Suhai Seguradora anuncia naming rights do Festival Interlagos 2026 

 

A Suhai Seguradora anuncia a aquisição dos naming rights do Festival Interlagos, que passa a se chamar Suhai Festival Interlagos, marcando um novo patamar da parceria entre a seguradora e o maior evento de experiências automotivas e motociclísticas da América Latina. Além de reforçar sua atuação histórica na edição Moto, a companhia estreia como patrocinadora da edição Automóvel, ampliando sua presença no evento e aprofundando sua estratégia de posicionamento no universo do entretenimento e da experiência. Em 2026, o Festival deve atrair mais de 400 mil pessoas, entre motoristas e motociclistas, influenciadores, pilotos e entusiastas.
 

Presente no Festival Interlagos desde 2023 como patrocinadora âncora da edição Moto, a Suhai Seguradora acompanha a evolução do evento e amplia, a cada ano, sua atuação junto ao público motociclista. “Nos últimos anos, o patrocínio ao Festival Interlagos teve um papel importante e contribuiu para a Suhai estreitar o relacionamento com o público motociclista, fazer parte do seu dia a dia e consolidar seu lugar de liderança no mercado de seguros para motos”, comenta Ana Paula Rodrigues, diretora de Marketing da Suhai Seguradora.
 

Em 2026, ao ampliar sua presença no evento e assumir os naming rights, a companhia dá um novo passo estratégico, com foco em expandir o diálogo com outros públicos e fortalecer sua atuação no universo de carros. Atualmente, a Suhai soma mais de 1,3 milhão de segurados em todo o país, e aposta no Festival Interlagos como uma plataforma para acelerar seu crescimento e ampliar sua relevância no setor automotivo.
 

A aquisição dos naming rights está diretamente conectada ao posicionamento da Suhai de democratizar o acesso ao seguro no Brasil, ao ampliar a visibilidade da marca e aprofundar o diálogo com públicos que ainda não percebem o seguro como um serviço acessível ou conectado à sua realidade. O movimento também reflete uma tendência crescente no mercado, em que marcas de segmentos tradicionais, como o de seguros, passam a utilizar experiências de entretenimento como ferramenta de aproximação, construção de relacionamento e conexão emocional com o público.
 

Nesse contexto, a Suhai amplia sua presença em plataformas culturais e de experiência, associando sua marca tanto a grandes eventos, como o Suhai Festival Interlagos, quanto a espaços permanentes de entretenimento, como o Suhai Music Hall, casa de shows e eventos inaugurada em setembro de 2025, na zona sul de São Paulo. A estratégia acompanha o recente reposicionamento da marca, que inclui identidade visual renovada, novo tom de voz e uma comunicação mais próxima e acessível.
 

O impacto do evento
Em 2025, o Festival Interlagos impactou mais de 1,6 bilhão de pessoas, o que representa um aumento de 78% em relação a 2024, com mais de 250 mil visitantes presenciais ao longo de 10 dias de evento. O período também reuniu mais de 100 marcas expositoras e contou com centenas de ativações de experiência, reforçando a dimensão, a relevância e o apelo do evento.
 

Para a 8ª edição, o Suhai Festival Interlagos anuncia novos formatos, mais conteúdo em tempo real, integração total entre canais e ações inéditas de experiência, com previsão de crescimento de 30% no impacto de audiência, expansão para novos públicos, novas parcerias e canais. Já a Suhai Seguradora, além do naming rights, marcará presença por meio de ativações interativas, distribuição de brindes, parcerias com influenciadores, patrocínio da sala de imprensa e ofertas exclusivas para o público do evento, reforçando sua proposta de estar próxima da rotina, da emoção e da experiência de motociclistas e motoristas.

Previdência privada tem o pior resultado da captação líquida dos últimos anos em 2025

Edson Franco CEO Zurich COP30 sustentabilidade

Os planos de previdência privada aberta registraram captação líquida – que se refere aos aportes realizados menos as retiradas – de R$ 4 bilhões em 2025, uma queda de 93,5% em relação ao montante de 2024, segundo Relatório da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida — Fenaprevi.

O total de aportes do ano passado foi de R$ 157,1 bilhões, uma retração de cerca de 20% na mesma base de comparação (o equivalente a uma diminuição de quase R$ 40 bilhões em aportes). Ao mesmo tempo, os resgates aumentaram, somando R$ 153,2 bilhões, uma alta de 13,2%.

Segundo o presidente da Federação, Edson Franco, os resultados de 2025 comprovam o impacto da cobrança do IOF nos planos VGBL. “Houve um claro desincentivo à poupança previdenciária, gerado por tal medida. Nos planos VGBL saímos de uma captação liquida de quase R$ 60 bi para pouco mais de 3 bilhões de reais. Vale ressaltar que em todos os meses em que a cobrança do IOF esteve em vigor a captação líquida ficou negativa”, destaca.

Franco aponta que estes são os piores resultados da série histórica. “É um volume de recursos que deixou de ser alocado para aumentar a proteção financeira de longo prazo das famílias e que dificilmente voltará para o sistema. Tais resultados transformam 2025 no pior ano para a previdência privada aberta no Brasil. Uma perda para a sociedade e para a economia do país”, enfatiza.

O setor encerrou 2025 administrando R$ 1,8 trilhão em ativos, o equivalente à, aproximadamente, 14% do PIB brasileiro.

Mais de 11 milhões possuem planos de previdência aberta no país

O montante informado (ativos) pertence aos mais de 11,2 milhões de pessoas que possuem 13,7 milhões de planos de previdência privada aberta no Brasil. Do total de planos, pouco mais de 8,6 milhões são do tipo VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre – o que corresponde a 63% do total; Outros 3,2 milhões de planos (23%) são PGBL – Plano Gerador de Benefício Livre – e cerca de 2 milhões (14%) se referem aos Planos Tradicionais.

Ao analisar a distribuição dos aportes por tipo de plano, o relatório da Federação aponta que 88% do total arrecadado, no ano de 2025, foi destinado aos planos VGBL; enquanto outros 10% foram aportados em planos PGBL e os 2% restantes em nos Tradicionais.

Susep publica normativo que atualiza regras sobre transferência de carteira

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) publicou hoje (03), no Diário Oficial da União (DOU), a Resolução Susep nº 73, de 30 de janeiro de 2026, que dispõe sobre as transferências de carteiras entre as sociedades seguradoras, as sociedades de capitalização, as sociedades cooperativas de seguros, as entidades abertas de previdência complementar e os resseguradores. O normativo tem vigência imediata. 
 

A nova resolução substitui a Circular Susep nº 456, de 13 de dezembro de 2012, com o objetivo principal de adequar as regras dessas cessões de posição contratual à Lei nº 15.040, de 9 de dezembro de 2024 (novo marco legal dos contratos de seguro), bem como à Resolução CNSP nº 422, de 11 de novembro de 2021, que dispõe sobre o regime de autorizações da Susep, entre outros atos legais e infralegais. 
 

Dentre as alterações propostas, destacam-se: a necessidade de aprovação prévia da operação pela Susep e a posterior necessidade de sua homologação, após a sua realização; a admissão da transferência de carteira entre sociedades cooperativas de seguros e sociedades seguradoras, desde que observados os requisitos legais; a previsão normativa da transferência de carteiras entre resseguradores locais, conforme já previsto na Resolução CNSP nº 422/2021; e a incorporação de novas tecnologias e possibilidades para a comunicação das transferências de carteiras aos clientes, permitindo maior flexibilidade no aviso, mas resguardando a necessidade de comprovação da comunicação e de publicação no DOU ou em jornal de grande circulação, no sítio eletrônico da cedente e em suas redes sociais. 
 

Outra alteração que merece destaque é a incorporação do art. 3º da Lei nº 15.040, de 9 de dezembro de 2024 ao normativo infralegal, a fim de compatibilizar o texto normativo com o novel texto legal. 
 

De acordo com o diretor da Susep, Carlos Queiroz, “essa alteração é significativa pelo fato de o texto legal impor importante consequência, não prevista nos normativos infralegais vigentes, caso ocorra alguma transferência de carteira, sem concordância prévia dos segurados e sem autorização prévia da Susep. Nesse caso, a seguradora cedente será solidariamente responsável com a seguradora cessionária. Além disso, também por força do comando legal, o mesmo ocorrerá se a cessionária estiver ou se tornar insolvente no período de vigência do seguro ou no prazo de 24 (vinte e quatro) meses, contado da cessão da carteira, o que for menor.” 
 

A íntegra do normativo publicado pela Susep pode ser acessado em: Resolução Susep nº 73, de 30 de janeiro de 2026.

Mirador e Conde Consultoria Atuarial anunciam união estratégica

por Karem Soares

A Mirador e a Conde Consultoria Atuarial anunciam a união de suas operações. A transação foi estruturada por meio da criação de uma holding que passa a deter o controle societário de ambas as empresas, preservando a independência das marcas, as estruturas operacionais e o atendimento aos contratos vigentes. 

As duas empresas, com sedes operacionais em Porto Alegre e em São Paulo somam mais de meio século de experiência combinada nos mercados de previdência, seguros, saúde suplementar e gestão de riscos, reunindo um corpo técnico de 70 profissionais especializados e uma carteira com mais de 150 clientes ativos. Segundo o processo de consolidação, a meta planejada é de um incremento de 5 p.p. de market share para os próximos 3 anos, assumindo a liderança em consultoria atuarial para planos de previdência complementar fechada no Brasil. “Juntos, estamos preparados para os desafios do mercado e para oferecer soluções ainda mais robustas e inovadoras, fortalecendo os trabalhos nos segmentos de atuária, gestão de riscos e finanças”, declara Giancarlo Germany, sócio da operação e CEO da Mirador.

Para os clientes, a união garante a continuidade do atendimento, com manutenção das equipes e das estruturas, além da ampliação do portfólio de soluções, da capacidade técnica e da atuação geográfica. É o que explica o sócio Fabrizio Krapf, que estará à frente de uma das Diretorias Atuariais.  “Temos convicção na proposta de valor do grupo, baseada em excelência técnica e em relacionamentos de longo prazo, para atuarmos como parceiros estratégicos e confiáveis de nossos clientes”. 

Para o sócio da operação Daniel R. Conde, a integração das equipes, que agora somam cerca de 45 atuários e estatísticos, além de 25 especialistas em tecnologia, comunicação e negócios é um diferencial. “Ampliamos de forma consistente nossa força de trabalho e a inteligência atuarial. A combinação multiplica a capacidade técnica e intensifica o intercâmbio de conhecimento atuarial com forte presença em todos os segmentos do mercado atuarial, fortalecendo a entrega de soluções modernas e alinhadas às melhores práticas globais”, concluiu. 

Circuito da Longevidade Bradesco Seguros volta ao calendário de corridas com provas em São Paulo

alexandre nogueira grupo bradesco seguros

O Circuito da Longevidade Bradesco Seguros está de volta e abre sua temporada 2026 no dia 1º de março, em São Paulo (SP), com largada na Praça Charles Miller, em frente ao Estádio do Pacaembu. A iniciativa promove um dia de celebração à vida ativa e saudável, reunindo pessoas de todas as idades em percursos de 5 e 10 quilômetros, que podem ser feitos em formato de corrida. O projeto é patrocinado pela Lei de Incentivo ao Esporte. 

Criado em 2007 pelo Grupo Segurador, o Circuito da Longevidade integra um conjunto de ações da companhia voltadas à promoção do envelhecimento ativo e do bem-estar em todas as fases da vida. Entre essas iniciativas, destacam-se o Indicador de Longevidade Pessoal (ILP), o Fórum da Longevidade, os Prêmios Longevidade e o portal Viva a Longevidade (vivaalongevidade.com.br), que reúne conteúdos e orientações para quem busca envelhecer com saúde e qualidade de vida. 

“Mais do que um evento, o Circuito é um movimento que inspira pessoas de todas as idades a refletirem sobre bem-estar, prevenção e propósito. Retomar essa iniciativa é, também, renovar nossa missão de estar ao lado dos brasileiros em cada etapa da vida, promovendo integração e consciência sobre a longevidade”, afirma Alexandre Nogueira, Diretor de Marketing do Grupo Bradesco Seguros. 

Ao longo de 2026, o Circuito passará por sete cidades brasileiras: São Paulo e Campinas (SP), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Salvador (BA), Recife (PE) e Porto Alegre (RS), consolidando-se como uma das mais tradicionais iniciativas esportivas do país dedicada à promoção da longevidade e do bem-estar. As inscrições podem ser feitas por meio do site:https://www.runningland.com.br/longevidade-s-o-paulo-2026  

A Norte Marketing Esportivo realizará todas as etapas do Circuito da Longevidade em 2026. A empresa tem foco em promover o bem-estar e a saúde por meio do esporte, sendo responsável por alguns dos principais eventos de corrida de rua do Brasil. 

Serasa amplia acesso a seguros de proteção pessoal com a inclusão do Bolsa Protegida em seu portfólio

A Serasa amplia o acesso a seguros de proteção pessoal com a inclusão do Bolsa Protegida em seu portfólio. O seguro já está disponível no aplicativo da Serasa e foi desenvolvido em parceria com a Tokio Marine. A solução oferece cobertura para roubo, subtração com rompimento de obstáculo – quando o bem é levado após a quebra, arrombamento ou destruição de algo que protegia o objeto – ou coação envolvendo a bolsa e pertences pessoais, além de proteção contra fraudes em transações financeiras realizadas por meio de cartões e canais eletrônicos.

A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla da Serasa de estimular a cultura de seguros no Brasil, atuando de forma complementar ao trabalho de Corretores e Seguradoras, com foco na ampliação do mercado e na entrada de novos consumidores em soluções de proteção.

O Bolsa Protegida combina cobertura para pertences pessoais com proteção contra fraudes financeiras, reunindo em uma única apólice salvaguardas voltadas a situações comuns do cotidiano urbano. O seguro cobre roubos e subtração com rompimento de obstáculo, além de transações não reconhecidas, compras ou saques sob coação e movimentações financeiras indevidas realizadas por meio de aplicativos, como transferências, Pix, pagamento de boletos e recargas de celular.

“Quando um celular é roubado, não é apenas o bem material que se perde. Em muitos casos, o episódio marca o início de tentativas de fraude, uso indevido de cartões e acesso não autorizado a aplicativos financeiros”, afirma Thais Pfeiffer, Diretora de Finanças e Seguros na Serasa. “Ao disponibilizar o Bolsa Protegida em nosso aplicativo, ampliamos o acesso a uma solução que combina proteção de bens e defesa financeira em um único produto.”

Além das coberturas financeiras, o seguro também oferece serviços de assistência em casos de atos violentos, como orientação jurídica, apoio para reposição de documentos, envio de chaveiro e auxílio emergencial, válidos em todo o território nacional, desde que a ocorrência seja registrada em Boletim de Ocorrência.

“Os mecanismos de segurança evoluíram significativamente nos últimos anos, mas grande parte dos prejuízos ainda começa na subtração de um aparelho ou na coação sofrida pelo consumidor”, afirma Thais Pfeiffer, Diretora de Finanças e Seguros na Serasa. “O Bolsa Protegida adiciona uma camada relevante de defesa ao reunir ressarcimento de bens, proteção contra fraudes e serviços de assistência.”

Com sua inclusão no portfólio da Serasa, o Bolsa Protegida passa a compor uma oferta crescente de soluções de proteção pessoal e financeira. A Serasa mantém planos de evolução contínua da plataforma, com a ampliação de coberturas, funcionalidades e a entrada de novas Seguradoras parceiras.

“Essa expansão reforça nosso propósito de construir um ecossistema de confiança que gere valor para Seguradoras, Corretores e Consumidores. Ao ampliar o acesso a proteção, reforçamos o nosso compromisso com o desenvolvimento do Mercado Segurador, contribuindo para a expansão da base de segurados no país e para o fortalecimento do ecossistema como um todo.”, conclui Thais Pfeiffer.

HDI Seguros está entre as empresas mais inovadoras pelo projeto de integração do Salesforce

A HDI Seguros foi reconhecida pelo IT Fórum como uma das empresas selecionadas para o prêmio As 100+ Inovadoras no Uso de TI, com destaque para seu projeto de integração do Salesforce. O ranking final será divulgado em março.

O reconhecimento destaca iniciativas que utilizam a tecnologia de forma estratégica para gerar impacto real nos negócios. No caso da HDI, o projeto implementa uma plataforma única que integra todos os canais de relacionamento, oferecendo visão 360º da jornada do cliente.

“A Integração Salesforce representa uma transformação estrutural na forma como a HDI se relaciona com clientes, corretores e parceiros. Ao unificar canais, dados e processos em uma única plataforma, conseguimos avançar simultaneamente em eficiência operacional, experiência e sustentabilidade do negócio”, afirma Vanesa Bustamante, CIO do Grupo HDI.

Tecnologia aplicada à eficiência e à experiência

A iniciativa substitui estruturas fragmentadas por processos padronizados e integrados, com ganhos diretos em produtividade, redução de retrabalho e maior capacidade analítica. Entre os principais avanços estão a unificação de múltiplas instâncias do Salesforce, o descomissionamento de sistemas legados, a migração dos canais de chat para o ambiente nativo da plataforma, além do uso de automações, bots e recursos de autosserviço.

A implementação de dashboards e relatórios amplia a visibilidade da operação e fortalece a tomada de decisão baseada em dados. “Desde o início, nosso papel foi garantir que a tecnologia fosse um meio para viabilizar a estratégia de negócios. Construímos uma arquitetura robusta, escalável e preparada para evoluir, inclusive para a adoção de inteligência artificial e novos modelos digitais”, complementa Vanesa.

Plataforma evolutiva e alinhamento regulatório

Além dos ganhos operacionais, o projeto antecipa exigências regulatórias do setor, com processos já alinhados às demandas da Susep previstas para 2026, incluindo a estruturação da Base de Dados de Reclamações (BDR). Concebido como uma plataforma evolutiva, o Salesforce Unificado prevê próximos passos como a ampliação do uso de automação e autosserviço, integração com soluções de IA generativa, evolução contínua da camada analítica e expansão para novas jornadas, produtos e canais.

“O reconhecimento do IT Forum reforça nossa visão de que inovação precisa gerar valor concreto. A TI no Grupo HDI atua como parceira estratégica do negócio, conectando tecnologia, governança e resultados de longo prazo”, finaliza a executiva.

Coface aponta resiliência da economia dos EUA e projeta ciclo de juros mais cauteloso na América Latina em 2026

A economia dos Estados Unidos segue em trajetória de crescimento em 2026, sustentada pelo consumo das famílias de maior renda, pelo mercado acionário aquecido e pelo forte ciclo de investimentos em tecnologia e infraestrutura ligada à inteligência artificial. Ao mesmo tempo, a América Latina deve conviver com juros elevados por mais tempo, crescimento moderado e desafios persistentes para o crédito. A avaliação foi apresentada no webinar “Um ano de Trumpnomics”, promovido pela Coface, com os economistas Marcos Carias, responsável pela análise da América do Norte, e Patricia Krause, economista-chefe para a América Latina.

Segundo Carias, a Coface projeta crescimento de 2,2% do PIB dos EUA em 2026, com possibilidade de revisão para cima, diante de dados recentes mais fortes do que o esperado. O consumo segue como principal motor da atividade, impulsionado pelo chamado efeito riqueza: os 20% mais ricos da população americana respondem por 50% a 60% do consumo total, beneficiados pela valorização do mercado acionário.

“O consumo nos Estados Unidos é altamente concentrado nas famílias de maior renda, que têm maior exposição ao mercado acionário. Com a valorização dos ativos financeiros, esse grupo segue sustentando a demanda, mesmo em um ambiente de juros elevados”, afirmou Marcos Carias, economista da Coface para a América do Norte.

No campo inflacionário, embora o impacto das tarifas tenha sido menor do que o inicialmente temido, a pressão permanece presente. A inflação ao consumidor está em 2,7%, acima da meta de 2% do Federal Reserve, com expectativa de reaceleração para perto de 3% nos próximos meses. Os dados apresentados no webinar indicam que as tarifas vêm sendo majoritariamente absorvidas pelas empresas americanas, pressionando margens.

“Os dados mostram que os exportadores não estão reduzindo preços para o mercado americano. O ajuste está acontecendo dentro da própria economia dos EUA, com empresas absorvendo parte das tarifas nas margens”, explicou Carias.

Diante desse cenário, o Federal Reserve manteve os juros estáveis, e o mercado projeta até dois cortes ao longo de 2026, condicionados à trajetória da inflação.

“Se a economia continuar rodando forte, o Fed pode ter menos espaço para cortar juros. Isso afeta diretamente setores mais sensíveis ao crédito, como construção e empresas mais alavancadas”, acrescentou o economista.

América Latina: crescimento moderado e política monetária desigual

Na avaliação de Patricia Krause, a América Latina deve crescer 2,3% em 2026, ritmo semelhante ao de 2025 (2,2%), mas com desempenho bastante heterogêneo entre os países. A região segue exposta à política comercial dos Estados Unidos, que ampliou tarifas sobre setores como aço e alumínio, além da introdução de uma tarifa-base de 10% aplicada à maioria dos países latino-americanos. Já o México segue exposto e à incerteza sobre a revisão do acordo comercial com os Estados Unidos em 2026.

“Apesar do aumento das tarifas e de um ambiente externo mais desafiador, as exportações latino-americanas mostraram resiliência, em parte pela diversificação de mercados e pelo redirecionamento de fluxos comerciais”, destacou Krause.

No Brasil, a inflação encerrou 2025 dentro da banda de tolerância e a Coface projeta início do ciclo de corte de juros em março de 2026, após a Selic ter sido mantida em 15% ao ano. A expectativa é que a taxa encerre este ano em 12,25%, ainda em patamar elevado. Nesse contexto, a Coface projeta crescimento do PIB brasileiro de cerca de 1,9% em 2026, em desaceleração em relação aos anos anteriores, refletindo o impacto prolongado dos juros altos sobre consumo, crédito e investimento.

“No Brasil, o início do ciclo de flexibilização monetária deve ser cauteloso. Mesmo com a inflação recuando, os juros seguirão elevados por mais tempo, o que limita uma retomada mais forte da atividade”, avaliou a economista-chefe da Coface para a América Latina.

A Argentina, por sua vez, apresentou queda relevante da inflação — de 284% em abril de 2024 para 31,5% ao fim de 2025 — com expectativa de recuo para 20% em 2026 e 13% em 2027. Segundo a Coface, o país deve registrar crescimento do PIB de 3,4% em 2026, acima da média da América Latina, impulsionado por uma melhora no consumo das famílias decorrente da desaceleração inflacionária. Além disso, os investimentos tendem a ser estimulados por uma melhora no ambiente de negócios.

“O cenário para 2026 combina crescimento, mas com riscos relevantes. Juros ainda elevados, incertezas comerciais e uma recuperação desigual entre setores exigem das empresas uma gestão mais rigorosa de crédito, liquidez e exposição a riscos, especialmente em economias mais sensíveis ao ciclo financeiro”, concluiu Patricia Krause.

Bradesco Seguros reforça educação financeira com game interativo

Valdirene Soares Secato, Diretora de Recursos Humanos, Ouvidoria e Sustentabilidade do Grupo Bradesco Seguros.
Valdirene Soares Secato, Diretora de Recursos Humanos, Ouvidoria e Sustentabilidade do Grupo Bradesco Seguros.

Aprender sobre dinheiro pode ser simples. Essa é a proposta de Multiplique-me: Educação Financeira para Transformar Histórias, um curso interativo disponível no Espaço Universeg, que permite o download de um jogo de tabuleiro para aplicar o conhecimento. A iniciativa convida o público a refletir sobre escolhas e comportamentos que impactam a vida financeira ao longo do tempo, utilizando um game para esse momento de aprendizado. 

O curso faz parte de um conjunto de conteúdos de educação financeira oferecidos pelo Espaço Universeg. A plataforma, que oferece acesso gratuito aos materiais também disponibiliza cursos como a trilha Introdução à Matemática Financeira e o podcast Espaço Cast – Previdência Privada, além de dicas práticas para melhorar a organização das finanças pessoais. 

“A promoção da educação financeira é um compromisso que assumimos para apoiar escolhas mais conscientes e sustentáveis ao longo da vida. Em um cenário de crescente longevidade e transformações demográficas, fomentar o planejamento financeiro de longo prazo deixa de ser uma recomendação e passa a ser uma responsabilidade social”, destaca Valdirene Soares Secato, Diretora de Recursos Humanos, Sustentabilidade e Ouvidoria. 

O Espaço Universeg conta com mais de 150 conteúdos voltados ao desenvolvimento pessoal e profissional, atendendo desde iniciantes até quem busca aprofundamento técnico. O acesso é gratuito, por meio do site: https://www.espacouniverseg.com.br.