Porto Seguro oferece vantagens exclusivas no Seguro Viagem 

Fonte: Porto

As viagens podem ocasionar experiências únicas, sejam internacionais ou nacionais, prolongadas, curtas, a lazer ou para estudos. Para que tudo ocorra da melhor forma, contar com um seguro é primordial para se resguardar dos imprevistos que podem acontecer. Pensando nisso, a Porto Seguro oferece coberturas completas no seguro-viagem, além de vantagens exclusivas para segurados. 

O seguro-viagem contempla indenizações para diversas ocorrências, como: despesas médicas e odontológicas, extravio de bagagens, roubo, furto, remarcação de passagem, cancelamento de viagens, entre outros. Apenas em 2023, até o mês de junho, a Porto emitiu aproximadamente R$ 35 milhões apólices desse produto, o que representa um aumento de 48% no número de propostas emitidas em relação ao mesmo período do ano anterior. 

Entre os estados brasileiros que mais contratam o serviço, estão São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro (para destinos nacionais). Já para as viagens internacionais, as regiões que mais buscam o serviço são os estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. 

Mas, afinal, para que serve o seguro-viagem? Carlos Eduardo Gondim, Diretor de Vida e Previdência da Porto Seguro, explica sobre a importância de contratar o produto, serviços inclusos e facilidades que ele pode oferecer. “O seguro-viagem protege o segurado de situações inesperadas e evita grandes prejuízos financeiros. E além de oferecer soluções para diversos casos, a Porto Seguro tem investido em trazer a melhor experiência aos seus clientes com vantagens exclusivas, como desconto no aluguel de malas e na hospedagem domiciliar de pets.”  
 

Despesas médicas 

Em viagens internacionais, o valor de consultas médicas pode pesar no bolso dos turistas. Nos Estados Unidos, por exemplo, ela pode variar entre US$ 400 até uma média de US$ 5.500, dependendo das necessidades de cada cliente. 

Carlos Gondim reforça que “nos casos em que o cliente opta por acionar a Porto para ser atendido em uma clínica ou hospital, o tempo para avaliarmos a sua necessidade e direcionarmos para atendimento leva, em média, 120 minutos. Também oferecemos o housecall, que direciona o atendimento médico para o local de hospedagem do cliente”.  

Extravio de bagagem 

O extravio de bagagem pode gerar preocupações e perdas financeiras aos turistas. Por isso, a Porto oferece esse tipo de cobertura, que garante ao cliente o pagamento em casos de extravio, roubo, furtos simples ou destruição da bagagem pela empresa de transporte, seja ela marítima ou aérea, desde que esteja no período de vigência da viagem. 

Para solicitar o serviço, é necessário apresentar o Relatório Comprobatório de Perda (PIR –Property Irregularity Report, em inglês) e recibo original de pagamento, emitido pela companhia aérea; e em casos de viagens marítimas, é necessário apresentar a Carta Original emitida pela companhia marítima, confirmando o extravio definitivo. Após o pagamento de indenização pela companhia aérea ou marítima, a Porto realiza a indenização em cerca de 15 dias no valor limitado ao contrato. 

Coberturas mais utilizadas 

Com a retomada do setor de turismo desde 2021, a procura pelo seguro-viagem da Porto Seguro tem aumento cada vez mais, assim como alguns tipos de serviços. “Em planos nacionais e internacionais, percebemos que alguns serviços são mais utilizados pelos clientes. Entre eles estão despesas médicas e hospitalares, despesas odontológicas, remarcação de passagem e danos/extravio de bagagem. 

IRB(Re) registra lucro líquido de R$ 20,1 milhões no 2T23

irb re ceo Falcao

O IRB(Re) fechou o segundo trimestre de 2023 (2T23) com lucro líquido de R$ 20,1 milhões. Os números, divulgados hoje (14/08), mostram evolução do ressegurador, com resultado positivo pelo segundo trimestre consecutivo. Houve alta de R$ 393,4 milhões, com reversão do prejuízo líquido de R$ 373,3 registrado no 2T22. Em relação ao primeiro trimestre desse ano, o crescimento é de 57%. No acumulado do ano, a companhia obteve lucro líquido de R$ 28,7 milhões, alta de R$ 321,6 milhões ante o 1S22.

A teleconferência com analistas será hoje, às 11h.

“Encerramos o 1S23 apresentando números que mostram a evolução contínua da companhia. Pouco a pouco, estamos retomando a ‘normalidade’. Como falei anteriormente, estamos vivendo uma empresa ‘estranhamente normal’. O IRB(Re) do futuro tem a sua gestão baseada na disciplina financeira, excelência na subscrição e agilidade na execução. O potencial de crescimento do nosso setor é enorme e, após o processo de ajuste, que trouxe equilíbrio a nossa carteira, estamos preparados para competir e crescer, pois temos como diferencial conhecimento, capacidade e profissionais qualificados”, comenta Marcos Falcão, CEO do IRB(Re).

Resultado de subscrição positivo

O resultado de subscrição do 2T23 foi positivo em R$ 35,4 milhões, registrando alta de R$ 696 milhões em relação ao 2T22, quando foi apurado valor negativo de R$ 661 milhões. Vale destacar que, neste 2T23, assim como no 1T23 o resultado de subscrição no Brasil foi positivo: passou de R$ 536 milhões negativos, no 2T22, para R$ 18,1 milhões positivos. O mesmo ocorreu no exterior: de R$ 125,3 milhões negativos, no 2T22, para R$ 17,3 milhões positivos. Com isso, o resultado de subscrição acumulado no 1S23 é de R$ 39,1 milhões, ante os R$ 757,4 milhões negativos verificados nos primeiros seis meses de 2022.

Em linha com a estratégia de melhoria na qualidade de subscrição da companhia, o prêmio emitido total caiu 17,3% no 2T23 ante o mesmo período de 2022, alcançando R$1,39 bilhão. No 2T23, a participação de negócios firmados no Brasil teve alta, alcançando 71% do portifólio. Em relação ao volume, houve recuo de 13,8% na comparação com o 2T22, para R$ 994,3 milhões. O prêmio emitido no exterior, que representou 29% do portifólio, totalizou R$ 400 milhões no 2T23, o que representou queda de 24,7% em relação ao 1T22. 

“A composição da nossa carteira está mais próxima do que consideramos ideal na estratégia da companhia, com redução da participação dos negócios no exterior. No 2T23, o exterior responde por 16% dos negócios realizados. No 2T21, eram 30% e, no 2T22, 18%. Essa conta exclui a América Latina, onde o volume se manteve praticamente estável em 13%. Ao mesmo tempo, os negócios no Brasil cresceram de 57%, no 2T21, para 71% no 2T23”, explica Daniel Castillo, vice-presidente de Resseguros do IRB(Re).

“Seguimos também com o processo de limpeza da carteira, que foi acelerado na renovação de negócios do 2T23 e se refletiu na redução do prêmio total. Nessa renovação do 2T23, embora tenhamos aceitado novos negócios, declinamos alguns que não eram rentáveis e reduzimos a participação em outros, sempre com o objetivo de termos uma carteira de melhor qualidade e mais rentável. Renovamos 80% dos contratos-alvo”, completa Daniel Castillo. 

Índice de sinistralidade cai 51,6 p.p.

No 2T23, o sinistro retido total caiu 54,8%, em relação ao 2T22, fechando em R$ 751,5 milhões. O índice de sinistralidade passou de 124,2% para 73,6%, uma queda de 51,6 p.p., já demonstrando os efeitos da limpeza de carteira. No acumulado do ano, o índice de sinistralidade é de 75,6%.

A companhia melhorou o índice combinado – que inclui sinistralidade, comissionamento e demais despesas – em 46 p.p., passando de 154,3%, no 2T22, para 108,3% no 2T23. Em relação ao 1T23, houve queda de 2,6 p.p.. Considerando o 1S23, o índice combinado também apresenta evolução, passando de 137,8%, no 1S22, para 109,7% agora. 

“Este resultado demonstra que estamos no caminho correto, trabalhando em várias frentes paralelas como: subscrição mais seletiva, controle de despesas e maior aproximação com parceiros de negócios”, avalia Rodrigo Botti, diretor Técnico e de Operações do IRB(Re).

Evolução do fluxo de caixa

Em relação ao caixa operacional, no 2T23, houve evolução do fluxo de caixa, com consumo menor de R$ 171,6 milhões, comparado a um consumo de R$ 475,6 milhões no 2T22. O resultado do caixa nesse trimestre deu-se, principalmente, pelo menor recebimento de prêmios. No acumulado dos últimos 12 meses, o consumo foi de R$ 1,2 bilhão, considerando o 2T23 como data de corte. 

“Com a estratégia de limpeza da carteira e, portanto, redução de prêmios recebidos, e ainda honrando sinistros de grande monta referente a riscos assumidos em anos anteriores, é esperado que haja este consumo de caixa. A reversão deste movimento deve acompanhar a redução da sinistralidade e o aumento de prêmios. O fluxo de caixa operacional continua em linha com a nossa expectativa”, diz Rodrigo Botti.

As despesas gerais e administrativas, no 2T23, totalizaram R$ 86,7 milhões, um acréscimo de 9,1%, que considera despesa não-recorrente de R$ 7,9 milhões em virtude do Programa de Demissão Voluntária (PDV) finalizado em maio. Excluindo seu efeito, a despesa no 2T23 estaria em linha com a do 2T22. No 1S23, excluindo o PDV e o acordo assinado no 1T23 com o DoJ e SEC, no valor de R$ 25,4 milhões, esta despesa totaliza R$ 142 milhões uma pequena melhora em relação aos R$ 150 milhões referentes ao 1S22. 

O resultado financeiro e patrimonial, no 2T23, foi positivo em R$ 95,7 milhões, fechando o 1S23 em R$ 241,2 milhões. “Neste trimestre, houve redução de 8,3% no resultado financeiro, ante o 2T22, devido à apreciação do real. Em relação à carteira de ativos financeiros, fechamos o 2T23 com R$ 8,5 bilhões ante R$ 8,6 bilhões no 1T23. Tal variação decorre da evolução do fluxo de caixa”, explica Paulo Valle, diretor-geral da IRBAsset, braço de investimento do ressegurador.

Suficiência nos indicadores regulatórios

O IRB(Re) deve observar dois indicadores regulatórios, conforme dispõe normativo da Susep, órgão responsável pela supervisão do setor de seguros e resseguros: Índice de Suficiência de Patrimônio Líquido Ajustado em relação ao Capital Mínimo Requerido (CMR) e o Índice de Cobertura de Provisões Técnicas. No 2T23, a companhia apresentou suficiência em ambos os índices.

“O primeiro indicador fechou o 2T23 com suficiência de R$ 323 milhões, ou seja, 22% acima do capital mínimo requerido. Já o Índice de Cobertura de Provisões Técnicas encerrou o trimestre com suficiência de R$ 519 milhões”, diz Thais Peters, diretora de Controles Internos, Riscos e Conformidade do IRB(Re).

Caixa lucra R$ 1,6 bilhão no 1o. semestre de 2023

Fonte: Caixa

A Caixa Seguridade, holding de seguros, previdência privada e capitalização da Caixa Econômica Federal (CEF), encerrou o semestre com um lucro líquido de R$ 1,663 bilhão, crescimento de 34,3% frente a primeira metade de 2022. O resultado da companhia no trimestre foi o maior da história, com R$ 822,6 milhões, crescimento de 20,8%.

As receitas operacionais somaram R$ 1,1 bilhão, crescimento de 22,2% em relação ao mesmo período do ano passado. Essa linha é composta dos resultados das empresas em que a Caixa Seguridade detém participações, e incluem ainda os resultados da Caixa Corretora, em que a holding é a única acionista.

As receitas das participações subiram 26,6% no último ano, de acordo com a companhia. Já as receitas com distribuição subiram 17,1%, graças aos ganhos do novo modelo, em que a corretagem é feita pela própria Caixa.

No segundo trimestre deste ano, os prêmios de seguro emitidos pelas empresas da Caixa Seguridade subiram 5,6% em relação ao mesmo intervalo de 2022, para R$ 2,247 bilhões. A holding destaca que o crescimento foi puxado pelos segmentos Vida (+16%) e Habitacional (9,6%), que tiveram os melhores resultados históricos.

Ainda em seguros, a sinistralidade caiu 1,9 ponto porcentual no espaço de 12 meses, e fechou o trimestre em 20,6%. De acordo com a Caixa Seguridade, o desempenho do seguro prestamista ajudou a reduzir o indicador, que mede a frequência de acionamento dos seguros pelos clientes.

Em previdência, as reservas da Caixa Seguridade somaram R$ 144,4 bilhões no final de junho, um crescimento de 17,3% em relação ao mesmo período do ano passado. As contribuições, por sua vez, somaram R$ 6,5 bilhões, baixa de 24,5% no espaço de um ano, mas alta de 3,7% em um trimestre. A companhia afirma que o produto continua pressionado pela concorrência com outros produtos de captação na rede da Caixa.

Corretora de seguros Mercedes-Benz mantém crescimento estável

cristina corretora de seguros mercedes benz

Entre os meses de janeiro a junho de 2023, a Mercedes-Benz Corretora de Seguros alcançou um volume de R$ 112 milhões em prêmios, quase o mesmo volume obtido em 2022, que foi de R$ 113 milhões. 

“Apesar de 2023 seguir sendo um ano desafiador, continuamos muito próximos de nossos concessionários e clientes, trabalhando incessantemente para oferecer produtos competitivos e agilidade na cotação e oferta de seguros, para atender às necessidades de proteção patrimonial e financeira dos nossos clientes e suportar nosso crescimento” afirma Cristina Rensi, head da Mercedes-Benz Corretora de Seguros.

Setor de transportes de cargas enfrenta desafios com implicações da lei

Fonte: Howden

Desde que entrou em vigor em junho, a Lei 14.599/23, que regulamenta os transportes rodoviários de cargas, tem provocado incertezas e insegurança ao setor ao englobar questões como o custo das apólices e o seu impacto no frete; nova previsão sobre seguros obrigatórios e facultativos; e produtos ainda não regulamentados pela SUSEP.

Diante desse cenário, a Howden, corretora internacional de seguros e resseguros independente, em parceira com o Demarest Advogados, promoveu um debate com representantes do mercado de seguros, transportadores, embarcadores e setor jurídico para analisar os principais impactos da nova legislação em todo o setor.

 Para Marcio Dias, diretor de Marine, Cargo e Logística da Howden Brasil, é fundamental promover um debate esclarecedor com a presença de todos os atores envolvidos para viabilizar a aplicação da nova Lei. “Como representantes do setor securitário, precisamos agir como facilitadores e levantar pontos que precisam de mais clareza, especialmente nesse momento, em que o mercado está em fase de renovação das apólices e ainda não temos um posicionamento definido pelos órgãos reguladores”, explica Dias. E completou: “é importante chegar a um consenso entre o mercado e as entidades reguladoras para atender as exigências da lei”.

 Para discutir os diversos aspectos da lei e os rumos do setor, o debate contou com a presença de Márcia Cicarelli, sócia de Seguros e Resseguros do Demarest Advogados; Marcio Dias, diretor de Marine, Cargo e Logística da Howden Brasil; Paulo Alves, diretor de Seguros de Transportes e RCO da EZZE Seguros; Ivor Moreno, head de Transportes da Akad Seguros, Ida Patrícia de Sá, head global de Seguros da Natura&Co. e Roberta Motta, gerente jurídica da área de Contratos, Seguros e Societário da FedEX Brasil.

Os pontos críticos antes citados são decorrentes da mudança na forma de contratação e negociação das apólices de responsabilidade civil, a cargo do transportadores, e do seguro contratado pelo dono da carga, chamado “embarcador” e da ausência de regulamentação pela SUSEP, já que a lei ainda é muito recente.

Principais pontos de alteração

O evento teve início com uma palestra de Márcia Cicarelli, sócia do Demarest, apresentando o contexto de aprovação da Lei 14.599/2023 desde a Medida Provisória 1.153/2022, seguido de uma explanação sobre os principais pontos do artigo 13 da Lei 11.442/2007, alterados pela nova legislação, a saber: seguros obrigatórios, possibilidade ou não de estipulação, DDR e planos de gerenciamento de risco, TACs e renovações e averbações em apólices vigentes.

“Desde a Lei 11.442/2007, há um debate sobre a existência de dois interesses seguráveis: do embarcador, na qualidade de proprietário da carga, e do transportador, na qualidade de responsável pelo transporte, sendo que ambos os seguros eram obrigatórios. A nova lei teve por objetivo propor um novo rearranjo na contratação desses seguros. Todavia, no tempo de tramitação da Medida Provisória, com as muitas emendas e alterações apresentadas, a redação final da lei deixa dúvidas sobre diversos pontos”, disse Márcia Cicarelli.

Seguros obrigatórios em apólice única

A contratação dos seguros de responsabilidade civil do transportador rodoviário de carga (RCTR-C), o desaparecimento de carga (RC-DC) e a responsabilidade civil de veículo utilizado em transporte de cargas por danos a terceiros (RCV) passou a ser obrigatória para transportadores, prestadores do serviço de transporte rodoviário de cargas. Já o Seguro de Transporte Nacional, antes obrigatório, passou a ser facultativo. Os seguros obrigatórios RCTR-C e RC-DC devem estar vinculados ao Plano de Gerenciamento de Riscos (PGR), estabelecido de comum acordo entre o transportador e a sua seguradora, em apólice única, contemplando o seguro de todos os tipos de carga, para cada ramo de seguro, por segurado.

Quanto à mudança do seguro de Transporte Nacional para facultativo, Márcia Cicarelli ponderou que “para além do debate sobre a nova lei dispor sobre o Seguro de Transporte Nacional como facultativo, a despeito do Decreto Lei 73/66 prever tal seguro como obrigatório, o fato é que o Seguro de Transportes Nacional permanece como um produto fundamental, seja por ser multimodal e possuir coberturas mais amplas, seja porque é uma proteção da qual muitos embarcadores não querem abrir mão”.

Roberta Motta, gerente jurídica de contratos e seguros da FedEx Brasil, destacou que “a vantagem de um PGR único é operacional, porque ele abrange todos os embarques no mesmo veículo. No entanto, ele precisa ser robusto e abrangente para contemplar coberturas de cargas de maior limite de indenização, por exemplo”.

Na avaliação de Ida Patrícia de Sá, head de Seguros da Natura & Co., o PGR vai além de “evitar” o dano material; envolve também, de forma muito relevante, a reputação da empresa. “Os embarcadores desejam que os seus produtos cheguem no destino final e temem que seus produtos circulem no mercado paralelo, e o modelo de estipulação serve como um instrumento para aumentar as chances de uma operação segura e saudável”, disse.

Vale ressaltar que a nova norma prevê que os seguros de responsabilidade civil do transportador são de contratação obrigatória, e não exclusiva dos transportadores. Portanto, na avaliação de Marcia Cicarelli, “a possibilidade de estipulação do seguro RCTR-C pelo embarcador foi mantida na nova norma, mas deve ser contratada por apólice vinculada ao RNTR-C”.

Plano de Gerenciamento de Riscos (PGR) e cartas DDR (Dispensa do Direito de Regresso)

A nova lei dispõe que o contratante do serviço de transporte poderá exigir medidas adicionais de segurança àquelas previstas no Plano de Gerenciamento de Risco, vinculado aos seguros de Responsabilidade Civil do transportador, mas os custos associados à sua implementação deverão ser suportados pelo próprio contratante, e não pelo transportador.

Na visão de parte dos analistas, a tendência é que os embarcadores não renunciem à contratação do Seguro Transporte Nacional, seja em razão de sua abrangência de cobertura (multimodal e mais amplo que o RC do transportador), seja em função das políticas internas e riscos reputacionais das empresas.

Alguns embarcadores podem optar pelo PGR próprio para embarque de cargas específicas. Caso essa prática se consolide, tanto transportadores como embarcadores terão apólices sobre o mesmo bem, gerando dúvidas sobre como ficam as cartas DDR (Dispensa do Direito de Regresso), vinculadas ao Plano de Gerenciamento de Riscos do embarcador.

O cumprimento do PGR era condição para que a seguradora do embarcador não exercesse o direito de regresso contra o transportador em caso de desaparecimento da carga. Assim, a DDR era um benefício aos transportadores que cumpriam o PGR, justamente porque o escopo do PGR é reduzir o número de sinistros e mitigar os prejuízos.

De acordo com os analistas, apesar da DDR ser um direito da seguradora e não ter sido vetada pela lei, é possível a sua permanência, desde que não isente o transportador da contratação dos seguros obrigatórios. No entanto, a sua aplicação é questionável, visto que não há desconto na taxa quando apresentada pela seguradora do transportador.

Segundo Ivor Moreno, head de Transportes da Akad Seguros, “o mercado ainda está entendendo a dinâmica para se adequar, inclusive com relação à precificação”.

Taxas e Valores das apólices devem aumentar

O valor do frete e o repasse do prêmio do seguro são outros pontos que dependem da relação comercial entre o Embarcador e o Transportador. O chamado “ad valorem” tende a onerar o frete, impactando os embarcadores que não tinham esse aumento de despesa projetado em seus respectivos orçamentos, causando um efeito em cadeia, inclusive, com reflexos inflacionários.

Na avaliação de Marcio Dias, existe a preocupação por parte do embarcador com relação ao aumento do “ad valorem”, assim como há preocupação dos transportadores com relação ao aumento do custo, como o RC-V, por exemplo, e com o repasse dos valores aos embarcadores. Isso porque o embarcador poderá solicitar uma cópia das apólices ou solicitar declaração mencionado a taxa paga pelo transportador”.

Transportador Autônomo de Cargas (TAC)

Embarcadores, empresas transportadoras e cooperativas de transporte ficam impedidos de descontar o valor do frete do TAC (Transportador Autônomo de Cargas), assim como valores referentes à taxa administrativa e aos seguros de qualquer natureza, sob pena de indenização ao TAC no valor referente a duas vezes o valor do frete contratado.

 O seguro de Responsabilidade Civil de Veículo (RC-V), para cobertura de danos corporais e materiais causados a terceiros pelo veículo utilizado no transporte rodoviário de cargas, deverá ser firmado pelo contratante do serviço, por viagem, em nome do caminhoneiro subcontratado.  Ainda não há comercialização desse seguro para pessoa física e as seguradoras estão aguardando uma posição da SUSEP sobre em qual “carteira” ficará o seguro “automóvel” ou “transporte”, assim como a comercialização desses seguros.

Equilíbrio: impactos financeiros X qualidade

No debate, ficou evidente que o ponto crítico comum é encontrar o equilíbrio entre os impactos financeiros e a qualidade das entregas. Há preocupação com o aumento nos valores do frete e do custo das apólices, assim como a qualidade das entregas, sem comprometer a reputação dos detentores dos produtos embarcados e das transportadoras.

Uma possível tendência é que as transportadoras optem pela segmentação do mercado se especializando no transporte de cargas específicas, de acordo com a abrangência dos PGRs. Outra possibilidade é a abertura de novas transportadoras próprias pelos embarcadores, prática que já acontece em grandes empresas e que pode se expandir.

“O setor jurídico e de seguros têm um papel fundamental nesse cenário instável e ainda sem regulamentação. Os impactos financeiros envolvem taxas, multas e sanções, em especial para o transporte de cargas específicas, como alimentos, eletrônicos e outros produtos sensíveis. Cabe a nós, especialistas, dar todo o respaldo necessário para que as apólices sejam robustas e protejam a reputação das duas partes, com preços que não comprometam as operações”, completa Marcio Dias.

Ele destaca, ainda, que o mercado de seguros se adaptará às necessidades dos embarcadores e transportadores; no entanto, é importante ter celeridade nesse tema pelas seguradoras e pelos órgãos fiscalizadores.

Otimismo dá o tom na estratégia das seguradoras para 2º semestre

Ivan Gontijo ceo da Bradesco Seguros

Eis o mais recente artigo escrito para o Infomoney

O otimismo prevalece entre os executivos do mercado de seguros em relação ao crescimento das vendas e dos lucros em 2023. Todas as 50 maiores seguradoras apresentaram ganhos no primeiro semestre deste ano, de acordo com um ranking elaborado pela consultoria Siscorp, especializada no setor. Excluindo a área da saúde, o lucro líquido praticamente dobrou, atingindo R$ 14 bilhões, em comparação com os R$ 7,4 bilhões do mesmo período do ano passado. As seguradoras que alcançaram lucros na faixa dos bilhões até junho incluem Bradesco, BB Seguridade, Caixa e Porto Seguro.

A arrecadação proveniente das vendas de seguros, bem como das contribuições para previdência e capitalização no setor de seguros, teve um aumento mais moderado, atingindo 7%, totalizando R$ 181 bilhões. Durante o período de janeiro a junho, o valor total pago em indenizações atingiu R$ 113,64 bilhões, um aumento de 2,42%. Esse crescimento foi principalmente impulsionado por resgates em planos de previdência e por reservas de títulos de capitalização. No âmbito dos seguros, os pagamentos aos clientes diminuíram 6,49%, de acordo com dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados).

De modo geral, as seguradoras se beneficiaram dos investimentos em tecnologia, que trouxeram ganhos operacionais, controle de fraudes e aumento na abrangência das vendas através da evolução das plataformas digitais. A taxa Selic, que remunera quase a totalidade dos R$ 1,2 trilhão em reservas, está em 13,25%, o que tem contribuído para os ganhos financeiros. Os reajustes de preços, justificados para compensar as perdas de 2021 e 2022 causadas por acidentes climáticos, riscos de crédito como os da Americanas, bem como os resquícios das complicações geradas pela pandemia, também influenciaram positivamente o resultado final das companhias de seguros.

Dados econômicos e de emprego melhores do que o esperado têm levado bancos e analistas a revisarem suas expectativas de crescimento do PIB para 2023 e a diminuírem as projeções de inflação. As previsões do Programa Desenrola Brasil também têm contribuído para o otimismo das seguradoras. A renegociação de cerca de R$ 8 bilhões em volume financeiro pelos bancos, exclusivamente na Faixa 2, tem impactado positivamente esse cenário.

Ivan Gontijo, presidente do grupo Bradesco Seguros, expressa esse otimismo ao considerar a melhora das condições do país. Ele afirma que estudos internos e externos levaram o grupo a revisar as expectativas de resultados para seguros, previdência e capitalização, aumentando a projeção de crescimento de 6-10% para 21-25% em 2023. Ele ressalta que no início do ano a economia estava menos clara, mas a partir de julho, os economistas passaram a demonstrar claramente um segundo semestre positivo.

O Brasil, de acordo com Gontijo, está atraindo mais interesse de estrangeiros, o que reflete a força do país. Ele menciona a fase de transição entre governos, em um momento delicado devido aos desafios pós-pandemia, e também observa as mudanças no cenário global, como as revisões relacionadas ao Brexit e as evoluções econômicas nos Estados Unidos e Europa.

Essa perspectiva também é compartilhada por Roberto Santos, CEO da Porto, que não vê fatores significativos no segundo semestre que possam afetar negativamente o índice de sinistralidade, um dos principais indicadores para seguradoras. Ele antecipa um retorno à normalidade nos níveis pré-pandemia. O início do ciclo de queda da Selic não preocupa, uma vez que as seguradoras agora consideram o ganho operacional e financeiro ao precificar seus produtos, visando a saúde financeira e a oferta atraente para os consumidores.

Historicamente, o setor de seguros apresenta melhor desempenho no segundo semestre em comparação aos primeiros seis meses do ano. Neste ano em particular, espera-se que seja beneficiado pela retomada dos investimentos em infraestrutura, pelo crescimento do emprego e pela redução da inadimplência de empresas e indivíduos. O Programa Desenrola, que já beneficiou 10 milhões de brasileiros na renegociação de dívidas, também contribui para essas perspectivas positivas.

Os resultados do segundo trimestre refletem uma melhora evidente, impulsionando positivamente o resultado do semestre. O braço segurador do Bradesco, por exemplo, contribuiu com mais da metade do lucro do banco, com um lucro de R$ 4,1 bilhões (+21,6%) no primeiro semestre, enquanto o lucro líquido recorrente do banco foi de R$ 8,8 bilhões (-36,5%). As receitas provenientes das vendas de seguros e das contribuições de previdência e capitalização somaram R$ 50,5 bilhões (+10,3%).

O objetivo agora é fechar 2023 com um faturamento de R$ 100 bilhões, colocando o grupo entre as 10 maiores corporações do Brasil. Essa ambição é sustentada por áreas comerciais remodeladas, foco nas necessidades dos clientes e corretores, e investimentos em tecnologia, incluindo a migração de sistemas para a nuvem e processos de transformação digital. A estratégia busca oferecer produtos e preços adequados, bem como impulsionar sinergias e redução de custos operacionais.

A BB Seguridade, apesar das dificuldades enfrentadas nos últimos dois anos devido às mudanças climáticas, registrou um lucro líquido de R$ 3,7 bilhões no primeiro semestre, um aumento de 37,3% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado operacional cresceu 32% no semestre, sendo impulsionado principalmente pela redução significativa da sinistralidade em seguros agrícolas, aumento das vendas de seguros prestamista e rural, além de crescimento em planos de previdência e capitalização.

PAC e os investimentos previstos em R$ 1,7 trilhão 

Os executivos de seguros também estão contando com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que prevê investimentos de R$ 1,7 trilhão, sendo R$ 1,4 trilhão até 2026. Esse programa visa elevar o índice de conclusão das obras de infraestrutura, um fator importante para o setor de seguros. Alessandro Octaviano, Superintendente da Susep, ressalta a importância do seguro como suporte para os investimentos na construção de infraestrutura e inovação industrial.

A Susep planeja lançar um programa em agosto para melhorar o ambiente de contratação de seguros relacionados a esses investimentos, em colaboração com seguradoras, segurados e outras partes interessadas. O PAC, com seu impacto na economia, gera empregos e influencia diversos segmentos, incluindo seguros de saúde, proteção para financiamentos, seguros para carros, casas e empresas que buscam garantir a conclusão de obras e proteção contra imprevistos.

Nesse contexto, seguradoras, resseguradoras e corretoras de seguros estão investindo para aproveitar as oportunidades de negócios no Brasil. A Conferência Hemisférica de Seguros da FIDES, um importante evento para o mercado segurador nas Américas e Península Ibérica, está com ingressos esgotados. Os temas abordados na conferência incluem desafios da longevidade, riscos cibernéticos, sinistros em grandes obras de infraestrutura, mudanças climáticas e questões relacionadas a questões ambientais, sociais e de governança.

Em resumo, o otimismo está se espalhando entre as empresas de seguros devido ao crescimento das vendas e dos lucros, impulsionado por fatores como investimentos em tecnologia, reajustes de preços, melhores dados econômicos e ações governamentais. As perspectivas positivas estão alinhadas com as expectativas de crescimento do PIB, redução da inflação e os investimentos projetados pelo PAC, que têm potencial para impulsionar o setor de seguros no Brasil.

Quer saber se é beneficiário de um seguro? A CNseg pode ajudar

Fonte: CNseg

A CNseg inaugura o site Notícias do Seguro (noticiasdoseguro.org.br), um grande hub de notícias sobre seguros, previdência privada, saúde suplementar e capitalização.

O hub de conteúdos conta com um time de jornalistas, designers e outros profissionais da Confederação que produzirá matérias, podcasts, vídeos e artigos com temas de interesse do cidadão comum, que busca informação sobre como proteger a sua saúde, sua família, seus bens e seu patrimônio. Mas não é só. Notícias do Seguro vai abordar temas relacionados à Educação Financeira e Educação Securitária, com o objetivo de tornar os produtos do setor ainda mais conhecidos e desejados.

Com linguagem clara e objetiva, o hub de conteúdos também pretende atrair a atenção dos formadores de opinião, profissionais do mercado segurador e dos poderes executivo, legislativo e judiciário.

“Conteúdo é o que não nos falta e precisamos torná-lo cada vez mais relevante para as pessoas, para as que conhecem os produtos do mercado e para as que precisam conhecer. Queremos prestar serviço compartilhando conteúdo de qualidade”, enfatiza Carla Simões, superintendente-executiva de Comunicação e Marketing da CNseg, ao comentar que outras discussões entram na linha de produção desse novo site: sustentabilidade, diversidade e inclusão, proteção de dados, economia e novas tecnologias. O site está dentro da estratégia da CNseg de democratizar o acesso ao seguro no País.

Uma das matérias mais interessantes no portal é que a CNseg pode ajudar beneficiários descobrirem se há seguro contratado por alguém que faleceu e que não tinha avisado o beneficiário.

Segundo o texto, diariamente, a CNseg é contatada por pessoas que estão tentando descobrir se são beneficiárias de algum tipo de seguro, plano de previdência ou título de capitalização contratado por elas mesmas ou deixado por parente ou amigo falecido. O fato é que, se uma pessoa faz um seguro e se esquece ou falece sem avisar aos seus beneficiários, há a possibilidade da indenização deixar de ser paga.  

Nesses casos, após procurar e não encontrar a apólice e buscar, sem sucesso, informações junto ao banco do contratante do seguro, ao seu corretor e na empresa onde tralhava, os interessados podem recorrer à Confederação Nacional das Seguradoras.  

Cabe lembrar que a CNseg não armazena qualquer informação sobre contratos de seguros, planos de previdência privada ou títulos de capitalização, mas pode empreender uma pesquisa junto às empresas associadas às quadro Federações que a compõem, informa a diretora jurídica da Confederação, Glauce Carvalhal: “Temos uma equipe exclusiva alocada no setor jurídico apta a receber e analisar a documentação necessária para realizar a pesquisa junto às empresas associadas, prestando um importante serviço à população. O tempo médio de resposta para esse levantamento é em torno de 45 dias úteis”, esclarece.  

Para iniciar esse processo, que não envolve qualquer custo, é necessário que o interessado acesse a página “Consulta de Seguros”, no portal da CNseg, preencha o formulário lá disponível e o envie, junto com uma série de documentos descritos na mesma página, para o e-mail sjur@cnseg.org.br ou para o endereço: Rua Senador Dantas, nº 74, 12º andar, Centro, Rio de Janeiro (RJ), CEP 20031-205, aos cuidados da Diretoria Jurídica da CNseg.  

Localizada a apólice/contrato e constatado que ainda está em vigor, os beneficiários devem entrar em contato com a seguradora para solicitar o recebimento da indenização que, de acordo com a Superintendência de Seguros Privados (Susep), demora, no máximo, 30 dias, contados a partir do envio da documentação necessária.  

Importante destacar que, ainda que a apólice/contrato seja localizado, há a possibilidade de não trazer os nomes dos beneficiários indicados. Nesse caso, de acordo com as normas da Susep, em caso do falecimento do titular, metade do valor da indenização vai para o cônjuge, caso este não esteja separado judicialmente da pessoa segurada, e a outra metade é dividida entre os seus herdeiros. Na falta destes, serão considerados beneficiários os que provarem que o falecimento do segurado os privou dos meios necessários para sobreviver.

Artigo: quais as tendências e como ficam as coberturas de gastos médicos?

Por Luiz Eduardo Halembeck, sócio-fundador do Grupo Halembeck Seguros

De acordo com o Datafolha, ter um seguro saúde ganhou um novo status na vida das pessoas, de uma necessidade básica, virou o terceiro maior desejo do brasileiro, e, para grande parte da população, ter um plano convencional é considerado um artigo de “luxo”. 

Segundo dados da ANS, apenas 23,5% dos brasileiros têm acesso a esse tipo de produto, o que significa uma pequena fração da população do país, de 215 milhões de pessoas. Desse montante, apenas 4,14% têm acesso a um plano individual e 19,35% possuem planos coletivos empresariais.

Esses números retratam uma parte do cenário nada animador que o setor de saúde suplementar vive nos últimos anos. Dados da Fenasaúde apontam que esse mercado é bastante relevante para a economia do país: movimenta 3% do PIB e emprega 5 milhões de pessoas. No ano passado, o índice de sinistralidade das operadoras foi nas alturas: fechou o período em 89,2%, gerando um prejuízo operacional de R$ 10,7 bilhões, pior resultado obtido nos últimos 25 anos.

Mas aí você deve estar se fazendo a seguinte pergunta nesse momento: se as operadoras aumentam o valor das mensalidades, por que estão operando no vermelho? A resposta é simples: a conta não fecha.

Para compreender melhor esse cenário, vale destacar os principais fatores que afetam consideravelmente o lucro das operadoras. A começar pelas fraudes, abuso na utilização desnecessária, despesas jurídicas e regulatórias. Soma-se a isso ainda o novo rol de procedimentos a obrigatoriedade de incorporar tecnologias inovadoras que custam caro, sem uma projeção de retorno disso às empresas de saúde.

E é nesse ambiente desafiador que ocorrem os grandes problemas vivenciados por quem tem plano de saúde suplementar, incluindo, além dos reajustes elevados, as negativas de atendimento e procedimentos e os cancelamentos de contratos unilateralmente, pegando o consumidor de surpresa.

Do outro lado, enquanto a maioria da população carece de atendimento na rede de saúde privada, os segurados de maior renda, que também sentiram na pele o aumento do preço de seus planos, estão buscando alternativas para tornar essa despesa menos pesada. As estratégias que estão ganhando força nesse sentido é a compra de produtos com rede credenciada premium que inclui médicos renomados, produtos com cobertura de internações e os produtos para Gastos Médicos Maiores, que oferece atendimento livre-escolha em provedores renomados de saúde no Brasil e no exterior, sem burocracia para procedimentos mais caros, como por exemplo, transplantes, doenças raras e câncer.

Os custos dos planos com cobertura de internações chegam a ser 40% menores se comparados aos  planos que incluem a cobertura ambulatorial e essa mudança tem levado a um uso mais consciente na utilização ambulatorial, algo que vem sendo buscado pelas operadoras, principalmente com o alto índice de  fraudes e realização de procedimentos desnecessários. Fraudes essas que correspondem a  30% dos procedimentos médicos no país, o que acaba, no fim, sendo cobrado do próprio consumidor.

Outra tendência que também se fortaleceu nos últimos anos, para tentar atender as pessoas que estão com dificuldade de manter seus planos de saúde suplementar foi a criação de franquias de saúde – as chamadas healthtechs – que consistem em redes de atendimento que oferecem consultas e exames a preços mais atrativos. De acordo com dados da ABF, essas empresas respondem por 13% das 50 maiores franquias brasileiras. Em 2021, elas chegaram a faturar R$ 38,1 bilhões.

Esse cenário como um todo deve se agravar e a tendência é que com a dificuldade de manter um plano de saúde, o sistema público de saúde deve ficar sobrecarregado e sem condições de absorver essa demanda. Para se ter ideia, de acordo com dados do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde, o investimento em saúde pública caiu 64% nos últimos anos. 

Como endereçar toda essa problemática? Eu acredito em dois caminhos. O primeiro deles é promover maior flexibilização na regulamentação das operadoras, que são vistas como vilãs do mercado. E a segunda alternativa é mudança na legislação promovendo um bom aumento no orçamento na área da Saúde com respectivo controle de gastos visando melhoria substancial para a toda a população para que a utilização dos produtos de Saúde Suplementar, seja realmente suplementar.

Enquanto nada disso acontece, o consumidor seguirá pagando a conta. E a falta de acessibilidade e democratização do atendimento médico vai ficando cada vez mais para depois. 

BMS Re Brasil anuncia Sandra Levandovski como Head de Contratos  

Fonte: BMS

A BMS Re, braço especializado em resseguros do grupo global de corretagem BMS, anunciou a chegada da Sandra Levandovski como nova Head de Contratos de sua operação no Brasil.  

Sandra possui mais de duas décadas de experiência no mercado de resseguros e chega a BMS com o objetivo de ampliar o crescimento e consolidar a área de contratos de resseguro da companhia. 

“Estamos muito felizes com a chegada da Sandra para liderar nosso departamento de contratos automáticos. Sua vasta experiência e conhecimento de mercado certamente contribuirão expressivamente no enriquecimento de nossa proposta de valores aos clientes e parceiros. Temos direcionado nossos esforços em atrair os melhores profissionais do mercado”, disse Jose Leão, CEO da BMS Re Brasil. 

Sandra complementa: “estou muito contente em ingressar na BMS Re e me juntar a essa equipe incrível. Tenho certeza de que vamos trazer soluções diferenciadas e relações duradouras com nossos parceiros”. 

Liberty Seguros lança segunda edição do programa Cresça Minha Ideia

Fonte: Liberty

A Liberty Seguros, uma das principais seguradoras do Brasil e referência em inovação, anuncia a segunda edição do Cresça Minha Ideia, programa de aceleração de ideias no mercado de seguros, voltado exclusivamente para corretores. O projeto, que teve início no dia 2 de agosto, tem o objetivo de estimular os parceiros a praticarem o empreendedorismo e a criatividade para atender às necessidades dos clientes, além de incentivar a cultura da inovação no mercado segurador. No final da ação, as melhores ideias serão premiadas.

Em 2023, o tema do Cresça Minha Ideia é “Como podemos aprimorar nossos produtos ou ferramentas para crescermos em vendas juntos?”. Além de fortalecer a parceria entre a Liberty e os corretores, o programa fomenta a co-criação de soluções que sejam capazes de transformar o mercado de seguros como um todo.

Todas as ideias inscritas serão avaliadas por uma banca e, no dia 18 de setembro, a companhia divulgará as cinco semifinalistas. Depois, os participantes selecionados seguirão para as etapas subsequentes do processo, que incluem um workshop exclusivo sobre Design Thinking e como fazer boas apresentações, com Felipe Bulis, Design Manager da WeMe, consultoria de design e tecnologia. 

Os vencedores do programa serão divulgados no dia 20 de outubro. Os três primeiros colocados receberão prêmios entre R$5 mil e R$15 mil no cartão Cresça com a Liberty, cartão de crédito especial para ser utilizado em compras – o valor recebido será dividido entre os integrantes de cada grupo. O primeiro lugar será presenteado, também, com um workshop sobre metodologia ágil com o time de especialistas da seguradora.

“Estamos muito empolgados com a segunda edição do Cresça Minha Ideia pois, mais uma vez, teremos a oportunidade de colocar em prática dois dos principais pilares da Liberty: a inovação e o reconhecimento do trabalho dos corretores”, comenta Daniela Bouissou, diretora de Transformação da Liberty Seguros. “A visão dos nossos parceiros é primordial para a companhia, pois eles são a principal ponte entre a companhia e os clientes. Temos certeza de que receberemos ideias valiosíssimas que ajudarão na inovação e expansão do mercado”, finaliza.