Na falta dos pais, como funciona o seguro que garante a mensalidade escolar dos filhos? 

Ilan Kajan, corretora Alper

Fonte: Infomoney, por Jamille Niero

O Brasil tem hoje cerca de 16 milhões de estudantes matriculados no ensino privado, de acordo com dados do Censo Escolar 2022 apurados pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). O número considera educação básica e infantil e ensino fundamental e médio.

Boa parte desse número vai se deparar com as mensalidades escolares mais caras em 2024, superando em quase cinco pontos percentuais a inflação prevista para este ano, segundo levantamento da Explorar, empresa de dados do grupo especializado no setor educacional Rabbit. Segundo o levantamento feito com 800 escolas espalhadas por todos os estados do país, as mensalidades das instituições particulares aumentarão acima da inflação, para 9,2%.

De acordo com a consultora financeira Renata Cavalheiro, é importante que os responsáveis pelo pagamento da mensalidade conheçam o seu orçamento doméstico e as fragilidades da sua receita mensal para ter uma melhor compreensão dos impactos de uma parcela na sua saúde financeira. “Principalmente aquelas parcelas que podem durar muito tempo”, diz.

A falta desse responsável – seja por morte, invalidez ou perda do emprego – pode desestabilizar toda uma família e o impacto é muito maior quando acontece com a pessoa que cuida das finanças. Por isso, aponta a consultora financeira, “ter bons produtos financeiros que proporcionem a continuação das atividades familiares como a educação é fundamental”, acrescenta.

Quais são os direitos do aluno com as mensalidades em atraso?

Se ocorrer atrasos ou não pagamento da mensalidade escolar, a instituição de ensino pode adotar sanções legais e administrativas, compatíveis com o Código de Defesa do Consumidor, e com o Código Civil Brasileiro, caso a inadimplência perdure por mais de noventa dias. Por exemplo: pode “negativar” o nome do responsável, ou seja, inclui-lo nos serviços de proteção ao crédito, e protestar o contrato de prestação de serviço. Mas não pode adotar nenhum tipo de penalização pedagógica – como suspender provas ou reter documentos escolares.

“Se esse contrato estiver de acordo com a legislação na cobrança de débitos, o aluno inadimplente não poderá ser exposto ao ridículo, não será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça. A escola não pode impedir o aluno inadimplente de frequentar as aulas nem adotar qualquer outra medida que venha a constranger o educando”, explica Renata Abalém, advogada e diretora jurídica do IDC (Instituto de Defesa do Consumidor e do Contribuinte IDC). Segundo ela, essas normas constam na Lei 9870/1999, que dispõe sobre o valor total das anuidades escolares e assuntos correlatos.

A lei também define que o aluno inadimplente não poderá renovar sua matrícula e poderá perder o vínculo com a instituição, mas um eventual desligamento desse aluno somente poderá ocorrer ao final do ano letivo. A instituição de ensino também não é obrigada a ofertar novas condições de pagamento para os alunos inadimplentes.

Segundo Abalém, a escola que penalizar ilegalmente o estudante pode responder por falha na prestação de serviço. Ela ressalta ainda que a dívida de mensalidade escolar pode prescrever. “Tem um prazo que a escola pode cobrar, que é de cinco anos. A partir desses cinco anos a escola não pode executar essa dívida”, complementa a diretora jurídica do IDC.

E o seguro?

O seguro educacional se apresenta como uma alternativa para auxiliar o custeio das despesas com educação. Neste seguro, o responsável financeiro pelo estudante paga um valor à seguradora em troca de indenização que custeie as mensalidades na ocorrência de alguma das situações listadas (veja mais abaixo) no contrato de seguro.

O pagamento da indenização pode ser realizado diretamente ao estabelecimento de ensino dependendo das coberturas contratadas. As mais comuns são: 

  • Morte;
  • Invalidez permanente por acidente;
  • Incapacidade temporária;
  • Desemprego ou perda de renda;
  • Doenças graves.

A apólice (contrato de seguro) deverá especificar o início e o fim de vigência do seguro – que pode variar entre apenas um ano letivo ou todos os anos de um ciclo de estudo.

Como o seguro educacional está atrelado ao custeio de despesas escolares, cobrindo o pagamento de um número de mensalidades escolares definida no contrato, normalmente as escolas firmam convênios com as seguradoras para oferecer essa modalidade de seguro aos responsáveis financeiros dos seus alunos, geralmente no momento da matrícula.

Foi o que aconteceu com Vitória Abreu, 23, que perdeu o pai aos 9 anos, mas teve garantido o pagamento das mensalidades escolares até o ensino médio graças à contratação do seguro educacional realizada por ele junto à escola. 

Vitória, que hoje já se formou no Ensino Superior, e trabalha na área comercial de uma empresa de tecnologia, conta que a indenização foi importante para a mãe, que não teve que se preocupar com o pagamento da escola na ausência do pai, que era responsável financeiro, além de poder seguir com a educação de qualidade em uma instituição de ensino que ela já conhecia.  

“Além do peso que foi a morte do meu pai, eu não tive que trocar de escola e passar por mais esse trauma. Tem os dois lados, tanto psicológico, quanto financeiro”, diz Vitória. Ela conta que o pai também fez outro seguro, de vida, que a amparou financeiramente quando ela precisou morar no interior paulista para estudar em uma faculdade pública. Formada no ano passado, ela ressalta que a indenização a ajudou a pagar as despesas com aluguel e mercado, por exemplo, no tempo que passou estudando “longe de casa”. “Eu hoje estou num ótimo emprego e tenho certeza de que uma boa parte disso é graças a minha formação educacional”, avalia.

Para Bernardo Castello, da Comissão de Produtos de Risco da FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), entidade que representa as seguradoras que operam no segmento, o seguro educacional ainda é pouco trabalhado no país, mas tem um enorme potencial para crescer. Para efeito comparativo, o seguro educacional arrecadou R$ 21,52 milhões em prêmios (valores pagos pelos clientes às seguradoras) de janeiro a novembro de 2023, enquanto a arrecadação do seguro automóvel – o mais popular do país – foi de R$ 50,77 milhões no mesmo período, mais do que o dobro.

Segundo Castello, há um desafio de comunicação para as seguradoras ampliarem a comercialização do produto, ao mostrar os benefícios da proteção proporcionada a um “custo muito baixo”, que corresponde “de 1,5% a 3% do valor da mensalidade”, salienta o executivo. 

Na avaliação do executivo, o principal entrave hoje é o modelo de negócio praticado, uma vez que para ser ofertado aos pais ou outros responsáveis financeiros pelos alunos, o seguro depende de parceria entre as instituições de ensino e as seguradoras, promovida por corretores especializados. Por outro lado, devem ajudar a incrementar essa oferta algumas iniciativas já em andamento no Brasil, considera o representante da Fenaprevi. Entre elas, o Pix Automático, que poderá ajudar a eliminar custos de emissão de boletos mensais, e o Open Insurance, que permitirá a oferta do seguro ao identificar o débito da mensalidade escolar na conta bancária, por exemplo.

De acordo com Ilan Kajan (foto), vice-presidente de Riscos Corporativos e Sinistros na Alper, a corretora tem apostado na oferta do seguro educacional diretamente aos responsáveis financeiros, sem a “intermediação” da escola, como um caminho para ampliar as vendas do segmento. Ele conta que, hoje, esse produto de adesão “facultativa” acaba tendo “mais visibilidade e aderência em escolas de alto padrão, porque o responsável financeiro tem mais clareza do funcionamento do seguro”. 

Kajan avalia que para a Classe C, por exemplo, é uma proteção com um “apelo gigantesco” em teoria, já que o impacto da falta do responsável financeiro é maior em um cenário de mensalidades escolares mais altas. Contudo, “falta clareza” ao consumidor sobre os benefícios do seguro nos momentos de aperto ou mesmo perda da renda. “Acaba que tem baixa adesão e alto índice de cancelamento, porque dentro da hierarquia das despesas dele, [o seguro facultativo] é um dos que vai cair primeiro, ele vai preferir consertar a moto ou pagar uma conta”, pontua o executivo da Alper.

Ilan reforça que é uma boa alternativa no caso de desemprego, já que o seguro banca a mensalidade por um período (geralmente 3 ou 6 meses), dando tempo para a recolocação profissional do responsável pelas contas da casa. Mas não é um seguro atrelado ao crédito, “que cobre a inadimplência pura” do segurado, porque depende do “fato gerador” para ser acionado – neste caso, a perda do emprego.

Corretor responde por 80% da venda de seguros no país: como a tecnologia tem mudado a profissão? 

boris ber Sincor-SP

Fonte: Infomoney, por Gilmara Santos

O Brasil tem o registro de quase 125 mil corretores de seguros cadastrados na Susep (Superintendência de Seguros Privados), que juntos respondem por cerca de 80% da venda de apólices (contratos de seguros) em todo o país. Principal força de venda de seguros, os profissionais estão se adaptando às novas tecnologias para garantir sua participação no mercado e facilitar o próprio trabalho, que passa a ser cada vez mais consultivo.

Recentemente, por exemplo, a Baeta Assessoria lançou o SeguroGPT com o objetivo de facilitar e agilizar suas vendas e obter informações sobre seguros em tempo real. “É como se o corretor tivesse ao seu lado um especialista capaz de responder sobre qualquer tema relativo a seguro durante 24 horas”, explica João Arthur Baeta Neves, CEO da Segbox e diretor da Baeta Assessoria.

“Neste novo cenário de mudanças de hábitos de consumo, internet das coisas e inteligência artificial, há novos desafios para o corretor, que tem que informatizar a sua corretora, aprender a lidar com funil de vendas e usar as ferramentas que as seguradoras oferecem para ajudá-lo iniciar, sem nenhum investimento, a digitalização e o marketing”, considera Boris Ber, presidente do Sincor-SP (Sindicato dos Corretores de Seguros de São Paulo).

Para especialistas, o papel do corretor no mercado de seguros se mantém consolidado. “A tecnologia não substitui, ela vem para potencializar as relações”, acentua Luiz Arruda, vice-presidente comercial, marketing, dados e clientes da Porto. Na avaliação dos experts deste mercado, o profissional terá função mais consultiva do que apenas a de vender um produto. “A tecnologia é uma importante aliada do nosso trabalho, mas o papel do consultor segue sendo essencial”, avalia Paulo Grillo, diretor de seguros pessoais e do VC+Seguro, da Alper Corretora de Seguros.

Ele cita o caso do seguro residencial. É importante que o cliente, ao lado de um corretor, avalie a real necessidade da apólice. Se o contratante mora em apartamento, não precisa de cobertura para telhado, por exemplo. “Tivemos o caso de um cliente que estava contratando o seguro residencial para o seu apartamento no valor total do imóvel. Explicamos que não fazia sentido porque o seguro não pagaria uma reconstrução. Isso é responsabilidade do seguro do condomínio. Então, fizemos uma análise do que ele realmente precisava e o valor do seguro ficou bem mais barato”, lembra Grilo.

A cultura do seguro ainda é pouco difundida entre os brasileiros, e o corretor tem o papel de ajudar a disseminá-la. “Menos de 25% da frota de veículos no Brasil é segurada, apenas 17% das residências contam com uma apólice e 7% dos brasileiros contrataram o seguro de vida”, salienta Edson Franco, CEO da Zurich, destacando o potencial de crescimento do setor. Ele diz acreditar que a tecnologia pode facilitar a atuação dos corretores de seguro. Para ele, não existe ameaça ao papel do corretor, pois ele é parte da cultura do setor. 

“Temos de começar a olhar para o corretor como um consultor que tem o conhecimento técnico e sabe o momento adequado para apresentar o produto aos seus clientes. Ninguém conhece melhor o cliente do que o corretor e somente ele pode nos ajudar a criar produtos personalizados”, diz Ivan Gontijo, presidente do grupo Bradesco Seguros.

Quem é o corretor brasileiro?

De acordo com o ‘Painel Corretor de Seguros’, da Susep, o Brasil conta com 124.612 profissionais ativos, sendo que 57,37% atuam como pessoas físicas. Deste universo, a maioria (54,5%) tem entre 35 e 54 anos de idade. 

Na outra ponta, o menor percentual está entre os mais jovens, sendo que corretores com faixa etária entre 25 e 34 anos representam apenas 12,4% dos profissionais ativos. Segundo Diego Rocha, coordenador do curso ‘certificação em aceleração digital para corretores de seguros’, da Escola de Negócios e Seguros, a pouca quantidade de profissionais mais jovens não é negativa.

Ela sinaliza, porém, a necessidade de uma maior renovação do quadro geral, principalmente com o novo perfil de consumidores de seguros, que busca cada vez mais experiências digitais e produtos personalizados em seus atendimentos.

Em relação à formação, os dados mostram que 62,02% dos corretores registrados possuem nível superior completo. “Quanto mais corretores especializados, mais seguros serão vendidos e pessoas protegidas”, considera Rocha.

Brasilprev renova parceria com o Projeto Jovens Talentos Finanças

Angela assis ceo brasilprev

Fonte: Brasilprev

Criar um ciclo virtuoso, proporcionando a jovens no final da graduação ou recém-graduados oriundos das classes menos favorecidas as mesmas chances que os de classe média e alta têm para competir pelas melhores posições do mercado de trabalho na área de finanças. Este é o propósito do projeto Jovens Talentos Finanças – Investindo na Redução da Desigualdade Social, que teve a primeira edição em 2021 e está com as inscrições abertas para ª sua quarta edição, neste ano de 2024.

Aos interessados, basta acessar o site https://www.jovenstalentosfinancas.com.br para todas as informações, bem como inscrições no projeto.

A iniciativa tem a marca da inclusão, já que são elegíveis às bolsas de estudo jovens vindos das camadas populacionais em estado de vulnerabilidade social, com atenção preferencial a pretos, pardos, PcDs e mulheres, tendo em vista que a área de Finanças é muito pouco diversa.

Apoio de uma empresa também inclusiva

Líder e especialista no mercado brasileiro de previdência privada, com mais de R$ 390 bilhões de ativos sob gestão e carteira de clientes que ultrapassa 2,6 milhões, a Brasilprev está apoiando pelo 3º ano consecutivo o projeto Jovens Talentos Finanças, patrocinando cinco das 20 vagas disponíveis. 

“Educação financeira é uma das nossas prioridades, tanto que faz parte das estratégias ASG da companhia”, comenta a presidente da Brasilprev, Ângela Assis. “Nesse contexto, é natural renovar e ampliar o apoio a uma iniciativa que tem dado oportunidade de desenvolvimento a jovens por meio de um curso de pós-graduação de ponta, com conteúdo programático robusto”.

Formação e acesso qualificados

Desde que foi concebido pelo Prof. Carlos Heitor Campani, professor, pesquisador, consultor e autor nas áreas de investimentos, previdência, finanças pessoais e finanças corporativas, o Jovens Talentos Finanças formou 44 profissionais, com uma marca bastante positiva: ao final da formação, que leva cerca de 10 meses, 100% dos jovens talentos estavam devidamente posicionados e atuando no mercado de trabalho de Finanças.

Como carro-chefe do projeto, o jovem talento recebe uma bolsa integral no curso de Formação em Finanças da Iluminus – Academia de Finanças, que conta com mais de 160 horas de aulas ao vivo e aos sábados. Tanto a inscrição quanto a seleção acontecem nesse mês de janeiro e se estendem até a primeira semana de fevereiro. Já o término das atividades de formação e qualificação é em dezembro. No período, os participantes têm acesso a: 

  • Um curso de Formação em Finanças na Iluminus – Academia de Finanças com mais de 160 horas de duração, assim como um curso de 18 horas de Phyton aplicado a Finanças,  mentoria e monitoria semanal.
  • Leitura de livros não acadêmicos, ciclo de palestras com profissionais renomados do mercado financeiro e participação no “Constellation Challenge“.
  • Plataforma de dados e informações financeiras oferecida pela Quantum Finance, assim como a um banco especial de relatórios de análises oferecido pela Eleven Financial Research.
  • Mais de 18 horas de cursos online de finanças na plataforma Udemy, curso de Outplacement da Fox Human Capital para jovens em início de carreira no mercado de Finanças, além de networking e projetos especiais.

Educbank e Icatu se unem para ampliar oferta de seguro escolar na educação básica 

Guilherme Hinrichsen Icatu

Fonte: Educbank

O Educbank, ecossistema financeiro de educação básica na América Latina, se uniu à Icatu Seguros para o lançamento do “Seguro escolar Educbank”, produto que prevê ampliar a oferta de proteção financeira em toda a comunidade educacional privada do país, atendendo tanto alunos quanto professores, funcionários e famílias.  

Inspirado no ‘Seguro Nota 10’, lançado pela Icatu em 2019, o produto tem como diferencial o atendimento integral das instituições de ensino. Além de garantir que o estudante terá o ensino assegurado em caso de perda de renda ou de falecimento do responsável legal, o seguro prevê também a indenização em casos de Invalidez Permanente Total por Acidente e o atendimento (hospitalar e odontológico) no caso de acidentes dos estudantes, professores e demais funcionários das escolas. 

“Dentro do nosso ecossistema financeiro, sempre buscamos oferecer os produtos mais completos e cuja necessidade das escolas sejam atendidas por inteiro. A parceria com a Icatu apenas reforça esse nosso compromisso e evidencia que o nosso maior ativo é sermos obcecados pelo sucesso das nossas escolas”, diz Caio Noronha, cofundador e CEO do Educbank. 

O Seguro escolar Educbank foi personalizado para o atendimento integral das instituições de ensino e cobre desde MEIs (Microempreendedor Individual) até funcionários CLT e profissionais liberais e autônomos, o que representa uma evolução em relação a outros produtos do mercado, com coberturas restritas às famílias e responsáveis financeiros que perdem empregos em regime CLT.

“Momentos difíceis podem atingir qualquer um, sejam eles por demissões, acidentes ou perda do provedor familiar, e podem levar a decisões complicadas, como a retirada de alunos das escolas. Criamos esse seguro justamente para garantir proteção e tranquilidade nestes momentos inesperados. Nosso objetivo é um só: garantir que os estudantes concentrem suas energias no processo educacional ao mesmo tempo em que zelamos pelo bem-estar financeiro dos responsáveis, professores, funcionários e da escola como um todo. Essa é uma proteção completa”, afirma Guilherme Hinrichsen (foto), Vice-Presidente Comercial da Icatu. 

Maior proteção para a comunidade escolar

Para os casos de perda de emprego e perda de renda por incapacidade física temporária, o novo produto cobre o dobro de tempo (6 meses) em comparação aos demais seguros do setor (3 meses). Em casos de falecimento do responsável financeiro, ao invés de cobrir somente o restante do ano letivo como os demais produtos do mercado, o Seguro escolar Educbank permite três opções às escolas: tanto a garantia dos estudos até o fim do ano letivo, como também até o fim do ciclo escolar atual do estudante ou até o fim de todos os ciclos (ensino médio).

Mauricio Neves, Diretor da Veritas – uma das companhias parceiras na distribuição do Seguro Nota 10 – destaca que o produto agrega muito valor às instituições de ensino. “Garantimos que a escola trabalhe com tranquilidade e se que concentre no essencial, que é oferecer educação de qualidade. Vemos que o seguro tende a ser um diferencial para a decisão dos pais e responsáveis na escolha de uma escola”, destaca. 

Entre os benefícios para as escolas está a possibilidade de fidelização e atração de mais famílias por um baixo custo, além de processos automatizados, central de atendimento exclusiva, apoio na comunicação aos responsáveis financeiros e segurança contra imprevistos de estudantes e funcionários. A parceria prevê a Icatu como provedora do serviço e a startup bem-te-vi seguros como a corretora responsável pela operacionalização, atendimento e gestão de sinistros.

“Agora conseguimos potencializar ainda mais as escolas, diminuindo a evasão de alunos, aumentando a probabilidade de renovação, atração e fidelização das famílias, além de permitir segurança aos estudantes de que não terão o ensino descontinuado em razão de imprevistos e os responsáveis financeiros poderão ser menos impactados pelas oscilações do mercado de trabalho”, conclui Danilo Costa, fundador e presidente do conselho de administração do Educbank.

Seguradoras indenizam mais de R$ 200 bilhões até novembro de 2023

Fonte: CNseg

Com crescimento de 3,4% em relação ao ano de 2022, o setor segurador pagou R$ 207,2 bilhões em indenizações, resgates, benefícios e sorteios nos primeiros 11 meses de 2023, excluindo os dados relacionados à Saúde Suplementar. Um levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) revelou que esse montante superou em 22,5% os R$ 169,2 bilhões pagos pelo Governo Federal aos beneficiários do Bolsa Família em todo o ano anterior. Apenas em novembro, foram aproximadamente R$ 19 bilhões em pagamentos, mais de R$ 4 bilhões maior do que o realizado pelo programa governamental no período.

O 11º mês do ano também foi destaque em arrecadação, uma vez que apresentou a uma das melhores taxas de crescimento do ano passado. Com 14,7%, novembro ficou atrás apenas de janeiro, que avançou 19,7%. O aumento na demanda por produtos de seguros em 2023 foi identificado pela CNseg também no acumulado do ano, quando, de janeiro a novembro, ocorreu a evolução de 8,9% em relação a 2022, com mais de R$ 351 bilhões arrecadados no consolidado de todos os ramos, sem Saúde Suplementar. 

A expectativa da CNseg para o fechamento do ano de 2023 é que o setor atinja um faturamento de R$ 663 bilhões, registrando um avanço de 10,4%, considerando todos os segmentos, o maior da história do setor. A Confederação estima, ainda, que o mercado segurador cresça 11,7% em 2024.

Dentre os grupos de produto do setor, no período analisado pela Confederação, observou-se um aumento expressivo na procura pelos seguros de Crédito e Garantia (+18,2%), que assegura proteção contra inadimplência e provê garantia em contratos; os Patrimoniais (+17,3%), que compreendem os seguros Condomínio, Residencial e Empresarial; o Habitacional (+12,4%), obrigatório em financiamentos imobiliários; e o de Vida (+12,4%). Em termos de retorno aos clientes, foram destaques os seguros de Crédito e Garantia (+58,5%), o Viagem (+43,4%), os planos de Previdência Tradicional (27,9%) e os seguros Patrimoniais (+14%).

Dados da Saúde Suplementar 
Últimos dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mostram que no acumulado até o terceiro trimestre de 2023, as contraprestações do segmento de Saúde Suplementar arrecadaram R$ 206,5 bilhões, valor 13,8% superior ao de 2022. Em relação aos pagamentos aos beneficiários, foram reembolsados R$ 178,6 bilhões no mesmo período, crescimento de 12,5% sobre o mesmo período do ano anterior. Os planos Médico-Hospitalar pagaram R$ 176,4 bilhões e os planos exclusivamente Odontológicos, R$ 2,2 bilhões, uma alta de 11,5%, na mesma comparação.

Segurança em adversidades

À luz dos recentes temporais que têm impactado grande parte do Brasil e da aproximação do Carnaval, período em que é observada a maior exposição de imóveis a tumultos e desocupação por conta de viagens e férias, a CNseg destaca a importância dos seguros Residencial, Empresarial e Condomínio. Uma diferença importante, destacada pela CNseg, é que o seguro Condomínio é obrigatório, ao contrário do seguro Residencial.

Esses produtos têm como característica, basicamente, a cobertura de riscos relacionados a bens e, geralmente, cobrem, de forma obrigatória, os riscos de incêndio, de queda de raios e de explosão. Em conjunto, eles arrecadaram mais de R$ 8,8 bilhões em 2023, 17,4% a mais que em 2022, e pagaram em indenizações R$ 3,3 bilhões, evolução de 8,3% em relação ao ano anterior.

MAG Investimentos alcança R$ 12 bilhões em gestão 

Fernando-Gabriades MAG SEGUROS

Fonte: MAG

A MAG Investimentos – gestora de recursos do grupo Mongeral Aegon – alcançou R$ 12 bilhões em ativos sob gestão. Esse crescimento é oriundo da criação de novos produtos e do aumento no número de clientes. Nos últimos três anos, a gestora dobrou de tamanho, aumentando em 100% o seu AuM, que são os ativos sob sua gestão.


Somente em 2023, a gestora teve um aumento de mais de R$ 1 bilhão em ativosPara chegar ao montante de R$ 12 bi, a MAG Investimentos vem investindo em novas estratégias, nos times de gestão e na distribuição dos produtos, construindo uma reputação em torno dos seus produtos e priorizando a capilaridade na aplicação de recursos de seus clientes. O objetivo é gerar receita a longo prazo. 


“Nós focamos na entrega de performance para o cliente, com produtos de liquidez, buscando sempre as aplicações mais assertivas e de menor risco. Esse cuidado é percebido no mercado e vem proporcionando uma maior procura pelos novos investidores”, destacou Fernando Gabriades, sócio-diretor da MAG Investimentos. 

Atualmente, os fundos que mais crescem no portfólio da asset são o MAG Cash RF, com R$ 800 milhões de patrimônio líquido, o MAG High Grade, que fechou o ano com R$ 400 milhões e o MAG Premium, com R$ 300 milhões. 


A gestora é uma partnership onde os talentos que se destacam, podem se tornar sócios da operação no Brasil, o que traz maior comprometimento e alinhamento entre os colaboradores.

João Rabelo assume diretoria de Novos Negócios do IRB(Re)

Com o objetivo de ampliar sua atuação na gestão de riscos, o IRB(Re) passa a contar com João Rabelo Júnior, que assume a diretoria de Novos Negócios do ressegurador. O executivo terá como base o recém-aberto escritório em Brasília (DF).

“Dado o enorme gap de proteção do Brasil, é importante interagir tecnicamente com o setor público e levar o conhecimento e a experiência em precificação e gestão de riscos do IRB(Re). A ideia é trabalhar em conjunto com as esferas federal, estadual e municipal para identificar os riscos que devem ser avaliados. O escritório tem esse objetivo prático de facilitar essas interações técnicas”, afirma.

Ex-vice-presidente de Agronegócios e Governo do Banco do Brasil, Rabelo retorna ao IRB(Re), onde já atuou como conselheiro. Formado em Administração de Empresas pela Universidade de Brasília, tem grande experiência no setor de seguros e previdenciário.

Artigo: 4 problemas que o app Celular Seguro não resolve

Henrique Volpi Kakau

por Henrique Volpi, CEO e sócio-fundador da Kakau Seguros

Com menos de 30 dias do lançamento do Celular Seguro, iniciativa do Governo Federal, o app já tem uma adesão surpreendente: foram mais de um milhão de usuários cadastrados em menos de duas semanas, conforme dados do Ministério da Segurança Pública. 

O Celular Seguro foi em resposta ao crescente número de crimes relacionados a esses aparelhos: de acordo com o 17º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, foram registrados um milhão de ocorrências apenas em 2022. Isso representa um aumento de 16,6% em relação ao ano anterior, quando foram registrados 860 mil casos. 

O aplicativo representa um avanço significativo na proteção dos usuários contra crimes envolvendo seus dispositivos móveis. Contudo ele não resolve quatro problemas importantes: 

1- Dificuldade no desbloqueio

A principal preocupação levantada pelos usuários é a incapacidade de desbloquear os aparelhos após o bloqueio definitivo realizado pela Anatel (seja ele intencional ou acidental). 

A indicação do Governo é que a operação deve ser realizada diretamente com a Polícia e a Anatel, mas nenhuma delas têm informações sobre a reversão. A saída, segundo o Ministério da Justiça, é procurar diretamente a operadora e também a instituição financeira bloqueada, mas mesmo essas não têm respostas. 

2- Cadastro de apenas um IMEI por aparelho

Uma outra questão é que não é possível cadastrar mais de um IMEI por aparelho. No caso de celular com slot para dois chips, apenas uma das linhas será bloqueada. E o mercado de smartphones dual SIM no Brasil só cresce, deixando essas pessoas de fora. De acordo com a pesquisa da GfK, em 2023, 17,5% dos aparelhos celulares vendidos no Brasil eram dual-SIM. Isso significa que, de um total de 35,1 milhões de aparelhos comercializados, 6,1 milhões tinham dois chips. 
 

3- Não bloqueia celulares de pessoas jurídicas

O Celular Seguro é voltado exclusivamente para pessoas físicas. A medida foi criticada por muitas empresas, já que as impedem de proteger seus ativos e facilita a ação dos criminosos. 

O argumento do Governo é que, caso o bloqueio fosse permitido para aparelhos de pessoas jurídicas, criminosos poderiam registrar o IMEI de um celular roubado ou furtado em outro aparelho, pertencente a uma empresa. 

4- Não protege contra furtos, roubos e quebras

O aplicativo apenas bloqueia o aparelho, não o protegendo contra a ação dos criminosos, sendo a medida mais segura a contratação de um seguro para celular. O seguro é capaz de ir além da proteção contra roubo e furto, estendendo a tranquilidade para outras possíveis “dores de cabeça”.

Um smartphone que cai no chão, uma tela trincada ou o derramamento acidental de líquido são situações corriqueiras que podem rapidamente se transformar em armadilhas financeiras. Nesses momentos, o seguro para smartphones se revela como um verdadeiro aliado, proporcionando tranquilidade na hora de imprevistos. 

Com o seguro, o usuário pode contar com o reembolso do valor do aparelho, além de assistência técnica e outros benefícios. Contratar um seguro para smartphones não é apenas uma precaução, mas sim uma decisão inteligente. Além de proteger contra roubo e furto, ele oferece uma camada adicional de segurança, preservando o investimento realizado. 

A tranquilidade proporcionada por uma cobertura abrangente vai muito além da garantia material, estendendo-se à segurança financeira de quem utiliza o aparelho. Diante dos imprevistos cotidianos, ter um seguro se torna uma ferramenta essencial, garantindo que esses valiosos dispositivos continuem a ser fontes de praticidade, sem tornar o usuário refém no caso de furto, roubo ou danos.

Corretora Alper seguros destaca impactos do El Niño no Agro e na cadeia da segurança financeira 

Fonte: Alper

O Brasil enfrenta desafios significativos na produção agrícola em 2024 devido às anomalias climáticas associadas ao fenômeno El Niño. Este evento climático, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, tem gerado condições adversas, como secas e enchentes, impactando diretamente culturas sensíveis à disponibilidade de água, como soja, milho, café e cana-de-açúcar. Dados da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja) apontam pessimismo para a safra de soja em 2024, com 20 milhões de toneladas a menos que as projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o USDA (United States Department of Agriculture).

Em 2023, o país experimentou um ano agrícola promissor, com recordes de produção de commodities como soja, milho e cana de açúcar, beneficiado por chuvas bem distribuídas e períodos ideais de desenvolvimento. No entanto, em 2024, o cenário mudou, com atrasos significativos no plantio da soja devido a condições climáticas desfavoráveis, resultando em previsões de colheita abaixo das expectativas.

A instabilidade do clima, em especial às secas e regimes de chuvas irregulares, são alguns dos principais motivos para a baixa nas projeções. Chuvas escassas e mal-distribuídas na região Central, junto a precipitações volumosas na região Sul, provocaram atrasos no plantio e seguem prejudicando o potencial produtivo.

Diante da vasta distribuição agrícola no Brasil, o seguro rural comercializado pela Alper Agro, divisão da Alper Seguros, é uma das principais alternativas à disposição do produtor rural para sua proteção financeira. Esta modalidade de seguro indeniza o produtor rural caso sua colheita seja prejudicada por eventos climáticos não-previstos, como chuvas excessivas, secas, vendavais ou incêndios.

Impactos nas Commodities:

  • Soja: As regiões produtoras, como Centro-Oeste e Sul, enfrentam seca ou excesso de chuvas, afetando a produção e influenciando os preços globais.
  • Milho: Regiões de produção podem sofrer com a seca, levando a reduções na produção e impactando os preços internos e externos.
  • Café: Áreas expressivas, como Minas Gerais e Espírito Santo, podem enfrentar seca prolongada e temperaturas mais altas, afetando a produção e a qualidade do café.
  • Cana-de-açúcar: Regiões produtivas, como São Paulo e Goiás, podem sofrer com a seca, reduzindo a produtividade e afetando os preços do açúcar e do etanol.
  • Entidades regionais preveem uma colheita de soja em 2024 de 135 milhões de toneladas, 20 milhões abaixo das últimas projeções da Conab, devido à instabilidade climática e atrasos no plantio.

“O impacto vai além do ecossistema agrícola, há impactos em outros setores como o turismo, a energia devido a variação no regime de chuvas impactando hidrelétricas e setor eólico; o setor financeiro também sofre com pequenos produtores não honrando pagamento de fornecedores e por fim, o transporte por causa das dificuldades de escoação de produtos devido a rotas interditadas por desmoronamentos ou baixo nível de água em rios”, explica André Lins (foto), vice-presidente de Agronegócios da Alper Seguros.

Diante desse cenário desafiador, a adoção de medidas preventivas e o investimento em seguros são cruciais para a resiliência do setor agrícola e a minimização dos impactos em cadeias produtivas interligadas. Com a Alper Agro, você tem à disposição uma parceira com mais de 350 mil hectares protegidos e 14 mil máquinas agrícolas seguradas.

Maria Cristina Bettencourt assume diretoria na Sompo Seguros

A Sompo Seguros contratou Maria Cristina Bettencourt como diretora de Resseguros, Atuarial de Produtos, Produtos Corporativos e Precificação. A executiva chega com o desafio de dinamizar os projetos de expansão do portfólio e estratégias de programas de resseguro para dar suporte aos planos de crescimento da companhia na área de Seguros Corporativos. “Estou empolgada com a oportunidade de poder liderar áreas tão estratégicas e contribuir com a ampliação das operações e fortalecimento da posição da Sompo Seguros na área de Grandes Riscos”, destaca a executiva.

Maria Cristina Bettencourt é diretora de Resseguros, Atuarial de Produtos, Produtos Corporativos e Precificação da Sompo Seguros. É Graduada em Ciências Atuariais e Administração de Empresas, com MBA em Engenharia de Produtos pela Escola Politécnica de São Paulo (Poli/USP) e MBA em Transformação Digital. Em mais de 20 de experiência no mercado de Seguros e Resseguros, atuou em cargos de liderança em companhias multinacionais nas quais esteve a frente de áreas técnica e comercial e no relacionamento com agentes do mercado, além de efetuar estruturação de programas de resseguro e contratos e desenvolvimento de novos negócios.

“A Sompo Seguros tem no know how de seus especialistas, a principal ferramenta para seguir na estratégia de se posicionar entre as mais expressivas companhias na área de Grandes Riscos. A chegada da Maria Cristina vem incrementar nossa capacidade de desenvolver soluções inovadoras, bem como reflete o compromisso contínuo da empresa em atrair profissionais excepcionais para impulsionar a excelência em todas as áreas de atuação”, ressalta Adailton Dias, diretor Executivo de Produtos e Resseguro da Sompo Seguros.