Seguros volta a ganhar destaque na Febraban Tech 2024

FEBRABAN TECH 2024 SEGUROS

A inteligência artificial e a nova era de dados têm propiciado o surgimento de empresas capazes de desenvolver soluções que possibilitam uma maior compreensão do consumidor – algo que tem aprimorado o mapeamento do seu comportamento, prevenido fraudes e facilitado o desenvolvimento de modelos alternativos de score de crédito. O ecossistema fintech se tornou uma referência global, tendo surgido muitos unicórnios. Com essa evolução, é possível ver a expansão internacional de players brasileiros com tecnologia desenvolvida no país.

A nova fase das fintechs, sob a trilha “Parceria fintechs e bancos fortalece setor e promove inclusão”, está na programação do FEBRABAN TECH, maior evento de tecnologia e inovação do setor financeiro, que será realizado de 25 a 27 de junho, no Transamerica Expo Center, em São Paulo. O tema central do evento este ano será “A Jornada Responsável na Nova Economia da Inteligência Artificial”.

Arena Fintech é um espaço exclusivo que vai reunir especialistas em 13 painéis sobre a colaboração entre fintechs e bancos, que fortalece o sistema financeiro, gerando inovações acessíveis para a população. Com a parceria, os serviços serão ampliados e criadas soluções financeiras mais inclusivas, contribuindo para um ecossistema robusto, eficiente e com benefício a todos.

Após uma seleção, as fintechs terão a oportunidade de se apresentar no campeonato de pitches, no dia 26 de junho. O júri é composto por especialistas dos setores de tecnologia e financeiro para a escolha das 02 melhores propostas. Os vencedores serão anunciados no dia 27.

Destaques da Arena Fintech

No dia 25 de junho, às 14h35, o painel “O surgimento das finanças assistidas: a fusão entre a realidade aumentada e a inteligência artificial” abordará a nova fronteira das finanças assistidas, que traz a experiência financeira para os usuários de aparelhos de realidade aumentada, fundindo essa tecnologia com a IA e causando uma mudança de paradigma tão impactante quanto foi a chegada da tecnologia mobile nos serviços financeiros.

Ainda no dia 25, às 16h20, acontece a palestra “As possibilidades de geração de valor com a Data Economy”. Será debatida a forma como a sociedade (e o mundo dos negócios) encara o universo dos dados e como avançou significativamente nos últimos anos. Todo esse contexto evoluiu para o chamado ‘Data Economy’, um ecossistema digital global no qual os dados são coletados, organizados e trocados por uma rede de empresas, indivíduos e instituições para criar valor econômico. Neste painel, serão discutidas as oportunidades e desafios desse ecossistema, incluindo temas como o contexto regulatório e ético, o processo de monetização de dados, consentimento, Open everything, dentre outros.

SEGUROS ABRE O SEGUNDO DIA DO EVENTO

O mercado de seguros vem passando por um processo de transformação relevante nos últimos anos, não só através da aplicação de novas tecnologias, mas também em função dos elementos regulatórios que estão sendo incorporados – sobretudo no Brasil. Graças ao sandbox regulatório da SUSEP e ao Open Insurance – combinados com inteligência artificial, IOT, blockchain, dentre outros instrumentos – novos modelos de negócios estão sendo viabilizados. Neste painel, serão discutidos os modelos de seguros inovadores, contextuais, embarcados (embedded) e flexíveis que estão surgindo graças à transformação do setor.

No dia 26 de junho, às 10h, entra em discussão o tema “Serviços inovadores, contextuais e flexíveis no mundo dos seguros”. E às 10h40, será debatido “As mulheres e a inovação no mercado financeiro: quebrando barreiras, criando valor”. Já o tema “Iniciação de pagamentos. As oportunidades das transferências inteligentes no Open Finance” recebe os debatedores e público às 13h30.

“As fintechs brasileiras que estão se destacando globalmente”, painel de destaque também no segundo dia, às 14h35, será discutido por fundadores e líderes de algumas das maiores fintechs do país, que contam como têm sido o seu processo de internacionalização, bem como compartilham os desafios encarados ao longo dessa jornada.

No dia 27 de junho, às 10h40, o encontro será para debater “Tokenização de ativos traz possibilidades para além do mercado financeiro”, um dos temas mais discutidos atualmente no mercado financeiro. No painel serão apresentados cases de tokenização no mundo dos ativos florestais e ambientais, mostrando de forma objetiva e prática as novas possibilidades desses mercados.

Ainda no último dia do evento, o painel sobre “A infraestrutura por trás da economia tokenizada”, às 11h20, discutirá como os avanços feitos pelo regulador rumo à economia tokenizada são fundamentais para que as instituições financeiras desenvolvam as capacidades necessárias e realizem transformações internas para operarem dentro de uma nova infraestrutura de mercado. O painel “Uma nova era de dados e IA para entender melhor o consumidor” será apresentado às 13h30.

O tema do painel das 14h45 será “As novas fronteiras da cibersegurança e do combate à fraude”. A discussão será em torno das principais falhas de segurança digital no mercado financeiro e como se proteger, tanto do ponto de vista do consumidor quanto das instituições financeiras

Temas em destaque este ano no FEBRABAN TECH:

O congresso – que contará com 8 auditórios – reunirá as lideranças dos setores financeiro, de tecnologia, sustentabilidade, agro e de áreas interessadas em inovação do Brasil e do mundo, que debaterão assuntos da economia digital, com enfoque no tema central deste ano.

Em 2024, o evento baterá novos recordes, se tornando a maior edição da história. O FEBRABAN TECH terá uma área construída de 19.681 m², crescimento de mais de 50% em relação ao ano passado. A área de exposição também aumentou, de 5.506 m² para 6.630 m², avanço de 20% no tamanho. No espaço serão 226 áreas de exposição – foram 188 no ano passado.

As trilhas temáticas do FEBRABAN TECH 2024 serão:

  • IA Responsável: confiança, segurança e a transformação nos negócios
  • Open Finance, Pix… Brasil molda cenário financeiro global
  • DREX: oportunidades e tendências emergentes na economia tokenizada
  • A visão futura dos bancos na garantia da cibersegurança
  • A inteligência de dados na decisão da fidelidade do cliente
  • Velocidade, confiabilidade e inteligência da conectividade impulsionam próxima geração de serviços financeiros
  • Agilidade, eficiência e custo como metas na multiplicação da nuvem
  • Cross industry: o digital expande e conecta mercados
  • Agro 5.0 e o papel transformador da tecnologia financeira
  • Empatia + tecnologia: o novo profissional do presente
  • O caminho ESG no Brasil – transição, inclusão e equidade
  • Parceria fintechs e bancos fortalece setor e promove inclusão

BNP Paribas Cardif atinge R$ 3,1 Bilhões de faturamento em 2023

1-Sheynna Hakim

Fonte: BNP Paribas Cardif

Depois de um ano com importantes movimentações e parcerias, a BNP Paribas Cardif no Brasil, referência nacional em seguros massificados, encerrou 2023 com R$ 3,1 bilhões de faturamento – aumento de 21% em relação a 2022. O resultado se dá, em grande parte, graças ao bom desempenho do seu modelo de negócios B2B2C, que conta com empresas de vários setores para a distribuição de diferentes modalidades de seguros, trazendo maior capilaridade e alcançando públicos diversos. 

Líder mundial em parcerias bancassurance, a BNP Paribas Cardif se destacou na relação com bancos e bancos de montadoras, especialmente com BRB, BV e Volkswagen. O segmento foi responsável por um crescimento de faturamento de 68% se comparado a 2022, movido pela implantação efetiva do primeiro ano de operação com o BRB – que entrou no portfólio da seguradora no final de 2022 – e pela recuperação do mercado automotivo em 2023, impactando positivamente o setor de seguros. Parcerias com instituições financeiras digitais, como Neon e PagBank, também tiveram expressivo êxito, com cerca de 97% de crescimento em relação ao período anterior. Adicionalmente, o desempenho com parceiros varejistas se manteve positivo, com média de crescimento em 6% na venda de seguros.

Alguns lançamentos que aconteceram em 2023 também tiveram destaque. É o caso do Proteção Saúde Magalu, que proporciona ao contratante cobertura para doenças graves como câncer, AVC e infarto, além de uma rede completa de serviços de saúde, que vai de telemedicina e telepsicologia a desconto em medicamentos e exames, entre outros. Na parceria com o BRB, houve o lançamento de três produtos: o seguro Prestamista; o Vida Individual, que marca a entrada inédita da BNP Paribas Cardif neste segmento; e o Crédito Protegido Sênior (70+), um prestamista destinado a pessoas de até 85 anos.

“Desde que a BNP Paribas Cardif chegou ao Brasil, em 2000, refinamos, ano após ano, a relação com parceiros e clientes, criando produtos que, mesmo massificados, correspondam às expectativas de empresas de variados segmentos e públicos de diferentes vieses. Nesse sentido, nossa flexibilidade e diversificação são grandes fortalezas nos negócios. Atender às expectativas de todos os envolvidos é bastante desafiador, por isso mesmo é tão gratificante reconhecer que os resultados são sólidos e positivos.”, afirma Sheynna Hakim, CEO da BNP Paribas Cardif no Brasil.

Segundo a executiva, 2023 foi um ano-chave para a companhia, com avanços que miraram o longo prazo tanto do ponto de vista de negócios quanto de tecnologia e pessoas. Entre eles, estão a renovação da parceria com o Magazine Luiza por mais 10 anos, a evolução da transformação digital e melhoria da experiência do cliente, com destaque para projetos de automação de sinistros e atendimento omnichannel.

Com mais de 23 milhões de certificados ativos, a seguradora recebe 1,2 milhão de novas apólices por mês. Dentre seus principais produtos estão o Proteção Financeira/Prestamista e a Garantia Estendida, além de Roubo e Furto com Quebra Acidental, Residencial, Proteção de conta/cartão e Garantia Estendida Veicular.

Bradesco Saúde lança campanha “Quero Mais Saúde”, com trilha sonora de Rita Lee

Data: 25.05.2018 Local: Rio de Janeiro, RJ. Cliente: Bradesco Seguros Assunto: Ana Claudia Gonzalez, superintendente marketing do Grupo. Fotógrafo: Julio Bittencourt Assistente: Luiz Michelini

Bradesco Saúde acaba de lançar sua mais recente campanha, intitulada de “Quero Mais Saúde”. A nova ação da marca, também protagonizada pela apresentadora Patrícia Poeta, tem como grande destaque a trilha sonora, com o sucesso “Saúde”, de Rita Lee.

A campanha reforça a importância de cuidar da saúde de maneira preventiva e como a população vem mudando sua mentalidade, cada vez mais atenta ao bem-estar e aos cuidados prévios. Desta forma, a ação destaca, ainda, os diferenciais e benefícios dos planos da Bradesco Saúde para ajudar as pessoas para alcançarem uma vida saudável, como os programas Meu Doutor e Juntos Pela Saúde, além do Clube+Saúde, plataforma que oferece vantagens exclusivas em produtos e serviços de saúde e bem-estar.

“A prevenção e promoção do bem-estar são fundamentais para a Bradesco Saúde quando o assunto é saúde dos seus beneficiários. A campanha reflete esses princípios ao destacar como ter um plano Bradesco Saúde proporciona tranquilidade tanto para indivíduos quanto para empresas, apoiado pelos programas da companhia. O filme, em especial, traz essa mensagem de forma muito positiva, com a música vibrante da Rita Lee, uma trilha de celebração da saúde, que transcende gerações e faz parte da memória afetiva dos brasileiros”, comenta Ana Claudia Frighetto Gonzalez, superintendente de marketing do Grupo Bradesco Seguros.

Assinada pela agência AlmapBBDO, a campanha contempla vários conteúdos a serem exibidos nas TVs aberta e fechada, além de ações para mídia exterior, veículos impressos, rádio, mídia digital e redes sociais. A SUBA foi responsável pela gestão artística envolvendo a participação de Patrícia Poeta e uso da canção de Rita Lee.

VII Prêmio de Jornalismo em Seguros contabiliza mais de 300 matérias inscritas

O prazo para as inscrições no VII Prêmio de Jornalismo em Seguros chegou ao fim. Este ano, o evento que busca reconhecer e incentivar a repercussão sobre o mercado de seguros pela imprensa brasileira computou mais de 300 matérias cadastradas. 

A lista dos finalistas será divulgada na segunda quinzena de maio, no site do Prêmio, e o anúncio dos ganhadores das cinco categorias; Mídia Impressa, Audiovisual, Webjornalismo, Imprensa Especializada do Mercado de Seguros e  Categoria Especial Prudential ASG & Seguros, acontecerá em junho, em São Paulo.

Os jornalistas que ocuparem os pódios dividirão o valor total de R$ 120 mil reais, sendo R$ 15 mil para o primeiro lugar, R$ 6 mil para o segundo e R$ 3 mil para o terceiro, conforme cada categoria. Além disso, os jornalistas que ocuparem o primeiro lugar em cada categoria também concorrerão a uma bolsa de estudos integral em uma das imersões internacionais da Escola de Negócios e Seguros (ENS). 

A edição deste ano é uma realização da CNseg, ENS e da Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados e de Resseguros (Fenacor), e conta com patrocínio da Prudential, na categoria Master; da Porto, na categoria Ouro; além da Allianz, Bradesco Seguros, Brasilcap, Capemisa Seguradora, Seguros Unimed e Tokio Marine Seguradora na categoria Prata.

Para ficar por dentro das atualizações sobre o Prêmio de Jornalismo em Seguros e as últimas novidades do mercado, inscreva-se no WhatsApp da CNseg.   

IA vai aposentar corretor de seguros? Veja como carreira se prepara para o futuro

por Jamille Niero, Infomoney

O Brasil conta hoje com pouco mais de 124 mil corretores de seguros ativos – alta de 21% em relação a 2020, quando eram 102 mil corretores cadastrados, segundo dados da Susep (órgão responsável pela regulação do setor de seguros no Brasil).

A profissão que tem como premissa auxiliar os consumidores na aquisição de seguros é bastante longeva: completa 60 anos em 2024, já que foi regulamentada por lei em 1964.

No novo episódio desta quinta-feira (25) do “Tá Seguro?”, videocast do InfoMoney que descomplica o mundo dos seguros, três profissionais da área contam como prestar atendimento ao consumidor, comentam os desafios da área e compartilham dicas para quem quer ter sucesso na carreira. O episódio já está disponível no YouTube e nas principais plataformas de podcast.

Corretor especialista ou generalista?

De acordo com Boris Ber, presidente do Sincor-SP (Sindicato dos Corretores do Estado de São Paulo) e corretor há 47 anos, o primeiro passo é entender se o profissional quer “ser um especialista ou um generalista”. 

Ou seja, se ele quer focar em algum determinado ramo de seguro ou se atenderá vários. “Se ele é um especialista, ele vai saber tudo daquilo que ele resolveu ser especialista. Se ele é um generalista, ele tem que montar uma equipe para dar suporte aos clientes que ele trouxer ou fazer parcerias”, diz Boris.

O também corretor Leandro Giroldo concorda. Ele entrou no mundo de seguros por causa da mãe, uma corretora aposentada que fez a vida vendendo seguro-saúde. Depois de uma breve experiência como goleiro profissional, Leandro hoje é empresário do ramo: abriu a Lemmo, corretora com sede em São Bernardo do Campo (SP).

O corretor é especializado em saúde, porém, sua corretora comercializa seguros de 18 ramos diferentes: de saúde até o pet, passando pelo celular, residencial e pelos empresariais. Isso só foi alcançado porque Leandro conseguiu montar, ao longo dos anos, uma equipe formada por profissionais especialistas nesses outros segmentos.

“Eu, Leandro, nunca fechei outro ramo sem ser saúde. Nunca transmiti uma apólice [contrato] de auto, residencial ou pet. Muitos corretores que são generalistas acabam absorvendo toda essa demanda e não conseguem dar conta. Mas você não precisa saber tudo, você só precisa ter com você quem saiba. Foi um dos pontos que eu comecei a entender e poder trabalhar o crescimento e as oportunidades com os clientes”, comenta.

Para Stephanie Zalcman, advogada e diretora da Wiz Corporate, cujo foco é no atendimento a clientes corporativos, uma boa estratégia é ter profissionais que entendem na pele “a dor” do cliente. “Temos diretores comerciais hoje que são especializados em cada setor para vender um produto que seja adequado para aquela empresa que está comprando. Temos o foco em agronegócio, alimentos, bebidas, química e farma, então temos profissionais que vieram desses mercados, que conhecem as necessidades de coberturas dessas empresas que vão contratar o seguro”, pontua.

O que eu preciso para ser corretor?

O segundo passo para ingressar de vez na profissão é a habilitação. Os especialistas explicam que é preciso passar por uma ou mais provas para obter o registro na Susep (o órgão regulador do mercado), dependendo dos ramos nos quais o corretor irá atuar.

Stephanie conta que depois de quase 20 anos trabalhando em empresas do mercado, sentiu a necessidade de ir atrás da certificação, já que é a diretora responsável por toda a parte técnica da corretora. “Foi uma necessidade que eu tive, até para conhecer os ramos”, comenta. Ela fará as provas no início de julho.

Leandro Giroldo, que também é professor na ENS, uma das escolas habilitadas para chancelar os novos profissionais, conta que a habilitação é dividida da seguinte forma:

  • uma prova testa os conhecimentos nos ramos de Capitalização, Previdência, Saúde Suplementar e demais Seguros de Pessoas,
  • enquanto a outra avalia o entendimento do candidato nos demais ramos, mais voltados para danos, como Agro e Automóvel, por exemplo.

Segundo Leandro, um corretor em início de carreira pode chegar a gerar uma renda mensal de R$ 5 mil a R$ 10 mil, dependendo da dedicação e da carteira de clientes que conseguir formar. “Eu sempre falo que é um ramo privilegiado porque você tem a oportunidade de vender para o mesmo cliente o mesmo produto todos os anos”, observa.

Se o profissional optar por trabalhar em uma corretora com foco corporativo, como é o caso de Stephanie, os ganhos podem incluir bônus conforme o desempenho e a rentabilidade da unidade de negócio e da companhia. “Se a companhia e a unidade de negócio batem a meta, todo mundo tende a ganhar mais”, diz a diretora da Wiz.

Boris Ber, do Sincor-SP, ressalta que o corretor deve ficar atento apenas para avaliar o momento de contratar uma equipe para ajudá-lo principalmente com a parte burocrática, porque se ele tentar fazer tudo sozinho dificilmente dará conta, diz.

Futuro é agora

Vale também aderir às novas tecnologias não só para facilitar a rotina burocrática, mas também para atender melhor o cliente. Segundo Boris, é muito importante falar a linguagem do consumidor utilizando o canal que ele prefere. 

“Nós temos que formar pessoas dentro da nossa equipe que entendam perfeitamente que hoje o jovem não quer conversar, que hoje a gente renova seguros empresariais, de automóvel, todos os seguros, por WhatsApp”, aponta.

Dependendo do ramo de seguro, a tecnologia pode ajudar ainda mais. Leandro conta que a corretora está fazendo teste com Inteligência Artificial Generativa – “aquela que vai aprendendo” – em dois segmentos: consórcio e seguro odontológico. 

“No seguro odontológico você contrata sozinho porque existem ferramentas hoje que te dão essa liberdade. Mas eu acredito que no nosso ramo existem tecnologias que são mais avançadas para uns produtos e tecnologias que ainda estão engatinhando para outros produtos, como em saúde. Mas que eu acredito que, de curto a médio prazo, o setor vai melhorar”, pondera.

Outro assunto que gera expectativa – e dúvidas – nos corretores é como será a participação desses profissionais no Open Insurance, ecossistema de compartilhamento de dados entre consumidores e seguradoras, que integra o Open Finance e está em implementação no país. 

Na avaliação de Boris, entre as principais dúvidas estão entender quais ramos vão de fato gerar mais benefício para o consumidor e qual será o custo de implementação. Por outro lado, não há como “fechar os olhos e achar que não vai acontecer”. Ele conta que o Sincor-SP “está participando junto com a Fenacor (Federação Nacional dos Corretores) da formação de uma Spoc (Sociedade Processadora de Ordem do Cliente)” e já protocolaram na Susep o pedido de autorização para funcionar.

Circuito Cultural Bradesco Seguros apresenta ‘A Noviça Rebelde’, com Larissa Manuela

Fonte: Bradesco

A partir de 19 de abril, o Ministério da Cultura e Bradesco Seguros apresentam uma versão inédita do musical ‘A Noviça Rebelde’, no Rio de Janeiro, no Teatro Riachuelo e, e em julho, a peça será apresentada em São Paulo, Teatro VIBRA SP.

O espetáculo terá a atriz Larissa Manoela no papel de Liesl e Malu Rodrigues e Pierre Baitelli vivendo o casal Maria e Capitão Von Trapp.

O musical ‘A Noviça Rebelde’ estreou na Broadway em 1959 com uma trajetória de sucesso que inclui oito prêmios Tony para a montagem original, um longa-metragem (1965) vencedor de cinco troféus no Oscar, incluindo o de Melhor Filme, e versões feitas em outros países ao longo das últimas décadas.

Serviço:
‘A NOVIÇA REBELDE’ (‘The Sound of Music’)

Música de Richard Rodgers e letra de Oscar Hammerstein II

Libreto de Howard Lindsay e Russel Crouse

Um espetáculo de Charles Möeller & Claudio Botelho

Versão Brasileira: Claudio Botelho

Direção: Charles Möeller

Realização: Aventura e Möeller&Botelho

Rio de Janeiro

De 19 de abril a 23 de junho

Teatro Riachuelo (R. do Passeio, 38/40 – Centro, Rio de Janeiro – RJ, 20021-290)

Sábados às 15h e às 19h, domingos às 15h e feriados

Sexta às 20h e domingo às 19h

Quinta às 19h

Ingressos na Sympla:

Datas de apresentação | Larissa Manoela: RIO DE JANEIRO
Maio: 02, 04 (19h), 10, 12 (19h), 16, 18 (19h), 23, 26 (19h) e 31;
Junho: 01 (19h), 06, 08 (15h), 16 (19h), 20, 23 (15h).

São Paulo

De 13 a 28 de julho

Dia 13, às 15h

Dia 14, 20h

Dias 18, 19, 25 e 28, às 20h

VIBRA SP (Av. das Nações Unidas, 17955 – Vila Almeida, São Paulo – SP, 04795-100)

Ingressos no site Uhuu

Datas de apresentação | Larissa Manoela: SÃO PAULO
Julho: 13 (15h), 14 (20h), 18, 19, 25, 28 (20h).

CEO do Grupo HDI destaca importância de atender novas gerações durante 3º Congrecor

Grupo HDI 3 Congrecor

Fonte: HDI

O Grupo HDI marcou presença no 3º Congresso Regional Centro-Oeste e Minas dos Corretores de Seguros, o Congrecor 2024, que reuniu mais de mil congressistas e 2 mil corretores. Com o tema “Corretor de Seguros: Operacional, Tático ou Estratégico?”, o evento aconteceu entre 24 e 26 de abril, no hotel Royal Tulip, em Brasília. Entre os destaques, houve a participação do CEO da empresa, Eduardo Dal Ri, do vice-presidente Comercial, Marcos Machini, e do vice-presidente de Produtos Auto, Rafael Ramalho.

A terceira edição do Congrecor foi o primeiro grande evento ao qual a companhia compareceu após a aquisição da Liberty Seguros e dos produtos de varejo da Sompo Consumer. Em sua fala no painel principal, ao lado de grandes nomes do mercado, Dal Ri anunciou um lançamento previsto para maio de 2024 e reforçou sobre a importância de se comunicar com públicos mais jovens. “Precisamos encontrar maneiras de tornar nossa indústria mais atraente e acessível para essa atual geração, adaptando nossos produtos e estratégias de marketing para atender às suas necessidades e expectativas”, disse o presidente do Grupo HDI.

Reforçando o posicionamento como grupo, Eduardo Dal Ri enfatizou a importância de uma colaboração sólida entre seguradoras, corretores e demais parceiros para impulsionar a inovação e garantir um serviço de qualidade aos clientes: “O Congrecor oferece uma plataforma valiosa para esse intercâmbio de ideias e insights que impulsionam a inovação e o crescimento em nosso setor. Junto aos nossos parceiros, estamos moldando o futuro do mercado de seguro”, afirma o CEO. 

Votação do projeto que recria Dpvat fica para 7 de maio

Fonte: Senado

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) adiou para o dia 7 de maio a votação do projeto de lei complementar (PLP) 233/2023, que cria um novo seguro obrigatório para veículos — semelhante ao antigo Danos Pessoais por Veículos Automotores Terrestres (DPVAT). O texto também aumenta em R$ 15,7 bilhões o limite para as despesas da União (leia mais abaixo).

O senador Jaques Wagner (PT-BA) leu relatório favorável à matéria nesta terça-feira (30). O presidente da CCJ, senador Davi Alcolumbre (União-AP), concedeu vista coletiva ao texto. A previsão é de que o projeto seja votado pelo Plenário da Casa no dia 8 de maio.

Aprovado pela Câmara dos Deputados, o PLP 233/2023 cria o Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (SPVAT). De acordo com o texto, o SPVAT deve ser cobrado dos proprietários de automóveis e usado para pagar as indenizações por acidentes.

Mudanças

A Câmara alterou o texto original proposto pelo Poder Executivo para ampliar a lista de despesas a serem cobertas pelo SPVAT. O rol passa a contemplar assistência médica e suplementar, como fisioterapia, medicamentos, equipamentos ortopédicos, órteses e próteses.

Também passam a ser pagos serviços funerários e despesas com a reabilitação profissional de vítimas que ficarem parcialmente inválidas. Os deputados incluíram ainda a possibilidade de pedidos de indenização e assinatura de documentos por meio eletrônico.

Emendas

O PLP 233/2023 recebeu 24 emendas na CCJ. O relator, senador Jaques Wagner, acatou apenas uma sugestão de redação proposta pelos senadores Marcos do Val (Podemos-ES) e Rogério Carvalho (PT-SE).

A alteração deixa claro que o cônjuge e os herdeiros da vítima devem receber indenização por morte e reembolso de despesas com serviços funerários. A vítima recebe as demais coberturas: invalidez permanente e reembolso por despesas com fisioterapia, medicamentos, equipamentos ortopédicos, órteses, próteses e reabilitação profissional.

O senador Jaques Wagner disse ser “simpático” a duas emendas de mesmo teor propostas pelos senadores Alan Rick (União-AC) e Vanderlan Cardoso (PSD-GO). Eles querem tirar do projeto o dispositivo que cria uma multa de trânsito por atraso no pagamento do SPVAT.

— Sou simpático ao texto dos dois senadores. Acho que é razoável a argumentação de que não se pode superpenalizar uma pessoa pelo atraso. Mas, se eu for acolher [as emendas], [o projeto] volta para a Câmara. Vou discutir com o governo para me comprometer com o veto da Presidência da República — afirmou Jaques Wagner, que é o líder do governo no Senado.

Debates

A oposição criticou a criação do SPVAT. O líder do bloco, senador Rogerio Marinho (PL-RN), classificou o PLP 233/2023 como um “projeto ruim e extremamente equivocado do ponto de vista fiscal”.

— É um projeto claramente regressivo porque penaliza a população mais pobre. É um projeto que não tem paralelo no mundo como modelo, porque transfere recursos compulsoriamente. Mais uma vez, o governo recorre a aumentar impostos para taxar a população de forma regressiva e perversa contra as pessoas mais pobres — disse.

Para o senador Plínio Valério (PSDB-AM), o Poder Executivo deveria cortar despesas em vez de criar novos tributos.

— Não tive oportunidade de analisar matérias do governo cortando gastos próprios. É sempre aumentando gastos. Gasta dinheiro, distribui dinheiro querendo sempre tirar do povo cada vez mais, beirando a extorsão. É só arrecadar, arrecadar, arrecadar. Não vejo cortar um milímetro de despesas — afirmou.

A senadora Zenaide Maia (PSD-RN) defendeu a aprovação da matéria. A parlamentar destacou a importância do seguro para vítimas de baixa renda.

— Quem fala aqui é a médica de serviços de urgência e emergência. Para a maioria das famílias, esse seguro era o que fazia com que elas levassem seu filho para casa ou, muitas vezes, para transportá-lo mesmo que fosse morto. Não venha dizer que isso onera os pobres. Pelo contrário: é um seguro que só beneficia quem não tem condições — argumentou Zenaide.

Arcabouço fiscal

Além de criar o SPVAT, o PLP 233/2023 altera o novo arcabouço fiscal (Lei Complementar 200, de 2023). O texto antecipa em dois meses a permissão para a abertura de crédito suplementar em caso de superávit fiscal.

Pela legislação em vigor, a abertura pode ocorrer a partir da divulgação do relatório de avaliação de receitas e despesas primárias do segundo bimestre. O texto em discussão na CCJ antecipa esse prazo para a data de divulgação do relatório do primeiro bimestre.

Segundo o senador Jaques Wagner, a mudança permitiria uma elevação de 0,8% nas despesas da União, o equivalente a R$ 15,7 bilhões. Ainda de acordo com o relator, a medida seria uma “mera antecipação”. O Poder Executivo continuaria obrigado a cumprir a meta de resultado primário e o teto de despesa estabelecido pelo marco fiscal.

O senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) criticou a alteração. Ele classificou o dispositivo incluído no PLP 233/2023 como “um jabuti” — termo usado para designar um tema estranho inserido na proposição original.

— Quanto tempo esse Congresso Nacional ficou discutindo as regras do novo arcabouço fiscal? Ele deveria dar credibilidade à gestão financeira do governo, fazer com que investidores tivessem segurança e acreditassem na economia para investir no Brasil. Como o investidor pode acreditar num país que muda a regra do arcabouço fiscal através de um “jabuti”? Qual a segurança jurídica que tem? — questionou.

O relator, Jaques Wagner, admitiu que o dispositivo, inserido no texto na Câmara, “é o clássico jabuti”. Mas argumentou que o novo arcabouço fiscal é “mais flexível e inteligente” do que o teto de gastos que vigorou até 2023.

— Ouço alguns colegas dizerem que, com um ano e três meses, o arcabouço já não está sendo respeitado. Considero que ele é uma sistemática muito mais flexível e, por isso, muito mais inteligente do que aquilo que tínhamos antes. Quantas vezes foi “furado” o teto de gastos? Não vou contar porque sequer sei quantas vezes — comparou.

HDI Global Seguros anuncia contratação de Ricardo Valencia

Fonte: HDI Global

Em outra importante iniciativa para apoiar sua expansão geográfica, a HDI Global Seguros tem o orgulho de anunciar a nomeação de Ricardo Valencia como Gerente Comercial para a nova filial de São Paulo.

Ricardo Valencia tem mais de três décadas de experiência no setor de seguros e, como Gerente Comercial para a nova filial de São Paulo, se reportará diretamente a Ronaldo Barreto, responsável pela área comercial da HDI Global no Brasil.

“Com sua vasta experiência e conhecimento do setor de seguros, Ricardo contribuirá para a expansão do volume de negócios e resultados no estado de São Paulo, bem como no relacionamento com os corretores”, diz Ronaldo Barreto.

A nomeação de Ricardo Valencia como Gerente Comercial para a filial de São Paulo marca um passo importante na expansão geográfica da HDI Global e enfatiza o compromisso de levar a proposta de valor da empresa para seus parceiros no Brasil.

Nessa função, ele colaborará de perto com a equipe executiva e as Linhas de Negócio para desenvolver e implementar estratégias de seguros que estejam alinhadas com os objetivos de longo prazo da HDI e com as necessidades individuais de cada cliente.

Comentando sobre a nomeação, o CEO da HDI Global Seguros S.A., Guillermo León, disse: “Estamos muito felizes em receber Ricardo em nossa equipe. Como um parceiro próximo de nossos clientes em tempos de grandes transformações, acreditamos que sua experiência e compromisso nos ajudarão a aprimorar ainda mais nossos serviços”.

Valor traz especial sobre seguros nesta terça-feira

especial de seguros valor economico

Para quem se interessa por seguros, hoje o Valor traz um especial com 21 reportagens sobre este mercado que avança com otimismo, tecnologia, inovação e muitas mudanças regulatórias.

OTIMISMO COM CRESCIMENTO

“Para este ano, vemos a economia brasileira mais robusta, com o PIB em alta de 2,5%, a massa salarial crescendo 7% em termos reais, a taxa de inflação arrefecendo, os preços das commodities estáveis, e uma retomada das operações de crédito”, afirma Dyogo Oliveira, presidente da CNseg. A entidade projeta um crescimento do setor para este ano de 12%. Oliveira ressalta, no entanto, que as projeções não se baseiam somente nos aspectos conjunturais da economia, mas em um componente estrutural que vem se consolidando na sociedade após a eclosão da pandemia de covid-19, em 2020.

CATÁSTROFES

Dois projetos de lei tratam do tema na Câmara dos Deputados – o PL 988/19, sobre um seguro solidariedade para vítimas de catástrofes, e o PL 1410/22, que propõe um seguro obrigatório de danos pessoais e materiais causados por chuvas. Outra proposta em debate, formulada pela CNSeg, prevê a contratação do seguro emergencial mediante pagamento de R$ 3 mensais, a serem cobrados na conta de energia elétrica. A indenização estimada é de R$ 15 mil por unidade habitacional, para cobertura de despesas materiais, e R$ 5 mil de auxílio funeral, no caso de vítimas fatais. O valor seria depositado por Pix após as autoridades decretarem estado de calamidade pública.

CATÁSTROFES

As perdas financeiras associadas a esses eventos alcançaram US$ 380 bilhões, um aumento de 22% em relação à média do século XXI, de acordo com o relatório “da Aon Seguros. Das 66 catástrofes naturais que causaram prejuízos de US$ 1 bilhão ou mais, 63 foram causadas pelo clima. Entre as perdas cobertas por seguros, outro recorde: total de US$ 118 bilhões, marcadas por um recorde de 37 eventos bilionários, o maior número já registrado pelo setor de seguros.

GUERRAS

Em um cenário de tamanha volatilidade e incertezas, seguradoras estão aprimorando processos para enfrentar desafios que exigem mais aperfeiçoamento. Para Antônio Trindade, presidente da FenSeg, essa é a tônica do mercado ante o tamanho do desafio. “As seguradoras estão revisando estratégias de gestão de riscos e desenvolvendo soluções inovadoras para ajudar as empresas a mitigar os impactos de eventos geopolíticos”, afirma. “É crucial para as seguradoras colaborarem estreitamente com seus clientes para compreender e responder adequadamente a esses novos desafios.”

PL 29

Ernesto Tzirulnik, presidente do Instituto Brasileiro de Direito do Seguro (IBDS), cita, entre os avanços, um maior nível de transparência nos contratos, já que as seguradoras deverão informar tudo que não é coberto pelos seguros, ao contrário do sistema atual, no qual são listadas apenas as coberturas. Para Tzirulnik, o projeto ainda “joga luz” sobre práticas discriminatórias. “Se chega um pedido para fazer seguro do carro de um morador de Capão Redondo [bairro da zona sul de São Paulo, conhecido pelos índices de violência ] e a seguradora recusa, fica configurado que selecionou o perfil do segurado com base em critério socioeconômico. Isso é ilegal. Tira das pessoas o direito de fazer seguro.”

PREVIDÊNCIA

Olhando para trás, para o comportamento dos clientes da previdência privada, o setor mostrou resiliência na pandemia, com todas as consequências socioeconômicas, preservando um nível de captação líquida positiva, ainda que reduzida, e até algum crescimento em quantidade de participantes”, avalia o presidente da Fenaprevi, Edson Franco.

NOVAS REGRAS PREVIDÊNCIA

“As resoluções possibilitam ao empregador estabelecer a adesão automática nos planos coletivos – mas sempre com uma cláusula de saída, se o trabalhador assim preferir ”, frisa o presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), Edson Franco. Essa mudança, diz ele, terá reflexo nos planos de previdência fechada sobre os planos coletivos de previdência aberta, hoje, relativamente poucos.

SAÚDE

As seguradoras de saúde, que enfrentam custos crescentes no setor, estão adotando estratégias para incrementar seu resultado operacional, como oferta de produtos mais acessíveis e regionalizados, foco na atenção primária e parcerias com prestadores de saúde.

SEGURO PARA AUTÔNOMOS

Segundo Bernardo Castello, diretor da Bradesco Vida e Previdência, essa amplitude de coberturas oferecidas está relacionada a uma mudança na percepção que a sociedade tem desse tipo de serviço. “Antes [o seguro] era visto como voltado apenas à proteção da família e beneficiários em caso de falecimento do provedor. Agora, já começa a ser percebido também como fator de prevenção, essencial ao cuidado e ao planejamento.

CIBERNÉTICO

Globalmente, o mercado de seguro cibernético deve chegar a US$ 22,5 bilhões em 2025 e a US$ 33,3 bilhões em 2033, de acordo com estimativas da Munich Re. O crescimento tem sido expressivo: em 2019, o segmento movimentava apenas US$ 5,8 bilhões.Alexandre Arias, diretor de TI da Bradesco Seguros, conta que o crescimento de 25% na demanda pelo segmento fez a companhia firmar, no ano passado, uma parceria com a Swiss Re para ampliar seu portfólio. Foram criadas ofertas conjuntas, como o seguro para riscos cibernéticos PME, pensado para pequenas e médias empresas com faturamento de até R$ 160 milhões.

STARTUPS

Relatório de 2024 da plataforma de inovação Distrito aponta que o país já concentra 57,2% de todas as startups de seguro na região. O aumento do uso da tecnologia por essas empresas, em especial por aquelas saídas do sandbox – o ambiente regulatório experimental da Superintendência de Seguros Privados (Susep) que incentiva a criação de projetos inovadores em produtos, serviços ou soluções -, agora chama a atenção de investidores brasileiros e estrangeiros.

AI

“Hoje em dia, ao fazer uma cotação de seguro de automóvel particular, não precisamos perguntar, por exemplo, se há garagem fechada no local: pelo endereço informado acessamos imagens e sabemos se é prédio ou casa, se há portão automático e outras informações”, diz Marcos Sirelli, chief information officer (CIO) da Porto – nome adotado em 2022, após reposicionamento de marca, pela companhia antes conhecida como Porto Seguro.

OPEN INSURANCE

“O open insurance trará uma mudança no comportamento do cliente ao mesmo tempo em que mostra que, apesar da regulação do setor, a Susep tem deixado espaço para que empresas criem novas experiências”, diz Rachel Ferreira Bonel, diretora de controles internos e dados da Icatu Seguros. “A Spoc é uma corretora dentro do open insurance que irá organizar os dados dos clientes, as demandas dos corretores e das seguradoras relativas a produtos, estruturando essas informações no mundo digital”, diz Airton Filho, diretor da Susep.

NOVO PAC

Segundo Andre Dabus, diretor de infraestrutura da Marsh, o novo cenário vai exigir mudanças operacionais, já que as seguradoras de infraestrutura ainda trabalham com produtos padronizados, diz. “Agora, deverão investir na formação e qualificação de profissionais de subscrição de riscos, além de formação jurídica para interpretação de contratos, matrizes de riscos e, principalmente, experiência em project finance”, afirma.

SEGURO GARANTIA

“É o fim da picaretagem, o fim de empresas que entram, ganham e depois não fazem”, afirmou o governador do Mato Grosso, Mauro Mendes, no anúncio da licitação. Segundo ele, todas as obras públicas do Estado com valor acima de R$ 50 milhões terão a exigência. “Temos performance ruim de algumas empresas”, disse, acrescentado que “obra parada é um desrespeito com o dinheiro público”.

RESSEGUROS

Eduardo Toledo, vice-presidente de resseguros da Alper, conta que a procura pelo produto ganhou tração em segmentos não tradicionais da indústria, como na proteção de atletas, clubes esportivos e grandes eventos. “Há novas demandas surgindo, como na área de riscos cibernéticos”, afirma. “É um tema cada vez mais preocupante para as empresas, que gera não só prejuízo financeiro, mas problemas de reputação.”

RURAL

O custo quase dobrou em 2023 devido ao volume de indenizações de 2022. O segmento terá que lidar também com uma queda na oferta de recursos. A dotação orçamentária do Programa de Seguro Rural (PSR), destinado à subvenção aos prêmios de seguro, bancado pelo governo federal, teve um corte de R$ 17 milhões neste ano, para R$ 947,5 milhões.

FUSÕES

Passados cinco anos de intensa movimentação, com cerca de cem transações de M&A (fusões e aquisições) de empresas relacionadas à indústria de seguros no Brasil, segundo dados da KPMG, a expectativa é de arrefecimento desse tipo de operação em curto prazo. “A perspectiva é de que o setor continue atrativo para M&A no país, mas esperamos que as empresas ainda precisem de algum tempo para consolidar as transações recentes. Por isso, novas transações de grande porte ainda devem demorar”, diz Marco André Almeida, sócio-líder de fusões e aquisições da KPMG para Brasil e América do Sul.

DPVAT

Para o advogado constitucionalista Adib Abdouni, a extinção do pagamento decorreu de uma pauta política sem base na tecnicidade. “Apesar de fundadas falhas na política de preços e lucros em patamar superior à margem – que exigiam investigação e aprimoramento do sistema -, encerrar a cobrança causou grave insegurança jurídica diante da iminência da interrupção da proteção social proporcionada pelo seguro, inclusive com a cessação, agora a ser retomada, dos repasses de verbas ao Sistema Único de Saúde”, afirmou.

CARROS ELÉTRICOS

Os veículos elétricos estão ocupando espaço no mercado devido ao maior interesse por carros que poluem menos o ambiente. Hoje, estes carros representam cerca de 5% do total da indústria a combustão no país. Com o avanço dos elétricos, as vendas de seguros triplicaram, mesmo sem referências dos riscos para estes modelos. O vice-presidente de auto e frota da Alper Seguros, Antonio Azevedo, afirma que o número de seguros contratados para carro elétrico triplicou em um ano. Na seguradora Tokio Marine, em 2023, a procura cresceu 140%. “No primeiro trimestre de 2024, observamos aumento de 230% na demanda”, afirma o diretor de automóvel, riscos diversos massificados e precificação da Tokio, Arnaldo Bechara.

TRANSPORTES

O primeiro bimestre deste ano aponta para a confirmação deste cenário. No período, o setor de responsabilidade civil para desvio de cargas registrou arrecadação de R$ 198 milhões, aumento de 33% sobre janeiro e fevereiro de 2023. “O aumento pode ser atribuído a uma maior conscientização por parte das empresas em relação aos riscos envolvidos no transporte de cargas, levando a uma busca crescente por coberturas de seguro adequadas”, afirma Marcos Siqueira, presidente da Comissão de Transportes da Fenseg.