Câmara aprova projeto que cria o marco legal dos seguros

Fonte: Agência Câmara de Notícias

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (5) o projeto de lei que reformula as regras do setor e impõe limitações como a proibição de cláusula para extinção unilateral do contrato pela seguradora além das situações previstas em lei. Conhecida como marco legal dos seguros, a proposta será enviada à sanção presidencial.

O texto aprovado é um substitutivo do Senado ao Projeto de Lei 2597/24, que contou com parecer favorável do relator, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). De autoria do ex-deputado José Eduardo Cardozo, o projeto prevê, por outro lado, que o segurado não deve aumentar intencionalmente e de forma relevante o risco coberto pelo seguro, sob pena de perder a garantia.

Para evitar insegurança jurídica nos contratos, os riscos e os interesses excluídos da cobertura devem ser descritos de forma clara e de forma que não deixe dúvidas.

Se houver divergência entre a garantia delimitada no contrato e a prevista no modelo de contrato ou nas notas técnicas e atuariais apresentados ao órgão fiscalizador competente pela seguradora, deverá prevalecer o texto mais favorável ao segurado.

Quando a seguradora cobrir diferentes interesses e riscos, os requisitos para cada um deles devem ser preenchidos em separados para que a nulidade de um não afete os demais.

Outra regra prevê que o contrato será nulo se qualquer das partes souber, no momento de sua conclusão, que o risco é impossível ou já se realizou. A parte que assinar o contrato mesmo sabendo da impossibilidade ou da realização prévia do risco deverá pagar à outra o dobro do valor do prêmio.

Crescimento do setor
Segundo o relator, o texto faz parte de uma “agenda silenciosa de reformas microeconômicas” que tem aumentado a capacidade de crescimento da economia sem gerar inflação. Ele afirmou que, com as mudanças de regras para seguros, o setor pode saltar dos atuais 6% do Produto Interno Bruto (PIB) para 10% até 2030. “É uma política do ganha-ganha. Todos ganham com essas alterações, a sociedade e o setor de seguros, e isso é positivo para a retomada do crescimento econômico brasileiro”, declarou.

Reginaldo Lopes lembrou que, atualmente, há poucos bens segurados no Brasil. “Para cada 10 carros circulantes, apenas 2 têm seguros. E temos baixíssima proteção residencial, menos de 15%”, disse.

Mudança do risco
Em situações nas quais houve aumento do risco calculado inicialmente para a definição do prêmio a pagar e o aumento desse prêmio recalculado for superior a 10%, o segurado poderá recusar o acréscimo e pedir a dissolução do contrato em 15 dias, contados de quando soube da mudança de preço, mas a eficácia da revogação contará desde o momento em que o estado de risco foi agravado.

Se nesse período ocorrer o sinistro (a destruição do patrimônio segurado, por exemplo), a seguradora somente poderá se recusar a indenizar caso prove o nexo causal entre o agravamento relevante do risco e o sinistro ocorrido.

Caso haja redução relevante do risco, o valor do prêmio será reduzido proporcionalmente, descontadas, na mesma proporção, as despesas realizadas com a contratação.

Debate em Plenário
A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) afirmou que o projeto abre perspectiva para modernização da área.

Já o deputado Chico Alencar (Psol-RJ) criticou as alterações do Senado ao texto por atenderem mais às seguradoras que aos segurados. “Cria um questionário de avaliação de risco que favorece unilateralmente as seguradoras”, afirmou.

Alencar disse que o texto do Senado pode gerar mais judicialização e aumento de custos operacionais para os contratos.

Para o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), vice-líder da oposição, as mudanças do Senado engessam o mercado, trazendo cláusulas de apólice de seguros para a lei, entre outros problemas.

Já o deputado Gilson Marques (Novo-SC) criticou a proposta por entender que ela traz uma reserva de mercado.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

MAWDY, Equatorial Serviços e PWM anunciam parceria na distribuição de planos de assistência 

A MAWDY, divisão de assistências da MAPFRE, firmou uma parceria com a Equatorial Serviços e a PWM Consultoria e Corretora de Seguros para expandir a distribuição de serviços de assistência no Brasil, alcançando mais de 40 mil clientes em regiões como Alagoas, Amapá, Goiás, Maranhão, Pará e Piauí. A colaboração visa diversificar o acesso aos serviços de assistência, com pacotes residenciais que vão desde suporte básico, incluindo chaveiro e eletricista, até opções mais completas que cobrem sistemas de placas solares, vidraceiro e reparo de telhados.

Além dos pacotes residenciais, a parceria oferece serviços de saúde e bem-estar, como telemedicina, descontos em consultas e medicamentos, e assistência para bicicletas e pets. A tecnologia também faz parte do portfólio com o “Help Digital”, uma assistência remota para questões tecnológicas que inclui antivírus e controle parental. Todos os planos oferecem capitalização com sorteios de R$ 10 mil, agregando valor e atraindo mais clientes com benefícios financeiros.

Para Ana Claudia Calil, diretora da MAWDY, a parceria com a Equatorial amplia o alcance da empresa, enquanto Cristiany Pessoa, do Grupo Equatorial, reforça o compromisso em oferecer assistência de qualidade que impacte o dia a dia dos clientes. Paulo Magalhães, da PWM, destaca o papel da inovação para o crescimento, com foco em conveniência e bem-estar. Os serviços podem ser adquiridos via televendas, porta a porta ou no site da Equatorial, com a MAWDY e a PWM atuando como líderes em personalização e integração digital no setor.

Demanda por profissionais de seguros segue aquecida em 2025

Com a taxa de desemprego em níveis historicamente baixos, o mercado brasileiro de seguros está enfrentando desafios crescentes para atrair e reter talentos qualificados. Para ajudar empresas e profissionais a se adaptarem a este cenário, o novo Guia Salarial 2025 da Robert Half revela tendências de recrutamento e projeções salariais para o setor.

Ana Carla Guimarães, diretora de recrutamento executivo da Robert Half, destaca que as áreas atuarial, de crédito e risco, comercial e de subscrição estão em alta e lideram a procura por profissionais capacitados. “O mercado de seguros segue em forte expansão, com o setor de vida e segmentos relacionados, como saúde e bens de consumo, atuando como impulsionadores importantes”, afirma Guimarães em nota divulgada. A executiva enfatiza que o crescimento robusto também traz desafios, como a escassez de profissionais especializados.

Para Sara Santos, gerente da Robert Half, o setor de seguros, antes visto como conservador, está em um período de transformação digital e busca personalização de serviços. “Observamos que as seguradoras estão intensificando a inovação para criar produtos e serviços alinhados às novas expectativas dos consumidores. Este movimento reflete a evolução do mercado para um formato mais dinâmico e voltado para o impacto positivo na vida das pessoas”, analisa Santos.

Escassez de talentos e “guerra” pelo perfil ideal

Com uma taxa de desemprego de 3,5% entre profissionais com mais de 25 anos e ensino superior completo, o setor vive uma “guerra” por talentos. A demanda é por um perfil resiliente, estratégico e “mão na massa”, explica Guimarães. “Desenvolver adaptabilidade e trabalhar em diversos cenários são diferenciais importantes para quem quer se destacar”, comenta.

A transformação digital no setor segurador passa pela adoção de novas tecnologias, incluindo Inteligência Artificial (IA). Segundo Guimarães, a IA tem potencial para otimizar operações e personalizar o atendimento ao cliente, embora o domínio completo dessas ferramentas ainda não seja essencial. “É importante que os profissionais demonstrem interesse e busquem conhecimento sobre essas inovações, já que a tecnologia se tornou um pilar competitivo no mercado”, destaca a diretora.

A discussão sobre o formato de trabalho permanece em aberto no setor de seguros. Enquanto algumas empresas defendem o retorno ao escritório, outras optam pelo modelo híbrido. Santos pondera que as companhias que escolherem o retorno 100% presencial precisarão oferecer propostas de valor que justifiquem a mudança. “A flexibilidade é cada vez mais valorizada pelos profissionais, e a decisão final depende de uma proposta que realmente faça sentido para o candidato”, afirma.

O Guia Salarial 2025 da Robert Half revela que o setor de seguros está aquecido, especialmente em seguradoras de grandes riscos, operadoras de saúde, resseguradoras e corretoras. Os cargos mais procurados incluem Diretor(a) Financeiro(a), Gerente de Subscrição, Executivo(a) de Contas e Gerente Atuarial. As habilidades técnicas mais demandadas abrangem subscrição de seguros, avaliação atuarial, regulamentação e análise de dados. Em termos de remuneração, os salários anuais para alguns cargos estão previstos entre:

  • Diretor Financeiro: R$ 39.450 – R$ 59.270
  • Gerente de Subscrição: R$ 16.120 – R$ 24.280
  • Gerente Atuarial: R$ 15.540 – R$ 23.400
  • Executivo de Contas: R$ 9.780 – R$ 14.830

FF Seguros alerta sobre riscos da aceleração do plantio de soja

Guilherme Frezzarin, superintendente de agronegócios da FF Seguros.

Fonte: FF Seguros

A safra de soja 2024/25 teve um início desafiador, com irregularidade de precipitações e atraso em boa parte das regiões produtoras. Com a chegada das chuvas, os trabalhos de campo evoluíram com rapidez e o índice de semeadura saltou para 54% até 31 de outubro, sendo o 2º mais acelerado da história, segundo levantamento da consultoria AgRural.

De acordo com o monitoramento climático da FF Seguros, espera-se que os níveis de umidade de solo melhorem em todo o país, especialmente em áreas produtoras na região central do Brasil. No entanto, de forma geral, as condições de precipitações em outubro foram piores do que o panorama em 2021, ano que registrou seca e quebra de safra relevante.

A corrida para plantar

Com o atraso para iniciar a safra em algumas regiões, a redução da janela ideal de plantio da soja pode prejudicar o planejamento da segunda safra de milho. Outra preocupação é que, para conseguir plantar em um período mais curto, os agricultores costumam intensificar o uso de maquinário, o que aumenta a probabilidade de acidentes durante o plantio. “Imprevistos como colisões ou tombamentos podem danificar as semeadoras. Além disso, as máquinas ficam sujeitas aos riscos de incêndio, queda de raio e explosão, entre outros problemas”, afirma Roberto Zuardi, que é coordenador de sinistros agrícolas da FF Seguros.

Antes de plantar uma determinada área, Zuardi recomenda avaliar o talhão com o objetivo de remover tocos de árvores, cupinzeiros e outros obstáculos visíveis no terreno. Isso é importante porque a plantadeira opera próxima ao chão e pode ser facilmente atingida. “Os agricultores podem prevenir acidentes com pedras e galhos, já que esses objetos podem danificar a trilha de plantio e componentes da semeadora”, diz ele.

Proteção para máquinas

Para mitigar os riscos de maquinário, é fundamental contar com a proteção de um seguro da modalidade patrimonial rural ou de penhor rural. A FF Seguros protege máquinas e implementos agrícolas contra acidentes (colisão ou tombamento), roubo e furto mediante arrombamento. O produtor pode optar pela contratação de coberturas extras como furto simples, incêndio, raio, explosão, entre outras. A seguradora oferece flexibilidade para definir cláusula de rateio, vigência de até cinco anos e taxas diferenciadas.

De acordo com Diego Caputo, gerente comercial de cooperativas da FF Seguros, a apólice protege contra perdas relevantes. Um exemplo disso foi um sinistro em razão de tombamento de semeadora, atendido pela seguradora em dezembro de 2023. “Esse acidente ocasionou deformidades nas linhas, no conjunto de cabeçalho e reservatório de sementes da máquina e gerou indenização de R$ 148,5 mil por parte da seguradora. O seguro é uma essencial para mitigar diversos riscos, protegendo o patrimônio do produtor”, conta Caputo.

De acordo com um estudo da FF Seguros, o acidente de causa externa representa mais de 80% dos casos de sinistros de semeadoras. O segundo maior risco é o dano elétrico,  que representou 10% dos casos estudados, segundo levantamento que analisou uma amostra de 50 ocorrências entre 2020 e 2024.

Akad fecha parceria com startup do Vale do Silício para processamento de dados

Fonte: Akad

A Akad anunciou uma parceria com a DataPelago, uma startup do Vale do Silício, para ampliar em até dez vezes a velocidade no processamento de dados, desempenho que virá acompanhado de uma economia de 50% nos custos com as cargas de trabalho.

“O grande desafio é que os dados empresariais dobram a cada dois anos, ao passo que o poder computacional para processá-los fica mais caro e limitado”, justifica André Fichel, CTO da Akad Seguros. De acordo com um levantamento da própria startup, 90% dos dados gerados pelas empresas nunca chegam a ser explorados em razão dos altos custos e tempo de processamento, limitação que cria um significativo gap de oportunidade.

Segundo Fichel, a tecnologia criada pela DataPelago possibilita que as empresas movam suas cargas de trabalho entre diferentes processadores físicos sem a necessidade de alterações no código, o que explica os ganhos com eficiência e velocidade.

“A inovação e o compromisso em oferecer um serviço excepcional ao cliente estão entrelaçados em nosso DNA”, destaca Fichel. “Aproveitando o Programa Universal de Processamento de Dados da DataPelago, unificamos nossos pipelines de IA Generativa e Analytics para processar eficientemente dados estruturados, semiestruturados e não estruturados, reduzindo custos e melhorando o desempenho operacional”, afirma o CTO.

Gabriel Bortoleto, patrocinado pela Porto, é o novo nome brasileiro  

PORTO PATROCINIO F!

A Fórmula 1 acaba de receber um novo talento brasileiro: Gabriel Bortoleto. Aos 20 anos, o piloto patrocinado pela Porto desde 2023 e que atualmente lidera o campeonato de Fórmula 2, ganhou destaque no cenário internacional e conseguiu realizar o sonho de integrar a principal categoria do automobilismo mundial. Bortoleto é também promessa para reacender a paixão dos brasileiros pela F1 e trazer de volta o brilho que o país sempre teve no esporte.

Com uma carreira brilhante, Gabriel Bortoleto acumula vitórias e títulos que comprovam seu potencial e dedicação. Desde os primeiros passos no kart, ainda aos 7 anos, ele mostrou habilidades excepcionais que logo o levaram às principais categorias de base do automobilismo. Em 2023, o piloto sagrou-se campeão da Fórmula 3, consagrando-se como o brasileiro mais jovem a conquistar o título. Na Fórmula 2, ele se destacou como o líder da competição, reafirmando seu talento e o colocando no radar das principais equipes da Fórmula 1.

Essa trajetória de sucesso e a visibilidade adquirida no campeonato de F3 atraíram a atenção da Porto, companhia que acredita no potencial do jovem piloto e na importância de inspirar a próxima geração de brasileiros apaixonados por automobilismo.

“Apoiar pilotos como Gabriel Bortoleto é muito importante para a Porto. Nos últimos 79 anos construímos a nossa essência baseada na cultura do automóvel, e a Fórmula 1 é o ápice disso. É um território extremamente relevante para nós, além de ser uma forma de contribuir para o desenvolvimento do esporte e incentivar o sonho de ver novamente um brasileiro na elite do automobilismo brasileiro”, comenta Luiz Arruda, Vice-Presidente Comercial e de Marketing da Porto.

A estreia de Gabriel Bortoleto na Fórmula 1 marca um novo capítulo para o automobilismo brasileiro, trazendo esperança e entusiasmo para milhões de fãs que aguardam, ansiosos, o retorno de um piloto nacional ao topo do pódio.

AXA no Brasil patrocina o Festival Varilux de Cinema Francês 2024

axa seguros

Iniciativa faz parte da estratégia da companhia de ampliar o alcance de sua marca e promover o acesso à cultura A AXA no Brasil, que representa o grupo segurador de origem francesa no país, patrocina o Festival Varilux de Cinema Francês 2024, realizado pela produtora Bonfilm, que acontece de 7 a 20 de novembro em mais de 60 cidades e 110 salas de cinema pelo território nacional. Com uma homenagem ao ícone Alain Delon e uma seleção que celebra o melhor do cinema francófono contemporâneo, o evento exibe produções que passaram por Cannes, Veneza e San Sebastián.

O apoio ao Varilux faz parte da estratégia da AXA para fortalecer sua marca no Brasil, promovendo o acesso à cultura. Em 2022, a empresa deu início a esse movimento ao patrocinar a Roda Rico, o mais recente cartão postal de São Paulo, destacando a importância do seguro de forma próxima e acessível. O patrocínio deste ano, agora, dá continuidade a essa trajetória, promovendo a conexão da marca com o universo da arte e do cinema.

“Patrocinar o Festival Varilux de Cinema Francês reforça o compromisso da AXA em apoiar a cultura e promover o encontro de diferentes perspectivas, tão valioso para o progresso humano. Assim como o cinema nos inspira a ver o mundo sob novos ângulos, nossa missão é oferecer segurança e resiliência para que as pessoas possam construir um futuro mais sustentável e plural”, afirma Karine Brandão, Vice-Presidente Comercial, Marketing e Clientes da AXA no Brasil.

Entre os destaques da edição de 2024 do Festival Varilux estão as exibições de filmes como O sucessor, de Xavier Legrand, e Apenas alguns dias, de Julie Navarro, que abrirão o evento em São Paulo no dia 5 de novembro, no Cinema Augusta, e no Rio de Janeiro no dia 6 de novembro, no Estação Net Gávea. Cidades pelo país inteiro receberão a programação, que pode ser conferida no site oficial https://variluxcinefrances.com/2024/ 

Swiss Re vende a seguradora digital iptiQ para a Allianz Direct

A Swiss Re anunciou a venda do negócio de P&C (Property & Casualty) europeu da iptiQ para a Allianz Direct, em linha com sua decisão estratégica de se retirar da iptiQ. A Allianz Direct, seguradora online pan-europeia do Grupo Allianz, assumirá a operadora de risco sediada em Luxemburgo (iptiQ EMEA P&C S.A.), mais de 100 funcionários atualmente trabalhando na Suíça, Alemanha, Espanha, Holanda e Itália, e todos os acordos de distribuição.

A iptiQ é uma seguradora digital que faz parcerias com outras seguradoras, corretores, bancos e marcas de consumo para oferecer produtos de seguro inovadores de P&C, além de seguros de vida e saúde, diretamente aos consumidores finais (B2B2C). No início deste ano, a Swiss Re anunciou seus planos de retirada da iptiQ, após concluir que, em um contexto estratégico, não seria o melhor proprietário para o negócio a longo prazo.

Jef Van In, CEO da iptiQ, afirmou: “Estamos muito satisfeitos por ter encontrado um novo proprietário para o negócio de P&C europeu da iptiQ. Esta transação é um marco importante no plano da Swiss Re de se retirar do negócio da iptiQ, enquanto nos esforçamos para entregar o melhor resultado possível para as diferentes unidades dentro do negócio e para todos os nossos stakeholders. Continuamos totalmente comprometidos em apoiar todos os nossos clientes, parceiros e colegas durante o período de transição.”

A aquisição ampliará ainda mais a presença da Allianz Direct no segmento B2B2C, ao assumir mais de 130.000 clientes da iptiQ. A transação está alinhada com o objetivo da Allianz Direct de expandir suas operações B2B2C, aproveitando o modelo de negócios e a expertise distintos da iptiQ nesse segmento.

Philipp Kroetz, CEO da Allianz Direct: “A aquisição do negócio europeu de P&C da iptiQ reforça nosso compromisso em ampliar nossa presença nos principais mercados europeus, tanto na distribuição B2C quanto na B2B2C. Estamos entusiasmados em receber a equipe da iptiQ na Allianz Direct e ansiosos para o nosso sucesso futuro. Tenho confiança de que, juntos, iptiQ e Allianz Direct podem aproveitar a escala e competitividade da plataforma para seus produtos e operações, impulsionando ainda mais o sucesso para nossos parceiros de negócios.”

Itaú registra lucro recorrente de R$ 3 bilhões com seguros, previdência e capitalização em nove meses

O braço de seguridade do Itaú apresentou resultado recorrente gerencial do terceiro trimestre de R$ 1 bilhão e no acumulado do ano de R$ 3,05 bilhões, avanço de 9,6% em relação ao mesmo período anterior. O valor ainda representa uma participação pequena do ganho do banco, comparado a outras empresas do setor. O lucro recorrente do banco Itaú de julho a setembro foi de R$ 10,675 bilhões, alta de 6% no trimestre e de R$ 30,5 bilhões no acumulado do ano.

O resultado de seguros, previdência e capitalização foi de R$ 8,3 bilhões de janeiro a setembro deste ano, avanço de 12,6% em relação ao mesmo período do ano passado. No terceiro trimestre, o ganho foi de R$ 2,5 bilhões, 15% acima do resultado do mesmo período de 2023.

O aumento no acumulado de nove meses, segundo dados divulgados pelo banco, ocorreu devido ao crescimento dos prêmios ganhos, relacionado com as maiores vendas de seguros. Além disso, o grupo registrou alta das receitas líquidas de capitalização, das receitas de prestação de serviços e da margem financeira gerencial.

Os prêmios ganhos cresceram 8,2% de janeiro a setembro, para R$ 5,1 bilhões, e 8,4% no trimestre, para R$ 1,7 bilhão, principalmente por maiores vendas nas carteiras de seguros prestamista, vida, acidentes pessoais e cartão protegido.

As receitas de prestação de serviços aumentaram 24,4% referente a comissões, por maiores vendas de seguros de terceiros. A queda de 25,8% da margem financeira gerencial ocorreu principalmente pela redução da taxa de juros no Brasil. A agenda de seguros de bancassurance continua evoluindo, contribuindo para formação de carteira futura e oferta de proteção aos clientes.

BB Seguridade lucra R$ 2,3 bilhões no terceiro trimestre

A BB Seguridade obteve lucro líquido gerencial, que não considera os efeitos do IFRS 17 e eventos extraordinários do período, de R$ 2,3 bilhões no terceiro trimestre de 2024, número que representa um aumento de 10,1% na comparação com o mesmo períododo ano anterior.

No acumulado dos nove meses, o lucro gerencial cresceu 5,7% e alcançou R$ 6 bilhões, com a evolução de 12,1% do resultado operacional da Companhia mais do que compensando a retração do resultado financeiro.

“O grupo continua superando desafios inerentes ao dinamismo, competitividade e complexidade do mercado de proteção e acumulação e isso se deve à execução da estratégia da Companhia, que se fundamenta em três fortes pilares como a experiência do cliente, diversificação da distribuição e modernização tecnológica, aliada à solidez do grupo empresarial e à competência do seu corpo funcional”, afirma o presidente da BB Seguridade, André Haui, em nota.

O executivo acrescenta que “neste cenário, visualizamos oportunidades para ampliar a atuação para além do canal bancário, implementando novos modelos de parcerias e expandindo negócios no segmento de pessoa jurídica (PJ). O nossocomprometimento com a entrega de valor para a sociedade e a melhor experiência para os nossos clientes continuará nos guiando em direção a esse propósito.”

  • Seguros: lucro líquido da operação cresce 9,3%

No acumulado até setembro de 2024, o lucro líquido da operação de seguros evoluiu 9,3%, impulsionado pela queda das despesas com sinistros e crescimento de 8% do prêmio ganho retido, fatores que levaram a uma redução de 3,0 p.p. da sinistralidade. Os prêmios emitidos aumentaram 1% no comparativo, enquanto os prêmios retidos cresceram em velocidade superior (+7,6%), com destaque para o forte desempenho comercial nos seguros prestamista (+16,4%), penhor rural (+25,8%) e vida produtor rural (+14,9%).

  • Previdência: captação líquida continua evoluindo

Nos nove primeiros meses do ano, a captação líquida em previdência acumulou R$7,9 bilhões, montante 8,1% superior ao reportado no mesmo período do ano passado, beneficiado pelo incremento das contribuições (+4,8%) e pela redução do índice de resgates (-0,7 p.p.). As receitas com taxa de gestão cresceram 10,2%, impulsionadas pela expansão das reservas deprevidência que alcançaram o saldo de R$ 423 bilhões ao final de setembro, alta de 11,5% em 12 meses.

  • Capitalização: lucro líquido cresce 5,9%

O lucro líquido da operação de capitalização cresceu 5,9% no acumulado de 2024, em função da alta do resultado financeiro (+8,3%), com expansão do saldo médio de aplicações. A arrecadação registrou aumento de 4,1%, atribuído ao maior ticket médio dos títulos. Ao longo dos primeiros nove meses deste ano, a Brasilcap distribuiu R$43,4 milhões em prêmios de sorteio.