Maior procura por seguros corporativos impulsiona crescimento da Zurich na capital paulista 

Alexandre Oliveira, diretor regional São Paulo Capital da Zurich Seguros

Fonte: Zurich

A adesão a diversas linhas de seguro corporativos, bem como produtos da linha de seguros pessoais, foram fundamentais para o bom desempenho da Zurich na capital paulista e litoral. Dados da seguradora mostram um crescimento de 15,9% na Regional São Paulo Capital em 2023, considerando as vendas via corretor de seguros. 

Os segmentos que mais cresceram entre os seguros corporativos foram o Seguro Garantia (+61,7%), Linhas Financeiras (+33%) e Responsabilidade Civil (+18,4%). Em seguros pessoais, o destaque foi para o segmento de auto individual (+48,2%). 

Alexandre Oliveira, diretor regional São Paulo Capital, diz que o resultado é fruto do forte trabalho da companhia para apoiar o corretor nas ofertas de produtos para proteção pessoal e patrimonial. 

“Consideramos o corretor de seguros essencial em nosso desenvolvimento, não só pela forte capacidade de distribuição, mas também pelo conhecimento que tem de seus clientes, apresentando a oferta mais adequada e promovendo as personalizações necessárias em nossos produtos e serviços”, afirma.  

O executivo reforça que, além da expansão dos produtos de seguros, ampliando a proteção de pessoas e empresas, a seguradora também trabalhou com afinco com um olhar de proteção mais ampla para as comunidades da região. Um bom exemplo foi a atuação da seguradora durante as fortes chuvas que assolaram o litoral de São Paulo no início do ano. 

“Além de um protocolo emergencial forte para garantir a indenização e apoio ágil aos nossos clientes, utilizamos recursos do nosso Fundo de Catástrofes para ajudar a população em situação de vulnerabilidade. Com a ajuda de outras empresas e de nossos parceiros sociais, levamos à região uma unidade móvel capaz de prover atendimento médico para apoiar o SUS. A estimativa é que mais de 13 mil pessoas tenham sido atendidas por essa unidade”, conta Alexandre. 

Mais presença 

Este ano, a Seguradora Zurich vai ampliar o portfólio de produtos junto aos corretores e trazer mais possibilidades de relacionamento junto aos corretores, sem perder de vista o crescimento estratégico e sustentável do negócio. 

A grande novidade será o início da operação do subcanal Filial Digital na Regional São Paulo. Através dela, os corretores podem ser atendidos por um gerente comercial de forma digital, profissional com atuação regional pronto a oferecer todo o atendimento comercial e capacitação que o parceiro precisa. 

“É um atendimento personalizado, com gerentes comerciais regionais exclusivos e dedicados. Também seguiremos fortes com o plano de expansão com o seguro automóvel na capital paulista”, diz o executivo.   

Alexandre afirma que os seguro corporativos também devem seguir fortes na região. “Uma das apostas da companhia será o seguro de responsabilidade civil, além de coberturas que protegem o patrimônio dos altos executivos contra ações judiciais, conhecidas como D&O (directors and officers), E&O (seguro contra erros e omissões profissionais) e POSI (Public Offering Securities Insurance). São produtos específicos para empresas que pretendem fazer oferta pública de ações”, explica Alexandre. 

“O D&O já se tornou obrigatório no pacote de benefícios exigido por gestores e conselheiros das empresas de capital aberto e multinacionais em operação no Brasil. Com a ampliação do debate em torno das práticas ESG (sigla em inglês para Governança Ambiental, Social e Corporativa) e a consequente transparência de gestão, a tendência, é que a demanda por esse tipo de seguro se expanda para outros segmentos”, complementa. 

Outra ação que a companhia vai concentrar esforços neste ano diz respeito às ações de sustentabilidade. Cada vez mais a Seguradora Zurich vem cascateando as ações para produtos, serviços e fornecedores. 

“Para apoiar nossos clientes corporativos, lançamos a Zurich Resilience Solutions, iniciativa focada na prestação de serviços de prevenção para empresas, incluindo soluções de resiliência climática, e entramos também no mercado de energias renováveis”, lembra o executivo. “Estaremos à disposição dos nossos corretores e clientes para apoiá-los também nesta jornada”, finaliza.

MAG Investimentos incorpora fundo de renda variável de R$ 320 milhões em sua grade de produtos

Fonte: MAG

A MAG Investimentos – gestora de recursos do grupo Mongeral Aegon – incorpora a sua carteira de fundos abertos , o SOMMA Brasil Fundo de Investimento em Ações. Com a transferência de gestão, o fundo de R$320 milhões passa a se chamar MAG Brasil Fundo de Investimento em Ações e compor o portfólio da casa como mais uma alternativa na estratégia de ações long only. 
 

“A transferência de gestão segue em linha com as novas estratégias alinhadas da MAG Investimentos, construindo uma reputação em torno dos nossos produtos e priorizando a capilaridade e diversificação para as aplicações de recursos dos clientes.” comenta Claudio Pires, sócio-diretor de investimentos da gestora. 

O produto é uma alternativa para quem busca opções de investimentos em renda variável. Com aplicações a partir de R$100 (cem reais), o novo fundo permite amplo acesso ao público, não exigindo do investidor grandes quantias. Já em relação ao resgate, o pagamento ocorre após quatro dias da sua solicitação. 


“Respeitando a estrutura do fundo que possui mais de 13 anos de histórico, mantivemos o time que já o geria e que a partir de agora, passa a fazer parte da equipe de gestão da MAG, e avaliamos um alto potencial de crescimento para os próximos anos. Nosso objetivo é apresentar aos investidores soluções em investimentos através de um portfólio diversificado, além de aumentar a nossa participação nesta estratégia”, comenta o sócio-diretor de comercial da gestora, Fernando Gabriades.


 A MAG Investimentos alcançou R$14,5 bilhões em ativos sob gestão, crescimento gerado por meio da criação de novos produtos e do aumento no número de clientes. Nos últimos três anos, a gestora dobrou de tamanho, aumentando em 100% o seu AuM, que são os ativos sob sua gestão.

Captação líquida da previdência privada cresce 187,8%, em janeiro

Fonte: Fenaprevi

De acordo com a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida – Fenaprevi, o mercado de planos de previdência privada aberta demonstrou que o resultado dos depósitos realizados em janeiro deste ano foi de R$ 16,5 bilhões, alta de 18,6% em relação ao mesmo mês em 2023. Comparativamente ao apresentado em anos anteriores, o resultado é o mais alto da série histórica (iniciada em 2013) para janeiro, mesmo considerando a inflação no período. 

Quando descontados os resgates do total captado em janeiro (que somaram R$ 11,7 bilhões), a captação líquida é de R$ 4,8 bilhões, valor 187,8% maior do que o observado no mesmo mês do ano passado. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a captação líquida registra crescimento de 36,5% e a arrecadação total subiu 9,0%.

Ao mesmo tempo, os ativos em previdência privada já superam os R$ 1,4 trilhão, o equivalente a, aproximadamente, 13% do PIB.

Planos VGBL são os favoritos

O levantamento da Fenaprevi também detalha o tipo de contratação do plano de previdência. Do total de 14 milhões de planos de caráter previdenciário existentes no país, a grande maioria (62%) são VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), responsáveis pela arrecadação de R$ 15,4 bilhões, ou seja, 92,9% do total de prêmios e contribuições de janeiro de 2024.

Já o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) é a modalidade escolhida em 22% dos planos de previdência, somando R$ 900 milhões arrecadados e alta de 18,5% em relação a janeiro de 2023, o equivalente a 5,6% do total captado no mês. Os demais planos contratados foram os Tradicionais (16%), com arrecadação de R$ 200 milhões.

Opção de mais de 11 milhões de pessoas

Também em janeiro, cerca de 11,1 milhões de pessoas possuíam um plano de previdência privada aberta. Desses, 8,9 milhões dos participantes (como são chamados os titulares) eram da modalidade individual e os demais da coletiva. O resultado revela ainda que a previdência vem sendo a opção de investimento de mais de 9% da população adulta do país.

Em números gerais, dos cerca de 14 milhões de planos de previdência no país, apenas 54 mil estão na fase de recebimento do benefício. O que, para a Fenaprevi, revela o quão jovem ainda é o setor e o potencial de crescimento que possui.

Valor do seguro dos carros mais vendidos no Brasil cai para homens e sobe para mulheres em fevereiro

Fonte: Minuto

A Minuto Seguros, uma empresa Creditas, líder no segmento de seguros online e uma das principais corretoras do país, realizou um estudo sobre o valor do seguro dos carros mais vendidos no Brasil, no mês de fevereiro de 2024. Ao longo do período, foi registrada uma queda de 18,8% para o perfil masculino e um aumento de 4,6% nos valores das apólices para o perfil feminino.

O ranking faz uma medição em 11 capitais brasileiras e considera a lista divulgada pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), para determinar os dez carros mais vendidos no período.

“Em janeiro, os valores do seguro registraram um aumento geral, o que levantou o questionamento se essa seria uma tendência para o ano de 2024. No entanto, como imaginávamos, esse ajuste foi pontual, tanto que, em fevereiro, já notamos uma queda de quase 20% para os homens, e um aumento de apenas 4% para as mulheres”, explica Marcia Camacho, Diretora de Operações da Minuto Seguros.

Entre os destaques de fevereiro de 2024 estão:

(as comparações percentuais a seguir consideram o preço médio de fevereiro/24 contra janeiro/24)

  1. A localidade com os menores preços médios para o perfil masculino, dentre os modelos analisados, foi Florianópolis, com o valor de R$ 2.801,39 (-3,6%). Já para o perfil feminino, a capital com o menor custo foi Porto Alegre, com R$ 2.044,25 (-1,5%).
     
  2. O Rio de Janeiro registrou os maiores preços médios no perfil masculino, chegando a R$ 4.991,66 (+3,1%). Enquanto isso, Salvador foi a cidade com os maiores valores no perfil feminino, atingindo R$ 3.379,15 (+11,2%).
     
  3. A média geral para todos os modelos e capitais é de R$ 3.755,16 (-18,8%) para o perfil masculino e R$ 2.479,82 (+4,6%) para o feminino.

Entre as variações mais expressivas de valores para os modelos mais vendidos, nas capitais analisadas, estão:

  1. Novo Polo sobe uma posição e fica em primeiro na lista dos mais vendidos, registrando uma queda no perfil masculino e um aumento no feminino. No masculino, o modelo atinge o valor médio do seguro de R$ 3.560,25 (-10,6%). Já no feminino, o preço médio é de R$ 2.132,02 (+7,6%).

    A maior variação do modelo para os homens ocorre em Porto Alegre, alcançando R$ 3.559,56 (-35,5%), enquanto para as mulheres ocorre em Curitiba, atingindo R$ 2.626,56 (+49,8%).
     
  2. Compass Longitude sobe de novo para oitavo na lista e registra a maior queda na média dos valores tanto para o perfil masculino (-49,7%) quanto para o perfil feminino (-21,1%). A maior variação no masculino se dá em Vitória, onde chegou a R$ 2.257,66 (-82,8%), enquanto no feminino se dá em Belo Horizonte, onde atinge R$ 2.125,06 (-47,1%).

    A média dos valores é de R$ 5.056,23 para o perfil masculino (-49,7%) e R$ 3.320,36 para o feminino(-21,1%).
     
  3. Mobi Easy, que sobe de oitavo para terceiro na lista da Fenabrave, registra o maior aumento do mês em ambos os perfis. No masculino, o modelo atinge o valor médio de R$ 3.490,12 (+16,9%), já no perfil feminino chega a R$ 3.193,38 (+52,7%).

    A maior variação para o perfil masculino é em Vitória, com valor de R$ 4.985,00 (+120,8%). No feminino, a maior alteração se dá em Curitiba, com custo de R$ 4.532,63 (+114,5%).

Bradesco Seguros lança produto para clientes do agronegócios

rachel cerqueira bradesco

A Bradesco Seguros anuncia o lançamento do “Bradesco Pré-Formatado Equipamento Agro”. Um produto exclusivo para clientes do banco Bradesco, que traz uma proposta simplificada e eficaz para aqueles que buscam proteger equipamentos agrícolas, oferecendo coberturas especiais para incidentes que possam afetar o patrimônio.

O seguro apresenta oito opções de planos de coberturas, com limites, proporcionando proteção abrangente para o bem segurado. O Bradesco Pré-Formatado Equipamento Agro ainda oferece flexibilidade nas formas de pagamento, aceitando carnê, débito online e cartão de crédito, com pagamento único ou parcelado em até 10 vezes sem juros.

“No dia 18 de março foi o lançamento oficial do produto, marcado por mais uma inovação da Bradesco Seguros no segmento de seguros agrícolas. A novidade representa um avanço na oferta de soluções práticas e eficientes, reforçando o compromisso da seguradora com a proteção do patrimônio”, destaca Raquel Cerqueira, superintendente executiva de Ramos Elementares.

Entre as principais vantagens do produto estão: contratação simplificada e sem burocracia, dispensa a necessidade de inspeção de risco, vigência anual ou plurianual até 3 anos, cobertura em todo o território nacional para os possíveis eventos relacionados ao equipamento. A disponibilização do seguro é automática após a efetivação da proposta. Os tipos de equipamentos que podem ser segurados incluem tratores, adubadeiras, semeadeiras, plantadeiras, pulverizadores, plataformas de corte e colheitadeiras de grãos.

Fundación Mapfre anuncia finalistas brasileiros da 7ª edição dos Prêmios à Inovação Social

fatima lima fundación Mapfre

Fonte: Mapfre

São Paulo, março de 2024 – A Fundación MAPFRE, instituição sem fins lucrativos dedicada a apoiar iniciativas de impacto social, anunciou nesta segunda-feira (18) os três finalistas brasileiros da 7ª edição dos Prêmios à Inovação Social.

Em parceria com a IE University, uma instituição de ensino espanhola e colaboradora acadêmica do projeto, os Prêmios à Inovação Social oferecem um aporte de 40 mil euros em três categorias distintas, somando 120 mil euros, às entidades finalistas que se destacam como inovadoras sociais, desenvolvendo soluções para problemas reais com grande potencial de impacto social.

Com finalistas em sete países – Espanha, Alemanha, Malta, Brasil, Chile, Colômbia e Estados Unidos – a premiação abrange três categorias principais: “Mobilidade segura e sustentável”, “Economia sênior” e “Melhoria da Saúde e Tecnologia Digital (e-Health)”. Nesta sétima edição, foram apresentados 379 projetos, dos quais 12 avançarão para a grande final, em 23 de maio, na Espanha. Nas Américas foram selecionados 9 projetos, sendo três do Brasil, um do Chile, dois projetos da Colômbia, e três dos Estados Unidos. Os demais países finalistas, Espanha, Alemanha e Malta, são finalistas com um projeto por país.

No Brasil, as iniciativas “TechBalance”, “Onboard Mobility” e “Cuidador de Confiança” foram selecionadas para competir na final, cada uma em uma das três categorias da premiação.

Os finalistas contarão também com um suporte e sessões de coaching da IE University para prepararem suas apresentações. Além disso, todas as iniciativas – tanto vencedoras quanto não selecionadas – serão incluídas na Rede Innova, uma comunidade privada de inovadores sociais estabelecida pela Fundación. Essa rede visa manter todos conectados, promovendo o intercâmbio de conhecimentos e fortalecendo o ecossistema de inovação social.

“Os Prêmios à Inovação Social têm sido uma plataforma crucial para reconhecer e apoiar iniciativas que geram impacto na sociedade. Estamos animados em destacar os finalistas brasileiros, cujos projetos oferecem soluções criativas para desafios sociais. Este prêmio reconhece o trabalho árduo dos inovadores e os conecta a uma rede de apoio, promovendo o desenvolvimento e a disseminação de ideias transformadoras”, comenta Fátima Lima, Representante da Fundación no Brasil.

Conheça os três finalistas brasileiros:

Categoria Melhoria da Saúde e Tecnologia Digital (e-Health): TechBalance

Como concorrente brasileira na categoria “Melhoria da Saúde e Tecnologia Digital (e-Health)”, a healthtech TechBalance, fundada pela fisioterapeuta Fabiana Almeida, destaca-se por seu compromisso em avaliar a saúde motora e física dos indivíduos, visando antecipar possíveis riscos de quedas e lesões, e assim, prevenir incidentes. Sua principal solução é um software integrado ao celular, que coleta e analisa informações clínicas dos pacientes, proporcionando uma abordagem prática e eficaz para o monitoramento e cuidado da saúde.

Categoria Mobilidade segura e sustentável: Onboard Mobility

Como representante do Brasil na categoria “Mobilidade segura e sustentável”, a Onboard Mobility se destaca como uma empresa especializada em dados e tecnologia, comprometida com a digitalização dos sistemas de transporte público. Suas soluções abrangentes, incluindo bilhetagem, telemetria, plataformas de atendimento e visão computacional, são projetadas para melhorar a eficiência e segurança do transporte. Fundada por Luiz Renato Mattos, CEO da empresa, a missão da Onboard Mobility é facilitar o acesso universal a produtos e serviços por meio da modernização do transporte público, com foco especial nos gestores deste setor.

Categoria Economia sênior: Cuidador de Confiança

Na categoria “Economia sênior”, o Cuidador de Confiança apresenta dois aplicativos que operam em tempo real para simplificar a comunicação, monitoramento e processo decisório dos envolvidos nos cuidados aos idosos. Utilizando tecnologia de Inteligência Artificial e algoritmos avançados, esses aplicativos elaboram planos de saúde personalizados para cada paciente, promovendo uma abordagem individualizada e eficaz no cuidado aos idosos.

As histórias completas dos três projetos finalistas, assim como mais informações sobre os Prêmios à Inovação Social estão disponíveis no site da Fundación MAPFRE.

Susep debate política de remuneração das entidades supervisionadas

Fonte: Susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) publicou hoje (20), no Diário Oficial da União, o Edital de Consulta Pública nº 2/2024, que trata da minuta de Resolução CNSP que dispõe sobre a política de remuneração das sociedades seguradoras, entidades abertas de previdência complementar (EAPCs), sociedades de capitalização e resseguradores locais.

De acordo com o diretor da Susep, Airton de Almeida Filho, relator da minuta de Resolução, “a remuneração, em especial a variável, fornece poderosos incentivos para a atuação de qualquer profissional, sendo usada para alinhar seus interesses pessoais com os da organização, de modo a aumentar sua eficiência e produtividade.  Entretanto, se os critérios que determinam esta remuneração não forem corretamente estabelecidos, ela pode inadvertidamente surtir o efeito contrário, como aconteceu na crise financeira internacional de 2008.”

Dessa forma, nos últimos anos, ficou evidenciada a necessidade de ações concretas por parte dos reguladores e supervisores do sistema financeiro com relação à Política de Remuneração. Tal necessidade levou o Financial Stability Board (FSB), organismo internacional que busca coordenar os diversos reguladores a fim de implementar políticas de regulação e supervisão relacionadas à área financeira, a emitir orientações no intuito de garantir que as pessoas chave das companhias atuem de forma consistente com seu apetite por risco e com a criação de valor de longo prazo. No mercado de seguros, tais princípios foram incorporados ao Insurance Core Principle (ICP) nº 7 da International Association os Insurance Supervisors (IAIS), que trata da governança corporativa, mais especificamente no standard 7.6, que tem como foco a Política de Remuneração.

A Susep entende que a adoção dos princípios do FSB constitui uma boa prática que vem sendo implementada internacionalmente por reguladores e supervisores de diversas jurisdições relevantes, tais como União Europeia, Reino Unido, Canadá e Austrália.  No Brasil, o Banco Central do Brasil (BCB) a instituiu através da Resolução CMN nº 3.921, de 25 de novembro de 2010.

Assim, seguindo esta mesma linha, a minuta de Resolução CNSP, disponibilizada em consulta pública, busca regulamentar de forma adequada a Política de Remuneração. O Coordenador-Geral de Regulação Prudencial da Susep, César da Rocha Neves, explica que “a autarquia optou por uma proposta de regulamentação abrangente sobre o tema, abarcando, além dos administradores, os diretores não estatutários, funcionários-chaves nas funções de controle e funcionários cuja atuação possa ter impacto material sobre a exposição da supervisionada a riscos.  Por outro lado, a autarquia excluiu da proposta normativa o segmento S4, por este possuir empresas de menor porte”.

Maior procura por seguros para proteção pessoal e patrimonial impulsiona negócios da Zurich no Sul  

Fonte: Zurich

Em 2023, a Seguradora Zurich deu continuidade ao seu plano de expandir a atuação regional em algumas praças estratégicas do país, intensificando a oferta de seguros no canal corretor. 

O resultado tem sido positivo, principalmente no Sul. A companhia registrou um crescimento de 14,2% na Regional Sul, considerando vendas via corretor de seguros. O destaque ficou com a Gerência Regional do Paraná, que teve um crescimento expressivo de 26,6% – só a Filial Maringá cresceu 46,6%.   

João Amato, diretor regional Sul, destaca que a região apresenta uma economia diferenciada, com destaque para a agropecuária, indústria e serviços, o que impulsiona a demanda por seguros de diversos tipos e para vários segmentos.  

No período, os produtos que mais cresceram no semento empresarial foram Seguro Garantia (+87,6%), Frota (+54,1%), Responsabilidade Civil (+41,4%) e Riscos de Engenharia (+21,2%). Em relação às modalidades de seguros pessoais, a maior procura foram para seguros residencial (+122,8%) e Auto Individual (+21,4%).   

 “Queremos estar sempre próximos dos corretores para apoiá-los em seus negócios, permitindo que eles se desenvolvam e possam levar proteção a um número cada vez maior de pessoas e empresas. E, para apoiar os corretores em sua jornada, no Sul, fortalecemos a Filial Digital, nosso novo subcanal de relacionamento com atendimento personalizado, juntamente com as nossas filiais físicas e as assessorias”, ressalta Amato. 

O executivo ressalta ainda que a resiliência da operação da Zurich permitiu à companhia atender com muita rapidez os sinistros decorrentes de eventos climáticos, como os recentes acontecimentos no Sul. 

“Temos um protocolo de atendimento de sinistros emergencial ágil e eficiente, que atua em parceria com o nosso time de Responsabilidade Social”, pontua Amato. 

“Isso fez toda a diferença nos últimos meses, em que o Sul sofreu com as ocorrências de ciclones. Pudemos apoiar nossos clientes com atendimento e indenizações ágeis, além das comunidades em vulnerabilidade na região, custeando o envio de refeições desidratadas e kits de higiene e limpeza no momento mais agudo do desastre e disponibilizando recursos para ajudar na reconstrução de seis escolas no Rio Grande do Sul”, lembra o executivo. 

Expectativas para 2024 

Com o bom desempenho em 2023, João Amato diz que a companhia seguirá apostando na região em 2024. 

“O mercado de seguros na região Sul do Brasil é caracterizado por uma grande diversidade de empresas e uma cultura de seguros mais sólida, o que é possível notar quando se analisa a maior procura dos consumidores por uma ampla variedade de proteção para seus bens e patrimônio”, analisa. “Agora, estamos disponibilizando alternativas exclusivas para comercialização do seguro celular, e esta será mais uma opção no portfólio do corretor para pessoa física”, revela o executivo. 

Ele ainda reforça que a companhia seguirá atenta em suas ações de sustentabilidade. “A conscientização ambiental levará a uma maior demanda por produtos e serviços com uma pegada sustentável. Nossa missão é apoiar os corretores na jornada de conhecimento sobre o tema, lembrando que temos diversas opções que podem atender às necessidades específicas da região, como a cobertura para painéis solares no seguro residencial, por exemplo”, finaliza o executivo.   

RIMS 2024: Brasil vive uma das melhores janelas para o segmento de grandes riscos da última década

rims 2024 investimentos no brasil seguros

O interesse do mercado internacional pelo Brasil cresce dia a dia. O país vive um momento importante para atração de capital externo, o que faz ressoar no setor de seguros o mantra de este o país vive uma das melhores janelas para o segmento de grandes riscos da última década, comentam seguradores, resseguradores e corretores de seguros, que preparam suas apresentações para convidados que participarão do evento RISKWORLD 2024, que acontece entre 5 a 8 de maio em San Diego, California (EUA).

Trata-se de um dos eventos mais importantes do mundo por reunir executivos de gerenciamento de risco de mais de 70 países. O RiskWorld conta com cerca de 400 expositores, prometem ser um ponto de encontro para as mentes mais brilhantes e figuras importantes na gestão de riscos. Serão mais de 300 palestrantes que participarão de 201 painéis dos mais diversos temas que preocupam os gestores de riscos.

Até o ano passado, o evento era voltado para temas dos Estados Unidos, maior no ranking de seguros do mundo, responsável por 43%, ou US$ 2,7 trilhões, dos US$ 6,8 trilhões em vendas em 2022, segundo o maior recente estudo do Swiss Re Institute sobre o mercado mundial.

A estimativa é de que a delegação brasileira supere 100 executivos de empresas consumidoras de seguros, representadas pelos gestores de riscos (risk manager), pelos profissionais técnicos e comerciais de seguradoras, de resseguradoras e de corretoras de re/seguros. Entre eles membros da ABGR, das corretores Wiz Corporate, Alper Seguros, OneGlobal, Gallagher, Lockton, MDS, Marsh, WTW, AON e das re/seguradoras Allianz, Swiss Re Corporate Solutions, Chubb, AXA, Zurich, Munich Re entre tantas outras com filiais no Brasil.

O Brasil, apesar de deter menos de 1% de market share no ranking mundial de seguros, com vendas US$ 62 bilhões em 2022 (dados de 2023 devem ser consolidados e divulgados até julho), figura no radar dos investidores. Desde o início da Lava Jato, em 2014, o seguro de grandes riscos ficou praticamente parado, à espera do retorno dos investimentos públicos e privados.

Em 2024, segundo ano do governo Lula 3, o clima é de otimismo em diversos setores da economia, que trazem negócios para seguros patrimoniais e linhas financeiras, segmento conhecido internacionalmente como Property & Casualty (P&C). No total, na primeira etapa do PAC Seleções estão previstos R$ 65,5 bilhões em investimentos em todo o país. A segunda fase do Seleções – com mais R$ 70,8 bilhões – deverá ser lançada no início de 2025, para que os prefeitos que forem eleitos este ano possam participar do Novo PAC.

Segundo entrevistados, 2024 é um período de consolidação da transição do governo, com marcos importantes tanto na economia como na política. Negócios mesmo fazem parte da agenda de 2025. O mundo acompanha o dia a dia do país, principalmente indicadores como a situação fiscal, o ciclo de queda de juros, o comportamento da inflação, os impactos no PIB, o poder de consumo, indicadores de emprego, do consumo de produtos financeiros, como se dará a corrida eleitoral para prefeitos, vice-prefeitos e vereadores dos 5.568 municípios do país e, claro, os efeitos da atualização do arcabouço regulatório de seguros, principalmente o PL 29, que muda os contratos de seguros.

A Wiz Corporate, que pertence a holding Wiz Co, organiza um coquetel no sábado que antecede a abertura do evento para cerca de 50 executivos. Além de estreitar relacionamento, o grupo quer mostrar o potencial dos serviços de gestão do portfolio de seguros patrimoniais. “Acho que para grandes e médios riscos, principalmente infraestrutura ligada à energia e mobilidade, talvez seja a melhor janela das últimas décadas”, aposta Anderson Romani, diretor executivo da Wiz Corporate.

“Mesmo sem considerar os investimentos públicos, temos avançado significativamente com seguros para pequenas e médias empresas e linhas financeiras construindo a gestão do seguro empresarial em diversos parceiros que antes sequer vendiam seguro para seus clientes finais”, acrescenta o diretor da Wiz, que tem entre seus principais parceiros bancos como Banco do Brasil, BRB, BMG, Inter entre outros. Uma importante carteira da corretora local é a gestão das indenizações do programa Minha Casa Minha Vida.

“Em 2025, a coisa deve andar mais rápido em termos de projetos”, comenta Rodrigo Protasio, CEO da Gallagher Seguros, cujo grupo mundial estará com estande na feira, bem como realizará coquetéis para receber clientes e prospects para apresentar o time mundial e brasileiro, uma vez que a corretora está presente em 42 países e vários executivos do grupo, que tem valor de mercado em bolsa estimado em US$ 54 bilhões e mais de 52 mil colaboradores, participarão do evento. No Brasil, a corretora tem registrado crescimento relevante e diversas contratações de especialistas, e as perspectivas para o ano seguem otimistas em diversos segmentos.

Leonardo Dale partilha do mesmo otimismo. “O mercado de seguros no Brasil é um terço do mercado italiano e menor do que o mercado da Irlanda”, comenta o CEO de seguros no Brasil da corretora Oneglobal. O grupo alugou uma casa para receber convidados em eventos paralelos, próximo do local do RISKWORLD. Além de reuniões com clientes, time mundial e prospects, serão realizadas palestras sobre temas relevantes para os gestores de riscos, como ataques cibernéticos, com o especialista Peter Hacker. Também está progamado um coquetel de confraternização, que inclui até mesmo os concorrentes. A animação está por conta de Gabriela Oorschot, diretora internacional que é DJ, acompanhada pela guitarra de Angelo Colombo, CEO da Swiss Re Corporate Solutions (Corso), responsável por Brasil e América Latina.

A agenda de Colombo e de Guilherme Perondi, vice-presidente executivo do Brasil e head de distribuição na América Latina, bem como do CEO mundial, Andreas Berger, dão uma ideia do interesse de todos pelo Brasil. A seguradora suíça, uma das patrocinadoras do evento, além do estande na feira de negócios, participará de sete painéis com temas relevantes como seguro cibernético, programas de seguros globais, seguro paramétrico e ESG na América Latina, este último com a participação de membros da ABGR (Associação Brasileira dos Gestores de Riscos).

O Sonho Seguro foi convidado pela Wiz Corporate para cobrir o RISKWORLD. Acompanhe as novidades do evento no blog e nas redes sociais.

Artigo: Gol de placa dos reguladores de previdência complementar

carlos alberto de paula

Por Carlos De Paula, ex-diretor da Susep e ex-diretor Superintendente da Previc

Após uma luta de quase 20 anos, as aprovações da Resolução CNPC n° 60, de 7/2/2024, e das Resoluções CNSP nº 463 e 464, de 19/2/2024, finalmente promoveram um importante avanço em relação aos planos coletivos dos fundos de pensão e dos planos de acumulação oferecidos pelas seguradoras. Trata-se de um movimento evolutivo digno de reconhecimento, tendo em vista que as inovações impactarão positivamente na criação e colocação de novos planos oferecidos pelas respectivas indústrias. 

As novas medidas adotadas pelos dois reguladores chegaram num momento muito oportuno. O Brasil está às portas do fechamento do bônus demográfico e metade dos cerca de 203 milhões de habitantes (Censo 2022) já tem idade superior a 35 anos. A população brasileira está envelhecendo e, a exemplo do que ocorreu com os países desenvolvidos, o benefício do avanço da longevidade traz uma série de novos desafios para o Estado e para a população.

A rigor, considerando o baixo nível de educação financeira e apesar de todo cidadão ter um familiar aposentado pelo Regime Geral de Previdência Social, pouquíssimos brasileiros têm o devido discernimento acerca de como se preparar para o inevitável. E, nesse caso, a pergunta que se coloca é: como envelhecer com qualidade de vida e com dignidade num país que não enriqueceu?

Nesse sentido, em relação aos sistemas de previdências privada, os reguladores abriram mais uma janela para facilitação do acesso dos cidadãos aos respectivos sistemas de previdência aberta e dos fundos de pensão.

Além disso, vale destacar um componente poucas vezes observado na atuação do Estado desde a edição dos primeiros marcos regulatórios da previdência, editados em 1966 e 1977: a presença da coordenação regulatória, que, no caso concreto, diz respeito à inscrição automática que passou a vigorar para os planos coletivos dos dois segmentos. Antes da edição das novas normas, ao oferecer um plano coletivo, as empresas dependiam de prévia manifestação de vontade de seus colaboradores para que fossem considerados participantes do plano. Essa pauta foi superada, respeitando-se inclusive o direito de desistência do participante no caso dos fundos de pensão. Em relação aos segmentos das seguradoras, fiscalizadas pela Susep, o detalhamento provavelmente será tratado por meio de Circulares a serem editadas.

O cuidado que se deve ter com a coordenação regulatória continua sendo ponto nevrálgico quando tratamos de discussões mais estratégicas acerca do fomento e da ampliação das coberturas securitária e previdenciária no Brasil. Entretanto, é importante reconhecer que a edição das resoluções foi uma importante sinalização do Estado em relação ao aperfeiçoamento regulatório no Brasil e mostrou o alinhamento necessário que se deve ter ao tratar de temas umbilicalmente relacionados, como as previdências privadas fechada e aberta.

Outro ponto relevante, diante das publicações das Resoluções CNSP 463 e 464, diz respeito à avenida definitivamente aberta para o desenvolvimento de um mercado brasileiro de anuidades. A comercialização de planos considerando o ciclo de rendas poderá movimentar vários interlocutores, dentre eles, o mercado secundário dos resseguradores locais, bem como o mercado supervisionado pela CVM, haja vista a possibilidade de colocação de papeis alinhados às estratégias das seguradoras, inclusive com a participação do Tesouro Nacional em várias frentes caso resolva lançar o Renda+ na versão PJ.

Dentre outras novidades, em relação à renda a ser contratada no âmbito das seguradoras, as inovações regulatórias trouxeram muitas possibilidades, tais como: a partir da desvinculação entre os momentos de contratação do produto de acumulação e da renda, o recebimento de renda(s) simultaneamente ao período de acumulação (contribuição); possibilidade de oferta de rendas, temporária ou atuarial, com base em percentual sobre a estrutura a termo da taxa de juros (ETTJ); possibilidade de contratação de rendas simultâneas, além de ter abarcado importantes definições acerca do ciclo de renda; da oferta de renda, bem como a criação do certificado de rendas para rendas contratadas. Ainda, trouxe previsão da necessidade de oferta de contratação de renda vitalícia.

Enfim, podemos dizer que o CNSP agiu com sabedoria ao deixar para o supervisor das seguradoras o detalhamento das regras com vistas à criação e estruturação de novos produtos em sinergia com o mercado.

Evidentemente, ao falarmos de fomento da previdência privada, existem outros fatores críticos como renda, conjuntura econômica e educação financeira. Não obstante, o passo dado pelos reguladores dos setores com a edição das Resoluções acima mencionadas constitui uma importante pavimentação para a consolidação de uma agenda estratégica para o país diante da transição demográfica e do consequente envelhecimento da população. Esse, certamente, foi um gol de placa.