Capitalização arrecada R$ 12,5 bilhões nos cinco primeiros meses do ano

Fonte: Fenacap

A possibilidade de guardar dinheiro com segurança tem levado cada vez mais brasileiros aos títulos de Capitalização. O interesse de pessoas físicas e jurídicas nesse produto, que estimula a disciplina financeira e ainda permite aos clientes concorrerem a prêmios, tem sido confirmada mês a mês, como mostram os dados mais recentes da Superintendência de Seguros Privados (Susep), analisados pela Federação Nacional de Capitalização (FenaCap): de janeiro a maio deste ano, a arrecadação no setor somou R$ 12,5 bilhões, um crescimento de 4,5% em relação ao mesmo período de 2023. Sobre resgates e sorteios, nos cinco primeiros meses de 2024 foram pagos R$ 10,97 bilhões à sociedade, totalizando uma evolução de 17,2%, se comparada ao ano anterior. 

Entre as modalidades da Capitalização, a Tradicional registrou R$ 9,12 bilhões em arrecadação, seguida pela Filantropia Premiável, com R$ 1,53 bilhão, nos cinco primeiros meses do ano. A modalidade permitiu o repasse de R$ 784 milhões a entidades filantrópicas no período, uma alta de 29,5%, se comparado a 2023. Com o envio desses recursos a instituições de todo o país, milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade social podem receber atendimento em áreas prioritárias, como saúde e educação.

O Instrumento de Garantia é outra modalidade que apresentou desempenho positivo entre os meses de janeiro a maio deste ano, com arrecadação de R$ 1,34 bilhão. Muitos clientes que escolhem essa opção estão em busca de uma alternativa à figura do fiador ao negociar o aluguel de um imóvel. A solução é prática e segura para inquilinos e proprietários. 

O balanço de janeiro a maio também dá um panorama do desempenho da Capitalização por região do país. O Sudeste totalizou receita de R$ 7,14 bilhões, seguido pelo Sul, com R$ 2,31 bilhões; Nordeste, com R$ 1,37 bilhão; Centro-Oeste, com R$ 1,15 bilhão, e Norte, com R$ 53 milhões. 

Para o presidente da FenaCap, Denis Morais, o desempenho da Capitalização de janeiro a maio demonstra o vigor do setor, que segue fortalecido a cada mês.

“Entregamos produtos que transmitem segurança à população, que demonstram a robustez do setor. E esse trabalho é resultado dos investimentos que as empresas do segmento vêm realizando. A Capitalização tem diferenciais como diversidade, resiliência e capacidade de se reinventar, e os clientes entendem essa postura diante do mercado. Consequentemente, temos a adesão de novos consumidores”, analisa Morais.

MAG Seguros levará funcionários, corretores campeões de venda e parceiros para navio em 2025

Para celebrar seu aniversário de 190 anos, a MAG Seguros, seguradora especializada em vida e previdência, levará o MAGNEXT 2025 para um cruzeiro exclusivo. Pela primeira vez em sua história, de 8 a 11 de janeiro, a companhia levará todo seu corpo de funcionários, cerca de 1,5 mil pessoas, a celebrar em um grande festival em alto mar. 

Diferente das edições anteriores, com uma grade robusta de plenárias e eventos direcionados, o MAGNEXT 2025 contará com três dias de programação focada em proporcionar aos seus colaboradores uma experiência única e exclusiva com atrações e atividades voltadas para a integração e relacionamento. Com muita música e diversão, a seguradora também realizará em alto mar a edição de 50 anos do Galo de Ouro, a principal premiação do mercado segurador, que destaca em suas 17 categorias o esforço, dedicação e resultados obtidos pelos Especialistas em Proteção Financeira (corretores de seguro), no propósito de levar proteção às pessoas.

“Ousar e inovar faz parte do DNA da MAG e não poderia ser diferente em uma data tão especial como os 190 anos da companhia. Seguimos atuantes de forma ininterrupta, reforçando nosso compromisso de levar proteção financeira para as pessoas. O MAGNEXT 2025 vai ser diferente, não vamos para um auditório, desta vez, vamos ter um festival para celebrarmos todos juntos durante três dias os resultados e conquistas alcançados pelo Grupo em tantos anos de história, e também construir novos capítulos de uma jornada vitoriosa, rumo ao futuro!”, afirma Helder Molina, CEO da MAG Seguros.

Além dos colaboradores e galistas campeões, embarcam no navio parceiros convidados pelo Grupo MAG, corretores destaques em categorias diversas das campanhas de incentivo do MAG 365, e corretores campeões de venda da recente campanha Máxima Potência – que irá premiar os melhores vendedores do ano com carros, motos e ingressos para participar da aventura de 4 dias no navio MSC Orchestra. 

Em breve, a companhia promete abrir a agenda de programações que vão fazer parte deste grande festival.

Empresas do Grupo HDI conquistam primeiro selo Great Place to Work® após aquisições 

Delane Giannetti

Fonte: HDI

As seguradoras do Grupo HDI, um dos maiores conglomerados do Brasil, receberam, pela primeira vez após as aquisições realizadas no último ano, o selo da consultoria Great Place to Work® (GPTW). A conquista é baseada em uma pesquisa conduzida com os colaboradores das empresas HDI Seguros, Yelum Seguradora – antiga Liberty Seguros – e Santander Auto e reforça que a integração foi positiva e respeitosa com os colaboradores, especialmente em relação às frentes de cultura organizacional, políticas e práticas internas.

Atualmente, o Grupo é formado pelas marcas HDI Seguros, Yelum Seguradora, Aliro Seguro e Santander Auto, além da empresa de assistência 24 horas Fácil Assist e da Agrega, focada no atendimento ao corretor. Por meio dessa iniciativa do Programa de Certificação Great Place to Work®, foi possível avaliar o grau de satisfação do quadro em categorias que medem a credibilidade da liderança, o respeito às pessoas, a imparcialidade no tratamento, o orgulho e a camaradagem. 

“O selo da GPTW veio em um momento de muitas transformações e processos de integração de culturas. Cada colaborador é essencial para o desenvolvimento do Grupo HDI, por isso, queremos sempre proporcionar a melhor experiência para todos, mesmo em momentos de transição, como ocorrido recentemente, respeitando a cultura organizacional”, afirma a Chief Talent Officer do Grupo HDI, Delane Giannetti. “Nosso principal foco é o cuidado com as pessoas e estamos extremamente honrados com esse reconhecimento”, ressalta.

A HDI já havia recebido o selo GPTW individualmente em anos anteriores, assim como a Liberty Seguros, agora Yelum Seguradora. “A partir dessa grande pesquisa realizada para sermos considerados para o selo, também vamos poder entender onde estamos acertando e no que podemos melhorar. Ao focarmos no bem-estar e buscarmos proporcionar um ambiente positivo aos colaboradores, eles transmitem esse mesmo cuidado aos clientes, parceiros e corretores”, destaca a executiva.

Mas afinal, há cobertura de seguros para o apagão cibernético?

Desde ontem de madrugada os grupos de WhatsApp de executivos de riscos corporativos estão a todo vapor. Considerado a maior falha de TI de todos os tempos, o apagão cibernético global – que aconteceu na madrugada desta sexta (19) devido a uma falha em um software da Microsoft – gerou um impacto significativo no setor da aviação civil, hospitais, bancos, serviços e até seguradoras enfrentam instabilidade em seus sistemas.

Após a interrupção na nuvem da Microsoft hoje, analistas esperam atualmente que as reclamações por interrupção de negócios impulsionem a maior parte das perdas da indústria de seguros. Foi confirmado que a interrupção foi causada por uma atualização de segurança da CrowdStrike, que chegou a registrar desvalorização na bolsa de R$ 65 bilhões, segundo agências de notícias. Trata-se de um provedor de tecnologia de segurança, que levou a problemas generalizados com o Windows da Microsoft.

Certamente as consequências levarão algum tempo para estimativas realistas de perdas para a indústria de seguros. No entanto, especialistas em cibersegurança citam que há um claro potencial para riscos acumulados e perdas significativas por interrupção de negócios. Trata-se de um risco gigante e que poucas empresas contratam de forma adequada. Inclusive porque as re/seguradoras fornecem apenas um valor pequeno de importância segurada e serviços de retomada da operação para que possam testar o mercado e entender mais sobre a extensão que o problema pode ter.

Este caso de hoje sinaliza que ainda há muito a ser aprendido sobre a segurança cibernética. “O conceito de risco sistêmico refere-se à possibilidade de falha em um componente do sistema causar impactos significativos em todo o sistema ou em partes substanciais dele. O evento registrado hoje ilustra um pouco disso – uma falha em sistemas de provedor global de segurança cibernética repercutiu de forma sistêmica e abrangente, levando a interrupção massiva que afetou diversos setores”, avalia Alfredo Chaia, especialista em riscos.

Segundo a corretora de seguros Alper, vários nichos da economia podem ser afetados pelo apagão, com perdas em diversos segmentos como seguro viagem, com cobertura em casos de cancelamento de voos, como o ocorrido nas principais companhias aéreas dos Estados Unidos; seguro de Lucros Cessantes, com cobertura para interrupção das atividades empresariais devido a falhas técnicas; seguros de Responsabilidade Civil, com proteção contra ações judiciais e responsabilidades decorrentes de falhas cibernéticas; seguros para o Setor de Saúde, diante das garantias para hospitais e clínicas em casos de interrupções tecnológicas que afetem procedimentos e serviços; seguros para Mercados Financeiros que envolvem proteção contra perdas decorrentes de paralisações em bolsas de valores e outros mercados financeiros.

A demanda por seguros cibernéticos cresce na medida em que os ataques se tornam cada vez mais frequentes. De acordo com a Munich Re, uma das maiores companhias de resseguro do mundo em termos de prêmio subscrito, foram US$ 4,7 bilhões em prêmios cibernéticos em todo o mundo em 2018. Em 2021, foram US$ 9,2 bilhões, e a projeção para o final de 2025 é de US$ 22,1 bilhões.

A corretora Wiz Corporate explica que as garantias das apólices de seguros cibernéticos são divididas em dois tipos de proteções. As coberturas de respostas a incidentes envolvem os prejuízos do próprio segurado e englobam: serviços de perícia forense digital; custos para restauração e recuperação de dados; pagamento de resgate (extorsão); lucros cessantes por interrupção de rede; gastos de notificação e monitoramento; custos de restituição de imagem pessoal e da sociedade; e custos decorrentes de uma investigação administrativa. 

Já as coberturas de responsabilidade civil, que envolvem os prejuízos de terceiros, englobam: custos de defesa; multas e penalidades; responsabilidade por dados pessoais ou corporativos de terceiros; e pagamento por danos decorrentes de uma decisão judicial, arbitral ou acordo. “Sem uma corretora especializada, aumenta muito a probabilidade de o cliente não receber uma cotação ou a seguradora agravar o valor da apólice por não ficar claro o nível de maturidade do risco analisado”, revela Eduardo Bezerra da Wiz Corporate.

Mas afinal, o que cobrem as apólices tradicionais de seguros cibernéticos? Segundo Marta Helena Schuh, diretora Cyber & Tech Insurance da corretora Howden Brasil, ainda é preciso entender melhor o que está acontecendo. “Meu entendimento atual é que, embora as notificações tenham sido feitas, a maioria dos clientes provavelmente lidará com isso por meio de soluções alternativas de implementação de TI interna e em última análise, pelo desenrolar/patch do CrowdStrike. Acredito e pelos relatos que estou ouvindo é que, para a maioria das entidades, apenas alguns sistemas são afetados, e não toda a rede. Portanto, eu esperaria que a resposta a incidentes fosse comparativamente limitada na maioria dos casos, embora haja exceções e, claro, muitos clientes possam notificar em qualquer caso”, afirmou ao Sonho Seguro.

A principal exposição provavelmente será interrupção de negócios, ou business interruption, para aqueles que adquirirem cobertura contra falhas do sistema, pois não está disponível em todas as apólices. “Quando a cobertura for mais restritiva, especialmente com base em erros operacionais e não em qualquer interrupção não planejada, precisaremos ver os detalhes do incidente para comentar adequadamente. Suspeito que, do ponto de vista do BI, o período de tempo do incidente principal possa ser limitado, mas os impactos provocados pela obstrução do sistema durarão mais tempo”.

No seguro viagem, o consenso é de que a seguradora deve pagar seus clientes. O advogado internacionalista do Godke Advogados e especialista em Direito Aeronáutico, Marcial Sá,  explica que os passageiros que tiveram prejuízos devido aos atrasos podem buscar ressarcimento junto às companhias aéreas. Se não conseguirem uma solução administrativa, têm o direito de recorrer judicialmente. “As empresas aéreas e os aeroportos podem buscar reparações junto aos fornecedores dos sistemas que falharam, visando cobrir os danos sofridos”, destaca.

Segundo especialistas, até o mês passado a AIG era a líder do seguro viagem mundialmente. Mas anunciou a venda para a Zurich do negócio global de seguro de viagem pessoal e assistência, por US$ 600 milhões em junho passado. A compra amplia a presença da Zurich em seguro viagem, particularmente nos Estados Unidos. A sede da América Latina, antes instalada em Miami, agora passa a ser o Brasil, e está sob o guarda-chuva da Universal Asssitance, empresa do grupo suíço. O processo de transição vai até o final do ano.

Semana registra o avanço do risco e dos custos de ataques cibernéticos

riscos cibernéticos hackers

Uma semana e tanto para pensar no risco cibernético, um dos temas que mais preocupa os executivos do mundo todo segundo o estudo Allianz Risk Barometer. Um apagão cibernético está provocando atrasos em voos, além de prejudicar serviços bancários e de comunicação ao redor do mundo, nesta sexta-feira, 19. Diversos países reportaram problemas técnicos que afetaram redes de televisão nacionais, aeroportos internacionais, operadoras ferroviárias, bolsas de valores e outros serviços nesta sexta-feira.

A interrupção foi atribuída à CrowdStrike, uma empresa de segurança cibernética cujo software é usado por dezenas de indústrias ao redor do mundo para proteger contra hackers e violações externas. Uma atualização de software emitida pela CrowdStrike estaria na raiz do problema, resultando em travamentos de máquinas que executam o sistema operacional Microsoft Windows.

No dia 17, grupo UnitedHealth revelou que o ataque cibernético à sua unidade Change Healthcare custará à empresa entre US$ 2,3 bilhões e US$ 2,45 bilhões em 2024, significativamente mais alto do que as projeções anteriores, relata a Forbes. O ataque, considerado um dos piores no setor de saúde dos EUA, perturbou os sistemas de cobrança e pagamento, impactando os médicos em todo o país. Apesar destes desafios, a UnitedHealth reportou receitas no segundo trimestre de US$ 98,9 bilhões, um aumento de quase US$ 6 bilhões em relação ao ano anterior, embora o lucro líquido tenha caído de US$ 5,4 bilhões para US$ 4,2 bilhões devido aos custos relacionados com ataques cibernéticos.

A exchange de criptomoedas indiana WazirX disse que interrompeu os saques da plataforma depois de descobrir que uma de suas carteiras havia sido violada, com um “exploit” que os analistas suspeitam ter sido realizado por hackers norte-coreanos.

A Netshoes foi alvo de um ataque hacker e teve, na última quarta-feira (17), milhares de dados de clientes vazados em um fórum na web. Ao Valor, a empresa disse por nota que assim que tomou conhecimento do incidente, reforçou medidas de segurança e controle.

Nesta semana, o Idec (Instituto de Defesa de Consumidores) e o MPF (Ministério Público Federal) de São Paulo entraram com a maior ação judicial da história do país em proteção de dados pessoais, com um pedido de indenização contra o WhatsApp que pode chegar a R$ 1,7 bilhão. Caso a causa seja ganha, o valor pago a título de dano moral coletivo é destinado ao Fundo de Direitos Difusos, vinculado ao Ministério da Justiça. A ação também responsabiliza a ANPD por não ter atuado contra o WhatsApp.

Incidentes cibernéticos, como ataques de ransomware, violações de dados e interrupções de TI, são a maior preocupação para empresas no mundo em 2024. E os números sobre este tema são alarmantes. De acordo com a Aliança Global de Seguros Cibernéticos (GCA), espera-se que o mercado global de seguros cibernéticos atinja US$ 20 bilhões para fazer frente a uma onda de ataques estimada em US$ 10,5 trilhões anuais até 2025. As apólices variam desde cobertura para resposta a incidentes e recuperação de dados até compensações por interrupções de negócios e responsabilidade legal. 

Uma das preocupações das grandes empresas é com suas parcerias de negócios, muitas delas pequenas e médias empresas (PMEs). Pesquisa da Cowbell, publicada em 19 de março de 2024, revelou que 32% dos 500 CEOs de PME do Reino Unido estavam confiantes de que um ataque cibernético não impactaria sua capacidade de conduzir negócios. Além disso, 10% dos líderes empresariais entrevistados disseram que não viam necessidade de melhorar sua postura de risco cibernético.

O fato de que várias PME parecem estar ignorando os riscos cibernéticos pode, subsequentemente, representar um perigo para grandes empresas com as quais essas PMEs fazem parceria, devido à maior “interconectividade”. Boa parte dos consultores acreditam que as PME, portanto, podem representar um risco de segurança cibernética para grandes empresas com as quais fazem parceria. Outro dado relevante da pesquisa da Cowbell sinalizou que 77% das PME do Reino Unido não mantêm nenhuma segurança cibernética interna.

No Brasil temos poucos dados ainda sobre a adesão das PMEs, mas o risco é cada dia mais evidente. De acordo com a Superintendência de Seguros Privados (Susep), as vendas do seguro cibernético passaram de cerca de R$ 20 milhões em 2019 para R$ 203 milhões em 2023. 

Edson Franco palestra sobre os cenários atuais da previdência privada

O presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), Edson Franco, participou, na última terça-feira (16/07), de um evento sobre os cenários da previdência privada e a sustentabilidade do Setor, promovido pelo Clube de Seguros de Pessoas e Benefícios do Estado da Bahia (CSP Bahia), em Salvador-BA. Na ocasião, o executivo ministrou a palestra “Previdência Privada: A Proteção que o Cidadão Precisa” para os presentes e para a audiência via canal do CSP-BA no Youtube.

Em sua fala inicial, Franco traçou uma linha do tempo da previdência privada no país, destacando a evolução do segmento. “Ao todo, são mais de 14,1 milhões de planos comercializados no Brasil. Ao mesmo tempo, somente 2,8 milhões são planos coletivos, o que equivale a 4,5% do total de trabalhadores formais. Os números revelam o potencial de crescimento de planos previdenciários, especialmente dos planos coletivos”, enfatiza. O setor possui R$ 1,5 trilhão em ativos nesses planos, equivalente a, aproximadamente, 13% do PIB.

Por outro lado, o presidente da Federação alertou que apesar da evolução do mercado e o cenário positivo de crescimento, o país ainda não atingiu todo o seu potencial em termos de adesão aos produtos e serviços ofertados. “Estamos em 26º lugar no ranking da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) de 2022 quanto a participação das reservas previdenciárias na economia, considerando 71 nacionalidades. “É um outro indicador do tamanho da oportunidade e do gap de proteção previdenciária que temos. Apesar disso, hoje a previdência privada aberta financia cerca de 12% da Dívida Bruta do governo geral”, explica Franco.

Na visão do presidente da Fenaprevi, as recentes mudanças regulatórias que atravessam o mercado de previdência privada são analisadas com otimismo e a expectativa é que elas contribuam para o crescimento do setor.

Franco ainda apresentou os dados da pesquisa intitulada “A Percepção dos Brasileiros sobre a Necessidade de Proteção e Planejamento: o Papel dos Seguros e da Previdência”, encomendada pela Federação ao Instituto DataFolha e lançada em 2023 em São Paulo. De acordo com ele, para se atingir o potencial de crescimento da penetração da previdência privada depende de vários fatores como emprego, renda e educação financeira. Outro desafio citado por Franco é o da longevidade, tendo em vista o acelerado envelhecimento da população. 

Edson lembrou que a reforma de 2019 aumentou o nível de conscientização da população em se proteger para o futuro. “Nós temos um modelo de previdência pública insustentável. A reforma concebida foi uma reforma possível, mas paramétrica, ela não foi estrutural”, disse.

CQCS presta homenagem a Edson Franco

Durante o evento, Edson Franco recebeu uma homenagem do fundador do CQCS, Gustavo Doria, que entregou uma placa de agradecimento em razão dos serviços prestados ao mercado de segurador brasileiro. 

“O CQCS agradece a Edson Franco por toda transformação quem vem realizando no mercado brasileiro de seguros, na busca de garantir uma sociedade melhor protegida e um Brasil mais sustentável. Sua jornada nos inspira. Gratidão!“, diz a mensagem.

O encontro contou também com a participação de outros representantes do mercado, como o presidente do CSP-BA, Antonio Daniel Mota; o presidente do Sincor/BA, Josimar Antunes; o presidente da Aconseg NNE, Djalma Ferraz, além do diretor-estatutário da Fenaprevi, Oriovaldo Filho, da diretora-executiva, Beatriz Herranz e da gerente da Federação, Hessia Costilla.

Podcast da CNseg discute o seguro social contra catástrofe

Com apresentação da jornalista Anne Barbosa, o terceiro episódio do Conversa Segura, videocast do SeguroPod, que vai ao ar hoje, 18, abordou a necessidade da atuação em conjunto dos setores público e privado para uma resposta rápida as calamidades decorrentes das mudanças climáticas. Com publicação semanal, sempre às quintas-feiras, às 18 horas, no canal do Spotify e do Youtube da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), o programa reúne grandes executivos das maiores empresas do setor, além de representantes do Executivo e Legislativo brasileiro.

Durante a entrevista, os convidados pontuam que as mudanças climáticas trazem efeitos cada vez mais frequentes e severos. Para eles, como se trata de um fenômeno que traz uma nova realidade, esse é um debate que vai exigir a implementação de medidas preventivas e de recuperação cada vez mais rápidas. 


Para Dyogo Oliveira “uma das alternativas que defendemos é o Seguro Social contra Catástrofe, por meio da criação de uma fonte de recurso em um lugar que realmente vai ter efetividade, para garantir uma maior proteção e atendimento a toda população”. 


Além disso, o deputado Hugo Leal defende a necessidade de “trabalhar com prevenção e na qualificação das defesas civis, além da estruturação de respostas rápidas para lidar com esses tipos de catástrofes”.

Agenda de divulgação do Conversa Segura 

O último episódio do mês de julho, que vai ao ar dia 25, vai abordar o “Seguro como Estímulo do Crédito”. A programação continua em 1º de agosto com o “Seguro na Agenda Econômica do Governo”, as próximas quintas-feiras seguirão, respectivamente com: “Seguro, projetos de Infraestrutura em Grandes Obras”, “Longevidade”, “Como Ampliar o Acesso da População a Produtos de Seguros” e “Seguros de Vida e Previdência Privada”. 

Os dois programas que serão veiculados nas duas primeiras quintas de setembro abordarão a “Capitalização”, dia 05, e “Subscrição de Risco no Contexto da Agenda Climática”.

Diferente da primeira temporada, que foi liderada pelo presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, os 11 episódio que compõem a nova série trazem a apresentação da ex-âncora da GloboNews, Leila Sterenberg, e da ex-jornalista da Globo e da CNN, Anne Barbosa.

O “SeguroPod” faz parte da estratégia da área de Comunicação e Marketing da CNseg de desmistificar a imagem do seguro e ampliar o conhecimento da população brasileira sobre a importância de adquirir produtos do setor para garantir proteção no dia a dia das pessoas.

Setor de seguros paga US$ 58 bilhões em indenizações até junho

Mais de US$ 117 bilhões em perdas econômicas causadas por desastres naturais globais durante o primeiro semestre (1S) de 2024. Esse valor foi menor do que a média do 1S do século 21 de US$ 137 bilhões e significativamente menor do que as perdas econômicas registradas no 1S de 2023 ($226 bilhões), segundo relatório publicado pela corretora Aon.

As perdas seguradas globais para o 1S de 2024 foram de pelo menos US$ 58 bilhões acima da média do primeiro semestre do século 21 de US$ 39 bilhões, mas menores do que nos três anos anteriores, onde as perdas seguradas do 1S ultrapassaram US$ 60 bilhões até o final de junho nos níveis de preços atuais. O número total de fatalidades causadas por eventos de catástrofes naturais foi estimado em mais de 6 mil durante o período, significativamente abaixo das médias de longo prazo e o mais baixo desde 2020.

Enquanto isso, a Aon estima que a lacuna de proteção de seguros tenha reduzido para 50%, uma das mais baixas registradas para o primeiro semestre, e em grande parte resultado de pagamentos elevados de seguros para danos causados por tempestades severas (SCS) nos EUA. De fato, os desastres naturais nos EUA representaram quase 80% das perdas seguradas globais no primeiro semestre de 2024, atingindo quase US$ 46 bilhões.

O relatório destaca que 30 eventos de perdas econômicas excederam US$1 bilhão durante o primeiro semestre, 22 dos quais ocorreram nos EUA, dois na América do Sul, quatro na Ásia e dois na EMEA. O terremoto de Noto no Japão em 1 de janeiro foi o evento de perda econômica mais caro do 1S, com mais de US$ 17 bilhões em danos diretos. O evento de perda segurada mais caro foi um período de SCS nos EUA em março, estimado em US$ 4,7 bilhões.

Além da alta prevalência de SCS nos EUA, eventos extensos de enchentes no sul da Alemanha, Brasil, Oriente Médio e China também contribuíram para o total de danos econômicos globais.”É ótimo ver uma redução na lacuna de proteção global, que é resultado dos altos níveis de cobertura de seguros para os eventos de SCS observados no primeiro semestre de 2024″, disse Michal Lörinc, chefe de Insight de Catástrofes na Aon. “No entanto, a indústria de re/seguros precisa continuar seus esforços para aumentar os níveis de seguros em mercados emergentes, através da provisão não apenas de capital e capacidade, mas também de dados e análises avançadas, que ajudam a qualificar e quantificar o risco, e, em última análise, a tomar decisões melhores.”

“Nossos especialistas em Capital de Risco utilizam análises para trazer capital aos clientes e garantir que o impacto das catástrofes naturais seja distribuído ao longo da cadeia de transferência de risco para proteger comunidades e empresas”, comentou Andy Marcell, CEO global de Soluções de Capital de Risco e Resseguros da Aon, em comunicado.

A perspectiva para o segundo semestre de 2024 é marcada por expectativas elevadas de uma temporada de furacões custosa, bem como pela continuação da atividade de SCS nos EUA e na Europa. No início de julho, a segunda tempestade nomeada da temporada, o Furacão Beryl, já resultou em perdas potencialmente multibilionárias.

LRS ajudam na diversificação do portfólio das seguradoras, afirma Fitch

A recente regulamentação dos títulos de securitização de Letras de Risco de Seguro (LRS) pode beneficiar o mercado de (re)seguros do Brasil, diz a Fitch Ratings. Esses veículos, semelhantes aos títulos vinculados a seguros (ILS), podem proporcionar novo acesso à diversificação de portfólio e gestão de capital, o que seria favorável às classificações de crédito das (re)seguradoras. Se bem-sucedidos em atrair fontes alternativas de capital de risco, os LRS devem ajudar a estabilizar os custos de resseguro por meio da melhoria da concorrência e mitigação do risco de contraparte do ressegurador. Globalmente, os ILS representam cerca de 15% da capacidade total de resseguro.

As classificações de ILS são geralmente determinadas usando uma abordagem de elo mais fraco para risco de catástrofe, risco de contraparte da seguradora cedente e risco de crédito dos investimentos permitidos. As transações de ILS podem variar em estrutura, características de contrato e riscos. “Avaliamos cada transação com base no recurso legal ao patrocinador (ou pagador de prêmio) e no isolamento dos fluxos de caixa de seguro, o que pode variar a abordagem”, informa em nota divulgada.

Sob a regulamentação brasileira, os veículos de investimento da Empresa de Propósito Específico de Seguros (SSPE) são obrigados a manter investimentos em ativos dentro do país. No entanto, esperamos que os investimentos das SSPEs estejam em linha com nossos ‘Critérios de Contraparte de Financiamento Estruturado e Covered Bonds’.

De acordo com a regulamentação, a Comissão de Valores Mobiliários emitirá e distribuirá LRSs. A Superintendência de Seguros Privados (Susep) e o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) regularão as atividades das SSPEs. Há dois pedidos pendentes para a criação de SSPEs, de acordo com a Susep.

A demanda e o crescimento desses mercados alternativos de capital de resseguro no Brasil dependerão da busca das (re)seguradoras por capacidade alternativa, da limitação ou aumento adicional das taxas de resseguro e dos retornos potenciais para os investidores. O mercado global de ILS encerrou 2023 com volume recorde e novas emissões de títulos de catástrofe, com crescimento de mais de 20%.

No entanto, a frequência e severidade aumentadas de desastres naturais estão levando a custos segurados mais altos, o que pode desafiar o apetite por risco dos investidores de ILS. Um recorde de 142 catástrofes naturais ocorreu no ano passado, resultando em perdas econômicas de USD 280 bilhões. Dessas, USD 108 bilhões (40%) foram cobertas por seguro, o que foi superior à média dos últimos 10 anos de USD 89 bilhões.

Assim como o mercado tradicional de resseguro, o mercado de ILS experimentou um aumento nos spreads excedentes, enquanto a perda média esperada diminuiu. O pêndulo risco/recompensa balançou a favor dos investidores em vez das (re)seguradoras. Os investidores estão ganhando retornos totais descorrelacionados acima de 13%; além de spreads excedentes de cerca de 9%, eles também se beneficiam dos rendimentos dos títulos de catástrofe que são investidos em fundos de mercado monetário de curto prazo, que estão rendendo de 4% a 5%.

Compartilhar o risco entre seguradoras, SSPEs e investidores poderia reduzir os custos de financiamento das seguradoras. A abordagem proporcionaria uma alternativa ao mercado tradicional de resseguro, que pode ser mais caro ou restrito em certos momentos. Esses instrumentos permitirão que as (re)seguradoras otimizem a gestão de capital e risco, melhorem a liquidez e mitiguem as despesas de transferência de risco, incluindo prêmios de resseguro. Os LRS também podem ser uma opção para investidores que buscam diversificar seus portfólios com investimentos que têm baixa correlação com classes de ativos tradicionais.

Wiz Co divulga relatório de sustentabilidade e considera os wizzers como seu maior ativo

Fonte: Wiz Co

A Wiz Co, corretora completa de seguros especializada em bancassurance e distribuidora de consórcios e crédito, divulgou o seu Relatório de Sustentabilidade de 2023. O documento apresenta ao mercado como o grupo conduz os negócios de forma sustentável e a busca por ampliar impacto positivo nos temas que envolvem os compromissos ESG (ambiental, social e de governança).

“No ano em que celebramos o nosso 50º aniversário, uma longevidade rara no setor de corretagem de seguros no Brasil, alcançamos resultados sólidos alinhados aos nossos objetivos, reafirmando o compromisso que temos com a excelência, inovação e sustentabilidade”, afirma Marcus Vinícius de Oliveira, CEO da Wiz Co.

Entre os destaques do Relatório de Sustentabilidade está a renovação da certificação ISO 27001, demonstrando o compromisso da Companhia com a segurança da informação e a conquista do Certificado Empresa Pró-Ética, promovido pela CGU e pelo Instituto Ethos, graças ao Programa de Integridade da Wiz. Ele adota procedimentos internos de integridade, auditoria e incentivo à denúncia de irregularidades, além de aplicar os códigos de ética e de conduta, políticas e diretrizes, conforme a legislação vigente e as melhores práticas de governança corporativa.

“Orgulhamo-nos de sermos a única corretora de seguros a receber essa distinção. Tudo é pensado para reforçar nosso compromisso com a conformidade legal, integridade corporativa e manutenção de um ambiente de trabalho seguro e ético”, revela o CEO.

O ecossistema empresarial da Wiz está amparado em uma forte cultura corporativa, orientada ao desenvolvimento de pessoas e entrega de resultados. São cinco os pilares da empresa: Desenvolvimento, sobre topar o desafio e protagonizar soluções; Equidade e inclusão, indo além da diversidade; Resultados consistentes, direcionando o entusiasmo e orgulho pela Wiz em ações do dia a dia; Sinergia, impulsionando o negócio por meio do trabalho em time; e Dinamismo, reagindo de forma positiva, proativa e ajustando a rota sempre que necessário.

“Os resultados de 2023 refletem um ano de progresso significativo e compromisso contínuo com o desenvolvimento sustentável na Wiz Co. Nosso propósito – assegurar empresas e pessoas, gerando impacto positivo nos negócios e na sociedade – guiou nossas ações e iniciativas ao longo do ano”, explica Carolina Bento, Diretora de Gente e Cultura da Wiz Co. Ela completa: “Realizamos nossa primeira consulta com stakeholders para definir nossa materialidade estratégica, garantindo ações de sustentabilidade relevantes e impactantes. Alcançamos um notável progresso em diversidade e inclusão, aumentando a representatividade de mulheres e pessoas negras em cargos de liderança”.

Outro ponto que o Relatório de Sustentabilidade ressalta é o compromisso do grupo com as pessoas e considerar os wizzers como seu maior ativo, além de promover um ambiente inclusivo. Como reflexo positivo do clima interno, a Wiz foi, pelo 9º ano consecutivo, certificada na Great Place To Work (GPTW) como uma das melhores empresas para se trabalhar no centro-oeste. O relatório pode ser acessado no site de sustentabilidade do Grupo Wiz Co, neste link.