CNseg estreia patrocínio com atletas olímpicos para estimular a proteção financeira

Fonte: CNseg 

A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) escolheu o Esporte como uma nova frente de marketing para educar o público sobre a importância dos seguros, previdência privada, saúde suplementar e capitalização. A partir de setembro, a entidade lança a ação “Seguros pra tudo e pra todos. Apoiando o esporte, mudando vidas” com três atletas olímpicos. Beatriz Ferreira, do boxe; Daniel Cargnin, do judô; e Darlan Romani, do atletismo (arremesso de peso), são os escolhidos para levantar a bandeira da pluralidade e importância do seguro até o final das Olimpíadas de Paris, que acontece de 26 de julho até 11 de agosto de 2024. A iniciativa conta com a Spark como agência de marketing de influência parceira. 

Carla Simões, superintendente-executiva de Comunicação e Marketing da CNseg, ressalta que a ação integra a nova estratégia da Confederação que visa democratizar o conhecimento e, também, o acesso aos seguros. “Durante muito tempo, o mercado segurador se comunicou de uma maneira muito técnica. Entendemos que para impactar de maneira assertiva toda a população, foi essencial redesenhar a estratégia de comunicação. Essa nova ação vai impactar novos públicos e especialmente os jovens. Gosto demais da imagem e da história que os atletas são capazes de contar”, explica. 

Durante o ciclo olímpico, período em que ocorrem torneios de qualificação e preparação para as Olimpíadas, os atletas brasileiros vão produzir vídeos e stories para as redes sociais conectando o dia a dia deles com os produtos do mercado segurador.  A ideia é desmistificar a imagem do seguro e reforçar a cultura, pluralidade e importância dos produtos, seja para proteger vidas ou bens. Além disso, a ação contempla a presença dos atletas em eventos da CNseg.  

A ação integra o conjunto de estratégias do Programa de Desenvolvimento do Mercado Segurador (PDMS) que visa aumentar a parcela da população atendida por seguros em 20%, e a participação no PIB dos atuais 6,2% para 10% até 2030, em termos de arrecadação. 

“O Darlan, a Bia e o Daniel são atletas renomados com histórico de carreira e resultados excelentes. Gostaria que a história deles inspirasse a todos e nos unisse, no ano que vem, para torcermos por grandes conquistas em Paris”, conclui Simões.  

CEO da Liberty Seguros discute a importância da personalização de produtos no CONAREC 2023

Fonte: Liberty

A Liberty Seguros, uma das principais seguradoras do Brasil, marcou presença no CONAREC 2023, maior evento de Customer Experience da América Latina. Representando a companhia, a CEO, Patricia Chacon, participou do painel “Diferentes propósitos x diferentes valores: como as empresas se preparam para atender às diferentes gerações?”, no qual reforçou a importância de se compreender a necessidade e o momento de cada pessoa para oferecer produtos personalizados em seguros.

Durante a troca, que ocorreu ontem, dia 13, segundo dia do evento, a executiva também pontuou que a Inteligência Artificial (IA) é utilizada na Liberty como meio, e não como fim. Dessa forma, o uso dessa tecnologia precisa ser pensado para remover fricção e deixar as jornadas dos consumidores mais fluidas. Tal premissa é diretamente conectada ao trabalho que a Liberty desenvolve há anos para oferecer aos seus clientes e parceiros as melhores jornadas de uso dos serviços, sempre alavancando as soluções digitais, onde fazem sentido, e empregando metodologias ágeis que possibilitam mais iterações com os clientes na concepção da melhor solução.  

“Na Liberty, entender o cliente é o início do processo de desenvolvimento de soluções personalizadas. A partir disso, conseguimos oferecer opções de produtos, ferramentas e atendimento que correspondam às necessidades e aos momentos de vida das pessoas”, comenta Patricia. “Compreender a fundo as expectativas dos consumidores é imperativo no contexto de rápidas transformações sociais que temos vivido. A escuta ativa e as trocas são fundamentais, como o que fizemos durante o CONAREC. Ficamos muito felizes em poder contribuir para essa discussão tão necessária.”

FenaSaúde discute sustentabilidade do setor em evento com corretores

Fonte: FenaSaúde

Com o objetivo de ampliar o conhecimento dos corretores e fomentar o debate sobre sua relevância para a sustentabilidade dos planos de saúde, a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) participou, no dia 14 de setembro, do 2º Café de Negócios”, realizado pelo Sindicato das Empresas de Comercialização e Distribuição de Planos de Saúde e Odontológicos do Estado de São Paulo (Sindiplanos), organizado pela Freela, empresa da Revista Cobertura e a Revista Apólice.  

“Os corretores representam a porta de entrada dos beneficiários na saúde privada. É sempre importante lembrar que operadoras de saúde, corretores e prestadores de serviço fazem parte de um mesmo ecossistema. A saúde suplementar só vai continuar produzindo benefícios para os brasileiros se os elos dessa cadeia estiverem unidos e com o compromisso de manter sua sustentabilidade e ampliação de acesso”, ressaltou a diretora-executiva da FenaSaúde, Vera Valente.

Durante sua apresentação, a executiva enfatizou a importância dos corretores como ponte entre operadoras e beneficiários, auxiliando no compartilhamento de informações sobre os direitos e deveres nessa relação. “O corretor tem o importante papel na disseminação de informações corretas, de orientação aos clientes, bem como na adoção de boas práticas no relacionamento com o consumidor.”

Após sua apresentação, Vera Valente participou de um debate com o presidente do Sindiplanos, José Silvio Toni Junior, e com o gerente comercial da Ameplan Saúde, Marcelo Belber.

Tokio Marine doa 5 toneladas de itens de higiene e material de limpeza às vítimas de ciclones no RS

Fonte: Tokio

Desde a última semana, o Rio Grande do Sul tem sofrido, mais uma vez, as consequências da passagem de um forte ciclone extratropical. Dessa vez, o fenômeno climático já causou destruição e transtornos em mais de 100 municípios, deixando mais de 25 mil pessoas desalojadas ou desabrigadas e 47 mortes. A fim de ajudar a população atingida pelas chuvas e cheias dos rios na região do Vale do Taquari, a Tokio Marine realizou, nesta quarta-feira, dia 13, a doação de mais de 5 toneladas de materiais de limpeza e itens de higiene pessoal, seguindo a orientação da Defesa Civil do estado. A distribuição dos itens em locais como Roca Sales, Muçum e Lajeado ficou a cargo do próprio órgão estadual.

Outra frente de atuação da Seguradora tem sido a priorização dos atendimentos aos Clientes afetados pelos ciclones.  As vistorias em veículos danificados, por exemplo estão sendo feitas de forma digital para evitar o deslocamento até as oficinas. A Companhia também agilizou o processo de sinistros, especialmente no que diz respeito ao envio de documentos, para efetuar o pagamento imediato das indenizações. Além disso, as regiões mais afetadas contam com 3 bases de apoio para remoções de carros sinistrados.

Até o momento, a Tokio Marine totaliza 105 atendimentos realizados pelos prestadores e 216 avisos de sinistros em 63 municípios. O valor previsto das indenizações é de cerca de R$ 9,8 milhões. “Nesse momento de extrema fragilidade, além de priorizar o atendimento aos nossos Segurados, buscamos também auxiliar a população local a atenuar o sofrimento material e retomar sua rotina”, declara a Diretora de Pessoas, Planejamento e Sustentabilidade da Tokio Marine, Luciana Amaral.

Pesquisa da seguradora Zurich revela como as empresas estão atuando na transição climática 

zurich

O mundo não está no caminho certo para atingir as metas do Acordo de Paris e o aquecimento pode ultrapassar 1,5 grau Celsius já em 2040[1]. Os riscos associados à mudança climática estão crescendo na mesma proporção. Lars Henneberg, vice-presidente e diretor de gerenciamento de riscos da A.P. Moller-Maersk, disse: “O custo médio de danos físicos e interrupção de negócios devido a riscos de mudanças climáticas deve aumentar em 130% até 2050, em comparação com uma linha de base de 2020.”

Acelerando a Transição Climática: Pensamento de longo prazo para ação de curto prazo“, nova pesquisa do Zurich Insurance Group (Zurich) e da agência global de insights Horizon Group, explora áreas em que a transição climática pode ser acelerada. Ela se baseia na Pesquisa de Executivos de Sustentabilidade com 668 executivos que têm responsabilidades relacionadas à sustentabilidade em suas empresas. 

A pesquisa mostra que empresas de todos os setores e de todo o mundo estão comprometidas com o NET-Zero e já estão avançando com a entrega de planos de transição no curto prazo. No entanto, elas estão enfrentando desafios nessa jornada. A barreira mais importante para o desenvolvimento de um plano de emissões líquidas zero – apontada por 50% das empresas em geral – são os custos e a escala das despesas de capital. Esse é seguido de perto por três obstáculos relacionados: falta de soluções tecnológicas viáveis, desafios regulatórios e dificuldades para medir e monitorar o impacto.

Matt Holmes, diretor do grupo de Assuntos Políticos e Governamentais da Zurich, explicou: “Os formuladores de políticas podem apoiar a transição climática das empresas fazendo intervenções sistêmicas em toda a economia, como mecanismos de precificação de carbono, que podem aproveitar o poder dos mercados de capitais e incentivar a inovação e a descarbonização em escala. A discussão até agora sugere três prioridades de ação para os governos: criar segurança política, facilitar o investimento em mitigação e adaptação e turbinar a inovação”.

Outras descobertas incluem: 

– Alcançar o patamar de net-zero até 2050 exigirá um processo sem precedentes realocação de capital – cerca de US$ 275 trilhões de investimento em ativos físicos.

– 77% das empresas relatam ter um plano net-zero em andamento. O setor de transportes está atrás dos demais com apenas 37% das empresas com um plano. 

– 85% das empresas pretendem implementar medidas de adaptação climática nos próximos cinco anos. A manufatura pesada está se movendo no ritmo mais rápido em termos de adaptação; a agricultura, no mais lento.

– Os conselhos de administração, os investidores e os órgãos reguladores são vistos como os principais defensores da adoção de medidas de neutralização. 

O cenário no Brasil aponta: 

– 74% das empresas relatam ter um plano net-zero pronto e, 23% que ele está em desenvolvimento.

– 65% das empresas possuem metas net-zero já estabelecidas.

– Os principais defensores da adoção de medidas de neutralização são Investidores (29%); conselhos de administração (26%) e órgãos reguladores (16%) 

– Empresas acreditam que o setor de seguros pode apoiar na transição por meio de Risk management (74%); Risk assessment (71%) e Formação de parcerias (61%). Na jornada de zerar emissões de carbono na operação, por exemplo, a Zurich no Brasil fechou uma parceria com a Localiza&Co e a Tempo para que os clientes de seguro auto as emissões de CO2 compensadas na utilização dos serviços de carro reserva e assistências 24 horas. Com iniciativa exclusiva, espera-se compensar 6,5 toneladas de CO2 por ano.

Icatu é eleita a melhor seguradora em satisfação do cliente pelo Instituto MESC 

Icatu Seguros

Fonte: Icatu

A Icatu foi eleita, pelo Instituto MESC, a melhor empresa em satisfação do cliente no segmento de Seguros de Vida, Previdência e Capitalização pelo quarto ano consecutivo. O Prêmio é concedido às empresas que se destacam na pesquisa promovida pelo Instituto, em parceria com o Google, que avalia 22 dimensões comportamentais da experiência do cliente.

“Ficamos muito felizes em conquistar o primeiro lugar do Prêmio MESC por mais um ano. Isso reforça a nossa dedicação e excelência contínua no atendimento ao cliente, que é o foco de todas as nossas decisões e parte intrínseca da nossa cultura. Anualmente, dedicamos tempo à análise minuciosa, implementamos melhorias e aprimoramos nossos indicadores, com foco em gerar uma jornada cada vez mais eficaz aos nossos clientes. Receber esse reconhecimento mostra que estamos no caminho certo e alinhados às transformações do nosso mercado e da sociedade”, afirma Ivan Teodoro, Superintendente do Centro de Relacionamento com o Cliente (CRC) da Icatu.  

Investimento em tecnologia e inovação – A Icatu tem investido em plataformas de atendimento e autosserviço para auxiliar o consumidor, além de aprimorar continuamente seus processos, visando garantir uma maior eficiência operacional e produtividade. Nos últimos cinco anos, a companhia investiu mais de R$1 bi em iniciativas de tecnologia, transformação digital, inovação e experiência digital. Em 2023, a empresa reforça sua estratégia com mais de R$ 400 milhões nesta frente.  

Com ampliação do autosserviço, atualmente 21% dos clientes que ligam para a Central de Atendimento da Icatu já conseguem resolver suas demandas no autoatendimento. A evolução das plataformas digitais também se reflete em um aumento de 14% na utilização dos canais chat, WhatsApp, e-mail e Área do Cliente do site Icatu, em comparação ao mesmo período de 2022. Essas interações já representam 77% do total de contatos realizados por todos os canais de atendimento da companhia. 

MAPFRE reafirma compromisso com sustentabilidade em evento das Nações Unidas 

Fonte: Mapfre

A MAPFRE participou nesta semana da 3ª reunião anual da “UNEP FI European Regional Roundtable”, evento organizado pela Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP FI). Realizado em Madrid, na Espanha, o evento contou com a presença de Antonio Huertas, presidente global da MAPFRE, que reforçou o compromisso da companhia com a sustentabilidade social e ambiental.

“Nossa forma de implementar a sustentabilidade social é pensando nas pessoas, fechando as brechas de desigualdade, dentro e fora da empresa e desenvolvendo políticas de inclusão, igualitárias e justas para as pessoas. Também cuidando do meio ambiente, com uma perspectiva justa para todas as gerações e agindo com alta exigência ética na gestão do negócio e na governança da empresa”, disse Huertas na ocasião.
 

O presidente da MAPFRE destacou ainda que a transição energética é urgente, mas ao mesmo tempo ela precisa ser justa, levando em consideração o impacto sobre a geração de pessoas que tiveram que realizá-la. “Na MAPFRE, nosso compromisso com o meio ambiente é elevar a exigência de sustentabilidade de maneira firme e progressiva, acompanhando a sociedade em uma transição justa e auxiliando nossos clientes e pessoas que dependem de sua atividade para convergir também nessa direção”, explicou o executivo.
 

Além de Huertas, da MAPFRE, também participaram da mesa redonda outras lideranças de grandes empresas como Carlos Torres, presidente do BBVA, Ana Botín, presidente do Santander, e José Ignacio Goirigolzarri, presidente do CaixaBank.   
 

Plano de sustentabilidade da MAPFRE
 

Atualmente, a MAPFRE está implementando o Plano de Sustentabilidade para o triênio 2022-2024, a partir de uma estratégia totalmente integrada no negócio e na tomada de decisões de todas as áreas da empresa. O plano inclui compromissos como a eliminação da desigualdade salarial de gênero, alcançar 3,5% de pessoas com deficiência no quadro de funcionários, a homologação de 14.500 prestadores com critérios de sustentabilidade até 2024 e a qualificação com critérios ASG de 90% da carteira de investimento.
 

A UNEP FI trabalha com líderes financeiros para criar marcos importantes orientados para a sustentabilidade dentro da indústria financeira e seguradora. A organização criou os Princípios para o Investimento Responsável (2006) e os Princípios para a Sustentabilidade dos Seguros (2012).

Contribuições em planos de previdência privada já somam R$ 94 bilhões, em 2023

Fonte: Fenaprevi

De acordo com a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida — Fenaprevi, o mercado de planos de previdência privada aberta no país continua em expansão neste ano, arrecadando R$ 94,1 bilhões entre janeiro e julho, alta de 5,4% em relação ao mesmo período em 2022.

Também no mesmo intervalo, os resgates totalizaram R$ 75,8 bilhões, número 5,3% maior do que o ano passado. A captação líquida (volume de contribuições menos os resgates) destes planos ficou em R$ 18,3 bilhões, com  5,7% de crescimento em relação à  mesma base de comparação. Ao mesmo tempo, os ativos dos planos de previdência privada aberta somam, atualmente, R$ 1,3 trilhão, o que equivale a 12,8% do PIB nacional.

Resultado por produto

Do montante arrecadado, que corresponde aos recursos aportados por produto contratado, observa-se que os planos VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) foram responsáveis por R$ 85,9 bilhões ou 91,4% desse total, enquanto os PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) somaram R$ 6,3 bilhões ou 6,7% das contribuições acumuladas no período. Os planos Tradicionais totalizaram R$ 1,8 bilhão, cerca de 1,9%. Em termos percentuais, o levantamento da Fenaprevi também indica que entre os planos comercializados, 62% são VGBL; 21% PGBL e 17% Tradicionais.

Resultado por tipo de contratação

O relatório ainda aponta a arrecadação pelo tipo de contratação do plano de previdência privada aberta. Sendo que, do total aportado de janeiro a julho de 2023, 89% foi em planos individuais, 9% nos coletivos e mais 2% em planos para menores de idade. Vale destacar que hoje 80% dos planos são individuais e apenas 20% coletivos.

MAG Seguros comemora resultados expressivos em 2023

Nuno David Mag Seguros

Fonte: MAG

MAG Seguros registrou resultados históricos no primeiro semestre deste ano, tanto ao conceder comissões aos profissionais de seguros, quanto na distribuição de benefícios aos segurados. Ao todo, de janeiro a junho, a companhia pagou R$298 milhões em comissões a mais de 10 mil corretores de todo o país e distribuiu R$398,7 milhões a mais de 11,5 mil clientes.

“Esses resultados, bem como a atuação da MAG Seguros nesta primeira parte do ano, refletem o compromisso da empresa em fornecer suporte financeiro e segurança a seus segurados em situações desafiadoras. Além, é claro, de evidenciar a forte parceria com profissionais de seguros de todo o país, a quem somos muito gratos por compartilhar a mensagem de uma vida mais segura e protegida em todos os sentidos aos brasileiros”, destaca Nuno David, diretor Comercial e de Marketing da MAG Seguros.

A saúde financeira da companhia permaneceu robusta neste período. De janeiro a junho, foi registrada uma despesa líquida de R$255,4 milhões, o que reforça o compromisso da MAG com a solidez e a sustentabilidade financeira para atender às expectativas de seus clientes.

Agosto com produção histórica

A sequência do ano da MAG também registra resultados históricos. No mês passado, a companhia atingiu uma produção recorde de R$10,4 milhões – um aumento significativo de R$1,8 milhão em relação ao melhor mês da série histórica. “Temos investido de forma constante no desenvolvimento do nosso modelo de negócio e na valorização dos nossos colaboradores e parceiros. Eles são fundamentais para o nosso desempenho diário e para alcançar resultados como estes que foram registrados”, finaliza Nuno.

Maiores empresas do Brasil recebem nota 5 em pesquisa inédita sobre cibersegurança

Foi divulgado nesta quarta-feira (13), em evento na sede do Insper em São Paulo, o primeiro estudo do Brasil a avaliar a maturidade das companhias de capital aberto (com ações listadas na B3) em cibersegurança, revelando que uma parte das maiores empresas do país está distante das recomendações e melhores práticas indicadas pelas principais agências mundiais de cibersegurança.

A Pesquisa Setorial em Cibersegurança foi desenvolvida de forma inédita pela Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca) e pelo The Security Design Lab (SDL) – rede global de pesquisa e desenvolvimento de cibersegurança com operação na América do Sul e Europa –, em parceria com a Howden (multinacional de seguros independente), utilizando a metodologia Cyber Score, que mediu as respostas das 109 empresas participantes dos seguintes setores: Agronegócio, Educação, Energia, Engenharia, Financeiro, Indústria, Óleo & Gás, Saúde, Serviços, Tecnologia, Telecomunicações e Varejo. A nota média ficou em 4,9 numa escala de 0 a 10, o que indica um grau de maturidade mediano.

O questionário de 86 perguntas segmentadas em 12 capítulos foi aplicado entre os meses de maio e agosto deste ano. A metodologia Cyber Score já é utilizada por várias empresas globalmente e esta é a primeira aplicação em um levantamento setorial.

A partir dos dados colhidos, a Abrasca visa apoiar as áreas técnicas e de compliance das empresas de capital aberto para disseminar a relevância do assunto entre os C-levels, conselhos de administração e acionistas. “A importância do tema no mercado de capitais é crescente e sem volta. Deixou de ser um problema de TI e se transformou em um problema para todas as companhias, abertas ou não. O mundo está se movimentando no sentido de regulações mais adequadas à nova realidade e de melhores práticas, daí a importância de termos dados atualizados para entender onde estamos e, com isso, balizar a discussão ‘com os pés no chão’, de forma pragmática e eficiente”, afirma Pablo Cesário, presidente-executivo da Abrasca. 

Melhores avaliações

As empresas que alcançaram os maiores índices de compliance em cibersegurança são dos setores da Indústria / Manufatura, Telecomunicações, Óleo & Gás e Financeiro. Segundo os aplicadores da pesquisa, não existe nota de corte quando a segurança da informação é analisada, pois cada empresa e setor possuem particularidades. Contudo, uma avaliação de 7,5 já é considerada muito boa. 

“A nota de 5 sobre 10 obtida na média geral demonstra muito espaço para melhorias, mas trata-se de um cenário não destoante do que apontam pesquisas globais. Estar em conformidade com as recomendações e melhores práticas em cibersegurança ajuda as companhias a estabelecer medidas de proteção, reduzindo a sua área de exposição contra potenciais ataques”, pontua Alexandre Vasconcelos, diretor para a América Latina do The Security Design Lab. 

O relatório da Abrasca e do SDL aponta que, por um lado, 93% das empresas possuem algum mecanismo para detectar ataques cibernéticos e 65% se dizem capazes de identificar e agir em resposta a incidentes para assegurar a continuidade do negócio e suas funções. Por outro, 42% não possuem um plano de resposta a incidentes de cibersegurança, 65% não orientam a equipe para lidar e responder a incidentes de cibersegurança e 73% não possuem mecanismos de controle de acesso para sistema OT (Tecnologia Operacional) e ICS (Sistemas de Controle Industrial). A título de comparação, a última pesquisa America’s Most Cybersecure Companies, realizada pela Forbes, com 200 empresas americanas identificou que apenas 30% delas possuem um executivo de segurança da informação (CISO), enquanto a pesquisa brasileira mostrou que este número é superior, chegando a 58% no país.  

A Cadeia de Suprimentos (Supply Chain) tem sido um alvo crescente e preferencial para os criminosos cibernéticos. Alguns ataques impactam diretamente a cadeia de suprimentos, como o ocorrido na Solar Winds, afetando mais de 18 mil empresas. “Uma companhia pode ter a sua operação afetada, sem ter sido alvo direto de um ataque. A pesquisa nos mostra um dado preocupante, onde 52% das companhias não implementam gestão de riscos para esta cadeia”, alerta Vasconcelos. 

Aumento dos ataques no mundo e custos para as empresas

Os custos de crimes cibernéticos à economia mundial devem saltar de US$ 3 trilhões por ano em 2015 para US$ 10,5 trilhões em 2025, de acordo com um levantamento elaborado pela Howden, multinacional de seguros independente. Sobre a frequência de ataques cibernéticos no mundo, a empresa analisou dados do NCC Group e identificou que, nos primeiros cinco meses deste ano, comparado ao mesmo período de 2022, houve um aumento de 48% no número de ataques do tipo ransomware (sequestro de dados com cobrança de resgate). Segundo pesquisa da Verizon (2023), cerca de 83% das violações envolvem atores externos às companhias, com 95% dos ataques sendo motivados por questões financeiras e o maior índice de ataques externos vindo do crime organizado.

Ainda de acordo com levantamento global da Howden, foram pagos em reinvindicações de incidentes relacionados a ransomware o equivalente a R$ 247 milhões nos últimos três anos, tendo o setor de saúde como o mais afetado, seguido por empresas de varejo, finanças e serviços. No Brasil, segundo a empresa, os incidentes em que foram acionadas apólices de seguros tiveram o pagamento de despesas entre R$ 2 milhões e R$ 65 milhões, frente às reinvindicações junto ao mercado local.

“Estamos discutindo um tema que afeta não só o valor de mercado da companhia, mas também coloca em questão a continuidade dos negócios. E mais ainda, está se refletindo no custo de capital das companhias. Já vemos um encarecimento de operações de crédito por conta deste tema, assim como a revisão de notas de agências de rating levando em conta a análise de cibersegurança”, diz Rafael Sasso, coordenador da CINC – Comissão de Inovação Coorporativa da Abrasca.

Guia de Segurança da Informação

Paralelamente à divulgação do resultado da pesquisa, o SDL, em conjunto com empresas patrocinadoras e apoiadores – incluindo a academia, representada por professores da FGV-RJ, Insper, FIPECAFI/ USP e IMREDD/Université Côte d’Azur –, lançou o primeiro Guia de Segurança da Informação voltado a executivos, conselheiros de administração e investidores. O documento foi elaborado em linguagem acessível e contendo orientações que permitam aos tomadores de decisão entenderem o tema e dialogar com as áreas técnicas sobre a estratégia de cibersegurança de suas companhias.

“Embora a tecnologia seja amplamente utilizada em todos os setores, seus riscos ainda não foram totalmente compreendidos pelos órgãos de gestão das empresas. O aumento na quantidade e na frequência de incidentes, assim como nas somas significativas de prejuízos e outros impactos, não são somente responsabilidade do CISO, mas de toda a alta gestão. Esse tema requer urgentemente a compreensão do risco de segurança cibernética e das possíveis implicações para as companhias”, alerta Marta Helena Schuh, diretora de Cyber Insurance da Howden. 

“A Howden analisou empresas de capital aberto que foram vítimas de incidentes cibernéticos nos últimos 3 anos. Conforme avaliação essas empresas apresentaram, além de prejuízos substanciais, perda do valor de ação no mercado, no período de 6 meses”, conta Marta.  

Segundo ela, como demonstração desse cenário temos, por exemplo, empresa brasileira do segmento de saúde, de capital aberto (na B3), que faturou R$ 4 bilhões de reais em 2022. Ao sofrer um incidente cyber de ransomware, que comprometeu suas operações, as perdas foram referentes a 23% do faturamento do trimestre, um impacto no valor da ação de -43%.

Em outro exemplo, dessa vez com empresa multinacional com forte prestação de serviços de telecom no Brasil, de capital aberto (na Nyse), que faturou 2 bilhões de dólares no ano passado, após o incidente cyber teve perdas da ordem de 46 milhões de dólares, com um impacto no valor da Ação de -70%.

Estados Unidos e mercado de capitais 

A diretora destaca que, nos Estados Unidos, o tema também está em alta com as novas regras mais rigorosas de cibersegurança anunciadas pela SEC – órgão de regulação do mercado americano de ações –, que devem ecoar em diferentes locais do mundo, incluindo o Brasil, e que chamam cada vez mais a atenção dos investidores. Os novos regulamentos da SEC para entidades de mercado visam padronizar o risco de cibersegurança e melhorar a estabilidade financeira. Gary Gensler, presidente da instituição, sugeriu que empresas de investimento, consultores e outras entidades de mercado sejam obrigados a notificar os clientes cujas informações confidenciais tiveram vazamento em, no máximo, 30 dias após o incidente. A SEC deverá ser notificada por escrito imediatamente, seguido de um relatório mais detalhado em 48 horas.

Segundo levantamento global da Harvard Business Review, as empresas de capital aberto sofreram uma queda média de 7,5% no valor de suas ações após um ataque cibernético, juntamente com uma perda média de capitalização de mercado de US$ 5,4 bilhões. Estudos preliminares indicam que estes números devem subir em 2023. Em outro estudo, a Morningstar Sustainalytics detectou que, um ano após os ataques, 30% das empresas que tiveram incidentes ainda estão com movimentos ascendentes tímidos.      

Principais resultados da Pesquisa Setorial de Cibersegurança 

•              93% das empresas têm mecanismos para detectar ataques cibernéticos;

•              42% não possuem um plano de resposta a incidentes de cibersegurança;

•              38% das companhias não possuem um programa regular de treinamento em segurança da informação;

•              65% das empresas não orientam a equipe para lidar e responder a incidentes de cibersegurança;

•              42% das companhias não possuem um CISO ou posição similar (executivo responsável pela segurança da informação);

•              46% das companhias não possuem um comitê de segurança da informação;

•              51% não possuem uma análise de impacto de negócio;

•              40% não possuem um plano de continuidade de negócio;

•              52% não possuem procedimentos para gestão de riscos da cadeia de suprimentos (Supply Chain);

•              52% não implementam mecanismos para evitar danos de cibersegurança originados da cadeia de suprimentos;

•              43% das empresas autenticam em sistemas críticos, utilizando login e senha, e apenas 2% utilizam modernas tecnologias como passwordless (autenticação sem senha);

•              73% não possuem mecanismos de autenticação robusto para acesso a sistemas OT (Tecnologia Operacional) e ICS (Sistemas de Controle Industrial);

•              41% dos dispositivos conectados das empresas não implementam proteção de dados em trânsito.