Lucro das seguradoras fica estável em R$ 22 bi, apesar da alta de 13,4% nas vendas de janeiro a setembro

O setor de seguros no Brasil obteve lucro líquido de R$ 22,1 bilhões de janeiro a setembro de 2024. O ganho andou de lado comparado ao mesmo período do ano anterior (R$ 22,2 bilhões) mesmo com o aumento 13,4% nas vendas, para R$ 324,5 bilhões, e reservas que beiram R$ 2 trilhões, que representam 26% da dívida pública brasileira, aplicadas em títulos de renda fixa. Uma remuneração que gera um ganho financeiro robusto, considerando-se como base a Selic atual em 11,25% ao ano, o que resulta em juros reais do país de 8,08%, o terceiro maior do mundo, superado apenas por Turquia e Rússia.

“Se não fossem dois eventos extraordinários que impactaram o ganho das companhias de seguros, 2024 seria um novo recorde, em cima do recorde de 2023”, comentou Dawson Henriques, sócio diretor da consultoria Siscorp. As indenizações pagas pela tragédia ocorrida no Sul do Brasil, em abril, com R$ 6 bilhões já contabilizados, e o acidente com o avião da Voepass em Vinhedo (SP), que matou 61 pessoas no dia 9 de agosto. A taxa de sinistralidade na linha de negócio Aeronáuticos do segmento de seguros Danos e Responsabilidades saiu de 12,6% para 341,7% no mês do desastre aéreo.

A liderança do ranking elaborado pela consultoria Siscorp com base de dados da Susep é da BB Seguros, com lucro de R$ 4,4 bilhões de janeiro a setembro deste ano, seguida pela Bradesco Seguros, com R$ 4,2 bilhões. Em terceira e quarto lugar outras duas seguradoras também ligadas a bancos: Caixa, com R$ 2,6 bilhões, e Itaú, com R$ 1,6 bilhão. Para completar o clube do bilhão, temos a Porto, com R$ 1,1 bilhão. Por pouco a Tokio Marine ficou fora, com ganho de R$ 999,6 milhões.

No ranking, que traz as 50 maiores companhias, apenas três apresentaram prejuízo: Mitsui Sumitomo (R$ 255 mil), Sombrero (R$ 8,6 milhões) e Alfa (R$ 18,5 milhões). No mesmo período do ano passado, todas registraram lucro.

Aportes em previdência privada crescem 17,6%, para R$ 146,9 bi até setembro

Edson Franco Zurich Fenaprevi

Ao longo dos nove primeiros meses do ano foram arrecadados R$ 146,9 bilhões nos planos de previdência privada aberta no país, aponta o último relatório elaborado pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida — Fenaprevi. Isso significa um crescimento de 17,6% em relação ao mesmo período de 2023.

Na mesma base de comparação, os resgates aumentaram 3,4%, menos do que a inflação no período, somando R$ 99,3 bilhões. Ao descontá-los do valor arrecadado, tem-se a captação líquida de R$ 47,7 bilhões, aumento de 64,6%.

Em setembro de 2024, os ativos em planos de previdência privada ultrapassaram R$ 1,5 trilhão, o equivalente a pouco mais de 13% do PIB.

“O cenário de recuperação do emprego e da renda contribuiu para os resultados do setor. Somado a isso temos o aumento da preocupação com o futuro, com a aposentadoria em particular, o envelhecimento e a necessidade de mais recursos financeiros por mais tempo”, contextualiza Edson Franco, presidente da Fenaprevi.

Ele continua dizendo que não obstante o avanço já alcançado, é necessário aumentar ainda mais a conscientização da sociedade para a importância de planejar o futuro, para que a longevidade possa ser desfrutada e seja sinônimo de bem-estar. “Essa é uma responsabilidade de todos: de cada indivíduo e dos setores público e privado”, destaca Franco.

VGBL continua como o produto favorito

É possível também avaliar o resultado segmentado por produto no relatório. O VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre – recebeu a maioria dos aportes e foi responsável por 92% da captação total no período (de, aproximadamente, R$ 135 bilhões). Já nos planos PGBL – Plano Gerador de Benefício Livre – foram captados R$ 9,1 bilhões ou 6% do total arrecadado. Nos planos tradicionais de previdência privada aberta foram aportados R$ 2,2 bilhões no intervalo de tempo analisado.

Número de participantes continua a crescer

Ainda segundo a Fenaprevi, em setembro de 2024 11,2 milhões de pessoas possuíam planos de previdência privada aberta, o que corresponde a 7% da população com 18 anos ou mais no Brasil. Ao mesmo tempo, o estudo indicou o crescimento de 1,6% em comparação com o mesmo mês do ano passado.

“A população com cobertura previdenciária privada aberta segue em crescimento, mesmo que gradual, mostrando que se trata de um produto desejado pela sociedade. Os planos PGBL e VGBL atendem a todas as classes sociais, sendo que quase metade das pessoas por eles protegidas são da classe C”, afirma o presidente da entidade, que acrescenta que ainda há uma grande lacuna de proteção previdenciária a ser revertida, em prol do bem-estar futuro da sociedade e do país.

No Brasil, hoje existem mais de 14 milhões de planos de previdência privada aberta, sendo que 80% são da modalidade individual, enquanto os demais 20% estão na modalidade coletiva. Segmentando a análise por produto, percebe-se o VGBL como o favorito (são 8,9 milhões de planos, representando 63% do total). O PGBL foi a opção escolhida em 22% dos planos comercializados (o que corresponde a 3,1 milhões de planos) e os demais 15% (2,2 milhões) são planos tradicionais.

Zurich lança campanha de venda com foco em seguro de vida  

Daniela cruz zurich

Fonte: Zurich

Para incentivar a contratação do seguro de vida, tanto por pessoas físicas como por pequenas e médias empresas, a Zurich Seguros está lançando a Grand Life Zurich, campanha de vendas para os produtos Zurich Vida Para Você e Zurich Vida Empresa PME.  

A campanha, com vigência até 30 de novembro de 2024, tem como objetivo fomentar as vendas e motivar os corretores a diversificarem sua carteira com os produtos da Zurich a partir de benefícios exclusivos. No caso do Zurich Vida Empresa PME, o corretor terá um valor adicional que poderá chegar até R$ 700,00. Além disso, poderá também receber agenciamento adicional de 30% nas apólices emitidas em novembro, desde que o valor da fatura mensal seja acima de R$ 2 mil. Já para o Zurich Vida Para Você, o seguro de vida individual da companhia, o corretor receberá valores adicionais para cada apólice emitida, a depender do prêmio mensal do seguro, conforme regulamento. Os valores de incentivo serão pagos de uma única vez no momento da apuração da campanha, não valendo para renovações.  

Daniela Cruz, Superintendente de Vida, Previdência e Capitalização da Zurich, explica que o momento é propício para a comercialização dos produtos de vida, considerando que a aceitação desse seguro, em todas as suas modalidades, encontra-se em plena expansão – especialmente com a adesão de empresas ao seguro de vida como benefício aos seus funcionários. 

“De acordo com pesquisa realizada pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), em parceria com a Superintendência de Seguros Privados (Susep), as organizações estão cada vez mais interessadas na contratação de coberturas coletivas. De 2019 a 2023, a adesão de empresas ao seguro de vida em grupo cresceu. Em 2023 alcançou R$ 15,6 bilhões em prêmios emitidos, registrando um crescimento de 31% em relação a 2019”, destaca. 

Segundo ela, a Zurich quer mostrar ao corretor que existem novas oportunidades de negócios. “O seguro de vida é uma ótima oportunidade para os corretores fortalecerem o relacionamento de longo prazo com seus clientes, fomentando a diversificação de suas carteiras ao oferecer proteção para as mais diversas necessidades dos segurados ao longo da vida”, diz. 

Diferenciais dos produtos 

Voltado a empresas de 3 a 500 funcionários, o Zurich Vida Empresa PME é um seguro de vida que oferece diversos benefícios como indenizações por morte e invalidez; proteção para cônjuge e filhos dos colaboradores; cesta natalidade, que garante o fornecimento de um cartão alimentação ao beneficiário após o nascimento do(a) filho(a) para auxiliar na compra de itens de higiene e alimentação; e até verbas rescisórias, para auxiliar as empresas com o reembolso das despesas em caso de morte do colaborador.   

O produto ainda permite a contratação do serviço de telemedicina, o que é vantajoso para empresas que nem sempre possuem benefícios voltados à saúde de seus colaboradores.   

Já o Zurich Vida Para Você, destinado a pessoa física, é um produto completo e customizável: o cliente pode escolher as coberturas que mais se adequam as suas necessidades (entre elas a de doenças graves), além do valor do capital e serviços que deseja contratar.  

O maior diferencial do seguro da Zurich é sua flexibilidade, já que nenhuma das coberturas – nem mesmo a de morte – é obrigatória na contratação. Daniela explica que a personalização das coberturas faz parte da estratégia da companhia de colocar as necessidades dos segurados no centro dos negócios. 

Outro diferencial importante no seguro de vida oferecido pela companhia é a cobertura para doenças graves, que se torna um apoio financeiro essencial em momentos de dificuldade. “São 12 enfermidades, mais uma série de benefícios. Além disso, o cliente conta com indenização especial por cirurgia e diárias de internação hospitalar”, detalha Daniela. 

Conexão com as ações de marca 

O nome Grand Life Zurich, além de fazer referência à última grande campanha comercial do ano nos produtos de vida da companhiafoi escolhido em alusão ao tênis (Grand Slam), já que a empresa é patrocinadora do próximo torneio Rio Open, que acontece em fevereiro de 2025.  

O patrocínio ao torneio é uma das ações previstas na campanha de marca Geração Z – Uma nova geração de seguros, que tem o objetivo de fomentar a importância de diversos tipos de seguros, como automóvel, residencial, de vida e de celular, além da previdência privada, no dia a dia das pessoas. A campanha conta com um squad de influenciadores – os influencers Doutor Maravilha, médico, e Laura Pigossi, tenista, têm sido os principais responsáveis por abordar os benefícios do seguro de vida aos seus públicos. 

Grupo HDI promove série de ações na Semana da Experiência do Cliente 2024

andre truzzi HDI seguros Yelum

Fonte: HDI

O Grupo HDI, um dos principais conglomerados seguradores do Brasil, promoveu uma série de ativações com seus públicos estratégicos durante a Semana da Experiência do Cliente, entre os dias 04 e 08 de novembro. A iniciativa teve como tema central a “Conexão”, que é um fator crucial para esse relacionamento, e ressaltou a importância da experiência em uma cultura de foco no cliente, essencial para o sucesso de uma empresa a médio e longo prazo.

Segundo o Vice-Presidente de Transformação da empresa, André Truzzi, “a Semana da Experiência é fundamental para o empoderamento e criação de intencionalidade em toda a organização. Cada vez mais, os consumidores estão exigentes, informados e conectados, e é nesse sentido que o Grupo HDI está preparado para atender e surpreender, tendo a conexão com o cliente como ponto chave. Não basta oferecer produtos e serviços, é necessário estabelecer uma relação genuína, com jornadas fluidas que vão além das transações comerciais”.

O evento, destinado a colaboradores, mas que também envolveu ativações especiais para corretores, foi repleto de palestras, painéis e sessões interativas, que incluíram trocas valiosas durante essa semana. Entre os temas tratados estavam: Cultura Centrada no Cliente, Experiência do Cliente (CX), Inteligência Artificial (IA) e como ela pode ser utilizada na criação de novas experiências, e a habilidade humana de conexão.

“A experiência é um pilar da nossa estratégia, um princípio da nossa cultura, e está presente em todas as marcas do grupo: HDI, Yelum e Aliro, e nossa empresa de assistência 24 horas, a Fácil Assist. Acreditamos que essa seja a melhor medida de valor gerado ao cliente”, completa o executivo. 

Além disso, a semana contou com a participação de executivos renomados, como o especialista em gestão de pessoas, Dennis Wang; o professor da PUC-SP, colunista do UOL, pesquisador e palestrante em inovação, Diogo Cortiz; o comunicador corporativo, Márcio Mussarela; a fundadora e diretora da empresa Transcendemos, Gabriela Augusto, que já dirigiu projetos de diversidade em mais de 100 companhias; a cofundadora do Reclame Aqui e referência no atendimento ao cliente, Giseli Paula; entre outros

CNseg: projetos de infraestrutura com adaptação climática vão demandar mais seguros

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por Carla Simões

O governo brasileiro passou a considerar a sustentabilidade como uma premissa nos projetos de infraestrutura, o que abre novas oportunidades para o mercado segurador. O Ministério dos Transportes fez um mapeamento de toda a infraestrutura planejada que precisa ser implementada, envolvendo riscos climáticos, disse Cloves Benevides, subsecretário de Sustentabilidade do Ministério dos Transportes, em painel na Conferência Mundial do Clima (COP29), em Baku, Azerbaijão.

“Definimos as diretrizes, estamos fazendo uma matriz de aderência de atividades, precificando as medidas e abrindo espaço nos contratos na modelagem econômica”, afirmou o representante do Ministério. Esse novo cenário gera oportunidades para o mercado segurador, disse o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Dyogo Oliveira, que participou do painel “Nova Infraestrutura Verde e Adaptação: Enfrentamento de Grandes Riscos no Setor de Transportes”, no Consórcio da Amazônia, durante a COP29.

Para Oliveira, essa nova prioridade do Ministério dos Transportes significa que as novas obras já serão concebidas para enfrentar um ambiente de maiores riscos climáticos e que, mesmo nas concessões antigas, está sendo aberto espaço para reequilibrar contratos e incluir eventuais adaptações para mudanças climáticas. “Isso implica, paralelamente, na contratação de seguros para lidar com os riscos relacionados à mudança climática, como seguros de obra, engenharia, performance e diversos seguros garantia”, comentou.

Também participaram do debate: Vander Costa, presidente da Confederação Nacional de Transportes; Daniel Bertolini, diretor na Transportes Bertolini; e Pedro Iootty, do BNDES.

A participação da CNseg no evento da CNT inaugura a agenda de compromissos na COP29, iniciando uma jornada inédita na Conferência em termos de amplitude e consistência dos compromissos e programação do setor em Baku, comentou o Dyogo Oliveira.

Diretor da Bradesco Auto/RE propõe uma mudança de narrativa para valorizar o seguro

01 - Leonardo Pereira de Freitas, Álvaro Fonseca e Luiz Carlos Ferreira Gomes
crédito Antranik Photos01 - Leonardo Pereira de Freitas, Álvaro Fonseca e Luiz Carlos Ferreira Gomes

Por Márcia Alves

Que não seja pela dor, mas pelo amor ou, em outras palavras, que não seja pelo medo de um sinistro, mas pela consciência de que a proteção do seguro é essencial. Com esta visão, o diretor Comercial da Bradesco Auto/RE Leonardo Pereira de Freitas apresentou no tradicional almoço do Clube dos Corretores de Seguros de São (CCS-SP), realizado no dia 5 de novembro, no Il Ristorante Famiglia Mancini, sua proposta para atrair novos entrantes no mercado de seguros, sobretudo o público mais jovem. 

Recebido pelo mentor do CCS-SP, Álvaro Fonseca, e diretoria, Freitas sugeriu aos corretores renovar a narrativa sobre seguros. “Em algum momento, lá atrás, vendíamos seguro colocando o medo como protagonista, o medo de bater o carro e não ter cobertura, o medo de morrer e deixar a família sem amparo. Mas, é preciso evoluir nessa narrativa, substituindo o medo pela confiança e se conectando emocionalmente com as pessoas”, disse. “Criar essa sinergia tem mais valor do que do que falar do medo ou de coisas ruins”, acrescentou.

Na visão de Freitas, a mudança de narrativa para tornar o seguro interessante é um desafio para todos do mercado. Segundo ele, não se trata apenas de modificar o enfoque da argumentação de vendas, mas, principalmente, de ressoar o propósito do seguro e a sua importância para a evolução da sociedade. Para a nova geração, por exemplo, que é movida por significado e propósito, a narrativa deve gerar aderência para conquistar a atenção dos mais jovens.

Freitas relatou que ao palestrar, recentemente, sobre seguro para um público que não tinha conhecimento da matéria, trocou a exposição de dados sobre sinistros por uma analogia – bem mais agradável – de um filme infantil com questões relacionadas à atividade. Também usou trecho de uma música para explicar à equipe de sinistros da seguradora como a empatia com o corretor de seguros poderia fazer a diferença. O executivo tem utilizado outros canais para defender a mudança de narrativa do seguro, como o Linkedin, no qual se tornou um Top Voice.

Narrativa adequada

Durante o evento, o superintendente Sênior de Negócios da Bradesco Auto/RE, Luiz Carlos Ferreira Gomes, ressaltou que a companhia está prestes a completar dois anos do seu novo modelo de negócios. Além de investir, nesse período, na especialização da equipe e de promover maior integração com os corretores, a seguradora tem realizado eventos com a inédita participação dos profissionais da área de sinistros. “É uma forma de conversar, ouvir e entender no que investiremos para prestar o melhor serviço”, disse.

Freitas aproveitou a oportunidade para agradecer aos corretores o bom desempenho do Grupo Bradesco Seguros, que encerrará o ano com faturamento superior a R$ 120 bilhões. Em seguida, comentou o trabalho da Bradesco Auto/RE, que tem inovado no seguro automóvel, caso, por exemplo, da parceria com a Livelo, que possibilita a utilização de pontos na contratação total ou parcial do seguro. A empresa também consolidou sua liderança no seguro frota, prevendo terminar 2024 com R$ 2 bilhões em prêmios.

Outro destaque da apresentação foi o Programa Ciclos, que visa impulsionar a sucessão empresarial entre corretores de seguros. Freitas contou que em suas conversas com corretores de todo país, descobriu que a dificuldade da sucessão está relacionada com a narrativa da atividade, às vezes, um tanto dramática, o que influencia os filhos a optarem por outras profissões. “O Programa Ciclos ajuda os corretores com ferramentas e estratégias para superar as dificuldades da sucessão e manter a continuidade de seus negócios”, disse.

Freitas encerrou sua participação no encontro do CCS-SP com uma mensagem aos corretores. “Com uma narrativa adequada, investimento em treinamento, tecnologia e sistemas, vocês vão mudar o extrato de oportunidades e evoluírem, porque a nossa indústria tem propósito e o trabalho dos corretores é muito importante para a sociedade”, disse. O mentor do CCS-SP, Álvaro Fonseca, agradeceu a participação de Freitas e outros diretores da Bradesco Auto/RE, enfatizando que a entidade tem incentivado a sucessão empresarial entre os seus associados, tanto que, naquele encontro, em especial, havia a presença de diversos filhos de corretores.

Porto anuncia patrocínio à Porsche Cup Brasil para as próximas três temporadas

Fonte: Porto

A Porto, holding brasileira que opera nos mercados de banco, saúde, seguros e serviços, é a nova patrocinadora da Porsche Cup. A categoria é o maior campeonato de GT da América Latina e a maior categoria monogestão e monomarca do país, levando os carros de competição mais produzidos do planeta para as pistas desde 2005.

A partir de 2025, a marca Porto poderá ser vista nos carros da Categoria principal, a Carrera Cup, além de contar com exposição nas pistas, áreas médicas e áreas de convivência.

O acordo firmado é válido por três anos e deve fortalecer ainda mais a conexão da marca com os apaixonados por carros. “A cultura do automóvel sempre foi a base da Porto e patrocinar a Porsche Cup está totalmente alinhado ao que temos construído nesse território junto aos fãs de automobilismo”, comenta Luiz Arruda, Vice-presidente Comercial e Marketing da Porto.


“Muito feliz em ter a Porto junto com a Porsche Cup para os próximos três anos. É muito valoroso para a categoria ter parceiros que são referência em seus setores e engrandecem ainda mais a nossa categoria. Espero que seja só o começo de uma parceria longa e duradoura ao lado da Porto, de muito sucesso para os dois lados envolvidos neste projeto”, disse Regina Franzé, Diretora de Marketing e eventos da Porsche Cup.

A trajetória da Porto no automobilismo já dura alguns anos, inclusive em outras categorias. A companhia acaba de comemorar, também, a chegada do piloto brasileiro Gabriel Bortoleto, patrocinado pela Porto desde 2023, à Fórmula 1.

Caixa Residencial apresenta “Peter Pan – O Musical da Broadway” em sua última temporada no Teatro Liberdade

A premiada superprodução “Peter Pan – O Musical da Broadway”, da Touché Entretenimento, retorna ao palco do Teatro Liberdade, em São Paulo, para uma última e breve temporada a partir de 06 de novembro. Este espetáculo, que já encantou mais de 130 mil pessoas desde sua estreia no Brasil em 2018, é apresentado pelo Ministério da Cultura, Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas e CAIXA Residencial.

Com direção de José Possi Neto e um elenco estelar, incluindo Mateus Ribeiro como Peter Pan e Saulo Vasconcelos, como Capitão Gancho, a produção mantém a magia e a qualidade que conquistaram público e crítica. A CAIXA Residencial, como uma das principais apresentadoras, reforça seu compromisso com a cultura e o entretenimento de qualidade, proporcionando ao público uma experiência inesquecível.

“Apoiar projetos culturais como este é fundamental para promover o acesso à arte e ao entretenimento. Estamos orgulhosos de fazer parte desta superprodução que encanta as famílias e inspira pessoas de todas as idades,” afirma Joaquim Cruz, CEO da CAIXA Residencial.

Os ingressos podem ser adquiridos pelo site da Sympla ou na bilheteria oficial do Teatro Liberdade. Não perca a oportunidade de vivenciar a magia de “Peter Pan – O Musical da Broadway” nesta temporada especial.

Seguradoras registraram vendas de R$ 324,5 bilhões até setembro, alta de 13,4%

As seguradoras registraram vendas de R$ 324,55 bilhões nos três primeiros trimestres do ano, um crescimento de 13,4% em relação ao mesmo período de 2023, segundo dados divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Os segmentos de seguros de danos e pessoas apresentaram, sem considerar o VGBL, uma arrecadação de R$ 153,66 bilhões, alta de 10,52% em comparação com os primeiros nove meses de 2023.  Em destaque os seguros de fiança locatícia, que acumularam R$ 1,29 bilhão em prêmios entre janeiro e setembro de 2024 – crescimento de 25,5% em relação ao mesmo período de 2023. O pagamento de indenizações, nos seguros de danos e pessoas, alcançou R$ 6,2 bilhões em setembro, totalizando R$ 57,82 bilhões nos nove primeiros meses de 2024.

Para o Superintendente da Susep, Alessandro Octaviani, há expectativa de continuidade de crescimento do setor com a recente aprovação, pelo Congresso Nacional, da Lei do Contrato de Seguro, encaminhada para sanção presidencial. “A nova legislação auxiliará na criação de um ambiente de contratação de seguros com mais confiança, incentivador de ciclos virtuosos e duradouros de negócios e investimentos”. 

Outro destaque no fechamento do terceiro trimestre, o VGBL arrecadou R$ 14,62 bilhões em contribuições somente em setembro de 2024. Durante os nove primeiros meses do ano, foram R$ 135,94 bilhões arrecadados, montante 18,7% superior ao mesmo período de 2023. Os resgates dos produtos de acumulação (VGBL, PGBL e previdência tradicional) alcançaram R$ 99,32 bilhões no acumulado entre janeiro e setembro de 2024.

Além disso, os produtos de capitalização arrecadaram, até setembro de 2024, R$ 23,54 bilhões, um crescimento de 6,5% na receita acumulada, em relação aos nove primeiros meses de 2023. Na capitalização, o retorno à sociedade, considerando resgates e sorteios realizados, foi de R$ 19,77 bilhões no acumulado do ano até setembro, um aumento de 10,06% em relação ao mesmo período de 2023.

As indenizações, resgates, benefícios e sorteios dos segmentos supervisionados pela Susep
retornaram à sociedade R$ 19,77 bilhões em setembro de 2024. Entre janeiro e setembro de 2024, o total foi de R$ 180,75 bilhões, um aumento de 6,27% em relação ao mesmo período de 2023.



Mercado de seguros na América Latina cresce 17,1%, aponta estudo da MAPFRE Economics

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Diego Rivera Retrato de Ramón Gómez de la Serna (1915) Óleo sobre tela

O mercado de seguros na América Latina alcançou a marca de US$ 203,3 bilhões em 2023, representando um crescimento expressivo de 17,1%, de acordo com um estudo divulgado pela MAPFRE Economics, divisão de pesquisas e análises do Grupo MAPFRE. O avanço foi impulsionado por fortes desempenhos nos setores de automóveis e do segmento não-vida, além dos produtos de investimentos e previdência no segmento de vida. Países como Brasil e México desempenharam um papel central nesse crescimento, com o Brasil liderando a rentabilidade regional, alcançando um lucro de US$ 7,3 bilhões.

O relatório apontou que, em termos de moeda local, a maioria dos países latino-americanos experimentou crescimentos reais. Brasil e México se destacaram como os principais motores da rentabilidade na região, com o México alcançando um lucro de US$ 3,3 bilhões. Outros mercados relevantes, como Argentina, Colômbia e Peru, também contribuíram para a melhora do setor. No entanto, países como El Salvador e Colômbia registraram quedas de 9,3% e 4,1%, respectivamente, medidos em termos reais.

Apesar de um crescimento econômico mais moderado na América Latina, cujo PIB avançou apenas 2,2% em 2023, o setor segurador registrou um desempenho robusto. Tanto os segmentos de vida quanto de não-vida cresceram em igual proporção, com destaque para o seguro de automóveis, que apresentou um aumento de 21,9% nos prêmios, e para os seguros contra incêndios, que cresceram 24%. No segmento de vida, a previdência privada e os produtos de investimentos foram os que mais se destacaram, beneficiados pelas altas taxas de juros, gerando um crescimento de 17,6% nos prêmios.

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Outro ponto relevante destacado pela MAPFRE Economics é o potencial do mercado segurador na América Latina. A estimativa é que o setor tenha capacidade de alcançar US$ 504,7 bilhões, o que representa 2,5 vezes o tamanho atual. A maior diferença está no setor de seguros de vida, com uma lacuna de proteção de US$ 301,3 bilhões, evidenciando a subutilização de seguros pela população.

A densidade dos seguros na América Latina também apresentou crescimento, atingindo US$ 324,3 por pessoa, o que representa um aumento de 16,3% em relação ao ano anterior. Desse valor, US$ 187,1 são referentes ao segmento  não-vida e US$ 137,2 ao de vida. Além disso, o índice de penetração dos seguros na região subiu para 3,1%, um aumento em relação ao ano anterior, embora ainda distante de mercados mais maduros.