Seguradoras precisam adaptar suas estratégias para financiar projetos de descarbonização

A transição para uma economia de baixo carbono e a crescente severidade dos eventos climáticos extremos impõem desafios complexos ao setor de seguros. Com a regulamentação do mercado de CO₂ avançando no Brasil, as seguradoras precisam adaptar suas estratégias para financiar projetos de descarbonização, equilibrando requisitos regulatórios, custo de capital e sustentabilidade financeira. Ao mesmo tempo, as mudanças climáticas pressionam as seguradoras a desenvolver modelos mais sofisticados de precificação e gerenciamento de riscos, garantindo proteção adequada diante de perdas cada vez mais elevadas.

Neste contexto, o professor Gesner Oliveira, sócio da GO Associados e pesquisador do Instituto de Inovação de Seguros e Resseguros da FGV, analisa os principais desafios e oportunidades para o setor. Em um cenário de exigências regulatórias rigorosas e crescente demanda por soluções sustentáveis, ele discute como as seguradoras podem estruturar produtos inovadores, ampliar o uso de seguros paramétricos e fomentar a resiliência das comunidades.

Este tema será alvo de um seminário promovido pelo Instituto de Inovação em Seguro e Resseguros (IISR) e o Centro de Estudos de Infraestrutura e Soluções Ambientais (CEISA) da Fundação Getúlio Vargas. O seminário ocorrerá em 6 de fevereiro, das 9hs às 18hs, no Salão Nobre da FGV EAESP.

Confira a seguir a entrevista completa concedida ao Sonho Seguro.

Quais os principais desafios que as seguradoras enfrentam na adaptação às exigências da regulamentação para financiar projetos de descarbonização, considerando o volume de R$ 9 bilhões fixado pela nova lei?

O art. 56 da nova lei 15.042/24 determina que as sociedades seguradoras, as entidades abertas de previdência complementar, as sociedades de capitalização e os resseguradores locais deverão adquirir ativos ambientais para projetos de descarbonização correspondentes ao mínimo de 0,5% (meio por cento) ao ano dos recursos de suas reservas técnicas e das provisões. Isto acarreta vários desafios devido ao aumento do custo de capital das empresas. Ainda existem divergências em relação à aplicação da nova lei. Mas, vencida essa etapa, o principal desafio será ajustar as estratégias financeiras e de risco para acomodar investimentos substanciais em iniciativas que não apenas ajudem a reduzir a pegada de carbono, mas também gerem retornos financeiros sustentáveis a longo prazo. Para atingir esse equilíbrio, as seguradoras precisam atualizar suas ferramentas de avaliação de risco para incorporar as incertezas e volatilidades do mercado de carbono. Além disso, é fundamental garantir o cumprimento regulatório em diferentes jurisdições, o que pode exigir novas parcerias e o desenvolvimento de produtos financeiros inovadores que incentivem a adesão voluntária a práticas sustentáveis.

Como as seguradoras podem se preparar para responder de forma eficaz às perdas crescentes causadas por eventos climáticos extremos, enquanto equilibram a lucratividade e o custo dos prêmios?

A crescente frequência e severidade dos eventos climáticos extremos representa um desafio contínuo para o setor de seguros. As seguradoras precisam melhorar suas capacidades de modelagem de catástrofes para prever mais precisamente potenciais perdas futuras, permitindo uma resposta mais eficaz e o desenvolvimento de políticas de seguros que sejam economicamente viáveis. Um componente crítico dessa estratégia é o ajuste dos prêmios de seguro para refletir adequadamente os riscos sem sacrificar a acessibilidade para os clientes. Para isso, inovações em seguros, que possibilitam uma cobertura personalizada e adaptável aos riscos climáticos, tornam-se essenciais. Além disso, formar alianças estratégicas com instituições meteorológicas e climatológicas permite às seguradoras acessar dados em tempo real, melhorando a capacidade de resposta a desastres.

Que tipos de produtos de seguros são necessários para apoiar iniciativas de descarbonização, como energia renovável e tecnologias de captura de carbono?

À medida que a demanda por descarbonização cresce, há uma necessidade crescente de produtos de seguros especializados que possam apoiar investimentos em energias renováveis e tecnologias de captura de carbono. Seguros paramétricos ou que cubram riscos associados à construção, operação e possível interrupção de instalações de infraestrutura verde são exemplos de produtos que podem endereçar essas iniciativas. Outro exemplo, apólices de seguro garantia em contratos de instalação de painéis solares ou para projetos de captura e armazenamento de carbono podem proteger investidores e operadores de riscos financeiros inesperados e incentivá-los a adotar tais tecnologias inovadoras. As seguradoras também podem desenvolver produtos que cubram riscos operacionais contínuos, garantindo uma transição suave e resiliente para um futuro mais sustentável.

Quais modelos de seguros podem ser desenvolvidos para proteger florestas contra incêndios florestais e outros riscos climáticos, sem incentivar ações prejudiciais como desmatamento deliberado?

As seguradoras podem ter um papel importante na proteção de florestas e na prevenção do desmatamento, desenvolvendo modelos de seguros que oferecem cobertura contra incêndios florestais e outros riscos climáticos, sem encorajar práticas prejudiciais. Produtos de seguro que incentivam a conservação podem incluir descontos ou prêmios reduzidos para práticas de manejo florestal sustentável. Além disso, as seguradoras podem atuar em parceria com ONGs e governos para promover programas de seguro que recompensem os proprietários de terras por manter áreas florestais intactas, ajudando a preservar a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos essenciais que essas áreas fornecem. 

Como o uso do seguro paramétrico pode ser ampliado para oferecer respostas rápidas a eventos climáticos, e quais são as limitações desse modelo em comparação ao seguro tradicional?

O seguro paramétrico representa uma abordagem inovadora para respostas rápidas a eventos climáticos, pagando com base em parâmetros predeterminados como volume de chuva registrado em período definido na apólice. Essa rapidez na resposta é essencial para garantir suporte imediato aos segurados em momentos críticos. No entanto, é importante considerar que esse tipo de seguro não substitui a necessidade de uma análise detalhada dos danos específicos, pois os pagamentos são baseados em fórmulas automatizadas, o que pode deixar lacunas em situações complexas de sinistro. Assim, o seguro paramétrico deve ser usado como uma ferramenta complementar aos seguros tradicionais, oferecendo uma primeira linha de defesa financeira durante desastres.

Como as seguradoras podem colaborar com comunidades e governos locais para implementar medidas preventivas e aumentar a resiliência contra eventos climáticos, como incêndios florestais e inundações?

Colaborar de perto com comunidades e governos locais é crucial para as seguradoras implementarem medidas preventivas eficazes que aumentem a resiliência contra eventos climáticos. Isso pode ser alcançado apoiando a infraestrutura crítica através de seguros acessíveis e promovendo a educação sobre práticas de mitigação de riscos. Investimentos em tecnologia e pesquisas locais também podem ajudar a identificar fragilidades específicas e desenvolver soluções acionáveis. As seguradoras podem atuar como facilitadoras para discutir e implementar projetos de infraestrutura sustentável, promovendo práticas que reforcem a resistência das comunidades locais a eventos ambientais adversos.

De que forma as seguradoras podem contribuir para reduzir o custo de capital de projetos de infraestrutura verde por meio de produtos de seguro inovadores?

As seguradoras têm a oportunidade de desempenhar um papel fundamental na redução do custo de capital para projetos de infraestrutura verde, por meio do desenvolvimento de produtos de seguro inovadores que cubram riscos financeiros desses investimentos. Ao garantirem uma rede de segurança econômica, as seguradoras podem atrair maior investimento privado para o setor, disponibilizando capital de forma mais acessível. Produtos que mitigam riscos associados ao desenvolvimento e operação de infraestrutura verde promovem um ambiente mais seguro para os investidores, ao mesmo tempo que contribuem significativamente para a transição global para uma economia mais sustentável.

Como as seguradoras podem encontrar oportunidades de negócio no mercado de carbono, especialmente em iniciativas que gerem créditos de CO2 em áreas como reflorestamento e agricultura regenerativa?

No mercado de créditos de carbono, as seguradoras podem encontrar novas fronteiras de negócio através do apoio a iniciativas que visam a geração de créditos de CO₂, como reflorestamento e agricultura regenerativa. Desenvolver seguros que protegem contra falhas em projetos de carbono pode incentivar mais empreendedores a entrar no mercado, ajudando a aumentar o investimento na conservação de ecossistemas e na prática de agricultura sustentável. Além disso, as seguradoras podem explorar parcerias de negócios que integrem métricas de carbono às suas ofertas de seguro, criando um ciclo virtuoso de investimentos em baixas emissões para as partes interessadas.

Qual o papel das seguradoras na promoção da conscientização sobre riscos climáticos e na educação de comunidades e empresas sobre a importância de medidas preventivas?

O papel das seguradoras vai além da simples proteção financeira. Ele envolve também a promoção da conscientização quanto aos riscos associados a eventos climáticos. As seguradoras podem liderar campanhas educativas que auxiliem tanto comunidades quanto empresas a compreenderem a importância de medidas preventivas e adaptação a um cenário em evolução climática. Ao investirem em programas de educação, interagem como agentes de mudança, aumentando a resiliência social e, simultaneamente, potencializam seu próprio papel no desenvolvimento de práticas sustentáveis para o futuro.

Como as diferenças nas regulamentações entre países podem impactar as seguradoras que operam em mercados internacionais, especialmente em relação ao financiamento de projetos sustentáveis e à mitigação de riscos climáticos?

Na arena internacional, as seguradoras que operam em múltiplos mercados precisam navegar por diversas regulamentações locais, o que pode representar um desafio significativo quando se trata de financiamento de projetos sustentáveis. As diferenças regulatórias podem exigir estratégias adaptáveis onde a flexibilidade e a inovação regulatória regional se tornam essenciais. Uma maior harmonização pode ser alcançada por meio de colaborações transnacionais e com entidades regulatórias internacionais, ajudando a garantir que as práticas comerciais não apenas cumpram os requisitos locais, mas também contribuam para objetivos globais, como os de redução de risco climático.

Lean Institute Brasil cria hub para atender setor de seguros

Augusto Fonseca Instituo Lean

O Lean Institute Brasil (LIB), com mais de duas décadas de atuação no Brasil, tem se destacado ao oferecer soluções para transformar a gestão no setor de seguros. Sob a liderança de Augusto Fonseca, que acumula oito anos de experiência no Instituto e passagens por empresas como Zurich, MAG e SulAmérica, a metodologia Lean tem sido aplicada para solucionar problemas, agilizar processos e conectar as estratégias empresariais à experiência do cliente.

Fonseca enfatiza a necessidade de evolução na gestão tática das seguradoras, destacando três pilares principais do Lean: criar sistemas que conectem o cliente à estratégia da empresa, evitando soluções paliativas. “Atrasos no pagamento de comissões podem ser reflexo de uma goteira que precisa ser consertada, não de algo que se resolve apenas colocando baldes”, exemplifica.

Além disso, programas de treinamento estruturados em até nove meses capacitam equipes para entender problemas e implementar soluções alinhadas à estratégia da empresa. Por fim, ele destaca a importância de garantir que os colaboradores estejam preparados para atender às expectativas dos clientes, especialmente em cenários de crise.

Lucia zurich seguros

A Zurich Seguros, cliente do Lean, é um exemplo de sucesso na aplicação dessa metodologia. Segundo Lucía Sarraceno, diretora de Marketing e Clientes, o programa Zurich Lean Experience visa capacitar colaboradores para liderar melhorias nos processos com mais protagonismo. “Lean só se aprende fazendo. As competências são desenvolvidas por meio de aplicações piloto, combinando treinamento e ação, que geram resultados imediatos e criam referências para toda a empresa”, explica.

Desde 2021, o programa implementou mais de 450 melhorias, reduziu cerca de 4 mil horas de trabalho em diferentes diretorias e encurtou 872 dias nos prazos de demandas de clientes, parceiros e colaboradores. Além disso, as palestras realizadas em parceria com o instituto impactaram 85% dos colaboradores, com uma avaliação NPS de 95%.

Lucía também destacou o impacto da metodologia Lean na experiência de trabalho dos colaboradores. “O engajamento voluntário e massivo dos nossos agentes, trazendo ideias, energia e comprometimento, mostra que a cultura Lean é feita de pessoas para pessoas”, afirmou. Até agora, o programa certificou cerca de 140 colaboradores, reforçando a eficiência em diversas áreas da empresa.

MAG Seguros aposta em metodologia Lean para aprimorar eficiência e qualidade operacional

A MAG Seguros firmou uma parceria estratégica com o Lean Institute para implementar a filosofia Lean em seus processos internos, com o objetivo de melhorar continuamente a eficiência, a qualidade e a agilidade no atendimento a clientes e parceiros de distribuição. “A filosofia Lean nos permite identificar e eliminar desperdícios, otimizando recursos e agregando valor em todas as etapas de nossa operação. Além disso, essa iniciativa reflete nosso compromisso com a inovação e a excelência operacional”, informou Rafael Rosas, superintendente de produtos digitais da MAG Seguros.

Desde o início do trabalho com o método Lean, em julho de 2023, a MAG Seguros já percebe avanços significativos em seus processos internos. De acordo com a seguradora, as soluções digitais e os serviços de integração via API tornaram-se um diferencial competitivo, garantindo alta disponibilidade e qualidade no atendimento aos parceiros de distribuição.

“Foram realizadas ações importantes, como a introdução de reuniões de Gerenciamento Diário (GD), nas quais analisamos indicadores em desvio e buscamos solucionar os problemas de forma sistemática e na raiz. Isso resultou, por exemplo, na redução do tempo para pagamento de sinistros e na desobstrução das esteiras de análises”, informou Marco Antônio Giorgetti, diretor de operações da MAG Seguros.

A empresa também destacou que conseguiu reduzir para um dia o tempo entre o recebimento, análise e implantação de propostas, além de aumentar a precisão no pagamento de comissões e ajustar controles de emissão de prêmios individuais e grupais. “Algo muito relevante foi estabelecer ainda mais o acompanhamento por indicadores, sempre buscando a solução completa dos problemas, ao invés de ações paliativas que geram custos adicionais no longo prazo”, explicou Giorgetti.

A metodologia Lean também trouxe impactos positivos no engajamento dos colaboradores da MAG Seguros. A seguradora apontou que as práticas adotadas fortaleceram o comprometimento das equipes com a gestão, uma vez que os profissionais passaram a participar ativamente na identificação de melhorias e resolução de problemas.

“Ao perceberem que suas contribuições têm impacto direto nos resultados, o engajamento aumenta, criando um ambiente colaborativo e orientado para a excelência”, concluiu Rosas.

Evento

O Lean Summit 2025, organizado pelo Instituto Lean, será realizado em agosto no Anhembi, com a expectativa de reunir mais de 1,5 mil pessoas. O evento promete fomentar a troca de experiências e apresentar cases de sucesso, consolidando o Lean como uma ferramenta essencial para a transformação da gestão no setor de seguros.

Porto negocia sócio para operação de saúde

porto seguros seguradora

Fonte: Valor

O grupo Porto está negociando a entrada de um sócio minoritário para sua operação de saúde, apurou o Pipeline. As conversas têm sido principalmente com fundos de private equity e fundos de pensão, diretamente com a holding e também com assessoria do banco Santander, de acordo com três fontes. A companhia quer ao menos R$ 1 bilhão por uma fatia da Porto Saúde, número que pode aumentar conforme o percentual final.

O BTG projeta lucro líquido de R$ 350 milhões a R$ 400 milhões para a vertical neste ano, com um aumento de receita de 30% em 2025, que levaria o resultado a R$ 450 milhões – cerca de 15% do lucro total da Porto. Procurados, a Porto e o Santander não comentaram.

Leia a matéria completa no Pipeline, do Valor Econômico

Seguro para médicos cobre danos à reputação em redes sociais e suporte para processos na justiça criminal 

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Fonte: Mapfre

O aumento da judicialização na relação médico-paciente e a exposição cada vez maior de profissionais da saúde nas redes sociais têm gerado desafios que vão além da prática clínica. De olho nesse cenário, a MAPFRE, companhia global do mercado segurador e financeiro, ampliou o seu seguro de responsabilidade civil profissional, trazendo novas coberturas que oferecem uma proteção mais completa e direcionada para as demandas atuais de quem trabalha no ramo da saúde.

Entre os destaques da nova versão do produto estão a cobertura para danos à imagem e reputação, que inclui o impacto da viralização de postagens negativas nas redes sociais, que podem afetar diretamente a carreira e a confiança dos pacientes no profissional. Nesses casos, a MAPFRE oferece amparo no pagamento de despesas jurídicas, de publicidade e de relações públicas para mitigar esse tipo de prejuízo, protegendo a imagem do segurado.
 

“O impacto de uma postagem negativa, mesmo que infundada, pode ser devastador para a carreira de um profissional. Nosso objetivo é proteger o patrimônio e tranquilidade do segurado, garantindo o pagamento das despesas que ele tiver para a recuperação de sua imagem”, afirma a superintendente de seguros massificados da MAPFRE, Andrea Nogueira. “O dia a dia dos profissionais de saúde envolve riscos que vão muito além do consultório ou da sala de cirurgia. Por isso, remodelamos o nosso seguro para elevar o grau de proteção tanto para questões técnicas quanto para impactos na reputação ou situações judiciais”, explica a executiva. 

Além disso, o seguro passa a oferecer suporte em ações criminais, e não apenas cíveis, administrativas e éticas, e a possibilidade de indenizar herdeiros do segurado, garantindo que custos e processos não recaiam sobre a família, em caso de falecimento do profissional. Há ainda a indenização por ‘perda de uma chance’, que abrange situações em que o paciente alega ter sido impossibilitado de realizar algo no futuro devido a um erro médico e cobertura para os ‘lucros cessantes do paciente’, quando este foi impedido de realizar algo que lhe traria ganho financeiro ou deixado de receber algum valor, por danos relacionados à reclamação. 

A iniciativa de reformulação do produto surge em um momento de transformação no cenário da saúde no Brasil. Atualmente, o país possui quase 576 mil profissionais médicos ativos, segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), e uma média de 35 mil novos formados por ano. 

Outro diferencial da nova versão do produto é a extensão das coberturas para o CNPJ que o profissional possua para a emissão de notas ou como parte na sociedade de um consultório ou clínica, o que é uma prática recorrente no mercado médico, permitindo que ele se proteja também no caso de ação contra a sua pessoa jurídica.

Na MAPFRE, os médicos podem contratar o seguro sem a necessidade do Registro de Qualificação de Especialista (RQE), exigido para o reconhecimento das especialidades pelo conselho de classe. Em caso de sinistro, são obrigatórios, além dos documentos habituais, apenas, o título de especialista e a carteira do conselho regional de medicina, dispensando a apresentação do RQE. Chefes de equipe, Preceptores, diretores técnicos e clínicos também contam com opções específicas de cobertura mediante inclusão no contrato. 

Além das novidades, o seguro mantém coberturas já consolidadas, como danos corporais, materiais, estéticos e morais, além de falhas causadas por receitas médicas ilegíveis, remoção de pacientes, telemedicina, atendimento domiciliar e o “Ato do Bom Samaritano”, que resguarda o profissional em procedimentos de emergência realizados para salvar vidas, mesmo que estejam fora de sua especialidade.

“A judicialização da medicina é um reflexo do maior acesso à informação por parte dos pacientes, mas também evidencia os riscos inerentes à profissão e é altamente recomendado para as pessoas deste ramo”, conclui a executiva da MAPFRE.

FenaCap responde: conheça cinco questões frequentes em relação aos títulos, como sorteios e resgates

Rio de Janeiro, 28 de janeiro de 2025 – A Capitalização é uma ferramenta de disciplina financeira com o aspecto lúdico dos sorteios que está em operação no país há 95 anos, presente em todas as regiões. Apesar de os títulos serem muito populares, com soluções diferenciadas para pessoas físicas e empresas, eventualmente surge alguma dúvida em relação aos produtos e suas modalidades. 

Para esclarecer a população e demonstrar como é fácil e seguro adquirir um título, a Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), entidade do setor que reúne 15 empresas de Capitalização associadas, respondeu a cinco perguntas mais frequentes. Importante propulsor para a economia do país, de janeiro a outubro de 2024, o segmento destinou à sociedade quase R$ 22 bilhões em sorteios e resgates, recursos que movimentam a economia brasileira e podem ser usados como complemento à renda por famílias e empresas. 

Confira as respostas para cinco dúvidas mais comuns sobre o mercado de Capitalização

1) Quais são as opções de Títulos de Capitalização disponíveis?

Os Títulos de Capitalização estão organizados em seis modalidades, ofertadas no mercado a pessoas físicas e jurídicas. São elas: Tradicional (permite acumular reservas por meio de pagamentos mensais ou únicos); Instrumento de Garantia (usada na garantia para contratos de qualquer natureza, incluindo empréstimos e aluguel de imóveis); Filantropia Premiável (neste caso, o consumidor concorre a prêmios, mas cede o direito de resgate da sua reserva para uma instituição filantrópica previamente credenciada pelas empresas de Capitalização); Popular (propicia a participação do titular em sorteios, com devolução de parte dos valores pagos); Incentivo (solução sob medida para empresas de diversos segmentos, que permite atrair, conquistar ou fidelizar clientes em ações promocionais) e Compra Programada (acumulação mensal vinculada à aquisição de bens duráveis com sorteio de prêmios). 

2) Os Títulos de Capitalização podem ser considerados um investimento?

O Título de Capitalização não é um investimento. É uma ferramenta de disciplina financeira, pois permite que uma pessoa guarde dinheiro, de forma planejada, para a realização de algum plano. Pode ser a organização de uma festa, uma viagem ou uma obra em casa. E o grande atrativo é que, ao mesmo tempo em que acumula recursos, o cliente ainda concorre a sorteio de prêmios pagos em dinheiro.

3) Como funcionam os resgates da Capitalização?

Os Títulos de Capitalização permitem o resgate antecipado ou ao final do prazo de vigência. Nos títulos da modalidade Tradicional, o consumidor recebe 100% do dinheiro guardado, com atualização pela TR, ao fim da vigência, desde que tenha cumprido todos os prazos estabelecidos em contrato. Nos títulos da modalidade Popular, o consumidor resgata no mínimo 50% da reserva acumulada também ao fim da vigência. No caso de Filantropia Premiável, o cliente cede o direito de resgate para uma entidade beneficente. Por fim, no Instrumento de Garantia, o resgate no fim do período pode ser de até 100% do valor pago inicialmente. 

 4) O que ocorre se o cliente resgatar o título antecipadamente, antes do fim da vigência?

O resgate antecipado caracteriza-se por um rompimento de contrato. Portanto, o cliente resgatará valor menor do que o acumulado e deixará de concorrer a prêmios. O montante a ser recebido dependerá das Condições Gerais do produto adquirido. É importante analisar os prazos de vigência (período durante o qual o consumidor efetuará pagamentos) para verificar se ele é o mais indicado à necessidade do cliente.

5)  O que as modalidades de Títulos de Capitalização têm em comum?

Os sorteios. Todos os participantes de uma mesma série de títulos têm as mesmas chances de ganhar. Valores e periodicidade das premiações variam de acordo com o Título de Capitalização adquirido.  Por exemplo, se a série tem 100 mil títulos, a chance de ganhar é uma em 100 mil. Mas, como os títulos de capitalização, em geral, têm sorteios programados ao longo de toda a vigência, essas chances se multiplicam. Há produtos com sorteios semanais, mensais, semestrais e até anuais.

Gustavo Zobaran é o novo Conselheiro da Habilitar.me

Por Karem Soares

A Habilitar.me anuncia Gustavo Zobaran como novo Conselheiro, sendo responsável por ampliar os serviços da empresa no mercado segurador. Com uma carreira consolidada com mais de 20 anos de experiência, o executivo possui passagens por grandes empresas do setor de seguros, como Youse, Caixa Seguradora, Porto e Ciclic. 

O executivo, junto com Varley Silva e Paulo Moraes e Kairon Velozo, fundadores da Zapay, recentemente adquirida pela Sem Parar, se uniram para desenvolver um produto voltado para transformar a forma como os condutores gerenciam suas CNHs. A proposta é criar uma solução inédita, com distribuição apoiada por parcerias estratégicas com empresas de seguro, transporte e outros segmentos relacionados. 

“Estou empolgado em apoiar a startup Habilitar.me, trabalhando numa solução que tem tudo a ver com o mercado segurador e fazer a conexão com as empresas do setor. Vamos impulsionar o crescimento e entregar um serviço personalizado para as empresas que atuam no segmento “, explicou Zobaran. 

Zobaran é autor do livro Hackeando o Modus Operandi, executivo e consultor, destacando-se na inovação e estratégia digital, como especialista em impulsionar o crescimento e a transformação em diversas empresas. Liderou projetos transformadores e construiu marcas de destaque, como a Youse. Na Porto, impulsionou a área de growth e transformação digital. Atualmente, possui e ZN Negócios, é CMO as a Service do Grupo Kakau. Suas competências abrangem e-commerce, design organizacional, relações públicas, comercial, gestão executiva, branding, marketing e comunicação.

CNseg, Fenseg e SEPPI iniciam os trabalhos para parcerias em projetos de infraestrutura

Fonte: CNseg

A CNseg e a Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg) em conjunto com a Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos da Casa Civil da Presidência (SEPPI) deram início, nesta sexta-feira (24), às ações que vão nortear os trabalhos de equipes que atuarão no acordo assinado, no ano passado, que deve aprimorar o arranjo de estruturas de seguros junto a projetos do governo federal. 

O acordo firmado entre CNseg e SEPPI no ano passado tem como objetivo a cooperação interinstitucional para produção de um diagnóstico dos produtos de seguros para Concessões e Parcerias Públicos Privadas (PPPs), já existentes no Brasil, e aplicar melhores práticas já implementadas. Além disso, o protocolo assinado prevê propostas de promoção de novos produtos de seguros, mais aderentes às particularidades de concessões e PPPs, além de estratégias de capacitação para melhor uso do contrato de seguro em licitações e políticas governamentais.

Durante apresentação do cronograma de trabalho, cuja execução vai envolver diversas áreas temáticas do setor segurador e do setor público, o diretor executivo da Fenseg, Danilo Silveira, destacou a possibilidade de participação de vários atores para a otimização de vários produtos a serem propostos e que poderão aprimorar e viabilizar políticas públicas aplicando o produto mais adequado de seguro. 

“Nós teremos aqui, durante os trabalhos, várias modalidades de seguros envolvidas. Então, queria, em especial, agradecer o interesse das comissões que estão presentes, pois o tema do seguro que é muito amplo, vai poder colaborar em vários projetos”, afirmou

O Secretário Adjunto de Infraestrutura Social e Urbana da SEPPI, Manoel Renato Filho, reafirmou a importância e compromisso do setor com o desenvolvimento da infraestrutura do país. Para ele, a parceria que se inicia deve aprimorar e garantir efetividade, nos mais diversos empreendimentos, pelo setor público. 

Para a superintendente de relacionamento com o Executivo da CNseg, Laíne Meira, a parceria com o governo federal neste protocolo destaca os esforços institucionais do setor segurador para integrar e promover ações de colaboração mútua, desenvolvendo interesses em comum entre setor produtivo e União.

“Esse termo de cooperação que se inicia deve auxiliar na utilização dos seguros em diversas ações públicas, com os vários representantes temáticos do setor e vai possibilitar, o desenvolvimento de produtos novos para atender as demandas do governo. Estamos muito felizes que esse acordo avançou e iniciamos o projeto”, destacou

Participaram ainda do encontro, representantes de seguradoras, integrantes das comissões temáticas da Fenseg, e consultores da área de soluções e projetos para a indústria do seguro.

Parceria

A formalização do projeto é um pontapé da parceria para projetos de infraestrutura, que foi realizada em setembro de 2024. O protocolo de intenções entre a CNseg e a SEPPI se deu no âmbito do aprimoramento das estruturas de seguros para viabilização de projetos de infraestrutura para todo o país. 

A SEPPI identificou a necessidade de uma avaliação abrangente sobre a aplicação de seguros em Contratos de Concessões e PPPs, à luz das recentes mudanças legislativas trazidas pela Lei nº 14.133/2021, que alterou, dentre outros, os percentuais de aplicação do seguro-garantia. As ações e eventos relacionados à parceria institucional têm previsão de duração de até cinco anos.

Zurich Seguros apoia projeto de tênis a crianças e adolescentes de BH

O uso do tênis como ferramenta de inclusão social pelo Instituto Próxima Geração (IPG) sobe mais um degrau neste começo de 2025. No dia 23 de janeiro, a entidade sem fins lucrativos inaugura oficialmente sua quinta unidade, agora na região metropolitana de Belo Horizonte, com o apoio da Zurich Seguros. Nesta primeira etapa, o programa, nomeado “Próximos Campeões”, atenderá a cerca de 100 crianças e adolescentes estudantes da rede pública da capital mineira. 

As aulas de tênis serão ministradas no bairro Riacho das Pedras, sob a coordenação de Gilberto Cardoso da Silva. “Todos os participantes das aulas terão equipamento, uniforme e reforço alimentar gratuitos e serão acompanhados por assistente social, nutricionista e preparador físico, somados a serviços odontológico e psicológico, além de participar de cursos profissionalizantes, como o de encordoar raquetes ou de arbitragem”, explica o coordenador nacional do IPG, Douglas Santana.   

“A meta é influir na melhoria da qualidade de vida dos alunos participantes e estimular autoestima, integração social e saúde”, enfatiza o fundador do IPG, Mauro Menezes. “Temos também o compromisso de supervisionar o desempenho escolar de cada criança, já que não abrimos mão do papel da educação. A meta é o desenvolvimento integral do aluno”. 

As inscrições para o programa “Próximos Campeões” ainda estão abertas para estudantes regularmente matriculados em escolas públicas, entre 6 e 18 anos. As aulas acontecerão de segunda a quinta, em turnos que vão das 8 às 15h30. Os interessados devem entrar em contato a partir do telefone ou WhatsApp: (31) 99496-3084. 

Trajetória e chegada a Belo Horizonte 

O Instituto Próxima Geração nasceu do sonho do ex-profissional e agora treinador e empresário Mauro Menezes, que teve grande passagem pelo tênis profissional e depois seguiu carreira como treinador e gerente de programas para clubes e academias. Segundo Menezes, o IPG é fruto do desejo de devolver à sociedade todas as oportunidades que teve em sua grande carreira como tenista.  

Em 2018, o Instituto abriu a unidade de São Paulo, que ao longo dos anos atingiu mais de mil crianças. “São Paulo nos deu experiência e gabarito para iniciar o processo de expansão”, conta Menezes. “Nos últimos três anos, o IPG já inaugurou sedes em Recife, Salvador, Monte Mor e agora Belo Horizonte”. 

A chegada do projeto à sede mineira foi possível graças ao apoio da Zurich Seguros, empresa que também está patrocinando a edição de 2025 do Rio Open, maior torneio de tênis da América do Sul. O projeto “Próximos Campeões” vai ao encontro da estratégia da companhia de apoiar jovens atletas e ter o esporte como uma ferramenta para construir um futuro melhor, que é o propósito da seguradora. 

“Apoiar o programa e ajudar o IPG a expandir suas atividades para a capital mineira é uma forma de deixarmos um legado para a cidade que é o berço das nossas raízes no país e que segue sendo muito relevante em nossos negócios”, afirma Nathalia Abreu, gerente de Sustentabilidade da seguradora. “Além disso, o projeto está totalmente em linha com nosso objetivo de apoiar a transformação social através do esporte e com nossa estratégia de sustentabilidade, que visa ampliar o impacto positivo nas comunidades em que atuamos, especialmente a partir do desenvolvimento integral de crianças e jovens”, finaliza. 

Clube de Vantagens Bradesco Seguros oferece descontos exclusivos para corretores e clientes

O Grupo Bradesco Seguros disponibiliza plataforma exclusiva de descontos, ofertas e cashbacks, com opções em mais de 600 lojas físicas e on-line. No Clube de Vantagens Bradesco Seguros é possível economizar e aproveitar momentos de lazer com benefícios que incluem cinema, teatro, viagens, restaurantes entre outros serviços.

Para acessar as ofertas, basta ser cliente ou corretor do Grupo Bradesco Seguros e possuir algum dos produtos da empresa, como Previdência, Vida, Auto, Residencial, Saúde, Dental e Capitalização. O diferencial está na facilidade: não é necessário acumular pontos ou pagar taxas adicionais. O acesso é simples e rápido basta realizar o cadastro no site.

“Nosso objetivo é ir além da segurança e proteção, proporcionando vantagens que agreguem valor ao dia a dia de nossos clientes e corretores”, destaca Alexandre Nogueira, Diretor de Marketing do Grupo Segurador.

Vila Velha lança solução estratégica para corretoras de seguros

A Vila Velha Corretora de Seguros, uma das mais tradicionais empresas do segmento no Brasil, apresentou uma nova solução estratégica voltada para corretoras de seguros que enfrentam desafios relacionados à sucessão empresarial ou cujo gestor busca reduzir o ritmo de trabalho. O serviço oferece a gestão completa da carteira de seguros da corretora, abrangendo tanto renovações quanto novos contratos, e mantém a identidade da corretora contratante em sinergia com a marca Vila Velha, garantindo a continuidade do relacionamento com os clientes.

“Nossa missão é oferecer oportunidades que favoreçam a continuidade dos negócios e a segurança financeira de nossos parceiros”, afirma William M. Alzani, diretor da Vila Velha, em nota. Segundo Alzani, o modelo proposto permite que as corretoras interessadas recebam 1/3 das comissões geradas pelas vendas intermediadas pela Vila Velha de forma vitalícia. A empresa também assume integralmente os custos administrativos da operação, proporcionando ao titular da corretora mais liberdade para focar em projetos pessoais ou familiares.

Outra vantagem destacada é a possibilidade de compra da carteira em caso de falecimento do titular. Nesse caso, os beneficiários legais têm a opção de vender a carteira para a Vila Velha por um valor equivalente aos últimos 12 faturamentos pagos à corretora. “Esse modelo assegura tranquilidade para os beneficiários em momentos delicados, com uma negociação simples e justa”, explica Alzani.

Atualmente, a Vila Velha possui nove corretoras operando sob este modelo de parceria e, para este ano, a expectativa é dobrar esse número. “Esperamos pelo menos dobrar a carteira, visto que podemos atender em qualquer lugar do Brasil”, comenta o executivo.

Alzani revela que não houve um mapeamento específico sobre o potencial do mercado e admite não ter uma estimativa exata do número de corretores que podem ser atraídos para o modelo. Ele também destaca que a proposta abrange todos os ramos de seguros, com exceção de saúde e vida.

O executivo reforça que o serviço pode ser interrompido a qualquer momento caso o titular da corretora decida encerrar a parceria. Nesse caso, a carteira é integralmente devolvida ao corretor. “Nosso objetivo é oferecer soluções que simplifiquem a gestão, garantam segurança financeira e mantenham a transparência com os parceiros”, conclui Alzani.

Com essa nova solução, a Vila Velha Corretora de Seguros reafirma seu compromisso com a inovação e o apoio ao mercado de seguros, oferecendo alternativas robustas para corretoras de todo o Brasil.