Tokio Marine investe em capacitação dos parceiros de negócios em seguro transporte  

Valdo Alves, Diretor de Transportes da Tokio Marine

Fonte: Tokio

Comprometida com a capacitação de seus Parceiros de Negócios, a Tokio Marine lançou, no início deste ano, o Programa de Desenvolvimento Semear Transportes. Por meio da iniciativa, os Corretores têm acesso a informações sobre os tipos de seguros que contemplam transportadores e embarcadores; transporte internacional – importação e exportação; averbação; faturamento e gerenciamento de riscos, entre outros temas relacionadas ao segmento. Além de ampliar o conhecimento sobre o seguro, a ideia da Companhia é chamar a atenção para o potencial de vendas dos produtos, especialmente no Canal Varejo. 
 

“A carteira de Transportes é uma das mais importantes de nossa indústria, pois recebe a influência do desempenho e desenvolvimento dos mais variados setores e segmentos da economia. Ao mesmo tempo, o mercado ainda é fechado e difícil para quem não é especialista. Assim, a ideia do Semear é aumentar a base de Corretores ativos e mostrar que existe um potencial enorme para o crescimento dos negócios nessa área, especialmente quando pensamos em pequenos e médios empreendimentos”, explica Valdo Alves, Diretor de Transportes da Tokio Marine. Segundo ele, no Brasil, hoje, existem cerca de 180 mil transportadores.
 

Os dez módulos do Projeto Semear são transmitidos por especialistas da Tokio Marine por meio da Plataforma UP – Universidade Parceiros Tokio, ferramenta de treinamento e capacitação continuada focada no desenvolvimento profissional dos Corretores de Seguros. Atualmente, um grupo de 290 Parceiros de Negócios, selecionados pelas Sucursais da Companhia, participam das aulas. Os conteúdos são exibidos ao vivo e ficam posteriormente disponíveis para serem acessados a qualquer momento pelos participantes. 
 

Durante o Semear, os Corretores participam de uma campanha de vendas e os oito melhores, considerando um de cada Diretoria Comercial Regional da Tokio, serão premiados com uma visita até a Matriz, em São Paulo, para conhecer a área de Transportes, uma Gerenciadora de Riscos e acompanhar a 10ª Expo Cist 2024, maior congresso de Logística de Cargas, Gestão de Riscos, Tecnologias e Seguros da América Latina. Hoje, a Tokio Marine ocupa a 2ª Posição no ranking SUSEP do segmento de Transportes, até abril de 2024, levando em consideração os últimos 12 meses. 
 

O Projeto Semear é uma iniciativa da Estratégia de Negócios PJ, uma estrutura dedicada e exclusiva composta por especialistas atuam em contato com Corretores de Pequeno e Médio portes para potencializar os negócios da carteira de Produtos Pessoa Jurídica (PJ). Com isso, a Seguradora pretende impulsionar as vendas dos mais de 40 produtos do seu portfólio destinado a proteção de Empresas, como Seguro Transportes, Empresarial, Garantia, Riscos de Engenharia e Equipamentos, entre outros.

Wiz Co anuncia Marcelo Kronemberg como Diretor de Administração Corporativa e Tesouraria

Fonte: Wiz

A Wiz Co (B3: WIZC3), corretora completa de seguros especializada em bancassurance e distribuidora de consórcios e crédito, anuncia a nomeação de Marcelo Pereira Kronemberg como Diretor de Administração Corporativa e Tesouraria do Grupo.

Graduado em Administração de Empresas e em Gestão Financeira e Tributária, com pós-graduação em Gestão de Pessoas e Economia, o executivo está na Wiz Co há 25 anos e assume a nova diretoria, criada como parte do plano de buscar cada vez mais eficiência, oferecendo o melhor serviço corporativo às Unidades que fazem parte do Grupo.

“É um privilégio assumir a Diretoria de Administração Corporativa e Tesouraria da Wiz Co, estou animado com esse novo desafio. Vamos focar em alcançar novos níveis de eficiência e excelência. Agradeço a todos pela confiança e apoio contínuo”, afirma Marcelo Pereira Kronemberg.

O executivo, que atuava como Superintendente de Administração e Finanças, já esteve na gestão e liderança das áreas de tesouraria, facilities e administração de pessoal, tendo trabalhado na gestão de caixa de todas as unidades do Grupo Wiz Co. Kronemberg participou, inclusive, da estruturação do processo de abertura de Capital (IPO) da Wiz, em 2015.

“Essa nova diretoria será liderada pelo Marcelo, em reconhecimento aos seus 25 anos de dedicação ao grupo Wiz Co, sempre mostrando competência, dedicação e alto poder de adaptabilidade às diversas mudanças ocorridas na jornada da companhia. É um profissional competente e extremamente comprometido. Desejo muito sucesso em sua nova função e estamos ansiosos para as futuras conquistas sob sua liderança”, revela Marcus Vinícius de Oliveira, CEO da Wiz Co.

Delphos anuncia Luís Felipe de Oliveira como diretor de gestão corporativa

Fonte: Delphos

A Delphos tem um novo diretor de Gestão Corporativa. Trata-se do economista Luís Felipe Fernandes de Oliveira, que, até recentemente, era superintendente de Administração e Finanças da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg) e já pertenceu ao quadro da Delphos, entre março de 1996 e outubro de 2003, primeiro como membro do Núcleo de Análise de Riscos, e, depois, assessor do Presidente José Américo Peón de Sá. “Trabalhar com o Peón foi um privilégio. Ele é dessas pessoas que transformava a vida dos que trabalhavam com ele, tamanha a força de suas atitudes e valores. Empenho, muito empenho, e não ter medo de errar, dois ensinamentos sempre presentes no convívio com o Peón. Ética e atenção com os colaboradores era básico para ele”, afirma o executivo. 

Perspectivas – Segundo Luís Felipe, a Delphos vive um momento promissor, investindo no desenvolvimento de novos negócios e no aprimoramento da organização. “Vejo uma empresa mais ágil na tomada de decisões, com uma visão clara de suas possibilidades, sem se descuidar dos valores que sempre nortearam seus negócios”, destaca.

Agora, como diretor de Gestão Corporativa, ele diz que a primeira meta está relacionada com a reforma tributária e os seus impactos nas empresas de prestação de serviços. 

Para Luís Felipe, é preciso acompanhar de perto a aprovação da legislação e buscar alternativas para se manter competitivo no mercado. “Outras metas dizem respeito ao aumento de eficiência e eficácia de processos internos, de forma a dirimir riscos e viabilizar ganhos de produtividade. Há ainda uma meta atrelada ao nível de satisfação da equipe, decorrente da atenção que a Delphos sempre teve com os seus colaboradores”, acrescenta.

Tecnologia – Nesse contexto, ele ressalta que a tecnologia impacta na sua área de atuação de maneiras distintas, seja provendo aplicações e sistemas capazes de aumentar a produtividade e a segurança dos processos, seja viabilizando a produção de informações de forma mais ágil ou o monitoramento de dados de forma autônoma, ou mesmo, viabilizando o trabalho remoto. “Com a IA, estamos começando a ver esses mesmos efeitos sob a ótica do colaborador. Porém, há um impacto relevante, mas menos citado, que é a mudança do comportamento dos indivíduos, quando passam a demandar mais agilidade, menos burocracia e mais flexibilidade nos processos da empresa, por exemplo”, pontua o economista, para quem esse cenário “exige atenção e adaptações constantes da empresa sob pena de perder atratividade”.

Sobre projetos que receberão tratamento prioritário, Luís Felipe revela que, além do planejamento tributário da empresa, já está sendo feita a revisão de processos e a melhoria das informações gerenciais. “A questão dos processos já vinha sendo trabalhada dentro da empresa. Com a minha chegada, estamos juntando forças e conhecimento e intensificando as ações. O mesmo ocorre em relação às informações gerenciais, sendo que parte das melhorias dependerá de projetos a serem executados adiante”, conclui. 

2ª edição do Café ConVida da Bradesco Vida e Previdência aborda planejamento sucessório

Fonte: Bradesco

A Bradesco Vida e Previdência realizou, na última quarta-feira (17), a segunda edição do Café ConVida, abordando o papel do seguro de vida no planejamento sucessório, tema sugerido pelos corretores no encontro anterior. Em um formato inovador, convidados especiais e corretores se juntaram aos executivos do Grupo Bradesco Seguros para debater sobre as melhores práticas profissionais desse mercado.

“O planejamento sucessório gera diversas oportunidades de negócios e fideliza o cliente. No bate papo desse mês, conversamos sobre a melhor forma de conectar a oferta de seguro de vida com o planejamento sucessório”, destacou José Pires, diretor Comercial da Bradesco Vida e Previdência. “O Café ConVida faz parte da nossa estratégia para levar conhecimento aos corretores e prepará-los para uma abordagem consultiva e completa.”

Abrindo as discussões, Poliana Simas, especialista do Bradesco Global Private Bank explorou questões técnicas sobre o tema, trazendo as principais premissas do planejamento, o ciclo da vida financeira e as etapas da construção de um planejamento eficiente. Na sequência, os superintendentes sêniores de Negócios Marcelo Ottoni e Ricardo Campos, do Grupo e da Bradesco Vida e Previdência, mediaram a conversa com um time de corretores convidados, que compartilhou dicas e experiências para abordar o planejamento sucessório com os clientes.

O encerramento do Café ConVida ficou a cargo do diretor da Bradesco Vida e Previdência Bernardo Castello, que elencou novidades importantes para os corretores como: transferência sem carência para o produto Empresarial Flexível Capital Global; melhoria no Portal de Negócios, onde passa a ser possível consultar e emitir segunda via de apólices, de certificado e de boletos, e consultar propostas recusadas na subscrição de risco;  além de mais autonomia para o corretor na gestão da sua carteira por meio da aba ‘Campanha Prioritária’, onde é possível visualizar, de forma simples, todos os clientes com pagamentos recorrentes que tenham algum tipo de inadimplência.

“Ficamos muito felizes em compartilhar essas novidades com nossos parceiros de negócios. Essas melhorias foram desenhadas pelos nossos times técnicos e de transformação digital para atender aos pedidos dos próprios corretores, e reforçam nosso compromisso de levar conveniência para esses profissionais e entregar soluções de qualidade para o cliente”, acrescentou Castello.

O tema do próximo encontro já está definido: abordagem comercial. Os corretores interessados poderão se inscrever em breve pela Universeg, plataforma de capacitação do Grupo Bradesco Seguros.

Capitalização arrecada R$ 12,5 bilhões nos cinco primeiros meses do ano

Fonte: Fenacap

A possibilidade de guardar dinheiro com segurança tem levado cada vez mais brasileiros aos títulos de Capitalização. O interesse de pessoas físicas e jurídicas nesse produto, que estimula a disciplina financeira e ainda permite aos clientes concorrerem a prêmios, tem sido confirmada mês a mês, como mostram os dados mais recentes da Superintendência de Seguros Privados (Susep), analisados pela Federação Nacional de Capitalização (FenaCap): de janeiro a maio deste ano, a arrecadação no setor somou R$ 12,5 bilhões, um crescimento de 4,5% em relação ao mesmo período de 2023. Sobre resgates e sorteios, nos cinco primeiros meses de 2024 foram pagos R$ 10,97 bilhões à sociedade, totalizando uma evolução de 17,2%, se comparada ao ano anterior. 

Entre as modalidades da Capitalização, a Tradicional registrou R$ 9,12 bilhões em arrecadação, seguida pela Filantropia Premiável, com R$ 1,53 bilhão, nos cinco primeiros meses do ano. A modalidade permitiu o repasse de R$ 784 milhões a entidades filantrópicas no período, uma alta de 29,5%, se comparado a 2023. Com o envio desses recursos a instituições de todo o país, milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade social podem receber atendimento em áreas prioritárias, como saúde e educação.

O Instrumento de Garantia é outra modalidade que apresentou desempenho positivo entre os meses de janeiro a maio deste ano, com arrecadação de R$ 1,34 bilhão. Muitos clientes que escolhem essa opção estão em busca de uma alternativa à figura do fiador ao negociar o aluguel de um imóvel. A solução é prática e segura para inquilinos e proprietários. 

O balanço de janeiro a maio também dá um panorama do desempenho da Capitalização por região do país. O Sudeste totalizou receita de R$ 7,14 bilhões, seguido pelo Sul, com R$ 2,31 bilhões; Nordeste, com R$ 1,37 bilhão; Centro-Oeste, com R$ 1,15 bilhão, e Norte, com R$ 53 milhões. 

Para o presidente da FenaCap, Denis Morais, o desempenho da Capitalização de janeiro a maio demonstra o vigor do setor, que segue fortalecido a cada mês.

“Entregamos produtos que transmitem segurança à população, que demonstram a robustez do setor. E esse trabalho é resultado dos investimentos que as empresas do segmento vêm realizando. A Capitalização tem diferenciais como diversidade, resiliência e capacidade de se reinventar, e os clientes entendem essa postura diante do mercado. Consequentemente, temos a adesão de novos consumidores”, analisa Morais.

MAG Seguros levará funcionários, corretores campeões de venda e parceiros para navio em 2025

Para celebrar seu aniversário de 190 anos, a MAG Seguros, seguradora especializada em vida e previdência, levará o MAGNEXT 2025 para um cruzeiro exclusivo. Pela primeira vez em sua história, de 8 a 11 de janeiro, a companhia levará todo seu corpo de funcionários, cerca de 1,5 mil pessoas, a celebrar em um grande festival em alto mar. 

Diferente das edições anteriores, com uma grade robusta de plenárias e eventos direcionados, o MAGNEXT 2025 contará com três dias de programação focada em proporcionar aos seus colaboradores uma experiência única e exclusiva com atrações e atividades voltadas para a integração e relacionamento. Com muita música e diversão, a seguradora também realizará em alto mar a edição de 50 anos do Galo de Ouro, a principal premiação do mercado segurador, que destaca em suas 17 categorias o esforço, dedicação e resultados obtidos pelos Especialistas em Proteção Financeira (corretores de seguro), no propósito de levar proteção às pessoas.

“Ousar e inovar faz parte do DNA da MAG e não poderia ser diferente em uma data tão especial como os 190 anos da companhia. Seguimos atuantes de forma ininterrupta, reforçando nosso compromisso de levar proteção financeira para as pessoas. O MAGNEXT 2025 vai ser diferente, não vamos para um auditório, desta vez, vamos ter um festival para celebrarmos todos juntos durante três dias os resultados e conquistas alcançados pelo Grupo em tantos anos de história, e também construir novos capítulos de uma jornada vitoriosa, rumo ao futuro!”, afirma Helder Molina, CEO da MAG Seguros.

Além dos colaboradores e galistas campeões, embarcam no navio parceiros convidados pelo Grupo MAG, corretores destaques em categorias diversas das campanhas de incentivo do MAG 365, e corretores campeões de venda da recente campanha Máxima Potência – que irá premiar os melhores vendedores do ano com carros, motos e ingressos para participar da aventura de 4 dias no navio MSC Orchestra. 

Em breve, a companhia promete abrir a agenda de programações que vão fazer parte deste grande festival.

Empresas do Grupo HDI conquistam primeiro selo Great Place to Work® após aquisições 

Delane Giannetti

Fonte: HDI

As seguradoras do Grupo HDI, um dos maiores conglomerados do Brasil, receberam, pela primeira vez após as aquisições realizadas no último ano, o selo da consultoria Great Place to Work® (GPTW). A conquista é baseada em uma pesquisa conduzida com os colaboradores das empresas HDI Seguros, Yelum Seguradora – antiga Liberty Seguros – e Santander Auto e reforça que a integração foi positiva e respeitosa com os colaboradores, especialmente em relação às frentes de cultura organizacional, políticas e práticas internas.

Atualmente, o Grupo é formado pelas marcas HDI Seguros, Yelum Seguradora, Aliro Seguro e Santander Auto, além da empresa de assistência 24 horas Fácil Assist e da Agrega, focada no atendimento ao corretor. Por meio dessa iniciativa do Programa de Certificação Great Place to Work®, foi possível avaliar o grau de satisfação do quadro em categorias que medem a credibilidade da liderança, o respeito às pessoas, a imparcialidade no tratamento, o orgulho e a camaradagem. 

“O selo da GPTW veio em um momento de muitas transformações e processos de integração de culturas. Cada colaborador é essencial para o desenvolvimento do Grupo HDI, por isso, queremos sempre proporcionar a melhor experiência para todos, mesmo em momentos de transição, como ocorrido recentemente, respeitando a cultura organizacional”, afirma a Chief Talent Officer do Grupo HDI, Delane Giannetti. “Nosso principal foco é o cuidado com as pessoas e estamos extremamente honrados com esse reconhecimento”, ressalta.

A HDI já havia recebido o selo GPTW individualmente em anos anteriores, assim como a Liberty Seguros, agora Yelum Seguradora. “A partir dessa grande pesquisa realizada para sermos considerados para o selo, também vamos poder entender onde estamos acertando e no que podemos melhorar. Ao focarmos no bem-estar e buscarmos proporcionar um ambiente positivo aos colaboradores, eles transmitem esse mesmo cuidado aos clientes, parceiros e corretores”, destaca a executiva.

Mas afinal, há cobertura de seguros para o apagão cibernético?

Desde ontem de madrugada os grupos de WhatsApp de executivos de riscos corporativos estão a todo vapor. Considerado a maior falha de TI de todos os tempos, o apagão cibernético global – que aconteceu na madrugada desta sexta (19) devido a uma falha em um software da Microsoft – gerou um impacto significativo no setor da aviação civil, hospitais, bancos, serviços e até seguradoras enfrentam instabilidade em seus sistemas.

Após a interrupção na nuvem da Microsoft hoje, analistas esperam atualmente que as reclamações por interrupção de negócios impulsionem a maior parte das perdas da indústria de seguros. Foi confirmado que a interrupção foi causada por uma atualização de segurança da CrowdStrike, que chegou a registrar desvalorização na bolsa de R$ 65 bilhões, segundo agências de notícias. Trata-se de um provedor de tecnologia de segurança, que levou a problemas generalizados com o Windows da Microsoft.

Certamente as consequências levarão algum tempo para estimativas realistas de perdas para a indústria de seguros. No entanto, especialistas em cibersegurança citam que há um claro potencial para riscos acumulados e perdas significativas por interrupção de negócios. Trata-se de um risco gigante e que poucas empresas contratam de forma adequada. Inclusive porque as re/seguradoras fornecem apenas um valor pequeno de importância segurada e serviços de retomada da operação para que possam testar o mercado e entender mais sobre a extensão que o problema pode ter.

Este caso de hoje sinaliza que ainda há muito a ser aprendido sobre a segurança cibernética. “O conceito de risco sistêmico refere-se à possibilidade de falha em um componente do sistema causar impactos significativos em todo o sistema ou em partes substanciais dele. O evento registrado hoje ilustra um pouco disso – uma falha em sistemas de provedor global de segurança cibernética repercutiu de forma sistêmica e abrangente, levando a interrupção massiva que afetou diversos setores”, avalia Alfredo Chaia, especialista em riscos.

Segundo a corretora de seguros Alper, vários nichos da economia podem ser afetados pelo apagão, com perdas em diversos segmentos como seguro viagem, com cobertura em casos de cancelamento de voos, como o ocorrido nas principais companhias aéreas dos Estados Unidos; seguro de Lucros Cessantes, com cobertura para interrupção das atividades empresariais devido a falhas técnicas; seguros de Responsabilidade Civil, com proteção contra ações judiciais e responsabilidades decorrentes de falhas cibernéticas; seguros para o Setor de Saúde, diante das garantias para hospitais e clínicas em casos de interrupções tecnológicas que afetem procedimentos e serviços; seguros para Mercados Financeiros que envolvem proteção contra perdas decorrentes de paralisações em bolsas de valores e outros mercados financeiros.

A demanda por seguros cibernéticos cresce na medida em que os ataques se tornam cada vez mais frequentes. De acordo com a Munich Re, uma das maiores companhias de resseguro do mundo em termos de prêmio subscrito, foram US$ 4,7 bilhões em prêmios cibernéticos em todo o mundo em 2018. Em 2021, foram US$ 9,2 bilhões, e a projeção para o final de 2025 é de US$ 22,1 bilhões.

A corretora Wiz Corporate explica que as garantias das apólices de seguros cibernéticos são divididas em dois tipos de proteções. As coberturas de respostas a incidentes envolvem os prejuízos do próprio segurado e englobam: serviços de perícia forense digital; custos para restauração e recuperação de dados; pagamento de resgate (extorsão); lucros cessantes por interrupção de rede; gastos de notificação e monitoramento; custos de restituição de imagem pessoal e da sociedade; e custos decorrentes de uma investigação administrativa. 

Já as coberturas de responsabilidade civil, que envolvem os prejuízos de terceiros, englobam: custos de defesa; multas e penalidades; responsabilidade por dados pessoais ou corporativos de terceiros; e pagamento por danos decorrentes de uma decisão judicial, arbitral ou acordo. “Sem uma corretora especializada, aumenta muito a probabilidade de o cliente não receber uma cotação ou a seguradora agravar o valor da apólice por não ficar claro o nível de maturidade do risco analisado”, revela Eduardo Bezerra da Wiz Corporate.

Mas afinal, o que cobrem as apólices tradicionais de seguros cibernéticos? Segundo Marta Helena Schuh, diretora Cyber & Tech Insurance da corretora Howden Brasil, ainda é preciso entender melhor o que está acontecendo. “Meu entendimento atual é que, embora as notificações tenham sido feitas, a maioria dos clientes provavelmente lidará com isso por meio de soluções alternativas de implementação de TI interna e em última análise, pelo desenrolar/patch do CrowdStrike. Acredito e pelos relatos que estou ouvindo é que, para a maioria das entidades, apenas alguns sistemas são afetados, e não toda a rede. Portanto, eu esperaria que a resposta a incidentes fosse comparativamente limitada na maioria dos casos, embora haja exceções e, claro, muitos clientes possam notificar em qualquer caso”, afirmou ao Sonho Seguro.

A principal exposição provavelmente será interrupção de negócios, ou business interruption, para aqueles que adquirirem cobertura contra falhas do sistema, pois não está disponível em todas as apólices. “Quando a cobertura for mais restritiva, especialmente com base em erros operacionais e não em qualquer interrupção não planejada, precisaremos ver os detalhes do incidente para comentar adequadamente. Suspeito que, do ponto de vista do BI, o período de tempo do incidente principal possa ser limitado, mas os impactos provocados pela obstrução do sistema durarão mais tempo”.

No seguro viagem, o consenso é de que a seguradora deve pagar seus clientes. O advogado internacionalista do Godke Advogados e especialista em Direito Aeronáutico, Marcial Sá,  explica que os passageiros que tiveram prejuízos devido aos atrasos podem buscar ressarcimento junto às companhias aéreas. Se não conseguirem uma solução administrativa, têm o direito de recorrer judicialmente. “As empresas aéreas e os aeroportos podem buscar reparações junto aos fornecedores dos sistemas que falharam, visando cobrir os danos sofridos”, destaca.

Segundo especialistas, até o mês passado a AIG era a líder do seguro viagem mundialmente. Mas anunciou a venda para a Zurich do negócio global de seguro de viagem pessoal e assistência, por US$ 600 milhões em junho passado. A compra amplia a presença da Zurich em seguro viagem, particularmente nos Estados Unidos. A sede da América Latina, antes instalada em Miami, agora passa a ser o Brasil, e está sob o guarda-chuva da Universal Asssitance, empresa do grupo suíço. O processo de transição vai até o final do ano.

Semana registra o avanço do risco e dos custos de ataques cibernéticos

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Uma semana e tanto para pensar no risco cibernético, um dos temas que mais preocupa os executivos do mundo todo segundo o estudo Allianz Risk Barometer. Um apagão cibernético está provocando atrasos em voos, além de prejudicar serviços bancários e de comunicação ao redor do mundo, nesta sexta-feira, 19. Diversos países reportaram problemas técnicos que afetaram redes de televisão nacionais, aeroportos internacionais, operadoras ferroviárias, bolsas de valores e outros serviços nesta sexta-feira.

A interrupção foi atribuída à CrowdStrike, uma empresa de segurança cibernética cujo software é usado por dezenas de indústrias ao redor do mundo para proteger contra hackers e violações externas. Uma atualização de software emitida pela CrowdStrike estaria na raiz do problema, resultando em travamentos de máquinas que executam o sistema operacional Microsoft Windows.

No dia 17, grupo UnitedHealth revelou que o ataque cibernético à sua unidade Change Healthcare custará à empresa entre US$ 2,3 bilhões e US$ 2,45 bilhões em 2024, significativamente mais alto do que as projeções anteriores, relata a Forbes. O ataque, considerado um dos piores no setor de saúde dos EUA, perturbou os sistemas de cobrança e pagamento, impactando os médicos em todo o país. Apesar destes desafios, a UnitedHealth reportou receitas no segundo trimestre de US$ 98,9 bilhões, um aumento de quase US$ 6 bilhões em relação ao ano anterior, embora o lucro líquido tenha caído de US$ 5,4 bilhões para US$ 4,2 bilhões devido aos custos relacionados com ataques cibernéticos.

A exchange de criptomoedas indiana WazirX disse que interrompeu os saques da plataforma depois de descobrir que uma de suas carteiras havia sido violada, com um “exploit” que os analistas suspeitam ter sido realizado por hackers norte-coreanos.

A Netshoes foi alvo de um ataque hacker e teve, na última quarta-feira (17), milhares de dados de clientes vazados em um fórum na web. Ao Valor, a empresa disse por nota que assim que tomou conhecimento do incidente, reforçou medidas de segurança e controle.

Nesta semana, o Idec (Instituto de Defesa de Consumidores) e o MPF (Ministério Público Federal) de São Paulo entraram com a maior ação judicial da história do país em proteção de dados pessoais, com um pedido de indenização contra o WhatsApp que pode chegar a R$ 1,7 bilhão. Caso a causa seja ganha, o valor pago a título de dano moral coletivo é destinado ao Fundo de Direitos Difusos, vinculado ao Ministério da Justiça. A ação também responsabiliza a ANPD por não ter atuado contra o WhatsApp.

Incidentes cibernéticos, como ataques de ransomware, violações de dados e interrupções de TI, são a maior preocupação para empresas no mundo em 2024. E os números sobre este tema são alarmantes. De acordo com a Aliança Global de Seguros Cibernéticos (GCA), espera-se que o mercado global de seguros cibernéticos atinja US$ 20 bilhões para fazer frente a uma onda de ataques estimada em US$ 10,5 trilhões anuais até 2025. As apólices variam desde cobertura para resposta a incidentes e recuperação de dados até compensações por interrupções de negócios e responsabilidade legal. 

Uma das preocupações das grandes empresas é com suas parcerias de negócios, muitas delas pequenas e médias empresas (PMEs). Pesquisa da Cowbell, publicada em 19 de março de 2024, revelou que 32% dos 500 CEOs de PME do Reino Unido estavam confiantes de que um ataque cibernético não impactaria sua capacidade de conduzir negócios. Além disso, 10% dos líderes empresariais entrevistados disseram que não viam necessidade de melhorar sua postura de risco cibernético.

O fato de que várias PME parecem estar ignorando os riscos cibernéticos pode, subsequentemente, representar um perigo para grandes empresas com as quais essas PMEs fazem parceria, devido à maior “interconectividade”. Boa parte dos consultores acreditam que as PME, portanto, podem representar um risco de segurança cibernética para grandes empresas com as quais fazem parceria. Outro dado relevante da pesquisa da Cowbell sinalizou que 77% das PME do Reino Unido não mantêm nenhuma segurança cibernética interna.

No Brasil temos poucos dados ainda sobre a adesão das PMEs, mas o risco é cada dia mais evidente. De acordo com a Superintendência de Seguros Privados (Susep), as vendas do seguro cibernético passaram de cerca de R$ 20 milhões em 2019 para R$ 203 milhões em 2023. 

Edson Franco palestra sobre os cenários atuais da previdência privada

O presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), Edson Franco, participou, na última terça-feira (16/07), de um evento sobre os cenários da previdência privada e a sustentabilidade do Setor, promovido pelo Clube de Seguros de Pessoas e Benefícios do Estado da Bahia (CSP Bahia), em Salvador-BA. Na ocasião, o executivo ministrou a palestra “Previdência Privada: A Proteção que o Cidadão Precisa” para os presentes e para a audiência via canal do CSP-BA no Youtube.

Em sua fala inicial, Franco traçou uma linha do tempo da previdência privada no país, destacando a evolução do segmento. “Ao todo, são mais de 14,1 milhões de planos comercializados no Brasil. Ao mesmo tempo, somente 2,8 milhões são planos coletivos, o que equivale a 4,5% do total de trabalhadores formais. Os números revelam o potencial de crescimento de planos previdenciários, especialmente dos planos coletivos”, enfatiza. O setor possui R$ 1,5 trilhão em ativos nesses planos, equivalente a, aproximadamente, 13% do PIB.

Por outro lado, o presidente da Federação alertou que apesar da evolução do mercado e o cenário positivo de crescimento, o país ainda não atingiu todo o seu potencial em termos de adesão aos produtos e serviços ofertados. “Estamos em 26º lugar no ranking da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) de 2022 quanto a participação das reservas previdenciárias na economia, considerando 71 nacionalidades. “É um outro indicador do tamanho da oportunidade e do gap de proteção previdenciária que temos. Apesar disso, hoje a previdência privada aberta financia cerca de 12% da Dívida Bruta do governo geral”, explica Franco.

Na visão do presidente da Fenaprevi, as recentes mudanças regulatórias que atravessam o mercado de previdência privada são analisadas com otimismo e a expectativa é que elas contribuam para o crescimento do setor.

Franco ainda apresentou os dados da pesquisa intitulada “A Percepção dos Brasileiros sobre a Necessidade de Proteção e Planejamento: o Papel dos Seguros e da Previdência”, encomendada pela Federação ao Instituto DataFolha e lançada em 2023 em São Paulo. De acordo com ele, para se atingir o potencial de crescimento da penetração da previdência privada depende de vários fatores como emprego, renda e educação financeira. Outro desafio citado por Franco é o da longevidade, tendo em vista o acelerado envelhecimento da população. 

Edson lembrou que a reforma de 2019 aumentou o nível de conscientização da população em se proteger para o futuro. “Nós temos um modelo de previdência pública insustentável. A reforma concebida foi uma reforma possível, mas paramétrica, ela não foi estrutural”, disse.

CQCS presta homenagem a Edson Franco

Durante o evento, Edson Franco recebeu uma homenagem do fundador do CQCS, Gustavo Doria, que entregou uma placa de agradecimento em razão dos serviços prestados ao mercado de segurador brasileiro. 

“O CQCS agradece a Edson Franco por toda transformação quem vem realizando no mercado brasileiro de seguros, na busca de garantir uma sociedade melhor protegida e um Brasil mais sustentável. Sua jornada nos inspira. Gratidão!“, diz a mensagem.

O encontro contou também com a participação de outros representantes do mercado, como o presidente do CSP-BA, Antonio Daniel Mota; o presidente do Sincor/BA, Josimar Antunes; o presidente da Aconseg NNE, Djalma Ferraz, além do diretor-estatutário da Fenaprevi, Oriovaldo Filho, da diretora-executiva, Beatriz Herranz e da gerente da Federação, Hessia Costilla.