Diretora de riscos da AXA relata confiança renovada nas seguradoras em meio à crescente vulnerabilidade

diretora de riscos da AXA

A AXA acaba de divulgar a 11ª edição do seu tradicional relatório anual Future Risks Report, que apresenta o ranking das dez principais preocupações globais para 2024. O estudo é baseado em uma ampla pesquisa realizada com 3mil especialistas em 50 países e 20 mil pessoas do público geral em 15 nações.

O relatório revela que as mudanças climáticas continuam sendo a principal preocupação dos respondentes em todos os continentes. A instabilidade geopolítica, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio e pelo conflito entre Rússia e Ucrânia, subiu para o segundo lugar, enquanto os riscos cibernéticos ocupam a terceira posição.

Além disso, a inteligência artificial e os grandes volumes de dados, que entraram no ranking de riscos emergentes em 2023, permanecem na quarta posição. Outro destaque do relatório é o avanço das preocupações com novas ameaças à segurança e terrorismo, que subiram do 16º para o 8º lugar.

Entre os riscos emergentes, o relatório alerta para os perigos da desinformação, especialmente no contexto de eleições. Esse problema crescente, amplificado pelo uso de ferramentas digitais, redes sociais e inteligência artificial, representa uma séria ameaça à prevenção e gestão de riscos globais.

Nesta entrevista, Melina Cotlar, Diretora de Riscos e Sustentabilidade e membro do Comitê Executivo da AXA International Market, compartilha com o Sonho Seguro a sua visão sobre os principais destaques do relatório, o impacto dessas tendências no mercado segurador e as estratégias da AXA para enfrentar os desafios emergentes de um mundo em constante transformação.

Com a mudança climática permanecendo no topo da lista de riscos emergentes, como a AXA prevê que seguradoras e governos trabalhem juntos para mitigar os efeitos desse risco e lidar com a crescente sensação de vulnerabilidade entre o público? 

Seguradoras e governos estão cada vez mais conscientes da importância de colaborarem para enfrentar os impactos das mudanças climáticas e responder ao crescente sentimento de vulnerabilidade entre o público. Essa colaboração pode abranger desde o desenvolvimento de estruturas abrangentes de avaliação e gestão de riscos, até o apoio a esforços de infraestrutura sustentável e construção de resiliência. Além disso, inclui a defesa de medidas políticas para enfrentar riscos climáticos e a ampliação da conscientização e educação pública sobre esses riscos e a importância do seguro como instrumento para garantir a estabilidade financeira. Ao unirem esforços nessas áreas, seguradoras e governos têm a oportunidade de desempenhar um papel crucial na mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, contribuindo para a construção de um futuro mais resiliente e sustentável para todos.

Como a crescente dependência de grandes fornecedores e o avanço das capacidades de inteligência artificial estão impactando a percepção dos riscos cibernéticos entre especialistas, e quais estratégias de proteção e mitigação a AXA recomenda para o setor? 

De acordo com o nosso Relatório de Riscos Futuros 2024, vemos que a segurança cibernética é percebida como uma grande ameaça. Embora tenha caído do segundo para o terceiro lugar este ano, a preocupação com esse risco está provavelmente ligada à instabilidade geopolítica, ao lado do avanço contínuo das capacidades de inteligência artificial e da dependência crescente de grandes provedores. Hoje, ataques cibernéticos não apenas interrompem empresas, serviços públicos e indivíduos, mas também podem ser usados para alcançar objetivos políticos em um esforço de guerra informacional e impulso social, o que aumenta as ameaças geopolíticas. Essa tendência aumentou a conscientização sobre potenciais ataques cibernéticos e vazamentos de dados, bem como a possibilidade de ameaças cibernéticas mais sofisticadas e direcionadas. Abordar os crescentes riscos cibernéticos tornou-se agora uma prioridade estratégica para empresas e indivíduos. Várias estratégias de proteção e mitigação podem ser consideradas para aumentar a resiliência.

Quais?

  • Medidas aprimoradas de prevenção cibernética, com ferramentas, serviços e recursos proativos para identificar, mitigar e responder,
  • Consideração do seguro contra riscos cibernéticos (por exemplo, a AXA XL oferece um conjunto completo de seguros de cibersegurança para PMEs, e outras entidades da AXA estão aproveitando isso para criar novas ofertas),
  • Gestão robusta de riscos de fornecedores,
  • Utilização de defesa cibernética alimentada por IA.

A pesquisa indica que 77% do público em geral se sente vulnerável às mudanças climáticas em sua vida diária. Quais ações práticas e de comunicação o relatório sugere que a indústria de seguros possa adotar para abordar essas preocupações? 

As mudanças climáticas têm e continuarão a ter impactos diretos e indiretos em nossas atividades como seguradora global. Nossa estratégia é não apenas nos adaptar, mas também usar nossa experiência para fornecer soluções na transição para uma economia de baixo carbono, tanto como seguradoras quanto como investidores. Destacamos alguns dados-chave em nosso Relatório de Riscos Futuros, mostrando a escala de oportunidades para que a indústria de seguros contribua na luta contra as mudanças climáticas: Sem seguros, a transição não acompanhará o aquecimento global. Segundo um estudo recente da Howden e BCG, “19 trilhões de dólares já foram comprometidos para financiar a transição climática até 2030.” O mesmo estudo estima que será necessário seguro adicional para cobrir até 10 trilhões de dólares desse investimento. Nossa indústria, portanto, deve aprender a entender melhor, analisar, precificar e cobrir novos riscos para desbloquear a transição e enfrentar o desafio do século em setores como energia e construção. Na AXA, por exemplo, coletamos quase 250 milhões de euros em prêmios relacionados a energias renováveis no ano passado. No Brasil, iremos apoiar a transição energética por meio de soluções para toda a cadeia produtiva envolvida. Por meio do AXA Verde, iremos concentrar produtos e serviços com esse foco e já estamos em andamento com um retrofit do seguro property para a construção de uma sociedade mais resiliente. Acreditamos que, ao agir agora e transitar para uma economia de baixo carbono, garantimos que o mundo de amanhã permaneça segurável.

Quais fatores específicos levaram ao aumento significativo na preocupação dos especialistas com a instabilidade geopolítica, e como a AXA avalia o potencial impacto das crises na Ucrânia e no Oriente Médio para a indústria de seguros e resseguros? 

O aumento dos riscos geopolíticos contribui para um cenário global de riscos cada vez mais volátil e incerto, que a indústria de seguros precisará navegar. A instabilidade geopolítica tem uma variedade de impactos para as seguradoras, desde subscrição e sinistros até investimentos, operações, cadeias de suprimentos, segurança cibernética, sanções e reputação. Para entender melhor esse novo contexto, insights do nosso Relatório de Riscos Futuros merecem destaque: Os cientistas ainda são as figuras mais confiáveis. Quando perguntamos aos entrevistados que escolheram esse risco para identificar o aspecto que mais os preocupava, a maioria citou “ressurgimento de conflitos militares”. Foi escolhido por 52% dos especialistas e 50% do público em geral, em ambos os casos um aumento em relação aos 42% da pesquisa do ano passado. Em segundo lugar, entre o público, estava a “ameaça nuclear.” Os especialistas colocaram o “declínio do multilateralismo e ressurgimento de blocos” em segundo lugar, à frente da “disrupção das cadeias de suprimentos”. A crescente instabilidade geopolítica pode ajudar a explicar por que menos pessoas acreditam que o nível global é o meio mais eficaz de lidar com os riscos futuros – uma visão expressa por 47% dos especialistas e 48% do público em geral, abaixo dos 54% e 52% respectivamente na pesquisa do ano passado. Mesmo que abordagens globais eficazes possam ser preferíveis em teoria, elas estão se tornando mais desafiadoras na prática.

Com a complexidade crescente dos riscos interconectados, qual papel a AXA acredita que a educação e a conscientização podem desempenhar para ajudar o público e as empresas a entender e gerenciar melhor esses riscos emergentes? 

Novos riscos estão surgindo todos os dias. Entender esses riscos é o primeiro passo para melhor preveni-los, mitigá-los e gerenciá-los. Mas com o aumento da complexidade e da interconectividade, entender os riscos muitas vezes traz seus próprios desafios. Engajar todos os stakeholders, desde governos, até a academia e o setor privado, é um passo importante para avançar. A AXA busca capacitar o público e as empresas a tomar decisões informadas sobre mitigação de riscos e cobertura de seguros. Isso pode incluir a oferta de informações sobre riscos emergentes, melhores práticas para gerenciamento de riscos e a importância de soluções de seguros adequadas. Focar na prevenção é um pilar-chave de nossa estratégia. Ao equipar indivíduos e empresas com o conhecimento e as ferramentas para identificar, avaliar e mitigar riscos interconectados, acreditamos que a educação e a conscientização podem contribuir para construir uma sociedade mais resiliente e promover práticas sustentáveis de gerenciamento de riscos.

Considerando que o Brasil é frequentemente afetado por eventos climáticos extremos, como enchentes e secas, como o relatório da AXA avalia a exposição do país às mudanças climáticas e quais medidas específicas são recomendadas para fortalecer a resiliência da população brasileira e das seguradoras a esses riscos? 

Conforme destacado no relatório, embora os impactos variem de região para região, há uma tendência clara e evidente de que fenômenos naturais estão fortemente correlacionados ao aumento geral das temperaturas. Mais diretamente, vemos isso em secas, ondas de calor ou incêndios florestais. No Brasil, o que vemos é uma certeza que a frequência desses eventos será cada vez maior. O risco existe e onde podemos atuar é no gerenciamento e prevenção de risco, mitigando o impacto. É preciso que todo o mercado, ao lado da sociedade e governo se organizem coletivamente para trabalhar nesse sentido. 

Capitalização ultrapassa R$ 23 bilhões em receitas

denis morais fenacap

Fonte: Fenacap

Com soluções diferenciadas para pessoas físicas e empresas, a Capitalização segue mantendo tendência de crescimento em seus resultados: de janeiro a setembro de 2024, foram arrecadados R$ 23,47 bilhões. O valor representa um aumento de 6,1% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo levantamento da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), com base em dados mais recentes da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

Entre os valores devolvidos à sociedade estão os resgates, também com resultado expressivo. Foram R$ 18,39 bilhões, uma evolução de 9,5%, comparada a 2023. Já os sorteios destinaram R$ 1,38 bilhão, incremento de 18,7%. Isso significa quase R$ 20 bilhões incorporados na economia brasileira, um montante que pode ser usado como complemento à renda por famílias, além de impulsionar o consumo. 

No ano que completa 95 anos de operação no país, a Capitalização também registrou crescimento dos títulos na modalidade Tradicional. O produto é considerado uma importante ferramenta de disciplina financeira, utilizado por quem precisa de incentivo para guardar dinheiro com segurança, tendo ainda a chance de concorrer a prêmios. No período acumulado de nove meses somou R$ 17,04 bilhões em arrecadação. 

Os títulos da modalidade de Filantropia Premiável também registraram boa performance, com arrecadação de R$ 3,11 bilhões. A confiança da população nesta modalidade, que tem grande apelo por seu viés social e alinhamento às práticas ESG, permitiu o repasse de R$ 1,49 bilhão a entidades filantrópicas no período, aumento de 30,8%, em comparação a 2023. Nesta modalidade, os clientes cedem o direito ao resgate do valor dos Títulos de Capitalização e os recursos são repassados a instituições de todo o país, beneficiando milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade social. 

O Instrumento de Garantia é outra modalidade que se destacou de janeiro a setembro, com faturamento de R$ 2,42 bilhões. O produto é uma solução prática e viável para quem vai alugar um imóvel e não quer depender de fiador. Esse tipo de título também pode ser utilizado na contratação de serviços em geral, como garantia para a sua execução. Mais recentemente, em novembro de 2023, o Senado aprovou sua utilização em licitações públicas para contratação de obras. 

Já a modalidade de Incentivo, produto de grande interesse de empresas dos mais diversos setores, registrou R$ 700 milhões em receitas. Este é mais um exemplo da versatilidade da Capitalização. Nesta modalidade, as companhias adquirem séries de títulos e cedem o direito ao sorteio a seus clientes e consumidores, para gerar maior engajamento e fidelização. Para empresas de varejo, por exemplo, a modalidade contribui para alavancar vendas, atrair novos consumidores, girar estoque e estreitar o relacionamento com a base de clientes.

O balanço de janeiro a setembro também apresenta um panorama do desempenho da Capitalização por região do país. O Sudeste totalizou receita de R$ 13,41 bilhões, seguido pelo Sul, com R$ 4,40 bilhões; Nordeste, com R$ 2,54 bilhões; Centro-Oeste, com R$ 2,12 bilhões, e Norte, com R$ 1 bilhão.

Ao analisar estados e regiões do país, é possível observar que São Paulo apresentou o maior percentual de participação na arrecadação do Sudeste (65,9%) e representa 37,6% da receita do país. Já o Rio Grande do Sul concentra 41,8% do total arrecadado no Sul. No Centro-Oeste, destaque para o Distrito Federal, que registra 39,8% do obtido na região.

“A confiança dos brasileiros na Capitalização reflete na robustez do segmento e é um importante incremento para a economia do país, através do pagamento de sorteios e dos resgates. Os títulos seguem cumprindo o seu papel social, além de possuir uma versatilidade que atende aos mais diversos setores. O aspecto lúdico dos sorteios, claro, é um diferencial, sobretudo porque os títulos são produtos regulados pela Susep, o que exige a máxima transparência”, afirma o presidente da FenaCap, Denis Morais.

Diretor da Tokio Marine enfatiza a importância das seguradoras na gestão de riscos

Marcelo Goldman Tokio Marine Seguradora

Fonte: Tokio

A Tokio Marine Seguradora marcou presença no U20 Rio Summit, uma iniciativa diplomática que reuniu líderes de 38 cidades dos países membros do G20 para debater e articular políticas sobre economia, clima e desenvolvimento sustentável urbano. O evento foi realizado entre os dias 14 e 17 de novembro no Armazém da Utopia, na zona portuária do Rio de Janeiro.

No dia 14, a Seguradora foi representada pelo Diretor Executivo de Produtos Massificados, Marcelo Goldman, no painel “Unlocking Resilience Finance: Empowering Cities through Strategic Investment Portfolios”. O painel também contou com a participação de Susan Aitken, líder do Glasgow Council; Tatiana Gallego Lizon, Chefe da Divisão de Habitação e Desenvolvimento Urbano do Inter-American Development Bank; Lauren Sorkin, Diretora Executiva do Resilient Cities Network; Priscilla Negreiros, Diretora do Climate Policy Initiative e Lucas Padilha, Chefe de Gabinete da Presidência da Câmara Municipal do Rio de Janeiro. A moderação ficou a cargo de Maurício Rodas, ex-prefeito de Quito.

Durante o painel, Goldman enfatizou a importância das seguradoras na gestão de riscos para minimizar os impactos das mudanças climáticas. “As seguradoras têm um papel crucial na sustentabilidade das cidades, tanto na prevenção de riscos quanto na reconstrução após desastres, como o ocorrido recentemente no Estado do Rio Grande do Sul. A Tokio Marine no Brasil oferece uma ampla gama de produtos voltados para esse objetivo, como o Seguro para Plantas de Energia Renováveis e o Seguro de Garantia de Obras, já alinhado com a nova lei de licitações. Além disso, soluções como seguros para infraestrutura urbana e Seguro Social de Catástrofe são projetos que o setor tem promovido junto ao Executivo e ao Legislativo para mitigar os efeitos da emergência climática”, afirmou.

A prevenção e a mitigação dos desastres naturais são prioridades para o Grupo Tokio Marine. Em 2023, a corporação apoiou a Economist Impact no desenvolvimento do Índice Cidades Resilientes, um estudo que avalia a resiliência urbana e a preparação das cidades para enfrentar choques, considerando infraestrutura, meio ambiente, dinâmica social, institucional e economia local. No Brasil, a Tokio Marine Seguradora reforça sua agenda ESG com a assinatura “Tokio ESG”, que reúne diversas iniciativas voltadas para os campos ambiental, social e de governança.

Karine Brandão sai da AXA no Brasil; Erika Medici assume interinamente

A AXA no Brasil anuncia que sua área comercial passará a responder interinamente para a CEO Erika Medici. A mudança ocorre em virtude da saída de Karine Brandão, Vice-Presidente Comercial,  Marketing e Experiência do Cliente, que deixa a empresa no final de novembro.

“Encerro um ciclo de 9 anos na AXA Brasil, uma trajetória de muita construção, crescimento e transformações. Tomei a decisão de seguir para um novo desafio, movida pelo desejo de continuar inovando, gerando alcance e impacto positivo no mercado segurador. Levo comigo aprendizados valiosos e uma rede de pessoas incríveis que, sem dúvida, permanecerão sempre parte da minha jornada”, comentou Karine em sua página no LinkedIn. “Nada disso seria possível sem o apoio incondicional dos corretores, parceiros essenciais nessa jornada. Minha profunda gratidão à Erika Medici por confiar na minha liderança e me inspirar com sua visão, aos meus colegas do Comitê Executivo pela parceria e suporte constante, e, especialmente, ao time incrível que esteve comigo em cada desafio”.

Antes de assumir a presidência da companhia, Erika já havia atuado na área comercial, e essa experiência será fundamental para conduzir a transição, com o apoio do comitê executivo e demais líderes da companhia. “Estar nessa posição é retornar a um terreno familiar, que faz parte da minha trajetória profissional dentro da AXA. Temos um time comercial forte, com presença em diversas regiões e performando com muita competência. Tenho plena segurança no compromisso desses profissionais de colocarem nossa estratégia para fora. Karine contribuiu com a nossa jornada para chegarmos até aqui e, em nome da companhia, desejo-lhe toda a sorte em sua próxima fase”, afirma a CEO da AXA no Brasil.

Nos últimos anos, a AXA registrou um crescimento sólido e sustentável de dois dígitos, seguindo a estratégia liderada por Erika, que visa colocar a empresa entre as cinco maiores do setor até 2027. Em outubro de 2024, os resultados acumulados já igualavam-se ao total obtido nos 12 meses de 2023 e estamos no rumo para alcançar as metas planejadas para esse período. “Este é um momento muito positivo, e temos números robustos, frutos do fortalecimento da nossa posição no mercado, que  prepara o terreno para um 2025 com muitas novidades”, finaliza Erika.

S&P Global Ratings revisa perspectiva do ressegurador IRB para estável

A S&P Global Ratings anunciou nesta segunda-feira (25) a alteração da perspectiva do rating de crédito do IRB-Brasil Resseguros S.A. (IRB) de negativa para estável, além de reafirmar o rating de crédito e de emissão ‘brAA+’ para a entidade e suas debêntures. A mudança reflete a estabilização dos resultados financeiros da resseguradora, que alcançou um lucro líquido acumulado de R$ 260 milhões nos primeiros nove meses de 2024.

O IRB completou sete trimestres consecutivos de lucro, consolidando uma trajetória de recuperação iniciada no começo de 2023. A melhora nos resultados técnicos foi atribuída a uma estratégia de maior seletividade em renovações, revisão de exposições setoriais e geográficas e ajustes na precificação de contratos.

Nos nove primeiros meses de 2024, o lucro líquido da resseguradora aumentou significativamente em comparação ao mesmo período de 2023, quando somava R$ 76 milhões. Entre os fatores que contribuíram para o resultado, estão a priorização de contratos mais rentáveis e a saída de segmentos com margens desfavoráveis ou menor expertise da companhia.

Além das mudanças estratégicas nos contratos, o IRB também implementou medidas para melhorar a eficiência administrativa, incluindo revisões de despesas e ajustes no quadro de funcionários. A manutenção das taxas de juros elevadas no Brasil impactou positivamente os retornos da carteira de investimentos da companhia.

Outro destaque do terceiro trimestre foi a venda de uma propriedade, que gerou um impacto de R$ 33 milhões no lucro líquido do período.

A perspectiva estável atribuída pela S&P Global Ratings reflete a expectativa de que o IRB continuará operando com níveis sólidos de capital e liquidez, ao mesmo tempo em que mantém o foco na melhoria gradual de seus resultados técnicos. Segundo a agência, as chances de rebaixamento do rating são atualmente mais limitadas, considerando a trajetória de recuperação apresentada pela resseguradora.

O cenário positivo reforça a confiança do mercado na capacidade do IRB de consolidar suas operações e avançar em sua estratégia de crescimento sustentável.

Aumenta demanda de homens por cobertura para doenças graves, informa seguradora Prudential

Screenshot

No mês dedicado à conscientização da prevenção ao câncer de próstata, a Prudential do Brasil chama atenção para a importância dos cuidados com a saúde masculina. Um levantamento da seguradora apontou que o número de contratações da cobertura Doenças Graves por homens aumentou 76% entre os anos de 2019 e 2023.

Com a maior carteira de Doenças Graves do mercado, a Prudential tem em seu portfólio uma cobertura que abrange até 25 doenças e procedimentos com um diferencial importante: homens diagnosticados com câncer de próstata, em estágio avançado, recebem um benefício adicional de 50% do capital segurado, que pode ser usado para despesas relacionadas a diagnóstico ou tratamentos.

A demanda por proteções financeiras como uma forma de garantir renda diante do diagnóstico de câncer de próstata e outras doenças graves tem crescido no país. Nos últimos cinco anos, o mercado de seguro de pessoas observou o aumento de 116% em faturamento na cobertura Doenças Graves, chegando a R$ 1,9 bilhão no ano passado. Na Prudential do Brasil, a alta foi ainda maior chegando a um crescimento de 160% em prêmios emitidos, de 2019 a 2023, alcançando R$ 409 milhões somente ano passado.

“O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens brasileiros. Historicamente, os homens evitavam realizar exames preventivos e visitas regulares ao médico, porém, campanhas de conscientização, como Novembro Azul, estão contribuindo para mudar essa realidade. Observamos uma maior preocupação com a saúde e também com a manutenção da renda diante da possibilidade de se afastar do trabalho durante um tratamento. Queremos caminhar ao lado de nossos segurados cuidando da sua saúde ao longo de toda a vida”, declara o vice-presidente de Marketing e Clientes da Prudential do Brasil, Carlos Cortez.

BP, Atlântica Hospitais e Fleury lançam a Croma Oncologia com investimento de R$ 678 milhões

A BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, a Atlântica Hospitais e Participações, do Grupo Bradesco Seguros, e o Grupo Fleury anunciaram oficialmente, no Dia Nacional de Combate ao Câncer (27/11), durante o 27º Congresso Internacional Unidas, o lançamento da marca Croma Oncologia, fruto de uma joint venture com investimento inicial de R$ 678 milhões.

A Croma Oncologia surge com o propósito de integrar a jornada do paciente oncológico em uma rede completa e acolhedora, que abrange desde a prevenção até cuidados continuados, incluindo diagnóstico, tratamentos ambulatoriais, cirúrgicos e radioterápicos. As quatro primeiras unidades, localizadas em São Paulo e no Rio de Janeiro, têm inauguração prevista para o primeiro semestre de 2025 e contarão com um modelo assistencial inovador, focado na eficiência clínica, transparência e previsibilidade.

Segundo Cesar Franco, diretor da Croma Oncologia, o projeto reúne o conhecimento médico de ponta à navegação integral do paciente em todas as etapas, com um sistema de remuneração baseado na qualidade e nos resultados dos serviços prestados, e não no custo dos tratamentos. “A Croma representa o que o setor de saúde busca há uma década: um cuidado que combina eficiência e personalização, promovendo desfechos clínicos mais satisfatórios em um ambiente menos burocrático”, destacou em nota enviada à imprensa.

A integração tecnológica e a interoperabilidade entre sistemas e processos são pilares centrais da operação. Essa abordagem visa garantir um atendimento contínuo e personalizado, que prioriza as necessidades dos pacientes e seus familiares.

Expansão da Bradesco Seguros no setor hospitalar

A parceria com a BP e o Fleury reforça a estratégia de expansão da Bradesco Seguros no setor de saúde. Nos últimos anos, a seguradora tem consolidado sua presença por meio de investimentos estratégicos e parcerias robustas. Em 2023, firmou uma joint venture com a Rede D’Or para operar três hospitais em São Paulo e no Rio de Janeiro, com um aporte de R$ 1,1 bilhão. Também investiu em outras iniciativas, como a construção de hospitais em parceria com o Albert Einstein e a Mater Dei, totalizando R$ 1,2 bilhão.

Além disso, em agosto de 2023, a Bradesco Seguros adquiriu 20% do Grupo Santa, maior rede hospitalar do Centro-Oeste, por cerca de R$ 1 bilhão, ampliando ainda mais sua atuação regional. “Buscamos os melhores parceiros regionalmente. Não há exclusividade. Somos investidores, não operadores de hospitais”, ressaltou Ivan Gontijo, presidente da Bradesco Seguros, em entrevistas ao longo deste ano.

A Croma Oncologia se insere nesse contexto como uma iniciativa que alia a expertise médica e tecnológica de parceiros reconhecidos à visão de longo prazo da Bradesco Seguros, reafirmando seu compromisso com a inovação e a qualidade no atendimento à saúde. Nos próximos três anos, a joint venture planeja novos investimentos, buscando expandir o modelo de atendimento e redefinir os padrões do cuidado oncológico no país.

Zurich anuncia descontos de até 25% na maior Blue Week da história 

Na última semana de novembro, entre os dias 25 e 29, a Zurich Seguros está promovendo a maior Blue Week de sua história, iniciativa que beneficia clientes e corretores de seguros parceiros com condições especiais e exclusivas em alusão à Black Friday.

Confira os descontos e condições exclusivas da Blue Week da Zurich: 

  • descontos de até 25% no seguro automóvel;
  • descontos de até 15% no seguro residencial;
  • descontos de até 25% no seguro celular;
  • escolha de uma assistência extra sem custos no seguro de vida individual, além das três já disponibilizadas no produto.

A campanha faz parte da estratégia da companhia de aumentar sua atuação no segmento de linhas pessoais. Além de investir na ampliação do seu portfólio e na expansão de suas operações em território nacional, a Zurich tem adotado iniciativas para fomentar o crescimento de seguros que atendam de forma completa todas as necessidades de proteção dos seus clientes. 

Uma destas ações é a campanha “Geração Z – Uma nova geração de seguros”, que aborda os seguros mais essenciais no dia a dia das pessoas, como automóvel, residencial, vida, celular e outros.

A Blue Week, que contempla alguns dos seguros que já são alvo da campanha Geração Z, está contando com divulgação estrelada pelo jornalista esportivo Felipe Andreoli, um dos embaixadores da marca Zurich. Ele e outros influenciadores digitais compõem o squad responsável por transmitir aos seus respectivos públicos os benefícios dos seguros Geração Z.

“Para os corretores de seguros, parceiros estratégicos da Zurich, a Blue Week traz excelentes oportunidades de diversificação da carteira e aumento da lucratividade”, pontua Fabio Leme, diretor de Personal Lines, Marketing e Clientes da Zurich. “Trouxemos uma ampla gama de produtos para esta campanha a fim de que os corretores possam atender, com benefícios especiais, às diferentes necessidades dos seus clientes”.

Campanhas em curso no seguro de vida 

Não apenas a Blue Week privilegia os corretores que trabalham com a Zurich neste mês. Também está em curso em novembro a campanha de vendas Grand Life Zurich para os produtos Zurich Vida Para Você e Zurich Vida Empresa PME.

Com vigência até 30 de novembro, a campanha oferece incentivos e benefícios exclusivos aos corretores. No Zurich Vida Empresa PME, além do valor adicional de até R$ 700,00, o corretor poderá receber agenciamento adicional de 30% nas apólices emitidas em novembro, desde que o valor da fatura mensal seja acima de R$ 2 mil. No seguro de vida individual Zurich Vida Para Você, o corretor receberá valores adicionais para cada apólice emitida, conforme regulamento.

Bons resultados impulsionam as perspectivas de lucros das resseguradoras, avalia S&P

por Kassandra Jimenez-Sanchez, do portal ReinsuranceNews

As perspectivas de lucro das resseguradoras para 2024-2026 são positivas, graças aos robustos resultados operacionais registrados em 2023, quando alcançaram os maiores lucros em anos, segundo um relatório recente de analistas da S&P.

O crescimento em 2023 foi impulsionado por rendimentos de investimento em níveis máximos da última década e aumentos consistentes de preços em linhas de propriedade e catástrofes (linhas de curto prazo).

O mercado de resseguros de propriedade e acidentes (P&C) passou por melhorias substanciais desde o início de 2023, impulsionado por aumentos significativos de preços e modificações estruturais, conforme destaca o relatório.

Essas mudanças, como maiores pontos de anexo, termos e condições mais rigorosos, coberturas agregadas limitadas e a reprecificação do risco de catástrofes de propriedades, estabeleceram uma base sólida para o mercado.

Os preços de seguros de responsabilidade civil aumentaram nas renovações de 2024 devido à inflação e ao aumento dos custos de sinistros, especialmente em linhas de longo prazo, como responsabilidade civil. Já os preços para linhas de curto prazo atingiram o pico no início de 2024, mas tiveram uma leve queda até o meio do ano. Contudo, o furacão Milton e outras catástrofes podem elevar os preços novamente em 2025.

Exposição a catástrofes naturais e riscos de responsabilidade civil

Os analistas afirmaram: “As resseguradoras continuam significativamente expostas a catástrofes naturais, com um foco especial nos riscos de responsabilidade civil. O posicionamento estratégico e as mudanças estruturais ajudaram as resseguradoras a evitar perdas elevadas com catástrofes naturais secundárias em 2023 e no primeiro semestre de 2024. No entanto, elas ainda enfrentam possíveis perdas consideráveis de perigos primários, que se tornaram mais severos e frequentes devido à inflação, urbanização e mudanças climáticas.”

“Os riscos de responsabilidade civil são monitorados de perto, com as reservas de perdas nos EUA vulneráveis à inflação econômica e social, especialmente decorrente dos anos de subscrição frouxa de 2014-2019. Custos crescentes de litígios e decisões de juros mais altas, influenciados pelo financiamento de terceiros, representam um risco primário para a adequação das reservas de perdas de resseguros de responsabilidade civil de longo prazo.”

A S&P também destacou que diversas seguradoras relataram desenvolvimentos adversos em linhas de responsabilidade civil nos EUA, como responsabilidade geral, excesso de responsabilidade civil, responsabilidade profissional e automóveis comerciais.

Até o momento, os impactos negativos desses problemas foram limitados aos resultados de subscrição. Para gerenciar riscos severos, as resseguradoras estão, em geral, em uma posição financeira forte, com capital abundante e sofisticados programas de gestão de risco.

Força do capital no setor de resseguros

“A capitalização fortalecida continua sendo o pilar do setor de resseguros. O capital global de resseguros atingiu novos patamares devido aos robustos lucros, à recuperação dos valores dos ativos e à entrada de novos capitais alternativos”, continuaram os analistas.

Eles acrescentaram: “A adequação de capital das 19 maiores resseguradoras globais foi redundante em 6,1% no nível de confiança de 99,99% ao final de 2023 e deve permanecer assim nos próximos anos. Essa força de capital funciona como um buffer contra catástrofes naturais expressivas e outros estresses, ao mesmo tempo que suporta o crescimento do faturamento.”

Além disso, a S&P espera que a lucratividade continue forte, impulsionada por condições de mercado favoráveis. O crescimento econômico, o aumento dos valores dos ativos e a elevação das exposições de risco estão direcionando a maior demanda por produtos de resseguros/seguros.

Embora persistam incertezas, o ambiente econômico positivo, juntamente com a inflação em desaceleração e bancos centrais adotando cortes nas taxas de juros, sugere um cenário favorável para a lucratividade sustentada, segundo o relatório.

Oportunidades de crescimento e proteção contra riscos extremos

Os analistas concluíram: “A demanda por resseguros é ainda mais impulsionada pela necessidade crescente de maior proteção contra riscos extremos, diante de catástrofes naturais mais frequentes e severas. Além disso, o crescimento é impulsionado pela maior demanda por linhas específicas de resseguros/seguros, como o resseguro cibernético, que cresceu significativamente devido à maior conscientização sobre riscos cibernéticos.”

“O crescimento também será sustentado por economias em desenvolvimento e pelo aumento da penetração do mercado de resseguros. Em 2023, as perdas econômicas globais decorrentes de catástrofes naturais totalizaram US$ 280 bilhões, com cerca de 60% não segurados. Essa lacuna de proteção oferece uma oportunidade para resseguradoras e seguradoras, potencialmente por meio de parcerias público-privadas.”

Icatu Seguros apresenta novidades na subscrição digital do Seguro de Vida Individual

Fonte: Icatu

A Icatu Seguros – maior seguradora independente do Brasil com atuação em Seguro de Vida, Previdência Privada e Capitalização – anuncia uma importante evolução em sua jornada de subscrição do Seguro de Vida Individual. A iniciativa, acessível pela Casa do Corretor, proporciona mais agilidade e transparência, e reafirma o compromisso da companhia em oferecer soluções inovadoras que geram valor para corretores, clientes e beneficiários. Entre as principais mudanças está a atualização da tabela de requerimento, que permite o uso da Declaração Pessoal de Saúde (DPS) em seguros com capital segurado de até R$ 3 milhões. 

O processo de subscrição agora direciona automaticamente o cliente para o preenchimento da DPS ou para o agendamento da tele-entrevista, dependendo do valor acumulado. Essa automação amplia a autonomia do corretor e potencializa a aprovação automática, tornando o fluxo mais eficiente e conveniente.

Além disso, o retorno de pendências foi otimizado para oferecer ainda mais praticidade. Agora, corretores e clientes podem resolver eventuais demandas diretamente pela Casa do Corretor ou por meio de links enviados via e-mail ou WhatsApp, com o suporte da Assistente Virtual Icatu (A.V.I.), lançada este ano.

A modernização da subscrição digital é um marco em nossa estratégia de inovação e eficiência”, destaca Bernardo Dieckman, diretor de Precificação e Aceitação Vida da Icatu. “Queremos proporcionar um processo mais fluido e transparente, eliminando etapas manuais que antes representavam desafios para os corretores. Nosso objetivo é garantir que a experiência de aquisição do seguro de vida seja simples, confiável e ágil, beneficiando tanto os nossos parceiros quanto os clientes que confiam na Icatu”, completa o executivo.

Com a atualização, a Icatu reafirma seu propósito de transformar a experiência dos corretores e parceiros, oferecendo soluções tecnológicas que facilitam o dia a dia e contribuem para fortalecer a confiança e segurança na contratação de seguros de vida.

Icatu Seguros em Vida Individual: No 1º semestre de 2024, a Icatu registrou crescimento de 91% no segmento de Vida Individual em relação ao mesmo período de 2023, desempenho superior ao do mercado, que teve alta de 25,3% (segundo a Fenaprevi e SUSEP). O volume em prêmios retidos foi de R$ 2,4 bilhões, consolidando crescimento também em Vida em Grupo (13%), Vida PME (52%) e Prestamista (14%).