Setor de seguros está pronto para construir resiliência climática no Brasil, afirma CNseg

Por Carla Simões, de Nova York

Em evento do Lide, em Nova York, Dyogo de Oliveira, presidente da CNseg, Confederação Nacional das Seguradoras, defendeu o setor segurador como ator fundamental na prevenção de catástrofes, na construção da infraestrutura urbana e na recuperação das cidades. 

No painel “A nova visão do Brasil”, Oliveira, que dividiu a mesa com deputados e senadores do País,  destacou o momento de ampliação do risco da sociedade. “É preciso melhorar a resiliência da infraestrutura pra criar uma sociedade mais capaz de lidar com eventos climáticos”, enfatizou. 

A uma plateia de parlamentares, governadores e executivos de diversos setores, Oliveira ressaltou a pujança do setor segurador que hoje responde por 6% do PIB e prevê crescimento de 12% da economia em 2024.  Dada a essa relevância, Dyogo defendeu que o mercado de seguros esteja no debate para o planejamento e resiliência do País contra as catástrofes assim como para o desenvolvimento da infraestrutura das cidades. 

“Precisamos nos organizar enquanto sociedade. É natural que nesse momento o país se mobilize pelo Rio Grande do Sul assim como tem se mobilizado as empresas de seguros para atender as pessoas. No entanto, também temos que aproveitar o momento para refletir em como sociedade brasileira vai lidar com esses fenômenos que estarão cada vez mais presentes”, disse durante seu discurso.

Segundo Dyogo, o setor segurador tem observado aumento na frequência e na gravidade das intempéries climáticas no Brasil como chuvas e seca. Nos últimos 10 anos, mais de 90 por cento dos municípios foram afetados por incidentes climáticos. Precisamos nos mobilizar de maneira organizada, ressaltou. 

“Não devemos cobrar todas as soluções do País do setor público. Vários sistemas de proteção precisarão ser feitos de uma forma diferente e o setor privado pode participar com iniciativas objetivas. O setor segurador tem como maior habilidade gerenciar risco”. 

Para o executivo da CNseg, esses são debates queprecisamos ter para criar um sistema organizado de prevenção as catástrofes climáticas.

Grupo Bradesco Seguros lança “Projeto Sou Digital”

Fonte: Bradesco

O Grupo Bradesco Seguros, em parceria com o instituto Razões Para Acreditar, lançou o projeto Sou Digital, com o objetivo de promover a inclusão digital de idosos e mostrar que a tecnologia pode ser usada de maneira fácil, útil e conveniente.

Com uma metodologia prática e interativa, o projeto contou com um workshop, realizado em São Paulo, de maneira presencial, no dia 23 de abril, ministrado pela escola VAMO, especializada em ensinar pessoas com mais idade a utilizar a tecnologia, que foi transmitido via live, no perfil do Instagram do Razões Para Acreditar.

Por meio de um ambiente de aprendizado e colaborativo, o projeto permitiu que os participantes compartilhassem suas experiências com a tecnologia e aprendessem de maneira integrada.

IRB(Re) registra lucro líquido de R$ 79,1 milhões no trimestre

Marcos Falcão IRB RE

O IRB(Re) registrou lucro líquido de R$ 79,1 milhões no primeiro trimestre de 2024 (1T24). O valor apurado nos três primeiros meses do ano é maior que o reportado um ano antes, R$ 8,6 milhões. Os números, divulgados hoje (13/05), consideram a Visão Negócio e mostram a evolução do ressegurador, que obteve resultado positivo pelo quinto trimestre consecutivo.

“Antes de comentar o nosso resultado, gostaria de prestar a minha solidariedade a toda a população do Rio Grande do Sul, que continua sofrendo com o impacto das enchentes. Pagar sinistros é a principal responsabilidade do mercado de seguros. Estamos em contato como nossos clientes e nos comprometemos a fazer análises e pagamentos o mais rápido possível”, afirma Marcos Falcão, CEO do IRB(Re), em nota enviada à imprensa.

“Trabalhamos para produzir resultados sustentáveis, no longo prazo, e, mais uma vez, nossos números mostram que estamos evoluindo. Neste início de ano, destaco ainda o pagamento antecipado de R$ 90 milhões, referentes à terceira emissão de debêntures, e o recebimento de precatórios no valor de R$ 277 milhões. Além disso, encerramos o trimestre com 169% de solvência. Vamos seguir controlando os itens que estão sob nossa gestão: preço, despesas e custos”, comenta Falcão.

Em entrevista ao Valor, o executivo compara a situação no Sul com outra catástrofe mais antiga, a passagem do furacão Katrina, no Sul dos EUA, em 2005. “Lá nos Estados Unidos, as perdas totais alcançaram entre US$ 150 bilhões e US$ 200 bilhões, com perdas seguradas de cerca de metade do valor. Aqui a gente está achando que não passa de 5% da perda segurada sobre a econômica, ou seja, um enorme gap de proteção, de 95% e pode ser até mais.”

Conforme Falcão, “temos reservas robustas e retrocessões [transferência de riscos para outros resseguradores] muito bem feitas para nos proteger”. O executivo-chefe afirma que as estimativas iniciais de perdas de capital segurado, dentro de cenários que ainda podem mudar, variam “entre R$ 80 milhões e 160 milhões, mas, de novo, num cenário de hoje com as muito pouco informações que temos”.

Resultado de subscrição positivo

O resultado de subscrição do IRB(Re) também avançou e fechou o 1T24 positivo em R$ 122,4 milhões, ante R$ 3,7 milhões no 1T23. A linha rural registrou o maior resultado nominal, com R$ 74,1 milhões no 1T24. Percentualmente, o maior crescimento foi verificado na linha patrimonial: 209,9%, de R$ 16 milhões no 1T23 para R$ 50,1 milhões no 1T24. Vale destacar que o resultado de subscrição no Brasil passou de R$ 15,8 milhões, no 1T23, para R$ 169,4 milhões positivos, no 1T24. Já no exterior, no 1T24, o resultado de subscrição foi negativo em R$ 47 milhões, ante R$ 12,1 milhões negativos no 1T23. 

O prêmio emitido total caiu 9,1% na comparação com o 1T23, registrando R$ 1,4 bilhão. A participação de negócios firmados no Brasil teve alta, alcançando 74% do portifólio. Esse percentual era de 64% um ano antes. Em relação ao volume, houve crescimento de 5,3% no prêmio emitido no Brasil na comparação com o 1T23: R$ 1 bilhão. Já o prêmio emitido no exterior, que representou 26% do portifólio, totalizou R$ 379,9 milhões no 1T24, queda de 34,2% em relação ao 1T23. 

“Podemos observar a constante evolução dos resultados de subscrição, decorrentes da limpeza da carteira realizada em 2023. Alguns ramos ainda apresentam resultados negativos, mas a progressão é positiva se comparada com o mesmo trimestre do ano anterior. Neste 1T24, com foco na execução da nossa estratégia, renovamos 90% de todos os negócios que desejávamos manter. Seguimos com uma carteira diversificada e com novos negócios. Em relação aos facultativos, por exemplo, houve crescimento de 68% em novos negócios efetivados no Brasil, quando comparado com mesmo período do ano anterior”, explica Daniel Castillo, vice-presidente de Resseguros do IRB(Re).

“Nossa estratégia de subscrição continua centralizada no Brasil. Atingimos a meta de realizar 70% dos negócios no país. Consolidamos a participação no mercado local, alavancando nossas vantagens competitivas. Em 2024, um passo à frente, acreditamos que negócios na América Latina podem responder por 20% do portifólio e outros 10% nas demais exposições internacionais. No 1T24, nosso percentual de prêmios na América Latina ficou em 6,2%, ainda muito baixo, uma vez que as renovações destes negócios só vão ocorrer no terceiro trimestre, visto que a maior parte dos clientes latino-americanos renovam seus negócios em 1º de julho”, comenta Castillo.

Sinistro retido total caiu 43,3%

O sinistro retido total caiu 43,3%, na comparação do 1T24 com o 1T23, fechando em R$ 528,8 bilhões. Com isso, o índice de sinistralidade passou de 77,3% para 58,2%, uma queda de 19,1 p.p.. A companhia também melhorou o índice combinado – que inclui sinistralidade, comissionamento e demais despesas – em 11,9 p.p., passando de 110,9%, no 1T23, para 99%, no 1T24.

“Considerando a geografia, a sinistralidade foi de 44,7% no Brasil e 93,3% no exterior. Analisando a curva, trimestre a trimestre, verificamos uma pequena deterioração no Brasil e uma redução de 33 p.p. na sinistralidade no exterior, considerando o 4T23. Acreditamos que as ações que executamos de ajuste de preços, redução de exposições com cancelamento ou diminuição de participações em diversos contratos, além do alinhamento de condições comerciais e modificações técnicas nos negócios renovados, contribuem para a melhora gradativa deste índice”, afirma Castillo.

Redução do endividamento

O IRB(Re) informou que o índice de endividamento da companhia fechou o 1T24 em 13%. “Nosso índice de endividamento, que aqui foi medido pela relação entre as debêntures e o patrimônio líquido, reduziu em virtude da quitação das debêntures em outubro de 2023. No segundo trimestre, veremos uma nova queda, com o resgate antecipado das debêntures da terceira emissão, o que diminuirá também nosso serviço da dívida”, explica Falcão.

As despesas gerais e administrativas do IRB(Re), no 1T24, totalizaram R$ 75 milhões, comparado aos R$ 88 milhões no 1T23, quando houve pagamento de R$ 25 milhões referente ao acordo com o Departamento de Justiça dos EUA (DoJ). 

O resultado financeiro e patrimonial da companhia, no 1T24, foi de R$ 141,6 milhões, praticamente em linha com o resultado do 1T23, impactado pelo menor volume de ativos financeiros e menor taxa de juros. “Encerramos o primeiro trimestre com R$ 8 bilhões em ativos financeiros. A alocação destes recursos, de modo geral, pode ser dividida entre aproximadamente 60% de ativos no Brasil e 40% no exterior”, conta Paulo Valle, diretor-geral da IRB(Asset), braço de investimentos do ressegurador.

Suficiência nos indicadores regulatórios

O IRB(Re) deve observar dois indicadores regulatórios, conforme dispõe normativo da Susep, órgão responsável pela supervisão do setor de seguros e resseguros: Índice de Suficiência de Patrimônio Líquido Ajustado em relação ao Capital Mínimo Requerido (CMR) e o Índice de Cobertura de Provisões Técnicas. Em 2023, a companhia apresentou suficiência em ambos os índices.

“O primeiro indicador fechou o 1T24 com suficiência de R$ 697,1 milhões, ou seja, 69% acima do capital requerido, o melhor patamar desde setembro de 2021. Ressalto que, com a melhor seleção de riscos, reduzimos a necessidade de capital mínimo requerido em R$ 572 milhões no 1T24. O indicador de suficiência de garantia encerrou o primeiro trimestre com suficiência de R$ 370,1 milhões”, diz Thais Peters, diretora de Controles Internos, Riscos e Conformidade do IRB(Re).

IFRS 17

O IRB(Re), além de reportar seus números considerando a Visão Negócio do IFRS 4, adotada pelo nosso regulador setorial, a Susep, e utilizada pela empresa para tomar suas decisões, publicou seus resultados do 1T24 em IFRS 17, conforme exigência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A norma internacional, direcionada ao mercado de seguros e resseguros, trata os fluxos operacionais trazidos a valor presente, considerando o valor do dinheiro no tempo. 

Considerando a metodologia do IFRS 17, o resultado da companhia no 1T24 foi positivo em R$ 226,8 milhões, ante prejuízo de R$ 24,6 milhões no 1T23. “A análise dos dados em IFRS 17 exige olhar para períodos mais longos. Neste trimestre, podemos dizer que o resultado foi impactado pelas quedas da sinistralidade e da receita de resseguros, devido ao volume menor do prêmio emitido. Além disso, registramos aumento no resultado financeiro de resseguro pela variação das taxas de desconto e pelo alongamento da curva de pagamentos dos sinistros já provisionados”, afirma Falcão.

Wiz Concept estima mais de 90 mil pedidos de indenizações em seguro habitacional

chuvas no sul casas

Um levantamento muito inicial prevê mais de 90 mil pedidos de indenizações para imóveis financiados por bancos públicos, privados e cooperativas, cujos sinistros devem ser regulados pela Wiz Concept. O seguro habitacional cobre danos físicos aos imóveis em razão da estrutura ter sido afetada em função de água como por movimentação de solo.

“Ainda é tudo prematuro, pois muitas residências estão embaixo da água. Esta é uma estimativa que fizermos em nosso banco de dados apenas”, disse Caio Valli, diretor de estratégia, novos negócios e canais proprietários da Wiz Co., controladora da Wiz Concept, que entre suas linhas de negócios faz a regulação de sinistros para contratos de financiamentos de imóveis, principalmente para bancos públicos.

Esta previsão diz respeito apenas a residênciais, prédios e casas, financiadas por bancos oficiais clientes da Wiz Concept, que contratam com o seguro habitacional. Quanto ao seguro residencial, que é opcional para os proprietários de imóveis, ainda não há estimativa. No Sul, com muitas casas de madeiras, a situação ainda é mais crítica, pois este tipo de construção tem um método de subscrição mais restritivo pelas seguradoras.

Segundo a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), no país há 12,7 milhões de lares com seguro contratado, o que equivale a 17% das casas e apartamentos do país. Desse total, menos de 1% tem cobertura para alagamentos. Os chamados seguros compreensivos residenciais pagam o reparo ou a reconstrução da residência até o valor limite contratado, caso o imóvel tenha sido danificado ou destruído por algum evento coberto.

Quanto a valores, Valli afirma ainda ser muito cedo para uma previsão. “Somente quando a água baixar é que será possível fazer um levantamento dos danos e apurar os imóveis condenados e os que podem ser restaurados. O período do financiamento (anos já pago de financiamento) também é usado para calcular o valor da indenização. “Agora, o que sabemos é que temos muitas casas submersas. Do helicóptero, vemos que não sobrou nada de muitas residências”, diz.

No entanto, ressalta, é muito provável que o impacto financeiro para as seguradoras será grande. “Nós, como prestadores de serviço, apenas regulamos os danos. Quem paga a conta são as seguradoras”, acrescenta. O especialista cita que os contratos têm resseguro, o seguro da seguradora, com duas camadas de proteção. A primeira é o limite que o resseguradora começa a participar dos prejuízos e outra é quando o volume de perdas entra na cobertura de catástrofes.

Segundo ele, até o final de maio deve haver uma estimativa dos valores das indenizações com a vistoria dos imóveis. A exposição do sistema bancário no Sul é estimada entre 7% a 10%, segundo a agência S&P.

Cobertura de Danos Físicos ao Imóvel (DFI)

A cobertura de DFI tem como objetivo garantir a integridade do imóvel financiado. Além de oferecer proteção contra danos causados por incêndio, raio e explosão, estão ainda cobertos os prejuízos por eventos de causa externa, decorrentes de: inundação ou alagamento, ainda que decorrente de chuva, entre outros. Se houver necessidade de desocupação do imóvel devido à ocorrência de sinistro coberto, deverá ser prevista indenização, correspondente aos encargos mensais do financiamento.

Cobertura de Morte e Invalidez Permanente (MIP)

Além do DFI, o seguro habitacional também inclui cobertura MIP. Esta cobertura garante a quitação da dívida imobiliária e por conseguinte a permanência do imóvel com a família, em caso de falecimento do(s) contratante(s) do financiamento imobiliário. Além da quitação da dívida em caso de falecimento, também assegura a liquidação da dívida do devedor em caso de Invalidez Permanente Total por Acidente ou Doença

Seguradoras vendem R$ 102 bi no primeiro trimestre, alta de 13,7%

A arrecadação do setor supervisionado no primeiro trimestre do ano foi de R$ 102,95 bilhões, representando uma alta de 13,7% em relação ao mesmo período de 2023, segundo dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). Os valores que retornaram à sociedade por meio de indenizações, resgates, benefícios e sorteios, somaram um montante de R$56,7 bilhões, dos quais, R$ 17,75 bilhões apenas em março.

Os segmentos de seguros de danos e pessoas, excluindo-se o VGBL, tiveram uma arrecadação acumulada de R$ 48,32 bilhões, alcançando uma alta de 9,69% frente ao mesmo período do ano anterior, quando a arrecadação foi de R$ 44,05 bilhões. Considerando apenas os seguros de danos, o crescimento foi de 6,8% na arrecadação de prêmios no acumulado quando comparado com o mesmo período de 2023.  

A edição informa ainda que, nos seguros de pessoas, o seguro de vida atingiu em março de 2024 o montante acumulado de R$ 8,01 bilhões, valor que representa um crescimento de 15,2% em relação ao mesmo período de 2023. Já o VGBL, produto de acumulação, alcançou uma receita de R$43,61 bilhões, crescimento de 21,4% em relação aos primeiros três meses de 2023, quando o produto arrecadou R$35,91 bilhões.

Ainda segundo o relatório, os produtos de capitalização tiveram alta de 4,2% na receita acumulada até março de 2024, em comparação ao mesmo período de 2023. Foram arrecadados R$ 7,4 bilhões somente em capitalização no primeiro trimestre de 2024.

Bancos serão mais afetados do que seguradoras, segundo S&P Global Ratings

Embora seja muito cedo para avaliar o impacto total das recentes enchentes severas na economia do Rio Grande do Sul, a S&P Global Ratings acredita que os danos são relevantes e podem prejudicar a qualidade dos ativos dos bancos brasileiros, mas espera perdas contidas para as seguradoras locais, informa a agência de rating. 

“Acreditamos em possíveis consequências significativas para o setor agrícola, a indústria de serviços, a propriedade privada e a infraestrutura pública do estado. Também presumimos riscos para empréstimos a pequenas e médias empresas (PMEs), ao consumidor e cartões de crédito”, comentam os analistas. 

As implicações para o setor de seguros ainda não são claras, mas acreditamos que os recentes acontecimentos podem aumentar a demanda por cobertura de riscos catastróficos. Consideramos que os segmentos mais expostos são seguros de lucros cessantes e seguros patrimoniais e residenciais. No entanto, a agência acredita na existência de fatores que mitigam as repercussões para as seguradoras locais. 

As PMEs brasileiras normalmente não fazem seguro contra riscos catastróficos. A cobertura contra enchentes é opcional para seguro de veículos e a agência acredita ser relativamente baixa. As seguradoras locais normalmente não cobrem riscos maiores, como aeroportos e estádios; e a cobertura do seguro agrícola para arroz e milho é geralmente muito baixa. “Por outro lado, acreditamos que e tais enchentes devam aumentar a demanda por cobertura de riscos catastróficos, provavelmente elevando os preços e prêmios deste tipo de seguro”. 

Bancos em CreditWatch 

A agência colocou os ratings do Banco do Estado do Rio Grande do Sul S.A. (BB-/CW Neg./–) e do Banco Cooperativo Sicredi S.A. (BB/CW Neg./–) em CreditWatch com implicações negativas, uma vez que os bancos têm exposição significativa as áreas afetadas pelas enchentes no estado. “A colocação dos ratings em CreditWatch negativo reflete a nossa opinião de que os efeitos diretos e indiretos de tal evento climático extremo nos bancos da região ainda não são claros. Além disso, acreditamos que ainda pode haver implicações para outros bancos e seguradoras do Brasil”, ressalta no relatório. 

Os efeitos das enchentes também podem pesar sobre outros bancos no Brasil. No entanto, os impactos podem não ser relevantes ou pode haver fatores mitigantes que compensem uma deterioração nos fundamentos do seu negócio. A exposição do sistema bancário ao estado está entre 7%-10%. “Continuaremos a monitorar os empréstimos concedidos por bancos individuais à área. Além disso, há risco de mais chuvas resultando em novas enchentes, as quais poderiam aumentar o impacto na região”. 

De acordo com a S&P, os empréstimos agrícolas oferecidos na área devam ser renegociados, mas existem riscos para empréstimos ao consumidor e cartões de crédito. Os indivíduos e as PMEs com atividades comerciais afetadas pelas inundações poderão ter dificuldades para amortizar seus empréstimos se não forem fornecidas medidas adicionais de suporte governamental. Em contrapartida, esperamos que os empréstimos consignados oferecidos a funcionários públicos e pensionistas continuem a ter um bom desempenho porque o estado os paga diretamente. Os depósitos bancários na área deverão ficar expostos a saques porque os indivíduos poderão precisar de suas poupanças. 

Parceria com Bradesco Seguros favorece modelo de negócios da Rede D’Or, afirma Fitch

A parceria firmada entre a Rede D’Or São Luiz e a Atlântica Hospitais e Participações, do Grupo Bradesco Seguros, tem efeito neutro nos ratings da primeira, mas é positiva do ponto de vista estratégico. A parceria, anunciada no dia 8 de maio, ampliará o relacionamento entre as partes, ao mesmo tempo em que permitirá menor alocação de capital pela Rede D’Or em alguns projetos de expansão.

A Fitch classifica a Rede D’Or com os IDRs (Issuer Default Ratings – Ratings de Inadimplência do Emissor) em Moedas Local e Estrangeira ‘BBB-’/Perspectiva Negativa e ‘BB+’/Perspectiva Estável, respectivamente, e com o Rating Nacional de Longo Prazo‘ AAA(bra)’/Perspectiva Estável.

Segundo o relatório publicado pela agência de rating, o Bradesco é uma das principais fontes pagadoras da Rede D’Or, e esta operação reforça o relacionamento entre ambos. “A Fitch considera este movimento bastante estratégico, tendo em vista a atual dinâmica do setor de saúde após a pandemia de coronavírus, caracterizada pela extensão dos prazos de pagamento por parte das operadoras de saúde – o que tem pressionado o capital de giro dos prestadores de serviços, sobretudo o dos hospitais. Além do compartilhamento dos gastos com investimentos em novos projetos, a parceria representa, para a Rede D´Or, um potencial fluxo de receita futura contratada nos hospitais, atenuando o risco de competição”, escrevem os analistas.

A operação, ainda pendente da aprovação dos respectivos órgãos regulatórios, resultará na criação de uma holding (Atlântica D’Or) voltada à construção e à operação de hospitais gerais, com participação de 50,01% da Rede D’Or e de 49,99% da Atlântica Hospitais. O valor inicial do investimento é de aproximadamente R$ 1,2 bilhão, dividido na proporção das respectivas participações societárias, e engloba três ativos greenfield (Hospital Macaé D’Or, no Rio de Janeiro, e os Hospitais São Luiz Alphaville e São Luiz Guarulhos, em São Paulo). Estes já estavam sendo construídos pela Rede D’Or, com expectativa de conclusão no final deste ano. A Rede D’Or será reembolsada pela construção desses hospitais na parcela equivalente à participação da Atlântica Hospitais.

No período de 12 meses encerrado em 31 de março de 2024, a Rede D’Or reportou EBITDA, segundo critérios da Fitch, de BRL7,2 bilhões, com margem de 15%, e dívida líquida de R$ 18,1 bilhões, resultando em índice dívida líquida/EBITDA de 2,5 vezes (4,7 vezes de alavancagem bruta). A companhia tem o desafio de reduzir seus indicadores de alavancagem bruta e líquida para abaixo de 4 vezes e 2,5 vezes, respectivamente.

Corretora de seguros Alper antevê crescimento em garantia com Novo PAC e mudanças na legislação   ‌‍  

Ilan Kajan, corretora Alper

Fonte: Alper
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No cenário atual de 2024, o mercado segurador brasileiro vislumbra um horizonte otimista, especialmente no que diz respeito aos Seguros Garantia. O recente anúncio do Governo Federal sobre o pacote de investimentos em infraestrutura, junto com a implementação do novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), a promulgação da nova Lei das Licitações e ajustes na legislação fiscal, tem injetado confiança e expectativas positivas no setor.
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Ao analisar as perspectivas e as mudanças favoráveis ao mercado de Seguros Garantia, Ilan Kajan, vice-presidente de Riscos Corporativos da Alper Seguros, acredita que o novo PAC abre portas para uma perspectiva otimista sobre o mercado de Seguro Garantia, especialmente considerando o papel histórico desempenhado pelo setor de infraestrutura na promoção deste tipo de seguro no Brasil. “O retorno dos investimentos públicos, aliado aos estímulos para investimentos privados, cria um ambiente propício para o crescimento do mercado de seguros garantidos”, avaliou.
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Quanto aos setores que mais demandarão este produto, Kajan destacou que toda a cadeia pode se beneficiar da segurança oferecida pelo Seguro Garantia.“Desde os grandes empreiteiros até os menores subcontratados podem se beneficiar da agilidade e competitividade na contratação desses seguros. Além disso, o aquecimento do setor de infraestrutura também impulsiona a demanda por uma variedade de fornecimentos e serviços, ampliando o potencial de crescimento do mercado de Seguros Garantia para além do segmento de obras civis”, pontuou.
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Para Kajan, a solidez das perspectivas do mercado de Seguros Garantia é respaldada por fatores como o Decreto 11.889, que favorece a aquisição de materiais e serviços nacionais para os setores beneficiados pelo novo PAC, e pela nova Lei das Licitações, que torna o Seguro Garantia uma opção de contratação obrigatória na execução de obras públicas.
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Ao ser questionado sobre o papel da Alper Seguros nesse contexto, Kajan destacou o compromisso da empresa em oferecer soluções ágeis e tecnológicas aos clientes: “A Alper tem investido em uma equipe de especialistas e desenvolvido ferramentas como o SOL – Surety On-line, que permite a emissão online de garantias judiciais com controle e gestão total para os clientes”.

Com Tadeu Schmidt e “Tadeuzinho”, Grupo Bradesco Seguros lança sexta edição da Quinzena do Seguro

alexandre nogueira grupo bradesco seguros

Fonte: Bradesco

Confira o vídeo: 

Já está no ar a 6ª edição da “Quinzena do Seguro”, tradicional campanha do Grupo Bradesco Seguros que, além de trazer a reflexão sobre como o seguro é um importante aliado para as famílias, oferece produtos a preços mais acessíveis. Tendo como mote o Dia do Seguro, celebrado nessa terça-feira, 14, a ativação traz Tadeu Schmidt ao lado da sua marionete, Tadeuzinho, interagindo, de forma bem-humorada, sobre os imprevistos que podem acontecer na vida cotidiana.

“Há anos nos dedicamos a difundir a importância do seguro como forma de proteção para as pessoas e suas famílias. Nesse sentido, trazer para essa campanha o Tadeu Schmidt, jornalista e apresentador querido pelo público, e “Tadeuzinho”, que traz humor e leveza para a Campanha, nos ajuda a reforçar nossa mensagem de que temos produtos e serviços para atender as necessidades das empresas e das famílias, em todas as fases da vida”, afirma Alexandre Nogueira, diretor de Marketing da Seguradora.

Essa é a terceira vez consecutiva que o apresentador estrela a Quinzena do Seguro que, além de descontos, reforça a diversidade de proteções disponíveis no mercado. A campanha, assinada pela AlmapBBDO, conta com ofertas nos ramos de Viagem, Vida, Previdência, Capitalização, Dental, Auto, Residencial, Empresarial, Agro, Patrimonial e Prestamista. Para mais informações sobre produtos, basta acessar: https://www.bradescoseguros.com.br/clientes/quinzena-do-seguro.

Leandro Assis assume a corretora de seguros da Mercedes-Benz

O Banco Mercedes-Benz do Brasil (BMB), líder em financiamentos em todos os segmentos de atuação, anuncia Leandro Assis, como o novo gerente de Seguros da Mercedes-Benz Corretora de Seguros, atividade que assume em complemento às suas demais atribuições como gestor das áreas de DSC (Dealer Service Center) e PC (Automóveis) do Banco Mercedes-Benz. Assis ocupa o cargo deixado por Cristina Rensi, que se dedicará, exclusivamente, como gerente de Locações e Serviços da Daimler Truck Locações e Serviços, empresa que oferece o produto “Mercedes-Benz Locações Caminhões e Ônibus”.

Graduado em Administração de Empresas, com MBA em Gestão Empresarial e certificação de Habilitação de Corretor de Seguros, Leandro Assis iniciou sua trajetória na Mercedes-Benz Corretora de Seguros, como funcionário terceirizado em 2005, atuando como vendedor de Peças e Serviços, na área do PRC (Programa de Relacionamento com o Concessionário). Em agosto de 2007, assumiu o cargo de supervisor de Vendas de Seguros, na área da Central de Seguros, sendo responsável pelas renovações auto da carteira da Mercedes-Benz Corretora de Seguros e apoiando os F&Is (operadores de serviços financeiros e de seguros) nas simulações e efetivações de seguros auto.

Em setembro de 2014, foi efetivado como coordenador de Prospecção na Central de Seguros, assumindo a prospecção de seguro auto para veículos usados. Participou também do projeto de Transformação Digital da Mercedes-Benz Corretora de Seguros e do Banco Mercedes-Benz.

Em 2017, Assis foi transferido para o Banco Mercedes-Benz, como coordenador de Relacionamento Concessionário, na área do DSC. Desde maio de 2022, vem trabalhando como coordenador de Relacionamento com Concessionários, responsável, também, pela área Comercial Nacional de Automóveis.