Seguro rural e práticas sustentáveis no mercado de investimentos

jonatas pulquerio MAPA seguro rural

por Jônatas Pulquério, diretor de Gestão de Risco Agropecuário do Ministério da Agricultura e Pecuária

Uma recente mudança de rumos adotada pelo produtor familiar José Vieira, do Mato Grosso, é uma entre tantas outras que ocorrem no Brasil. Por falta de informação sobre o tema, ele nunca havia implementado práticas ambientais em seu cultivo. Até que viu em uma publicação que isso poderia trazer diversas facilidades e ganhos, e ainda ajudaria a preservar sua propriedade.

De forma prática, as atitudes verdes têm chamado a atenção dos operadores financeiros, que podem aplicar os conceitos de seguro rural e práticas sustentáveis no mercado de investimentos de várias maneiras. A criação de fundos de investimento voltados para o agronegócio, a emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), operações estruturadas de crédito e a gestão de passivos financeiros são algumas das principais áreas onde esses conceitos podem ser integrados para promover a sustentabilidade e a mitigação de riscos.

Os fundos de investimento dedicados ao setor agrícola podem incorporar critérios de sustentabilidade e gestão de risco em suas estratégias. Ao investir em empresas agrícolas que adotam práticas sustentáveis e possuem seguros rurais adequados, os fundos podem oferecer retornos mais estáveis e resilientes a seus investidores.

Esses fundos podem também ser estruturados para oferecer incentivos a empresas que implementam práticas agrícolas sustentáveis, como o uso de tecnologias de agricultura de precisão, rotação de culturas, conservação de solo e água, e outras práticas que contribuem para a mitigação de riscos climáticos e ambientais.

Já os CRAs são instrumentos financeiros que permitem aos investidores financiar atividades agrícolas em troca de recebíveis futuros. Ao originar CRAs, os operadores financeiros podem incluir cláusulas que incentivem a adoção de seguros rurais e práticas sustentáveis pelos produtores.

Na prática, os CRAs Verdes podem, por exemplo, oferecer melhores condições de financiamento para produtores que possuam seguros rurais e que adotem práticas agrícolas sustentáveis, reduzindo assim o risco de inadimplência e aumentando a segurança do investimento.

As operações estruturadas de crédito, por sua vez, podem ser desenhadas para incluir componentes de mitigação de risco, como a exigência de seguros rurais e a implementação de práticas sustentáveis como condições para a concessão de crédito.

Essas operações podem também incluir a criação de mecanismos de monitoramento e auditoria para assegurar que os produtores estão cumprindo com os requisitos estabelecidos, garantindo assim que os riscos associados às operações são efetivamente mitigados.

A sustentabilidade também pega bem para as instituições financeiras, uma vez que, na gestão de passivos financeiros, elas podem utilizar seguros rurais e práticas sustentáveis como critérios para a seleção de ativos agrícolas em suas carteiras. Ao priorizar ativos de empresas que adotam essas práticas, as instituições podem reduzir o risco global da carteira e melhorar a sua resiliência a choques climáticos e ambientais.

Além disso, a integração de seguros rurais e práticas sustentáveis na gestão de passivos pode contribuir para a reputação da instituição como um investidor responsável, atraindo assim mais investidores preocupados com a sustentabilidade.

No frigir dos ovos, ao incorporar esses elementos em suas estratégias, os operadores não apenas mitigam riscos, mas também contribuem para o desenvolvimento de um setor agrícola mais robusto e sustentável, beneficiando toda a cadeia produtiva e garantindo a segurança alimentar para as futuras gerações.

MetLife apoia o movimento Julho Neon e leva saúde bucal aos cinemas

Fonte: MetLife

A MetLife é uma das apoiadoras do Julho Neon, movimento encabeçado pela SINOG, Associação Brasileira de Planos Odontológicos, que tem como objetivo democratizar o acesso à saúde bucal em todo o país. Em mais uma edição, a iniciativa deve impactar milhões de pessoas com a disseminação de informações sobre a importância dos cuidados com a higiene bucal e seus impactos na saúde holística.

Durante todo o mês de julho, dentistas da rede credenciada da MetLife receberão conteúdos e materiais diversos para que possam compartilhar com seus clientes informações detalhadas sobre a importância dos cuidados com a saúde bucal para a melhora da autoestima, do bem-estar e da qualidade de vida. De 25/07 a 31/07, um filme publicitário de apoio à campanha passará a ser exibido em 16 salas de cinema de São Paulo para levar mais informações sobre a importância do tema a todas as pessoas.

“A MetLife é apoiadora do SINOG há muitos anos e, como uma operadora de planos exclusivamente odontológicos, sabemos da importância que uma campanha desta magnitude tem para levar a mensagem a cada vez mais pessoas; além de possibilitar que nossa rede credenciada tenha visibilidade.”, comenta Andreia Figueiredo, Diretora de Dental da MetLife Brasil.

A seguradora tem investido continuamente na melhoria de seus produtos e serviços, com a disponibilização de mais plataformas e tecnologia para os clientes e parceiros de Dental, além de ter amplificado o seu apoio a iniciativas importantes, como o programa Saúde sem Fraude, criado pela FenaSaúde com o objetivo de ajudar a combater a fraude em planos odontológicos.

De acordo com dados da SINOG, o movimento Julho Neon ganhou forças desde a sua primeira edição em 2021, impactando mais de 80 milhões de pessoas nestes dois anos de história.

Porto Bank lança conta digital primeiro para corretores 

A Porto Bank, unidade de serviços financeiros da Porto, anuncia o lançamento da conta digital primeiro para seus corretores, de todo o Brasil, a partir de 15 de julho. A iniciativa, que faz parte de sua estratégia de inovação e digitalização, foi pensada cuidadosamente para oferecer serviços financeiros mais ágeis e modernos com benefícios que facilitam o dia a dia das pessoas.

Sempre parceiros, os corretores, que pediram e aguardam esse lançamento com muita expectativa, têm papel preponderante no uso da solução nesta fase, de modo a auxiliar a Porto Bank na construção da melhor experiência aos clientes. Com essa conta, poderão realizar transações bancárias, pagamentos, transferências e outros serviços diretamente pelo aplicativo da Porto.

Diversas funcionalidades, muitas oportunidades

A Conta Porto Bank oferece diversas funcionalidades essenciais para o dia a dia, incluindo: cadastro de chave Pix, pagamento de boleto, portabilidade de chave Pix, reivindicação de chave Pix, envio e recebimento de Pix e agendamento de Pix, funções que representam aproximadamente 85% das mais utilizadas, de acordo com levantamento da própria Porto Bank. Também já nasce com o Seguro Conta Protegida, com cobertura para compras realizadas na conta por meio do roubo de cartão ou celular sob coação e, em breve, devem ser implementadas novas funcionalidades específicas para o corretor.

“A Conta Porto Bank é um produto inovador, sem custo, que trará segurança e praticidade para todos os nossos clientes”, pontua Marcos Loução, CEO de Porto Bank, e complementa: “Com esse lançamento estamos evoluindo o ecossistema Porto Bank para ser efetivamente o banco do corretor e oferecer as melhores e mais completas soluções. Queremos contar com a participação dos corretores parceiros nesse momento especial, pois eles desempenharão um papel crucial na construção de uma entrega ainda melhor para nossos clientes”.

EZZE levará corretores para o Vale dos Vinhedos (RS)

Fonte: EZZE

A EZZE Seguros acaba de lançar a campanha “Velocidade Máxima – Rumo ao Vale dos Vinhedos”. A ação visa impulsionar as vendas de suas linhas de negócios por todo o país e reconhecer corretores e parceiros comerciais que atingirem os melhores resultados no segundo semestre de 2024.

Os 40 profissionais com melhor performance em novas vendas terão a oportunidade de participar, com direito a acompanhante, de uma experiência exclusiva no Spa do Vinho Hotel & Condomínio Vitivinícola, em Bento Gonçalves (RS). 

Localizado no coração do Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul, o complexo enoturístico foi concebido para homenagear o vinho, não apenas como bebida ou alimento, mas como legítima “expressão cultural” da região.

Serão elegíveis para a contabilização no ranking dos participantes todas as apólices emitidas durante o período de 1º de julho a 31 de dezembro de 2024.

“Nossa proposta é literalmente decolar em vendas, curtir o belo Vale dos Vinhedos e ainda incentivar o turismo do Rio Grande do Sul, neste momento tão importante para a região, através desta experiência exclusiva que estamos preparando para os parceiros que fazem o nosso negócio acontecer”, diz o CEO da EZZE Seguros, Richard Vinhosa.

Debate organizado pelo TozziniFreire Advogados mostra impactos do PL de seguros no setor

Frederico Knapp, vice-presidente da Federação Nacional das Empresas de Resseguros (Fenaber) e CEO da Swiss Re no Brasil, avaliou que caso o texto-base do PL 29 seja aprovado pela Câmara como está pode impactar o setor. Ele explica que, atualmente, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) tem uma regra que determina o quanto uma seguradora pode assumir de limite de capacidade para um determinado risco, mas com a mudança do PL, o patrimônio líquido ajustado de todas as companhias não vai conseguir assumir alguns riscos. 

“Tem uma limitação da Susep que é feita justamente para proteger o mercado quando tem um sinistro de grande volume para que não quebre a indústria. A Susep monitora mensalmente isso, porque no nosso dia a dia, temos que certificar se temos liquidez suficiente para cobrir aquelas eventuais obrigações que assumimos”, disse Knapp, em evento promovido pelo TozziniFreire Advogados, na última quinta-feira, 11 de julho de 2024, sobre o PLC nº 29/2017, que dispõe sobre normas de seguro privado, aprovado pelo Senado Federal em 18 de junho de 2024 e que tramita, atualmente, na Câmara dos Deputados sob o nº 2597/2024.

Knapp ressaltou que as incertezas trazidas pelo PL trazem algumas preocupações e podem mudar algumas premissas quanto aos valores que serão pagos em 3 ou 4 anos. “Consequentemente, a gente não sabe o quanto isso pode aumentar, claramente você tem um custo operacional adicionado que vai ter como indústria e alguns riscos que hoje não temos dados suficientes para testar e qual é a jurisprudência de um seguro RC de uma responsabilidade civil que teremos daqui 5 ou 6 anos”, alertou.

Frederico avaliou que a indústria terá um ano de implementação e muito trabalho pela frente em caso de aprovação final do PL. Ele ressaltou que o mercado de seguros é internacional e nenhum outro país tem leis do tamanho da que está sendo criada no Brasil. “Na nossa leitura, ela é uma lei estruturada como se fosse de massificados, mas se for olhar os artigos na íntegra, é uma lei efetivamente feita para grandes riscos.”

O evento reuniu mais de cem pessoas com diversos players do setor de seguros e resseguros, além de risk managers e compradores de grandes riscos. Na abertura, Bárbara Bassani, sócia da área de Seguros e Resseguros do escritório, fez uma apresentação inicial, contemplando os principais pontos do projeto, trazendo uma visão geral das mudanças e alguns possíveis impactos.

Bárbara Bassani afirmou que o Brasil nunca esteve tão perto de ter uma lei de seguros. Segundo ela, “o projeto já passou pelas duas Casas e cabe, agora, à Câmara somente avaliar o Substitutivo aprovado pelo Senado”, informa release divulgado sobre o evento.

Atualmente, o Código Civil tem um capítulo específico destinado ao tratamento do contrato de seguro. Com o Marco Legal de Seguros, esse capítulo seria revogado e o Brasil passaria a ter uma legislação específica de seguros, composta por 134 artigos. Bassani mencionou que o PL não é simplesmente uma atualização do que já existe, pois traz muitas novidades, como é o regramento para regulação de sinistros e mudanças em diversos outros pontos, como, por exemplo, nos marcos dos prazos prescricionais.

“Vai depender, ainda, em diversos aspectos, da regulamentação por parte da SUSEP”. Exemplo disso é o Capítulo de Resseguros, inserido no PL e que pode gerar uma discussão sobre certa incompatibilidade em alguns dos seus dispositivos com a Lei Complementar nº 126/2007, que dispõe sobre o resseguro. “Poderá haver uma discussão sobre qual desses artigos vai prevalecer e como eles irão dialogar”, explicou a sócia do escritório. 

Bárbara seguiu afirmando que, apesar disso, se a lei for publicada e o Brasil passar a ter uma nova legislação, caberá aos operadores do direito e aos players do setor um trabalho contínuo de cumprimento e adaptação da lei, para que seja extraído dela o melhor em suas disposições, evitando retrocessos.

Tatiana Pinheiro, head de Governança da Allianz Trade no Brasil, seguradora focada em seguros de crédito e garantia, mencionou alguns pontos de atenção do PL. O primeiro deles é o fato de não ter tratamento diferenciado entre grandes riscos e seguros massificados. “O próprio regulador, no final de 2020 e início de 2021, reconheceu a necessidade de tratamento diferenciado entre esses dois tipos de produtos”, o que foi bastante positivo para seguros de crédito, afirmou Pinheiro.

Outro ponto citado por Pinheiro é a falta de paridade presente no texto do PL, que diz que as questões serão decididas em favor do segurado, caso haja alguma divergência entre o que está escrito e a sua aplicação. Isso significa que o PL não vai entrar no mérito de qual foi a intenção celebrada entre seguradora e segurado. “Hoje, partimos de um cenário em que há uma liberdade na nossa negociação. Eventualmente, com a aprovação desse projeto, podemos ter clausulados mais engessados e cláusulas que, às vezes, não vão fazer sentido para o segurado.”

Pinheiro destacou ainda que, no momento do sinistro, a seguradora só vai poder pedir complementação de documentos por uma ou duas vezes, o que pode levar o segurado a apresentar uma grande quantidade de documentos na abertura do sinistro. Ela destacou que “no decorrer da regulação, a seguradora de primeira mão já poderia se resguardar e pedir uma série de documentos que possa precisar”.

O excesso de regramento pode, na prática, fazer com que as seguradoras tenham que passar um contrato por várias áreas e especialistas para entender se uma mudança em um item pode impactar em outro, o que, na avaliação de Pinheiro, pode resultar em custo operacional na operação.

Rafael Amadiu, head global de Seguros da Vale, afirmou que momentos como esse de aprovação do PL, trazem a responsabilidade de fazer um acompanhamento sobre os impactos da nova legislação à luz dos riscos e como pode passar a trabalhar com as novas alterações. “[O PL nº 2597/2024] tem um tempo maior de adaptação que talvez traga maior conforto para o gestor de risco e, por confiar na adaptabilidade do mercado, poderemos dar continuidade aos nossos negócios, mas eu não consigo não me preocupar com os possíveis impactos, disse Amadiu.

Amadiu destacou que a questão da lei se aplica não apenas ao Brasil, mas a todo o mercado internacional de seguros. Ele admitiu a sua preocupação em como o mercado vai se adaptar e quais os possíveis impactos na questão de custos e questão do prazo de regulação – o PL em tramitação no Congresso determina 120 dias. “Dentro da minha experiência, eu não me lembro de uma regulação que tenha sido concluída em 120 dias. Então, sinceramente, também tenho dúvidas de como a gente vai seguir com isso para o volume de documentos que será solicitado.”

Marcia Ribeiro, assessora técnica do Conselho e da Diretoria da ABGR (Associação Brasileira de Gerência de Riscos), comentou que, após ouvir todas as considerações, tudo indica que as novas regras poderão impactar profundamente o mercado de seguros e fez vários questionamentos sobre as mudanças, entre elas, se todos, a cadeia produtiva, inclusive a SUSEP e a cadeia consumidora estão preparados operacionalmente para a mudança, se haverá arbitragem quando houver impasses e como tudo isso vai impactar na experiência do cliente.

Observou pontos de atenção na fala dos painelistas, alguns relacionados aos princípios do resseguro e, entre eles: aceitação tácita; regulação de sinistros; prescrição; conflitos de normas; e judicialização. E outros como: tratamento igualitário para grandes riscos e massificados; resolução de litígios; relevância e atenção maior ao extenso clausulado; e aumento do custo operacional. “O Brasil está desenvolvendo e temos muitos avanços, mas também temos muito a aprender com o mercado externo que tem grande maturidade”, ressaltou.

Em sendo aprovada, será necessária a adaptação à Lei, com a formação de novas teses jurídicas para o Marco Legal de Seguros e de jurisprudência, além da publicação de novas regras infralegais para sua compatibilização.

Vendas de seguros devem avançar para US$ 7,6 trilhões em 2024, prevê Swiss Re

As tensões geopolíticas e o aumento da inflação geraram preocupações econômicas nos últimos anos. O relatório anual World Insurance Sigma do Swiss Re Institute conclui que a economia global permaneceu notavelmente resiliente, estabelecendo o cenário para o crescimento e maior rentabilidade em toda a indústria de seguros, com vendas estimadas em US$ 7,6 trilhões.

Jérôme Haegeli, economista-chefe do Grupo Swiss Re, afirma: “A indústria de seguros atingiu um novo equilíbrio após os desafios dos últimos anos. A economia global surpreendeu positivamente, o que deverá impulsionar mais procura por seguros. O setor de vida, em particular, é um deles. As taxas de juros mais altas impulsionam a renda do investimento e a demanda do consumidor por anuidades, proporcionando a mais pessoas rendas de aposentadoria seguras.”

Crescimento global contínuo para 2024 e 2025

O Swiss Re Institute estima que o produto interno bruto (PIB) global crescerá 2,7% em termos reais em 2024, o mesmo que em 2023. Espera-se que este crescimento resiliente continue em 2025 a 2,8% em termos reais. Embora as perspetivas gerais sejam positivas, as regiões seguem trajetórias diferentes, prevendo-se que os EUA cresçam 2,5% em 2024, enquanto a área do euro deverá apresentar um crescimento abaixo da tendência de 0,7%.

A tendência para a desinflação global continua. No entanto, é pouco provável que o regresso aos níveis-alvo de inflação seja um percurso tranquilo. Nos EUA, espera-se que a inflação regresse ao objetivo em 2025, devido aos preços dos serviços básicos mais elevados do que o previsto. A Europa já está perto dos seus níveis-alvo de inflação, impulsionada por uma queda nos preços da energia em 2023, preços subjacentes mais baixos e uma desaceleração esperada no crescimento salarial.

Rentabilidade do seguro não vida deverá melhorar

Devido à inflação e ao consequente aumento nos custos com sinistros, as seguradoras não-vida aumentaram as taxas nos últimos anos. O Swiss Re Institute prevê que os preços mais elevados continuarão para as linhas pessoais em 2024, moderando-se em 2025. Para as linhas comerciais, embora ainda positivos, os aumentos das tarifas desaceleraram, com alguns mercados começando a abrandar. No geral, prevê-se que o volume de prêmios não vida se baseie no crescimento de 3,9% alcançado em 2023, atingindo US$ 4,6 trilhões em 2024 e US$ 4,8 trilhões em 2025.

Kera McDonald, diretora de subscrição da Swiss Re Corporate Solutions, afirma: “Os seguros comerciais representam quase metade do mercado total de propriedades e acidentes. Esperamos que as operadoras comerciais de P&C mantenham a lucratividade em 2024, já que as tendências das taxas permitiram que linhas como propriedades permanecessem com preços sustentáveis A indústria viu aumentos de taxas de um dígito para negócios imobiliários este ano. Do lado das baixas, observamos uma tendência de abrandamento do mercado geral na maioria das linhas de cauda longa.

Espera-se que as seguradoras de P&C melhorem a lucratividade em 2024, com o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) em todo o setor em oito principais mercados em 10% até agora este ano, acima dos 6% em 2023. O ROE acima de 10% está previsto para 2025 .

Boom do seguro de vida devido a taxas de juros mais altas

A indústria dos seguros de vida enfrenta um benefício duplo do ambiente de taxas de juro mais elevadas, com crescimento das receitas e maior rentabilidade. O Swiss Re Institute prevê um crescimento de prêmios de 2,9% para a indústria até o final de 2024, atingindo um pool total de prêmios de US$ 3 trilhões. Espera-se um crescimento semelhante de 2,7% em 2025. Fortes recuperações no crescimento deverão ser visíveis em muitos mercados-chave, com a Europa Ocidental e a APAC avançada a regressarem ao crescimento premium.

Uma área de crescimento significativo para o seguro de vida é a utilização de anuidades para aumentar as poupanças para a reforma. Nos EUA, por exemplo, as vendas de anuidades de taxa fixa aumentaram 63% em 2022 e 36% em 2023. A longo prazo, os mercados avançados deverão contribuir com metade de todos os prémios adicionais nos próximos 10 anos, impulsionados pelo forte crescimento das anuidades.

Para 2024, o Swiss Re Institute prevê que a combinação do aumento dos prêmios e do aumento dos rendimentos de investimento impulsionará a rentabilidade no setor vida, com os resultados operacionais nos oito principais mercados a aumentarem 15% durante o ano.

Susep lança novo edital do sandbox regulatório

Alessandro Octaviani susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) publicou, hoje (16), o Edital da 3ª edição do Sandbox Regulatório, programa que tem por objetivo selecionar projetos inovadores e sustentáveis, estimulando e aumentando – de maneira controlada e com elevada qualidade técnica – a competição no mercado de seguros, com foco em sua expansão e aumento de eficiência, bem como nas necessidades dos consumidores.

A grande novidade da terceira edição é a priorização que será dada a projetos voltados à transformação ecológica e à inovação tecnológica. A preferência por projetos sustentáveis está em linha com o Plano de Transformação Ecológica do Governo Federal, que tem como objetivo reconfigurar os paradigmas econômicos tradicionais, privilegiando o desenvolvimento nacional a partir de relações sustentáveis com a natureza e seus biomas, possibilitando a geração de riqueza e sua distribuição justa, com melhoria na qualidade de vida das gerações presentes e futuras.

Além disso, projetos que envolvam inovação tecnológica também terão preferência, de modo a ampliar o acesso da sociedade a produtos e serviços vinculados à criação e utilização de novas tecnologias que sejam adequadas às necessidades dos consumidores. Segundo o superintendente da Susep, Alessandro Octaviani, há uma relação direta entre inovação tecnológica e desenvolvimento econômico. “O Brasil está num momento oportuno para viabilizar a criação e aprimoramento de tecnologias voltadas para o bem-estar social, internalizando centros decisórios e construindo um sistema de inovação com sentido distributivo”, afirmou Octaviani.  

Outra novidade do programa será uma possível cooperação para o financiamento de projetos das sociedades participantes do Sandbox. Neste sentido, já se encontram em andamento tratativas da Susep com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com o intuito de ampliar os recursos para o desenvolvimento de novas tecnologias no âmbito do programa.

O terceiro edital do programa incorpora muitas sugestões das próprias empresas que participaram de edições anteriores. Com a sua publicação, a Susep passará a receber propostas de forma contínua, tendo em vista que, diferentemente dos editais anteriores, este ficará aberto por prazo indeterminado.

As empresas que tiverem seus projetos aprovados, poderão atuar neste ambiente experimental, dentro das regras do edital, pelo prazo máximo de 36 meses. Além disso, caso haja interesse, tais empresas poderão, ainda, solicitar, dentro deste mesmo prazo, sua autorização definitiva para atuar no mercado segurador, desde que cumpram com as regras gerais de autorização.  

As inscrições para o Sandbox Regulatório devem ser enviadas por meio de peticionamento eletrônico, disponível no Sistema Eletrônico de Informações (SEI).

Akad anuncia Odete Queirós para área de Parcerias e Afinidades

Fonte: Akad

A Akad anunciou o nome de Odete Queirós como sua primeira Head de Parcerias e Afinidades. O movimento evidencia a estratégia da seguradora de acelerar a criação de programas e produtos especialmente direcionados a parcerias comerciais. A projeção é expandir em pelo menos 20% o volume de prêmios alcançados a partir de operações de parcerias até o final de 2024.

Graduada em Administração de Empresas com especializações em Marketing de Serviços e Gestão de Projetos, Odete Queirós acumula mais de 20 anos de experiência no mercado de seguros. Antes de chegar à Akad, foi responsável por estruturar programas de afinidades do Itaú Unibanco e comandou a estrutura de afinidades na Marsh.

Nos últimos dois anos, a Akad já colecionava parcerias bem-sucedidas ancoradas em riscos corporativos com empresas como Stone, MarketUp, Dentalis, Oggi e Linker Bank. Com a recente estreia no segmento de Seguro de Pessoas, a seguradora ganha fôlego para impulsionar e diversificar novas parcerias voltadas agora ao capital humano, criando um elo direto com o consumidor final.

De acordo com a executiva, a companhia passa a ter nas mãos a oportunidade de explorar novos riscos. “Queremos desenhar produtos customizados para grupos específicos de consumidores”, afirma a nova Head da Akad, que encara o desafio como oportunidade ideal para difundir a cultura do seguro a pequenas empresas e empreendedores da nova economia, incluindo profissionais autônomos e liberais.  “Temos tecnologia e demanda para criar coisas novas, a Akad sempre manifestou disposição e flexibilidade para propor soluções mais disruptivas”, acrescenta.

Além de ouvir o consumidor final, a companhia assegura que as necessidades e reinvindicações dos corretores também serão tratadas com prioridade na nova estratégia de parcerias. Segundo Queirós, a intenção é apoiar os profissionais na atuação com os programas de afinidade, ajudando-os a construir um pitch de vendas a partir de conceitos de cross selling e experiência do cliente.

Com os investimentos recentes em inteligência artificial e digitalização, a Akad já é capaz de emitir mais de 80% de suas apólices online, progresso este que facilita a jornada de integração com eventuais novos parceiros. Os primeiros produtos e programas de afinidade liderados pela nova Head serão anunciados ainda em breve.

Karine Barros sai e Allianz Seguros anuncia Nelson Veiga como diretor executivo comercial

Nelson Veiga, novo diretor executivo Comercial da Allianz Seguros

Nelson Veiga é o novo diretor executivo Comercial da Allianz Seguros, sendo responsável por todo o desenvolvimento de negócios de varejo e corporativos em âmbito nacional. Com reporte direto ao presidente Eduard Folch, também será membro do Comitê Executivo. 

Veiga liderará cerca de 470 colaboradores, que atuam nas sedes de São Paulo e do Rio de Janeiro, como também nas seis regionais da Allianz distribuídas pelo Brasil, que são compostas por 56 filiais. Estas possuem como canal de distribuição mais de 30 mil corretores, 50 assessorias e outros parceiros de negócios. 

O executivo é graduado em Engenharia de Produção, com MBAs em Gestão de Negócios, pela FIA, e em Gestão Bancária, pelo Insper, e também foi participante do Program Management Development, na Universidade de Navarra. Com mais de 25 anos de experiência no mercado financeiro, Veiga possui sólidos conhecimentos em distribuição comercial, de modelos físico e digital, e operação de atendimento, com passagens pelos bancos Bradesco, HSBC e Santander.

“Estou entusiasmado em aplicar minha experiência na Allianz, para aproveitar plenamente o potencial do mercado de seguros brasileiro e impulsionar o crescimento das carteiras da companhia. Pretendo fortalecer ainda mais nossas parcerias com os corretores de seguros, mantendo um olhar atento às melhorias e inovações que possam agilizar e aprimorar o seu trabalho. Com minha trajetória profissional, trabalharei em estreita colaboração com as equipes para desenvolver estratégias eficazes que direcionem nosso futuro de acordo com as dinâmicas do mercado. Acredito que, com uma abordagem proativa, continuaremos a expandir nossos resultados e a oferecer um portfólio cada vez mais robusto para nossos clientes,” declara o executivo.

A Allianz Seguros agradece à executiva Karine Barros pela dedicação e comprometimento ao longo de sua atuação na companhia e deseja muito sucesso em seus próximos desafios. 

Prêmio Jovens Visionários Prudential destina R$ 50 mil para incentivar ações socioambientais e de inclusão financeira

Fonte: Prudential

 A seguradora Prudential do Brasil está com inscrições abertas para a terceira edição do Prêmio Jovens Visionários Prudential. A premiação faz parte de um programa internacional da companhia que reconhece ações desenvolvidas por brasileiros de 14 a 25 anos para solucionar desafios financeiros e socioambientais de suas comunidades. O primeiro e o segundo colocados recebem um aporte financeiro de R$ 30 mil e R$ 20 mil, respectivamente, para investirem em seus projetos e representam o Brasil no Emerging Visionaries, cerimônia global do prêmio realizada na sede da Prudential, em Newark (Nova Jersey), ao lado de finalistas oriundos dos Estados Unidos, da Índia, da China e do Japão. Para os oito finalistas, a premiação oferece uma mentoria sobre elaboração de projetos, incluindo curso sobre empreendedorismo social.

“A Prudential busca conhecer e apoiar os jovens engajados na construção de um mundo melhor, auxiliando-os no desenvolvimento de projetos de impacto para o futuro. A intenção da companhia é fomentar e dar visibilidade a iniciativas inovadoras que transformam a realidade econômica e socioambiental das comunidades de maneira positiva e contribuem para uma sociedade mais justa e democrática”, explica a gerente de Sustentabilidade e Diversidade da Prudential do Brasil, Mariana Simões.

Desde 2022, o Prêmio Jovens Visionários recebeu a inscrição de mais de 430 iniciativas implementadas por jovens de 25 estados brasileiros. No ano passado, a mineira Millena Martins Xavier foi a vencedora com o projeto social Prep Olimpíadas, ONG fundada em 2020, com o objetivo de preparar estudantes para olimpíadas científicas. O segundo lugar ficou com o pernambucano Stenio Filho e o Taboafilter, um biofiltro de baixo custo, feito de óleo à base da fibra da taboa (Typha domingensis), para absorver rejeitos descartados em pias domésticas, evitando a contaminação de recursos hídricos. Os dois foram reconhecidos na cerimônia internacional, no Estados Unidos, ao lado de jovens premiados por outras operações da Prudential no mundo.