Susep publica norma sobre seguros e previdência sustentáveis

Jessica Bastos susep

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) informa que foi publicada, hoje (28), no Diário Oficial da União, a Resolução CNSP nº 473/2024, que dispõe sobre a classificação de planos de seguros e de previdência complementar aberta como sustentáveis, a ser observada pelas sociedades seguradoras e entidades abertas de previdência complementar.

Com o objetivo de dar maior transparência ao processo regulatório da autarquia, a minuta do normativo havia sido colocada em consulta pública em junho deste ano, por meio do Edital nº 6/2024.

A proposta normativa decorreu das conclusões alcançadas no âmbito do Grupo de Trabalho (GT) constituído pela Portaria Susep nº 8.191, de 26 de julho de 2023, que teve o objetivo de “estudar a melhor definição de seguro e de previdência verde e propor minuta de Resolução CNSP para regulamentação do tema, a fim de colaborar com o Plano de Transição Ecológica do Ministério da Fazenda.”

Para a Diretora de Organização de Mercado e Regulação de Conduta, Jessica Bastos, o direcionamento de parcela dos investimentos do mercado segurador para projetos e instrumentos considerados sustentáveis também tende a funcionar como estímulo para o crescimento da economia verde. “Diante desse cenário, o que se pretende com a edição do normativo, em síntese, é que a indústria dos seguros, com seus investimentos e com a expertise acumulada no gerenciamento de riscos, possa, pela via do desenvolvimento de produtos sustentáveis, estar ainda mais conectada aos grandes projetos de desenvolvimento econômico nacional”, destaca Jessica.

Prevista no Plano de Regulação para os exercícios 2023 e 2024, a nova Resolução CNSP é mais um passo da Susepna incorporação das questões de sustentabilidade à agenda regulatória, na esteira da edição da Circular Susepn.º 666, de 2022, que estabelece requisitos dessa natureza a serem observados pelo mercado supervisionado. Ao mesmo tempo, a Autarquia também contribui para dar concretude ao dever do Estado de promover a defesa do meio ambiente ecologicamente equilibrado, e a conscientização pública para preservação ambiental, nos termos do art.225 da Constituição Federal.

Plano de Transformação Ecológica do Governo Federal

O Plano de Transformação Ecológica tem o objetivo de reconfigurar os paradigmas econômicos tradicionais, privilegiando o desenvolvimento a partir de relações sustentáveis com a natureza e seus biomas, possibilitando a geração de riqueza e sua distribuição justa, com melhoria na qualidade de vida das gerações presentes e futuras. Os recentes eventos climáticos extremos, tais como o que ocasionou o estado de calamidade pública no Estado do Rio Grande do Sul, evidenciam, inclusive, a urgência da medida.

Nesse contexto, o Plano conta com um eixo de Finanças Sustentáveis, que compreende um conjunto de medidas fiscais, tributárias, regulatórias e financeiras que visam incentivar a alocação de recursos públicos e privados em atividades consideradas sustentáveis, capazes de reduzir riscos ambientais e climáticos.

E, para que seja possível direcionar esses fluxos financeiros, é necessária a construção de uma taxonomia sustentável nacional.

Prudential do Brasil premia jovens empreendedores sociais

Fonte: Prudential

A seguradora Prudential do Brasil promoveu a terceira edição do Prêmio Jovens Visionários, que reconhece e impulsiona projetos de empreendedores brasileiros com idades entre 14 e 25 anos. O evento de premiação aconteceu na última segunda-feira, 25, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, e reuniu os oito finalistas de um total de 269 projetos inscritos por jovens de todo país. A iniciativa foi realizada em parceria com a Oitto Impacto, empresa de soluções de sustentabilidade e impacto positivo.

O grande vencedor foi o mineiro Caio Quintana, de 20 anos, que desenvolveu a Sign Link, uma plataforma de ensino de línguas de sinais internacionais para capacitar a comunidade surda, eliminando barreiras de comunicação e acessibilidade. Em segundo lugar, ficou o jovem de Pernambuco, José Wagner Paixão, de 17 anos, com o projeto Lidera Nordeste, que oferece suporte educacional e emocional a jovens nordestinos com objetivo de enfrentar as desigualdades socioeducativas.

O primeiro e o segundo colocados receberam um prêmio de R$ 30 mil e R$ 20 mil, respectivamente, para investirem em seus projetos, além de uma viagem internacional para conhecer as iniciativas sociais da Prudential em Newark, nos Estados Unidos. Todos os oito finalistas receberam também mentorias e formações, incluindo um treinamento sobre empreendedorismo social para acelerar o desenvolvimento de suas iniciativas.

A CEO da Prudential do Brasil, Patricia Freitas, ressaltou a importância de reconhecer esses jovens e suas iniciativas: “Foi uma noite emocionante e de muito aprendizado. Em três edições do nosso prêmio já recebemos mais de 700 projetos de todo o Brasil. Com muito orgulho, podemos afirmar que promovemos o maior prêmio de empreendedorismo social jovem do nosso país e contribuímos para impulsionar sonhos. E nada mais apropriado que o Museu do Amanhã como palco para esses jovens talentosos que estão construindo o nosso futuro”, declarou Patricia.

Para o vencedor Caio Quintana, esse reconhecimento promove um grande intercâmbio cultural contribuindo para maior inclusão da comunidade surda. “Estou muito feliz e grato por essa conquista, principalmente, por conectar esse prêmio a uma causa com propósito. Não é apenas promover acesso, mas criar conexões verdadeiras entre pessoas, dando oportunidade para a comunidade surda se comunicar em outras línguas de sinais. Acredito que a inclusão transforma vidas”, afirmou.

Todos os projetos foram analisados considerando critérios como compreensão do problema, empreendedorismo social, inovação e escala. A comissão técnica foi formada por Gabriela Paranhos, da Generation Brasil, Leonardo Letelier, da Sitawi Finanças Sustentáveis, Ana Cristina Barros, da CNseg, a jornalista de economia Jamile Niero, Deivyd Barros, fundador da Investeens e finalista da edição passada, além de executivos da Prudential.

Conheça os projetos vencedores:

1º Lugar: Caio Quintana – 20 anos, Minas Gerais

Projeto: Sign Link

Plataforma digital que capacita a comunidade surda, eliminando barreiras de comunicação e acessibilidade. Por meio do ensino de línguas de sinais estrangeiras, dicionários colaborativos, trilhas de aprendizado personalizadas e certificação de proficiência, promove inclusão social e intercâmbio cultural. O objetivo do projeto é ampliar oportunidades de estudo e trabalho no exterior para pessoas surdas.

2º Lugar: José Wagner Paixão – 17 anos, Pernambuco

Projeto: Lidera Nordeste

Projeto que empodera o Nordeste e transforma a vida de jovens nordestinos ao enfrentar a desigualdade socioeducativa com uma abordagem que integra fortalecimento emocional e desenvolvimento de habilidades. O Lidera oferece capacitação, redes de apoio e mentorias impulsionando os jovens a novas perspectivas e oportunidades.

Demais projetos finalistas:

Asheley Brito – 20 anos, Acre 

Projeto: Studygram Estuda Ash

O projeto incentiva estudantes a se tornarem empreendedores ainda no período escolar. Oferece materiais gratuitos, dicas, mentorias e métodos de organização para estudantes em diferentes níveis, desde a escola até a faculdade, incluindo ENEM e ensino de inglês. Criado em 2019, utiliza plataformas digitais para ampliar o alcance e apoiar o aprendizado, especialmente na área da saúde. A iniciativa promove adaptação, organização e crescimento pessoal, impactando o desempenho acadêmico. 

Dhena Pinheiro – 18 anos, Bahia 

Projeto: Brazilian Youth Academy

A fundação educacional torna as atividades extracurriculares nacionais e internacionais mais acessíveis a jovens em situação de vulnerabilidade financeira. Seu objetivo é capacitar agentes de mudança e promover igualdade de oportunidades. A iniciativa busca eliminar barreiras de raça, etnia e gênero na educação internacional por meio de programas educacionais e mentorias.

Juliana Nunes – 25 anos, Amapá

Projeto: AçaíMaps

Criado em 2023, o AçaíMaps une tecnologia e impacto social para proteger a floresta e apoiar famílias na cadeia produtiva do açaí. Na prática, com uso da inteligência artificial, é possível identificar a palmeira de açaí (euterpe oleracea) em imagens de drone. A jovem desenvolveu também o primeiro software de gestão para a cadeia produtiva do açaí na Amazônia. Hoje, mais de 130 famílias se beneficiam diretamente e indiretamente pela solução. Mais de 1.340 hectares de floresta já foram preservados pela atuação do negócio social.

Projeto: Educaree

Organização sem fins lucrativos que orienta jovens de 14 a 21 anos na definição de seus propósitos de vida e metas profissionais, conectando aprendizado escolar às demandas do mercado. Com formações online, já impactou mais de 10 mil jovens. A meta é alcançar 100 mil até 2030. A iniciativa combate a evasão escolar, a indecisão profissional e problemas de saúde mental, promovendo educação socioemocional. 

ONG que capacita adolescentes, de 14 a 18 anos, de escolas públicas, formando líderes e empreendedores para impactar suas comunidades. Com um programa de 11 módulos em três meses, aborda autoconhecimento e empreendedorismo, promovendo resiliência e equilíbrio emocional. Entre os mais de 150 jovens formados, 80% estão empregados e 10% iniciaram seu próprio empreendimento, ampliando oportunidades e renda familiar.

Projeto: Nexus Universe

O projeto foca na inclusão e conexão entre crianças, educadores e famílias garantindo que todos tenham acesso à educação de qualidade com tecnologia acessível. Desde 2018, tem impactado comunidades do Rio de Janeiro, democratizando o aprendizado e garantindo acesso igualitário. 

MAG Seguros cria ecossistema de planejamento de atividades comerciais

MAG SEGUROS, Márcio Batistuti

Superintendentes e gerentes comerciais da MAG Seguros contam a partir deste mês de novembro com o GAC – Gestão de Atividades Comerciais -, ecossistema criado pela companhia que reúne a utilização de ferramentas como salesforce, data lake e power BI no planejamento e acompanhamento de atividades de vendas. Com foco na otimização da produtividade e na eficiência dos processos, a iniciativa visa tornar mais ágil e integrada a gestão e a organização das tarefas da equipe de vendas e lideranças comerciais.

“A nossa ideia com o GAC é que seja uma ferramenta para a gestão comercial da nossa força de vendas, um ecossistema que dê visibilidade às ações gerenciais, além de padronizar e dar transparência aos processos. A novidade permite aos líderes acompanharem as atividades que construirão os resultados para a superação de nossos objetivos, além de facilitar o planejamento de prioridades, a execução das tarefas e o acompanhamento das métricas e indicadores que ajudam a avaliar o sucesso das atividades, que são a base sustentável para o atingimento de nossas metas”, destaca Márcio Batistuti, diretor comercial da MAG Seguros.

A iniciativa se soma a uma série de outras soluções criadas pela companhia a fim de facilitar a rotina de trabalho de parceiros, corretores e times comerciais. Em outubro, a companhia lançou o NAC – Núcleo de Atendimento Comercial – visando centralizar e otimizar o atendimento reunindo todos os canais existentes em um único ponto de contato, garantindo assim que todas as demandas sejam tratadas com mais rapidez e de forma unificada, independentemente do tema.

Seguradoras pagam mais de R$ 181 bilhões em indenizações até setembro, segundo CNseg

dyogo oliveira cnseg

Fonte: CNseg

O mercado segurador brasileiro manteve um ritmo acelerado de expansão em 2024, reforçando seu papel como um dos pilares da economia. Dados divulgados pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) revelam que a demanda por seguros cresceu 13,2% nos primeiros nove meses do ano, movimentando mais de R$ 324 bilhões. Paralelamente, o setor reforçou sua função social ao desembolsar mais de R$ 181 bilhões em indenizações, benefícios, resgates e sorteios, registrando um aumento de 6,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados não incluem valores referentes ao setor de Saúde Suplementar.

O segmento de Coberturas de Pessoas, que engloba os Seguros de Pessoas e os planos de Previdência Aberta, foi o principal responsável pelo aumento das indenizações, com R$ 115,5 bilhões, alta de 4,0%. A Confederação também evidencia o avanço nos pagamentos pelos seguros de Danos e Responsabilidades: R$ 46,6 bilhões, um aumento de 11,3% em relação ao ano anterior.

Coberturas de Pessoas também liderou o aumento da arrecadação, sendo responsáveis por mais de 80% do avanço do setor no período. Com arrecadação superior a R$ 200 bilhões, o segmento cresceu 17,8% em comparação a 2023. Os seguros de Danos e Responsabilidades também cresceram, apresentando alta de 6,6%, totalizando R$ 100,0 bilhões em prêmios. Já os títulos de Capitalização somaram R$ 23,5 bilhões em faturamento, registrando crescimento de 6,1% em relação ao ano anterior.

Dos ramos que melhor performaram nos nove meses de 2024, a entidade destaca o grupo Patrimonial, composto por produtos que visam proteger propriedades, equipamentos, obras, lucros entre outros, que registrou aumento de 63,6% nas indenizações, impulsionado pelas históricas enchentes que afetaram o Rio Grande do Sul em abril e maio deste ano. Os títulos de Capitalização, por sua vez, pagaram quase R$ 10 bilhões aos clientes em resgates e sorteios, alta de 10,7% no mesmo período.

Produtos com destaque

Entre os produtos que mais se destacaram ao longo do ano, o Seguro de Vida, carro-chefe do grupo de Seguros de Pessoas, apresentou desempenho recorde. Em setembro, arrecadou R$ 3 bilhões, maior valor nominal da série histórica, um crescimento de 12,7% em relação ao mesmo mês de 2023. Os pagamentos de indenizações também subiram 12,1%, com mais de R$ 777 milhões desembolsados no período.

O presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, salienta que o Seguro de Vida tem se consolidado como uma solução de relevância econômica e social no Brasil. “Ele oferece proteção financeira às famílias em caso de falecimento da figura provedora, garantindo suporte para despesas imediatas, como contas médicas e funerais, além de assegurar o padrão de vida dos dependentes. Além disso, é uma ferramenta valiosa de planejamento financeiro, permitindo a continuidade de projetos pessoais ou familiares”, explicou.

Para o executivo, a pandemia de Covid-19 e os recentes eventos climáticos extremos intensificaram a percepção da vulnerabilidade e da necessidade de proteção financeira. “Esse cenário, aliado ao aumento da renda disponível e à expansão da classe média, tem incentivado mais brasileiros a incluírem o Seguro de Vida em suas prioridades”.

Até setembro de 2024, o seguro de Vida registrou forte evolução, com crescimento de 14,0% em relação ao mesmo período de 2023, totalizando mais de R$ 25 bilhões em prêmios, quase metade da arrecadação do grupo de Seguros de Pessoas. Em termos de retorno aos beneficiários, foram pagos cerca de R$ 6,5 bilhões em indenizações, proporcionando apoio financeiro e conforto a inúmeras famílias no momento da perda de um familiar.

CNseg terá profissional para ações de educação e capacitação junto ao setor

Fonte: CNseg

Com o objetivo de aumentar a qualificação dos profissionais do mercado segurador, a Confederação Nacional das Seguradoras, CNseg, trouxe o consultor Andre Nunes para implementar uma série de novas iniciativas com foco na educação inclusiva, direcionadas para redução de desigualdades e integração no mercado de trabalho.

“É uma enorme satisfação colaborar efetivamente com a CNseg. Minha expectativa é poder construir através da educação e das iniciativas de qualificação do setor seguros uma agenda que agregue os interesses do setor e da sociedade, evidenciado a atuação concreta do setor para a redução das desigualdades sociais, promovendo a diversidade, a inclusão e o engajamento comunitário”, ressaltou André Nunes.

O novo colaborador da CNseg, tem experiência no setor educacional, bancário, securitário e participações societárias. Foi CEO da Caixa Seguridade, da Caixa Corretora e da Caixa Participações. Foi Vice-Presidente de Estratégia e Pessoas da Caixa. Doutor e mestre em economia pela Universidade de Brasília (UnB) e professor universitário na graduação e pós-graduação, tendo coordenado cursos de graduação, especialização e mestrado.

Atuação

Um exemplo de sua atuação prevista junto à CNseg é a identificação de projetos específicos em que o setor pode atuar, em busca a atingir dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). O foco das ações deve se pautar na educação de qualidade e equitativa, além de enfatizar ações para o trabalho decente e crescimento econômico.

As ações também devem ser focadas na aplicação dos projetos que já estão em elaboração e novas parcerias, como as iniciativas junto a Escola Nacional de Administração Púbica (ENAP) e Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (SEPPI), buscando alinhamento aos pilares previstos no Plano de Desenvolvimento do Mercado de Seguros (PDMS).

Adiada votação de regulamentação das cooperativas de seguro

Agência Senado

O senador Weverton (PDT-MA) pediu a retirada de pauta do projeto de lei complementar (PLP) 143/2024, que regulamenta o funcionamento de cooperativas de seguro e de grupos de proteção patrimonial mutualista.

O texto, que tramita em regime de urgência, seria apreciado em Plenário nesta quarta-feira (27), mas Weverton comunicou que precisará de mais tempo para elaborar relatório sobre a proposição. A matéria foi aprovada em agosto na Câmara, onde tramitou como PLP 519/2018, e encaminhada para apreciação do Senado.

Pelo projeto, considera-se operação de proteção patrimonial mutualista aquela destinada a garantir patrimônios de um grupo de pessoas contra riscos predeterminados, com custos repartidos entre os participantes por meio de rateio. Esse método costuma ser usado, por exemplo, por taxistas que se associam para segurar seus automóveis sem precisar recorrer a seguradoras tradicionais.

O texto determina, entre outras normas, que as administradoras contratadas para gerenciar o dinheiro arrecadado e pagar as garantias cobertas não poderão conceder aos participantes vantagens especiais que impliquem dispensa ou redução da contribuição para o rateio mutualista de despesas. Também estabelece que, na hipótese de desligamento do grupo, o participante não será responsável por rateios vindos de apurações posteriores à rescisão do seu contrato de participação.

Bradesco Vida e Previdência amplia portfólio

A Bradesco Vida e Previdência, empresa do Grupo Bradesco Seguros, está ampliando seu portfólio de fundos de investimento em Previdência Privada, com o lançamento de três produtos que investem em ativos de renda fixa, renda variável e multimercados: Bradesco Juros e Moedas Multimercado PGBL/VGBL, Bradesco Equity Hedge Responsabilidade Limitada Multimercado PGBL/VGBL e Bradesco Multigestores II Crédito Privado/PGBL. 

“Nossa grade de fundos possui hoje mais de cem produtos, contando com a parceria das mais renomadas gestoras.  Fechamos 2023 com captação líquida positiva de cerca de R$ 7 bilhões e já alcançamos o montante de R$ 8 bilhões nos primeiros nove meses de 2024, um crescimento de 82% frente ao mesmo período do ano passado, com saldo positivo em todos os meses do ano. Os números refletem a consistência e a assertividade da estratégia adotada ao longo dos últimos anos e a competitividade do nosso atual modelo, que combina a atuação de gerentes de relacionamento, especialistas de investimentos, plataformas especializadas de previdência e corretores”, destaca Estevão Scripilliti, diretor da Bradesco Vida e Previdência. 

Elaborado em parceria com a Bradesco Asset Management, classificada pelo Guia de Fundos do Valor FGV como melhor gestora de fundos de Previdência do Brasil pelo quarto ano consecutivo, com mais de R$ 900 bilhões sob gestão, o Bradesco Juros e Moedas Multimercado PGBL/VGBL busca retorno acima do CDI nos mercados de taxas de juros pós e prefixados, índices de preços e moeda estrangeira, sem necessidade de concentração em alguma classe específica. Por apresentar baixa correlação com outros produtos de renda fixa e multimercados, contribui para a diversificação da carteira do investidor. Além de movimentos estruturais, o novo produto contempla posições táticas, visando capturar janelas de oportunidade fora dos parâmetros estratégicos do fundo.  

Já o Bradesco Equity Hedge Responsabilidade Limitada Multimercado PGBL/VGBL, também administrado pela Bradesco Asset, tem foco na alocação de ativos de renda variável, buscando assimetrias – posições compradas (long) e vendidas (short) – que gerem resultados positivos em diferentes momentos da Bolsa, superando o CDI no longo prazo. A possibilidade de captura de resultados tanto com a alta quanto com a baixa das ações é um dos principais diferenciais do produto. 

Por fim, o Bradesco Multigestores II Crédito Privado passou a ser oferecido na modalidade PGBL, indicada para contribuintes da Previdência Social que fazem a declaração de IR no modelo completo. Com aplicação a partir de R$ 50, o novo produto busca rentabilidade por meio de oportunidades em crédito privado de renda fixa com estratégias e gestores diversificados, podendo incluir ativos do mercado internacional.  

Corretora de seguros WTW anuncia Felipe Barranco como diretor de Affinity no Brasil

Luis Felipe Barranco

A WTW, quarta maior consultoria e corretoras de gestão de riscos do mundo, contratou Felipe Barranco, como novo diretor de Affinity no Brasil. Felipe chega para liderar estratégias e fortalecer o novo posicionamento da empresa no segmento de Affinity, ou afinidades, ampliando sua atuação e consolidando a presença em soluções personalizadas para diferentes perfis de clientes.

Com mais de 15 anos de experiência em diversas indústrias, desenvolvendo estratégias massivas em ambientes digitais, Barranco fundou a Flix em 2020, a primeira Insurtech do Brasil com foco na distribuição digital de produtos massificados. O novo diretor também traz todo o seu conhecimento em tecnologia, análise de dados e desenvolvimento de produtos, com o propósito de reforçar a proposta de valor, fomentar a inovação e abrir novas oportunidades estratégicas no Brasil.

Com foco em aperfeiçoamento e proximidade com o cliente, o novo direcionamento da WTW visa atender às necessidades específicas de diversos perfis de clientes, incluindo empresas, grupos e indivíduos, oferecendo soluções que combinam tecnologia, flexibilidade e custo-benefício. O objetivo é criar um hub de tecnologia e dados, utilizando conceitos ágeis e conectando as demandas de canais e seguradoras. “A ideia é atuamos como uma Insurtech, oferecendo a solução ideal tanto para seguradoras quanto para canais de distribuição”, afirma Barranco em comunicado.

O segmento de Affinity consiste na oferta de seguros e benefícios personalizados para grupos específicos, como associações, sindicatos, cooperativas e até colaboradores de empresas. Esse modelo se destaca por oferecer soluções alinhadas às necessidades e características de determinado público, criando maior engajamento e percepção de valor entre os clientes. Segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), o mercado de seguros no Brasil cresceu 9,1% em 2023, com destaque para as soluções de Affinity, que têm atraído empresas interessadas em ampliar o portfólio de benefícios para clientes e colaboradores.

Atualmente, o modelo de afinidade da WTW é composto de quatro componentes básicos, perfeitamente agrupados por meio da sua plataforma de tecnologia de afinidades, sendo eles: conhecimento do mercado, que inclui compreender as tendências, desafios e oportunidades; recursos (desenvolvimento de soluções que podem ser implementadas globalmente); estratégia de corretagem para garantir canais de distribuições e preços competitivos; e soluções insurtech, que significa usar a tecnologia para oferecer serviços ponta a ponta, com qualidade e acesso rápido ao mercado.

Previdência e Vida: Estamos vivendo mais e é preciso cuidar das pessoas

forum fenaprevi

“Estamos vivendo mais… os desafios da proteção” foi o tema de um painel que traz várias reflexões sobre como lidar com os desafios da longevidade já expostos pelos palestrantes ouvidos no período da manhã do Fórum da Fenaprevi, que busca trazer questões relevantes para o setor. O médico e especialista Alexandre Kalache fez uma palestra inicial sobre o envelhecimento saudável para iniciar os debates. 

“Precisamos coordenar uma pauta emergencial sobre educação em seguros para ampliarmos nossa participação na sociedade. Trata-se de uma necessidade social para o pais e não para empresas venderem mais”, afirmou Jorge Nasser, vice-presidente da Fenaprevi e presidente da Bradesco Vida e Previdência, no inicio do painel do qual participaram também Renato Meirelles (Instituto Locomotiva), Paulo Alves (Instituto DataFolha) e Patricia Freitas (Prudential do Brasil).

Alexandre Kalache, especialista em gerontologia, apontou os “quatro capitais da longevidade” como pilares essenciais para garantir qualidade de vida na velhice. Segundo ele, é necessário cultivá-los ao longo da vida, já que cada um desempenha um papel fundamental no processo de envelhecimento.

O capital social é o primeiro deles, englobando as conexões e redes de apoio. “Amigos, família e comunidade são indispensáveis para o bem-estar emocional e para enfrentar os desafios da vida”, destaca Kalache, que reforça a importância de cultivar esses laços em todas as fases da vida.

Já o capital de saúde é construído a partir de escolhas diárias. Alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos e acompanhamento médico regular são fundamentais para prevenir doenças e garantir uma velhice saudável. “Investir na saúde desde cedo é a base de uma longevidade com qualidade”, afirma.

Outro ponto crucial é o capital de conhecimento, que trata da educação continuada e da capacidade de se adaptar às mudanças. Aprender novas habilidades e se manter mentalmente ativo são práticas que ajudam não apenas na vida profissional, mas também na saúde cognitiva durante a velhice.

Por fim, o capital financeiro é indispensável para a segurança e independência na terceira idade. Planejar o futuro, poupar e investir são ações que permitem enfrentar os desafios econômicos do envelhecimento. “É preciso construir uma base financeira sólida, que garanta conforto e autonomia no futuro”, explica o especialista.

Kalache ressalta que esses capitais não atuam de forma isolada, mas interagem e se complementam. “Usem esses quatro capitais para reforçar o seu propósito de vida e seguir seu caminho com resiliência. Envelhecer bem é o resultado de escolhas conscientes e de um preparo que começa hoje”.

Educação e poder aquisitivo estão relacionados na decisão de economizar. “Estamos perdendo a briga gente. Quando as pessoas apostam mais em apostas esportivas, as Bets, do que investem em proteção como vida e previdência, nos temos de correr para mudar este cenário com educação financeira”, afirmou Renato Meirelles (Instituto Locomotiva). 

Segundo ele, é preciso pensar nas classes sociais. “As classes C, D e E acham que o longo prazo é daqui a um mês. E quando o arrimo faltar, como ela vai ficar? E como podemos mobilizar o tema? A família. Precisamos que as empresas tenham canais de comunicação para conscientizar as pessoas. Outro ponto é a discussão sobre diversidade. “R$ 78 de cada R$ 100 gastos em comunidades vem de negros, mulheres e LGBT”. 

Segundo Kalache, entender a diversidade do Brasil é condição sinequanon para reduzir o gap de proteção dos brasileiros. “O setor tem de fazer um esforço maior para conscientizar que este desafio é imediato. Sobretudo as empresas do setor tem o poder de poder pressão para esta mudança. Estamos evitando aceitar que o Brasil não é mais jovem. Envelheceu. E fazer um trabalho de diversidade. Temos de incluir todos, inclusive os 60+. O desafio é que as empresas encarem o Brasil de fato como é e não fantasiado”. 

Paulo Alves, do Instituto DataFolha, afirma que é preciso pensar no planejamento financeiro tem tudo a ver com os quatro pilares citados por Kalache. “Teremos resultados disso no longo prazo. Temos de enfrentar a situação que Renato comentou. É difícil fazer sobrar dinheiro, mas usam uma parte da renda de dois salários mínimos, que é o ganho da grande maioria, mas a execução é mais complicada”, citou um dos responsáveis pela pesquisa divulgada pela Fenaprevi. 

Segundo ele, as pessoas gostariam de parar de trabalhar antes dos 60 anos. Mas entendem. Muitos afirmam que sabem que não vão poder parar dependendo do INSS. “Por ser uma contribuição compulsória e regrada ajuda as pessoas a pensarem no tema, mas mesmo assim há grande dificuldade em poupar diante de tantas ofertas para o gasto imediato”, citou. 

Patricia Freitas, CEO da Prudential, discorreu sobre os desafios das empresas de previdência e seguro de vida para atrair as pessoas. “Estamos concorrendo com o dinheiro das bets. Dá mais prazer em jogar do que pensar e escolher um plano de previdência privada. Hoje temos a caderneta de poupança ainda como o investimento mais conhecido e mais utilizado. Temos evoluído para chegar nos consumidores, mas temos de aprimorar na educação para que eles saibam escolher os produtos. Estamos avançando, mas as pessoas ainda não estão conseguindo entender”, afirmou. 

A executiva lembrou que atingir a marca de 100 milhões de usuários é um marco significativo para empresas de tecnologia, e o tempo necessário para alcançar esse número varia conforme o produto e o contexto de mercado. O Netflix alcançou 100 milhões de assinantes, aproximadamente 10 anos após o início do streaming. O iPhone, lançado em 2007, demorou quatro anos para atingir a marca de 100 milhões de iPhones vendidos. Já o ChatGPT, desenvolvido pela OpenAI, alcançou 100 milhões de usuários em apenas 60 dias após seu lançamento, estabelecendo um recorde de adoção rápida. 

“Esses exemplos ilustram como a adoção de novas tecnologias pode variar significativamente, influenciada por fatores como inovação, estratégia de mercado e contexto tecnológico. E o setor de seguros e previdência tem avançado e tem muitas oportunidades pela frente”, destacou. A comunicação é um destes desafios. “Pessoas desconhecem os produtos. As que conhecem, tem vergonha de tirar dúvidas. Por isso, uma ferramenta como AI vem ajudar a ensinar e isso vai fazer a diferença para todas as classes sociais”, acredita. Já do ponto de vista das seguradoras, a AI já é adotada.  

Nasser, moderador do painel, comentou ser inóquo falar de planejamento financeiro pra quem não tem essa cultura ainda. “E esse é o nosso desafio como Fenaprevi, que pode com suas associadas de fato fazer a diferença na comunicação. Eu insisto que a questão da educação financeira deveria estar nos bancos do ensino fundamental e, a partir disso, a sim nós incluirmos o brasileiro através dos nossos produtos, dos nossos serviços”, resumiu.

Para o presidente da Bradesco Vida e Previdência, o setor de previdência está num grande momento de transformação. “Se fala muito de inteligência artificial também dentro do dia a dia dos seguros e é fundamental usarmos a AI para incluir as pessoas nessa questão de educação financeira no planejamento para o futuro”, defende.

“Portanto, acho que esse momento é um divisor de águas dentro do nosso mercado, onde de fato a gente traz a público uma discussão que não é só das entidades que fazem parte do mercado de segurador. É uma questão também de governo. A partir disso, precisamos de um posicionamento que possa fazer diferença na vida das pessoas. Afinal de contas, o que a gente sempre fala: a longevidade já chegou e nós precisamos dar uma resposta à sociedade”, finalizou.

Nova reforma da previdência deve voltar ao debate em 2025

fenaprevi forum previdencia

O Brasil precisará enfrentar uma nova reforma do sistema público de Previdência para lidar com o acelerado envelhecimento populacional e os crescentes desafios fiscais. Essa foi a avaliação de Edson Franco, presidente da Fenaprevi e CEO da Zurich no Brasil, durante o XI Fórum Nacional de Seguros de Vida e Previdência Privada, promovido pela entidade.

“Esse tema deve voltar com força já em 2025, no contexto de desenquadramento fiscal e da necessidade de o governo conter gastos. O peso da Previdência Social, seja no regime geral, nos regimes próprios de servidores ou nos militares, está se tornando cada vez mais evidente”, afirmou Franco na abertura do painel “As mudanças necessárias para enfrentar os desafios do futuro. O que devemos fazer”.

Franco destacou que reformas previdenciárias são processos complexos em qualquer lugar do mundo, mas essenciais. “Não sei quando virá a aprovação, mas sei que a discussão em torno de uma reestruturação para reequilibrar as contas públicas é fundamental desde já.” Segundo Franco, a solução para a crise previdenciária brasileira é multifatorial e deve ir além de medidas isoladas, como aumentar a idade mínima para aposentadoria. Ele defendeu uma reforma baseada em um sistema misto, estruturado em quatro pilares, cuja proposta foi elaborada pela Fenaprevi com apoio do economista Hélio Zylberstajn, da Fipe.

A expectativa é que o debate volte ao centro das discussões políticas em 2025, mas Franco reconhece que uma eventual aprovação levará mais tempo devido à complexidade do tema e às dinâmicas políticas envolvidas. Rogério Nagamine Costanzi (IPEA), em sua palestra, faz sobre coro ao tema e traz inúmeros dados que mostram a urgência de arrumar o que ele considera que ficou “uma zona”, mas é mais cético quanto ao prazo.

“Difícil em 2026, mas em 2027 vamos precisar de uma nova reforma da previdência pelo bem dos nossos filhos e nossos netos”, acrescentou Segundo ele, a proposta da Fenaprevi é interessantes com quatro pilares: universal não contributivo, regime de repartição, capitalização e, por fim, de caráter complementar, facultativo e individual.

  1. Renda Básica Social: Um benefício universal mínimo para garantir a subsistência.
  2. Modelo Distributivo com teto reduzido: Manutenção do atual sistema do INSS, mas com um teto mais baixo, entre R$ 2 mil e R$ 2,5 mil, suficiente para cobrir 80% da renda média da população.
  3. Capitalização Obrigatória: Um sistema em que cada trabalhador poupa obrigatoriamente para sua aposentadoria, complementando o benefício distributivo.
  4. Contribuição Voluntária: Um pilar adicional, no qual os trabalhadores poderiam optar por aumentar sua poupança previdenciária por meio de investimentos privados.

“Está na hora de corrigir retrocessos, como a reforma militar, por exemplo, e a bagunça que ficou nos estados e municípios, cada um com uma regra em mais de 2 mil regimes”, disse. Dois em cada três municípios não fizeram a reforma. Sei que é difícil aprovar uma nova reforma, mas temos de pensar no futuro do país e não apenas na próxima eleição”, acrescentou.

Franco reconheceu que a implementação de um modelo misto enfrenta grandes desafios, especialmente durante a transição. “O problema de um modelo estruturante é a transição, mas existem soluções técnicas. Não é algo que se implanta de um ano para o outro; pode levar uma década para atingir sua plenitude”, explicou.

O executivo destacou ainda que o déficit da Previdência Social está impondo um peso crescente no Orçamento público, tornando inevitável uma reestruturação. “O tema está voltando à pauta dentro do contexto de desequilíbrio fiscal. A pressão exercida pelo INSS e pelos regimes próprios é uma das maiores sobre os gastos do governo.”

Na visão da Fenaprevi, os dois pilares de capitalização obrigatória e voluntária devem ser desenvolvidos em parceria com o mercado de previdência privada, permitindo maior flexibilidade e liberdade na oferta de produtos para os trabalhadores. Franco acredita que a reforma é urgente e necessária para garantir a sustentabilidade do sistema previdenciário brasileiro. “Qualquer mudança será uma melhoria em relação às regras atuais, que já demonstram claros sinais de insustentabilidade”.

Dyogo de Oliveira, presidente da CNseg, concorda. “Este sistema, com 65% da população dependendo de chequinho do governo, é perverso, pois esta tirando renda do mais pobre. São regras que perpetuam o estado de pobreza. Não dá ao brasileiro a chance dele aprender a fazer conta. Ele não sabe o quanto paga de juros”, comentou no painel. Ele diz que o sistema previdência precisa mudar o conceito, ter um novo desenho para espelhar a realidade do Brasil.

“O atual sistema está fadado ao fracasso, pois não gera riqueza para o pais. O maior programa que o Brasil precisa é ensinar o brasileiro a fazer conta”, opinou o presidente da CNseg. Argumentou que os recursos distribuídos via pensões, abonos e outros benefícios, consomem mais de R$ 1,5 trilhão. “O que sobra para investir em infraestrutura, tecnologia e educação é 10% do orçamento”, disse.

Vinicius Brandi, subsecretário do Ministério da Fazenda, destacou que a mudança na expectativa de vida da população brasileira torna o tema da previdência cada vez mais relevante. Ele observou que o Brasil deixou de ser um país jovem, com o fim do bônus demográfico e um aumento no número de aposentados em relação aos contribuintes para a previdência. Para Brandi, o debate precisa envolver toda a sociedade, já que a previdência representa um contrato social entre gerações.

Assim como todos os palestrantes do evento, Brandi ressaltou a importância de saúde, educação, qualificação e inclusão no mercado formal para enfrentar o desafio. A educação financeira, especialmente o entendimento sobre juros compostos, é fundamental para preparar a população e promover maior inclusão econômica no Brasil, país de renda média.

O moderador do painel citou alguns dados para abrir a fala de Armando Vergilio, da Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor). “Dados de consultorias estimam R$ 130 bilhões com as apostas nas Bets. É praticamente todo o mercado de seguro de carro. Antes de usar a muleta da falta de renda, temos de fazer um esforço para a conscientização das pessoas sobre educação financeira e de seguros. Como os corretores podem ajudar neste desafio?”, questionou Franco.

Vergilio disse que nunca houve tamanha consciência de toda a sociedade em relação a importância de ter uma reserva financeira. “Estamos prontos para vender este anseio da população mostrado na pesquisa divulgada hoje. Queremos ofertar as opções mais adequadas para nossos clientes. Mas faltam produtos diferenciados para que o mercado possa democratizar as proteções financeiras e dar um salto na participação do setor no PIB do Brasil, de 6% para 10%”.

Alessandro Octaviani, titular da Susep, trouxe boas novas. “Acabamos de aprovar a nota do seguro de vida universal na reunião do CNSP, que há anos está em debate. O grande gargalo é a tributação deste produto. A partir disso, a discussão com o setor e com o ministério da Fazenda, para num segundo passo levar a proposta para a Receita Federal.

O texto será submetido a consulta pública por 30 dias, permitindo que participantes do mercado apresentem sugestões. O seguro de vida universal combina características de seguro de vida com previdência privada, oferecendo flexibilidade aos segurados. Por exemplo, os prêmios pagos mensalmente podem ser utilizados pelo contratante em vida, caso haja perda de renda. Além disso, permite a acumulação de recursos que podem ser resgatados ou utilizados para quitar prêmios futuros, mantendo a cobertura ativa mesmo em situações de inadimplência temporária. 

A implementação desse produto no Brasil visa ampliar o acesso da população a instrumentos de proteção financeira e formação de poupança, alinhando-se às práticas de mercados mais maduros, como o dos Estados Unidos, onde o seguro de vida universal é amplamente difundido. Após a consulta pública, a Susep ajustará o texto conforme as contribuições recebidas e o submeterá ao Ministério da Fazenda e à Receita Federal para aprovação final. Segundo Edson Franco, o setor trabalha com uma perspectiva de já lançar produtos no segundo semestre de 2025.