Susep lança novo edital do sandbox regulatório

Alessandro Octaviani susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) publicou, hoje (16), o Edital da 3ª edição do Sandbox Regulatório, programa que tem por objetivo selecionar projetos inovadores e sustentáveis, estimulando e aumentando – de maneira controlada e com elevada qualidade técnica – a competição no mercado de seguros, com foco em sua expansão e aumento de eficiência, bem como nas necessidades dos consumidores.

A grande novidade da terceira edição é a priorização que será dada a projetos voltados à transformação ecológica e à inovação tecnológica. A preferência por projetos sustentáveis está em linha com o Plano de Transformação Ecológica do Governo Federal, que tem como objetivo reconfigurar os paradigmas econômicos tradicionais, privilegiando o desenvolvimento nacional a partir de relações sustentáveis com a natureza e seus biomas, possibilitando a geração de riqueza e sua distribuição justa, com melhoria na qualidade de vida das gerações presentes e futuras.

Além disso, projetos que envolvam inovação tecnológica também terão preferência, de modo a ampliar o acesso da sociedade a produtos e serviços vinculados à criação e utilização de novas tecnologias que sejam adequadas às necessidades dos consumidores. Segundo o superintendente da Susep, Alessandro Octaviani, há uma relação direta entre inovação tecnológica e desenvolvimento econômico. “O Brasil está num momento oportuno para viabilizar a criação e aprimoramento de tecnologias voltadas para o bem-estar social, internalizando centros decisórios e construindo um sistema de inovação com sentido distributivo”, afirmou Octaviani.  

Outra novidade do programa será uma possível cooperação para o financiamento de projetos das sociedades participantes do Sandbox. Neste sentido, já se encontram em andamento tratativas da Susep com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com o intuito de ampliar os recursos para o desenvolvimento de novas tecnologias no âmbito do programa.

O terceiro edital do programa incorpora muitas sugestões das próprias empresas que participaram de edições anteriores. Com a sua publicação, a Susep passará a receber propostas de forma contínua, tendo em vista que, diferentemente dos editais anteriores, este ficará aberto por prazo indeterminado.

As empresas que tiverem seus projetos aprovados, poderão atuar neste ambiente experimental, dentro das regras do edital, pelo prazo máximo de 36 meses. Além disso, caso haja interesse, tais empresas poderão, ainda, solicitar, dentro deste mesmo prazo, sua autorização definitiva para atuar no mercado segurador, desde que cumpram com as regras gerais de autorização.  

As inscrições para o Sandbox Regulatório devem ser enviadas por meio de peticionamento eletrônico, disponível no Sistema Eletrônico de Informações (SEI).

Akad anuncia Odete Queirós para área de Parcerias e Afinidades

Fonte: Akad

A Akad anunciou o nome de Odete Queirós como sua primeira Head de Parcerias e Afinidades. O movimento evidencia a estratégia da seguradora de acelerar a criação de programas e produtos especialmente direcionados a parcerias comerciais. A projeção é expandir em pelo menos 20% o volume de prêmios alcançados a partir de operações de parcerias até o final de 2024.

Graduada em Administração de Empresas com especializações em Marketing de Serviços e Gestão de Projetos, Odete Queirós acumula mais de 20 anos de experiência no mercado de seguros. Antes de chegar à Akad, foi responsável por estruturar programas de afinidades do Itaú Unibanco e comandou a estrutura de afinidades na Marsh.

Nos últimos dois anos, a Akad já colecionava parcerias bem-sucedidas ancoradas em riscos corporativos com empresas como Stone, MarketUp, Dentalis, Oggi e Linker Bank. Com a recente estreia no segmento de Seguro de Pessoas, a seguradora ganha fôlego para impulsionar e diversificar novas parcerias voltadas agora ao capital humano, criando um elo direto com o consumidor final.

De acordo com a executiva, a companhia passa a ter nas mãos a oportunidade de explorar novos riscos. “Queremos desenhar produtos customizados para grupos específicos de consumidores”, afirma a nova Head da Akad, que encara o desafio como oportunidade ideal para difundir a cultura do seguro a pequenas empresas e empreendedores da nova economia, incluindo profissionais autônomos e liberais.  “Temos tecnologia e demanda para criar coisas novas, a Akad sempre manifestou disposição e flexibilidade para propor soluções mais disruptivas”, acrescenta.

Além de ouvir o consumidor final, a companhia assegura que as necessidades e reinvindicações dos corretores também serão tratadas com prioridade na nova estratégia de parcerias. Segundo Queirós, a intenção é apoiar os profissionais na atuação com os programas de afinidade, ajudando-os a construir um pitch de vendas a partir de conceitos de cross selling e experiência do cliente.

Com os investimentos recentes em inteligência artificial e digitalização, a Akad já é capaz de emitir mais de 80% de suas apólices online, progresso este que facilita a jornada de integração com eventuais novos parceiros. Os primeiros produtos e programas de afinidade liderados pela nova Head serão anunciados ainda em breve.

Karine Barros sai e Allianz Seguros anuncia Nelson Veiga como diretor executivo comercial

Nelson Veiga, novo diretor executivo Comercial da Allianz Seguros

Nelson Veiga é o novo diretor executivo Comercial da Allianz Seguros, sendo responsável por todo o desenvolvimento de negócios de varejo e corporativos em âmbito nacional. Com reporte direto ao presidente Eduard Folch, também será membro do Comitê Executivo. 

Veiga liderará cerca de 470 colaboradores, que atuam nas sedes de São Paulo e do Rio de Janeiro, como também nas seis regionais da Allianz distribuídas pelo Brasil, que são compostas por 56 filiais. Estas possuem como canal de distribuição mais de 30 mil corretores, 50 assessorias e outros parceiros de negócios. 

O executivo é graduado em Engenharia de Produção, com MBAs em Gestão de Negócios, pela FIA, e em Gestão Bancária, pelo Insper, e também foi participante do Program Management Development, na Universidade de Navarra. Com mais de 25 anos de experiência no mercado financeiro, Veiga possui sólidos conhecimentos em distribuição comercial, de modelos físico e digital, e operação de atendimento, com passagens pelos bancos Bradesco, HSBC e Santander.

“Estou entusiasmado em aplicar minha experiência na Allianz, para aproveitar plenamente o potencial do mercado de seguros brasileiro e impulsionar o crescimento das carteiras da companhia. Pretendo fortalecer ainda mais nossas parcerias com os corretores de seguros, mantendo um olhar atento às melhorias e inovações que possam agilizar e aprimorar o seu trabalho. Com minha trajetória profissional, trabalharei em estreita colaboração com as equipes para desenvolver estratégias eficazes que direcionem nosso futuro de acordo com as dinâmicas do mercado. Acredito que, com uma abordagem proativa, continuaremos a expandir nossos resultados e a oferecer um portfólio cada vez mais robusto para nossos clientes,” declara o executivo.

A Allianz Seguros agradece à executiva Karine Barros pela dedicação e comprometimento ao longo de sua atuação na companhia e deseja muito sucesso em seus próximos desafios. 

Prêmio Jovens Visionários Prudential destina R$ 50 mil para incentivar ações socioambientais e de inclusão financeira

Fonte: Prudential

 A seguradora Prudential do Brasil está com inscrições abertas para a terceira edição do Prêmio Jovens Visionários Prudential. A premiação faz parte de um programa internacional da companhia que reconhece ações desenvolvidas por brasileiros de 14 a 25 anos para solucionar desafios financeiros e socioambientais de suas comunidades. O primeiro e o segundo colocados recebem um aporte financeiro de R$ 30 mil e R$ 20 mil, respectivamente, para investirem em seus projetos e representam o Brasil no Emerging Visionaries, cerimônia global do prêmio realizada na sede da Prudential, em Newark (Nova Jersey), ao lado de finalistas oriundos dos Estados Unidos, da Índia, da China e do Japão. Para os oito finalistas, a premiação oferece uma mentoria sobre elaboração de projetos, incluindo curso sobre empreendedorismo social.

“A Prudential busca conhecer e apoiar os jovens engajados na construção de um mundo melhor, auxiliando-os no desenvolvimento de projetos de impacto para o futuro. A intenção da companhia é fomentar e dar visibilidade a iniciativas inovadoras que transformam a realidade econômica e socioambiental das comunidades de maneira positiva e contribuem para uma sociedade mais justa e democrática”, explica a gerente de Sustentabilidade e Diversidade da Prudential do Brasil, Mariana Simões.

Desde 2022, o Prêmio Jovens Visionários recebeu a inscrição de mais de 430 iniciativas implementadas por jovens de 25 estados brasileiros. No ano passado, a mineira Millena Martins Xavier foi a vencedora com o projeto social Prep Olimpíadas, ONG fundada em 2020, com o objetivo de preparar estudantes para olimpíadas científicas. O segundo lugar ficou com o pernambucano Stenio Filho e o Taboafilter, um biofiltro de baixo custo, feito de óleo à base da fibra da taboa (Typha domingensis), para absorver rejeitos descartados em pias domésticas, evitando a contaminação de recursos hídricos. Os dois foram reconhecidos na cerimônia internacional, no Estados Unidos, ao lado de jovens premiados por outras operações da Prudential no mundo.

RS: Resgatado pela solidariedade de todos, mas sensibilizado e esperançoso pela empatia de muitos

Por César Saut, Vice-Presidente Corporativo da Icatu Seguros e Presidente da Rio Grande Seguradora

No começo do mês de maio testemunhamos o início do que se demonstrou ser uma das maiores tragédias que assolaram o estado do Rio Grande do Sul. As enchentes que nos acometeram deixaram um rastro de destruição e desamparo, afetando profundamente as vidas de milhões de pessoas e a infraestrutura do estado inteiro. Entendemos claramente o que o estatístico Emil Gumbel expressava em sua famosa frase: “O impossível é que o improvável nunca aconteça”. E realmente, o improvável se demonstrou mais do que possível, quase que implacável.

Assim como milhares de outros gaúchos de todas as querências “de nosso Brasil”, alterei a minha rotina para cooperar, me unindo a sociedade civil, que se organizou como pode, ao setor privado, ao poder público e até as diversas forças de segurança que se fizeram presentes. Muitos, e eu não diferentemente, contribuindo como podiam – ou melhor, como podem, até porque pouco posso dizer que já passou.

As reuniões e encontros corporativos deram lugar a uma rotina de tentar fazer o possível para acolher pessoas, alocar, mobilizar e gerir recursos de todas as ordens para doações, buscar parcerias para fortalecer a corrente do bem que se estabeleceu. Fazendo, sobretudo, a minha parte para cuidar de todos que meus esforços, seja como pessoa física ou jurídica, puderam alcançar.

Na intensidade dessa jornada, me deparei com algo que me gerou diversas reflexões: a diversidade presente entre os afetados. Dentre os muitos e muitos gaúchos, vi diversos venezuelanos. Já maculados por uma trajetória difícil e emigrados em busca de conforto – afinal, Deus nos deu pés, não raízes – , estavam agora de igual forma sofrendo as agruras da tragédia. Ao fim de cada dia, vendo centenas de milhares que precisavam de algo, ou às vezes de tudo, tive a certeza de que somos mais iguais do que muitas vezes percebemos. Quanto à nacionalidade, origem ou classe social, estávamos juntos ali, eu e milhares de outros iguais, tentando ajudar outras centenas de milhares.

Ajudando ou sendo ajudados, vi amigos, amigos de amigos, colegas de trabalho ou até seus familiares, parceiros da Icatu Seguros e da Rio Grande Seguradora. Enfim, pessoas. Todos fragilizados pelo improvável que se estabeleceu com uma força que eu nunca tinha imaginado que poderia se fazer presente – mesmo isto estando gravado na história deste estado, mas no distante ano de 1941.

Hoje, enquanto as águas retornam, me sinto machucado pela experiência, mas mais consciente do que nunca de que solidariedade e empatia devem andar juntas. Estou certo do poder impressionante da força coletiva e da resiliência humana. Pessoas, famílias e comunidades buscam se reerguer com determinação, muitas vezes sem recursos mínimos ou com recursos insuficientes. Elas estão reconstruindo não apenas suas casas, mas também tentando reencontrar suas histórias e retomar suas vidas o mais próximo possível da normalidade.

É um momento que se precisa ter esperança, onde os inúmeros exemplos de solidariedade e a empatia que todos nós temos em nossas memórias e, com certeza em nossos corações, precisam ser os alicerces que reestabelecerão as nossas esperanças no futuro.

A solidariedade, como vimos durante as enchentes, se manifestou por meio de doações, apoio logístico e esforços conjuntos para oferecer alívio imediato e salvar vidas. Aprendi que a empatia faz toda a diferença, mostrando-se ainda mais importante quando muitos se colocaram no lugar do outro, compreendendo dores e necessidades. Mesmo dentro da água, compartilhavam a dor de quem perdeu e a esperança de quem estava sendo acolhido. Empáticos, choraram junto, sofreram, mas também tiveram motivos para muitas vezes respirarem aliviados e sorrirem.

Estar junto me fez entender as diferenças, mas também a importância das complementaridades. Durante alguns dias, vi a pequenez e a impotência dos homens frente a um desastre natural, mas também a grandiosidade das pessoas e, ressalto, a força da coletividade. Vi empresários expressivos e expoentes na sociedade, na economia do nosso estado e do nosso país, unidos a pessoas simples, por um mesmo propósito. Fazer a desesperança se transformar em esperança, às vezes em poucos minutos, pela intervenção assertiva de alguém cuja empatia saiu de sua zona de conforto e atendeu a tantas necessidades.

Muitos gestos e imagens marcaram minha história, mas sempre lembrarei do poder transformador da empatia e da coletividade. Quem tinha recursos, doou; quem tinha equipamentos, emprestou ou doou; quem tinha força física, ajudou como pôde. Mesmo aqueles sem recursos ou capacidade física participaram, oferecendo solidariedade. Como ouvi de uma senhora: “Estou orando por todos os socorristas e para que a normalidade se restabeleça.”

Agora, quando muitos acham que o que o Rio Grande do Sul viveu é passado, é importante lembrar que, infelizmente, não é. As águas afetaram mais do que o nosso passado; abalaram a infraestrutura do estado e feriram a felicidade do povo. Mesmo com a ajuda de gaúchos de coração de todo o país e do mundo, não há como dizer que estamos próximos de sair do estágio de calamidade.

Todos os dias, ao tentar retomar a normalidade, percebo que minhas histórias são muitas, mas pequenas diante do todo. Cada pessoa no Rio Grande do Sul carrega uma ferida aberta, seja própria ou de alguém próximo. Ao mesmo tempo, lembro do povo brasileiro ajudando o próprio povo, com inúmeros heróis anônimos que vi ou conheci, trazendo ânimo. As águas podem ter afetado o passado e prejudicado o presente, mas não abalarão a força e determinação do povo do Rio Grande do Sul, composto por gaúchos de coração de todas as regiões do Brasil e do mundo. Nascidos em diversos lugares, de variadas etnias e sotaques, formam hoje esta grande sociedade.

No fim das contas, vamos levantar-nos, mas se este se levantar será rápido ou não, se vamos sair menores ou quem sabe até mais fortes, tudo dependerá apenas de nós – pessoas, famílias, sociedades e governos. Da nossa postura frente a situação, da nossa (boa) fé, determinação e intensidade.

Por isso, peço que continuem torcendo por nós e por este estado. Façam-se presentes, de perto ou de longe. Se antes usar e consumir um produto gaúcho era uma opção, hoje é mais do que isso; é uma maneira de salvar um estado e dar a essa sociedade ferramentas para se reerguer com dignidade. Nosso objetivo não é ser o lugar onde o Brasil começa ou termina, mas voltar a ser um dos agentes de desenvolvimento econômico do nosso país, onde os brasileiros podem contar com nosso esforço e dedicação para contribuir com o progresso da nação.

A Icatu, além de ações voltadas para colaboradores, clientes, corretores e parceiros da região, doou recursos expressivos, alocou esforços e mobilizou parceiros. Sensibilizou suas redes de relacionamento para realizar doações e transferiu um de nossos principais eventos anuais, que reúne os maiores líderes do mercado brasileiro e que seria em Londres, para Gramado. Com isso, trouxe para nosso estado os recursos que seriam expatriados, visando fortalecer a economia local e auxiliar a retomada da normalidade. Este é o compromisso de nosso grupo empresarial e de nossa seguradora 100% brasileira, que busca praticar a empatia como seguradora de pessoas.

Finalizo este relato reforçando que tanto a empatia quanto a solidariedade não são apenas substantivos, ou meras palavras; são ações que traduzem nosso compromisso mútuo de cuidar uns dos outros. Que nos dão esperança nos homens. E, quando são expressas em grandes proporções, como o que vimos, nos dão esperança na humanidade. Tenho certeza de que vamos continuar avançando, lado a lado com o Brasil, rumo a um futuro mais resiliente, mas também mais próspero e com certeza muito feliz.

O Rio Grande do Sul está vivo, mas ainda precisa de todos nós.

Após um ano da promulgação da Lei 14.599/23, mercado de transporte de carga sente impactos

Fonte: Alper

Promulgada em junho de 2023, a Lei 14.599/23 prometia regulamentar e resolver a questão das obrigatoriedades na contratação de seguros para transportes de carga no Brasil. Passado um ano desde sua implementação, ainda persistem dúvidas e questionamentos sobre as consequências, e a aplicabilidade no dia a dia dos embarcadores e transportadores.

Entre as mudanças mais notáveis, destaca-se a obrigatoriedade de novos seguros. Além do RCTR-C (Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Carga), os seguros RC-DC (Responsabilidade Civil do Transportador em Caso de Desaparecimento de Carga) e RC-V (Responsabilidade Civil do Transportador de Veículos) também se tornaram obrigatórios, alterando, assim, a dinâmica de contratação de seguros. Outra mudança significativa foi a obrigação do transportador de averbar 100% das cargas sob sua responsabilidade, independentemente de o embarcador possuir um programa de seguro.

Além destas, destaca-se o fim das apólices de estipulação. “Antes, embarcadores contratavam suas próprias apólices de seguro de transporte e por meio das apólices de estipulação do RCTR-C e da carta de DDR os transportadores não averbavam mais estes riscos em suas apólices, ficando obrigado a seguir as regras impostas pelos embarcadores”, explica Denis Teixeira, vice-presidente da Alper Cargo, divisão de seguros de Transportes da Alper Seguros. “Agora, com a lei, os transportadores são obrigados a averbar 100% dos embarques e o embarcador não consegue mais emitir as apólices de estipulação do RCTR-C. No entanto, as cartas DDR (Dispensa do Direito de Regresso) ou Carta Conforto, que eram emitidas pelos embarcadores aos transportadores, continuam sendo emitidas, trazendo assim, mais um desafio para equilibrar os interesses das partes.

Com todas as mudanças advindas da lei, a Alper observou efeitos em sua carteira de clientes. “Houve um crescimento de 26% na contratação de seguro de transportadores, quando comparado ao ano anterior. Além de um crescimento massivo de clientes transportadores na carteira.”, comenta Denis Teixeira, vice-presidente da Alper Cargo, divisão de seguros de Transportes da Alper Seguros.
 

Após um ano da promulgação, ainda existem preocupações. “Os embarcadores estão preocupados com o aumento do custo, qualidade e segurança das mercadorias, tendo que ajustar regras conforme exigências dos transportadores”, observa Teixeira. Por outro lado, os transportadores continuam enfrentando desafios na administração de diversas regras de gerenciamento de riscos e nos custos envolvidos, uma vez que as cartas de DDR continuam sendo emitidas. A vulnerabilidade quanto a possíveis ações de regresso, em casos de descumprimento de regras, é uma preocupação crescente.

Para os corretores de seguros e seguradoras, a nova legislação trouxe a necessidade de orientar os segurados sobre as novas exigências e implicações nas apólices. Houve adaptações na subscrição de riscos e adequações de produtos de seguro para alinhar-se às novas normativas, impactando diretamente nos custos e na oferta de mercado. Com a regulamentação da Susep, a provável eliminação das franquias pode acarretar em aumento das taxas de seguro e possivelmente reduzir o apetite de risco das seguradoras no setor de transportes. Para mitigar esses efeitos, é essencial que os segurados contem com consultorias bem informadas e mantenham boas relações com as companhias de seguro, possibilitando negociações eficazes na administração de recursos e custos. “O time Alper Cargo está preparado para apoiar na consultoria de Transportadores e Embarcadores, de forma que possa oferecer uma solução de continuidade para as relações/negócios das empresas e a segurança que a operação precisa. ”, afirma Denis Teixeira, vice-presidente da Alper Cargo.

Em relação às perspectivas futuras sobre a legislação, recentemente a SUSEP realizou uma consulta pública sobre a lei 14.599/23 e está prestes a emitir uma nova normativa. A tendência é de que essa nova resolução seja seguida por um posicionamento da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres). “Certamente isso trará novas necessidades de adequações de produto, bem como das subscrições dos riscos por parte das seguradoras.”, explica Teixeira.


Grupo Exalt anuncia Maurício Ramos como diretor

O Grupo Exalt anuncia a saída de Christian Menezes e a chegada de Maurício Ramos como novo diretor. Com mais de 30 anos de experiência nas áreas comercial e técnica, atuando no relacionamento com corretores de diversos segmentos e regiões, possui estreito relacionamento com o mercado segurador. 

Christian Menezes, que está no Grupo Exalt há 2 anos, vai permanecer na empresa até o dia 31 de julho, para conduzir o processo de transição. Dentre outros, o executivo liderou a implantação das ferramentas digitais, o plano de expansão e a reestruturação das soluções ofertadas pelo grupo, com ênfase em um moderno programa de capacitação e desenvolvimento de corretores. “Sou muito grato pelo período que estive à frente do Grupo Exalt, me sinto muito honrado por ter desfrutado da confiança e do apoio de cada um dos nossos corretores, nessa jornada próspera e evolutiva”.

Maurício Ramos é graduado em Administração de Empresas e possui MBA em Gestão Empresarial, pela Fundação Getúlio Vargas. Com passagens pela Itaú Seguros, Allianz Seguros, Swiss Re e It’s Seg, o profissional traz em sua bagagem a especialização em gestão de negócios, indicadores de desempenho e orçamento, liderança de equipes funcionais e multiculturais, em todo o Brasil. 

“Estou muito feliz com a oportunidade de liderar o Grupo Exalt e dar continuidade a missão de fortalecer a marca no mercado, ampliar nosso posicionamento e contribuir para um novo momento, com soluções focadas em inovação e sustentabilidade”, concluiu Maurício Ramos.

Tokio Marine reduz em 60% o tempo de pagamento de sinistros de automóvel em casos de indenização integral

Lauro Dier Tokio Marine

Fonte: Tokio

Por meio da automatização e investimento em tecnologia, a Tokio Marine reduziu em 60% o tempo de indenizações de sinistros de automóvel em casos automóveis em casos de Indenização Integral (Perda Total, Roubo ou Furto) nos últimos três meses. Chamado de Projeto 72h, a iniciativa, pioneira no mercado brasileiro, cobre toda frota segurada pela Companhia e tem como objetivo pagar os clientes rapidamente, em até 3 (três) dias. 

Implementado em 8 de abril deste ano, o projeto simplificou as etapas de abertura de sinistro e trouxe mais agilidade na análise da documentação necessária. A iniciativa funciona da seguinte forma: o cliente compartilha a cópia do documento de transferência do carro mais o e-ticket de envio do documento físico pelos Correios para a Companhia, via SuperApp do Cliente ou Site, e a regulação do sinistro já começa a ser feita, viabilizando o pagamento em até 72h. 

Em caso de Indenização Integral, é necessário apenas o documento de transferência do automóvel. Já quando acontece um Roubo ou um Furto, é necessário enviar também o Boletim de Ocorrência.

De acordo com o Diretor de Sinistros da Tokio Marine, Laur Diuri, anteriormente, esse procedimento levava ao menos 5 dias, pois era necessário que o documento chegasse fisicamente à Companhia para que a análise tivesse início. “Agora, com todo o investimento em tecnologia que fizemos para otimizar o processo, já conseguimos ter acesso à maioria da documentação necessária apenas por meio do CPF ou do CNPJ cadastrado do nosso Segurado. Desde a implementação do projeto, temos recebido uma série de elogios dos nossos Clientes, colocando em evidência exatamente o que buscamos: a satisfação de nosso consumidor final”, comenta.

Diuri reforça que o objetivo da área é utilizar a Inteligência Artificial Generativa como ferramenta que traga celeridade para as análises, reduza ainda mais etapas, simplifique mais processos e promova maior excelência no serviço oferecido aos Clientes Tokio Marine. “Nossa meta é continuar com essa agilidade, cada vez mais otimizando e reduzindo o tempo de regulação do sinistro para oferecer soluções que aprimorem a Jornada do Cliente quando ele está mais fragilizado em nossa relação de consumo”.

MAG Seguros anuncia rebranding em produtos com foco em saúde

mag seguros

Fonte: MAG

A MAG Seguros, seguradora especializada em vida e previdência, anuncia o rebranding da antiga linha Vida Toda Bem-Estar para INVIDA, uma linha de produtos voltados para coberturas que te protegem de imprevistos com a sua saúde ao longo da vida. 

Visando aumentar a conscientização sobre o uso de seguros de vida, e desmistificar a crença de que os produtos de vida se limitam apenas à cobertura de morte, a linha INVIDA traz uma visão acolhedora que permite conexão mais próxima com os segurados e familiares, além de enfatizar a mensagem de proteção complementar e financeira em casos de imprevistos de saúde.

Segundo o Head da linha INVIDA Thiago Levy, “A principal motivação para reformulação do portfólio de produtos está diretamente ligada a mensagem que a linha ofertava ao cliente, sem tanta clareza. O rebranding desse portfólio reflete nosso compromisso em olhar para determinados públicos que precisam desse respaldo e apoio financeiro em situações que envolvem os cuidados na saúde, de forma que, possamos proteger e encorajar os beneficiários a seguir sua jornada em todos os momentos de sua vida, até mesmo os mais difíceis”, comenta o executivo.

O grande diferencial apresentado na linha INVIDA é seu amplo portfólio que tem como característica as coberturas que podem ser utilizadas em vida, onde o segurado é o próprio beneficiário do seguro Entre elas estão os seguros para doenças graves que contemplam até 28 diagnósticos cobertos e divididos em três modalidades: essencial, plus e premium. No mais simples contemplando cobertura para casos de Câncer (nos níveis leve – 30% do capital segurado; moderado – 50% e grave – 100%). No intermediário, é possível obter cobertura para Alzheimer, Parkinson, AVC, Infarto e entre outros e enquanto o mais avançado inclui até transplantes. Outros produtos oferecidos pelo INVIDA são: Seguro Cirurgias (contempla mais de 900 tipos de procedimentos cirúrgicos com capitais variando de R$5 mil a R$50 mil), Seguro por Incapacidades Temporárias e Diária por Internação Hospitalar. 

“O Invida se apresenta como uma alternativa de proteção complementar e até mesmo como uma reserva financeira de emergência em situações que envolvem a saúde do segurado. Gostamos de enfatizar que a linha não substitui planos de saúde, mas permite a determinados capitais, liberdade, autonomia e suporte financeiro com os gastos que envolvem o tratamento de uma doença ou com o período de recuperação após um procedimento cirúrgico, ou uma internação hospitalar, finaliza o executivo.

A linha de produtos também oferece cobertura de morte para pacientes que convivem com doenças crônicas, como diabetes, hipertensão, obesidade entre outras. No nosso portfólio oferecemos ainda assistências complementares que incluem atendimento por telemedicina 24 horas, consultas de telessaúde por voz com profissionais como psicólogos e nutricionistas, além de desconto em medicamentos, consultas e exames.

CNseg participa de grupo de trabalho do G-20 para Mobilização Global contra a Mudança do Clima

Fonte: CNseg

O setor segurador é crucial para construir soluções para a agenda climática mundial, incentivando uma exposição a um menor risco e permitindo investimentos na transição, disse o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Dyogo Oliveira, durante reunião do grupo de trabalho do G20 em que discutiu a construção de um mundo justo e um planeta sustentável, nesta sexta (12), em Belém, no Pará. Segundo ele, nenhum outro setor entende e gerencia melhor os riscos do que o de seguros. 

Dyogo falou durante painel que tratou dos efeitos dos riscos climáticos ao lado de Avinash Persaud, assessor especial do BID para Mudanças Climáticas e Jorge Hargrave, vice-presidente da força-tarefa do B20 sobre Finanças e Infraestrutura e diretor da Maré Investimentos. Esse grupo de trabalho é responsável por elaborar as propostas que serão posteriormente aprovadas pelos chefes de estado do G-20, em novembro, na Cúpula que acontecerá no Brasil. 

O presidente da Confederação ressaltou, em seu discurso, que este encontro do G20 acontece dois meses após a tragédia das chuvas no Rio Grande do Sul que causou mortes e muita destruição. O setor segurador já registra R$ 4 bilhões em sinistros relacionados ao desastre climático, cobrindo várias áreas, incluindo automotivo, residencial, agrícola e grandes riscos. Neste cenário, as empresas já veem que sua responsabilidade e compromisso social estão crescendo, pontuou.

Em sua fala, o executivo da CNseg alertou que no ano passado, o impacto dos desastres naturais na economia global foi de US$ 380 bilhões, mas apenas 30% (aproximadamente US$ 118 bilhões) desse valor foram cobertos por seguros, revelando uma lacuna de proteção de 70%. Aqui no Brasil, os desastres naturais geraram uma perda total de US$ 10 bilhões em 2023, e apenas 5% (US$ 475 milhões) foram cobertos pelo seguro, revelando uma lacuna de proteção de 95%, disse. 

“Certamente esses números e essa realidade confirmam a percepção de que o seguro é um ator-chave na agenda de emergência climática. A crise climática já está entre nós e afeta fortemente as diferentes camadas da sociedade e por isso nosso compromisso deve ser agir com a máxima eficácia e urgência”, destacou.

A CNseg tem se comprometido e trabalhado intensamente para expandir sua participação em vários fóruns focados na emergência climática e defende que o setor segurador tem que ser contemplado nestas agendas, de acordo com o executivo. “A ideia é enfatizar que o seguro não é apenas uma parte fundamental da agenda de adaptação, porque leva riscos de outras partes interessadas, mas também porque é crucial para impulsionar a agenda climática, incentivando uma exposição a um menor risco e permitindo investimentos na transição”. 

Entre as propostas do setor estão o Seguro Social contra Catástrofe, um instrumento de proteção que pretende indenizar famílias vítimas de inundações ou deslizamentos de terra. Além disso, recentemente, a CNseg fechou parceria com o UNEP FI – a Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente – com o objetivo de criar ferramentas para melhor avaliar os impactos dos riscos climáticos nas operações das seguradoras considerando diferentes cenários do país. O mercado de seguros depende de dados históricos. 

“Os eventos climáticos estão cada vez mais criando cenários que se desviam dos padrões estabelecidos e por isso é necessário revisitar suposições para incorporar a avaliação preditiva, que agora é ainda mais baseada na ciência climática”, explicou.

Tanto o projeto da UNEP-FI quanto o Seguro Social contra Catástrofe estão listados no documento “Propostas do Setor de Seguros para a Agenda do G20”, recentemente apresentado ao Ministério das Relações Exteriores e ao Ministério das Finanças. Este documento foi produzido pela CNseg e foi endossado pela Federação Global de Associações de Seguros (GFIA).

Além disso, Dyogo defendeu a necessidade de estabelecer produtos de seguros para cobrir a infraestrutura nacional e expandir produtos para o setor agrícola, pois esses são setores-chave para o crescimento econômico e de desenvolvimento brasileiro. “Hoje, temos o prazer de enfatizar a posição e o compromisso do setor de seguros com as prioridades estabelecidas pelo Brasil na Presidência do G20. Seguros e clima são tópicos que cada vez mais andam de mãos dadas”, concluiu.