CNseg reforça protagonismo feminino no setor de seguros

O setor de seguros vem evoluindo na inclusão feminina, e a CNseg, a confederação das seguradoras, é um exemplo disso. Com políticas afirmativas estruturadas e ações concretas, a entidade tem promovido cada vez mais a presença feminina em cargos de liderança e na tomada de decisão. Hoje, as mulheres representam 57% do quadro funcional da CNseg, Federações e Sindicato RJ/ES, e ocupam 58% dos cargos de liderança.

Gisele Machado Duarte, gerente de Recursos Humanos da CNseg, destaca que essa evolução não aconteceu por acaso, mas sim por meio de uma cultura organizacional focada em diversidade, inclusão e oportunidades equitativas. Além de manter uma política clara de incentivo à ascensão profissional das mulheres, reforçada em normativos como a Política de Contratação e o Código de Conduta, a confederação realiza eventos periódicos para debater temas como liderança feminina, equilíbrio entre carreira e vida pessoal, empreendedorismo, educação financeira e saúde da mulher.

“A CNseg tem uma política afirmativa bastante intensa, com o objetivo de promover a inserção qualificada de mulheres no nosso corpo de colaboradores. Também incentivamos a participação feminina em projetos, comissões temáticas e no relacionamento externo com o setor segurador”, explica Gisele. Falando nisso, neste mês de março, duas representantes da CNseg estão entre as 50 mulheres mais influentes do mercado de seguros no Brasil. A superintendente-executiva de Comunicação e Marketing, Carla Simões, e a superintendente de Acompanhamento Técnico, Karini Madeira, foram eleitas em pesquisa realizada pela Revista Cobertura, que contou com 14.338 votantes. 

Mesmo com avanços significativos, ainda há desafios a serem superados, especialmente no combate à discriminação de gênero e outras formas de preconceito. Para Gisele, a equidade no ambiente de trabalho não deve se limitar à questão numérica, mas sim à criação de um ambiente respeitoso, transparente e inclusivo. “Valorizamos a diversidade humana e fomentamos a inclusão nas relações e no ambiente de trabalho, garantindo um tratamento respeitoso, cordial e justo para todas as pessoas, independentemente do cargo ou função que ocupem”, afirma.

Segundo Gisele, a CNseg realiza avaliações contínuas nos processos seletivos e acompanha os índices de equidade salarial por meio do Relatório de Transparência e Igualdade Salarial de Mulheres e Homens, do Ministério do Trabalho. “No dia a dia, fazemos cumprir o disposto em nosso Código de Conduta, garantindo oportunidades iguais para todas as pessoas. E o mais importante: atualmente, na nossa organização, não há nenhum homem, na mesma atividade e com o mesmo tempo de casa, que ganhe mais que as mulheres”, finaliza Gisele.

Webinar da CNseg debate o poder de compra feminino e o impacto no mercado de seguros

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O potencial do poder de compra feminino foi o tema central do webinar “Mulheres Seguras”, realizado nesta terça-feira pela CNseg, a Confederação das Seguradoras. Moderado pelo diretor técnico da entidade, Alexandre Leal, o evento reuniu Adriana Carvalho, diretora-executiva do Instituto Consulado da Mulher; Fernanda Riezemberg, diretora de Marketing e Insights da Prudential do Brasil; Juliana Aboud, gerente-executiva de Produtos Digitais na Zurich Insurance Company; e Larissa Althoff, diretora de Parcerias Financeiras da MAG Seguros.

O webinar trouxe à tona o crescente impacto feminino no setor segurador e a necessidade de adaptação das seguradoras para atender às demandas desse público. Com um poder de compra significativo e cada vez mais conscientes da importância da proteção financeira, as mulheres representam uma fatia estratégica para o mercado de seguros, tanto como consumidoras quanto como empreendedoras no setor.

Durante o encontro, Alexandre Leal trouxe dados relevantes sobre a presença das mulheres no setor segurador. Segundo um estudo da CNseg, 84% das empresas do setor possuem programas voltados para o público feminino, e 56% do quadro de colaboradores das seguradoras é composto por mulheres. No entanto, apenas 40% das empresas têm programas estruturados para a formação de líderes femininas.

“A independência financeira passa pelo seguro. Não adianta ter tudo na planilha e não ter algo que mitigue riscos que podem impactar o orçamento financeiro”, enfatizou Leal. Para 2025, a CNseg tem na pauta um programa de diversidade com foco no fortalecimento da presença feminina na liderança das seguradoras.

Em parceria com o Instituto Consulado da Mulher, a CNseg convidou Adriana Carvalho, que destacou dados sobre o universo feminino no Brasil. Segundo ela, as mulheres representam o terceiro maior mercado consumidor do país e desempenham um papel crucial na economia. “Empresas com equidade de gênero apresentam maior retorno sobre o investimento e um EBITDA mais alto”, afirmou.

Adriana citou ainda um estudo que mostra que empresas com mais de três mulheres no conselho de administração têm um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 10,1% ao ano, enquanto aquelas sem mulheres na liderança registram apenas 7,4%. Além disso, ressaltou que os millennials têm maior probabilidade de permanecer em empresas que promovem a diversidade de gênero.

Sobre a realidade socioeconômica brasileira, a executiva trouxe números preocupantes: apenas 24% das trabalhadoras domésticas têm carteira assinada, evidenciando uma parcela significativa da população feminina desprotegida e apontando para oportunidades no setor de seguros, de acordo com estudo da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PnadC-IBGE).

O Papel Estratégico das Mulheres no Setor Segurador

A Prudential do Brasil, onde 57% dos colaboradores são mulheres (sendo 44% em cargos de liderança), está fortemente engajada na promoção da independência financeira feminina. Fernanda Riezemberg destacou que 80% das decisões de compra são tomadas por mulheres, inclusive no mercado segurador.

Ela reforçou a importância do seguro de vida como um instrumento de proteção para as mulheres. “A média de idade das seguradas que recebem indenização por doenças graves é 45 anos, e 40% dessas indenizações estão relacionadas ao câncer de mama”, revelou.

Desde 2019, a Prudential oferece um adicional de 50% do capital segurado em casos de diagnóstico avançado de câncer de mama, garantindo suporte financeiro às seguradas. Além disso, a executiva mencionou que 60% dos serviços de assistência, como telemedicina, psicoterapia e orientação gestacional, são utilizados por mulheres.

“A conscientização sobre proteção financeira está crescendo. Nossa carteira triplicou nos últimos anos, e 40% da nossa base de clientes são mulheres, sendo 32% solteiras, o que mostra um despertar precoce para o planejamento financeiro”, destacou Fernanda.

Juliana Aboud, da Zurich Insurance Company, ressaltou que as mulheres apresentam uma escolaridade média superior à dos homens, o que reflete diretamente em sua crescente participação na economia e no setor segurador. “As pesquisas mostram o protagonismo feminino no empreendedorismo e no comércio online. No setor de seguros, essa mudança também já é visível”, afirmou.

A executiva destacou ainda que as mulheres vivem mais e gerenciam melhor os riscos, o que influencia positivamente os preços dos seguros de vida, residência e celular. “Elas são um público estratégico para as seguradoras”, concluiu.

Na Zurich, a hiperpersonalização de produtos já é uma realidade. “A experiência do cliente como diferencial competitivo é essencial para atrair esse público”, pontuou Juliana, reforçando que a digitalização do setor abriu novas oportunidades, especialmente com a possibilidade de venda de seguros online, algo que só foi permitido no Brasil a partir de 2013.

A diretora de Parcerias Financeiras da MAG Seguros, Larissa Althoff, abordou o empreendedorismo como uma alternativa viável para as mulheres conquistarem independência financeira. “O setor de seguros oferece uma carreira sólida, com suporte das seguradoras para formação profissional. Só na MAG, mais de mil especialistas passaram por um programa de capacitação”, destacou.

A MAG vem investindo em iniciativas voltadas para o empoderamento feminino, especialmente entre mulheres de menor poder aquisitivo. O lançamento da F/Seguros, voltada para o público das favelas, exemplifica esse compromisso. “O mercado de seguros tem um papel fundamental na transformação da vida das mulheres responsáveis pelo sustento de suas famílias”, afirmou Larissa.

No Brasil, 32% das mulheres são as únicas responsáveis pelo sustento do lar. É essencial oferecermos ferramentas para auxiliá-las nessa missão. “A medida que conhecemos o perfil das pessoas diante de todas as parcerias que temos, desde na Favela como o banco Safra, temos condições de levar produtos que são aderentes as suas necessidades e mergulhar na inclusão financeira, principalmente na equidade de gênero”, finalizou.

MAG Seguros atualiza portfólio de produtos e faz rebranding da linha ‘Private Solutions’

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A MAG Seguros, empresa especializada em vida e previdência, que completou 190 anos em janeiro, apresenta novidades nas linhas ‘Vida Toda’ e ‘Private Solutions’. A companhia atualizou seu portfólio, tornando seus produtos mais acessíveis e alinhados às reais necessidades dos brasileiros.

“A inovação faz parte do DNA da MAG e a atualização de produtos do nosso portfólio reforça o nosso compromisso ao longo desses 190 anos de atuação em ofertar, de forma robusta e acessível, as melhores soluções para atender às reais necessidades dos clientes, gerando ainda mais oportunidades de venda e fortalecendo a captação de novos negócios” comenta Leonardo Lourenço, pelo diretor estatutário de Marketing, Comercial, Tecnologia e Operações do Grupo MAG.

As alterações realizadas no portfólio também se conectam com as previsões otimistas do setor para 2025. Segundo a CNseg, o segmento de seguros deve alcançar um crescimento de cerca de 10,1% em 2025, levando em conta uma projeção de Produto Interno Bruto (PIB) de 2,5%.

A linha ‘Vida Toda’, com produtos voltados para proteção para imprevistos, recebeu atualizações. A partir de março deste ano, os produtos ‘Vida Inteira’ e ‘Prazo Certo’ contam com a cobertura de ‘Adiantamento por Doença Terminal (ADT)´. Além disso, os segurados do ‘Vida Inteira’ ainda participam de sorteios mensais, realizados pela MAG Capitalização.

Já para a linha ‘Private Solutions’, voltada para alta renda, a seguradora traz ao mercado o ‘Whole Life Sucessão’, que oferece proteção vitalícia de forma mais acessível e sem reserva financeira resgatável. A linha ainda faz uso da tecnologia para agilização de seus processos de underwriting, proporcionando uma experiência personalizada e substituindo a tradicional ‘Declaração Pessoal de Saúde (DPS)’, reduzindo o tempo de preenchimento para cerca de 1 minuto em até 80% das propostas.

Rebranding da Linha Private
Além dos ajustes no portfólio, a MAG Seguros também realizou o rebranding de toda a linha ‘Private Solutions’. O objetivo foi apresentar em seu catálogo um direcionamento mais conectado ao público-alvo, que se encaixasse ao perfil de clientes que esse segmento atende. Além da nova roupagem, as linhas ‘Term Life’ e ‘Whole Life’ passaram a se chamar ‘Term Life Sob Medida’ e ‘Whole Life Integral e Dinâmico’.

“A nossa ideia é mostrar aos clientes que o investimento em um seguro personalizado e adequado para cada fase de sua vida vai além de um valor a ser pago, e sim, representa segurança para imprevistos. Para comunicar este novo momento, criamos um vídeo manifesto e uma série de materiais para que os especialistas em proteção financeira e demais distribuidores parceiros sejam instruídos sobre este rebranding e consigam transmitir as principais mensagens-chave ao nosso potencial cliente”, comenta Leonardo Secundo, diretor executivo de Marketing e Growth do Grupo MAG.

Executiva da Alper Seguros discute tecnologia no futuro do trabalho nas periferias do Brasil

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Fonte: Alper

Patricia Fumagalli, vice-presidente de Tech e Digital da Alper Seguros, uma das maiores corretoras de seguros do Brasil, participará como palestrante no South by Southwest (SXSW) 2025, um dos maiores festivais de inovação, tecnologia e criatividade do mundo. O evento acontece entre os dias 7 e 15 de março em Austin, Texas, nos Estados Unidos.

Fumagalli integrará o painel “The Future of Work in the Brazilia Hood: Technology, Inclusion and Revolution of Opportunities” (O Futuro do Trabalho nas Periferias Brasileiras: Tecnologia, Inclusão e Revolução de Oportunidades), que acontecerá em 11 de março, das 11h30 às 12h30, no Sunset Room.

O painel faz parte da programação do São Paulo House, espaço organizado pelo Governo do Estado de São Paulo, e conta com a curadoria da Gerando Falcões, ONG que atua com desenvolvimento social em favelas brasileiras. A iniciativa busca conectar o ecossistema de inovação brasileiro com investidores e empresas internacionais, apresentando soluções que nascem nas periferias do Brasil.

Além de sua atuação à frente da AlperTech, braço de tecnologia da Alper Seguros, onde lidera a transformação digital e a implementação de soluções tecnológicas inovadoras no setor de seguros, Patricia Fumagalli se destaca também por sua contribuição a organizações sociais focadas na educação de jovens.

A executiva é presidente do conselho consultivo da Academia de Líderes Ubuntu Brasil e membro do conselho curador da Fundação Heydenreich. “A minha participação no SXSW 2025 é focada em promover a inovação tecnológica de forma responsável. Acredito firmemente que a tecnologia tem o poder de criar oportunidades inclusivas e de democratizar o acesso ao mercado de trabalho. A integração da inovação com a responsabilidade social é um valor que carrego tanto na minha trajetória profissional quanto na minha missão pessoal de impactar positivamente a sociedade “, destaca Patrícia.

O painel contará também com a participação de Michelle Schneider, professora convidada da SingularityU Brazil e top voicer do LinkedIn; e Otacílio do Nascimento, diretor executivo da Fundação Toyota do Brasil.

O painel é uma iniciativa do “Favela Valley”, projeto da Gerando Falcões que visa transformar favelas em pólos de inovação e tecnologia. Segundo Edu Lyra, fundador da Gerando Falcões, “estamos aproveitando o espaço entre empresas e marcas para pautar a transformação social”. A organização aposta na educação tecnológica como ferramenta para criar oportunidades econômicas em comunidades vulneráveis.

AXA no Brasil lança central de monitoramento para seguro transporte

A AXA no Brasil está lançando sua nova central de monitoramento para o segmento de Transportes: a AXA Torre 360, que alia tecnologia de ponta e gestão de riscos. Com operação 24 horas por dia e uma visão 360º, a central monitora veículos em tempo real e, assim, permite respostas rápidas às situações emergenciais.

O roubo de cargas é uma das maiores ameaças ao setor de transportes no Brasil. Em 2023, mais de 17 mil ocorrências foram registradas, resultando em perdas que ultrapassam R$ 1,2 bilhão. Os estados de São Paulo e Rio de Janeiro concentram 80% dos casos e são os mais críticos para o transporte rodoviário de mercadorias. A crescente sofisticação das quadrilhas e a consequente necessidade de adaptação das operações exigem soluções cada vez mais robustas e integradas.

Na central de monitoramento da AXA, um sistema gera mais de 50 tipos de alerta automáticos ao identificar situações de risco de forma preditiva. Ao iniciar o trajeto, o veículo transmite um sinal para a central, e qualquer parada precisa de permissão prévia. Ao constatar irregularidades, como desvios de rota ou pausas não autorizadas, a central pode acionar uma equipe de pronta resposta ou comunicar às autoridades policiais para uma intervenção rápida.

“Acreditamos que a segurança vai além da proteção financeira. Queremos que os nossos clientes possam rodar com mais tranquilidade e previsibilidade, sabendo que há um time monitorando cada trajeto e pronto para agir quando necessário. Com a nova Central de Monitoramento, estamos elevando a proteção no transporte de cargas a um novo patamar”, destaca Denis Maelaro, diretor de P&C e Specialties da AXA no Brasil.

Dados recentes divulgados pela NSTECH revelam que cargas fracionadas e produtos alimentícios representam 81% dos prejuízos totais. As madrugadas e as noites concentram 58,9% das ocorrências, e as quintas e segundas-feiras são os dias mais críticos para a ocorrência de sinistros. O cenário reforça a necessidade de prevenção ativa e do uso de tecnologia para reduzir vulnerabilidades e criar um ambiente mais seguro para as operações logísticas.

Com capacidade para monitorar entre 60 e 80 veículos por base e 9 mil viagens por mês, a central oferece, ainda, suporte personalizado e eficiente. De imediato, a companhia espera uma sólida contribuição para a rentabilidade e controle operacional dos clientes, além de redução na sinistralidade, já que os dados coletados pelo sistema poderão ser base para insights estratégicos da otimização das operações logísticas. A iniciativa do AXA Torre 360 também inclui cursos para motoristas, funcionários de transportadores e corretores.

“Estamos diante de um novo paradigma no gerenciamento de riscos logísticos. A adoção de tecnologias e a análise de dados em tempo real permite reagir a incidentes de forma ainda mais ágil, oferecendo uma solução que combina proteção e prevenção para nossos clientes”, ressalta Maelaro.

A AXA já planeja expandir a central para novos segmentos, como Property, Equipamentos Agrícolas e Frota. Desde 2018, a companhia tem investido na ampliação de suas soluções em Gerenciamento de Riscos (GR) e consolidou-se como uma referência no setor ao adotar uma abordagem proativa e estratégica. De lá para cá, a companhia dobrou sua carteira de seguros de Transportes, crescimento impulsionado por iniciativas como a união entre as áreas de GR e de Subscrição, o que permite maior sinergia entre as equipes e garante uma análise de riscos mais precisa e eficaz, sempre de olho no resultado para o cliente.

Estudo revela que 41% dos internautas brasileiros contratariam um seguro contra catástrofes

Desde as enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul, em abril e maio de 2024, a demanda por seguros contra catástrofes tem ganhado destaque. Um estudo realizado pela Agência Virta, em parceria com o Instituto QualiBest, que entrevistou 811 brasileiros, das cinco regiões do país e de todas as classes sociais, revela que 41% dos participantes consideram contratar um seguro contra catástrofes.

O interesse tende a ser maior entre os que pertencem à classe A, com 55% dos entrevistados indicando propensão a adquirir esse tipo de proteção. No entanto, atualmente, apenas 24% dos respondentes levam em conta a cobertura para enchentes na hora de contratar uma apólice de Automóvel, e 34% fazem o mesmo para o Residencial.

Entre os respondentes, metade pertence à classe C (49%), seguida por 36% da B, 9% da classe DE (renda domiciliar inferior a três salários-mínimos) e 5% da A. Há um equilíbrio no que se refere ao gênero, 51% mulheres e 49% homens, e à faixa etária.

A pesquisa abordou também a penetração atual dos seguros no Brasil, mostrando que 39% dos respondentes possuem algum tipo de cobertura. Entre eles, 44% são mulheres e 56% são homens, sendo 10% da classe A, 56% da B, 30% da C e 4% da DE.

OS MAIS CONTRATADOS

Os tipos de seguros mais comuns entre os brasileiros incluem Automóvel (66%), Vida (48%), Saúde (37%), Residencial (30%), Odontológico (23%) e Celular (15%). Mulheres tendem a ter mais o Saúde (41%) do que os homens (33%), enquanto as classes A e B lideram em apólices de Automóvel (78% e 79% respectivamente).

Quando questionados sobre os benefícios oferecidos pelas empresas onde trabalham, 26% dos entrevistados mencionaram ter o seguro de Vida, 23% o de Saúde e 14% o Odontológico.

VIDA LIDERA EM IMPORTÂNCIA

A modalidade de Vida é considerada a mais importante por 33% dos respondentes, seguido pelo ramo de Saúde (27%) e de Automóvel (26%). A classe DE é que menos valoriza o seguro Automóvel, enquanto o seguro de Vida é mais importante para as classes B, C e DE.

POR QUE COMPRAR SEGURO

As motivações de contratação são variadas: 51% buscam proteger a família, 37% a si próprios, 35% os bens e 28% desejam utilizar as assistências oferecidas. Entre os pesquisados que compram seguros, 62% preferem adquirir com um corretor de confiança, enquanto 38% optam pelo banco onde possuem conta corrente.

Para a escolha de um seguro, 57% consideram as coberturas inclusas na apólice, 52% o preço, 51% as assistências disponibilizadas e 27% a reputação da seguradora. Homens tendem a focar mais nas coberturas (60%) do que as mulheres (52%).

AS CATÁSTROFES E O SETOR DE SEGUROS

A covid-19 e as enchentes no Rio Grande do Sul impulsionaram o interesse dos brasileiros por seguros, com 35% dos pesquisados buscando adquirir mais apólices e 25% ampliando suas coberturas. Quando perguntados sobre qual tipo de seguro gostariam de ter, considerando as enchentes no Rio Grande do Sul, 47% indicaram o Residencial.

A imagem das seguradoras, porém, não sofreu alterações significativas devido a essas situações. A percepção geral permanece neutra, com 37% dos entrevistados mantendo essa opinião após a pandemia e 31% após as enchentes.

“A pesquisa revela um potencial significativo de crescimento no mercado segurador, especialmente em relação aos seguros contra catástrofes. Eventos relacionados às catástrofes naturais destacam a importância da proteção adequada. Existe uma clara oportunidade para o setor expandir suas ofertas e incentivar mais pessoas sobre a necessidade de estar segurado. A diversidade nas motivações e preferências entre diferentes classes sociais e gêneros reforçam a importância de estratégias segmentadas para atender melhor às demandas específicas de cada grupo”, diz Lucila Lopes, sócia-diretora da Agência Virta.

Gente Seguradora atinge lucro recorde em 2024 e reforça solidez financeira

Fonte: Gente

A Gente Seguradora divulgou seu balanço financeiro, referente ao exercício de 2024, com o maior lucro líquido de sua história de 53 anos, comemorados neste mês de março. Apesar de muitos desafios impostos pelas severas enchentes que castigaram o Rio Grande do Sul no ano passado, onde está a matriz da companhia,  a seguradora fechou 2024 com o seu maior lucro líquido, de R$ 28,2 milhões, aumento de 13% em relação a 2023.  

“O ano de 2024 foi excepcional para a Gente Seguradora que conseguiu entregar o seu melhor resultado. Independentemente do evento devastador, com alagamentos em uma região tão importante do Brasil, o Rio Grande do Sul, a performance da seguradora foi espetacular”, afirma o vice-presidente da Gente Seguradora, Marcelo Wais. 

O volume de prêmios ganhos teve aumento de 10%, atingindo R$ 306,7 milhões em 2024,  impulsionado pelo crescimento de 14% na carteira de seguros de danos. O  índice  combinado (ICA) foi reduzido para 86% em 2024, se comparado ao ano anterior, quando registrou 88%, indicando eficiência na gestão de sinistros e despesas.

A sinistralidade, indicador que mede a relação entre os custos de sinistros e os prêmios de uma seguradora, caiu  5% em 2024, fechando em 61%. O percentual é reflexo de melhorias na precificação dos produtos e um controle mais rigoroso sobre riscos. Os dados da demonstração financeira, referente ao exercício de 2024,  foram publicados ao público em 26 de fevereiro passado.

Importante ressaltar que, ao longo de 2024, a Gente Seguradora precisou acelerar processos de indenização no Rio Grande do Sul e reforçar o atendimento emergencial. A resposta rápida garantiu suporte ágil aos segurados e corretores. “Aumentou o aprimoramento da subscrição, da regulação dos sinistros e da eficiência na gestão da companhia”, explica o vice-presidente.

A companhia reafirmou sua solidez financeira ano passado, atingindo suficiência de 120% dos ativos garantidores exigidos pela regulação, aplicados em uma carteira de investimentos conservadora, com 76% dos ativos alocados em títulos públicos do Tesouro Direto.

A seguradora também manteve sua estratégia de diversificação e parcerias no resseguro, contando com operações junto ao IRB Brasil, Austral Re e Swiss Re. Além disso, avançou na adoção de iniciativas sustentáveis, dentro do conjunto de padrões ESG (Environmental, Social and Governance), integrando aspectos socioambientais à sua gestão de riscos.

Em 2024, a Gente Seguradora ainda elevou os investimentos em inteligência artificial e plataformas digitais, modernizando processos e melhorando a experiência de clientes e corretores. 

Para 2025, ano em que a companhia comemora 53 anos, o objetivo é continuar investindo em novas tecnologias, gestão de riscos e compliance, sempre com foco na eficiência operacional e na segurança financeira de seus segurados e acionistas. 

Corretora It’sSeg Acrisure adquire fintech de seguros garantia FINN

A It’sSeg Acrisure, uma das maiores corretoras de seguros e administradoras de benefícios do Brasil e subsidiária do grupo global Acrisure, avança em sua estratégia de consolidação no mercado brasileiro. A empresa anuncia nesta segunda-feira, 10 de março, a aquisição da insurtech FINN, especializada no segmento de seguros garantia.

Esta é a 15ª aquisição de corretora da It’sSeg – Acrisure desde que a empresa foi fundada há 10 anos pelo executivo Thomaz Menezes, ex-CEO da SulAmerica Seguros.

A FINN é uma plataforma digital que permite que empresas obtenham cotações e comprem seguros garantia inteiramente online. A plataforma também permite que clientes gerenciem seu portfólio de seguros digitalmente, incluindo o acompanhamento de vencimentos de apólices, limites contratados e outras informações relevantes. Fundada em 2020, a FINN fechou 2024 com R$ 100 milhões em prêmios administrados. A empresa atende uma carteira de 500 clientes corporativos. 

“Esta aquisição é estratégica para nós, pois integra uma forte expertise digital em nossas operações”, diz Thomaz Menezes, CEO e fundador da It’sSeg. “A aquisição se alinha perfeitamente com a estratégia global da Acrisure de se posicionar como uma empresa de tecnologia de ponta no mercado de seguros.” 

“Esta é nossa primeira aquisição de uma insurtech no Brasil. Transações anteriores focavam em mercados regionais ou segmentos de seguros altamente especializados. Desta vez, nosso objetivo era trazer capacidade tecnológica para o grupo”, explica Menezes.

Em 2023, a It’sSeg – Acrisure registrou prêmios totais de R$ 5,4 bilhões (dados de 2024 ainda não divulgados). Naquele ano, a empresa já havia atingido uma carteira de 1.000 clientes corporativos e administrado aproximadamente 2 milhões de vidas seguradas. Desde 2022, a It’sSeg faz parte da Acrisure, uma das maiores corretoras de seguros do mundo.

Gustavo Zobaran é contratado pela Winse Insurance Intelligence no Brasil 

por Karem Soares

A Winse Insurance Intelligence, insurtech argentina com atuação na América Latina, especialista no desenvolvimento de soluções digitais com a  venda de seguros em diversas plataformas,  anuncia Gustavo Zobaran como novo executivo de negócios no Brasil, tendo o desafio de criar conexões para abrir portas para a empresa estabelecer sua presença oferecendo proteção em todo o país.

“Nessa jornada, não vamos focar só na busca em estabelecer sua presença. É preciso revolucionar o mercado de seguros no Brasil. Minha função será a de facilitador, criando conexões valiosas e abrindo portas para que a Winse cresça e atenda ainda mais às necessidades de proteção dos clientes, através de soluções adaptadas às especificidades de um mercado cada vez mais dinâmico”, concluiu.

Gustavo Zobaran é autor do livro Hackeando o Modus Operandi, executivo e consultor, destacando-se na inovação e estratégia digital, como especialista em impulsionar o crescimento e a transformação em diversas empresas. Liderou projetos transformadores e construiu marcas de destaque, como a Youse. Na Porto, impulsionou a área de growth e transformação digital. Atualmente, possui a ZN Negócios, é CMO as a Service do Grupo Kakau e conselheiro da Habilitar.me. Suas competências abrangem e-commerce, design organizacional, relações p&ua cute;blicas, comercial, gestão executiva, branding, marketing e comunicação.

Caixa Seguridade protocola oferta secundária de ações de R$ 1,3 bi

A Caixa Seguridade protocolou, no domingo na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o pedido de registro de oferta pública de distribuição secundária de 82,5 milhões ações ordinárias de emissão da companhia e de titularidade da Caixa Econômica Federal. Com base no preço de fechamento de R$ 15,99 na última sexta-feira (7), a Caixa deverá arrecadar aproximadamente R$ 1,319 bilhão.

A oferta será realizada no Brasil, em mercado de balcão não organizado, sob a coordenação de Itaú BBA, Caixa, BTG Pactual, Bank of America e UBS. Simultaneamente, no âmbito da oferta, serão realizados esforços de colocação das ações no exterior.

Como se trata de uma oferta exclusivamente de distribuição secundária, sem diluição para os acionistas atuais da Caixa Seguridade, não será concedida prioridade a estes para a aquisição das ações.

Analistas do Goldman Sachs mantiveram recomendação “neutra” para as ações, com preço-alvo de R$ 15,00, citando riscos como a influência do governo nas estratégias da Caixa e o enfraquecimento do crédito imobiliário.

Segundo reportagem de Matheus Piovesana, do Estadão, no prospecto da oferta de ações que lançou nesta semana, a Caixa Seguridade menciona um risco relevante relacionado ao Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS), mecanismo que compensa as perdas do setor financeiro com contratos de financiamento habitacional do antigo Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Uma das empresas da holding de seguros da Caixa Econômica Federal tem um estoque de mais de R$ 1,3 bilhão para recuperar junto ao fundo, mas o recebimento dessas quantias não é líquido e certo devido ao processo de comprovação da relação entre cada imóvel e o antigo seguro.

A Caixa Seguradora, empresa responsável por gerir os seguros vendidos pela Caixa até 2021, paga indenizações relativas ao seguro habitacional do SFH, que não é mais vendido. Ao fazer o pagamento, a empresa pede o ressarcimento ao FCVS, mas precisa comprovar a relação de cada imóvel com o antigo seguro.

A dificuldade reside justamente nesta comprovação: muitos dos documentos relativos a estes imóveis, sobretudo os construídos nos anos 1970 e 1980, se perderam com o tempo, e encontrá-los fica mais difícil porque vários dos agentes financiadores eram Cohabs estaduais, que não existem mais. Sem a comprovação, o FCVS não paga a garantia à seguradora.

Segundo a Caixa Seguridade, a Caixa Seguradora é parte envolvida em 7.175 ações relativas ao seguro extinto, e houve uma provisão de R$ 359 milhões no ano passado relacionada ao tema. Em dois processos com valor acima de R$ 100 milhões, a empresa classifica as chances de perda como provável, o que indica que há uma decisão judicial desfavorável, ou possível, o que sinaliza que a decisão ainda não saiu, mas que deve ser desfavorável à companhia.