Promere lança serviço de segunda opinião médica oncológica combinado com teste farmacogenético

Fonte: Promere

A Promere, empresa especializada em apoio a pacientes na América Latina, anunciou o lançamento de um novo serviço em parceria com a ConectGene, empresa nacional de testes genéticos. O produto combina a Segunda Opinião Médica Oncológica com um Teste Farmacogenético, visando aumentar a precisão nos tratamentos oncológicos.

Por meio dessa parceria, a Promere e a ConectGene proporcionam aos pacientes uma análise detalhada dos diagnósticos oncológicos iniciais, seguida por um teste genético que avalia a eficácia dos medicamentos prescritos e prevê possíveis efeitos colaterais. O serviço inclui a personalização da dosagem e do regime de medicamentos com base no perfil genético do paciente.

A segunda opinião médica é oferecida presencialmente, sem custos para o paciente e seu acompanhante. O serviço também inclui transporte e estadia gratuitos em São Paulo, com acesso a centros médicos especializados.

Valter Hime, sócio e conselheiro da Promere, destaca que a empresa está comprometida em garantir que cada paciente receba o tratamento mais adequado, ressaltando a importância da redução de riscos médicos e a melhora na qualidade de vida dos pacientes. “Acredito que este lançamento não só atenderá às demandas crescentes do mercado por novidades, mas também abrirá novas esperanças para a vida das pessoas. Nosso objetivo é contribuir ativamente para o avanço do setor, trazendo tecnologia, eficiência e, acima de tudo, segurança para os nossos clientes”, comentou em nota.

Os principais benefícios do serviço incluem a verificação de diagnósticos com especialistas renomados, a exploração de alternativas de tratamento, a realização de testes farmacogenéticos com análise de resposta a 155 medicamentos em 40 áreas terapêuticas, e a personalização precisa do tratamento.

Desde 2008, a Promere atua no setor de apoio a pacientes, atendendo mais de 1,8 milhão de usuários na América Latina. A ConectGene é reconhecida nacionalmente por seus serviços em testes genéticos, que auxiliam na determinação da eficácia de medicamentos e na previsão de efeitos colaterais, oferecendo cuidados de saúde personalizados.

Generali Brasil e Ituran criam produto de seguro para carros e motos baseados em telemetria  


Fonte: Generali

A Generali Brasil, uma das principais seguradoras do país, e a Ituran, líder em tecnologia de localização veicular anunciam o lançamento do “Ituran One”, um novo produto de seguro de Responsabilidade Civil para veículos monitorados.A indenização é feita com base nas regras pré-estabelecidas, oferecendo 75% ou 90% do valor da tabela FIPE do veículo, limitado a R$ 60.000,00 para carros e R$ 16.000 para motos. Com essa iniciativa, as empresas buscam atender melhor às necessidades dos brasileiros em ter segurança mais acessível para proteger seus veículos, oferecendo uma cobertura que complementa os serviços de monitoramento e recuperação.

Para Conrado Gordon, Chief Insurance Officer da Generali, é crucial estar atento às necessidades e desafios do mercado, buscando sempre inovação por meio de parcerias estratégicas. “Estamos constantemente atentos às oportunidades de aprimorar e inovar nossos serviços. Trabalhar com parceiros consolidados no segmento de segurança veicular e comprometidos com seus consumidores é motivo de grande orgulho para nós”.

Para Amit Louzon, CEO Ituran Brasil, a tecnologia de localização e recuperação da Ituran vem viabilizando a criação de novos produtos com maior aceitação e preços ainda mais atrativos para o bolso do brasileiro. “A nossa solução de monitoramento de ponta permite inovar e fazer parcerias com seguradoras para oferecer ao consumidor um leque maior de opções que atende a diferentes orçamentos e necessidades. O Ituran One vai possibilitar a ampliação da aceitação de veículos e perfis, dando mais oportunidades para aqueles que nunca tiveram seguro”, explica Louzon.

Para Roberto Posternak, Diretor comercial e Produtos, cita que “essa parceria viabiliza um importante crescimento em nosso portfólio, buscando cada vez mais dar ênfase aos produtos mais econômicos e acessíveis para a população que nunca teve um seguro para seu automóvel ou motocicleta, mas que sempre desejaram essa tranquilidade. São pessoas que possuem veículos com mais de 5 anos de fabricação ou tentaram contratar algo no mercado, mas os valores apresentados eram inviáveis. Com o Ituran One, trazemos ao mercado a solução ideal para atender às necessidades dessa população que nunca foi atendida”.

Site Notícias do Seguro, da CNseg, completa um ano

O site “Notícias do Seguro” está comemorando um ano de existência no dia 14 de agosto. Trazendo informações sobre seguros, previdência privada, saúde suplementar e capitalização, o canal também conta com dicas e curiosidades sobre o seguro, além de conteúdos relacionados à educação financeira e à educação em seguros, abordando a relevância desse mecanismo de proteção e tranquilidade para pessoas e empresas. 

“Ainda há na população uma ideia preconcebida de que seguro é um produto caro e complicado e uma das missões dos jornalistas, designers e demais profissionais que atuam no Notícias do Seguro é desconstruir essas crenças”, explica Carla Simões, superintendente executiva de Comunicação e Marketing da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), responsável pelo canal.

Para isso, o Notícias do Seguro conta com um vasto material informativo na forma de artigos, vídeos, podcasts, dicas e, claro, notícias, utilizando uma linguagem simples e de fácil compreensão, com o objetivo de fortalecer o conhecimento da sociedade sobre o seguro e sua importância no planejamento de vida.

Nesses 366 dias, o site alcançou uma média mensal de 10.650 visualizações e 3.858 visitantes, representando um crescimento orgânico de 60% entre 2023 e 2024. Ao todo, já foram publicados 41 podcasts, 142 vídeos e 516 matérias.

As colunas Seguro Curioso, Desvendando o Seguro, Conexão Brasília, Mundo Seguro, Memória do Seguro e Inovação no Mercado de Seguros trazem diferentes perspectivas para a abordagem do tema, envolvendo os leitores de uma forma descontraída e instigante.

No mês de agosto, o site institucional da CNseg também completa um ano de sua reformulação, trazendo conteúdos relevantes sobre e para o setor segurador, que possui um faturamento equivalente a mais de 6% do PIB e reservas correspondentes a cerca de 25% da dívida pública nacional.

IRB(Re) registra lucro líquido de R$ 144,3 milhões no semestre

O IRB(Re) registrou lucro líquido de R$ 65,2 milhões no segundo trimestre de 2024 (2T24). Os números, divulgados hoje (14/08), consideram a Visão Negócio e mostram a evolução do ressegurador, que obteve resultado positivo pelo sexto trimestre consecutivo. O valor apurado entre abril e junho deste ano é 224,6% superior ao reportado um ano antes, R$ 20,1 milhões no 2T23.

No acumulado de 2024, a companhia obteve lucro líquido de R$ 144,3 milhões, alta de R$ 115,7 milhões ante o 1S23, quando apurou R$ 28,6 milhões. O resultado do 1S24, que tem como destaque os resultados de subscrição e financeiro, é 403,9% superior ao verificado um ano antes e supera o lucro líquido total do ano de 2023 em 26%, mesmo considerando os impactos da tragédia ocorrida no Rio Grande do Sul.

“Nossos números mostram que, trimestre a trimestre, evoluímos de forma consistente, em consequência da nossa estratégia de negócios. E, agora, os números do 2T24, quando apresentamos lucro líquido de R$ 65,2 milhões, índice de sinistralidade de 65% e índice combinado de 106%, mostram evolução em relação ao 2T23. Números que incluem os impactos da tragédia ocorrida no Rio Grande do Sul. E lembro: o ato de pagar sinistros é a entrega do nosso produto”, afirma Marcos Falcão, CEO do IRB(Re).

“Acredito que, olhando a trilha dos últimos 12 meses, conseguimos enxergar mais claramente nossa evolução. Tendo como ponto de partida o início da nova gestão, no fim de 2022, promovemos a limpeza da carteira; colocamos foco no índice combinado, que estava em 136% e vem declinando de forma consistente e gradual; obtivemos resultado de subscrição crescente, ou seja, estamos ganhando dinheiro no nosso core business; e verificamos uma curva de resultado líquido crescente e positiva. Quando entramos, o ano de 2022 havia fechado com prejuízo de R$ 630 milhões. Alcançamos lucro líquido de R$ 230 milhões nos últimos 12 meses. Seguimos comprometidos em gerar resultados sustentáveis, no longo prazo, com foco na rentabilidade do negócio e controlando os itens que estão sob nossa gestão: preço, despesas e custos”, completa.

Resultado de subscrição positivo

O resultado de subscrição totalizou R$ 33,7 milhões no 2T24, 4,7% inferior ao 2T23 (R$ 35,4 milhões), influenciado pelos sinistros retidos – soma da PSL com o IBNR – devido às chuvas no Rio Grande do Sul. No acumulado do ano, o resultado de subscrição total somou R$ 156,2 milhões frente a R$ 39,1 milhões no 1S23. Alta de 299%.

Em linha com a estratégia de concentração de negócios no Brasil e de redução da participação no exterior, o prêmio emitido total avançou 2,8%, no 2T24, na comparação anual, registrando R$ 1,434 bilhão. A participação de negócios firmados no Brasil teve alta, alcançando 82% do portifólio no 2T24. 

Em relação ao volume, houve crescimento de 18,4% no prêmio emitido no Brasil na comparação com o 2T23: R$ 1,178 bilhão. Já o prêmio emitido no exterior, que representou 18% do portifólio, totalizou R$ 256,2 milhões no 2T24, queda de 35,9% em relação ao 2T23. No primeiro semestre do ano, o prêmio emitido foi de R$ 2,874 bilhões, inferior ao reportado no 1S23 em 3,5%.

“Considerando a estratégia de concentrar negócios no Brasil, podemos observar, semestre a semestre, a redução dos negócios internacionais – excluindo a América Latina – que, no 1S24, respondem por 16% da carteira. Ao mesmo tempo, podemos ver, no mesmo período, incremento de negócios no Brasil para quase 78% no 1S24. Assim, continuamos com a estratégia para concentrar 70% dos nossos negócios no Brasil, 20% na América Latina e 10% para as demais exposições internacionais. Notem que nosso percentual de prêmios na América Latina ainda está baixo, 6,4%, uma vez que as renovações destes negócios ocorrerão no 3T24. A maior parte dos clientes latino-americanos renovam seus negócios em 1º de julho. No 1S24, crescemos 11,8% no Brasil e decrescemos 34,9% no exterior, em linha com a estratégia”, analisa Daniel Castillo, vice-presidente de Resseguros do IRB(Re).

Sinistro retido total caiu 10%

O sinistro retido total caiu 10,1%, na comparação do 2T24 com o 2T23, fechando em R$ 675,5 milhões. Com isso, o índice de sinistralidade total passou de 73,6% para 65%, melhor em 8,6 p.p. mesmo considerando os impactos dos sinistros oriundos das chuvas no Rio Grande do Sul. Considerando a geografia, a sinistralidade, no 2T24, foi de 62% no Brasil e 75% no exterior, ambos com resultado melhor que no 2T23. No acumulado do ano, a sinistralidade reduziu 13,8 p.p., de 75,6% para 61,8%.

“Em relação aos impactos da tragédia ocorrida no Rio Grande do Sul, destaco que seguimos com o compromisso de realizar as análises e os pagamentos o mais breve possível. Até junho, apuramos R$ 150 milhões de sinistros avisados (PSL) somados a R$ 107 milhões de provisões de IBNR, totalizando R$ 257 milhões contabilizados na linha de sinistros retidos. Os segmentos mais afetados são: patrimonial, habitacional e engenharia. Para estas linhas de negócios, temos o programa de retrocessão e, após atingir um limite, repassamos os riscos para os retrocessionários. Para os demais riscos, foi realizada provisão de IBNR, visando fazer frente aos nossos compromissos relacionados a este evento. Passados três meses do ocorrido, temos segurança em afirmar que estamos bem provisionados para potenciais sinistros futuros e temos proteção para o que ultrapassar certos montantes”, explica Castillo.

A companhia também melhorou o índice combinado – que inclui sinistralidade, comissionamento e demais despesas –, que passou de 107,5%, no 2T23, para 106%, no 2T24. No acumulado do ano, houve melhora também em 6,6 p.p. totalizando 102,1% no 1S24. “Podemos observar a evolução do índice combinado, que, no 2T24, se reduz em 1,5 p.p.. Lembramos que o índice combinado demonstra a saúde da subscrição. Esse índice traz o efeito de anos anteriores e a redução dele nos indica que estamos no caminho certo. Apesar da catástrofe do Rio Grande do Sul, nosso índice combinado se reduz”, comenta Castillo.

Redução das despesas gerais e administrativas

As despesas gerais e administrativas do IRB(Re), no 2T24, totalizaram R$ 83,8 milhões. Valor 3,3% melhor que o reportado no 2T23. O índice de despesas administrativas alcançou 8,1% no 2T24. No acumulado do ano, as despesas administrativas se mantiveram inferiores ao ano passado, totalizando R$ 158,7 milhões, com índice de 8,1%. 

O resultado financeiro e patrimonial da companhia, no 2T24, foi de R$ 165,8 milhões, 73,4% superior ao 2T23. Já no acumulado do ano, o resultado financeiro e patrimonial foi de R$ 307,5 milhões, maior do que o mesmo período do ano anterior em 27,5%. 

“Encerramos o 2T24 com R$ 9,1 bilhões em ativos financeiros, contra R$ 8,5 bilhões do 2T23. Se excluirmos uma diferença de R$ 400 milhões, decorrente do recebimento de recursos de um contrato específico em junho para pagamento em julho, teremos R$ 8,7 bilhões em ativos. A alocação destes recursos pode ser dividida entre aproximadamente 60% de ativos no Brasil e 40% no exterior”, conta Paulo Valle, diretor-geral da IRB(Asset), braço de investimentos do ressegurador.

Suficiência nos indicadores regulatórios

O IRB(Re) deve observar dois indicadores regulatórios, conforme dispõe normativo da Susep, órgão responsável pela supervisão do setor de seguros e resseguros: Índice de Suficiência de Patrimônio Líquido Ajustado em relação ao Capital Mínimo Requerido (CMR) e o Índice de Cobertura de Provisões Técnicas. Em 30 de junho de 2024, a companhia apresentou suficiência em ambos os índices.

“O primeiro indicador, Índice de Suficiência de Patrimônio Líquido Ajustado, fechou o 2T24 com suficiência de R$ 820 milhões, ou seja, 82% acima do capital requerido, o melhor patamar desde setembro de 2021. Ressalto que, com a melhor seleção de riscos, reduzimos a necessidade de capital mínimo requerido em R$ 433 milhões no 2T24. O Índice de Cobertura de Provisões Técnicas encerrou o segundo trimestre com suficiência de R$ 609 milhões”, diz Falcão.

IFRS 17

O IRB(Re), além de reportar seus números considerando a Visão Negócio da IFRS 4, utilizada pelo nosso regulador setorial, a Susep, e considerada pela empresa para tomar suas decisões, publicou seus resultados do 2T24 em IFRS 17, norma adotada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A norma internacional, direcionada ao mercado de seguros e resseguros, trata os fluxos operacionais trazidos a valor presente, considerando o valor do dinheiro no tempo. 

Considerando a metodologia da IFRS 17, o resultado da companhia no 2T24 foi positivo em R$ 194 milhões, ante prejuízo de R$ 37 milhões no 2T23. No 1S24, chegou a R$ 431 milhões. “Neste trimestre, destacamos que as receitas com resseguros aumentaram R$ 57 milhões; e as despesas com resseguros cresceram R$ 572 milhões em função, essencialmente, dos sinistros do Rio Grande do Sul. O resultado líquido com contratos de retrocessão aumentou R$ 765 milhões devido, principalmente, à recuperação desses sinistros. Por fim, o aumento do resultado financeiro líquido em R$ 136 milhões ocorreu, sobretudo, em função da variação cambial positiva”, afirma Falcão.

Autorizado concurso para 75 vagas de Analista Técnico da Susep

Fonte: Susep

O Ministério da Gestão e Inovação (MGI) publicou hoje (14) a Portaria nº 5.478, de 13 de agosto de 2024, que autoriza a realização de concurso público pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). 

A Susep havia intensificado o diálogo, nos últimos meses, com o Ministério da Fazenda (MF) e o MGI em busca da autorização do certame, tendo em vista que o último concurso foi realizado há mais de 14 anos. Assim, a Autarquia agradece a todas as autoridades que se empenharam para que a realização do concurso fosse possível. 

De acordo com o Superintendente da Susep, Alessandro Octaviani, o concurso “visa a auxiliar a Autarquia na busca do cumprimento da sua Missão Institucional de estimular o desenvolvimento dos mercados de seguros, resseguros, previdência complementar aberta e capitalização, garantindo a livre concorrência, a melhoria e eficiência dos serviços prestados, a estabilidade e o respeito ao consumidor.” 

Ao todo, foram autorizadas 75 vagas, todas de nível superior, para o cargo de Analista Técnico. A Susep tem o prazo de até seis meses para publicar o edital de abertura do concurso e, posteriormente, precisará haver pelo menos dois meses entre o edital e a realização das provas. 

Com a publicação da Portaria do MGI, a Susep atuará para garantir que o edital saia dentro do prazo estabelecido e publicará novas informações sobre o certame nos canais oficiais da Autarquia.

63% das indenizações em seguros aéreos tem sido por incidentes e colisões, revela estudo da Allianz

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Aumentos nos custos de sinistros estão sendo impulsionados por aterrissagens bruscas, colisões com pássaros, incidentes em pistas e no manuseio em solo, desafios na cadeia de suprimentos, desafios de mão de obra, aumento dos custos de reparo e limiares de Perda Total Construtiva (CTL) sendo alcançados mais cedo, revela o estudo “Aviation risk, claims and insurance outlook” , publicado pela Allianz Commercial.

Incidentes de colisão/queda representam mais da metade do valor de todos os sinistros de seguros de aviação (63%) em valor e um terço (33%) em número, de acordo com a análise de mais de 30.000 sinistros da indústria com um valor de €14 bilhões (US$15,1 bilhões) nos últimos cinco anos. Esses incidentes não incluem apenas grandes quedas, mas também eventos como aterrissagens bruscas, colisões com pássaros e incidentes em pistas.

Falhas de fabricação/produtos defeituosos são a segunda principal causa de sinistros por valor e por frequência, enquanto catástrofes naturais (incluindo turbulência) ocupam o terceiro lugar em valor de sinistros. Problemas de viagem (incluindo danos à propriedade, lesões pessoais, sinistros de bagagem, bens perdidos/roubados, etc.) ocupam o terceiro lugar em número. Outras principais causas de sinistros incluem incêndios e incidentes de escorregões e quedas.

Segundo estudo da Allianz, houve um aumento significativo nos custos de reparo de aeronaves nos últimos anos, impulsionado por taxas de mão de obra mais altas e pelo custo das peças de aeronaves, entre outros fatores, como a inflação. A mudança para aeronaves de nova geração continua a impactar os sinistros, especialmente no que diz respeito à desmontagem e aos custos de reparo de motores. Os custos dos sinistros relacionados a certas peças de reposição de aeronaves aumentaram entre 10% e 15% nos últimos anos, o que resultou em um número maior de aeronaves sendo consideradas Perdas Totais Construtivas (CTLs) do que no passado.

Os desafios na cadeia de suprimentos continuam. Os prazos de entrega para componentes mecânicos e aviônicos são desafiadores e imprevisíveis para todos os envolvidos: clientes segurados, operações de manutenção, reparo e revisão, e seguradoras, aumentando o custo dos sinistros. A capacidade de recursos para manutenção e reparo está diminuindo no Reino Unido, Europa e Estados Unidos.

As excursões de pista estão em alta em relação a 2023, com pelo menos 23 incidentes relatados globalmente de janeiro a maio de 2024. As causas são variadas, incluindo problemas meteorológicos e técnicos. A maioria dos incidentes envolve principalmente danos ao casco da aeronave.

Também houve um aumento significativo nos sinistros de manuseio em solo em grandes aeroportos ao redor do mundo, incluindo reboque, abastecimento, serviços de catering e cadeiras de rodas relacionados às operações de aeronaves comerciais, bem como colisões de veículos na pista. Demissões relacionadas à pandemia resultaram em novas contratações e funcionários menos experientes em alguns casos, contribuindo para esses sinistros.

O estudo não cita, mas o Brasil já registrou 135 ocorrências de acidentes aéreos em 2024, segudo o site Rede de Segurança da Aviação (ASN), da Flight Safety Foundation, uma organização internacional dedicada à segurança da aviação. No país, tivemos recentemente o acidente da Voopass com a morte de 62 pessoas num acidente em Valinhos (SP). Também assistimos aos danos causados em dois aviões, Latam e Gol, que taxiavam na pista do aeroporto de Congonhas.

Nos últimos anos, a Allianz Commercial também testemunhou uma mudança em certos tipos de sinistros “cotidianos” sendo apresentados por passageiros de companhias aéreas comerciais. Por exemplo, sinistros que eram noticiados, como os de “fúria aérea” após a pandemia, e sinistros envolvendo animais a bordo de aeronaves, agora diminuíram, cita o estudo. Trazendo um tom brasileiro às informações mundial do estudo, o Sonho Seguro relembra a morte do Joca? O cão morreu em abril durante uma falha no transporte aéreo da companhia Gol.

A crescente escassez de mecânicos de aeronaves pode impactar a atividade futura de sinistros. Uma preocupação óbvia é que a falta de profissionais acabe levando a um acidente, apesar dos sistemas de verificações e balanços em vigor na indústria. Pode demorar mais para concluir reparos se os fornecedores não tiverem mão de obra ou eficiência. Além disso, se um mecânico não tiver a capacidade de reparar uma peça, ela precisará ser substituída por uma nova, o que normalmente é mais caro.

Uma demanda crescente por passeios turísticos de helicóptero e escapadas, incluindo “heli-esqui”, “heli-pesca” ou “heli-caminhadas”, também está impactando a atividade de sinistros, principalmente na América do Norte, mas também há casos na Europa e na Ásia. Exemplos incluem quedas, danos ao casco e lesões.

A crise do setor aéreo é de longa data, mas teve seu quadro agravado com a Covid. Segundo os autores do estudo, dizer que a indústria da aviação, e seus seguradores, tiveram que enfrentar desafios significativos nos últimos anos é um eufemismo. A parada repentina imposta pela pandemia de Covid-19 atingiu a indústria mais rápida e duramente do que a maioria das outras.

Então, assim que a indústria estava prestes a decolar novamente e se recuperar das dores da pandemia, como a escassez de pessoal ou os gargalos na cadeia de suprimentos, ela encontrou mais turbulências devido à alta inflação, à crise energética, à invasão da Ucrânia pela Rússia e potencialmente à maior perda única já registrada no setor, causada pela confiscação russa de várias centenas de aeronaves de arrendadores ocidentais. E tudo isso em um momento em que a indústria já enfrentava o desafio nada insignificante da transição para o Net Zero.

O setor da aviação se recuperou bem dessas dificuldades. Embora o ambiente geopolítico permaneça incerto e as companhias aéreas continuem enfrentando restrições de capacidade, interrupções na cadeia de suprimentos e incidentes de segurança, há muitos motivos para otimismo. Vários parâmetros de 2023 mostraram resultados de segurança “os melhores de todos os tempos”, de acordo com a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).

Além disso, embora o PIB global tenha crescido apenas 3,2% em 2023, 1,3 bilhão de pessoas viajaram internacionalmente, um aumento de 33% em relação ao ano anterior. De acordo com a UN Tourism, durante o primeiro trimestre de 2024, o turismo internacional alcançou mais de 285 milhões de viajantes, 20% a mais que no ano anterior e 97% dos níveis pré-pandêmicos. Isso sugere que viajar está sendo cada vez mais considerado um “item básico” nos orçamentos domésticos, com os consumidores dispostos a pagar um preço mais alto pela experiência, segundo executivos da Allianz Research.

Em 2024, espera-se que o volume global de passageiros aéreos atinja um recorde histórico (+10,4% em relação ao ano anterior), com a Ásia-Pacífico e a América do Norte liderando. Ao mesmo tempo, a falta de uma solução milagrosa para a descarbonização não deve ofuscar as oportunidades empolgantes que estão em andamento com o desenvolvimento de Combustíveis de Aviação Sustentável (SAF) e Mobilidade Aérea Avançada (AAM), para citar apenas alguns exemplos.

Neste relatório, a equipe de seguros de aviação destaca algumas das tendências e desafios mais importantes que impactam a indústria, desde o aumento do número de incursões em pistas até o crescente número de interferências de GPS nos céus. Os especialistas também exploram o impacto das inovações tecnológicas, como AAM e aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL) em particular, que oferecem o potencial de revolucionar a aviação, promovendo sustentabilidade, eficiência e experiências aprimoradas para os passageiros. Eles também examinam como a inteligência artificial pode tornar a aviação mais segura, mais sustentável e mais satisfatória para os clientes, ao mesmo tempo em que destacam alguns dos riscos associados que precisam ser considerados.

Essas inovações podem roubar os holofotes quando se trata da trajetória do setor rumo a um futuro mais verde, mas, em outro lugar, também explica como um desenvolvimento pouco notado pode ter o maior impacto na descarbonização geral – a conformidade.

Enquanto isso, a equipe de especialistas em sinistros identifica as principais causas de sinistros de aviação que observamos em todo o mundo, ao mesmo tempo em que mantém um olhar atento sobre áreas de interesse em desenvolvimento, que vão desde o aumento dos custos de reparo até a escassez de mecânicos e o número crescente de experiências de passeios de helicóptero. Do ponto de vista do segurador, também se analisa algumas das formas como o cenário de risco atual está impactando o mercado, como a necessidade de uma gestão eficaz de acumulações ou o crescente interesse em seguros multinacionais.

“Propósito de proteger pessoas começa de dentro para fora”, diz executiva da Icatu Seguros

Fonte: Icatu

A Icatu Seguros recebeu o reconhecimento de destaque em “Saúde Mental”, uma categoria especial do Prêmio Great Place to Work (GPTW) 2024. Esse é o décimo ano consecutivo em que a companhia participa da pesquisa, e figura na lista das melhores empresas para se trabalhar no Rio de Janeiro.

O destaque em “Saúde Mental” premiou as sete empresas que se sobressaíram pelos ótimos índices relacionados à saúde e bem-estar de seus líderes e colaboradores. O resultado é obtido a partir das perguntas abertas da pesquisa, que são analisadas por meio de inteligência artificial e indicam o Estágio de Desenvolvimento Emocional de cada empresa.

“Proteger pessoas faz parte do nosso propósito. E, sem dúvida, esse cuidado nasce de dentro para fora. Cuidamos dos nossos colaboradores para que possamos cuidar dos nossos mais de 10 milhões de clientes e das centenas de parceiros que temos no Brasil. Quando dizemos que a Icatu é uma empresa de pessoas para pessoas, não falamos da boca para fora”, afirma Camila Asenjo, diretora de Pessoas da Icatu.

Para estar próxima dos funcionários, a Icatu utiliza diversas estratégias, dentre elas o acompanhamento de todas as áreas com consultores de RH dedicados. Além de serem uma ponte de comunicação com os times, eles atuam como suporte a todos os gestores da companhia. “Temos diversas práticas que reforçam esse compromisso com a valorização das nossas pessoas, e uma delas é esse nosso preparado time de business partners (BPs). Essa iniciativa nos permite agir mais rápido sobre as demandas dos funcionários e incorporar mais rapidamente os feedbacks dos colaboradores aos programas de RH”, explica Camila.

Conhecimento compartilhado – No pacote de iniciativas da Icatu para promover o bem-estar e engajamento dos times está o Programa Multiplicadores, iniciativa que cruza especialistas de diferentes setores e áreas de conhecimento da companhia para compartilhar seus conhecimentos com outros funcionários. “Além de uma fonte constante de aprendizado e capacitação, o programa possibilita uma troca muito rica que estimula a disseminação da cultura Icatu por meio da interação de pessoas de diferentes áreas”, finaliza Camila. 

O pacote de benefícios contempla ainda ferramentas específicas para apoio psicológico, como o Pluxee Cuida, um serviço de aconselhamento profissional aos funcionários e seus dependentes nas áreas psicológica, jurídica, financeira, social e nutricional sem custo.

Lucro da Porto avança 21,3% no semestre, para R$ 1,2 bilhão

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A Porto divulgou lucro de R$ 1,2 bilhão no primeiro semestre deste ano, alta de 21,3% comparado ao mesmo período do ano anterior. A receita total de vendas avançou 13,9%, para R$ 17,6 bilhões de janeiro a junho deste ano. Os sinistros retidos avançaram 20,2%, para R$ 7,5 bilhões, com pagamentos de indenizações decorrentes da tragédia no Sul do Brasil em maio. Mais detalhes serão dados na reunião com investidores e coletiva de imprensa com jornalistas durante esta terça-feira.

No segundo trimestre deste ano, o lucro líquido foi de R$ 584 milhões, 13,6% menor que a registrada no mesmo período do ano passado. As enchentes no Rio Grande do Sul tiveram um impacto negativo de R$ 87,2 milhões no resultado. A rolagem de títulos de renda fixa também pesou contra a linha final do balanço.

O retorno sobre as aplicações financeiras (excluindo previdência e rolagem de títulos) geridas pela tesouraria foi de R$ 224,7 milhões no 2T24, o que representa uma rentabilidade equivalente a 69,3% do CDI, impactada pelo desempenho em renda fixa indexados à inflação e pré-fixados (MTM), renda variável e multimercados. Em relação ao mesmo período do ano passado, o resultado financeiro foi 48,3% menor, atingindo R$ 167 milhões.

Porto Seguro: impacto do Sul

A vertical Seguros registrou queda de 9,7% no lucro, para R$ 772 milhões no primeiro semestre do ano, com ROAE de 25,7%. O impacto dos efeitos das fortes chuvas no Rio Grande do Sul sobre o lucro líquido da Porto Seguro foi de R$ 87,2 milhões no trimestre. Desconsiderando esse impacto, o resultado seria de R$ 460,5 milhões (-0,4% vs. 2T23).

As receitas da Vertical Porto Seguro cresceram 3,6% no trimestre (vs. 2T23), para R$ 3,8 bilhões, justificadas, principalmente, pelo crescimento da base de clientes. Até junho, o grupo contabilizou 16,3 milhões de itens/vidas vigentes na Vertical Porto Seguro, com destaque para o incremento de 868 mil clientes no seguro de vida e de 248 mil na frota segurada, que passa a contar com 6 milhões de veículos.

O Índice Combinado da Vertical Seguro foi de 90,5%, explicado principalmente pelos efeitos das enchentes no Rio Grande do Sul, resultando numa sinistralidade de 52,5% no segundo trimestre. Excluindo os impactos das enchentes, o Índice Combinado trimestral seria de 87%. No Auto, a sinistralidade foi de 59% e teria sido de 54,6% se excluídos os efeitos climáticos no sul do país.

Porto Saúde: conquista de novos clientes

A vertical Saúde exibiu lucro de R$ 178 milhões, alta de 84% e ROAE de 27%. Na Porto Saúde, as receitas totalizaram R$ 1,6 bilhão no trimestre, alavancadas pela continuidade de um crescimento significativo nos prêmios do Seguro Saúde com incremento de 144 mil vidas (+31,3% vs. 2T23), alcançando 606 mil beneficiários no período. O Índice Combinado da Porto Saúde melhorou 3,5 p.p. (vs. 2T23), atingindo 96,2% no trimestre, decorrente principalmente da redução da sinistralidade em 3,2 p.p. em comparação ao 2T23, atingindo 79,4% no período, o que contribuiu para o aumento de 169,9% no resultado recorrente trimestral da Vertical (vs. 2T23). Os resultados dos novos produtos, avanço na verticalização virtual, adequações tarifárias e ações para redução de fraudes, contribuíram para a melhora da sinistralidade, mesmo diante do aumento nos sinistros relacionados com doenças respiratórias e dengue.

Porto Bank: consórcio em alta

O Porto Bank registou ganho de R$ 304 milhões, alta de 103%. No Porto Bank, as receitas totais superam R$ 1,4 bilhão no trimestre, impulsionadas principalmente pela elevação de 39,3% nas receitas do Consórcio, em linha com nossa estratégia de diversificação de receitas. No Cartão de Crédito, o volume total transacionado cresceu 14,5%, atingindo R$ 14,1 bilhões. A inadimplência das Operações de Crédito acima de 90 dias encerrou o trimestre em 6,4%, uma redução de 1,1 p.p. v.s. 2T23 e permanecendo 1,0 p.p. abaixo da média de mercado², reflexo da efetividade das políticas atuais e foco para produtos de crédito em clientes com relacionamento.

Serviços: 1,3 milhão de serviços no trimestre

A vertical Serviços ainda não comparativo. Registrou ganho de R$ 93,2 milhões no primeiro semestre e ROAE de 21,2%. A Porto Serviço alcançou uma receita de R$ 635,9 milhões e realizou 1,3 milhão de serviços no trimestre. As receitas obtidas além do ecossistema Porto representaram 23,5% do faturamento do trimestre, decorrente do foco na ampliação de vendas nos segmentos B2C e B2B2C. Seguimos intensificando as parcerias estratégicas, exemplificadas pelo fechamento de dois novos acordos, totalizando cinco montadoras de automóveis cujos clientes já são atendidos pela Porto Serviço. Além disso, ativamos a marca Porto Serviço em lojas de grande rede varejista. O lucro trimestral da vertical foi de R$ 48,3 milhões, resultando numa margem EBITDA de 19,7% e num ROAE de 22,0% no período.

MAG Seguros aborda a importância do cuidado e da empatia no cotidiano

Fonte: MAG

O videocast Zona Segura, idealizado pela MAG Seguros, seguradora especializada em vida e previdência, está em sua segunda temporada. E neste episódio, em especial, o papo será sobre cuidado, planejamento financeiro, dicas práticas e reflexões, sob comando do diretor do Instituto de Longevidade MAG, Gleisson Rubin. 

A convidada do episódio é Claudia Alves, dona do canal “O bom do Alzheimer”. Filha de Dona Francisquinha, acometida pela doença, Claudia se tornou uma fonte de inspiração para muita gente na internet. Através do seu trabalho dedicado, ela leva informações e ajuda no suporte e cuidado com a doença.

Este e os novos episódios da segunda temporada do Zona Segura estarão disponíveis às quintas-feiras, às 18h, no YouTube, Spotify e outras plataformas oficiais de streaming da MAG Seguros. Para mais informações, acesse o site da MAG Seguros.

O seguro é uma socialização do risco, dizia Delfim Neto

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O economista Delfim Neto entendia como poucos o mercado de seguros. “O futuro é opaco e não há hipótese de conhecê-lo. Para se proteger contra o futuro, nos casos em que os riscos são probabilisticamente estimados, a única opção é o seguro”, me disse certa vez durante uma entrevista para a Revista de Seguros, da CNseg, a confederação das seguradoras.

O ex-ministro da Fazenda, da Agricultura e do Planejamento Antônio Delfim Netto, morre neste segunda-feira, aos 96 anos. Ele estava internado desde o último dia 5 no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. A assessoria de Delfim não informou a causa da morte. Em nota, diz que ele morreu “em decorrências de complicações no seu quadro de saúde”.

Saiba mais sobre como este brilhante economista enxergava o mercado de seguros.

Fonte: Revista de Seguros, edição de julho, agosto e setembro de 2022

O futuro é opaco e não há hipótese de conhecê-lo. Para se proteger contra o futuro, nos casos em que os riscos são probabilisticamente estimados, a única opção é o seguro. Quem afirma é o economista Antônio Delfim Netto, 84 anos, que concedeu esta entrevista à Revista de Seguros no escritório de sua casa, que fica em frente ao estádio do Pacaembu, em São Paulo. Ex-ministro dos governos militares dos generais Costa e Silva, Emílio Garrastazu Médici e João Baptista Figueiredo e um dos principais conselheiros dos governos da era PT, Delfim Netto acredita que a indústria de seguros vai crescer muito nos próximos anos. “Seguros têm uma demanda incrível. É quase impossível viver sem seguros nos dias de hoje”, diz.

O senhor foi ex-ministro da Fazenda, da Agricultura e do Planejamento, além de deputado federal por cinco mandatos consecutivos. Com o olhar de governo, como o senhor vê a criação de mais uma estatal, a Segurobras?

Antônio Delfim Netto – Cada vez que um cérebro peregrino inventa uma nova forma de organização, termina em porcaria. Temos aí o que está acontecendo com China, Rússia, Cuba e Venezuela. Eu não sei por que é preciso criar a estatal. Já devíamos ter aprendido que não se revolve nada criando empresas estatais, que são, na minha opinião, mais um instrumento de dificuldade.

O governo acredita que vai ajudar a alavancar os investimentos em infraestrutura ofertando garantias para os riscos dos grandes empreendimentos?

Eu não acredito nisso. Se o governo ficou chateado com algum seguro não pago, é preciso entender melhor o que aconteceu, pois contrato é contrato e tem de ser respeitado. A ideia de se socializar o risco com uma empresa do governo é besteira, uma atitude equivocada, a meu ver. Hoje se faz seguro de tudo no mundo e o seguro proposto pelo governo é mais caro do que o custo ofertado por empresas privadas, pois, em geral, é feito sem muita análise de risco. E não dá para brincar com esse tipo de coisa. Seguro é uma atividade estritamente atuarial, de avaliação objetiva do risco.

Mas muitas construtoras reclamam que o preço cobrado está salgado demais e que alguns riscos as seguradoras não querem assumir?

Não tem almoço grátis, tudo tem seu custo. Estou dividindo o risco com a seguradora e para isso tenho de pagar um preço. Para outras coisas, não há seguro. Seguro para taxa de juros daqui a 20 anos? Não tem. Há incertezas contra as quais não se pode lutar, mas há riscos que podem ser estimados. Nestes casos, o seguro é uma solução confortável.

Mesmo assim, o governo está tirando a Segurobras do papel?

Bem, o governo faz o que quer. Por isso é governo. Mas é importante entender que uma empresa é um ser vivo. Adquire vida própria. Temos duas funções na vida: uma é conservar-se e outra reproduzir-se. Com as empresas acontece a mesma coisa. Só posso ser chefe se tenho alguém subordinado a mim. Uma estatal não vive bem se não tiver outra estatal sob seu comando. Mas não precisa criar uma estatal para cada problema que existe. Às vezes é preciso contar com uma empresa pública, no caso de o setor privado não atender às necessidades. O que não é o caso.

Alguns estrangeiros que chegaram ao Brasil com planos de atuar em seguros de grandes obras sentem-se frustrados, com as mudanças regulatórias do resseguro, com a Segurobras e com o fato de o país estar crescendo abaixo do esperado. É possível arriscar previsões de crescimento?

O país crescerá 2% no ano, provavelmente um pouco menos. O que todos têm de entender é que o Brasil faz parte de um mundo que está em crise. Estamos numa situação muito delicada e nosso crescimento depende do que acontece no mundo. Se vamos crescer rápido ou mais devagar, vai depender dos acontecimentos mundiais e também da retomada dos investimentos no Brasil.

O senhor acredita que o pacote de medidas anunciado pelo governo, focado em investimentos de infraestrutura, ajudará a criar um novo ciclo de otimismo na economia brasileira?

O momento de pessimismo do Brasil, fruto da retração bancária e do acúmulo de liquidez por empresas e pessoas físicas, vai passar quando o Estado quebrar esse ciclo. Para isso, ele tem de fazer leilões inteligentes e transferir uma boa parte dos investimentos necessários em infraestrutura para o setor privado. Dessa forma, o governo se dedica ao que ele tem de fazer: política econômica, controle das contas e estímulo a um Banco Central independente, que mantenha a inflação sob controle e, consequentemente, a solidez do sistema financeiro.

Quando o senhor foi ministro da Fazenda, disse a empresários do setor que queria fazer a economia brasileira tão forte como a japonesa e, para isso, dependia de ter um mercado de seguros forte. Foi isso?

O seguro é uma socialização do risco, que permite que as pessoas, as empresas e o próprio governo assumam mais riscos. E, no fundo, crescer é assumir risco. quem quer crescer sem correr risco, tem que ter a proteção do seguro.

Que áreas o senhor considera importante para a atuação das seguradoras?

Todas. Seguro realmente é fundamental para uma economia forte. Veja só um bom exemplo. O que falta na agricultura brasileira? Só uma coisa: um bom seguro para a safra, para que a agricultura não flutue. Nos anos bons, a agricultura ‘nada’ em dinheiro e, nos ruins, acumula dívidas. Depois que contrai a dívida com as taxas de juros que o País pratica, o agricultor não sai mais do buraco. Para um bom sistema econômico, temos de ter um bom mercado de seguros.

E qual sua avalição sobre a evolução do microsseguro?

O cidadão aprende que o seguro é muito importante. quando falamos dos produtos de microsseguros é o mesmo que dizer que se está dando formas para as pessoas de menor renda socializar seus riscos. Seguro é o serviço que mais cresce na economia. A elasticidade é gigantesca.

E a previdência, como o senhor vê esse assunto?

Previdência não tem solução. E esse é um problema mundial. É preciso ajustes a cada momento, principalmente para os sistemas que não são estáveis do ponto de vista atuarial. Vai-se acumulando uma dívida contingencial impagável. O avanço da expectativa de vida é algo impressionante e é óbvio que não se pode mais pensar em aposentadoria aos 60 anos.

O setor privado ajuda a melhorar esse cenário?

Sim, ajuda. Mas no fundo temos de entender que aqueles que produziram e pouparam para arcar com seu próprio sustento acabam tendo que dividir a conta. Aqueles que não tiveram condições de fazer essa poupança, por motivos diversos, precisam ser supridos pela previdência pública. É um grande avanço que precisa ser feito nesse setor. Estou muito satisfeito com o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho. Ele tem exposto ideias muito claras.

Tem algum sistema que possa servir de exemplo para o Brasil?

Em todos os lugares o problema da aposentadoria é um problema crítico. Não existe nenhum sistema, mesmo nos países nórdicos, que não tenha dificuldades.

O povo brasileiro tem uma consciência muito restrita sobre responsabilidade civil. Uma prova disso é que 80% contratam seguro para o casco do carro e não para indenizar terceiros, mesmo que isso possa custar muito mais do que o veículo. O sr. acha que isso vai mudar também?

Sim, claro que tende a mudar. O carro hoje é a aspiração máxima do brasileiro, que deseja ter o carro e cuida dele para chegar com estilo na missa de domingo. O carro, para ele, é uma expansão de si mesmo. Só que não sobra dinheiro para mais nada. Seguro do carro é muito caro e está fora do alcance destas pessoas. Em geral, o brasileiro que está chegando agora ao mundo do consumo, que vê o carro quase como um objetivo de vida, não calcula o custo. Ele paga uma prestação mensal de R$ 300 e não se dá conta de que vai gastar R$ 600 de combustível e que preci- sará fazer um seguro. Mas, se ele tiver de sacrificar algo, não será a si mesmo. A mentalidade é a seguinte: se houver um acidente com o carro, a pessoa acha que estará perdida; mas se atropelar alguém, dará um jeito. Eu creio que isso vem mudando, pois as pessoas percebem que agora, para manter o padrão social, têm que se proteger.

O Judiciário ajudaria a acelerar essa consciência?

Não, o Judiciário é lento e complica muito. Veja o leasing. Uma operação que dominava o financiamento de veículos e acabou porque o Ministério Público passou a considerar que o banco era o dono do carro e, portanto, o responsável por tudo. Pelas multas, pelos impostos e até mesmo pelas despesas de um atropelamento.

Então, ainda teremos que esperar muito para ver mudanças…

O Brasil está melhorando. Não há país emergente que tenha as condições do Brasil. As instituições estão funcionando, temos um regime democrático, com eleições de quatro em quatro anos – e não há fraudes. O País tem o Supremo Tribunal Federal que é o defensor da liberdade. Veja o caso da China, por exemplo. Outro dia saiu o relatório do fórum mundial sobre propriedade privada afirmando que a China é muito melhor do que o Brasil. Só na cabeça de quem escreve o relatório. Não precisa ir para a China para saber o que está errado. Basta pensar. quem dá as informações são os próprios países – no Brasil, são os empresários e, na China, as empresas que pertencem ao governo. Ou seja, o relatório fica sujeito a equívocos, a enganos.

O que o senhor acha que falta para a indústria de seguro deslanchar?

O mercado tem de vender seu peixe. Tem de mostrar o seguinte: eu presto um bom serviço para você por um preço muito módico. E deixar de ter complicações nas cláusulas dos contratos. Seguro ainda é complicado e a prova disso está na dificuldade que as pessoas enfrentam na hora de receber uma indenização. Sempre tem um probleminha. É preciso ter assimetria de informação, sem uma malandragem recíproca. Veja só um bom exemplo. O que falta na agricultura brasileira? Só uma coisa: um bom seguro para a safra, para que a agricultura não flutue”.