Promotiva tem potencial de 340 mil novos clientes no Rio Grande do Sul

Fonte: Wiz

O Banco do Brasil fechou um acordo com o governo do Rio Grande do Sul e abre as portas para a Rede Promotiva, unidade de negócios do Grupo Wiz Co (B3: WIZC3) e gestora da maior rede de correspondentes bancários do BB, a atuar na prospecção de 340 mil novos clientes.

Serão ofertados crédito em até 84 meses e taxa de convênio de 1,48%. “Oferecemos uma condição comercial muito competitiva. Para nós, esta parceria com o governo do Rio Grande do Sul significa uma grande chance de expandir nossas operações e alcançar resultados excepcionais. Aproveito para agradecer ao Banco do Brasil por esta oportunidade”, afirma Rodrigo Salim, diretor executivo da Promotiva.

A empresa, que já conta com mais de 690 Cobans em funcionamento distribuídos por todo o país, está empenhada na certificação dos correspondentes bancários e em fazer a estruturação de projetos e novos negócios, com objetivo de expandir a carteira de produtos a serem comercializados.

Correspondentes Promotiva estão bem classificados

O Banco do Brasil divulga, semestralmente, o Monitoramento de Parceiros no País (MPP), que é um acompanhamento dos correspondentes bancários. Este controle é feito para propiciar a manutenção dos critérios e requisitos de contratação, aderência regulatória, promoção de negócios sustentáveis e a mitigação de riscos legais e operacionais.

Todos os meses, a Promotiva recebe as notas dos seus Cobans parceiros, e a cada seis meses o resultado oficial do rating é divulgado. A classificação pode gerar consequências para os correspondentes que apresentam notas insatisfatórias.

Nos resultados do primeiro semestre de 2024, os Cobans da Promotiva atingiram um recorde de resultado para a empresa, ficando com rating AA e A, subindo a qualidade de 86,58% para 90,91%. “Esses resultados são extremamente importantes, pois indicam maior confiança em nossos parceiros e proporcionam mais segurança aos clientes, além de reduzir significativamente a possibilidade de não conformidades. Parceiros com melhores ratings operam com mais eficiência, resultando em um atendimento mais ágil e eficaz”, comemora Rodrigo Salim.

Atualmente, a Promotiva não tem nenhum Coban parceiro com rating D, o que afasta a possibilidade de sanções. Isto mostra o comprometimento da empresa em manter padrões de qualidade para atuação como correspondente bancário da Rede Mais BB.

Natalie Victal, economista-chefe da SulAmérica Investimentos, fala sobre aumento da taxa básica de juros

Daniela Gamboa SulAmérica

Fonte: SulAmérica

 A SulAmérica Investimentos esteve presente na 14ª edição da Expert XP, em São Paulo, que aconteceu entre os dias 29 e 31 de agosto.  A economista-chefe da asset, Natalie Victal, falou sobre o possível aumento da taxa básica de juros (Selic) no Brasil e mostrou otimismo com a economia norte-americana, mas preocupação com a economia chinesa, durante sua participação no painel “Ciclos Econômicos: Onde estamos e para onde vamos?”.

“Mantidos os preços atuais, acredito que o Banco Central será levado a subir 0,25% O que me preocupa um pouco no debate sobre esse novo ciclo é que ele está sem parametrização. Eu ainda vejo um case sólido para manutenção da taxa básica. Se o BC parar no “meio do caminho” os ganhos da estratégia são discutíveis. Ela pode, pelo contrário, catalisar um debate de dominância fiscal”, afirmou Natalie.

A economista comentou também sobre a corrida presidencial dos Estados Unidos. “O mercado de trabalho dos EUA está conseguindo encontrar equilíbrio. É um sinal de saúde, não de fraqueza. Dada a sinalização do Fed de que está focado no mandato de emprego, a assimetria é para cortar mais os juros por lá. A eleição nos EUA ensina sempre muita humildade. Vemos uma eleição aberta. Até mudança de candidato aconteceu. Do ponto de vista fiscal, ninguém está prometendo ajuste e sim expansão. O ex-presidente Trump é um case de dólar forte, como já vimos, o que acaba sendo ruim para países emergentes. Com a China, por outro lado, há uma preocupação maior, mas não vejo colapso no crescimento do país”, disse.

Já no painel “O Crédito Privado segue sendo a bola da vez?”, a Head de Crédito Privado e Imobiliário da SulAmérica Investimentos, Daniela Gamboa, destacou que esta é uma classe de ativo que deve ter espaço recorrente na carteira do investidor – em especial quando os juros estão elevados, como agora –, mas sem chamar de modismo. “Crédito privado já é uma estratégia antiga da casa. Temos uma grade bem completa de produtos. Vivemos agora em 2024 um ano de recorde de emissões. Hoje, temos um mercado mais maduro e estratégias ativas e bem diversificadas”, afirmou.

Tokio Marine é a primeira seguradora do País a emitir apólice de garantia com cláusula de step-in 

tokio marine seguro garantia

A Tokio Marine Seguradora tornou-se, oficialmente, a primeira Companhia do País a emitir uma apólice de Seguro Garantia com a cláusula de retomada prevista pela Lei de Licitações e Contratos (Lei nº 14.133/21). 

O anúncio foi feito hoje (2), em solenidade da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística do Mato Grosso (SINFRA-MT), com o intuito de celebrar a aprovação da construtora SEMEC (Serviços de Engenharia e Construções Ltda) para realização da obra de implantação e pavimentação da rodovia MT- 430. 

Realizado em Cuiabá (MT) nesta manhã, o evento contou com a presença do Governador do Mato Grosso, Mauro Mendes, autoridades locais, representantes da SEMEC e da Tokio Marine, como o presidente da Companhia, José Adalberto Ferrara; o Diretor Executivo de Produtos Pessoa Jurídica, Felipe Smith; e o Gerente de Suporte a Projetos, Rogério Jacobsen. 

O projeto será o primeiro a contar com uma apólice, emitida pela Tokio Marine, que tem o objetivo de assegurar a conclusão do projeto em caso de imprevistos e que foi fundamental para a aprovação da SEMEC na licitação da SINFRA-MT, como enfatiza o Diretor de Produtos Pessoa Jurídica da Tokio Marine, Felipe Smith. 

“Este é, sem dúvidas, um marco na história do Seguro Garantia para a Companhia e, em especial, para o País. Estamos nos preparando para este momento desde 2016, quando as discussões sobre esse tema tiveram início. Desde então, desenvolvemos um produto capaz de atender às necessidades específicas de nossos segurados, sejam eles agentes públicos ou privados, e investimos na contratação de especialistas, como engenheiros para análise dos projetos, e colaboradores dedicados à avaliação de crédito”, comenta Smith.

De acordo com o Executivo, o principal diferencial da Tokio Marine nesta área é oferecer uma solução completa para obras, além da proteção do Seguro Garantia, com produtos como Riscos de Engenharia, RC Obras, Transportes e Riscos Nomeados/Operacionais, entre outros, o que permite assegurar todas as etapas de execução do contrato. “Isso tudo porque queremos, até 2026, ser a Seguradora Multiprodutos referência em Seguro Garantia no Brasil”, finaliza o Diretor. 

Lei nº 14.133/21

Sancionada em abril de 2021 e de aplicação obrigatória desde janeiro de 2024, a Lei de Licitações e Contratos (Lei nº 14.133/21), tem como um de seus objetivos assegurar a finalização de obras públicas. Isso porque há, hoje, no Brasil, mais de 8,6 mil obras paradas – número que representa 41% dos 21 mil contratos relacionados a projetos financiados com recursos federais por meio do orçamento geral do País, de acordo com dados de 2023 consolidados pelo TCU (Tribunal de Contas da União)[1].

Com a nova lei, o Seguro Garantia torna-se essencial para execução de uma obra pública, uma vez que a empresa vencedora da licitação precisa contratar o produto para iniciar o projeto. Além disso, agora a Seguradora passa a ser interveniente anuente em grandes contratos de construção e com um valor de apólice de até 30% do valor do projeto, poderá garantir a conclusão das obras assumindo a responsabilidade pela sua execução em caso de inadimplemento da construtora contratada.

Prudential do Brasil fomenta cultura de inovação com Hackathon

Fonte: Prudential

A seguradora Prudential do Brasil realizou na última semana a terceira edição do Hackathon Prudential para fomentar a cultura de inovação entre seus colaboradores. Durante dois dias, times multidisciplinares formado por mais de 80 colaboradores participaram de uma imersão para debater ideias e encontrar soluções para desafios e oportunidades relacionadas ao pilar estratégico de clientes.

Uma comissão formada por líderes das áreas de negócio da seguradora selecionou dez cases, dentre os mais de 80 inscritos, para serem solucionados. Os participantes tiveram 72 horas para construir equipes multifuncionais, incluindo representantes da área de tecnologia para fortalecer a entrega das soluções. O grupo contou ainda com o apoio de mentores internos, parceiros de tecnologia da Prudential e facilitadores da consultoria MJV que contribuíram com visão estratégica e metodologias transformando o Hackathon em uma grande experiência de criação, inovação e aprendizagem.

Os times apresentaram as ideias de solução para uma banca composta pela CEO da Prudential do Brasil, Patricia Freitas, e os vice-presidentes de TI, Marcio Pereira, de Estratégia, Bruno Ambar, e de Pessoas e Desenvolvimento Organizacional, Gabriela Al-Cici. Os executivos avaliaram e selecionaram os três primeiros colocados. Os participantes receberam mais de R$ 84 mil em prêmios como reconhecimento pelo compromisso com a inovação na Prudential. 

“Participar de um hackathon proporciona uma experiência única de ser guiado para pensar com menos vieses e barreiras do dia a dia. Foi uma excelente oportunidade de reconhecermos ideias inovadoras com aplicabilidade no negócio, dando ênfase à colaboração. Essa edição foi um sucesso e não vemos a hora de colocar em prática tudo que foi apresentado”, afirma o vice-presidente de TI da Prudential do Brasil, Marcio Pereira.

Resseguro é pauta desta semana, com o evento Monte Carlo Rendez-Vous, em Mônaco

Setembro é o mês do resseguro. É o mês quando os principais playeres do mundo preparam estudos para aquecer os debates no tradicional Monte Carlo Rendez-Vous, que está em sua 66a. edição. É um evento anual do setor de resseguros realizado no Principado de Mônaco, que neste ano acontece entre 7 e 11 de setembro, no qual os participantes do mercado de resseguros se reúnem com seguradores e corretores para discutir o estado do mercado e iniciar as negociações para as importantes renovações de resseguros de fim de ano.

Não é um evento para todos. A começar pelo elevado custo de passar cinco dias em Mônaco. Poucos brasileiros participam. Mas o Brasil é um importante tópico dos debates promovidos pelos resseguradores. Tanto pelo potencial crescimento estimado para os próximos anos, como também por constar entre as principais perdas registradas no primeiro semestre deste ano.

Nesta semana, dois estudos traçam um cenário menos catastrófico para as renovações de contratos concentradas nos últimos dois meses do ano e também em janeiro de 2025. Semana passada, a AM Best divulgou suas impressões sobre o cenário deste segmento. Ambas ressaltam que os resseguradores globais estão demonstrando um apetite crescente por riscos de catástrofes naturais.

Já o estudo da S&P Global Ratings informa que durante as renovações de resseguros em janeiro de 2024, 19 dos maiores resseguradores globais classificados pela S&P aumentaram sua exposição a catástrofes naturais, com um aumento médio geral de 14% na exposição ao risco.

No entanto, um grupo menor de resseguradores optou por reduzir sua exposição. Essa mudança ocorre em meio a um ambiente de precificação favorável para resseguros e à melhora da receita líquida de investimentos em 2023 e 2024, o que proporcionou aos resseguradores oportunidades para alocar capital e expandir seus negócios de catástrofes patrimoniais.

O portal RE Insurance Business conta que a S&P Global Ratings observou que as estratégias dos resseguradores variaram nos últimos anos devido ao aumento dos custos associados às catástrofes naturais. Em 2023, o Instituto Swiss Re estimou as perdas seguradas globais devido a catástrofes naturais em US$ 108 bilhões, um valor acima da média de longo prazo da indústria de seguros.

Apesar disso, pontos de aderência mais altos e um padrão de eventos frequentes, mas de tamanho médio, em 2023 significaram que as seguradoras primárias arcaram com uma parte maior das perdas, especialmente com tempestades convectivas severas nos EUA. As perdas para o grupo de resseguradores globais classificados pela S&P ficaram dentro da carga de catástrofes naturais orçada.

A S&P também destacou vários desafios para a indústria, incluindo a inflação de sinistros, reivindicações de seguros nos EUA, aumento da variabilidade climática e volatilidade do mercado financeiro. No entanto, a análise da S&P sugere que a forte adequação de capital dos resseguradores globais e as margens aprimoradas fornecem um amortecedor contra choques significativos, como aqueles decorrentes de catástrofes naturais.

A capitalização do setor de resseguros provavelmente não será gravemente impactada por um evento catastrófico que possa causar perdas anuais em toda a indústria superiores a US$ 250 bilhões. A S&P calcula que o setor permaneceria capitalizado acima do nível de confiança de 99,99% mesmo após um evento desse porte.

Perdas patrimoniais e de acidentes para o setor de resseguros

As perdas por catástrofes patrimoniais superaram ou atingiram as expectativas orçamentárias entre 2017 e 2022, levando a correções necessárias de preços, segundo a S&P. Os aumentos significativos de preços em 2023, combinados com uma menor experiência de perdas naquele ano, fizeram do negócio de catástrofes patrimoniais um dos principais contribuintes para os fortes resultados do setor de resseguros e incentivaram os resseguradores a aumentar sua exposição.

Até meados de 2024, as perdas seguradas estão acompanhando acima da média histórica, com eventos notáveis incluindo tempestades severas nos EUA, um terremoto no Japão e inundações no Oriente Médio, China, Europa e Brasil. A Munich Re relatou perdas seguradas globais por catástrofes naturais de US$ 62 bilhões nos primeiros seis meses de 2024, em comparação com sua média de 10 anos de US$ 37 bilhões.

Apesar dessas perdas mais altas, a S&P Global Ratings prevê que o negócio de catástrofes patrimoniais contribuirá com aproximadamente três pontos percentuais ao retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) em média para o grupo, caso as perdas com catástrofes naturais permaneçam dentro do orçamento.

O orçamento combinado para perdas de catástrofes naturais em 2024 para o grupo amostral de resseguradores globais da S&P é de aproximadamente US$ 19,2 bilhões, em comparação com US$ 17,1 bilhões em 2023 e US$ 15,5 bilhões em 2022. Esse orçamento sugere uma perda segurada em toda a indústria para o ano de cerca de US$ 95 bilhões, o que se alinha com a média histórica de 10 anos.

A S&P espera que os resseguradores permaneçam cautelosos, mesmo com a expansão de sua exposição. A tendência de manter pontos de aderência elevados provavelmente continuará em resposta à alta inflação e aos crescentes custos. Espera-se também que os resseguradores sejam seletivos em sua exposição a eventos de maior frequência e tamanho médio, enquanto reduzem as ofertas de cobertura de cota-parte e agregadas.

De acordo com a S&P, essa abordagem permitiu que os resseguradores reduzissem sua participação nas perdas abaixo da estimativa de longo prazo de 20% nos últimos anos.

O papel dos investimentos no resseguro

Os retornos dos investimentos também desempenharam um papel crucial no fortalecimento dos amortecedores dos resseguradores em 2024. A S&P Global Ratings projeta que os lucros combinados antes de impostos em seu grupo amostral cheguem a aproximadamente US$ 45 bilhões em 2024, em comparação com US$ 30 bilhões em 2023, assumindo que as margens de investimento permaneçam alinhadas com as suposições de base e que as perdas por catástrofes não excedam os US$ 19,2 bilhões orçados.

Essa projeção sugere um amortecedor combinado de cerca de US$ 64 bilhões antes que ocorra a redução de capital em um cenário de estresse severo. A S&P também espera que as empresas tomem medidas para proteger o capital em tais cenários, como a suspensão de recompra de ações.

A adequação de capital deve permanecer resiliente, mesmo diante de eventos de perda significativa, de acordo com a S&P. A maioria dos resseguradores no grupo amostral provavelmente enfrentaria um evento de ganhos em vez de um evento de capital em um cenário severo.

A S&P prevê que 17 dos 19 resseguradores em sua amostra manteriam sua adequação de capital se as perdas agregadas atingissem o nível de um evento de uma vez em 50 anos em 2024, em comparação com 15 em 2023. Essa resiliência é atribuída às fortes posições de capital dos resseguradores e à abordagem disciplinada de gestão de risco.

A S&P Global Ratings também observou que a maioria dos resseguradores aumentou sua exposição ao risco de catástrofes naturais em 2023 e 2024, impulsionada por correções recentes de preços e pontos de aderência mais altos. No entanto, alguns resseguradores optaram por reduzir sua exposição ou mantê-la nos níveis anteriores, muitas vezes guiados por estratégias de longo prazo voltadas à diversificação de linhas de negócios e à redução da volatilidade de subscrição.

O alto custo da retrocessão, juntamente com restrições na capacidade de retrocessão, levou alguns resseguradores a reduzir o uso de retrocessão para riscos extremos. No entanto, o capital alternativo continua a ser uma fonte essencial de capacidade, especialmente para as estratégias de retrocessão dos grandes resseguradores globais.

Embora a demanda por cobertura de catástrofes naturais permaneça alta, a S&P Global Ratings prevê que os resseguradores continuarão otimistas quanto às condições de precificação. No entanto, se os preços enfraquecerem, o apetite dos resseguradores por aumentar sua exposição a catástrofes naturais poderá diminuir.

Uma segunda metade de 2024 tranquila poderia levar a uma pressão sobre os resseguradores para alterar os termos, condições ou taxas, possivelmente levando-os a manter uma abordagem mais disciplinada.

Clima no mercado de resseguros muda para capitalizar os preços do hard market, avalia AM Best

Fonte: Artemis

O clima no mercado de resseguros mudou um pouco, com as quatro principais resseguradoras europeias agora focando em aproveitar os preços elevados enquanto durarem, acredita a agência de classificação AM Best.

Em um novo relatório focado nos quatro gigantes europeus do resseguro, Hannover Re, Munich Re, SCOR e Swiss Re, a AM Best explica que, desde o reajuste dos preços e termos do resseguro, essas grandes empresas têm assumido mais riscos, especialmente em catástrofes naturais.

Ao mesmo tempo, há evidências claras de crescimento nos segmentos de resseguros especializados.

As condições de mercado rígido no resseguro continuam em 2024, com um leve afrouxamento em áreas e programas seletivos no meio do ano, mas um ambiente geral de estabilidade.

Embora os preços tenham moderado e se estabilizado, os termos e condições, bem como os pontos de anexo (attachment points) cruciais, permanecem estáveis até agora.

A AM Best comenta sobre as condições atuais e o fato de que o reajuste provou ser persistente até o momento.

“Com as condições rígidas do mercado de resseguros continuando em 2024, as quatro grandes resseguradoras europeias têm apetite para riscos de catástrofes naturais.”

“Isto segue um período de ajuste dos portfólios, aumento nos pontos de anexo e um afastamento das coberturas agregadas e das camadas de trabalho”, disse a agência de classificação.

Como resultado disso, “as quatro maiores resseguradoras da Europa relataram fortes resultados em 2023 e no primeiro semestre de 2024 para seus segmentos de resseguros não-vida, beneficiando-se de preços e termos favoráveis contínuos”.

Enquanto a lucratividade e o crescimento aceleraram desde o reajuste do resseguro em 2022 até as renovações de 2023, a questão sempre presente é sobre a sustentabilidade dessas condições e se o apetite dessas grandes resseguradoras pode levá-las a devolver parte dos ganhos obtidos.

A AM Best acredita que o clima mudou, de uma determinação em manter o mercado rígido atual para um sentimento de necessidade de capitalizar enquanto ele dura.

A agência de classificação disse: “Embora não haja sinais ainda de que essa disciplina esteja desaparecendo, o clima mudou um pouco, focando em aproveitar os bons preços enquanto eles durarem.”

Já vimos isso antes, claro.

As taxas de resseguro, especialmente para catástrofes naturais, subiram consideravelmente após o ano de perdas impactantes em 2005, e, embora tenham moderado rapidamente, a crise financeira de 2008 e a atividade de perdas em torno de 2011 ajudaram a sustentar um ambiente mais firme.

Mas de 2012 a 2017, as grandes resseguradoras globais buscaram aproveitar os preços e também aumentar suas participações de mercado, o que coincidiu com a expansão dos títulos de seguros ligados ao mercado (ILS) e do resseguro colateralizado, resultando em uma queda das taxas e em termos e condições consideravelmente ampliados.

Por trás disso, novamente, estava a sensação de não querer perder a oportunidade, e que capitalizar no preço, mesmo enquanto ele amolecia, era melhor do que chegar à parte mais branda do ciclo, enquanto havia o medo de que não veríamos picos semelhantes novamente (lembre-se de que naquela época muitos diziam que o ILS mataria o ciclo do mercado por completo).

O que provou estar errado, mas aqui estamos novamente em uma fase em que os preços e termos do resseguro estão em alta e parecem estáveis, mas os grandes players tradicionais agora buscam aproveitar ao máximo enquanto isso durar.

Tudo isso pode te trazer uma sensação de déjà vu. Mas é um pouco cedo para dizer que as coisas não serão diferentes desta vez.

Aqueles que experimentaram e até foram fundamentais no amolecimento de 2012 a 2017 já viram isso antes e não têm desejo de voltar aos preços super brandos e termos de cobertura super esticados que vimos naquela época.

Ao mesmo tempo, pouco mudou significativamente em termos de eficiência da estrutura do mercado de resseguros ou de suas operações e forma de transação.

A única mudança contínua é o amadurecimento da relação com o capital alternativo e os ILS no resseguro, o que poderia ser um efeito moderador no futuro, mas acreditamos que é mais provável que seja um estimulador de crescimento do que qualquer outra coisa no início.

Isso significa que o apetite e o medo de perder a oportunidade podem ser os principais motores do próximo amolecimento do ciclo, se e quando ocorrer.

Também estamos ouvindo corretores pressionando resseguradoras a serem mais abertas para fornecer coberturas mais baixas nas renovações de final de ano, enquanto alguns dizem que o acesso às camadas superiores das torres pode estar mais livremente disponível para aqueles que considerarem também fornecer proteção mais baixa, agregados e coberturas laterais.

Sentimento e medo são drivers críticos dos ciclos de resseguro, tanto em termos de perdas, ameaças percebidas, quanto de falhar em capitalizar no pico atual.

O lado positivo que estamos vendo desta vez, que pode significar que o pico atual seja sustentado por mais tempo, é o fato de que muitas resseguradoras estão buscando crescimento e expansão, em vez de apenas arrecadar parte dos riscos de catástrofes naturais nos EUA antes que eles amoleçam (o que vimos claramente de 2012 a 2017).

Seguros SURA Brasil apoia a Bienal do Livro de São Paulo

Fonte: Sura

A Seguros SURA Brasil anuncia o seu apoio à 27ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que acontecerá de 6 a 15 de setembro e tem como país homenageado a Colômbia, país sede da seguradora. Com 80 anos de atuação na América Latina e há oito no Brasil, este marco representa também a primeira vez que uma seguradora se torna parceira da Bienal, e reflete o compromisso da SURA com a cultura e a literatura como motores de transformação social.

Para celebrar esse apoio e fomentar com seus colaboradores e comunidades a importância da cultura, a SURA promoverá uma edição da iniciativa “Aprendendo Juntxs” um encontro entre colaboradores e 40 alunos Colégio Integrado Itaquera, de Itaquera, proporcionando uma rica troca de conhecimentos e experiências.

No dia 5 de setembro, o professor de literatura Dante Gallian visitará o escritório da SURA em São Paulo para explicar a origem dos nomes das salas de reunião – todos homenageando grandes escritores brasileiros como Adélia Prado, Jorge Amado, Mário Quintana, Cora Coralina, entre outros.

“Estamos na Bienal Internacional do Livro porque compartilhamos a ideia de que só por meio do desenvolvimento da cultura e da educação podemos ter sociedades mais equitativas, plurais e desenvolvidas”, diz o vice-presidente de Talento Humano da Seguros SURA, Juan Guerra.

Queimadas em São Paulo devem impactar pouco seguro rural, prevê FenSeg

Damasceno Mapfre

As recentes queimadas que devastaram o interior de São Paulo, causando um prejuízo estimado em mais de R$ 1 bilhão, devem ter um impacto relativamente baixo sobre o mercado de seguro rural. De acordo com o membro da comissão de seguro rural da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), Fábio Damasceno, as queimadas poderiam ter causado danos mais severos se tivessem afetado a colheita de inverno, já concluída.

No estado, a maior exposição para quem tem seguro agrícola, considerando dados do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) – o benefício concedido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária aos produtores por meio das seguradoras cadastradas no programa – deverá ser com propriedades de cana-de-açúcar, que detêm 556 apólices contratadas, seguida pelo seguro pecuário, com 216, e o seguro florestal, com 90. 

O fogo deve impactar também bens patrimoniais como garagens, colheitadeiras e plantadeiras. Embora ainda não seja possível contabilizar números exatos, pode-se dizer que a maioria dos sinistros acionados pelos segurados desde o fim de semana ocorreu na região central e noroeste de São Paulo, a partir de Ribeirão Preto. Apesar de os valores de indenização ainda não serem alarmantes, a quantidade de sinistros é considerada alta pelas seguradoras para o período de tempo – os primeiros focos de incêndio foram registrados na sexta-feira 23 de agosto. Segundo a FenSeg, a expectativa é de que os acionamentos aumentem nos próximos dias.

O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, confirmou que 99,9% dos incêndios no interior de São Paulo foram causados por ação humana, com pelo menos seis pessoas presas por envolvimento nos crimes. A quantidade de focos de incêndio registrados em agosto é a mais alta desde 1998, afetando mais de 3.800 propriedades rurais em 144 municípios e resultando em duas mortes e mais de 800 deslocamentos forçados.

Mas o incêndio que atingiu proporções nacionais nos últimos dias, se espalhando pela Amazônia e Pantanal e estados como Goiás e Minas Gerias (além de SP), também reforça a percepção do mercado segurador de que está na hora de redimensionar a exposição ao risco do seguro agrícola, que protege plantações de fenômenos meteorológicos. Como destaca o representante da FenSeg, o incêndio vinha se mostrando mais danoso no seguro de equipamentos agrícolas e no seguro florestal, e menos no seguro agrícola. “O principal causador de perdas agrícolas, nos últimos 10 anos, não é o incêndio. A seca sempre foi o maior risco. Incêndio nessas proporções foi a primeira vez”, conta Damasceno.

De acordo com o executivo, a avaliação e gestão de risco do seguro agrícola tem sido um desafio crescente, considerando que as mudanças climáticas estão provocando eventos extremos com frequência cada vez maior. “Estamos vivendo uma nova realidade climática que exige uma adaptação rápida e eficaz por parte das seguradoras para garantir a viabilidade das carteiras e proteger os produtores rurais. As mudanças estão impactando não apenas o perfil de risco, mas também a aptidão agrícola das regiões”, afirma.

Segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), em todo país o seguro agrícola arrecadou, no primeiro semestre de 2024, R$ 2,2 bilhões (queda de 16,3%), e as indenizações somaram R$ 1,8 bilhão (alta de 2,3% sobre o mesmo período do ano passado). No estado de São Paulo, a arrecadação atingiu R$ 338 milhões, queda de 1,1%, e as indenizações, R$ 712,3 milhões, com alta de 146,3% sobre igual período de 2023.

O executivo informa que a FenSeg está comprometida em monitorar a situação atual e coordenar esforços para garantir uma resposta eficaz aos sinistros, além de trabalhar na atualização dos modelos de risco e precificação para melhor atender às necessidades do setor agropecuário.

Aon contrata Beatriz Protasio como CEO de resseguros

beatriz protasio

A corretora AON anunciou a contratação de Beatriz Protasio como CEO de Reinsurance Solutions no Brasil, sucedendo Isabel Blazquez Solano. Com mais de 15 anos de experiência na indústria de seguros, Beatriz irá liderar a equipe de resseguros para o país, apoiando os clientes em um ambiente cada vez mais complexo e impulsionando nossa estratégia de crescimento na região. As mudanças entram em vigor em de 16 de setembro.

“Agradecemos à Isabel Blazquez Solano por seu comprometimento e dedicação durante o período em que esteve à frente desta operação. Isabel assume uma nova função na Aon, como Global Head of Alternative Distribution, na Espanha”, comentou a corretora em sua página no Linkedin.

Este é um momento importante para a contratação de Bia Protasio, uma vez que os principais contratos de resseguros são renovados de setembro a janeiro. Bia deixa o grupo Lliberty, onde atuou de 2019 a 2024. O mercado de resseguros e de corretores está muito concorrido e a contratação de Bia, uma executiva muito querida por todos, é uma grande vantagem para a Aon.

“Isabel desempenhou um papel crucial no fortalecimento de nossa operação de resseguros no Brasil, promovendo uma cultura de crescimento e colaboração focada em apoiar os clientes em um ambiente cada vez mais complexo. Somos extremamente gratos por sua contribuição e desejamos sucesso em sua nova função” disse Paula Ferreira. “Estamos também muito entusiasmados com a chegada de Beatriz e confiantes de que sua experiência será inestimável para continuar impulsionando nosso negócio na região e no Brasil, um mercado extremamente importante para a Aon, onde investimos continuamente em capacidades que ajudem nossos clientes a navegar pela volatilidade,” acrescentou.

Future Climate e Aon lançam seguro de créditos de carbono inédito no Brasil

Natalia Moudrak, Aon

A Future Climate, que incorporou recentemente a Future Carbon, acaba de anunciar o lançamento de um seguro inédito e inovador para proteger investidores e participantes do mercado de créditos de carbono. A novidade é o resultado de uma parceria da Future Climate com a corretora britânica e gigante global de seguros Aon, reconhecida por sua expertise em riscos ambientais e de sustentabilidade. O objetivo desse novo seguro é impulsionar o financiamento para a conservação de 6,5 milhões de hectares da floresta amazônica. Com isso, investidores e participantes do mercado estarão protegidos contra riscos como falhas na entrega de créditos de carbono, mudanças regulatórias inesperadas, e outras incertezas que podem impactar o valor e a validade dos créditos de carbono.

Inicialmente, o seguro vai abranger cinco projetos, todos localizados nos estados da Amazônia Legal brasileira, mas não limitados a eles. À medida que novos projetos forem sendo avaliados, o seguro também será ampliado. A soma desses cinco projetos deve girar em torno de um milhão de toneladas de crédito por ano.

“A colaboração entre a Aon e a Future Climate vem para fortalecer todo esse trabalho e reforçar o mercado voluntário de carbono 2.0 com integridade e transparência, criando produtos sofisticados que conectam os mercados de carbono, financeiro e de seguros. Isso acelera a transição para uma economia de baixo carbono, visando um mundo com emissões líquidas zero até 2050”, diz Fábio Galindo, CEO da Future Climate.

O novo seguro desempenha um papel fundamental no fortalecimento da confiança dos compradores no Mercado Voluntário de Carbono (MVC), especialmente para projetos de carbono baseados na natureza. E a expertise da Aon em gestão de riscos atrai investidores institucionais, ao esclarecer riscos e medidas de mitigação. 

A parceria entre as duas companhias surgiu da necessidade de maior segurança e previsibilidade no mercado de carbono. O novo produto chega para atender às necessidades específicas do setor. “As conversas iniciais com a Aon começaram em março do ano passado. Trabalhamos intensamente para desenvolver um produto que ofereça proteção e valor ao mercado de carbono”, conta Galindo.

O novo seguro aborda diversas preocupações do mercado, incluindo riscos associados à entrega de créditos e à volatilidade do mercado de carbono. Ao fornecer uma camada adicional de segurança, visa aumentar a confiança nas transações de créditos de carbono, promovendo a estabilidade e o crescimento do setor. Focado principalmente no comprador final, cobre o valor total da transação,ou seja, caso um projeto entregue menos créditos do que o prometido, o seguro cobre a diferença, garantindo que o comprador não sofra perdas financeiras significativas.

Na opinião de Natalia Moudrak, diretora executiva da Aon Climate Risk Advisory, sem a infraestrutura adequada e mecanismos de mitigação de riscos em vigor, é quase impossível atrair o capital de investidores institucionais na escala que o Mercado Voluntário de Carbono (MVC) requer para um progresso significativo em direção ao zero líquido. “Estamos trabalhando com a Future Climate para ajudar a moldar melhores decisões nessa área, enquanto exploramos soluções que diminuem a potencial volatilidade e aumentam a resiliência. Ao integrar considerações de risco e seguro no ciclo de desenvolvimento do projeto desde o seu início, a Future Climate está ajudando a garantir a melhor possibilidade de sucesso para iniciativas nesse setor”, afirma.

Impacto Ambiental e Econômico

Investir na natureza oferece múltiplos benefícios em termos de mitigação e resiliência climática. Aproximadamente metade das emissões humanas atuais são absorvidas por terras e oceanos, e a floresta amazônica desempenha um papel crítico ao absorver um quarto do CO2 absorvido por todas as terras do planeta. As florestas da região amazônica armazenam mais de 500 toneladas de CO2 por hectare, o que significa que mais de 3,5 bilhões de toneladas de carbono serão protegidas pelos projetos desenvolvidos para conservar essas áreas. No entanto, a natureza e, em particular, as florestas tropicais, estão em declínio global, com 420 milhões de hectares de florestas convertidos para outros usos entre 1990 e 2020.

O Papel do Brasil no Mercado de Carbono

Em 2023, o Brasil alcançou uma redução extraordinária de 50% no desmatamento na Amazônia Legal, em comparação com 2022. Apesar deste progresso, mais financiamento é necessário para proteger e manter as florestas tropicais do país. O Mercado Voluntário de Carbono é uma ferramenta crucial para atrair financiamento do setor privado para projetos de conservação e restauração da natureza. O Brasil está assumindo um papel de liderança na promoção de projetos de carbono em terras públicas, priorizando integridade, escalabilidade e qualidade.

Thiago Lang, Diretor de Industry Specialties, M&A e Soluções em ESG da Aon Brasil, destaca: “O Brasil tem muito a ganhar com o financiamento público e privado em projetos de MVC de alta qualidade. Esses projetos têm o potencial não apenas de ajudar a sequestrar carbono, mas também de gerar benefícios ambientais, sociais e econômicos adicionais para as comunidades locais. O suporte de seguros será fundamental para gerar confiança de que os resultados dos projetos serão alcançados e para ajudar a abordar uma série de riscos com os quais desenvolvedores de projetos, compradores de créditos de carbono, investidores e credores possam estar preocupados”, afirma ainda Lang.

Critérios para emissão do seguro

O desenvolvimento de Soluções Baseadas na Natureza (NBS) robustas, que aderem aos mais altos padrões de qualidade e integridade, é crucial para atrair compradores globais estratégicos e investidores climáticos no Mercado Voluntário de Carbono. A Future Climate está comprometida em elevar o padrão para projetos de carbono florestal, visando estabelecer um novo parâmetro de qualidade de projetos e liderar a implementação de propostas que estejam alinhadas às expectativas em evolução do MVC 2.0. Isso inclui a implementação das melhores práticas desde o início do desenvolvimento do projeto, incluindo:

●      Certificação de classe mundial: Todos os projetos serão certificados sob o Verified Carbon Standard (VCS) e o Climate Community and Biodiversity (CCB) Standard, e aplicarão a metodologia REDD+ mais recente (VM0048).

●   Alto impacto ambiental: Todos os projetos se concentrarão na conservação de grandes áreas de florestas primárias e no direcionamento de fundos para pesquisa científica e restauração florestal.

●   Potencial elegibilidade sob o Artigo 6: O governo está alinhado ao MVC global, e a agenda do Artigo 6 está em discussão pelas autoridades brasileiras.

●   Benefícios sociais: Até 85% das receitas serão destinadas à promoção do desenvolvimento sustentável, com 50% do total sendo direcionado aos beneficiários das comunidades locais.

● Classificação independente de qualidade: A Future Climate está trabalhando com a Sylvera, uma agência de classificação de créditos de carbono, para avaliar os riscos dos projetos e desenvolver classificações pré-emissão para os projetos; e

● Gestão de riscos e seguros: Incorporar seguros em projetos do MVC reduzirá o risco para compradores e investidores; a corretora de seguros global Aon fornecerá acesso a capital de risco para ampliar a disponibilidade de seguros no mercado.