolvimentos na tecnologia de inteligência artificial, essa jornada de melhoria nos canais digitais pode ser facilitada com o aumento na personalização e na assertividade das interações com clientes. Dessa forma, o WhatsApp pode se tornar, em um futuro nada distante, a escolha preferencial dos usuários para suas interações com as companhias de seguro.

Seguro cobre danos causados por ciclone?

ciclone sul seguradoras

por Jamile Niero, do InfoMoney

Queda de árvore, destelhamento e alagamento são os casos mais comuns em eventos climáticos como esse, porém, nem todos estão cobertos nos seguros básicos O ciclone extratropical que vem atingindo boa parte do Sul do Brasil desde quarta-feira (12) já deixou rastros de destruição na região. Só no Rio Grande do Sul, 52 municípios foram atingidos pelas chuvas volumosas previstas, além de queda de granizo, inundação, alagamento e vendaval, que foram algumas das causas das perdas materiais.

Pouco mais de 800 mil pessoas também ficaram sem luz, além dos registros de uma morte e 23 pessoas feridas. A estimativa da Defesa Civil do estado é que 17.399 pessoas foram afetadas pelo evento climático.

Santa Catarina chegou a registrar ventos intensos que atingiram a casa dos 100 km/h, com quedas de árvores pela raiz e o desabamento de um galpão na região Oeste, com mais de 80 municípios atingidos, segundo relatou a Defesa Civil local.

O que o seguro cobre e o que não cobre?

Segundo os especialistas do mercado de seguros consultados pelo InfoMoney, os seguros podem cobrir boa parte desses danos. Contudo, a maioria não está inclusa nos pacotes mais básicos dos planos patrimoniais contratados – como o automóvel, o residencial e o empresarial, e precisam ser contratadas à parte.

É o caso das coberturas para granizo, dano elétrico, alagamento e vendaval, que podem ser adquiridas adicionalmente ao seguro residencial ou empresarial, por exemplo. A cobertura para vendaval é a mais acionada pelos segurados quando há ocorrência de ciclones.

“Dá amparo a destelhamento e eventual queda de árvore, tudo que for causado diretamente pelo vento estaria na cobertura de vendaval, como objetos vindo de outros vizinhos que atingiram imóveis, como letreiros, telhados, etc.”, explica Magda Truvilhano, vice-presidente da comissão de Riscos Patrimoniais Massificados da FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais).

Ricardo Pansera, vice-presidente da Fenacor (Federação Nacional dos Corretores de Seguros) para a região Sul, comenta que, de fato, tem recebido relatos de colegas corretores que operam na região sobre diversos destelhamentos, de postos de gasolina a galpões – inclusive de um famoso festival, a “Festa do Peixe”, que ocorre em Tramandaí, no litoral norte gaúcho, e teve as atividades paralisadas para manutenção do telhado. Pansera conta que no outro ciclone que atingiu o estado, em agosto de 2022, somente a sua corretora chegou a registrar 100 casos do tipo.

De acordo com o corretor, outro caso comum são os alagamentos decorrentes dos rios que enchem e transbordam, atingindo imóveis ao redor, seja pela intensidade da precipitação ou até por chuvas mais amenas, porém contínuas. Ele alega existir uma certa dificuldade na disponibilização dessa cobertura pelas seguradoras junto aos produtos tradicionais, justamente porque é preciso contratar à parte. “Não quer dizer que não tenham ou não façam, mas aí tem que fazer um pedido e ela faz uma extensão. E quando o segurado pede, ele tem um certo risco, de sofrer ali o alagamento. E tem seguradora que não aceita”, aponta Pansera.

“Tivemos um caso de alagamento de uma empresa próxima do rio que transbordou, mas o cliente não contratou essa cobertura”, conta também Guilherme Bini, diretor territorial da seguradora Mapfre para a região Sul. Por isso, ele destaca que é importante entender todos os riscos aos quais o consumidor – seja pessoa física ou jurídica – está exposto para contratar as coberturas e valores de indenização mais adequados ao seu caso.

Além disso, é importante sempre estar em dia com a manutenção do local. Isso vale para a calha da residência ou empresa, que deverá estar limpa de folhas, por exemplo, para evitar entupimento. “Se não fizer manutenção da calha, teve entupimento e transbordamento, não terá cobertura. Mas se a calha for danificada por uma chuva de granizo e tiver essa cobertura, estará coberto”, alerta o diretor da Mapfre.

Outro exemplo é o de um vídeo circulando nas redes sociais, gravado na quarta (12) em Chapecó (SC), que mostra um automóvel atingido por uma placa de um posto de gasolina que se desprendeu, saiu voando com o vento e atingiu o veículo que estava parado na rua. “Se o posto tinha um seguro de Responsabilidade Civil, estaria coberto”, explica.

Uma cobertura de responsabilidade civil garante, ao segurado responsável por danos causados a terceiros, a proteção contra as indenizações a que for obrigado a efetuar, a título de reparação, por exemplo, por decisão judicial ou por acordo com os terceiros prejudicados. “Se o veículo tiver o seguro compreensivo, também estaria amparado”, continua Bini. O seguro compreensivo garante a indenização em caso de roubo, furto, incêndio e casos de intempéries, como chuva, vento ou queda de árvore sobre o veículo, incluindo ainda a submersão parcial ou total do veículo em água doce, proveniente de enchentes ou inundações.

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Já quem teve problema de queda de energia, resultando em algum dano elétrico, é necessário ter a cobertura específica contratada para obter indenização. Um dano elétrico costuma ser caracterizado quando aparelhos ou condutores elétricos apresentem, por causas diversas, defeitos que provoquem, com ou sem curto-circuito, superaquecimento e, consequentemente, derretimento de metais de ponto de fusão mais baixo, como, por exemplo, o cobre, que é o condutor de eletricidade mais utilizado. É comum aparecer até chamas residuais, contudo, sem incêndio nem dano causado pelo fogo, apenas na parte elétrica.

O que fazer se minha casa, carro ou empresa forem atingidos?

O primeiro passo para o segurado é contatar a assistência 24h da seguradora, que providenciará o atendimento emergencial para que o dano não seja agravado. Ou seja, se o automóvel foi atingido por uma árvore, poderá ser enviado um guincho para a retirada do veículo e posterior encaminhamento à oficina.

Se houve um destelhamento na residência ou empresa, a seguradora poderá enviar uma equipe para cobrir a falta de telhas com uma lona e evitar que vento ou água invadam ainda mais o local. Ou, ainda, dependendo do caso, o próprio segurado poderá providenciar o reparo emergencial para ser posteriormente indenizado. Nessa situação, a indicação é de sempre seguir o que a central de atendimento orientou e registrar tudo por fotos e vídeos para documentar todo o processo e garantir a indenização.

Magda, da FenSeg, destaca que as seguradoras têm adotado a agilidade e a simplificação nos processos como boa prática em eventos catastróficos como esse vivenciado pelo sul do país (a exemplo do que foi feito em fevereiro em São Sebastião, litoral paulista). “O que acaba acontecendo quando temos um evento assim, é que as pessoas acabam demorando um pouco para abrir o sinistro (ocorrência do risco previsto no contrato de seguro). Elas acabam abrindo até um, dois ou três dias depois do acontecido. O que as seguradoras fazem para simplificar é abrir pontos de atendimento perto, porque a dúvida em relação a ocorrência do sinistro não existe, então as seguradoras simplificam o processo para agilizar”, pontua.

Mobilização para atendimento

A Mapfre ainda não tem números exatos dos atendimentos realizados desde o início da passagem do ciclone, mas já implementou um plano de contingência para viabilizar atendimento prioritário aos segurados. Entre as medidas adotadas está o reforço no número de profissionais da sua rede de assistência 24 horas, da equipe de atendimento ao cliente e de peritagem de sinistros. A mobilização inclui monitoramento em tempo real de seus prestadores e abrange diversos tipos de seguros, como automóveis, residenciais, empresariais, rurais, entre outros.

Outra seguradora, a Zurich, informou que possui um protocolo específico para lidar com emergências no serviço de assistência 24 horas. “Embora não tenha havido atendimentos nas regiões atingidas, por experiência, a maioria dos acionamentos costumam vir após a baixa do nível da água e após o reestabelecimento da rede de energia e internet nestes locais”, comenta Fabio Leme, diretor executivo de Personal Lines da Zurich, informando ainda que a situação está sendo “monitorada hora a hora” pela companhia.

O executivo conta que já foi definido um plano de contingência, com atendimento que prioriza a agilidade, em um modelo no qual o regulador tem a autoridade para tomar a decisão final de aprovar ou negar o sinistro, bem como determinar o valor da indenização, com base em sua análise durante a vistoria. Agilizando, assim, o processo de regulação do sinistro.

A Bradesco Seguros também reforçou o atendimento na região. Entre as medidas, estão atendimento específico para assuntos relacionados a vendaval, chuva e outros fenômenos naturais extremos aos clientes do Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Até o momento, a seguradora contabiliza mais de 60 chamados especiais na região.

“Essa mobilização, em caráter especial, é estendida até a normalização do número de sinistros na região atingida. Para manter a excelência do serviço oferecido aos segurados, mesmo em um período de adversidade, reforçamos o contingente para dar um suporte ao aumento da demanda, a fim de agilizar o processo de indenização”, explica o superintendente executivo de Operações da Bradesco, Carlos Oliva.

Há cerca de um mês, a região Sul já havia sido atingida por um fenômeno natural extremo. Na ocasião, a Bradesco Seguros realizou mobilização específica nas cidades de Porto Alegre, Gravataí, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Viamão, Sapucaia do Sul, Canoas, Cidreira, Esteio e Tramandaí. A seguradora abriu atendimento para mais de 120 sinistros de seguros residenciais e empresariais. Desse total, cerca de 90% correspondem apenas ao seguro residencial.

Com as fortes chuvas que atingiram, principalmente, as regiões Sul e Sudeste no primeiro trimestre deste ano, a Bradesco Seguros registrou mais de 85 mil chamados emergenciais de assistências residenciais, empresariais e mais de 38 mil para automóveis.

HDI Seguros adota ações especiais para atendimento no Sul do país

Fonte: HDI

A HDI Seguros, lamenta e está atenta aos últimos acontecimentos causados pela chegada de um ciclone extratropical, nas regiões do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

A companhia se mobilizou para prestar atendimento de forma ágil e eficiente. Além da expansão e deslocamento de equipe, para acompanhar a regulação e suporte, houve também o reforço de lonas alugadas e remanejadas para prestar assistência imediata.

Entre outras ações, a companhia:

▪ Reforçou as equipes de sinistro e de atendimento 24h para atender as necessidades do Sul do país; 

▪ Aumentou a capacidade nas reguladoras para prestar atendimento durante o final de semana;

▪ Prestou serviços emergenciais como reboque de veículos danificados, além da colocação de lonas protetoras em residências visando minimizar os impactos causados pelo vendaval. 

Todas as ações coordenadas pela HDI estão focadas na proteção dos segurados e os grupos de atendimento trabalham incansavelmente para garantir o bem-estar de todos. 

Seguradoras arrecadam R$ 148,8 bilhões até maio, segundo Susep

Alessandro Octaviani Susep

As seguradoras arrecadaram R$ 148,86 bilhões entre janeiro e maio de 2023, alta de 7,9% em relação ao mesmo período de 2022. Os segmentos de seguros de danos e pessoas, excluindo-se o VGBL, apresentaram crescimento de 13,3% no acumulado até maio de 2023, em relação ao mesmo período de 2022, com uma arrecadação acumulada de R$ 73 bilhões.

Para o superintendente da Susep (Superintendência de Seguros Privados), Alessandro Octaviani, a prosperidade do setor deve ser celebrada, mas acompanhada de alguns cuidados por parte dos consumidores. “O mercado segue em crescimento, e muitas vezes um cenário positivo e de confiança no setor pode ser visto como oportunidade para golpes por parte de pessoas mal-intencionadas. Por isso, antes da contratação de qualquer produto de seguro, a Susep orienta que seja realizada uma pesquisa sobre a empresa para certificar que ela é autorizada a operar”, ressalta.

Ainda de acordo com a resenha mensal de maio divulgada pela Susep, os seguros de danos continuam apresentando bom desempenho, com crescimento de 16% na arrecadação de prêmios na comparação do acumulado até o quinto mês de 2023 com o mesmo período de 2022.

Na linha de seguros de pessoas, o seguro de vida teve destaque, atingindo o montante acumulado de R$ 11,75 bilhões, valor que representa um crescimento de 10,9% em relação ao mesmo período de 2022.

As indenizações, resgates e sorteios dos segmentos supervisionados pela Susep retornaram à sociedade mais de R$ 20 bilhões em maio de 2023. No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, o total foi de R$ 96,05 bilhões.