Discussões sobre renovações devem ir além da precificação

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Estamos na época mais importante para a renovação de contratos de resseguros, que determinam os contratos de seguros. É neste momento que saberemos se os seguros o tom dos reajustes em apólices desde de um simples veículo até plataformas de petróleo. Também teremos uma sinalização do apetite dos resseguradoras para riscos como cibernéticos, inclusão de cobertura para perdas ligadas a mudanças climáticas e quais as preocupações com o uso massivo de inteligência artificial.

A expectativa de muitos executivos no tradicional evento anual de resseguros em Baden-Baden, Alemanha, é ter boas negociações de contratos de resseguros. Laurent Rousseau, CEO da Guy Carpenter para EMEA e soluções globais de capital, instou a indústria a se afastar de uma visão puramente quantitativa do risco em debates que aconteceram neste domingo (20), dia da abertura do evento.

“Algo que me é muito caro é a diferença entre preço e valor. Como seguradoras, resseguradoras e corretores, focamos no preço do risco”, afirmou ele, informa a Insurer na matéria publicada sobre o painel. “Muitas vezes, tendemos a perder a visão do todo. Qual é o valor que trazemos para a sociedade? Pense em educação, saúde, identidade – em nome desses valores, diversos agentes econômicos estão dispostos a assumir algum risco a um preço econômico”.

Rousseau afirmou que “não compra a ideia” de que a incerteza nunca esteve tão alta, embora reconheça que há novos riscos, como aqueles relacionados à inteligência artificial e às perdas anuais com catástrofes naturais, que frequentemente ultrapassam US$ 100 bilhões. Painelistas que discursaram para mais de 600 executivos do setor no evento, realizado em parceria com The Insurer, concordaram que a indústria enfrenta novos e crescentes riscos, além de questões relacionadas ao aumento contínuo das perdas por catástrofes naturais e ao impacto da inflação sobre carteiras e exposições da indústria.

Andreas Berger, CEO da Swiss Re, alertou sobre o impacto crescente dos “perigos secundários” nas perdas gerais da indústria, destacando o “stress” causado pelo aumento das perdas. Ele citou, como exemplo, as recentes tempestades severas no norte da Itália. Segundo ele, enquanto as estimativas iniciais apontavam para perdas de US$ 2,2 bilhões, os números recentes divulgados pelas seguradoras indicam que a perda está mais próxima de US$ 6 bilhões “ou até mais”.

“O maior tema que precisamos abordar é a questão fundamental sobre o aumento das perdas”, afirmou. “Isso se resume basicamente à quantificação detalhada das exposições e ao entendimento dessas exposições. Nossos modelos precisam ser ajustados, e ainda trabalhamos com suposições desatualizadas em nossos custos, o que é algo que realmente precisamos resolver rapidamente, em conjunto, pois está causando estresse no sistema.”

GB Taglioni, sócio de seguros e gestão de ativos da Oliver Wyman, ressaltou que o momento atual no ciclo de resseguro apresenta uma oportunidade para reagir. “Estamos vendo mudanças na indústria, de modo que a mudança é a única constante. Neste momento, precisamos reagir para permanecer relevantes”, disse Taglioni. “A velocidade da mudança e a velocidade da inovação podem ser muito maiores.”

Parceria é uma escolha

A natureza cíclica do resseguro foi um tema central do simpósio, cujo foco este ano foi “Parcerias através de crises, choques e ciclos”. Rousseau descreveu crises e choques como “a matéria-prima” do negócio de resseguros, embora tenha alertado que o termo parcerias é muitas vezes usado em excesso para descrever relações que são, na verdade, meramente transacionais. “Na verdade, parceria é uma escolha, e é uma que se faz todos os dias”, explicou. “A maneira mais intuitiva de olhar para o ciclo de resseguro, e como os incumbentes veem seu papel no ciclo, é simplesmente observando a base de capital do resseguro.”

Rousseau destacou a forte capitalização do setor nos últimos anos, observando que uma proporção maior de capital agora provém de mercados financeiros por meio de transações com ILS, em vez de uma nova classe distinta de entrantes. Ele acrescentou que, no debate sobre parcerias ao longo do ciclo, o retorno sobre o patrimônio das resseguradoras listadas em 2023 indicou um equilíbrio.

“Após a reação rápida nas renovações de 1 de janeiro de 2023, quando as seguradoras aumentaram os pontos de retenção, reestruturaram programas e aumentaram os preços, seus retornos aumentaram tremendamente”, continuou Rousseau. “Enquanto isso, os retornos das seguradoras inevitavelmente diminuíram. Essencialmente, estamos agora nesse ponto de observar o quão rapidamente isso acontecerá para elas à medida que desaceleramos. Então, ao caminharmos juntos, isso realmente mostra que houve um equilíbrio no ciclo.”

Uma tendência relevante citada no evento tem sido a importância das parcerias. Roland Oppermann, membro do conselho da SV SparkassenVersicherung, afirmou que a indústria deve focar na construção de parcerias estratégicas e promover a colaboração para enfrentar a crescente complexidade e escala do ambiente de risco, além de estimular o crescimento. Ressaltou também a importância de seguradoras, especialmente as regionais e especializadas, formarem parcerias de longo prazo com resseguradoras e intermediários, destacando o papel crucial que ambas as partes desempenham ao possibilitar que seguradoras primárias cresçam e desenvolvam novos produtos e novos mercados.

Munich Re prevê crescimento de seguros cibernéticos, mas impõe condições rígidas

A Munich Re, maior resseguradora do mundo, destacou no tradicional encontro anual do setor de resseguros em Baden-Baden, Alemanha, nesta segunda-feira que as empresas europeias ainda precisam avançar em relação ao seguro cibernético. “Dado o baixo nível de penetração dos seguros cibernéticos, espera-se um crescimento robusto no mercado europeu de seguros cibernéticos”, explicou a empresa durante coletiva com jornalistas.

A Munich Re pretende continuar fornecendo uma capacidade considerável em condições adequadas para manter sua participação de mercado, que visa alcançar entre 10% e 15%. No entanto, a resseguradora mantém sua postura de não cobrir atos de guerra cibernética ou falhas em infraestruturas críticas.

A Munich Re também instou seguradoras primárias, como Allianz e AXA, a aumentarem os prêmios para seus clientes devido às perdas cada vez mais onerosas. A resseguradora afirmou que continuará a fornecer cobertura de resseguro na Europa, desde que as seguradoras primárias busquem prêmios adequados aos riscos em seus próprios negócios. A conselheira Clarisse Kopf destacou a importância de uma divisão justa de riscos entre resseguradoras e seguradoras primárias.

A Munich Re antecipa um crescimento significativo na demanda por seguros contra falhas de sistemas e ataques cibernéticos na Europa, devido à baixa penetração dessa modalidade no continente. Embora a empresa pretenda crescer com o mercado nesse segmento, ela reduziu recentemente seu volume global de prêmios e excluiu os efeitos de guerras cibernéticas com atores estatais de seus contratos. O grupo prevê que sua receita com prêmios de ciberseguros cairá para US$ 1,8 bilhão em 2024, após ter caído de US$ 2,2 bilhões para US$ 2,1 bilhões em 2023. O mercado global de seguros cibernéticos tem atualmente um volume de US$ 14,1 bilhões.

A Munich Re está pronta para alocar mais capital em seus mercados europeus, sempre que seus clientes demonstrarem disciplina de subscrição, gestão de exposição sólida e a obtenção de taxas originais adequadas aos riscos. A empresa utiliza sua força financeira para ajudar seus clientes a absorver choques que geram flutuações excessivas em seus balanços.

O grupo informou ainda que continua a investir em conhecimento de risco e expertise em modelagem para apoiar seus clientes, à medida que o ambiente se torna cada vez mais complexo e volátil, especialmente riscos cibernéticos e automóveis.

O mercado de seguro automotivo na Europa se mostrou volátil após a pandemia de Covid-19, com os aumentos de prêmios das seguradoras primárias não acompanhando os custos crescentes de reparos. Embora a pressão tenha diminuído com o abrandamento da inflação, muitos mercados ainda estão em processo de recuperação. A Munich Re manteve seu apoio aos clientes de longa data e continuará sendo um parceiro consistente e capitalizado para aqueles que demonstram precificação adequada ao risco e adaptação ao ambiente inflacionário mais volátil.

Catástrofes Naturais: perdas seguradoras de US$ 100 bi no primeiro semestre

As perdas anuais seguradas devido a catástrofes naturais em todo o mundo frequentemente ultrapassam US$ 100 bilhões. No primeiro semestre de 2024, já atingiram US$ 62 bilhões, significativamente acima da média de US$ 37 bilhões dos últimos dez anos. Recentemente, grandes furacões atingiram os EUA. Na Europa, essa tendência crescente também é evidente, especialmente para eventos como inundações, incêndios florestais e tempestades severas, que podem vir acompanhadas de granizo e tornados.

A inundação de maio de 2024, que afetou principalmente a Alemanha, e as recentes enchentes generalizadas na Europa Central em setembro fazem parte de uma tendência crescente e acelerada nos últimos anos. Cientistas atribuem mudanças na severidade e frequência desses eventos, pelo menos parcialmente, às alterações climáticas. A Munich Re continua aprimorando sua expertise em catástrofes naturais e incorpora explicitamente as tendências relevantes das mudanças climáticas em seus modelos de risco. Tanto resseguradoras quanto seguradoras precisam garantir um sistema de precificação sólido, que reflita corretamente os riscos subjacentes e incentive medidas de redução de riscos.

“Precisamos nos unir para enfrentarmos a revolução do risco”, pede a presidente da Ferma

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Enquanto os resseguradoras do mundo se reúnem em Baden Baden, Alemanha, os principais compradores de seguros debatem suas dores em Madri, Espanha, onde uma dezena de executivos brasileiros participa entre mais de 3 mil participantes, mais de 60 palestrantes e mais de 75 expositores. Este encontro anual da Ferma, federação europeia dos gestores de riscos, é especial por comemorar o 50º aniversário da entidade. Começou ontem (20) e termina amanha (22), com um dia inteiro dedicado a discussões sobre riscos na América Latina.

A presidente da Ferma, Charlotte Hedemark, convocou os gerentes de risco e seguros de toda a Europa a se unirem a ela na “revolução do risco”, adotando uma abordagem “transformadora” para a gestão de riscos, à medida que a profissão avança dos métodos “tradicionais e reativos” para uma abordagem “mais proativa, estratégica e integrada”, disse na abertura do evento.

“Acredito que isso é um verdadeiro testemunho do quanto avançamos em 50 anos e realmente demonstra a relevância de um encontro desse porte em nível europeu para complementar o trabalho que está sendo realizado em nível nacional para impulsionar nossa profissão”, disse Hedemark. “Convido vocês a se juntarem a mim na revolução do risco”, afirmou.

A pesquisa da Ferma, publicada no fórum, mostra que a revolução do risco está em andamento. “Cerca de 91% dos gerentes de risco agora estão envolvidos na estratégia corporativa de alguma forma. Isso reforça a mudança do papel, que passou de operacional para estratégico, disse Hedemark.

Ela afirmou que a revolução do risco exige que os gerentes de risco sejam mais inovadores e ágeis. “Precisamos encontrar maneiras de responder aos riscos em tempo real, mas também adotar novas ferramentas e soluções, como IA ou análises avançadas de dados para melhorar a detecção, previsão e mitigação de riscos”, disse ela aos delegados.

“A ideia de revolução nos encoraja a pensar em como podemos e devemos nos adaptar a riscos que emergem rapidamente, como ameaças cibernéticas, mudanças climáticas e os possíveis desafios da IA. Também incita os gerentes de risco a assumir um papel mais colaborativo e estratégico, tornando-se centrais em suas organizações, trabalhando de forma transversal e com a liderança, contribuindo tanto para a resiliência a longo prazo quanto para o crescimento”, acrescentou Hedemark.

Ela disse que a revolução requer uma mudança de cultura, onde a conscientização sobre riscos é incorporada em toda a organização e todos os colegas entendem a importância e o valor de gerenciar riscos proativamente. “Este é um chamado à ação. Um apelo para que todos nós participemos ativamente de transformar e redefinir a gestão de riscos para atender às demandas de um mundo cada vez mais complexo e interconectado”, disse Hedemark.

A presidente da Ferma explicou que o panorama de riscos atual é muito diferente do ambiente existente quando a federação foi fundada. Ela mencionou que o mundo agora enfrenta um conjunto de riscos que muda rapidamente e está interconectado, impulsionado por avanços tecnológicos, a crise climática e a instabilidade geopolítica.

Os gerentes de risco agora precisam enfrentar o desafio duplo de responder a choques imediatos e de curto prazo, ao mesmo tempo em que integram preocupações de longo prazo, como a adaptação às mudanças climáticas e a transição verde, continuou ela.“Resiliência e adaptabilidade são essenciais para gerenciar essas ameaças em evolução”, afirmou Hedemark.

Ela usou seu discurso para listar algumas das maneiras como a Ferma ajuda seus membros a navegar pelo atual cenário de riscos e a se preparar para o futuro. Um grande foco é a atuação junto à União Europeia para integrar abordagens baseadas em riscos em áreas-chave da legislação europeia, explicou ela.

A Ferma publicou recentemente seu manifesto político para 2024 a 2029, com o objetivo de “preparar a Europa para os riscos, visando um futuro mais promissor”. A federação também começou a desenvolver notas políticas para a UE, ajudando os gerentes de risco na implementação de legislações-chave da UE.

Além disso, a Ferma recentemente estabeleceu um novo Comitê de ERM (Enterprise Risk Management) e um Comitê de Previsão para melhor atender seus membros. Enquanto isso, continua compartilhando as melhores práticas e expertise entre as associações nacionais de membros, além de tentar aumentar o profissionalismo do setor de gestão de riscos através do processo de certificação Rimap, explicou Hedemark.

Prudential anuncia parceria com a insurtech 123

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A Prudential Financial, Inc. anuncia uma parceria estratégica com a 123Seguro, uma das maiores plataformas digitais para o segmento de seguros na América Latina, para distribuição de produtos de seguros massificados. A parceria combina a força do atendimento ao cliente e da inovação tecnológica de ambas as empresas com os quase 150 anos de experiência em seguros da Prudential.

A parceria iniciou em outubro com a comercialização de coberturas para doenças graves, seguro de vida e assistências adicionais concentrando-se inicialmente nos mercados do Brasil e do México. Os clientes terão acesso às coberturas e serviços por meio de uma plataforma digital robusta, criada e administrada pela 123Seguro, que complementa e expande o alcance dos negócios da Prudential do Brasil. Os parceiros terão a flexibilidade de modificar as ofertas com base na relevância das necessidades dos consumidores e a experiência integrada, simplificada e sem fricção, de ponta a ponta para os clientes, desde a compra até o pagamento do benefício.

“Atualmente, apenas 18% da população brasileira possui algum tipo de seguro de vida. A parceria com a 123Seguro permitirá que milhares de brasileiros alcancem maior segurança financeira, em todas as fases da vida. Nossos parceiros de distribuição poderão contar com uma ampla oferta de produtos inovadores, atendimento diferenciado e agilidade no pagamento de benefícios”, diz a CEO da Prudential do Brasil, Patricia Freitas.

A parceria visa elevar o padrão de proteção e serviço na região e é um componente-chave das estratégias de crescimento de ambas as empresas em segmentos que incluem bancos, fintechs e varejistas. A intenção é expandir futuramente para outros mercados da América Latina.
 

“Essa parceria representa um passo importante na nossa estratégia B2B2C. Firmamos parceria com uma empresa global para oferecer seguros inovadores e acessíveis, por meio de parceiros de distribuição, em cada um dos nossos mercados. Estamos entusiasmados por podermos complementar o nosso portfólio com produtos com a qualidade e solidez da Prudential”, diz o CEO e cofundador da 123Seguro, Martín Ferrari.

Reag Seguradora chega ao setor com planos de alcançar R$ 50 milhões

A Reag anunciou o lançamento e início das operações da Reag Seguradora. O plano é alcançar R$ 50 milhões em prêmios no primeiro ano de funcionamento. A empresa de seguros do grupo da Reag Investimentos recebeu a autorização da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e está apta a emitir apólices.

A Reag Seguradora, que atuará para grupos familiares e empresariais, terá foco nos seguros de danos e pessoas no segmento S3. Em nota, a companhia afirma que a entrada no segmento de seguros é uma peça-chave no planejamento estratégico de receitas e novos negócios do grupo, com produtos de seguro garantia e finanças locatícias, property (riscos patrimoniais) e responsabilidade civil.

“A Reag Seguradora permite agregar uma apólice de seguro a uma operação estruturada, o que fortalece a solidez de crédito da transação e traz mais segurança para os clientes”, afirma, em nota, Antonio Augusto Villar, diretor-presidente (CEO) da Reag Seguradora.

A companhia planeja oferecer seus serviços para o público em geral, e não apenas para clientes das empresas do grupo. Diante disso, afirma ter produtos que atenderão a todo o mercado.

PL de seguros ganha regime de urgência

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A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira, o regime de urgência para o projeto que estabelece o marco legal dos seguros privados. Essa decisão permite que o texto seja votado de forma mais rápida, acelerando a tramitação da proposta no Congresso.

O projeto tem como objetivo modernizar e simplificar as regras do setor de seguros. A nova legislação busca aumentar a concorrência entre as seguradoras e garantir maior proteção aos consumidores, promovendo a criação de produtos mais diversificados, segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem dito em suas falas sobre o tema.

Afirma que as novas diretrizes pretendem melhorar a transparência nas informações oferecidas pelas seguradoras. A proposta também visa facilitar o acesso dos consumidores a informações claras sobre os produtos disponíveis no mercado.

Ao aprovarem, os deputados enfatizaram a necessidade de atualizar a legislação vigente, que se encontra defasada. A expectativa é que as mudanças ajudem o Brasil a se alinhar às práticas internacionais e impulsionem o crescimento do mercado de seguros no país.

O IRB(Re), principal ressegurador do Brasil – criado em 1939, perdeu o monopólio do mercado de resseguros, em 2007 e privatizado em 2013 – manifesta seu apoio à aprovação do texto e espera que isso ocorra ainda em 2024. “Após contribuir para as discussões e analisar de forma profunda o conteúdo do projeto, especialmente as regras relacionadas à atividade resseguradora, acreditamos que o PL contribuirá para o desenvolvimento saudável da operação resseguradora no país. Além disso, o IRB(Re) vem suportando, via Associação Nacional das Resseguradoras (ANRE), o pragmático Grupo de Trabalho coordenado pela Susep e reconhece o empenho do Ministério da Fazenda em prol do desenvolvimento do mercado de seguros”, disse ao Sonho Seguro o CEO Marcus Falcão.

No entanto, apesar de não haver margem para mudanças no PL, há na regulamentação a cargo da Susep que promove o grupo de trabalho para discussões neste sentido.Nos grupos de whatsapp de executivos do setor de seguros, o assunto tem sido tratado como prioridade e se mostra com ênfase a necessidade de debater o tema resseguros de forma equilibrada e realista.

O resseguro é o seguro das seguradoras. É ele que distribuiu riscos em todo o mundo, para que seja possível ter capital suficiente para indenizar clientes na ocorrência de uma catástrofe, seja ela natural ou produzida pelo homem. Num exemplo simplista seria a tragédia do Sul, com grande volume de chuvas, e as perdas com o seguro de crédito pelos balanços fraudulentos da Lojas Americanas.

Se o apetite dos resseguradores estrangeiros for cortado, quem sofrerá são os clientes que compram seguro, pois as seguradoras não tem apetite para grandes riscos localmente. A não ser que tenham um bom contrato de resseguro, com preços acessíveis, coberturas que sejam coerentes com os riscos.

O que se viu na tragédia do Rio Grande do Sul ocorrida em final de abril e maio deste ano exemplifica muito a baixa penetração de resseguros ainda no país. Dos mais de R$ 100 bilhões em perdas econômicas, menos de 10% tinham seguro. E desses 10%, uma parte está sendo negada, pois muitas apólices não tinham cobertura para os danos causados. A realidade brasileira hoje é incentivar capital para riscos catastróficos e não o contrário.

Icatu Seguros já registra crescimento de 91% no vida individual em 2024

A Icatu Seguros registrou crescimento de 91% no segmento de Vida Individual no 1º semestre de 2024, em comparação ao mesmo período de 2023. O avanço é significativamente superior ao do mercado, que apresentou alta de 25,3%, conforme relatório da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), com dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Durante esse período, a companhia alcançou R$ 2,4 bilhões em prêmios retidos, consolidando seu desempenho em outros segmentos: Vida em Grupo (13%), Vida PME (52%) e Prestamista (14%).

Líder entre as seguradoras independentes em prêmios ganhos, a Icatu Seguros registrou um crescimento de 6% em sua base de clientes no período, e conta atualmente com 6% de Market Share no segmento. Além disso, a companhia contribuiu para a sociedade com o retorno de aproximadamente R$ 761 milhões em indenizações nos seis primeiros meses do ano.

“Estamos sempre atentos às necessidades dos nossos segurados e corretores, promovendo atualizações contínuas em nossos produtos e serviços para acompanhar as mudanças do setor e da sociedade. No Vida Individual, em especial, temos adotado iniciativas com foco em enriquecer ainda mais o trabalho consultivo dos corretores, por meio do desenvolvimento de soluções disruptivas e inovadoras. A evolução em 2024 comprova a assertividade dessa estratégia e o nosso compromisso em garantir proteção para todos os perfis e fases da vida, oferecendo coberturas adicionais e processos simplificados”, comenta Luciana Bastos, Diretora de Produtos de Vida da Icatu Seguros.

O desempenho segue a tendência de crescimento do grupo Icatu, que já havia alcançado um recorde histórico de R$ 4,2 bilhões em prêmios retidos em 2023, uma evolução de 21% em relação a 2022.

Seguradoras recorrem a climatologistas para melhorar análises de risco

Na manhã desta quinta-feira (10), 60 pessoas se reuniram no Centro de Estudos da Amazônia Sustentável da Universidade de São Paulo – seis eram alguns dos maiores climatologistas do país, e os demais, executivos de seguradoras. O workshop produziu três conclusões, traz reportagem do Valor Econômico.

A primeira é que já existem modelos que dão previsões e materialidade a algumas ameaças climáticas. A segunda, que a escala e o período das previsões funcionam para as dimensões do Brasil, mas devem ser ajustadas em tempo e espaço para o setor de seguros.

A terceira é a intenção das seguradoras de construir com com os cientistas um instrumento que seja útil a todos. “Queremos desenvolver um instrumental de modelagem para o setor que calibre os modelos de risco e seja útil tanto para o planejamento financeiro das empresas como para desenvolver os produtos”, diz a ecóloga Ana Cristina Barros tem 30 anos de trabalho em clima e biodiversidade e há três meses foi convidada a dirigir a área de sustentabilidade da CNseg.

Leia a matéria completa no Valor.

Zurich Seguros e Instituto BRK lançam projeto para escolas em terras indígenas

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O projeto “Fonte de Futuro”, lançado pelo Instituto BRK em parceria com a Zurich Seguros, busca transformar a vida de comunidades indígenas, rurais e áreas afastadas dos centros urbanos, levando água tratada e educação ambiental para escolas nessas regiões. O estado do Tocantins é o primeiro a receber a iniciativa, que impactará diretamente cerca de 10.500 pessoas na região, incluindo alunos e funcionários de 20 instituições de ensino. A primeira fase do projeto fornecerá aproximadamente 220 mil litros de água tratada por dia, beneficiando 18.000 pessoas de forma direta e indireta.

De acordo com o Instituto Trata Brasil, 32 milhões de brasileiros ainda vivem sem acesso à água potável. A situação é particularmente grave nas áreas indígenas e rurais, onde 9% das escolas não contam com acesso à água tratada, segundo o Censo Escolar de 2022. Em Tocantins, escolas como a Tainá, na Aldeia Canoanã, e a Escola Municipal Rural Sebastião Lopes da Silva, no Assentamento Lagoa da Onça, serão as primeiras a receber os sistemas de tratamento de água desenvolvidos pela PWTech, empresa brasileira responsável por eliminar 100% dos vírus e bactérias da água.

“Um projeto como o Fonte de Futuro é um aliado valioso, ainda mais em escolas indígenas. Ele contribui com diversos aspectos, principalmente com relação à saúde e ao bem-estar dos alunos e funcionários”, destacou Leomarcia Ferreira Maia, coordenadora pedagógica da Escola Tainá, em nota.

Carlos Almiro, presidente do Instituto BRK, ressaltou o impacto social do projeto: “Acreditamos que o saneamento básico pode transformar a vida das pessoas. Com esse projeto inovador, ampliamos o acesso à água tratada em áreas fora do escopo contratual da empresa e levamos educação ambiental para as comunidades beneficiadas.”

A Zurich Seguros, que também apoia a iniciativa, vê no projeto uma oportunidade de reforçar seu compromisso com a sustentabilidade. “Contribuir com o projeto Fonte de Futuro significa melhorar a vida da comunidade em torno da escola. Estamos muito satisfeitos em atuar nesse projeto ao lado do Instituto BRK”, afirmou Nathalia Abreu, gerente de Sustentabilidade da Zurich, em nota.

O projeto abrange ainda a capacitação de funcionários das escolas para a manutenção dos sistemas, garantindo a sustentabilidade da iniciativa após o término da parceria. Ao longo de 12 meses, os profissionais da BRK cuidarão da manutenção dos filtros, enquanto treinam os funcionários das escolas para assumir essa responsabilidade futuramente.

A expectativa é que o projeto atenda a 20 escolas em Tocantins, Macaé (RJ) e Goiás até o final de 2024, levando dignidade e qualidade de vida a milhares de pessoas por meio do acesso à água potável e educação ambiental.

Aportes em previdência privada ultrapassam R$ 130 bilhões, de janeiro a agosto

Relatório realizado pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida — Fenaprevi informa que, de janeiro a agosto de 2024, foram aportados R$ 130,8 bilhões em planos de previdência privada aberta no país. O número é maior 17,9% do que o montante registrado no acumulado dos oito primeiros meses do ano passado.

Já os resgates, por sua vez, subiram 2,4% na mesma base de comparação, variação menor do que a inflação do período, totalizando R$ 88,5 bilhões.

Dessa maneira, a captação líquida – que é o resultado da arrecadação total dos planos subtraída dos resgates – foi de R$ 42,3 bilhões, alta de 72,3% em comparação com o acumulado no mesmo período do ano anterior.

Outro dado que chama a atenção no documento são os ativos: no fim de agosto, o setor segurador administrava mais de R$ 1,5 trilhão nesses planos,  valor que supera o equivalente a 13% do PIB brasileiro.

Cresce número de planos de previdência e participantes

O universo de clientes ou participantes que possuem previdência privada aberta também aumentou. O relatório revelou que, em agosto desse ano, havia 11,2 milhões de pessoas com planos comercializados no Brasil. Um crescimento de 1,9%, quando comparado ao mesmo mês em 2023.

Apesar do avanço, esse contingente representa apenas 7% da população com 18 anos ou mais no país, deixando claro o potencial de expansão do setor, na visão da Fenaprevi.

Ao todo, essa população possui mais de 14 milhões de planos de previdência privada aberta, dos quais 80% eram da modalidade individual, isto é, quando a própria pessoa toma a iniciativa de contratar um plano desta natureza, enquanto os demais 20% são coletivos.

Ao analisar os planos por tipo de produto, percebe-se que o VGBL — Vida Gerador de Benefício Livre — é o favorito, representando 63% dos planos comercializados (8,9 milhões), seguido pelo PGBL — Plano Gerador de Benefício Livre — com participação de 22% (3,1 milhões de planos) e os demais 15% (2,2 milhões) são planos tradicionais.

VGBL é o produto com os maiores aportes

O relatório da entidade permite ainda avaliar o resultado segmentado por produto. O VGBL foi responsável por 92% da captação total no período, (aproximadamente, R$ 120 bilhões). Já nos planos PGBL foram aportados mais de R$ 8 bilhões ou 6% do total aferido, frente aos cerca de R$ 2 bilhões captados em fundos tradicionais de previdência privada aberta.