A Swiss Re anuncia suas metas para 2025, incluindo um lucro líquido consolidado superior a US$ 4,4 bilhões. O Grupo também busca um crescimento anual de pelo menos 7% no dividendo ordinário por ação nos próximos três anos e mantém sua meta plurianual de ROE IFRS superior a 14%.
“Tomamos ações decisivas em 2024 para aumentar a resiliência de nossos negócios. Alcançamos nosso objetivo de posicionar as reservas gerais de P&C no limite superior da estimativa mais confiável. Reorientamos nossas capacidades principais, avançamos na retirada do iptiQ e estamos alinhando nossos negócios geradores de taxas em todo o grupo”, declarou o CEO do Grupo Swiss Re, Andreas Berger, em comunicado.
“Ao olharmos para 2025, esperamos que os preços do resseguro de P&C permaneçam fortes, com crescente demanda por proteção em um ambiente de risco elevado. Os preços do seguro comercial estão se estabilizando em níveis atrativos, enquanto o mercado crescente de seguros de vida e a experiência favorável de mortalidade nos EUA estão sustentando o desempenho do L&H Re. Isso é complementado por uma contribuição significativa da receita de investimentos. Com um foco contínuo na subscrição disciplinada e no controle de custos, a Swiss Re está bem posicionada para se beneficiar dessa perspectiva favorável.”
Todas as unidades de negócios estão estabelecendo metas mais ambiciosas para 2025 em comparação com 2024. O L&H Re busca um lucro líquido de USD 1,6 bilhão, enquanto o P&C Re almeja uma relação combinada inferior a 85%. Já a Corporate Solutions tem como meta uma relação combinada inferior a 91%.
A Swiss Re projeta que seu foco contínuo em disciplina de custos e eficiência levará a uma redução nas despesas operacionais recorrentes de aproximadamente US$ 300 milhões até 2027.
Graças a um desempenho operacional consistentemente bom em todos os segmentos de negócios, a Munich Re está visando um lucro líquido de €6 bilhões em 2025, conforme o padrão IFRS. A receita total de seguros do grupo deve atingir €64 bilhões em 2025, enquanto o retorno sobre os investimentos está projetado para ultrapassar 3,0%.
No segmento de resseguros, a Munich Re prevê uma expansão da receita de seguros para €42 bilhões e um lucro líquido de €5,1 bilhões em 2025. Em um ambiente de mercado favorável, a empresa continuará a alavancar sua forte posição no setor. A relação combinada (combined ratio) deve permanecer em um nível atrativo de lucratividade, com uma proporção de 79% em resseguros de P&C (propriedades e acidentes) e 90% em Seguros de Especialidade Global (GSI). A partir de 2025, o GSI será reportado como um segmento separado nos relatórios IFRS. Devido ao crescimento esperado no GSI e a um efeito de desconto menor em comparação com 2024, isso resulta em uma relação combinada de 83% para resseguros de P&C, conforme a segmentação atual. No segmento de resseguros de vida e saúde, a Munich Re projeta um resultado técnico total de €1,7 bilhão em 2025.
Para a unidade de negócios ERGO, a expectativa é gerar uma receita de seguros de €22 bilhões em 2025, mantendo a trajetória de forte desenvolvimento observada nos últimos anos, com uma contribuição de lucro de €0,9 bilhão. Prevê-se uma relação combinada de 89% para a ERGO Alemanha e 90% para a ERGO Internacional. A partir de 2025, a Munich Re consolidará os negócios de vida, saúde e propriedade e acidentes na Alemanha em uma única unidade de relatório sob a marca ERGO Alemanha.
Observe que todos os valores são arredondados. Como de costume, todas as previsões e metas estão sujeitas a incertezas aumentadas devido a desenvolvimentos geopolíticos e macroeconômicos, perdas significativas dentro dos limites normais e a eventuais impactos na demonstração de resultados decorrentes de flutuações severas nos mercados de câmbio ou de capitais, mudanças significativas no ambiente tributário ou outros efeitos pontuais.
A Munich Re apresentará seus resultados financeiros completos para o ano de 2024 no dia 26 de fevereiro de 2025, conforme o cronograma.
A seguradora Prudential do Brasil escolheu a cidade de Porto Alegre para encerrar o Prudential Momentos, série de encontros com parceiros comerciais de vida em grupo. A decisão de realizar a última reunião na noite de terça-feira, 10, na capital do Rio Grande do Sul foi uma homenagem à força e à resiliência dos empresários gaúchos que enfrentaram momentos desafiadores após as enchentes que impactaram o estado entre abril e maio. Ao longo do ano, a companhia reuniu mais de 400 executivos de corretoras parceiras em encontros promovidos nas principais capitais brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte e Cuiabá.
“O objetivo do Prudential Momentos é celebrar a sólida parceria que temos construído entre a Prudential e os corretores ao longo dos últimos anos. Essa trajetória é marcada pela colaboração e pelo comprometimento dos nossos parceiros, que têm sido fundamentais para impulsionar o crescimento e o sucesso do setor. Mais do que uma celebração, o evento é uma oportunidade especial para fortalecer relações, promover trocas e reencontros”, avalia a gerente de Parcerias Comerciais da Prudential do Brasil, Viviane Cruz.
O mercado de seguros desempenhou um papel essencial na região Sul após a tragédia provocada pelas enchentes. As indenizações pagas pelo setor chegaram a R$ 6 bilhões até setembro de 2024, de acordo com a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). Segundo a executiva, a proteção oferecida pelos seguros se mostrou indispensável para garantir a segurança financeira das famílias e negócios.
“A resiliência e coragem dos empresários e trabalhadores gaúchos são inspiradoras. Tenho certeza de que continuarão superando este momento desafiador, reerguendo suas operações e contribuindo para o fortalecimento econômico local. Nosso setor tem a responsabilidade de oferecer soluções eficientes e alinhadas às necessidades de nossos parceiros e clientes durante esse período”, afirmou Viviane.
Em Porto Alegre e em outras cidades, a Prudential também reforçou o relacionamento dos parceiros com a área de subscrição da companhia. “A nossa intenção é garantir o suporte estratégico necessário para as corretoras parceiras entenderem as necessidades específicas dos clientes e atuarem de forma conjunta na construção de soluções eficazes”, explica o coordenador de Underwriting da Prudential do Brasil, Anderson Souza.
Para 2025, a companhia seguirá promovendo encontros como o Prudential Momentos pelo Brasil para avançar nos pilares estratégicos de crescimento, expansão de mercado e inovação ao lado dos parceiros comerciais que oferecem seguro de vida em grupo.
De janeiro a outubro de 2024 foram arrecadados, já descontados os resgates, R$ 51,2 bilhões em planos de previdência privada aberta. O número corresponde a uma expansão de 57,3% quando comparado ao mesmo período do ano passado, aponta o último relatório elaborado pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida — Fenaprevi.
Nesse intervalo de tempo, foram R$ 162,6 bilhões captados no total, um crescimento de 16,9% na mesma base de comparação. Já os resgates aumentaram 4,5% no período, totalizando R$ 111,4 bilhões.
Em outubro de 2024 as pessoas possuíam, aplicados em planos de previdência privada aberta, mais de R$ 1,5 trilhão, o equivalente a 13,4% do PIB. São 14,3% a mais do que havia, em termos de ativos, no mesmo mês de 2023.
População protegida
O relatório também destaca que 11,2 milhões de pessoas contavam com, pelo menos, um plano de previdência privada aberta em outubro de 2024. Ou seja, cerca de 7% da população acima de 18 anos no país conta com essa proteção financeira.
Ao todo, no Brasil, existem mais de 14 milhões de planos de previdência privada aberta, dos quais 80% são da modalidade individual e 20% da coletiva.
Maioria dos aportes foram em planos VGBL
Outra maneira de distribuir esses planos é pelo produto. O relatório destaca que são 8,8 milhões de planos VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre –, que receberam 92% dos aportes no período, um volume de aproximadamente R$ 150 bilhões.
Os do tipo PGBL – Plano Gerador de Benefício Livre – somam mais de 3 milhões de planos (22% do total) e arrecadaram R$ 10,2 bilhões ou 6% do montante arrecadado entre janeiro e outubro de 2024. Ademais, existem ainda 2,1 milhões de planos Tradicionais (15% do total de planos) que receberam R$ 2,5 bilhões no mesmo intervalo de tempo.
Foco na personalização dos serviços, expansão regional e uso intensivo de tecnologia para aprimorar a experiência dos beneficiários e parceiros. Essas são as principais tendências e estratégias da Bradesco Saúde para 2025, sob o comando do presidente Carlos Marinelli, que assumiu o cargo em agosto deste ano, reveladas durante coletiva de imprensa realizada dia 10 de dezembro.
Marinelli destacou a importância de oferecer experiências personalizadas, adaptadas às características e preferências dos beneficiários. “Temos 3,8 milhões de beneficiários em todo o Brasil, com perfis e necessidades distintas. Em 2025, continuaremos investindo na customização de produtos, organizados conforme as características de cada mercado”, explicou.
Ele destacou o lançamento de um produto para a região Centro-Oeste, previsto para o primeiro semestre de 2025. “Esse produto utiliza um modelo inovador de parceria com os prestadores locais, garantindo competitividade regional e atenção diferenciada aos usuários. Estamos confiantes de que será uma alavanca para o nosso crescimento na região.”
Outro pilar estratégico é o fortalecimento do relacionamento com médicos e demais profissionais de saúde. “A saúde depende não apenas do beneficiário, mas também dos profissionais que levam assistência até ele. Vamos investir ainda mais nessa proximidade, valorizando o papel central do médico no cuidado com nossos segurados”, afirmou.
O segmento de seguros coletivos empresariais e para pequenos grupos também será uma prioridade. “Já atendemos mais de 1 milhão de vidas nesse nicho, e a segmentação regional nos permitirá oferecer soluções ainda mais próximas das necessidades desse público”, completou Marinelli.
Expansão da tecnologia e inteligência artificial A Bradesco Saúde planeja intensificar o uso de inteligência artificial (IA) e machine learning para antecipar demandas e melhorar a experiência dos beneficiários. “O volume de dados gerado diariamente na operação de saúde é gigantesco. Nosso objetivo é utilizar essas informações para beneficiar os usuários e prestadores, entregando uma saúde mais eficiente e de qualidade superior”, destacou.
Os investimentos em tecnologia, que superam R$ 1 bilhão ao ano dentro do grupo segurador Bradesco, têm impulsionado avanços significativos. “A IA tem sido um grande expoente, contribuindo tanto para a rentabilidade quanto para a criação de um ambiente mais seguro e sustentável para nossos beneficiários.”
Após os desafios enfrentados entre 2022 e 2023 como a Covid 19 e sua cauda longa, Marinelli afirmou que 2024 marcou uma retomada dos níveis saudáveis de sinistralidade. “Para 2025, queremos manter essa tendência, sempre com foco no crescimento sustentável e na qualidade de vida dos nossos beneficiários. O aprimoramento dos controles internos e a sustentabilidade dos produtos serão pilares fundamentais”, concluiu.
O executivo reforça que a Bradesco Saúde segue comprometida em conectar beneficiários, médicos e prestadores, fortalecendo sua cadeia de valor e promovendo uma assistência médica de excelência. “Nosso compromisso é melhorar continuamente a saúde e a qualidade de vida das famílias brasileiras”, finalizou o presidente.
Com possíveis 10 patrocinadores, além de investimentos próprios, a Confederação Nacional das Seguradoras anuncia a Casa do Seguro. Segundo Dyogo de Oliveira, presidente da CNseg, o projeto faz parte da agenda da entidade de posicionar o setor como um ator fundamental na busca de soluções para os problemas relacionados ao clima durante a 30ª Conferência das Nações Unidas (COP 30) sobre Mudanças Climáticas, em novembro, em Belém.
“O mercado segurador é um agente-chave na transição para uma economia mais verde e resiliente. A Casa do Seguro será uma vitrine do nosso papel como facilitadores de inovação e mitigadores de riscos climáticos, reforçando nosso compromisso com o futuro sustentável do planeta”, destaca Oliveira.
A Casa promoverá a conexão empresarial do mercado de seguros com outros setores econômicos e será um ponto de convergência para discussões sobre o papel do mercado segurador na gestão de riscos climáticos e no financiamento de iniciativas sustentáveis e conectará agentes públicos, privados e da sociedade civil.
Dentre as atividades promovidas na Casa, destacam-se os debates e painéis temáticos do setor de seguros; os fóruns multissetoriais, em parceria com organizações e entidades setoriais; as reuniões bilaterais; a demonstração de produtos e serviços; e apresentações culturais. Em comum, elas atuarão nos sete eixos temáticos: proteção social e de investimentos, finanças sustentáveis, infraestrutura resiliente, inteligência climática, seguros & agronegócio, seguros na expansão da frota verde brasileira e seguros para o desenvolvimento industrial sustentável.
O vídeo apresentado na coletiva não está disponível para divulgação ainda, mas mostrou um projeto audacioso e aderente ao estilo das seguradoras, que entregam eventos que sempre arrancam elogios dos mais exigentes públicos. Segundo informações da entidade, a Casa do Seguro terá 1,6 mil m² de área útil, divididos entre plenária com 100 lugares, seis salas de reunião, business lounges, estúdio para gravação de podcasts, sala de imprensa, espaço de convivência e área para exposições artísticas e apresentações culturais.
A iniciativa também refletirá o compromisso da CNseg com a sustentabilidade e a governança climática. Seu conceito foi fundado nas bases dos selos Evento Neutro e Resíduo Zero e no consumo de energia eficiente, além de contar com cenografia sustentável. O espaço também promoverá iniciativas de responsabilidade social com a comunidade local e utilizará mão de obra local e inclusiva.
A COP30 reunirá líderes mundiais, organizações internacionais e a sociedade civil para discutir os próximos passos no enfrentamento da crise climática global. A expectativa é trazer parceiros internacionais para a casa, como as congêneres da CNseg de outros, e também a GFIA, que reúne todas as confederações do mundo. “A Casa do Seguro promete ser uma das iniciativas mais emblemáticas do evento, colocando o Brasil e o mercado segurador no centro das soluções para os desafios do século XXI”, disse Dyogo Oliveira.
Crescimento de um dígito das vendas do setor de seguros em 2025: 8,8%. Esta foi a previsão apresentada pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) em coletiva realizada nesta tarde, em São Paulo. Se considerado saúde, a estimativa sobre para 10,1% do setor, levando em conta uma projeção de Produto Interno Bruto (PIB) de 2,5%, Selic de 12,5% e inflação de 3,98%.
Para 2024, a projeção de crescimento é de 11,6%, com a arrecadação estimada em R$ 747,3 bilhões, considerando-se todos os produtos de seguros, previdência aberta, capitalização e a saúde suplementar.
Dyogo de Oliveira, presidente da CNseg, credita a desaceleração do crescimento do setor, em parte, a menor renda das famílias. “O processo de pouso suave da economia impacta a renda da população. Menos renda é menos consumo e, consequentemente, menos seguros são contratados.”
Em 2024, o maior destaque para a alta da arrecadação tem sido o segmento de cobertura de pessoas até setembro (últimos dados disponíveis), com avanço estimado de 15,6% no fechamento do ano. Mas na previsão de 2025 é este mesmo segmento que quebra o histórico de crescimento do setor na casa dos dois dígitos, uma vez que o avanço projetado para o próximo ano é de 9,5%.
A saúde suplementar tem indicadores de alta nominal de 10,9% em 2024 e 10,9% em 2025. Os produtos que integram Danos e Responsabilidades contribuirão para o aumento na arrecadação, com crescimento projetado de 7,1% até dezembro deste ano e 8,2% no decorrer de 2025. Já a Capitalização deve crescer 6,6% este ano e 5,5% no ano que vem.
A entidade também estima que o setor segurador terá uma participação de 6,4% no PIB nacional até o final do próximo ano, 0,1 p.p. a mais que o resultado estimado para este ano.
Prioridades da CNseg em 2025
Adaptação ao Marco Legal dos Seguros – “Para 2025, uma das nossas prioridades será a adaptação do setor ao novo Marco Legal dos Seguros. Publicaremos no início do ano um manual de interpretação e boas práticas sobre os contratos de seguros, que será uma ferramenta essencial para todo o mercado. Além disso, promoveremos uma série de seminários, nos quais o Judiciário terá um papel ativo, colaborando para o entendimento e aplicação da nova lei.
A lei foi fruto de 21 anos de debates e aprimoramentos, e o maior ganho que ela traz é a elevação do nível das garantias no setor. Ela proporciona mais segurança jurídica, especialmente no médio e longo prazo. No curto prazo, enfrentaremos um período de adaptação, durante o qual será fundamental construir consensos entre os players do mercado para evitar a judicialização desnecessária dos contratos.”
Regulamentação da Reforma Tributária – “Outra prioridade será acompanhar e contribuir para a regulamentação da reforma tributária. Este é um tema que impacta diretamente o nosso setor e exige atenção para garantir que o ambiente tributário seja justo e favorável ao desenvolvimento do mercado de seguros.”
Agenda Climática e COP 30 – “A agenda climática também estará no centro das nossas ações em 2025. Parte desse esforço está alinhada com os compromissos da COP 30, onde queremos reforçar o papel do setor de seguros como um agente transformador na gestão de riscos climáticos.”
Ampliação do Seguro Rural – “Vamos ampliar a atuação no segmento de seguro rural. Este é um mercado estratégico, fundamental para a sustentabilidade do agronegócio e a segurança alimentar do país.”
Discussão sobre a Longevidade – “A questão da longevidade será um tema que traremos ao debate em 2025. O envelhecimento da população impacta profundamente o setor de seguros, que precisa oferecer produtos e serviços mais alinhados às novas demandas de uma sociedade em transformação.”
“Por fim, estamos em um momento importante de transição interna, com a seleção de uma nova diretora de sustentabilidade, que terá a missão de liderar iniciativas estratégicas voltadas para o desenvolvimento sustentável do setor de seguros”, finalizou.
“A IA generativa está possibilitando que as empresas voltem a conversar com seus clientes individualmente”. Frases como esta dita pelo diretor de Risco de Crédito e Modelagem do grupo Itaú, André Martins, marcaram a quarta edição do Neurotrends, fórum de discussões criado pela Neurotech, uma empresa B3 especializada na criação de soluções avançadas de Inteligência Artificial e Big Data.
O evento realizado nesta terça-feira (10) na Arena B3, em São Paulo, revelou as expectativas de alguns dos líderes dos segmentos de crédito, seguros e saúde a respeito da oportunidade de hiperpersonalização de produtos e serviços, mas também demonstrou uma preocupação com a necessidade de cuidado máximo com os desafios éticos que envolvem o uso da tecnologia.
O evento, que teve como tema “Tendências e desafios dos mercados de crédito, saúde e seguros: A nova fronteira da IA Generativa. Separando o hype do que já é realidade”, reuniu renomados especialistas em inovação nos três mercados. Ao todo foram realizados cinco painéis nos quais foram debatidas as implicações do avanço da IA Generativa em cada segmento.
Para o CEO da Neurotech, Domingos Monteiro, as discussões revelaram basicamente três constatações a respeito da IA generativa. “O primeiro fator é que a tecnologia já está à disposição e não é mais uma barreira. O segundo é que o consumidor está mudando e não aceita mais facilmente produtos e serviços que não estejam de acordo com seus desejos e necessidades. Finalmente existe o consenso de que os dados que esses consumidores geram podem ajudar a dar a experiência que eles querem com um forte apoio da IA generativa”, avaliou.
O diretor executivo de Crédito e Cobrança do Banco BV, Roberto Jabali, disse que a IA generativa tem possibilitado às empresas cada vez mais buscar insights para a segmentação de uma pessoa. “Nos últimos anos temos feito segmentação de grupos específicos, mas o ideal é ir reduzindo cada vez mais o tamanho desses grupos. A IA generativa caminha para permitir a redução ao menor tamanho possível que é o de uma única pessoa”, disse.
Apesar do entusiasmo, os debatedores não se esqueceram de alertar para a necessidade de cuidados no uso da tecnologia. De acordo com o Vice-presidente de Controles Internos e Gestão de Riscos do Banco do Brasil, Felipe Prince, o desafio ético em torno da IA generativa exige que as organizações treinem e remodelem sempre para que não haja agregação de preconceitos nos modelos porque isso tem potencial para derrubar instituições. “São novos riscos emergentes que a tecnologia nos traz, mas tudo está em nosso controle. Nada nasce se nós estivermos modelando corretamente”, disse.
No campo dos seguros, uma das impressões mais impactantes foi feita pelo vice-presidente de Tecnologia, Operações, Transformação e Dados da Axa, Bruno Porte (foto). Segundo ele, com a evolução da IA generativa, em cerca de 3 ou 4 anos provavelmente algumas das soluções das seguradoras talvez estejam embarcadas em um aplicativo existente no próprio carro do cliente porque aquele meio é muito mais conveniente para o usuário do que ele ter que baixar um aplicativo da seguradora em seu celular. “As seguradoras vão ter que entender que precisarão deixar de ser o sol, com todos os planetas girando ao seu redor, para ser apenas mais um planeta. Essa mudança vai acontecer a curto e médio prazo”, disse.
A respeito do impacto da IA generativa nas operações de financiamento veicular, o Sócio & Head de Veículos no C6 Bank, Ricardo Bonzo, disse que a IA vem para dar escalabilidade no sentido de que a indústria possa ampliar as operações tendo a certeza da segurança para barrar as investidas de fraudadores e outros problemas. “Só para ter uma ideia, cerca de R$ 45 milhões em fraude aplicadas na leitura de placas foram evitados com uma solução de IA da Neurotech”, disse.
O presidente da Omni, Heverton Peixoto revelou que neste segmento cerca de 25% dos contratos sofrem algum tipo de renegociação ao longo da sua vigência. “Nós conseguimos melhorar entre 12% a 15% o valor recebido a partir do momento em que conseguimos usar algoritmos com IA mais sofisticados”, disse.
Já na área da saúde, além do apoio no combate a fraudes e abusos, a IA generativa está sendo vista como uma ferramenta capaz de inverter a lógica do setor.
Para o Diretor Executivo de Mercado, Tecnologia e Inovação da Seguros Unimed, Wilson Leal, a grande revolução da IA é permitir que o setor passe finalmente a se preocupar em cuidar verdadeiramente da saúde e não da doença. Neste sentido, o Innovation Lead na Astrazeneca, Dante Lopes, afirmou que a IA traz a possibilidade de conseguir diagnósticos precoces ou cada vez mais precoces. “Existem processos que já permitem identificar a possibilidade de alguém ter uma doença 5 anos antes ou até 7 anos antes dela se manifestar”, disse.
A MetLife e a General Atlantic anunciaram uma joint venture de resseguros, conforme informaram os executivos das empresas à Reuters nesta quarta-feira, marcando a mais recente tendência de seguradoras e gestores de investimentos alternativos se unirem para aumentar os retornos de ativos de seguro de baixo risco.
A nova empresa, chamada Chariot Reinsurance, contará com uma contribuição inicial de capital superior a US$ 1 bilhão, com MetLife e General Atlantic detendo, cada uma, cerca de 15% de participação acionária.
Mais uma mulher no comando no mercado de re/seguros. A Swiss Re anuncia duas mudanças na liderança de equipe no Brasil. A partir de janeiro de 2025 Juliana Alves assume como líder de mercado da Swiss Re para o Brasil e o Cone Sul, substituindo Fred Knapp, que parte para um novo desafio — assume a vice-presidência financeira do IRB (Re), depois de quase 11 anos no grupo suíço, sendo cinco na liderança da equipe.
Juliana é a segunda mulher no comando de resseguros no Brasil. A primeira foi Margo Black, que liderou a operação local da Swiss Re entre 2012 e 2018. Juliana tem mais de 20 anos de experiência em posições de liderança sênior em re/seguros, com passagens por Londres, Munique e América Latina. Mais recentemente, liderou o negócio de resseguro facultativo P&C na América Latina.
Por sua vez, Jorge Guereca assumirá a posição de Head de Resseguro Facultativo P&C para a América Latina, sucedendo Juliana. Jorge conta com mais de 25 anos de experiência no setor, atuando em diversas áreas, como contratos, resseguro proporcional, resseguro facultativo e subscrição. Desde 2018, ele é responsável pelo negócio de Resseguro Facultativo P&C da Swiss Re para o México e a América Central. Ele continuará baseado na Cidade do México.
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