Nasce uma árvore especial em meu condomínio. “É preciso salvar o planeta”, dizem os que conhecem a história da árvore batizada de Allianz.
Para a indústria seguradora, a mudança climática já é um fato. É o risco que mais preocupa executivos das seguradoras em todo o mundo quando vão traçar suas estratégias de atuação, desenvolvimento de mercados e precificação de produtos. Seguradores e resseguradores afirmam em seus discursos que o setor mudará radicalmente sua forma de avaliar suas exposições aos riscos diante de uma mudança tão abrupta no clima.
Até 2005, muitas seguradoras não computavam custos com mudanças climáticas em seus preços. No entanto, depois de perdas superiores a US$ 80 bilhões e mais de 150 milhões de pessoas afetadas com catástrofes naturais naquele ano, tendo o furacão Katrina como o principal, muitas passaram a considerar o custo em suas apólices e investir em estudos e campanhas, além de estimular projetos sustentáveis, que respeitem o meio ambiente e a sociedade, com taxas de prêmios mais acessíveis.
Algumas empresas do setor foram além. Querem mais do que apenas criar produtos que reduzam os riscos de prejuízos e insolvência que as mudanças climáticas podem causar. Querem realmente ajudar a salvar o planeta. O grupo Allianz é um dos maiores incentivadores de medidas para reduzir a poluição do planeta. Internacionalmente, informa, o grupo comprometeu-se em reduzir a emissão de CO2 em 20%, até 2012, além de investir 500 milhões de euros em fontes renováveis de energia, assim como em outros projetos sociais e sustentáveis.
O Lloyd’s of London entre várias ações lançou o projeto Risco 360, que tem como meta estudar tendências na freqüência de catástrofes, estimulando discussões sobre como gerenciar o risco no ambiente. Segundo a instituição, com mais de três séculos de experiência em seguros, em 2050 catástrofes como o furacão Katrina se tornarão quatro vezes mais freqüentes do que no início do século.
Em 2005, a Munich Re lançou a “Iniciativa de Seguro da Mudança Climática de Munique”, que reúne seguradores, climatologistas, economistas e organizações independentes (ONGs), com o objetivo de desenvolver soluções do ponto de vista securitário para as perdas crescentes decorrentes de eventos extremos relacionados ao clima.
A Swiss Re, além de um amplo programa relacionado à mudança climática, mantém um banco de dados que associa estatísticas relativas a catástrofes naturais com informação sobre seguros, dados econômicos e um mapa interativo com estimativas sobre o risco climático. O programa de mudança climática da seguradora também se baseia no tripé pesquisa de risco climático, desenvolvimento de produtos e conscientização.
As seguradoras no Brasil começam a avançar em seus esforços. Até 2005, a iniciativa se resumia na economia de luz e uso de papel reciclado. Em 2006, algumas partiram para calcular a emissão de CO2 e plantar as árvores necessárias para neutralizar a poluição gerada pela empresa. Já em 2007, novas atitudes. Porto Seguro e Mapfre auxiliam na vistoria de automóveis e informam motoristas sobre medidas para reduzir a poluição. HSBC e Bradesco Capitalização revertem uma parte da receita de produtos para entidades ligadas a projetos ecológicos e sociais.
Em 2009, o ano começou com atitudes invejáveis. Depois de lançar o Ecoblos, uma biblioteca virtual sobre temas sustentáveis no ano passado, a Mapfre inaugurou em março a Villa Ambiental, primeira iniciativa do governo dentro do Programa Criança Ecológica, que prevê 37 projetos que serão desenvolvidos do Governo do Estado de São Paulo com o apoio da iniciativa privada.
A Allianz lançou o kit digital na Ecogerma – Feira e Congresso de Tecnologias Sustentáveis, organizada pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanhã, realizada em março, em São Paulo. Ele estava entre os vários destaques da feira, ao lado dos elevadores ecoeficiente da ThyssenKrupp, do plástico biodegradável da Basf, da linha de aquecimento solar e de ferramentas à bateria com tecnologia de íons de lítio da Bosch.
Realmente a ação da Allianz é um exemplo para a indústria local de seguros, que já reduziu o envio de papel aos corretores e segurados. Na Allianz, o segurado recebe apenas a carteirinha e pela Internet. O restante está na página da seguradora na web para consultas. O kit imprensa foi entregue em um moderno pen drive. Encantou os jornalistas. E para fechar com chave de ouro, a empresa entregou um cartão de visitas em papel reciclado, com sementes. Ao chegar em casa, anota-se os dados do executivo na agenda e o cartão deve ser picado e plantado em um jardim. Assim nasce a Allianz no meu condomínio.
Mas será que atitudes tão pequenas farão a diferença diante de tantas calamidades previstas com as mudanças climáticas para um futuro próximo? “Sim, todas as atitudes são benéficas. Pequenas atitudes podem mudar o mundo”, respondem prontamente os especialistas. E você, o que está fazendo para ajudar a salvar o planeta?
*Articulista da Revista Apólice

Os executivos de previdência privada aberta nunca trabalharam tanto. Estão atolados de desafios desencadeados com a crise financeira global e a queda da taxa básica de juros da economia. A etapa final do processo é conquistar os jovens, apelidados de “Geração Ipod” por especialistas internacionais. Os jovens usam MP3 não só por modismo. E sim porque eles mesmos querem escolher as músicas que vão ouvir. A mesma lógica é aplicada em previdência.
Garantir a educação dos filhos está no topo da lista de preocupações de pais e avós quando o assunto é o futuro. “Fiz um plano de previdência para Gabriela e Luiz Gustavo logo que nasceram”, conta o atleta e empresário que acaba de lançar o livro para crianças “Tchibum!”, Gustavo Borges.
O grupo ACE Limited registrou lucro líquido de US$ 567 milhões no primeiro trimestre deste ano, 50% acima dos US$ 377 milhões registrados no mesmo período de 2008. O lucro operacional aproximou-se de US$ 670 milhões. Segundo comunicado do grupo, a rentabilidade anualizada sobre o patrimônio ficou em 18,4%. O valor de mercado da ACE registrou alta de 2% no final de março deste ano, para US$ 272 milhões, comparado com dezembro último. O índice combinado das operações de ramos elementares chegou a 87,5%.
Começou a safra de balanços do primeiro trimestre do ano. A expectativa de analistas em relação ao desempenho das companhias de seguros e de resseguros é de resultados positivos, porém menores do que os registrados em mesmo período do ano passado, quando a crise financeira ainda se espalhava vagarosamente.
As agências de classificação de riscos poderão recuperar um pouco da credibilidade com as novas medidas aprovadas na semana passada, dia 23, pelo Parlamento Europeu. O comitê dos 27 países membros aprovou novas medidas que pretendem melhorar a transparência e independência das agências de classificação de riscos. As empresas que quiserem atuar na União Européia terão de cumprir as determinações de registro da normativa aprovada por 569 votos a favor, 47 contras e quatro abstenções. As normas passarão a valer 20 dias após a publicação oficial e as empresas terão um prazo de seis meses para se adaptar.
O balanço da Chubb Corporation traz uma amostra da deteriorização das classes mais ricas nos Estados Unidos, afetados tanto pelas perdas de investimentos no mercado acionário como pelo desemprego. O grupo, um dos maiores em seguros diferenciados para a alta renda, registrou lucro líquido de US$ 341 milhões no primeiro trimestre de 2009, abaixo dos US$ 664 milhões registrados em 2008.
Acostumadas a exibir índices de faturamento e de rentabilidade crescentes nos últimos anos, as resseguradoras e seguradoras internacionais terão de suar a camisa para apresentar bons resultados neste ano – principalmente enfrentando um cenário em que a taxa de juros é declinante, o volume de pedidos de indenização ascendente e o mercado acionário, ainda volátil.
A indústria de seguros mundial ficará mais regulada. Esta é a conclusão de uma pesquisa feita pela Geneva Association (Associação de Genebra), entidade que reúne cerca de 80 CEOs da indústria de seguros mundial. A pesquisa foi realizada durante encontro que reuniu cerca de 70 especialistas para comemorar o 25º aniversário do grupo de estudo de em regulação, supervisão e questões legais. Entre os profissionais estiveram presentes Peter Braumüller, presidente da International Association of Insurance Supervisors (IAIS) e Roger Sivegny, presidente da National Association of Insurance Commissioners (NAIC), responsável pela fiscalização das seguradoras nos Estados Unidos.
Uma grande preocupação dos governos em todo o mundo em relação a ocorrência de catástrofes é ter um planejamento em como reconstruir o país diante da destruição. Várias medidas podem ser tomadas. Melhorar a atratividade dos seguros oferecidos no país, introduzir alguns seguros obrigatórios, assegurar a idoneidade dos canais de distribuição, investir na conscientização dos riscos a que a população está exposta e também na credibilidade da indústria de seguros.