ESG: o bônus e o ônus em seguros para quem respeita (ou não) o planeta, a sociedade e as normas

seguros ESG
as florestas plantadas de eucalipto emergiram como parte da solução para a crise climática

Eis o mais recente artigo no Infomoney

Quem acompanhou os diversos eventos do mercado de seguros em setembro e outubro, tanto dentro quanto fora do Brasil, notou que a sigla ESG está ganhando cada vez mais relevância no setor de seguros.

Afinal, para as seguradoras e resseguradoras, que baseiam suas avaliações de risco na probabilidade de eventos ocorrerem ou não, quanto mais todos respeitarem o planeta, a sociedade e cumprirem as normas, menor será a probabilidade de os clientes precisarem acionar o seguro.

Isso, por sua vez, resulta em maiores lucros para as empresas de seguros. No entanto, também representa vantagens para os clientes que adotarem essa abordagem.

Investir em gerenciamento de riscos e buscar ações sustentáveis não é mais apenas um diferencial ao negociar programas de seguros, mas agora se tornou uma condição para obter seguro.

Um exemplo disso é a renovação do programa de seguros da Suzano, a maior produtora de celulose do mercado. Este é um dos três maiores contratos de seguros no país, com um limite de risco de US$ 1 bilhão. A Suzano possui 13 fábricas no Brasil, incluindo três consideradas como de “highly protected risk,” além de diversos portos e terminais intermodais, totalizando mais de 20 locais de risco em território brasileiro.

As negociações para a renovação do seguro começaram em junho e devem ser concluídas neste mês. A apólice entrará em vigor no início de novembro e terá uma validade de 18 meses, até abril de 2025. Até o momento em que este texto foi concluído, em 13 de outubro, tudo indica que o contrato será renovado com redução de taxas, de acordo com informações de pessoas próximas às negociações com resseguradoras no Brasil, em Miami, Londres e na China. A agenda incluiu a apresentação do risco para mais de 100 resseguradoras, das quais cerca de 50 demonstraram interesse em assumir uma parte do risco.

Além das coberturas tradicionais de danos patrimoniais e lucros cessantes, o programa de seguros da Suzano inclui coberturas para obras de engenharia e mercadorias armazenadas nas fábricas, com uma cláusula de rateio que não se aplica. Isso torna o programa de seguros da Suzano um dos mais abrangentes do setor. As seguradoras e resseguradoras que participarem deste seguro terão preferência na contratação do seguro para a nova unidade fabril em Ribas do Rio Pardo, no Mato Grosso do Sul, que será a maior linha única de produção de celulose do mundo. A previsão é que comece a operar no primeiro semestre de 2024 e receba investimentos de R$ 20 bilhões, conforme informações divulgadas pela imprensa.

Renovar um contrato sem aumento de prêmio nos últimos dois anos é um grande feito em um cenário delineado por resseguradores em eventos como Monte Carlo, Mônaco, Fides Rio 2023 e na Associação Brasileira de Gerenciamento de Riscos (ABGR), que reúne os principais compradores de seguros corporativos do Brasil. Eles destacaram a importância da agenda ESG e apontaram as tendências para renovações em vários segmentos da economia, observando que o fim do ciclo “hard” está previsto apenas para 2025, a menos que surjam novas surpresas, como eventos climáticos graves, pandemias ou conflitos armados.

A abordagem ESG beneficia a Suzano devido à sua abordagem robusta e ao comprometimento da alta direção da empresa com essa agenda. O grupo informou em várias entrevistas que a remuneração variável de todos os gestores está ligada a metas de ESG. Além disso, uma grande parte da dívida da companhia está vinculada a esses indicadores, incluindo green bonds e Sustainability Linked Bonds (SLB).

A Suzano foi a primeira empresa do Hemisfério Sul a emitir dívida vinculada a esses indicadores e a segunda no mundo a fazê-lo. Antes disso, a Suzano já se destacava no mercado devido ao amplo uso de energias renováveis, já que gera toda a energia elétrica necessária para sua operação em suas fábricas e exporta o excedente para a rede elétrica brasileira, conforme apresentado a resseguradoras.

Corretores, resseguradores e subscritores enfatizaram em palestras durante os eventos que o mercado europeu já está mais avançado na agenda ESG e está selecionando segurados com base nesse critério. Afirmaram que ainda não é possível estabelecer um paralelo concreto entre descontos e ações ESG, mas agora todas as apresentações de riscos contam com a participação de especialistas em ESG para ajudar o subscritor de risco a decidir se aceitarão ou não o risco. Em resumo, quem não aderir a essa abordagem corre o risco de ficar sem seguro.

Samarco ainda paga ônus da devastação causada em Mariana (MG)

Outra notícia deste mês de outubro que destaca a importância da agenda ESG diz respeito à gestora americana Gramercy Fund Management e a maior tragédia ambiental do Brasil. A gestora anunciou um investimento de US$ 552 milhões no escritório londrino de advocacia Pogust Foodhead, que representa 720 mil pessoas afetadas pelo rompimento da barragem de Fundão da Samarco em Mariana, em 2015.

Em junho deste ano, a Samarco fechou um acordo com suas parceiras Vale e BHP Billiton Brasil e seus credores financeiros para aprovar seu plano de recuperação judicial. Esse processo foi iniciado em abril de 2021, quando a empresa estava com uma dívida de R$ 50,5 bilhões. Mais de R$ 26 bilhões desse valor eram dívidas com fundos estrangeiros que haviam adquirido títulos da Samarco emitidos antes do acidente de 2015, que levou à suspensão das operações da mineradora. As dívidas com a Vale e a BHP totalizavam cerca de R$ 24 bilhões e consistiam em títulos de adiantamentos concedidos à Samarco desde 2015.

A ação coletiva movida pelo escritório Pogust pode resultar em indenizações superiores a 36 bilhões de libras esterlinas, de acordo com informações de agências internacionais. Em comunicado, a Gramercy Fund Management afirmou que apoiar litígios ambientais está alinhado com sua missão de trazer impacto positivo para seus clientes, empresas do seu portfólio e suas comunidades. A gestora também expressou orgulho em contribuir para buscar justiça em um dos piores desastres ambientais das últimas décadas.

Apesar dos altos valores de indenizações solicitados no Brasil e no exterior, há um limite máximo de cobertura estabelecido no programa de seguros da Samarco. Na época do desastre, a apólice foi segurada e ressegurada por empresas como Chubb, Mapfre, Swiss Re Corporate Solutions e Fairfax Brasil.

Empresas que adotam boas práticas ESG tendem a ter um custo de capital mais baixo, a atrair os melhores funcionários e a estar mais preparadas para enfrentar situações adversas, além de manterem sua relevância em um mercado em constante mudança. Investidores, analistas, profissionais e consumidores estão cada vez mais atentos a esses aspectos.

Como afirmou Antonio Trindade, presidente da Federação Nacional de Seguros Privados (FenSeg), durante um evento da ABGR, o consumidor final está avaliando as marcas com base em seu comprometimento com a agenda ESG. Há muito tempo, o ESG deixou de ser um diferencial e agora é uma condição de mercado. Quem não adotar essa abordagem corre o risco de ficar para trás, pois o bonde da história agora é elétrico e não mais movido a gasolina. Antonio Trindade é também membro do conselho da Chubb, uma das maiores seguradoras do mundo em riscos patrimoniais e de responsabilidades.

Bradesco Vida e Previdência fecha parceria com corretora Segurize em seguro de vida

Data: 10.02.2020 Local: Alphaville, SP Assunto: Retrato de Bernardo Castello, diretor Bradesco Vida e Previdência. Foto: Bitenka

Fonte: Bradesco

A Bradesco Vida e Previdência acaba de fechar uma parceria com a corretora Segurize para ampliar a jornada de distribuição e o alcance do seguro de vida. A iniciativa, que nasceu no Polo de Inovação da companhia, soma o DNA vanguardista da empresa à disrupção da insurtech, que em uma associação com a Prontto, irá gamificar e potencializar as vendas do produto. Por meio da plataforma, os usuários cadastrados na Prontto poderão indicar produtos a familiares, amigos e conhecidos e, caso a contratação seja efetivada, serão bonificados. A ideia é engajar o usuário, tornando a contratação do produto mais dinâmica.

Segundo o diretor da Bradesco Vida e Previdência Bernardo Castello, o objetivo da ação é incentivar os usuários a recomendarem os produtos, de modo a tornar o seguro de vida ainda mais presente no cotidiano das pessoas, fortalecendo a cultura de proteção e de planejamento financeiro. “Quem nunca contratou um produto ou serviço por recomendação de um amigo ou familiar? Ao fomentar a criação de uma rede de indicações, estaremos não apenas ampliando a abrangência do produto, mas também contribuindo para a geração de renda complementar”, destaca o executivo.

Segundo o founder das empresas parceiras, Keyton Pedreira, esse modelo de negócio irá revolucionar o mercado. “Estamos unindo a solidez da Bradesco Vida e Previdência à agilidade da Segurize e ao formato inovador da Prontto, focado na geração de renda extra para a população por meio de indicação ou venda de produtos e serviços”, explica, informando ainda que o App Prontto já está disponível nas principais lojas de aplicativos.

A procura pela modalidade de proteção de pessoas vem crescendo de forma consistente nos últimos anos. Segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), no primeiro semestre de 2023, os prêmios de seguro de vida e acidentes pessoais registraram evolução de 8,2%. A plataforma surge como mais um instrumento para desmistificar e democratizar o produto, mostrando que, diferentemente do que muitos pensam, trata-se de um instrumento que, além da tradicional cobertura de morte, também oferece uma ampla gama de coberturas e assistências para uso em vida. 

Para Castello, esse é um passo importante não somente para a Bradesco Vida e Previdência, mas para o mercado segurador como um todo. “Temos avançado tanto na oferta de produtos acessíveis, quanto na simplificação da jornada de contratação. Mas, para expandir o universo do seguro de vida, precisamos investir cada vez mais em educação financeira e comunicação. Acreditamos que iniciativas como a que estamos adotando vão totalmente ao encontro desse objetivo. Além disso, quanto mais pessoas conhecem os benefícios, inclusive para uso em vida do seguro, maior é a importância da consultoria de um corretor de seguros, que poderá oferecer os produtos mais adequados para cada perfil de cliente, fazendo com que ele contrate apenas o necessário. Nesse sentindo, temos estreitado cada vez mais os laços com esses parceiros de negócios tão importantes, sinalizando como eles podem diversificar as suas carteiras comercializando os produtos de vida”, conclui.

Porto Seguro anuncia oferta especial de seguro nova picape da Ram

Rivaldo Leite Porto seguros
São Paulo, Brasil 26-11-2021 Retrato de Rivaldo Leite, VP comercial e de Marketing da Porto Seguro na sede da empresa em São Paulo. Foto: ©Fernando Martinho

Fonte: Porto

A Porto Seguro anuncia parceria com o grupo Stellantis para uma oferta especial de Seguro Auto Premium para a nova picape da marca americana Ram, a Rampage. A promoção oferece vantagens e condições especiais aos clientes que adquirirem o modelo durante o período da pré-venda e ficará disponível até o dia 1º de dezembro.

“Sabemos da importância de ter seu veículo assegurado, especialmente uma picape Ram, que é um automóvel que chamativo por conta do seu tamanho e beleza. A Porto Seguro lança essa oferta sabendo dessa necessidade. Nosso intuito é o de promover uma experiência de qualidade cada vez mais expressiva para os nossos clientes”, comenta Rivaldo Leite, CEO da Porto Seguro.

Os modelos elegíveis da marca que estão contemplados nessa campanha são as três versões do novo veículo: Rebel, Laramie e R/T. Para os novos donos das picapes, a Porto Seguro oferece os seguintes benefícios: 

  • Assistência 24h para o carro e para casa;
  • Atendimento concierge em caso de sinistro;
  • Cobertura para objetos deixados no veículo;
  • Rede de oficinas premium;
  • Cobertura compreensiva: 100% FIPE com franquia 50% da obrigatória
  • Cobertura para terceiros (Danos Materiais e Danos Corporais): R$ 200.000
  • Acidentes pessoais a passageiros (APP): R$ 50.000

A promoção ficará disponível até o dia 1º de dezembro de 2023.

HDI AUTO amplia portfólio com soluções e parceria para veículos híbridos e elétricos

Fonte: HDI

A HDI Seguros, seguradora alemã com mais de 40 anos de atividade no Brasil e em plena expansão de mercado, apresenta novidade para a cobertura do seguro Auto específica para carros híbridos e elétricos. Para os clientes que optarem pela contratação, em caso de pane elétrica, passarão a contar com serviços de reboque 24h para remoção até um ponto de recarga mais próximo ou para residência indicada. Entre os novos benefícios estará garantida a cobertura do cabo de carregamento de veículos híbridos plug-in e elétricos (desde que seja de fábrica), em caso de indenização integral do veículo proveniente de roubo ou furto.

Além disso, está disponível o serviço exclusivo de indicação de ponto de recarga mais próximo por meio do telefone 0800 434 4340. Se preferir, o segurado também pode consultar um ponto de recarga, acessando: PlugShare (disponível para todos os proprietários de veículos elétricos ou híbridos). Lembrando que é possível realizar a contratação para veículos de até R$ 600mil.

“O veículo elétrico, que era só tendência, já se tornou uma realidade nos grandes centros do país. A frota aumentou bastante e com ela surge a necessidade de novos serviços para atender esse público. Estamos sempre atentos às novas demandas para podermos oferecer produtos cada vez mais completos e conectados, que proporcionem ainda mais segurança, comodidade e confiança para os segurados”, explica Rafael Ramalho, vice-presidente de Automóvel na HDI. 

Parceria – Além da nova cobertura e serviços, a companhia anuncia mais uma parceria que trará benefícios para seus segurados. Todos os segurados proprietários de veículos elétricos ou híbridos passam a dispor de desconto exclusivo de 30% para carregamento dos automóveis na rede de recarga da Zletric em todo o país. O acordo da HDI Seguros com a empresa que possui a maior rede de carregamento para veículos elétricos do Brasil, prevê que o benefício seja sem limite de uso, ou seja, os clientes da seguradora desfrutarão de abatimento todas as vezes que necessitarem realizar o carregamento dos seus veículos, pelo prazo programado. 

Os segurados da HDI ainda contarão com acesso personalizado no aplicativo da Zletric, onde a identificação para utilização do benefício se dará por meio do registro já no login, com placa do automóvel, CPF e número da apólice. O app está disponível para download com compatibilidade para os sistemas IOS e Android. 

“A sustentabilidade está no centro de nossa estratégia de negócio, assim como oferecer aos nossos segurados produtos e serviços que agreguem comodidade, segurança e tranquilidade. Entendemos que a parceria com a Zletric, além de acompanhar a tendência de veículos elétricos, gera um enorme benefício econômico para nossos clientes e essa é a nossa missão, agregar cada vez mais valor às nossas apólices, além de contribuir com o meio ambiente”, comenta o executivo.


Atualmente, a Zletric está presente em 15 estados no Brasil, alcançando mais de 50 cidades e com o oferecimento de 700 carregadores para uma recarga segura e eficiente. Esse é um grande diferencial da empresa. Para consultar o ponto mais próximos de recarga, basta acessar a localização via aplicativo da Zletric e escolher o plano Membership HDI.

Danilo Godoy assume como diretor de marketing, digital e vendas direta da Universal Assistance

 A Universal Assistance empresa do grupo Zurich com atuação no segmento de seguro viagem e líder no mercado brasileiro acaba de contratar Danilo Godoy. Ele assume como diretor de Marketing, Digital e Venda Diretas.

Com mais de 20 anos de vivência em e-commerce, inovação e Operações Digitais em grandes players do mercado, como BNP Paribas, Intel, AXA, Amil e BTG Pactual com experiência voltada à gestão em digital marketing, parcerias estratégicas, transformação digital, performance, novos negócios e novos produtos. Destaque para gestão em Inteligência Artificial, desenvolvimento, estruturação e implementação de novos produtos, novos canais, liderando equipes com foco em performance, além da habilidade em Business Intelligence, estruturação de operações digitais, insurance as a service em grandes canais de distribuição, criação de startups e operações enxutas. Atuou como executivo sponsor de grupos de diversidade e inclusão, principalmente em causas LGBTQIA+.

“O ingresso de Danilo agrega muito ao time BR, que passou por uma importante reestruturação em 2023. Ele é umprofissional perfeitamente qualificado para o cargo, desejamos todo sucesso”, afirma Maurício Amaral, Country Manager da Universal Assistance Brasil.

Israel fornecerá US$ 6 bilhões em seguro de guerra para aviação

Fonte: Reuters

O comitê parlamentar de finanças de Israel aprovou um plano para fornecer uma garantia estatal de US$ 6 bilhões para cobrir seguros contra riscos de guerra para companhias aéreas israelenses, disse o Ministério das Finanças na quinta-feira.

O quadro de garantia concederá às companhias aéreas israelitas apólices de seguro contra riscos de guerra, garantindo assim a continuidade das operações aéreas em Israel.

Devido à eclosão da guerra entre Israel e o grupo militante palestino Hamas no fim de semana passado, as companhias de seguros que seguram a companhia aérea El Al Airlines, Israir e Arkia afirmaram que os termos das suas apólices indicavam que, em tempo de guerra, no prazo de sete dias após a notificação, as seguradoras têm o direito de cancelar apólices de seguro.

Como resultado, o Ministério das Finanças procurou garantias estatais que precisavam de ser aprovadas pelos legisladores.

Embora muitas companhias aéreas globais tenham cancelado voos para Tel Aviv, as três companhias aéreas de Israel continuam a voar, acrescentando mesmo voos para trazer de volta israelitas que estão retidos – muitos dos quais regressam como reservas nas forças armadas.

Meu Doutor Novamed disponibiliza atendimento digital dedicado a pacientes surdos


Fonte: Bradesco Saúde

Com o objetivo de promover acessibilidade e inclusão por meio da inovação tecnológica, a rede de clínicas Meu Doutor Novamed, do Grupo Bradesco Seguros, acaba de implementar o atendimento especializado a pacientes com deficiência auditiva. A ferramenta de tradução simultânea em Libras permite ao paciente uma comunicação sem barreiras em toda a sua jornada assistencial, desde o agendamento até a consulta com o médico.


O recurso de acessibilidade está disponível para acolher todos os que procuram pelos serviços da Meu Doutor Novamed, em qualquer uma das 31 clínicas da rede. A plataforma utilizada é uma central de Libras com tradução simultânea que facilita o diálogo entre médico, demais profissionais de saúde envolvidos no atendimento e o paciente. Pelo aplicativo, o paciente aciona uma videochamada intermediada por um intérprete de Libras, que traduz a conversa da pessoa com a deficiência auditiva para o ouvinte e vice-versa.


“Proporcionar acessibilidade faz parte do nosso modelo de atendimento com foco no cuidado integral do paciente. Esse novo formato de atendimento oferecido na rede Meu Doutor Novamed dá maior autonomia às pessoas que possuem a deficiência auditiva nessa jornada, tornando as suas experiências ainda mais completas e acolhedoras, a partir de recursos interativos que asseguram a plena comunicação com os médicos e equipe de atendimento”, explica Aline Thomasi, superintendente executiva da Bradesco Saúde e da Meu Doutor Novamed.


Como funciona?


O cuidado com o paciente começa ao agendar a consulta. Neste momento, ele recebe um vídeo explicativo em Libras sobre o funcionamento do aplicativo e aprende como utilizar a plataforma, antes mesmo da consulta. E assim, pode se preparar para o atendimento sem receio, sabendo que a sua comunicação com o médico ocorrerá com fluidez e qualidade nas interações. De maneira simples e direta, o paciente se conecta via aplicativo, e a conversa é intermediada por um intérprete de Libras, que traduz a em tempo real a consulta.

Acidentes aéreos emblemáticos mudaram as regras do seguro para aviões no Brasil?

Fonte: Infomoney

Em novembro de 2018, o piloto John Venera sofreu um acidente aéreo junto com um colega em um voo especial para a renovação dos certificados da aeronave. A queda, sem vítimas fatais, ocorreu na Serra do Mangaval, localizada em Cáceres, município mato-grossense localizado a 220 quilômetros de distância da capital, Cuiabá. No acidente, Venera fraturou os dois tornozelos, o fêmur, o nariz e machucou a testa.

Era um voo autorizado pela ANAC [Agência Nacional de Aviação Civil, reguladora da aviação civil no país] para regularizar esse avião e o acidente em si, não foi falha mecânica (…), mas foi uma sucessão de erros. Hoje eu falo que um acidente não acontece na hora, ele vem com uma sucessão de erros lá de trás. Na época eu tinha pouco tempo de empresa (…), vi uma sucessão de erros antes dessa operação, que vinha pela minha falta de maturidade. Isso é algo que eu não tenho vergonha de falar. Algumas decisões que foram tomadas ali em conjunto com o outro piloto que estava a bordo acarretaram no acidente. Eu tive um CFIT, né? É um acidente que por um milagre divino (…) eu tô aqui vivo hoje pra contar a história e evitar que se repita”, conta o piloto.

No episódio desta semana do Tá Segurovideocast do InfoMoney que traduz o mundo dos seguros, Venera detalha a sua recuperação e a experiência com a utilização do seguro após o acidente. A indenização, ele conta, foi de cerca de R$ 70 mil e o ajudou no período de oito meses que levou para se recuperar e voltar a voar.

“Após 5 dias, a força aérea fez o nosso resgate. Dali para frente começou a questão de tratamento médico. Entre a entrada no hospital e a saída foi em torno de 30 dias, e uma recuperação total aí em torno de oito meses”, relata Venera. Segundo ele, foi uma “recuperação extraordinária”, já que os médicos previam cerca de um ano para o total restabelecimento de sua saúde.

O piloto relembra que utilizou o montante para custear remédios e fisioterapia, e “algumas contas” que ele tinha. “Porque acabei ficando desempregado nessa sequência do acidente. E aí o que aconteceu? Esse valor supriu as minhas necessidades, embora não a totalidade, mas ajudou muito”.

Proteção obrigatória

A indenização recebida por Venera foi proveniente do RETA – seguro obrigatório cujo objetivo é a proteção de terceiros (passageiros, tripulantes, pessoas e bens no solo) no caso de acidentes aeronáuticos. Sua contratação é de responsabilidade do operador da aeronave (que pode ser o proprietário ou não).

Traduzindo isso para as pessoas que não são da aviação: é similar ao DPVAT. É um seguro que é calculado de acordo com o peso da aeronave e o número de assentos. O limite de indenização aos tripulantes, passageiros e para qualquer dano que essa aeronave cause no solo, é baixo. Hoje a gente fala em torno de R$ 98 mil por assento. É um seguro que paga médico, qualquer tratamento, ou no caso de vítima fatal, ele indeniza os R$ 98 mil para os beneficiários”, explica Luiz Eduardo Moreira, CEO da corretora de seguros Vokan e especialista em seguro aeronáutico.

De acordo com a advogada Sandra Assali, presidente da Abrapavaa (Associação Brasileira de Parentes e Amigos de Vítimas de Acidentes Aéreos), há discussões para aumentar o valor de cobertura obrigatória no Brasil, que já foi bem menor, e vem evoluindo com o passar dos anos.

Sandra conta que quando fundou a associação, o valor máximo de indenização desse seguro era de R$ 14 mil. Ela passou a acompanhar o tema mais de perto, a partir de 1996, quando o marido dela estava entre os passageiros do Focker 100 da TAM que sofreu um acidente aéreo logo após decolar do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, a caminho do Rio de Janeiro.

Meu marido era médico cardiologista de uma multinacional alemã e foi para o Rio dar uma aula num congresso de Cardiologia. Era um dia de trabalho. Eu o deixei lá, ele foi e ia voltar no mesmo dia”, relembra.

Sandra conheceu as famílias das outras vítimas – um total de 99, sendo 3 atingidas no solo – e 80 viúvas. “Eles tinham idade entre 20 e 45 anos, muitos jovens, [deixaram] aquele monte de criança. Ficaram mais de 100 órfãos, menores [de idade]”, continua a advogada. Ao ver que todas as famílias estavam com as mesmas dificuldades, entendeu que era necessário fundar uma associação brasileira para definir parâmetros para situações como essa na aviação. “E hoje, 26 anos depois, já foram mais de 200 acidentes”, ressalta a presidente da Abrapavaa.

Tem cobertura extra?

Moreira explica que, além do seguro obrigatório, é possível contratar outras duas coberturas “extras” para aeronaves:

  • Seguro casco, que é o seguro da própria aeronave, contratado para proteger esse patrimônio do operador. Cobre, por exemplo, custos de remoção da aeronave que cair em uma mata, evitando multa ambiental;
  • Seguro LUC (Limite Único Combinado), que funciona “em excesso à apólice do RETA obrigatório”, podendo contratar o limite que desejar.

“Vai de 1 milhão de reais a 500 milhões de dólares a possibilidade de contratação desse seguro LUC”, exemplifica o CEO da Vokan. Para se ter uma ideia de custo, o seguro RETA de um avião de 15 lugares custa em média de R$ 3.500 a R$ 4.000 por ano. Já o seguro LUC sai em torno de 3 mil dólares para contratar um limite de cobertura de 5 milhões de dólares. “E se aumentar o limite para 10 milhões, o seguro não dobra, vai para 5 mil. São faixas”, complementa Moreira.

Segundo ele, quando um cliente diz que o “seguro tá caro”, o corretor sempre alega que se o avião vale um milhão de reais e cair, ele sabe quanto será necessário financeiramente para repor esse bem. Mas não é possível saber onde ele vai cair ou se vai bater em outro avião, tornando impossível essa previsão exata de perda financeira.

Casos emblemáticos geram mudanças?

Além dos acidentes aéreos vivenciados pelo piloto John Venera, que sobreviveu a uma queda, e por Sandra Assali, cujo marido foi a vítima fatal, os especialistas comentam sobre outros casos emblemáticos, como o que ocorreu com o time de futebol Chapecoense que caiu na Colômbia a caminho de um jogo em 2016, e do então candidato à Presidência, Eduardo Campos, que caiu no litoral paulista em 2014 durante a campanha eleitoral. Os dois, que seguem sem solução definitiva, tiveram um fator em comum – algum nível de irregularidade na operação.

No caso do acidente de Campos, apontam, era um avião emprestado cujo atual dono não tinha atualizado a apólice. Já no caso da Chapecoense, a provável causa da queda foi pane seca – risco excluído da apólice.

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Na análise da advogada, os acidentes “trazem lições” e ensinam as empresas quais regras precisam ser modificadas e readequadas.

Quais cuidados o consumidor pode ter?

Segundo os especialistas, dificilmente os aviões de companhias comerciais terão algum problema. “100% das linhas aéreas têm o seguro casco e o seguro LUC”, aponta Moreira. “Na aviação executiva nem todos contratam”, acrescenta. Em ambos os casos, o consumidor sempre pode checar pelo menos se a manutenção do avião que irá embarcar está em dia.

ANAC disponibiliza o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), sistema de consulta no qual o consumidor insere o prefixo da aeronave e pode conferir o status em tempo real. E, se o consumidor encontrar algum problema – como taxis aéreos clandestinos (os chamados TACs) – também é possível denunciar pelos canais da ANAC, reforça Sandra.

O Tá Seguro é o videocast criado pelo InfoMoney para descomplicar o universo dos seguros. Todos os episódios estão disponíveis no YouTube e nas principais plataformas de podcast (clique aqui para ouvir no Spotify). E se você tem alguma história relacionada ao mundo dos seguros ou dúvida e quer vê-la esclarecida envie para seguros@infomoney.com.br que a gente vai consultar os melhores especialistas para te responder! E sem vergonha, hein? Não existe pergunta boba demais nem específica demais: pode abrir seu coração!

Israel x Hamas: como ficam as coberturas de seguro-viagem em caso de guerra?

Fonte: Infomoney

Em linhas gerais, um seguro-viagem não cobre o segurado em situações de guerra – sendo este considerado um “risco fundamental” e, portanto, excluído em apólices de qualquer ramo de seguro, é o que explica Gustavo Cunha Mello, professor e especialista em gestão de riscos.

O seguro-viagem integra o ramo de “seguro de pessoas” e tem por objetivo garantir aos segurados, durante período de viagem previamente determinado, o pagamento de indenização quando da ocorrência de riscos previstos e cobertos na apólice.

Este seguro deve oferecer, no mínimo, as coberturas básicas de morte acidental e/ou invalidez permanente, total ou parcial por acidente, podendo ser oferecidas outras coberturas, desde que estejam relacionadas com viagem, como, por exemplo, perda ou roubo de bagagem, retorno antecipado, cancelamento da viagem, entre outras situações.

“Quando tem uma guerra, todas as pessoas que estão viajando para aquele país vão dar sinistro ao mesmo tempo, por isso é um risco fundamental”, diz Mello. O segundo ponto, continua o especialista, é que em países em guerra a seguradora fica impedida de conseguir prestar alguns serviços já que, muitas vezes, “não é uma opção dessa seguradora mandar um avião para buscar as pessoas”, uma vez que aeroportos e mesmo espaços aéreos são fechados. “Nenhum avião civil pode entrar e nem quer entrar” em zonas de guerra, porque além de proibidos pelos governos, ficariam suscetíveis a serem atingidos.

A prestação de serviços como um todo acaba sendo impactada, uma vez que toda a infraestrutura do país fica prejudicada – dos aeroportos às comunicações, acrescenta Mello. “A seguradora não consegue atender nessas condições, não consegue se comunicar com os hospitais, com as pessoas e nem com empresas transportadoras para poder ajudar quem está lá no local”.

De acordo com o especialista, riscos fundamentais “não são cobertos em nenhuma apólice porque são tratados pelo Estado”. Nesses casos, quem tem autoridade para enviar aviões e repatriar os brasileiros é o próprio Estado brasileiro com a autorização dos governos dos países envolvidos no conflito.

O que pode acontecer, continua Mello, são as empresas privadas (seguradoras e demais corporações que operam com seguro e assistência viagem) contribuírem com consulados e embaixadas na organização de filas de espera para o retorno com aviões da FAB (Força Aérea Brasileira), por exemplo. “Eles dão algum apoio mantendo a família informada aqui e ficam acompanhando e servindo de ponte para falar com a família aqui ou para falar com a embaixada, mas não que a seguradora vai desembolsar ou pagar um transporte para isso”, exemplifica.

Israel x Hamas: como as seguradoras atuam neste conflito?

Apesar de a guerra ser um risco excluído no seguro-viagem, como explica o especialista, algumas seguradoras optaram por estender algumas coberturas aos segurados. Uma delas é a Coris, que anunciou na segunda (9) a prorrogação gratuita de todas as coberturas vigentes para os clientes que estão em Israel ou com destino ao país. A companhia também está oferecendo suporte logístico e emocional para os grupos que estão no país, através da sua central própria de atendimento.

“Além da prorrogação da apólice, também estamos oferecendo todo apoio necessário aos nossos parceiros agentes e corretores por meio da nossa central de atendimento, mesmo que eles não tenham emitido o seguro da Coris para os seus clientes. Mais do que nunca, é o momento de nos unirmos para trazermos de volta de forma segura e eficaz todos os viajantes brasileiros que se encontram em Israel”, declara Cláudia Brito, sócia-diretora comercial e marketing da Coris Brasil. Desde o início dos conflitos em Israel, a companhia alega ter mantido contato direto com a sua rede credenciada, localizada no Egito.

Em entrevista ao InfoMoney, Claudia diz que as condições normais do seguro-viagem excluem a indenização ao passageiro que tiver a viagem interrompida ou não conseguir viajar porque o local está em guerra. Geralmente a indenização seria utilizada para pagamento das multas – o que não tem cobertura em conflitos.

Contudo, ela conta que “algumas companhias aéreas até estão concedendo o benefício [ao passageiro] de escolher um outro destino, desde que haja essa possibilidade, mas algumas não estão nem retornando para dizer se pode ter isenção de multa ou não. Então, na realidade, os passageiros estão nas mãos das companhias aéreas”, comenta.

Sem citar números, Claudia informa que a central de atendimento da seguradora foi contatada por viajantes questionando os seguintes pontos:

  • como poderiam sair de Israel;
  • o que fazer caso se machucassem após o período de contratação do seguro acabar;
  • pedido de endereço e telefone do consulado para entender o que o governo brasileiro pretendia fazer para auxiliar os brasileiros no local;
  • se o bilhete aéreo teria validade.

Ela explica que as coberturas prorrogadas contemplam os atendimentos que não sejam relacionados diretamente à guerra. Ou seja, se o segurado for atingido por estilhaços derivados de armas ou bombas, ele será levado diretamente para o hospital público. “A gente não tem e nem pode ter nenhuma intercedência sobre isso”, pontua. Mas atendimentos por telemedicina, até para um “apoio emocional”, são feitos pela equipe baseada no Brasil – exceto quando há necessidade de prescrição de algum remédio em receita médica. Nesses casos há um operador local que guia o segurado.

Claudia conta que o perfil de quem contrata apólices de seguro-viagem na companhia visando o turismo religioso (que contempla não só viagens a Israel, mas também cidades portuguesas como Fátima e Lourdes, por exemplo) costuma ter faixa etária de 50 anos ou mais e viaja em grupo.

A Porto também anunciou, na quarta (11), que também estenderá gratuitamente o período de algumas coberturas do seguro-viagem para clientes que estão neste momento em Israel e na Palestina.

Os segurados que se encontram na região e que tem o término da vigência do contrato entre 7 e 31 de outubro terão as coberturas de “Remarcação de Passagem para Regresso” e “Despesas Médicas, Hospitalares e Odontológicas” estendidas, a princípio, até o próximo dia 31.

A orientação da seguradora é que a “Remarcação de Passagem para Regresso” deve ser feita por meio de reembolso, considerando os limites de valores contratados. Caso o retorno ao Brasil ocorra em aviões da FAB, o cliente poderá utilizar a cobertura inclusive para ir da cidade onde o avião pousará até sua cidade de residência, acrescenta a companhia, que diz ainda que seguirá acompanhando os desdobramentos do conflito e poderá oferecer uma nova extensão.

Em resposta ao questionamento do InfoMoney, a Porto informou, por meio de sua assessoria de imprensa, não ter números de clientes no local até o momento, já que o seguro-viagem pode ser contratado de uma forma mais ampla (geograficamente), podendo fechar a apólice com mais de uma região contemplada – trechos para Israel, Alemanha, Itália e Egito, por exemplo.

Brasileiros de volta ao país

O primeiro avião de resgate trazendo brasileiros de Israel pousou em Brasília por volta das 4h10 de quarta-feira (11). A aeronave KC-30 da Força Aérea Brasileira (FAB), com 211 passageiros, decolou de Tel Aviv às 14h12 (horário de Brasília) de terça (10) e fez um voo direto de cerca de 14 horas.

Estão previstos mais quatro voos até domingo (15), na operação “Voltando em Paz”, que é coordenada pelos ministérios da Defesa e das Relações Exteriores. O Itamaraty já colheu os dados de pelo menos 2,7 mil brasileiros interessados em deixar a região e voltar ao Brasil, e a estimativa é retirar 900 brasileiros de Israel e da Palestina.

Allianz, da Itália, adquire unidade da Generali por 280 milhões de euros

A subsidiária italiana da Allianz anunciou a aquisição da Tua Assicurazioni SpA da Assicurazioni Generali SpA por 280 milhões de euros. A Tua Assicurazioni possui uma carteira de seguros de propriedades e acidentes (P&C), com prêmios brutos emitidos globais de cerca de 280 milhões de euros em 2022, geridos principalmente através de uma rede de distribuição de quase 500 agentes.

A transação está sujeita a aprovações regulatórias, previstas para o início de 2024. Após a conclusão, a participação de mercado de P/C da Allianz na Itália deverá aumentar em aproximadamente um ponto percentual, consolidando sua posição como o terceiro player no mercado italiano no segmento de P&C.

Giacomo Campora, CEO da Allianz Itália, comentou: “A aquisição da Tua assicurazioni enquadra-se perfeitamente na nossa estratégia, aumentando a nossa presença em P&C com foco no varejo e nas PME. Desde 2014 temos integrado com sucesso três grandes grupos de agentes profissionais ( Milano, SASA e recentemente Aviva), graças à profundidade e amplitude dos nossos produtos e à plataforma técnica moderna e eficiente. Estamos confiantes de que os novos agentes e os seus clientes irão se beneficiar com a adesão à Allianz.”