Retomada do PAC deve dobrar a demanda por seguro garantia, diz CNseg

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por Carla Simões

Os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento do governo federal previstos de R$ 1,7 trilhão vão demandar a atuação do setor segurador e ressegurador para garantia das obras no Brasil. A nova Lei de Licitações prevê que o percentual do Seguro Garantia, quando exigido, suba dos atuais 5% para até 30% do valor do contrato, viabilizando a inclusão da cláusula de retomada nas apólices. Essa mudança permitirá que as seguradoras possam garantir a efetiva conclusão das obras na hipótese de a empresa contratada não cumprir sua obrigação. Hoje, aproximadamente 40% das obras públicas no Brasil estão paralisadas.

Durante o Fórum Brasil-Reino Unido, em Londres, integrantes do governo brasileiro e britânico e executivos de seguradoras e resseguradoras discutiram os desafios e as oportunidades que a nova leva de investimentos em infraestrutura trarão para o Brasil. 

Entre janeiro e agosto desse ano, o ramo de Seguro Garantia alcançou R$ 3,3 bilhões em arrecadação. A expectativa é crescer 29,1 % em relação a 2023, quando somou R$ 4,3 bilhões. Números da CNseg apontam que a demanda adicional com as obras do PAC poderia subir mais R$ 5 a 10 bilhões até 2030, de acordo com o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras, Dyogo Oliveira. 

 Para este volume se confirmar, porém, todos os contratos deveriam exigir o percentual de 30% como importância segurada. “Temos um longo caminho até lá. Hoje, muitas contratações federais não exigem seguro garantia e, quando o fazem, se concentram no percentual de 5%. O governo pode ampliar o uso do seguro e esperamos que isso aconteça gradativamente ao longo dos anos”, explica Leonardo Deeke Boguszewski, Presidente do Conselho de Administração da Junto Seguros.

Para Jorge Sant’Anna, CEO da BMG Seguros, é urgente aproximar o mercado internacional dos projetos brasileiros de infraestrutura. Pelos cálculos da BMG, seriam necessários entre R$ 40 e R$ 45 bilhões de resseguro para fazer frente ao aumento de obras do PAC até 2030.

O CEO do IRB, Marcos Falcão, reconhece a importância do mercado ressegurador e entende que o aumento de capacidade deve ser dividido com resseguradoras internacionais. O executivo acredita que o IRB, como ressegurador que conhece o Brasil, pode contribuir também ajudando a educar o mercado ressegurador mundial sobre as oportunidades no país.

O presidente da CNseg concorda que a ampliação da capacidade em seguro garantia é fundamental para continuidade das obras de infraestrutura no país. “O mercado internacional conhece bem o mercado brasileiro, mas tivemos um período longo de baixo investimento. A retomada dos investimentos fará com que o mercado de seguro demande mais capacidade dos resseguradores nacionais e internacionais”.

Segundo Leonardo, eventos como esse promovidos pela CNseg no exterior ajudam a reforçar o comprometimento do governo brasileiro com a execução da agenda de infraestrutura. “O sucesso dos grandes projetos depende de um adequado compartilhamento de riscos. Governo, empresas e agentes financiadores, em conjunto com o mercado segurador e ressegurador, precisam dialogar. Se cada um fizer a sua parte, o Brasil tem todas as condições de transformar sua infraestrutura ao longo da próxima década”, conclui o Chairman da Junto.

Seguro cibernético: treinamento de funcionários e serviços para clientes

A transformação digital tem trazido avanços inéditos para a indústria de seguros, com tecnologias como inteligência artificial (IA) generativa, big data e estratégias de cibersegurança assumindo um papel central. No painel “Tendências de Inovação para a Indústria de Seguros”, especialistas exploraram como essas inovações estão moldando o setor, mas também alertaram para os desafios éticos e de segurança que acompanham essa modernização.

Caroline Dunn, Chief Underwriting Officer da Zurich no Reino Unido, discutiu o impacto da IA generativa no aprimoramento da modelagem de riscos. A Zurich tem utilizado mais de 27 fontes de dados externas para prever cenários, como riscos de incêndio, com base em variáveis que incluem localização e atividades dos vizinhos. “Combinando dados externos com nossos próprios registros, conseguimos uma visão mais detalhada do perfil de risco dos clientes”, explicou. Segundo ela, a IA não apenas amplia a capacidade de antecipação de riscos, mas também auxilia na personalização da precificação e aceitação dos seguros.

Richard Vinhosa, CEO da EZZE Seguros, destacou o potencial da IA para a análise de comportamento dos clientes, o que ele acredita ser fundamental para oferecer soluções que atendam melhor às necessidades dos segurados. No entanto, ele alerta que o desenvolvimento contínuo de inovação requer investimentos em tecnologia, que atualmente representam cerca de 10% dos recursos das seguradoras, dados os altos custos de sinistros e comissões.

Com o aumento dos ataques cibernéticos, o setor de seguros enfrenta o desafio de proteger dados e fornecer segurança aos clientes. Luke Foord-Kelcey, chefe global de Cibersegurança da Howden Re, explicou que sua equipe oferece serviços suplementares nas apólices, incluindo alertas de vulnerabilidade e recomendações para fortalecer a defesa dos sistemas corporativos. “A tecnologia de segurança cibernética evoluiu rapidamente, mas a maior vulnerabilidade ainda está nos colaboradores, então o treinamento constante se tornou essencial”, afirmou Luke.

Caroline apontou que, no Reino Unido, as seguradoras investem substancialmente na proteção de dados e na conscientização dos funcionários, considerando a crescente demanda por seguros cibernéticos que oferecem também serviços pré e pós-sinistro. Roberto Santos, presidente do conselho da CNseg, também alertou para os riscos internos no Brasil, como a coação de funcionários para a venda de dados, e reforçou a importância de regulamentações rigorosas e testes de vulnerabilidade contínuos para enfrentar essas ameaças.

O seguro cibernético é um produto relativamente novo, mas que tem se expandido rapidamente, destacaram os participantes. Caroline explicou que os clientes mais sofisticados buscam não só a indenização, mas também suporte técnico e jurídico em caso de invasões. Luke ressaltou que 80% das chamadas de emergência cibernética conseguem ser resolvidas em tempo real, mostrando que o mercado está preparado para atender as demandas, embora a diversificação da carteira de riscos ainda seja uma meta para reduzir a exposição sistêmica.

Richard apontou que o mercado ainda tem potencial de crescimento, especialmente entre empresas com grande exposição digital, como bancos e empresas de saúde, que compreendem a importância de um seguro cibernético. No entanto, ele alerta que muitos negócios ainda subestimam a necessidade de cobertura.

Questões éticas e regulatórias

Com o uso crescente de IA e big data, questões éticas também emergem, especialmente em relação à hiperpersonalização e discriminação. Miqdaad Versi, sócio da Oxbow Partners, argumentou que a personalização excessiva pode trazer impactos discriminatórios, algo que precisa ser abordado com regulamentações claras. “Algoritmos podem acentuar desigualdades sem que percebamos, discriminando inadvertidamente por fatores como raça ou localização”, afirmou Versi.

Ele detalhou dados de uma pesquisa sobre a maturidade da IA generativa nos mercados especializados e de resseguros, baseado em entrevistas com a liderança sênior de 22 das maiores resseguradoras, seguradoras e players especializados do mundo, realizadas entre abril e maio de 2024. O estudo revelou que as seguradoras atualmente não estão preparadas para adotar inteligência artificial (IA) generativa em seus modelos operacionais. O relatório, publicado em julho de 2024, mostrou que a pontuação média atribuída pelas seguradoras para seu nível de preparo em adotar IA generativa foi de apenas 5,2 em 10.

A maioria (80%) dos respondentes também destacou que os objetivos estratégicos de suas empresas são a maior barreira para a adoção da IA generativa. Enquanto isso, muitos outros participantes da pesquisa indicaram que estão adotando uma posição de “esperar para ver”, realizando investimentos em capacidades fundamentais, mas observando ativamente onde outros estão progredindo.

Richard destacou a importância de um arcabouço legal robusto que proteja os clientes e defenda os princípios éticos, lembrando que a tecnologia é um meio e não um fim. “A responsabilidade de garantir práticas éticas cabe a todos no setor, pois é sobre as pessoas que estamos falando, e não apenas sobre tecnologia”, concluiu.

A transformação digital na indústria de seguros promete oferecer soluções mais personalizadas e seguras aos clientes, desde a prevenção de sinistros até a resposta a ataques cibernéticos. Contudo, a modernização vem com o desafio de proteger dados e garantir que a IA seja usada de forma ética. No Brasil e no mundo, os líderes do setor buscam equilibrar inovação e responsabilidade, conscientes de que uma abordagem sólida e ética será fundamental para conquistar a confiança dos consumidores e manter o setor de seguros relevante e resiliente.

Mudanças climáticas exigem nova modelagem para precificar riscos de seguros

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Durante o painel “Desafios Globais para o Mercado de Seguros”, executivos do setor discutiram os esforços necessários para enfrentar a crescente intensidade de desastres naturais e as lacunas na cobertura de seguros ao redor do mundo, especialmente em economias emergentes como o Brasil. A pauta foi marcada pela relevância da modelagem de risco, parceria público-privada (PPP) e incentivo à conscientização da população.

Pedro Farme d’Amoed, CEO da Guy Carpenter Brasil, ressaltou que a modelagem de riscos, pouco utilizada no Brasil até recentemente, é uma área que precisa ser fortalecida. Ele apontou que o afastamento histórico do país desse processo se deveu à baixa frequência de catástrofes naturais, mas alertou que as recentes inundações no sul destacam a urgência de mudança. “O lançamento de uma modelagem específica para o país é um primeiro passo, mas há necessidade de políticas públicas e de parcerias com governos para proteger comunidades vulneráveis”, afirmou Farme, apontando exemplos como México, Chile e Peru, que já avançaram em colaborações para proteção a desastres.

Daniel Castillo, vice-presidente do IRB RE, enfatizou a importância da conscientização para evitar futuros desastres econômicos. “As inundações no sul do país foram gravíssimas e o pior erro que podemos cometer é ignorar essa lição”, alertou Castillo. Segundo ele, a população brasileira ainda não compreende plenamente os riscos que podem enfrentar, mas com uma política de conscientização, a cultura de seguro poderia se expandir, tal como ocorre em países onde o seguro de terceiros é obrigatório.

Um ponto central do debate foi como o setor de seguros pode alavancar sua influência para promover práticas de baixo carbono e investimentos em tecnologias sustentáveis. Farme destacou que a indústria seguradora tem papel de destaque como investidora e que pode, inclusive, contribuir para a criação de créditos de carbono no Brasil. Ele sugeriu que os recursos de superávit do setor poderiam ser aplicados para fomentar projetos de reflorestamento e outras práticas ambientais, especialmente com a proximidade da COP 30 no Brasil, um evento em que o setor pretende apoiar ações inovadoras.

Sid Miller, consultor estratégico da Lloyd’s of London, complementou que o seguro paramétrico tem o potencial de ampliar a cobertura em mercados locais e de compensar perdas de maneira rápida e precisa. Ele citou o exemplo de Nova Zelândia, onde o setor de seguros conseguiu cobrir 5% do PIB do país após um evento catastrófico. “Essa experiência mostrou como a resiliência, somada ao controle de preços, pode trazer resultados benéficos para as populações afetadas”, argumentou Miller, destacando que a colaboração entre seguradoras e governos é essencial.

Outro desafio exposto foi a baixa penetração de seguros em áreas vulneráveis. Segundo Castillo, o seguro compulsório, comum na Europa para veículos, poderia ser um modelo interessante a ser adotado no Brasil para ampliar a proteção da população. Ele destacou que, em locais onde a adesão é mais alta, como Reino Unido e Estados Unidos, a conscientização faz a diferença, com o seguro visto como uma ferramenta essencial para a recuperação econômica.

Farme também mencionou um estudo em colaboração com o Banco Mundial que evidencia a grande lacuna de proteção entre populações de diferentes continentes. “No Brasil, a cobertura é mínima e, nas áreas mais pobres, onde o impacto dos desastres é mais severo, há uma necessidade urgente de produtos acessíveis, como microsseguros ou seguros subsidiados pelo governo”, explicou.

COP 30 e Compromisso com o Desenvolvimento Sustentável

Em vista da COP 30, que será realizada no Brasil, o painel destacou o papel que a indústria de seguros pode desempenhar para apoiar práticas sustentáveis e contribuir para o sucesso do evento. Farme argumentou que o setor tem o poder de incentivar o reflorestamento e que o Brasil deve aproveitar essa oportunidade para se tornar um grande produtor de créditos de carbono. Miller, por sua vez, apontou que o Lloyd’s trabalha junto a organismos internacionais, como a ONU e o Banco Mundial, para fortalecer iniciativas de combate às mudanças climáticas.

O painel concluiu com um chamado à colaboração entre seguradoras, governos e a sociedade. Com as mudanças climáticas se intensificando, os executivos destacaram que o setor de seguros pode desempenhar um papel transformador, não apenas no suporte às vítimas de desastres, mas na criação de uma cultura de resiliência e sustentabilidade, capaz de preparar o Brasil e outros países para os desafios ambientais e econômicos do futuro.

EZZE Seguros marca presença no evento, destacando inovação e ampliação de negócios

Ivo machado EZZE seguros

A EZZE Seguros, que recentemente completou cinco anos, participa do Brazil UK Insurance Forum, em Londres, organizado pela Confederação das Seguradoras, a CNseg, no dia 30 de outubro. “Trilhamos um caminho sólido até aqui, com o apoio dos principais resseguradores mundiais. Patrocinar este evento é estratégico para interagirmos com os principais atores do setor e mostrarmos o novo momento de cooperação entre Brasil e Reino Unido”, comenta Ivo Juca Machado, sócio-fundador e vice-presidente da EZZE, ao Sonho Seguro durante o evento.

Durante o evento, a EZZE apresentou seu avanço, incluindo o lançamento de novas linhas de produtos — já são mais de 70 em seu portfólio — e expansão da rede de distribuição. A seguradora planeja retornar ao mercado de seguro agrícola, dependendo de parcerias viáveis, e também quer atrair parceiros para o seguro aeronáutico, lançado neste ano. 

Um dos temas centrais do evento foi o impacto das mudanças climáticas sobre a indústria de seguros. Machado enfatizou a importância de ampliar a compreensão sobre como as coberturas podem evoluir para atender às novas demandas, citando como exemplo o aeroporto de Porto Alegre, que está há sete meses fechado pela tragédia climática de abril deste ano. “Queremos antecipar soluções para que nossos clientes possam superar esses desafios de maneira rápida,” comentou Machado.

Idealizada pelos sócios Ivo Machado, Claudio Vale e Richard Vinhosa, a EZZE Seguros iniciou suas operações em 2019 e registrou R$ 1 bilhão em prêmios emitidos em 2023, um aumento de 37% em relação ao ano anterior. Com mais de R$ 10 bilhões em ativos, a meta é atingir R$ 5 bilhões nos próximos anos, diversificando linhas de negócios e fortalecendo parcerias com corretores e assessorias.

Desde seu início, a EZZE expandiu significativamente sua estrutura e rede de parceiros. Em 2019, a empresa contava com 20 colaboradores e um produto, o seguro garantia. Hoje, possui mais de 250 profissionais, cinco filiais e uma rede com mais de 15 mil corretores e 80 assessorias.

A linha de produtos também evoluiu. Inicialmente focada em produtos para pessoa jurídica, como garantia e fiança locatícia, a seguradora ampliou seu portfólio para atender pessoas físicas, lançando produtos como seguro automóvel e, em 2024, seguros para obras de arte, carros clássicos, aeronaves e residencial.

Para avançar nas linhas pessoais, a seguradora reforçou investimentos em marketing para dar visibilidade a marca e se aproximar do consumidor final. “Escolhemos o esporte, patrocinando o Corinthians, Stock Car e Copa Truck e o retorno que temos tido é impressionante”, comenta Machado.

O planejamento da EZZE para os próximos anos inclui o lançamento de produtos como quebra de garantia, prestamista, consórcio e vida individual, mantendo seu foco nos canais de corretores, bancos e varejo.

Richard Vinhosa, CEO da seguradora, integrará o painel “Tendências de inovação para a indústria de seguros: IA, cibersegurança e big data”, abordando os benefícios da transformação digital para o setor de seguros e a crescente relevância da cibersegurança, que demanda investimentos e novas responsabilidades.

“A atração de investimentos para o Brasil é urgente”, afirma presidente da CNseg

Em um contexto de intensas transformações globais e regionais, o painel “Oportunidades do Brasil nos Setores da Indústria e Serviços”, parte do Lide Brazil Conference, em Londres, traz à tona um tema crucial para a agenda de desenvolvimento do Brasil: a atração de investimentos. O evento conta com a participação de Dyogo de Oliveira, presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), que se junta a outros líderes para debater o papel estratégico dos investimentos no fortalecimento de setores chave da economia brasileira.

Para uma nação com lacunas em infraestrutura, urbanização, distribuição de renda e educação, a atração de investimentos é um caminho indispensável. Não se trata apenas de solucionar gargalos econômicos, mas de fomentar um desenvolvimento mais equilibrado e sustentável. Como destacou Oliveira, “a atração de investimentos para o Brasil é uma necessidade urgente, considerando que temos ainda muito a avançar em termos de infraestrutura e desenvolvimento socioeconômico.”

Em consonância com as palavras da Ministra Isabela, Oliveira frisou que é essencial evitar denegrir a imagem do país em plataformas internacionais. “Não precisamos usar esses palcos para destacar apenas nossas dificuldades. O Brasil tem imensas qualidades e oportunidades, que precisam ser enfatizadas para atrair mais investidores estrangeiros,” disse. “Temos dificuldades e problemas, mas também um país maravilhoso, que vai muito bem em muitos aspectos.”

Hoje, o Brasil configura-se como um destino atraente para investidores globais, oferecendo uma economia robusta, com fundamentos sólidos e uma capacidade comprovada de resposta a crises. O cenário de crescimento da economia brasileira para o terceiro ano consecutivo, com taxa média de 3% ao ano, inflação controlada e massa salarial em alta de 7% em termos reais, é particularmente promissor. “A economia brasileira tem mostrado uma resiliência impressionante, com o PIB e a massa salarial em alta, e um mercado de trabalho que segue em recuperação sólida. Isso é uma excelente base para atração de investimentos,” afirmou Oliveira.

Entre os principais desafios ainda enfrentados, Oliveira destacou a necessidade de segurança jurídica como um ponto central. A estabilidade nas regras é fundamental para atrair investidores de longo prazo, evitando que mudanças bruscas e interpretações voláteis gerem insegurança para empreendimentos de grande porte. “Precisamos de um ambiente jurídico previsível, sem mudanças abruptas, para garantir que o investidor internacional se sinta seguro em fazer negócios de longo prazo no Brasil,” pontuou.

Para o setor de seguros, as perspectivas de crescimento são igualmente promissoras, com previsão de um aumento de 11% para este ano, abrangendo segmentos como seguros patrimoniais, pessoais e garantias financeiras. Oliveira observou que o setor tem se beneficiado diretamente do fortalecimento econômico do Brasil, e esse crescimento é impulsionado, em parte, pela inovação e resiliência dos empreendedores locais, além das inovações no setor financeiro, como o sistema Pix.

Outro ponto foi o impacto das mudanças climáticas e a necessidade de uma gestão de riscos mais eficiente no Brasil. A criação do Seguro Social de Catástrofe, proposta pelo setor de seguros, visa mitigar os efeitos econômicos dos desastres climáticos sobre as populações mais vulneráveis, proporcionando uma indenização rápida para permitir que famílias afetadas se recuperem com agilidade. “Estamos falando de uma proteção que vai além do lucro, é uma resposta necessária para mitigar os efeitos dos desastres climáticos sobre a sociedade,” defendeu Oliveira, ressaltando o compromisso do setor com o desenvolvimento social.

Ao final do painel, Oliveira reforçou que o Brasil, com suas inúmeras oportunidades de crescimento e inovação, continua sendo um dos destinos mais promissores para investidores globais. “O Brasil é um país de potencial imenso, que precisa ser apresentado de forma positiva no cenário internacional. Estamos avançando em reformas e prontos para receber investidores que queiram crescer junto com o nosso país,” concluiu o presidente da CNseg.

No dia 30, a CNseg realiza o Brazil UK Insurance Forum, com a participação de uma comitiva de executivos brasileiros que buscam estreitar ou iniciar relações comerciais com parceiros do Reino Unido.

CNseg e Fasecolda firmam aliança para transformar o mercado segurador na América Latina

Fonte: CNseg

A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e a Federação Colombiana das Seguradoras (Fasecolda – sigla em espanhol) assinaram, na última sexta-feira, 25, um Acordo de Cooperação Técnica para o desenvolvimento do mercado de seguros na América Latina e no Caribe. O documento destaca ações que serão realizadas pelas entidades para promover o intercâmbio de informações e o compartilhamento de boas práticas, além de prever a realização de eventos e treinamentos técnicos.

As iniciativas terão como foco inicial o Open Insurance, os Seguros Paramétricos, a Sustentabilidade e a construção de agendas conjuntas para atuação em Conferências Temáticas das Nações Unidas. Ana Cristina Barros, diretora de Sustentabilidade da CNseg, destaca que as entidades compartilham o desafio de colaborar por um planeta saudável, apoiando negócios que preservem a Amazônia e seus serviços ambientais e culturais. “Com esta aliança, podemos ampliar o horizonte de inovação, compartilhando experiências que fortalecerão nossas operações tanto no Brasil quanto na Colômbia”, afirmou.

Entre as atividades mencionadas no Acordo de Cooperação, Barros ressalta a experiência colombiana em taxonomia verde e seguros sustentáveis como um incentivo à inovação. Este modelo tem sido uma fonte de inspiração para o desenvolvimento da taxonomia no Brasil e está em discussão no Grupo de Trabalho do Governo Federal, do qual a CNseg faz parte. Além de fixar propostas a serem desenvolvidas pelas organizações, o documento reforça a importância da colaboração em fóruns internacionais, como a Conferência das Nações Unidas (COP29), que será realizada em Baku, Azerbaijão, este ano.

O documento, assinado durante a Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP16), realizada na Colômbia, representa um marco para o desenvolvimento da indústria de seguros na América Latina e beneficiará a sociedade ao facilitar a oferta de produtos e serviços que proporcionem mais resiliência e segurança para os países. “Este é um momento histórico, em que a CNseg e a Fasecolda fortalecem seus laços e contribuem para a criação de um setor de seguros mais inovador, sustentável e preparado para os desafios do futuro”, concluiu a diretora da CNseg.

Bradesco Vida e Previdência firma patrocínio com o programa ‘Conversa com Bial’

A Bradesco Vida e Previdência anuncia parceria com o ‘Conversa com Bial’, que tem exibições no GNT e na TV Globo. A marca estará presente em um dos programas de entrevistas mais bem avaliados da televisão brasileira na atualidade, consolidando ainda mais sua relação com o público e reforçando seu posicionamento como referência em soluções para uma vida mais longeva. 

A parceria, viabilizada pela AlmapBBDO, contempla entregas de marca durante a exibição da atração, como em vinhetas de abertura e encerramento, speech durante o programa e breaks no intervalo. Ainda fazem parte das entregas conteúdos exclusivos da marca nas redes sociais do GNT. Por conta da parceria, uma das edições do ‘Conversa com Bial’ foi gravada no XVII Fórum da Longevidade, evento organizado pelo Grupo Bradesco Seguros.

Ameaças digitais preocupam tanto quanto assaltos a casas, aponta Allianz

A segurança cibernética e os assaltos a residências são igualmente preocupantes para europeus e australianos, com quase 40% preocupados com ambas as ameaças. Os dados são do mais recente estudo Allianz Partners Customer Lab, uma pesquisa exclusiva com consumidores que analisa o comportamento e as necessidades dos consumidores em relação a casa, mobilidade, saúde e viagens. A edição de 2024 pesquisou 10.000 consumidores na França, Itália, Alemanha, Reino Unido e Austrália.

Os resultados revelam que os jovens adultos com filhos são os mais preocupados com essas questões. Quase metade das famílias pesquisadas está notavelmente preocupada com ambos, com seu nível de preocupação excedendo a média em 10 pontos percentuais. Essa preocupação elevada ressalta a necessidade crescente de soluções de segurança integradas que abordem as ameaças físicas e digitais em conjunto para oferecer proteção abrangente às famílias.

Ao mesmo tempo, o lar continua sendo um fator importante na vida cotidiana das pessoas. Um número significativo de 83% dos entrevistados valoriza a sensação de segurança em casa, acima dos 78% da pesquisa de 2022. Esse sentimento é particularmente forte entre as pessoas com 66 anos ou mais, com 87,4% priorizando a segurança doméstica, enquanto apenas 68,9% dos jovens (entrevistados da Geração Z) compartilham essa preocupação. Geograficamente, os entrevistados do Reino Unido atribuíram a maior importância à segurança doméstica, com 89,7%, enquanto apenas 77,6% dos entrevistados na França tiveram a mesma opinião.

Comentando a pesquisa, Genoveva Perez-Lijo, diretora de Easy Living, Dispositivos Móveis e Risco Digital da Allianz Partners, disse: “Na atual era digital em rápida evolução, é digno de nota que as preocupações com a segurança doméstica estejam mudando de ameaças tradicionais, como roubos a residências, para ameaças cibernéticas. O Risk Barometer da Allianz 2024 revelou recentemente que os incidentes cibernéticos foram identificados como o principal risco global para as empresas pelo terceiro ano consecutivo. Os dados do Allianz Partners Customer Lab refletem essas preocupações, destacando o crescente reconhecimento de que as ameaças cibernéticas são um risco importante para empresas e indivíduos em todo o mundo e a necessidade de medidas de segurança aprimoradas nos domínios físico e digital.”

MAG Seguros avança com inovação e capacitação dos corretores

Para atender a essa demanda crescente pelo seguro de vida, a MAG Seguros, que completará 190 anos em janeiro próximo, vem investindo fortemente em inovação, produtos aderentes, educação financeira e na capacitação de novos corretores. O Programa de Formação de Novos Corretores da MAG, realizado em parceria com a Escola de Negócios de Seguros, já formou mais de 300 profissionais apenas no primeiro semestre deste ano, com um índice de aprovação de 89%. “Usamos a inteligência artificial e people analytics no programa “Formandos 4.0”, que tem como objetivo otimizar a seleção de novos corretores e gerar leads para impulsionar as vendas”, conta segundo Helder Molina, CEO da MAG Seguros.

“A pandemia trouxe maior conscientização sobre a importância do seguro de vida. Tanto corretores quanto clientes passaram a valorizar mais a proteção financeira em momentos de imprevistos, como doenças graves e invalidez, que antes eram vistas como coberturas secundárias. Essa conscientização levou ao aumento da procura por seguros, especialmente entre os mais jovens”, destaca. De acordo com relatório da Susep, o seguro de vida registrou R$ 16,3 bilhões até junho de 2024, um crescimento de 14,6% em relação ao primeiro semestre de 2023.

A MAG tem apostado na comunicação direta com corretores por meio de canais exclusivos, como o Conecta MAG, que oferece suporte por Telegram, com informações sobre produtos e campanhas de vendas. No atendimento aos segurados, a seguradora realizou o rebranding da antiga linha Vida Toda Bem-Estar, agora chamada de INVIDA, com foco em coberturas voltadas à saúde. “Essa reformulação busca desmistificar a ideia de que seguros de vida se limitam à cobertura em casos de morte, mostrando que são ferramentas importantes para proteção em diversas situações”, pontua.

Outro destaque na operação da MAG é a criação de uma diretoria focada na experiência do cliente, com o objetivo de centralizá-lo nos processos. Molina revelou que a área de Suporte ao Cliente (CRMAG) já atinge 89,6% de resoluções na primeira chamada, enquanto a área de Sucesso do Cliente, que foca em relacionamento proativo e autosserviço, registrou um aumento de 128% na cobertura de pontos de contato digitais nos últimos sete meses.

No campo das inovações, além do rebranding da linha INVIDA, a MAG lançou recentemente o Acolhe BEN, um processo de pagamento mais eficiente para beneficiários de segurados que faleceram. “É uma iniciativa incrível, que oferece suporte na organização de documentos para aviso de sinistro, além de atendimento psicológico e consultoria financeira, sem custos adicionais”, comenta.

Em termos de distribuição, a MAG conta com 39 unidades no Brasil, mais de 800 parceiros de negócios e 6,6 mil corretores. A seguradora tem buscado ampliar suas operações digitais e foi pioneira, em 2017, ao lançar o Venda Digital, que permite que todo o processo de comercialização seja realizado de forma 100% digital. Em 2023, essa ferramenta foi responsável por mais de 95% das vendas individuais. Outro destaque é o MAG Phygital, ferramenta de captação, gestão e distribuição de leads, que apresentou um aumento de 9% na taxa de conversão de vendas em 2024.

A adoção de tecnologias como inteligência artificial tem permitido à MAG otimizar tanto a análise de riscos quanto os processos de venda. Molina menciona o uso do machine learning no MAG Phygital, que torna a experiência de compra mais adaptada às preferências dos clientes, e o SARA (Simplified Automated Risk Assessment), ferramenta desenvolvida em parceria com a Munich Re, que melhora o processo de underwriting, oferecendo uma experiência mais rápida e personalizada aos clientes da linha Private Solutions.

O desempenho financeiro, Molina destaca que, de 2019 até 2023, o faturamento da MAG com seguros de vida (sem VGBL) dobrou, saindo de R$ 1,4 bilhão para R$ 2,8 bilhões. Esse crescimento foi impulsionado pela conscientização da população sobre a importância da proteção da vida e pela diversificação dos produtos oferecidos pela seguradora. No ano passado, a MAG pagou R$ 816,3 milhões em benefícios, o segundo maior valor da sua história.

Para 2025, a seguradora tem uma perspectiva positiva, com foco em expandir sua participação no mercado de seguros de vida individual e em grupo. A digitalização e a inovação continuam sendo prioridades para a companhia, que busca desmistificar o seguro de vida e apresentá-lo como uma ferramenta essencial para o planejamento financeiro das famílias brasileiras.

Sobre a cobertura de pandemias, Molina afirmou que, durante a crise da Covid-19, a MAG decidiu pagar benefícios aos segurados, mesmo em apólices que não previam esse tipo de risco. A empresa está ativamente envolvida nas discussões do setor sobre a cobertura de futuras pandemias, com o objetivo de garantir a melhor proteção financeira para os brasileiros.

Procura por coberturas para doenças graves dobrou na Prudential do Brasil

prudential do brasil
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Fonte: Prudential

O número de mulheres que busca o seguro de vida como uma proteção financeira para doenças graves cresceu na Prudential do Brasil, maior seguradora independente do segmento de pessoas do país. As contratações e os benefícios pagos para elas em casos de câncer de mama dobraram em um período de cinco anos. Atualmente, 40% de todos os pagamentos de indenizações feitos pela Prudential por coberturas de doenças graves para clientes do sexo feminino são relacionados à doença.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), estima-se mais de 73 mil novos casos de câncer de mama em 2024. Estudos mostram que uma em cada oito mulheres possa desenvolver câncer de mama ao longo da vida. Nos últimos anos, a Prudential tem direcionado um olhar especial para as mulheres, ampliando e adaptando seu portfólio para atender às necessidades específicas de saúde feminina. O aumento da demanda tem sido impulsionado por fatores como longevidade, maior incidência de doenças crônicas e a participação crescente das mulheres no mercado de trabalho.
 
De acordo com o vice-presidente de Marketing e Clientes da Prudential do Brasil, Carlos Cortez, a cobertura para doenças graves pode ser um recurso importante para o planejamento financeiro. “No mês dedicado à conscientização sobre o câncer de mama é importante lembrar que esse é o tipo de câncer que causa mais mortes entre as mulheres. Hoje, elas têm um papel decisor na contratação de um seguro de vida já que, em muitos casos, são chefes de família ou contribuem no orçamento familiar. Além de custear o tratamento, a indenização ajuda a manter a estabilidade financeira da família em caso de perda momentânea de renda”, explica o executivo.

Líder em Doenças Graves – Pioneira no país, a Prudential do Brasil tem a maior carteira de Doenças Graves do mercado e oferece esse tipo de cobertura desde 2004. Em 2019, lançou o Doenças Graves Modular, que engloba até 25 doenças e procedimentos, com um diferencial importante para as mulheres: 50% adicional ao capital segurado em caso de câncer de mama diagnosticado em estágio avançado.

Em 2022, a seguradora lançou o Prudential Proteção em Vida que cobre uma série de doenças graves e dá acesso a assistências e coberturas adicionais, como internação hospitalar, cirurgias e quebra de ossos. No mesmo ano, foi a vez do Prudential Minha Primeira Proteção, primeiro seguro para doenças graves destinado a crianças de 2 a 13 anos. Em 2023, o Prudential Vida e Saúde chegou ao mercado como o único produto a incluir cobertura vitalícia para doenças graves, além de possibilitar a utilização de até 50% do capital segurado total contratado para morte em uma indenização em vida.