Lucro das seguradoras até setembro dobra para R$ 22,2 bilhões

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2023 termina e as festas de final de ano lotam a agenda de todos que trabalham no setor de seguros. Tem sido um ano desafiador em várias frentes e 2024 parece que seguirá no mesmo ritmo de consolidação de estratégias inerentes à transformação da sociedade imposta pela tecnologia, pelas mudanças climáticas e pela busca em melhorar os indicadores de sustentabilidade.

Tal agenda impõe um novo pensar e agir dos consumidores, das seguradoras, dos canais de distribuição e dos órgãos reguladores. Nas conversas oficiais, reina o mantra que o sucesso nos negócios pode caminhar lado a lado com valores éticos e responsabilidade social.

Na política, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pressiona para a aprovação, ainda neste ano ou no início de 2024, de um novo marco regulatório para os contratos de seguros, o PL 29/2017, que está no Senado.

O titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Alessandro Octaviani, corre com mudanças que vão da supervisão online das companhias ao lançamento do grupo de trabalho “Seguros, Novo PAC e Neoindustrialização”. A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) atua na divulgação institucional do seguro em diversas frentes para colocar o tema na pauta do governo e na boca do povo, tendo como bandeira o poder do setor para impulsionar a economia como um todo.

No dia a dia, as seguradoras tocam seus negócios atentas a política do setor. O mercado de seguros apresentou lucro líquido de R$ 22,2 bilhões de janeiro a setembro deste ano, o dobro dos R$ 11 bilhões registrados em mesmo período do ano passado. As 50 maiores seguradoras do Brasil registraram lucro no período, segundo dados da Susep e consolidados pela consultoria Siscorp. No mesmo período de 2022, dez estavam no vermelho. O clube do bilhão passou de três — Bradesco, BB Seguridade e Caixa Seguridade — para seis, com a entrada da Porto, do Itaú e da Tokio Marine. Este seleto grupo é responsável por quase 70% dos ganhos totais do setor. O lucro segue beneficiado pelas elevadas taxas de juros. Em janeiro, a Selic era de 13,75% e, em novembro último, passou para 12,25%.

Essa é a taxa que remunera uma carteira de investimentos que ultrapassa R$ 1,2 trilhão. Outra parte do ganho vem da melhora do resultado operacional obtido pelo uso da tecnologia, segundo informaram as seguradoras durante a divulgação dos resultados do terceiro trimestre e do acumulado até setembro deste ano.

Apesar de as vendas do setor avançarem 8%, para R$ 286,29 bilhões, no período analisado, o volume de indenizações pagas recuou 6%, para R$ 166,7 bilhões, mesmo sendo um ano marcado pela elevada criminalidade, principalmente em roubos de celulares, e de muitas perdas causadas pelo clima, como no litoral norte de São Paulo em fevereiro, e tempestades com ventos fortes, causando inundações em diversos estados do país no segundo semestre.

Poucos executivos acreditam que 2024 será um ano de vacas gordas como tem sido 2023, ano embalado por ganho financeiro e reajustes de preços dos seguros, principalmente o de automóvel. O próximo ano, segundo orçamentos em finalização de 2024, promete concorrência acirrada em todos os segmentos, especialmente em seguro de carro, com vendas de R$ 41 bilhões até setembro, alta de 12%. “Certamente haverá muita competição, principalmente no automóvel”, avalia Dawson Henriques, sócio e diretor da Siscorp.

A HDI, que concluiu a aquisição da Sompo e da Liberty, passou em novembro a ser a segunda maior em auto, posição ocupada até então pela Tokio Marine. A expectativa é de que a estratégia da seguradora alemã será manter as vendas em alta no ano de integração das operações adquiridas. A Tokio, por sua vez, certamente se manterá firme na competição. O lucro da seguradora japonesa passou de R$ 396 milhões para R$ 1 bilhão no acumulado de janeiro a setembro de 2023.

Bradesco, BB Seguros, Caixa, Porto, Zurich e Santander afirmam que estão colhendo os frutos do investimento pesado em tecnologia de ponta para selecionar consumidores com menor probabilidade de usar o seguro, mitigar fraudes e tornar a jornada do cliente fácil, ágil e resolutiva. “Quanto mais o cliente usa nosso aplicativo para solicitar serviços, mais ele renova conosco e nos indica para amigos”, disse o CEO da Porto, Roberto Santos, em recente entrevista sobre o balanço. Mais de 40% das solicitações de serviços na Porto já são feitas por meio do app.

O lucro da Porto saltou de R$ 360 milhões para R$ 1,5 bilhão no comparativo dos nove primeiros meses de 2022 e 2023. A partir de janeiro de 2024, Santos passa o comando para Paulo Sérgio Kakinoff, que foi CEO da Gol por 14 anos, numa afirmação da tendência de que a dinâmica do setor de seguros exige um novo perfil de executivo, assim como tem acontecido nos bancos. Na última quinta (26), o Bradesco surpreendeu o mercado com a troca de presidente: Marcelo Noronha substitui Octavio de Lazari Júnior.

O chairman Luiz Carlos Trabuco disse que o banco fez a mudança para “iniciar um ciclo de projetos e objetivos estratégicos robustos para os próximos anos”. Em nota, afirmou que “o contexto de mercado é absolutamente desafiador, do ponto de vista da eficiência operacional, aumento da competitividade e ambiente regulatório.”

Nada foi dito sobre mudanças na área de seguridade do Bradesco, comandada por Ivan Gontijo, que entregou um lucro de R$ 4,8 bilhões no acumulado até setembro, muito acima dos R$ 2,9 bilhões do mesmo período do ano anterior. Um resultado que chega a representar 50% do lucro do banco, depois de muito investir em tecnologia e reestruturação das empresas do grupo em verticais, com canais de distribuição integrados e focados nas necessidades dos clientes.

As trocas de executivos de seguros lideram o engajamento nas redes sociais neste ano. O perfil mais procurado é por profissionais com capacidade de entrega, atrair talentos, engajar colaboradores, com o pé no acelerador nos quesitos inovação e digitalização e muito networking para fazer negócios e atrair clientes, distribuidores e parceiros de negócios. E, claro, tudo isso com um olhar no futuro e, ao mesmo tempo, com os pés no chão.

Esse era o perfil que a Berkley, uma das maiores seguradoras nos EUA e com tímida atuação no Brasil, procurava. Ela contratou Edson Toguchi como CEO há um ano. A escolha se deu prioritariamente porque o executivo, apesar de atuar há 33 anos no setor de seguros, disse durante a entrevista com Robert Berkley, herdeiro do grupo, que a única forma de crescer no país era sair da mesmice. “Nosso foco está em proteger o patrimônio dos nossos clientes, ao mesmo tempo em que remuneramos o capital do acionista. E isso só é possível com uma estratégia que exige abandonar a mesmice e trazer de fato melhorias aos produtos demandadas por clientes que buscam soluções para riscos de uma sociedade em transformação”, diz.

A Prudential do Brasil saiu de um lucro de R$ 86 milhões de janeiro a setembro de 2022 para R$ 634 milhões no mesmo período deste ano. As seguradoras de vida amargaram perdas com o pagamento de indenizações por Covid em 2020 e 2021. Na Prudential, foram mais de R$ 370 milhões pagos a clientes. Por outro lado, a demanda pelo seguro de vida disparou diante da conscientização da população sobre a importância de ter proteção financeira em tempos tão incertos.

Em janeiro deste ano, Patricia Freitas assumiu como CEO da Prudential, dando um toque feminino à seguradora e ao setor, que ainda tem poucas mulheres em cargos de liderança. Seis meses depois, contratou Glaucia Smithson, executiva conhecida por sua vasta experiência em inovação em seguros de grandes riscos. Ela teve apenas uma rápida passagem por seguro de vida e foi escolhida para ser vice-presidente de Parcerias Estratégicas Multicanais da Prudential por sua inquietação em ouvir o cliente e buscar soluções.

“Tenho orgulho de ingressar em uma companhia que tem como estratégia no Brasil ajudar a população a se preparar para o futuro, com produtos e serviços que mitiguem riscos e agregam valor com benefícios que possam ser usufruídos em vida. A liderança de Patricia Freitas traz diversidade e engajamento da equipe para atingirmos nossos objetivos sem perder o propósito de sermos uma referência no setor, com mais de 3,8 milhões de vidas seguradas, de R$ 3 bilhões pagos em benefícios em 25 anos e mais de 30 mil famílias beneficiadas”, afirma Glaucia.

O fato é que o setor avança e boa parte das mudanças estará mais evidente a partir de 2024, com dinheiro em caixa para fazer frente a um ambiente de concorrência acirrada e de redução da taxa de juros. Por outro lado, reputação ética e oferta aderente às necessidades e ao bolso do consumidor são diferenciais significativos que impactam positivamente os negócios e a sociedade. A conferir os impactos disso no balanço final de 2023, que começa a ser divulgado no início de fevereiro de 2024.

 Porto prorroga ofertas para aquisição de carros seminovos com descontos de até R$20 mil

Após o encerramento da Porto Week, que trouxe descontos exclusivos em produtos e serviços das verticais de Seguro, Saúde e Bank, a Porto anuncia a prorrogação das promoções e condições especiais para aquisição de carros seminovos até o dia 10 de dezembro. Com mais de 200 opções de veículos selecionados, os clientes terão a oportunidade de aproveitar os descontos que podem chegar em até R$ 20 mil, além de garantirem a documentação gratuita na compra.

Os consumidores que optarem pelo financiamento possuem ainda mais vantagens, pois ao contratarem o serviço com a Porto Bank, ganham um tanque cheio. Os descontos oferecidos abrangem uma ampla variedade de modelos, assegurando que os clientes encontrem o carro ideal para suas necessidades e que cabe no orçamento. 

Carro Fácil Seminovos Porto 

A Carro Fácil Seminovos oferece aos consumidores mais de 200 opções de veículos seminovos com valores que partem de R$50 mil. Todos os veículos comercializados ao cliente possuem a garantia de procedência da Porto,​​​​ além de serem criteriosamente selecionados e com baixa quilometragem.

Além de todos os atrativos que a Porto ofereceu durante a Porto Week, clientes do cartão Porto Bank possuem ainda mais vantagens, como o parcelamento de 20% de entrada do veículo em até 10 vezes sem juros. Já o financiamento do valor restante pode ser parcelado em até 60 meses pelo financiamento da Porto Bank. 

Outra opção que vem ganhando muitos adeptos nos últimos anos é o consórcio. Caso o consumidor opte pela utilização da carta de crédito do consórcio Porto Bank, garante ainda um desconto de R$500 no valor do veículo, além da documentação inteiramente gratuita. 

O showroom da Carro Fácil Seminovos está localizado na avenida Engenheiro Caetano Álvares, 200. Limão. São Paulo/SP. Conheça todos os veículos disponíveis no site.

Instituto de Longevidade e Unicef realizam live sobre seguro de vida solidário e sucessão patrimonial 


O Instituto de Longevidade, uma iniciativa da MAG Seguros, seguradora especializada em vida e previdência do Grupo Mongeral Aegon, promove, nesta quarta-feira, 29 de novembro, a partir das 17h, uma live no canal do YouTube do Instituto, sobre seguro de vida e sucessão patrimonial. A iniciativa faz parte de uma parceria entre Unicef e Instituto de Longevidade. 

A live contará com Antonio Leitão, Gerente do Instituto de Longevidade e especialista em Gerontologia (UERJ); Aline Mannelli, Planejadora Financeira com 20 anos de expertise jurídica, que está há 15 anos inserida no mercado segurador e tem mais de uma década de sólida experiência no universo financeiro; e Carolina Santos, que faz parte do time de mobilização de fundos e parcerias, e coordena o Programa de Heranças & Legados do UNICEF Brasil.  

Na ocasião, será abordada a importância do seguro de vida, como a apólice é feita e como essa decisão contribui para proteger familiares e entes queridos. A live também irá abordar os meios para contribuir com as ações do Unicef, podendo salvar a vida de muitas crianças, projetando um futuro positivo para as próximas gerações.

Alper: conselho de administração aprova proposta da Warburg Pincus pelo controle da companhia

Fonte: Infomoney

O conselho de administração da Alper deu parecer favorável à proposta da WP Itacaré, para uma oferta pública de aquisição da empresa (OPA). A acionista pretende adquirir o controle da corretora de seguros ao preço de R$ 43,50 por ação.

Todos os seis conselheiros que participaram da reunião sobre os termos e condições da oferta deliberaram a favor da OPA, com base em relatório independente de assessor financeiro contratado para dar suporte à análise.

Agora, a proposta precisa ser aprovado em assembleia geral de acionistas, marcada para o próximo dia 7 de dezembro.

A WP Itacaré é uma holding que faz parte do portfólio de sociedades, fundos de investimento e negócios indiretamente geridos pela empresa de investimento norte-americana Warburg Pincus LLC, focada exclusivamente no segmento de private equity.

A oferta, de acordo com o fato relevante, terá por objeto a aquisição de até a totalidade das 19.561.704 ações ordinárias de emissão da Alper, excluídos os papéis em tesouraria.

A Warburg Pincus justificou que os fundamentos e posicionamento da companhia estão alinhados com sua estratégia global de investimentos. O conselho da sua Alper, por sua vez, avalia que a estratégia da ofertante não defere da atual estratégia da companhia e, portanto, “parecem adequados”.

CNseg leva agenda de Seguros para a COP 28, em Dubai 

Fonte: CNseg

O Brasil irá discutir na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas a importância do setor segurador como aliado na construção de resiliência à transição climática, destacando desde a necessidade do incremento de instrumentos capazes de minimizar os impactos das catástrofes climáticas, passando pelo desenvolvimento de produtos sustentáveis e verdes e a possibilidade do setor ser financiador da agenda climática.

A 28ª Conferência do Clima, ou COP 28, será realizada entre os dias 30 de novembro e 12 de dezembro deste ano em Dubai, Emirados Árabes Unidos, e tratará fortemente de questões sobre perdas e danos e a adaptação das cidades em função das questões climáticas.

Entre os dias 2 e 6 de dezembro, na COP 28, o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Dyogo Oliveira, e a diretora de Sustentabilidade e de Relações de Consumo, Ana Paula de Almeida Santos, participarão de uma série de encontros com lideranças internacionais e brasileiras para debater pontos importantes sobre a agenda do seguro, incluindo o aumento dos subsídios para o Seguro Rural, importante ferramenta para o setor agrícola enfrentar os impactos das mudanças climáticas. 

Entre as agendas previstas, Dyogo participará, no dia 4 de dezembro, do painel promovido pelo Ministério das Cidades, às 15h00, no Auditório 1 do Pavilhão Brasil, que terá como tema a “Adaptação climática inclusiva nas Cidades” e debaterá como as Cidades e suas áreas vulneráveis estão se preparando para os impactos das mudanças climáticas. Nos últimos 10 anos, 93% dos Municípios brasileiros foram atingidos por algum desastre natural que levou ao registro de emergência ou estado de calamidade pública, especialmente por tempestades, inundações, enxurradas ou alagamentos. Por isso, a CNseg e o setor segurador entendem a urgência desta agenda. 

Segundo Oliveira, o setor segurador pode ser um aliado na mitigação dos riscos e reparação de danos. “À medida que enfrentamos riscos emergentes cada vez mais complexos e desafiadores, eles se tornam cada vez mais necessários para garantir a manutenção de renda, a proteção da vida, da saúde e do patrimônio, de pessoas, governos e empresas”.

Além de agendas com instituições globais ligadas ao clima, há a expectativa de que a comitiva da CNseg possa firmar acordos bilaterais com instituições internacionais. 

Em março deste ano, o Relatório Síntese do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), alertou o mundo sobre possíveis tragédias relacionadas ao clima se nada for feito. O documento apresenta diversas evidências do rápido aumento dos impactos das mudanças climáticas nas sociedades e nos ecossistemas, colocando de forma muito urgente a necessidade de uma ação pelos governos, empresas e sociedade como um todo. 

Como gestor de riscos, e ciente dos impactos das mudanças climáticas, o mercado segurador, capitaneado pela CNseg, tem dedicado especial atenção à questão do desenvolvimento sustentável, o que pode ser evidenciado na última edição do Relatório de Sustentabilidade do Setor de Seguros 2022.

Contribuições em previdência privada superam R$ 47,3 bilhões em setembro, maior resultado em seis anos

Fonte: Fenaprevi

De acordo com o último levantamento realizado pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida – Fenaprevi junto às associadas, as contribuições em planos de previdência privada aberta no país ao longo do terceiro trimestre de 2023 somaram R$ 47,3 bilhões, aumento de 11,9% sobre igual período no ano passado.

Também neste intervalo os resgates totalizaram R$ 30,1 bilhões, revelando queda de 1,2%. Com isso a captação líquida (contribuições menos os resgates) cresceu 45,4%, encerrando o trimestre em R$ 17,2 bilhões.

Arrecadação cresce 6,1% no acumulado do ano

No acumulado entre janeiro e setembro de 2023, a arrecadação dos planos de previdência privada aberta totalizou R$ 124,7 bilhões, enquanto R$ 96 bilhões foram resgatados desses mesmos planos, resultando na captação líquida de R$ 28,6 bilhões. Os valores indicam a resiliência dos participantes em construir uma poupança previdenciária.

Atualmente, os ativos do segmento superam os R$ 1,3 trilhão, um crescimento de 12,6% em um ano.

VGBL corresponde a 92% das contribuições 

O levantamento também detalha a arrecadação de acordo com o tipo de contratação do plano de previdência. Cerca de 92% foram em planos VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre, o equivalente a R$ 114,2 bilhões. Outros 7% no PGBL – Plano Gerador de Benefício Livre –que somaram R$ 8,2 bilhões e, por fim, R$ 2,3 bilhões em planos Tradicionais, sendo, aproximadamente, 1% do total.

Líder em planos comercializados

Ao final de setembro havia 13,9 milhões de planos de previdência privada aberta no país, sendo 62% deles VGBL, 22% PGBL e 16% Tradicionais.

Ao todo, são 11 milhões de detentores de planos de previdência privada aberta, 225 mil pessoas a mais do que em setembro do ano passado. Desse total, a maioria, 8,8 milhões, são de planos individuais, o que mostra o potencial de crescimento da previdência privada aberta no mercado de trabalho.

Brasileiro mais preocupado com as finanças, diz pesquisa

Uma pesquisa da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida – Fenaprevi, encomendada ao Instituto DataFolha, entrevistou mais de duas mil pessoas, de Norte a Sul do País. Intitulada “A Percepção dos Brasileiros sobre os Seguros Pessoais e Planos de Previdência”, ela identificou os principais pontos de atenção dos brasileiros hoje quando o assunto é aposentadoria, planejamento financeiro, seguros e previdência privada.

A pesquisa revelou, por exemplo, que 82% dos entrevistados pretendem planejar suas finanças, sendo que 58% pensam nisso sempre ou frequentemente e têm objetivos para os próximos 12 meses. Já 4% dos brasileiros não gostam ou não conseguem se planejar, pois vivem apenas o presente; 3% alegam falta de informação e de conhecimento para montar um planejamento; e outros 3% afirmaram que “o futuro a Deus pertence”.

Entre os entrevistados, quatro em cada 10 (41%) dizem que tiveram sua vida afetada financeiramente pela pandemia da covid-19. Dentre as principais formas de diminuir os efeitos dessa situação estão poupar/ investir (38%) e fazer seguro/ previdência (11%).

Também com o episódio (a pandemia) subiu para 28% o número de brasileiros que se preocupam em guardar dinheiro, sendo que há dois anos (na primeira edição da pesquisa, em 2021) eram apenas 23%.

Campanha “Vou com a Zurich 2023” entra na reta final 

zurich seguros marcio benevides

Fonte: Zurich

Faltam menos de dois meses para o encerramento da campanha de incentivo Vou com a Zurich 2023/2024, que premiará os corretores com melhor desempenho de vendas da Seguradora Zurich em 2023 com viagens exclusivas para Ilha de Comandatuba, na Bahia (corretores Premium) e Mendoza, na Argentina (corretores Infinity Blue) ao longo de 2024. 

“Os corretores são essenciais para o nosso negócio e sabemos a importância de incentivá-los e valorizá-los constantemente. Eles são uma das principais forças de distribuição da Zurich e é com os corretores que construímos relações duradouras, que garantem a melhor oferta dos produtos aos clientes. A campanha Vou com a Zurich é uma forma de reconhecer esta parceria”, destaca Marcio Benevides, diretor executivo de Distribuição da seguradora. 

Márcio acrescenta que, para se destacar na reta final da campanha, os corretores devem estar atentos às necessidades dos clientes nestes últimos meses do ano, de olho também nas facilidades oferecidas pela companhia para a emissão e renovação de apólices em produtos como o seguro automóvel, residencial e vida PME. 

“Essas duas condições, além de garantir a manutenção do relacionamento qualificado e de longo prazo com os clientes, com vantagens diretas aos corretores, também podem ser determinantes para impulsionar as vendas e garantir uma experiência marcante nos destinos escolhidos pela Zurich na campanha de incentivo deste ano”, pontua o executivo. 

São elegíveis a participar da campanha “Vou com a Zurich” os corretores que integram as categorias Infinite Blue e Premium do Programa de Relacionamento Experiência Zurich. Em 2023, os corretores premiados foram contemplados com viagens exclusivas para Foz do Iguaçu e Fernando de Noronha.

Presidente da CNseg estreia videocast com porta-vozes do setor de seguros

Dyogo Oliveira, presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), estreia, nesta quinta-feira, 23 de novembro de 2023, uma temporada de sete videocasts do SeguroPod, intitulado “Conversa Segura”. Com publicação semanal, sempre às quintas-feiras, às 18 horas, no canal de Youtube da Confederação, o programa reunirá grandes executivos das maiores empresas do setor para debater as principais tendências do mercado segurador. 

O primeiro episódio, que irá ao ar no dia 23 de novembro de 2023, terá como tema “Infraestrutura e Grandes Riscos”. Nessa ocasião, Oliveira discutirá com Venilton Tadini, presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), e Alessandro Octaviani, superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), o seguro como ferramenta auxiliar para a implementação de políticas públicas e as perspectivas das empresas diante da implementação do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). 

Na semana subsequente, dia 30, o programa abordará os “Desafios e Oportunidades da Transição Climática”, com a participação de Frederico Knapp, vice-presidente da Federação Nacional das Empresas de Resseguros (Fenaber) e CEO da Swiss Re, e Marcelo Lustosa, executivo e sócio da EY.

A programação continua na primeira semana de dezembro de 2023, dia 07, quando o presidente da CNseg convida Vera Valente, diretora-executiva da FenaSaúde, e Vanessa Teich, diretora de Economia da Saúde do Hospital Albert Einstein, para discutir o futuro da saúde no Brasil e os desafios enfrentados pelas operadoras que atuam nesse mercado. 

O último mês de 2023 ainda trará mais três programas: “Tecnologias e Impacto no Agronegócio, Mudanças Climáticas e Seguro Rural” no dia 14/12; “Longevidade Segura” no dia 21/12; e “Indústria Automotiva e o Mercado de Seguros” no dia 28/12. A temporada será concluída em 4 de janeiro de 2024, com o episódio “Oportunidades e Desafios do Mercado Segurador pelo Olhar Estrangeiro”.

“A ideia dessa temporada do Conversa Segura é mostrar como diferentes setores da economia são impactados pelos produtos do mercado segurador. Trouxemos para o debate temas e executivos da indústria de transformação, saúde, infraestrutura, agronegócio e do setor de seguros e resseguros. As conversas são de altíssimo nível”, diz Dyogo Oliveira. 

HDI Seguros conclui processo de aquisição da seguradora Liberty

Fonte: HDI

A HDI Seguros, uma das principais seguradoras do país, finalizou o processo de aquisição da Liberty Seguros no Brasil. O negócio engloba também toda operação da Fácil Assist, Indiana Seguros, Liberty Agrega e da marca Aliro. Após as aquisições, incluindo a da Sompo Consumer também concluída em 2023, projeta-se que as operações consolidadas do Grupo HDI no Brasil atingirão a 2ª colocação no ranking de prêmios emitidos no segmento de P&C, no valor de R$ 12,8 bilhões. 

A nova aquisição reforça o compromisso da HDI Seguros em expandir suas operações, sobretudo no Brasil, um dos países tidos como estratégicos pelo Grupo Talanx (controlador final do Grupo HDI no Brasil e na América Latina), e de estar continuamente atenta às oportunidades do mercado, com o objetivo de diversificar seu portfólio, aprimorando atendimento para clientes e corretores.

“Estamos muito felizes em anunciar a concretização de mais este negócio. A chegada da Liberty Seguros torna nosso portfólio ainda mais completo e competitivo para os nossos corretores, parceiros e clientes. É um momento de novas oportunidades e novos negócios, consolidando nossa posição no Brasil. Com a união dos talentos da Liberty Seguros, Sompo Consumer e HDI Seguros temos um grupo ainda mais preparado para os desafios atuais do nosso mercado”, comenta Eduardo Dal Ri, CEO do Grupo HDI Seguros.

Com a aquisição, a HDI Seguros amplia seu posicionamento de marca, especialmente nos segmentos de seguro de automóvel, residencial, vida e empresarial. 

Vale ressaltar que a HDI Seguros seguirá utilizando a marca Liberty durante um período de transição previsto contratualmente – em breve será lançada uma nova marca que atuará de forma independente dentro do Grupo HDI. Está nos planos da seguradora envolver os corretores no processo de escolha desta nova identidade.

Com a conclusão desse negócio, a HDI Seguros reforça sua presença em mercados regionais estratégicos, como na cidade de São Paulo e outras localidades da região Sudeste. “Estamos ficando ainda mais fortes nos segmentos e regiões onde já nos destacávamos e, de maneira estratégica, também estamos ganhando escala e volume para oferecer maior diversificação de produtos para os mais diferentes clientes, sejam eles empresas ou cliente final”, ressalta o CEO.

Dal Ri ainda explica que após a consolidação das referidas aquisições, o objetivo da empresa continua sendo o fortalecimento do relacionamento com os corretores, que cada vez mais desempenham um papel importante e consultivo junto aos clientes. 

“O nosso objetivo é oferecer produtos ainda mais competitivos, com um dos mais amplos portfólios do mercado. Porém, nossa fortaleza sempre esteve e estará no relacionamento com nossos corretores e clientes. Valores alinhados à forma da Liberty fazer negócios. Vamos continuar investindo nesses relacionamentos, que são a nossa base, para estreitar ainda mais essa ligação especial, com ações que apoiem o dia a dia dos nossos parceiros, além de disponibilizar novas e modernas ferramentas e recursos que facilitem as negociações e a identificação de novas oportunidades e negócios”, explica Dal Ri. 

Os negócios de resseguro facultativo Liberty Specialty Markets, resseguro Liberty Mutual Reinsurance e Liberty Mutual Surety continuam a operar no Brasil.

Bradesco nomeia Marcelo Noronha como novo presidente do banco, em substituição a Lazari

Fonte: Globo

O Bradesco informou nesta quinta-feira que mudou a presidência do banco. Marcelo de Araújo Noronha assume o cargo em substituição a Octavio de Lazari Junior, que estava há cinco anos à frente da empresa. Ele vai integrar o Conselho de Administração da companhia. O mercado reagiu bem à troca: as ações do Bradesco abriram em alta de mais de 5%.

O nome de Noronha não foi visto como uma surpresa, mas o “timing” da troca chamou a atenção de especialistas. A saída de Lazari, aos 60 anos, acontece antes da idade limite para permanência na presidência do banco: 65 anos. 

Lazari começou a trabalhar no banco com 15 anos como contínuo de uma agência na rua 12 de Outubro, rua de comércio popular em São Paulo. Abandonou o sonho de ser jogador de futebol — na época, ele jogava no Palmeiras — para trabalhar naquela unidade do banco, a qual seu pai era cliente e havia usado o relacionamento com o gerente para pleitear a vaga ao filho. 

Um analista de mercado que pediu para não ser identificado disse que um dos fatores para a troca no comando antes do esperado podem ser os números mais fracos do banco este ano. 

Na nota divulgada pelo banco, o presidente do conselho do banco, Luiz Carlos Trabuco, afirmou que “cada geração de executivos tem seu momento de maturação, ritos de passagem e patrimônios acumulados como legado. O momento representa um cenário propício para dar visão renovada aos movimentos necessários em direção aos objetivos colocados pelo Conselho de Administração do Bradesco. O momento representa um cenário propício para dar visão renovada aos movimentos necessários em direção aos objetivos colocados pelo Conselho de Administração do Bradesco”, afirmou na nota.

Quem é o novo presidente do Bradesco?

Noronha tem 38 anos de atuação no mercado financeiro, 20 dos quais no grupo Bradesco. Com 58 anos, o novo diretor-presidente iniciou sua carreira bancária, em 1985, no Recife. 

Transferiu-se para São Paulo em 1994 e, antes de ingressar no Bradesco, trabalhou na diretoria do Banco Bilbao Vizcaya Argentaria Brasil até 2003. Foi, também, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (ABECS) entre 2013 e 2017. 

De acordo com nota do Bradesco, Noronha “ascendeu a todos os cargos da diretoria do Bradesco e vinha exercendo, nos últimos oito anos, o cargo de diretor vice-presidente, cumulativo com outros que ocupa e continuará ocupando em empresas da organização”. 

Ele é formado em Administração pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), com especialização em finanças, pelo IBMEC, e Banking, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). 

Integrou o programa de Advanced Management pelo Instituto de Estudios Empresariales da Universidade de Navarra, em Barcelona (IESE). 

Sua última área de responsabilidade no Bradesco foram os segmentos Varejo e Prime. 

O executivo também esteve à frente, como vice-presidente das áreas de Corporate, Bradesco Empresas, Bradesco BBI, Internacional e Câmbio, das subsidiárias internacionais (Buenos Aires, Cayman, New York, Londres, Luxemburgo e Hong Kong) e das Corretoras Bradesco e Ágora. 

Antes disso, atuou ainda como vice-presidente responsável pelo Bradesco Cartões e a pelas empresas coligadas de meios de pagamentos. 

Também foi membro dos Conselhos de Administração da Cielo, Alelo, Livelo e Elopar, e atuou como presidente da ABECS por dois mandatos pelo período de quatro anos. É conselheiro da Confederação Nacional das Instituições Financeiras.