MAG Seguros em parceria com Peper lança o Educacional MAG

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Fonte: MAG

A MAG Seguros — seguradora especializada em vida e previdência — lançou em parceria com o Peper (Proteção Escolar Permanente), o “Educacional MAG”. O lançamento do produto aconteceu ontem, 3, na matriz da seguradora e teve como objetivo reforçar a importância do Seguro Educacional, tanto para as instituições de ensino quanto para os responsáveis financeiros pelos estudantes. O evento contou com a presença do Helder Molina, CEO da companhia, e dos diretores do PEPER, Elaine Patente e Alexandre Godinho.

O Educacional MAG é uma solução que oferece segurança e estabilidade financeira para os responsáveis pelo pagamento das mensalidades escolares. Para Waldemir Couto, diretor de mercado da MAG Seguros, com a chegada do produto educacional, a MAG completa o leque de proteções disponíveis para o ambiente escolar. 

“Já oferecemos o seguro Vida em Grupo para professores e funcionários, e no último ano, em colaboração com o Peper, introduzimos o seguro de acidentes pessoais para os alunos. Agora, com o Educacional MAG, disponibilizamos um portfólio completo de seguros, atendendo a todas as necessidades das escolas brasileiras e reforçando nosso compromisso com a segurança e o bem-estar das instituições de ensino do país”, complementa.

Por que contar com um seguro educacional?

Um seguro é um importante instrumento para um bom planejamento financeiro. Se tornando ainda mais pertinente quando o objetivo da proteção contratada é garantir que os filhos ou dependentes tenham acesso à educação de qualidade sem que isso comprometa a renda e o orçamento familiar.

Para as instituições de ensino, o seguro educacional é uma garantia de recebimento dos valores das mensalidades, de forma que, mesmo que os responsáveis sofram alguma instabilidade financeira, algo cada vez mais comum diante das circunstâncias econômicas atuais, os pagamentos sejam realizados. E os números ilustram bem tal situação: de acordo com dados levantados pelo Instituto Semesp, vinculado ao Sindicato das Entidades Mantenedoras de Ensino Superior (SEMESP), no primeiro semestre de 2020, que marcou o início da pandemia, a evasão apresentou um aumento de 14% em relação ao mesmo período de 2019. 

Como a solução da MAG Seguros funciona?

Na MAG Seguros, as coberturas oferecidas envolvem tanto a proteção financeira quanto a pessoal para alunos, colaboradores e pais, seja em caso de acidentes durante a vida escolar ou em situações que comprometam a capacidade de pagamento do responsável financeiro. Todo o portfólio vem acompanhado por uma série de diferenciais, entre eles a aceitação para o primeiro ingresso do responsável financeiro até 70 anos e a proteção a partir do pré-escolar até o ensino superior, garantindo opções competitivas e atrativas com soluções inovadoras oferecidas com excelência pela seguradora.

Seguradoras iniciam 2024 com lucro líquido de R$ 2,28 bilhões em janeiro

O lucro líquido registrado pelas seguradoras no primeiro mês de 2024 foi de R$ 2,28 bilhões, pouco acima dos R$ 2,19 bilhões de janeiro do ano passado. Vale lembrar que em 2023 o setor comemorou lucro recorde de R$ 29,9 bilhões, com as 50 maiores no positivo. A arrecadação das seguradoras no primeiro mês do ano foi de R$ 35 bilhões, representando uma alta de 12,5% em relação ao primeiro mês de 2023. Os valores que retornaram à sociedade somaram um total de R$ 20,7 bilhões, sendo apenas R$ 6 bilhões em indenizações de seguros e o restante em resgates de planos de previdência e títulos de capitalização, dinheiro que pertence aos investidores destes produtos.

Este é o primeiro dado divulgado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) neste ano. Historicamente, é praticamente o único mês no ano em que o grupo Bradesco Seguros perde a liderança do ranking produzido pela consultoria Siscorp. De acordo com os dados, o Banco do Brasil lidera o ganho em janeiro, com R$ 437 milhões, seguido pela Bradesco, com R$ 353,4 milhões. Em janeiro de 2023, o lucro ficou em R$ 439 milhões e R$ 404 milhões, respectivamente.

A Caixa manteve o terceiro lugar, com R$ 334,5 milhões. Já a quarta colocação mudou. A HDI saltou da 13a colocação de janeiro de 2023 para a quarta posição neste ano com lucro de R$ 144,7 milhões, após consolidar a aquisição de carteiras da Sompo e da Liberty Seguros no ano passado. Com isso, o Itaú foi rebaixado para a quinta colocação, com R$ 140 milhões em janeiro deste ano (R$ 142 milhões em 2023).

Aos olhos dos analistas, o setor de seguros tem pela frente um ano positivo, de acordo com o relatório do banco Pactual, com avaliação das empresas listadas em bolsa. O banco manteve a indicação de “compra” para as ações de BB Seguridade e da Porto Seguro, com preços-alvo de R$ 32,52 e R$ 30,89 respectivamente. No caso do IRB (Re), a casa reforçou a classificação “neutra” para os papéis com preço-alvo em 2024 de R$ 37,35.

A BB Seguridade também é citada como a queridinha dos analistas na bolsa em matéria do Valor, apontada por três corretoras participantes. Maria Fernanda Quelhas, analista de ações da Warren Investimentos, afirma que a BB Seguridade foi sua principal escolha no segmento devido à sua “posição em linhas de seguros rentáveis em comparação aos pares”.

Outra notícia que agita o noticiário de seguros é a Caixa. Segundo noticiou a Veja, o empresário José Seripieri Filho tem pressionado a direção da Caixa para que a estatal venda sua participação na corretora de seguros Wiz. Atualmente, a holding Caixa Seguridade (CSH) detém 25% dos papéis da corretora. Já o Valor Invest acrescenta que holding da Caixa Seguridade com os franceses da CNP mandatou o Bank of America (BofA) para vender a participação de 25% na distribuidora de seguros. A venda da posição da CSH, avaliada em R$ 620 milhões, será feita em bloco. O roadshow começa na semana que vem. 

Notícias sobre a regulação do setor de seguros seguem na pauta do setor, principalmente sobre o andamento no Senado da aprovação do PL 29, que muda os contratos de seguros. Há também outras frentes de mudanças comandadas pela Susep, que luta para aumentar seu quadro de funcionários e assim fazer frente a tantas mudanças propostas, inclusive de fiscalização online das seguradoras, com o andamento dos prazos do Open Insurance e do Open Banking, que se consolidam no Open Finance.

Será um ano de muito trabalho para todos os segmentos do setor e portes de companhias, de grandes grupos seguradores a insurtechs, considerando-se que a taxa básica de juros da economia, que remunera quase a totalidade dos R$ 1,5 trilhão da carteira de investimentos das seguradoras, está num ciclo de queda; a maior parte da população ainda tenta reduzir o endividamento; e os parrudos investimentos em infraestrutura anunciados pelo governo Lula, que certamente demandarão diversos tipos de seguros, estão previstos para se tornarem realidade a partir de 2025.

Todos tem um dever de casa a mais. As alterações climáticas revelam fenômenos meteorológicos mais severos, resultando num impacto crescente nas economias. Portanto, torna-se ainda mais crucial tomar medidas de adaptação e as seguradoras precisam mostrar aos clientes e aos governos como podem ajudar.

Na pauta da semana temos as mudanças que o governo pretende fazer no contrato de concessão da Enel Distribuição São Paulo, que vence em 2026. É um assunto importante para seguros tanto pelos contratos em vigor, como por ser este um modelo que pode vir a ser usado em outros contratos que envolvam seguro garantia e como as mudanças climáticas impactam a todos.

Felipe Estefam, sócio do escritório Cascione Advogado, explica que é possível redigir salvaguardas que evitem que um contrato de concessão fique burocrático demais e com cláusulas exageradas. “É possível utilizar como parâmetro modelagens que fazem a distinção entre eventos de força maior que podem ou não ser seguráveis. Nessas modelagens, o privado assume os riscos seguráveis de força maior e que não possam ser objeto de cobertura de seguros oferecidos no Brasil na época de sua ocorrência.”

Bom ano a todos. Em breve temos a divulgação do resultado do primeiro trimestre do ano, com uma sinalização mais consistente do desempenho das seguradoras.

Andreas Berger assume em julho o cargo de CEO da resseguradora Swiss Re

Andreas Berger Swiss Re

A Swiss Re anunciou hoje que Andreas Berger, CEO da Swiss Re Corporate Solutions, se tornará CEO do grupo Swiss Re a partir de 1º de julho de 2024, substituindo Christian Mumenthaler, que deixará o cargo. “Estou honrado com a decisão do Conselho de me nomear para liderar esta grande empresa. A Swiss Re possui uma excelente rede de clientes globais em resseguros e soluções corporativas, sustentada pela marca incrivelmente forte e solidez de capital da Swiss Re. Estou ansioso para trabalhar com todos os meus colegas do Comitê Executivo do grupo, com os funcionários da Swiss Re e com o Conselho de Administração para fortalecer ainda mais a marca e servir os clientes da Swiss Re para atingir seus objetivos”, disse Andreas Berger em nota.

De acordo com Jacques de Vaucleroy, vice-presidente do Conselho de Administração da Swiss Re, o Conselho determinou por unanimidade que Andreas Berger é a pessoa certa para aproveitar o momento atual da empresa e liderar a Swiss Re na próxima fase de seu desenvolvimento. “Após cinco anos na Swiss Re, ele tem um histórico convincente, ressaltado pela recuperação bem-sucedida da unidade de negócios de soluções corporativas que liderou. Ele demonstrou um forte foco na execução e, ao mesmo tempo, inovou o negócio com soluções baseadas em análise de dados. Ele levará adiante uma cultura de desempenho e conquistas e fortes valores de liderança. O minucioso processo de planejamento de sucessão do Conselho resultou na nomeação de um excelente candidato para o cargo de CEO do Grupo, ao mesmo tempo que demonstrou a força e a profundidade da liderança da Swiss Re.”

O Conselho também agradeceu a Christian Mumenthaler, que conduziu a empresa durante um período com elevada atividade de catástrofes naturais, um ambiente de taxas de juros baixas sem precedentes e a pandemia de COVID-19. Durante o seu mandato de oito anos, os prêmios ganhos e as receitas de taxas da Swiss Re cresceram de cerca de US$ 30 bilhões em 2015 para US$ 45 bilhões em 2023. A capitalização do grupo também foi substancialmente fortalecida, como evidenciado pelo aumento do índice do teste de solvência suíço.

“Com os ventos favoráveis para cumprir todas as metas financeiras para 2023, um aumento de dividendos e os efeitos positivos da reorganização do grupo, agora é o momento certo para a sucessão do CEO. Christian é um líder incrivelmente dedicado, apaixonado e intelectualmente forte que causou impacto, também além da Swiss Re. Em nome do Conselho, quero expressar gratidão e apreço pelo seu forte compromisso e pelas suas contribuições para o sucesso da empresa. Desejamos a ele tudo de melhor”, ressaltou Vauckeroy em comunicado enviado à imprensa.

“Foi um verdadeiro privilégio servir e liderar a Swiss Re por tanto tempo”, comentou Christian Mumenthaler. “Estou imensamente grato pela experiência e pelo progresso que toda a empresa fez durante esse período, reunindo tantos talentos excepcionais em torno de um propósito significativo. Tenho o prazer de entregar o comando quando a empresa conseguiu cumprir suas promessas. Sinto que agora é o momento certo para seguir em frente. É fantástico nomearmos um de meus colegas para me suceder. Com Andreas, a Swiss Re estará em boas mãos.”

Riscos cibernéticos, tecnologia e macroeconomia lideram riscos de seguros no Brasil

principais riscos para seguradoras

A PwC divulgou o resultado do recorte Brasil da 9ª edição da pesquisa Banana Skins, que analisa os riscos do mercado segurador e mapeia os riscos mais urgentes que o setor enfrentará em todo o mundo nos próximos três anos. O estudo é publicado a cada dois anos e é patrocinado pela PwC com o Centro para o Estudo de Inovação Financeira (CSFI, na sigla em inglês), do Reino Unido. A pesquisa foi realizada em 2023, com base em respostas de 589 líderes empresariais de 39 países.

Alguns destaques

O crime cibernético aparece em primeiro lugar na lista de riscos tanto no Brasil como no mundo. Um ataque bem-sucedido pode comprometer a continuidade dos negócios e permitir o roubo de dados sensíveis, com consequências desastrosas para a reputação das empresas de seguros e a credibilidade de todo o mercado. Os resultados desta edição indicam a crescente sofisticação dos ataques cibernéticos, com hackers e outros criminosos utilizando uma grande variedade de “vetores de ataque” – ou seja, métodos que os atacantes empregam para invadir sistemas de TI, a fim de explorar vulnerabilidades nas defesas das seguradoras. Há também um aumento da preocupação em relação ao uso da inteligência artificial como uma arma poderosa para violar a segurança das seguradoras.

Tecnologia

O risco tecnológico figura entre os cinco primeiros em todos os segmentos da indústria de seguros. Ele ficou em quarto lugar no mundo e em segundo no Brasil. O dado preocupa porque existe a possibilidade de as seguradoras não conseguirem acompanhar os avanços proporcionados pela transformação digital, como a adoção de modelos de negócios digitais e o desenvolvimento de recursos e interfaces para o cliente. Um dos principais obstáculos à modernização tecnológica é o custo associado. No entanto, o investimento em novas tecnologias, por si só, não assegura uma implementação eficaz. A adaptação e o gerenciamento das mudanças são aspectos fundamentais, como destacado pelos respondentes. Na pesquisa, a gestão de mudanças aparece como o quinto risco mais relevante no Brasil e o décimo no mundo.

Risco regulatório

O risco regulatório (quarto lugar no Brasil e segundo no mundo) preocupa pelo volume crescente de regras e regulamentações. São exemplos as novas obrigações de divulgação impostas pela adoção da IFRS 17, assim como a necessidade de relatar riscos não financeiros associados à agenda ambiental, social e de governança (ESG). Essas exigências ampliam o escopo de responsabilidades das empresas e podem influenciar o risco reputacional.

AI

O risco do uso indevido da inteligência artificial generativa foi incluído entre as principais ameaças pela primeira vez na pesquisa. Ele ficou em sétimo lugar no mundo e em sexto no Brasil. Os principais pontos de atenção são as dificuldades de regulamentação da inteligência artificial, a falta de transparência dos modelos “caixa-preta” e o potencial de dependência excessiva de fontes de dados interligadas, que poderiam criar riscos sistêmicos.

Mudanças climáticas

As mudanças climáticas apareceram entre os cinco principais riscos em todas as regiões pesquisadas: Américas, Europa, África, Ásia e Oceania. Na classificação global, esse risco ocupa a terceira posição. No Brasil, porém, ficou de fora da lista das dez principais preocupações e ocupa o décimo terceiro lugar. 

MAG Seguros tem índice de excelência na avaliação de corretores

Fonte: MAG

A MAG Seguros – empresa especialista em vida e previdência – recebeu por meio do índice de recomendação, NPS (Net Promoter Score), a nota de 85 na avaliação de seus corretores ativos. Essa é a segunda maior pontuação da história da companhia, cujo objetivo é gerar a melhor experiência de atendimento para seus clientes e parceiros. Os corretores da MAG classificaram a empresa ao nível de excelência, destacando no índice pontos como: imagem da empresa, características, qualidade e variedade dos produtos, além do processo de pagamento de benefícios. 

Em relação aos clientes, a avaliação também é positiva, com NPS 54. A companhia se manteve na ‘zona de qualidade’ tendo como principais destaques pelos segurados o bom atendimento do corretor, a comunicação após a contratação do seguro e o fácil acesso às informações de produtos contratados. 

“Nosso compromisso na MAG Seguros é gerar a melhor experiência para nossos parceiros e clientes. Resultados tão positivos como estes chancelam que estamos no caminho certo, ao trazermos para o nosso dia a dia humanização e agilidade em nossos processos, para benefício de nossos segurados e parceiros.” comenta Nuno David, Diretor Comercial e de Marketing da MAG Seguros.

Em 2024, a seguradora lançou uma nova diretoria de experiência do cliente, reforçando o olhar da MAG em trazer os valores do cliente para o centro de seus processos. Essa nova área é ligada ao marketing, sob gestão do Executivo Leonardo Secundo, e dividida em dois grandes grupos: Sucesso do Cliente e Suporte ao Cliente, com o foco em atender nossos diversos públicos de forma não só reativa, mas também pró-ativa.

A área de Suporte do Cliente, responsável pelo atendimento reativo de clientes e corretores, têm índices de resolução de 89% já em primeira chamada (o first call resolution). Já a área de Sucesso do Cliente, responsável por construir jornadas de relacionamento, teve um expressivo aumento de 102% de pontos de contato de comunicação com o cliente só nos últimos 7 meses.

Os corretores que atendem a MAG também possuem canais de engajamento exclusivos com a empresa, caso do Conecta MAG, um suporte exclusivo no Telegram que fornece conteúdos de qualidade incluindo dicas de vendas, informações sobre campanhas oficiais e materiais digitais de suporte, fornecendo aos corretores recursos essenciais para apresentar os produtos a seus clientes, além do Sexta Super, um programa semanal exibido em todas as unidades da seguradora, apresentando pautas sobre produtos, campanhas de vendas e dia a dia nas vendas. 

“As plataformas e canais que trazemos para nossos corretores e parceiros seguem em linha com o nosso objetivo de oferecer possibilidades para uma maior valorização destes profissionais. A avaliação feita por eles, reconhecendo nossa atuação como parceiros durante o atendimento diário, nos orgulha e motiva a buscarmos a cada dia mais excelência em nossos processos, para alcançarmos juntos, taxas cada vez mais altas, tanto de recomendação quanto de satisfação de nossos clientes e parceiros”, complementa o executivo Nuno David. 

A pesquisa quantitativa de NPS vem sendo realizada anualmente pela MAG Seguros desde 2012, entre seus clientes e corretores, para verificar o nível de satisfação e o quanto os participantes recomendam à seguradora no mercado. O estudo segue as guidelines da Aegon, um manual de boas práticas para o desenvolvimento da pesquisa de forma que ela seja comparável com todas as empresas do grupo, além das diretrizes do IPEC Inteligência, regidas por padrões éticos da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa (ABEP) e da European Society of Market Research (ESOMAR)

Desafios da proteção de dados e a fraude na saúde: uma questão de bilhões de reais

Claudia Machado Howden Corretora

Por Claudia Machado, VP de Benefícios da Howden Brasil

Segundo o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), a partir de pesquisa realizada pela consultoria Ernst &Young (EY), R$ 34 bilhões dos gastos das operadoras médico-hospitalares com contas e exames, em 2022, foram consumidos indevidamente por fraudes, como, por exemplo, reembolso sem desembolso, além de desperdícios com procedimentos desnecessários no país.

No ano passado, a imprensa deu um bom espaço para casos de empresas que demitiram colaboradores por justa causa. Essas demissões foram fundamentadas juridicamente por práticas fraudulentas, infração ética, quebra de confiança na relação de trabalho, violação das políticas internas, entre outros pontos.

E um questionamento ganhou a cena: como essas empresas tiveram conhecimento das ações envolvendo, inclusive, questões de saúde de seus funcionários? A utilização de informações sensíveis precisa acompanhar princípios legais defendidos pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

A legislação impõe que sejam considerados elevados padrões de segurança de informações pessoais. Porém, embora a LGPD imponha limitações ao acesso e ao uso de dados em saúde, existem métodos legais que as organizações do setor e as companhias podem adotar para gerenciar os planos de saúde e otimizar as suas operações.

As empresas contratantes de convênio médico, por exemplo, podem monitorar a utilização dos seus colaboradores e dependentes, é um método que passa pelo consentimento no uso dos dados. Porém, é importante ter transparência e governança, para implementar essa supervisão, é necessário que todos saibam o momento que essas informações serão utilizadas e compartilhadas. 

Outro método que também pode ser adotado é a parceria das organizações de saúde com entidades autorizadas para acessar e processar determinadas informações dos beneficiários, sempre em conformidade com a LGPD. 

Hoje, mesmo com essas possibilidades de gerenciamento do sistema, o setor da saúde está passando por um momento turbulento, com a sua sustentabilidade fortemente ameaçada. Por isso, o combate às fraudes tem que ganhar cada vez mais espaço. Afinal, temos aí uma questão de bilhões de reais. As perdas prejudicam a sinistralidade, o desempenho das operadoras e impactam diretamente as mensalidades dos planos de saúde.

Entidades do setor, como a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), têm divulgado amplamente informações sobre como utilizar corretamente o convênio médico, apontando situações de violação que podem levar o usuário a perder seu benefício ou responder a um processo criminal. Por exemplo, emprestar carteirinhas, fraudar reembolsos, falsificar pedidos médicos, entre outros.

Alegar desconhecimento das regras do jogo já não cabe mais! Precisamos achar soluções para os desafios enfrentados na gestão de colaboradores e benefícios empresariais perante a LGPD.

Elysangella Nunes assume comando de comunicação, sustentabilidade e relações institucionais da Allianz

Elysangella Nunes, Superintendente de Comunicação, Sustentabilidade e Relações Institucionais da Allianz SegdXJvc19jculkX2RpdnVsZ2Hn428ucG5n

A Allianz Seguros anuncia Elysangella Nunes como superintendente de Comunicação, Sustentabilidade e Relações Institucionais, em substituição a Daniela Satake, que estava na comunicação desde 2005, sendo os últimos 10 anos neste cargo, que parte para novos desafios depois de consolidar a seguradora alemã como uma das três seguradoras do Brasil que mais colaboram com os profissionais do jornalismo. 

Com mais de 20 anos de experiência em comunicação corporativa e branding e passagens por corporações renomadas como Air Liquide Brasil, Tivit e pelas corretoras de seguros Aon e WTW, a executiva chega com o desafio de fomentar e integrar a comunicação interna e com a imprensa de todo o país, fortalecer a imagem corporativa, impulsionar a divulgação estratégica dos negócios e das ações de diversidade & inclusão e sustentabilidade.

Elysangella possui graduação em Comunicação Social, com ênfase em Publicidade e Propaganda, além de MBA em Comunicação com o Mercado, pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), e MBA em Gestão Empresarial, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

“Estou extremamente animada com o novo desafio. Com a experiência que trago dos diferentes setores pelos quais passei, espero agregar ainda mais valor ao posicionamento e comunicação interna e externa da empresa. Vamos trabalhar para compartilhar boas narrativas que reflitam a nossa nova cultura e valores, e como impactamos positivamente a sociedade por meio de nossas ações de diversidade & inclusão e sustentabilidade”, comenta Elysangella Nunes.

A executiva reportará à Marcia Evangelista Lourenço, diretora executiva de Recursos Humanos, Comunicação e Sustentabilidade.

Tokio Marine presta auxílio às vítimas dos temporais em Petrópolis 

Sergio Brito diretor da TOKIO MARINE Seguradora

Fonte: Tokio

Com o intuito de prestar auxílio às comunidades impactadas pelas volumosas chuvas que atingiram a cidade de Petrópolis na última semana, a Tokio Marine Seguradora anuncia a doação de 4,5 toneladas de alimentos ao Fundo Municipal de Assistência Social da cidade localizada na Região Serrana do Rio de Janeiro. De acordo com a Secretaria de Proteção e Defesa Civil de Petrópolis, as chuvas na região passaram de 500 mm em março – índice 66% acima do esperado para todo o mês.

Essa é mais uma iniciativa da companhia para ajudar as populações de regiões mais suscetíveis aos impactos causados por intempéries. “A doação às vítimas das tempestades ocorridas em Petrópolis é um reflexo do compromisso e do cuidado da Tokio Marine com as comunidades nas quais está inserida. A Região Serrana do Rio de Janeiro foi uma das localidades mais impactadas pelas fortes chuvas nas últimas semanas, por isso seguimos monitorando de perto os eventos críticos nessa região a fim de prestar o auxílio necessário à comunidade local” comenta Sérgio Brito, diretor comercial Varejo RJ/ES da Tokio Marine.

Nas últimas semanas o Estado do Rio de Janeiro enfrentou fortes chuvas em razão da chegada de uma frente fria. Além da Região Serrana do estado, as intempéries ocorreram de maneira mais severa na Baixada Fluminense e Região dos Lagos, somando mais de 500 desabrigados.

Rodrigo Botti deixa vp financeira do IRB Re para comandar inovação e tecnologia

Rodrigo Botti deixará a vice-presidente financeira para comandar a vice-presidência de inovação e tecnologia no IRB Brasil (Re), segundo fato relevante divulgado nesta segunda-feira, 1. O CEO Marcos Falcão, que também é diretor de relações com investidores da resseguradora, acumulará o cargo deixado por Botti.

Botti assumiu em agosto do ano passado o mandato em curso unificado que acabaria somente em 3 de julho de 2025. Rodrigo Botti possui experiência no mercado financeiro e de resseguros, foi sócio fundador e CEO da Terra Brasis Resseguros e ocupou posições executivas em bancos de investimentos no Brasil e Estados Unidos, incluindo Citigroup, Deutsche Bank e Banco Safra. É formado em engenharia pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e mestre em administração de empresas pela Universidade de Chicago.

Os resultados financeiros do IRB foram divulgados na última sexta-feira.

Se a inteligência artificial pode prever a morte, como fica o seguro de vida?

AI e o seguro de vida

Um grupo de pesquisadores de uma universidade dinamarquesa desenvolveu um modelo chamado “calculadora da morte”, um algoritmo para prever as fases da vida até o seu fim e que busca mostrar os riscos do uso comercial desses dados. De acordo com os cientistas envolvidos no estudo, as possibilidades são infinitas, como prever resultados de saúde, a fertilidade ou a obesidade, ou talvez quem teria ou não câncer. O modelo é baseado em dados anônimos de milhões de dinamarqueses, recolhidos pelo Instituto Nacional de Estatística do país nórdico.

Aí surgiu no mercado de seguros uma pergunta que não quer calar: se há previsibilidade da morte, como fica o seguro de vida? As seguradoras vão poder selecionar os clientes e encerrar contratos antes da data alvo? A morte natural vira um produto de cartas marcadas? Essas foram algumas provocações que um leitor fez e fomos buscar algumas opiniões relevantes no setor sobre o tema. Afinal, seguro de vida representa US$ 2,8 trilhões em vendas no mundo do total de receitas de US$ 6,7 trilhões, segundo estudo da Swiss Re.

Nuno David, diretor da MAG Seguros, uma das mais longevas seguradoras de vida do Brasil, vive mergulhado no tema da inovação, principalmente no que diz respeito ao seguro de pessoas. Segundo ele, a disponibilidade de dados que os pesquisadores se referem é muito mais fácil em um país como a Dinamarca, que faz essa coleta de uma maneira continuada e consistente. “No entanto, temos outras frentes de pesquisa que podem mudar dados do passado e, por isso, temos de acompanhar as tendências que alimentam e mudam esta incrível engenharia genética”, afirma David.

Com brilhos nos olhos, David compartilha seu conhecimento. Conta que o que foi descoberto pelos geneticistas nos últimos anos é que, “por baixo” da camada do genoma há uma segunda camada de uma espécie de “interruptores” que promovem mais ou menos a ativação da predisposição genética de doenças.

Isso denomina-se de Epigenética. Ao contrário do genoma, que já pode ser mudado através de processos cirúrgicos de seccionamento genético ou de intervenções com proteínas que conseguem alterar pré configurações genômicas, que são coisas ainda embrionárias e feitas em pequena escala. “Estes “interruptores” podem ser desarmados ou carregados com base em comportamentos que podemos adotar no dia-dia. Comer bem, fazer exercício, pegar sol na medida certa, dormir bem, entre outros, são alguns comportamentos que, comprovadamente, desarmam ou carregam esses interruptores.

Uma das teses que David acompanha e tende a acreditar é que o seguro de vida, com foco em morte natural, deve ser incorporado ao seguro saúde, segundo apontam especialistas com os quais ele tem contato rotineiro. “O seguro de vida caminha para um futuro, que a gente não sabe quando é que vai acontecer, em que o mutualismo pode desaparecer. O que acontecerá com o seguro de vida? E com o seguro de saúde? Serão unidos num seguro de longevidade? Pode ser”, diz o diretor da MAG, que tem como sócio o grupo holandês Aegon.

Mutualismo é um dos princípios básicos do seguro. Representa a contribuição de várias pessoas, expostas aos mesmos tipos de risco (massa de segurados), para a formação de um fundo comum, composto pela soma dos prêmios pagos à seguradora. Agora, o que a inteligência artificial (IA) permite é que as seguradoras criem produtos sob medida, individualizados, para seus clientes.

Grosso modo, com a quantidade de dados disponíveis, as seguradoras saberão, além de onde vive, estado civil, se tem filhos, qual carro possui, se tem multas e nome no SPC, o que as pessoas comem, se praticam esporte, quais remédios tomam, se fazem exames preventivos, nível de estresse, viagens e muitos outros dados que podem determinar o estilo de vida e atenção dada a saúde integral (física, mental e financeira).

Isso é de todo ruim? Para as pessoas que se cuidam, não. Diante do poder da IA, Nuno David acredita que a criação, subscrição e precificação do seguro de pessoas será muito mais holística, com as seguradoras olhando para dados da saúde do cliente no passado, mas com o radar no atual comportamento.

“Já está comprovado em estudos que uma pessoa consegue mudar seu DNA com atitudes boas ou ruins adotadas em seu dia a dia. Os testes de DNA ainda são para poucos, mas têm ajudado a entender como será o comportamento futuro. Isso será uma condicionante para se calcular o preço do seguro de vida acidental, que deve se tornar o principal produto do ramo de pessoas num futuro, que ainda me parece distante”, afirma o executivo da MAG.

Bernardo Correa Ribeiro, cofundador da Azos, insurtech que oferece soluções para o seguro de vida, concorda, em parte, com Nuno David. Ele afirma que esse tipo de análise do algoritmo criado com base nos dados dinamarqueses é um “back test”. Pegaram vários exames antigos das pessoas, criaram um modelo de IA e tentaram adivinhar quando a pessoa morreu. As tecnologias, hábitos, doenças e tratamento mudam muito com os anos. Portanto, um “back test” que acertou casos há décadas não teria a mesma precisão para eventos futuros.

“Sou bem cético que isso pode extinguir o produto, mas sim personalizar o seguro de vida e deixá-lo, para alguns casos, mais barato e, com isso, aumentando a competitividade favorecendo o cliente final. Concordo que terão alguns casos de recusa por parte da seguradora por ter acesso a dados e a modelos que indicarão um risco mais preciso, mas isso não impede de ajustar no preço ou oferecer coberturas que atenderiam aquele cliente. Então, acredito que isso fomentará mais o mercado ao invés de extingui-lo”, diz Ribeiro.

Vale pontuar que o back test da Dinamarca e de outros países europeus são confiáveis, e tem credibilidade e massa suficiente para muitos experimentos com seriedade. Um backtest validado por IA generativa parte de um modelo probabilístico baseado num modelo estocástico (histórico) como se faz há muitas décadas. A aplicação de IA generativa parte dessa técnica sofisticada mas antiga que agrega e organiza no tempo todos os dados dos indivíduos que compõe uma série histórica. No caso de um sistema de saúde pública sofisticado e completo como é o dinamarquês e como são os de outros países desenvolvidos europeus que têm sistemas públicos de saúde e/ou receituários eletrônicos implementados há muitos anos, a quantidade e confiabilidade dessas bibliotecas de atributos é enorme.

Isso é diferente do princípio de construção de uma tábua atuarial, com as suas taxas de aderência. Este tipo de backtest começa de fato a incorporar IA por necessidade, uma vez que a extensão das bibliotecas de dados disponíveis para tratamento começam a ser tão grandes que não é mais possível geri-las através de um algoritmo tradicional, e por oportunidade, uma vez que a capacidade computacional de processamento de dados aumentou tanto, agora é possível atualizar esses modelos preditivos quase que a cada nova morte. Assim, a AI usando o modelo dinamarquês citado é um típico modelo de correlacionamento muito eficaz quando baseado em séries históricas longas, sólidas e crescentes, explicou um cientista que pediu anonimato.

Rogério Araújo, sócio da TLG corretora de seguros, especializada em seguro de pessoas, tem uma posição mais tradicional. Ele defende que a IA não é uma ameaça ao seguro de vida. “Acredito mais na IA nos ajudando a despertar necessidades da sociedade, como ferramenta de educação financeira e securitária, do que uma ameaça ao nosso negócio”, afirma. Segundo o corretor, mesmo sem a interferência da IA, atualmente já é claro que o que a compra do seguro de vida não depende do dinheiro, mas sim da condição de saúde do segurado. “Não adianta ter o dinheiro e não ter saúde. Sem saúde, o consumidor não consegue comprar uma apólice. Por isso a necessidade do seguro o quanto antes, embora nunca seja tarde”, diz Araújo.

Veronica Martire, consultora educacional que vive em Londres há mais de 20 anos, é um exemplo da mudança, que teve um empurrão da sua seguradora de vida na Inglaterra, onde a relação com o consumidor está mais madura do que no Brasil. Apesar das seguradoras brasileiras ofertarem muitos benefícios, poucos os usam. “Só de afirmar no questionário de saúde que faço atividades físicas, ganhei descontos no seguro de vida. A seguradora me ofereceu facilidades na compra de um relógio que marca e estimula exercícios e eu topei o desafio”, diz Martire.

Quanto mais faz exercícios, mais pontos ganha. “A caminhada me ajudou a perder peso e o bem-estar me levou à natação. Se faço check-up, ganho pontos. E posso trocar os pontos em uma rede de fornecedores ligados a qualidade de vida. Tenho desconto, por exemplo, na compra de produtos orgânicos. Resultado: já perdi 12 kg em seis meses, de forma consistente, mudando meu hábito de vida. Não me imagino mais fazendo algo que coloque meu bem-estar em risco e, a cada renovação, meu seguro custa menos, mesmo estando um ano mais madura”, diz.

Questionado se o setor caminha para uma seleção de riscos, ofertando seguro apenas para pessoas saudáveis, Araújo é enfático. “Não vejo o risco de uma seleção que restrinja a aceitação de segurados, já que o conceito do seguro é o mutualismo, e nossas entidades reguladoras não aceitariam que esse princípio seja desconsiderado”, diz. “E mesmo se comprovando a assertividade da IA quanto a previsão da morte das pessoas, ainda contaremos com o percentual de incerteza. E eu pagaria para me proteger da dúvida de estar ou não entre o percentual de erro”.

Mas em três coisas todos concordam.

A primeira delas é que a IA é um grande benefício que poderá ajudar seguradoras no desenvolvimento de produtos, diante das inúmeras e diversas necessidades da sociedade, bem como na precificação dos riscos de forma personalizada. “Uma precificação mais assertiva, por exemplo, no momento de uma entrevista de proposta de seguro de vida, em que se avalie o perfil de vida do segurado e sua condição de saúde, permite um preço mais adequado, com descontos ou agravos das taxas cobradas”, afirma Araújo.

A segunda é que o seguro de pessoas caminha para ofertar benefícios em vida aos clientes, como uma indenização para o diagnóstico de uma doença grave, como câncer, bem como incentivos para a prática esportiva, como descontos em academias, redes de alimentação natural e até descontos para a compra de relógios que estimulam prática que gerem bem-estar.

E, por fim, os entrevistados entendem que o benefício de comprar uma apólice de seguro, como risco certo, como forma de compor ou alavancar um patrimônio, reserva para um planejamento sucessório ou despesas de inventário, é uma ferramenta essencial em qualquer planejamento financeiro, seja para a população de baixa renda, quebrando o ciclo de privações financeiras das novas gerações, seja para a sociedade de alta renda, como uma solução de inteligência financeira, alavancagem patrimonial e sucessão empresarial.

Este é um tema vivo, apaixonante e com discussões que avançam a cada dia. Como será viver sabendo quando vamos morrer (na maior parte dos casos, à exceção do acidente)? Quem terá acesso a isso? Quem não terá? Como isso será arbitrado? Como serão os serviços universais de saúde dos estados provedores? Que profissionais médicos temos que formar? O que tem que mudar na formação desta classe profissional? Como terá que se estruturar essa nova indústria de “seguro de longevidade”? Essas são algumas das inquietações de Nuno David diariamente. E de muitos de nós também.