A Porto Seguro, maior seguradora de automóvel do Brasil, registrou lucro líquido de R$ 69,3 milhões no primeiro trimestre deste ano, evolução de 56,9% comparado ao ganho obtido no mesmo período do ano passado. Em 2008, o grupo encerrou o ano com lucro de R$ 290,2 milhões, baixa de 30,9%.
O faturamento somou R$ 1,57 bilhão, expansão de 17%, sendo automóvel a principal carteira do grupo, com R$ 794 milhões, o que lhe dá a liderança absoluta no segmento, com market share de 21%, segundo estudo da consultoria Siscorp. Bradesco, a segunda colocada, tem participação de 14%.
Do total do faturamento, prêmios de seguros representaram R$ 1,260 bilhão, com evolução de 12,3%. A Azul Seguros, conhecida como a seguradora light do grupo por vender produtos básicos, e a área de saúde continuam sendo destaques do balanço da Porto.
A taxa de sinistralidade geral das operações de ramos elementares – prêmios pagos em relação aos sinistros – subiu 1,6 ponto percentual no trimestre, para 58,7%. A carteira de automóvel registrou sinistralidade de 53,3%, praticamente estável mesmo com as perdas decorrentes de enchentes e inundações no período. A frota total de veículos aumentou 16,9% e o prêmio médio teve alta de 9,5%.
Uma das conseqüências da crise financeira – maior crimininalidade -, já mostra sinais no balanço do trimestre. Segundo nota da seguradora, as ocorrências de roubo e furto aumentaram 6,5% ante os três primeiros meses do ano passado. Com isso, o índice combinado da Porto, que há anos era inferior a 100%, subiu de 99,6% para 101,3% no período analisado.

A American International Group (AIG) divulgou perdas de US$ 4,35 bilhões no primeiro trimestre deste ano, uma melhora comparada ao prejuízo de US$ 7,8 bilhões o mesmo período anterior e dos US$ 60 bilhões do último trimestre de 2008.
A Swiss Re, presente no Brasil como resseguradora admitida, divulgou queda de 76% no lucro líquido do primeiro trimestre deste ano comparado ao mesmo período do ano anterior. O fato de ter lucro neste início de ano, de US$ 132 milhões, é animador, pois mostra a recuperação diante dos problemas enfrentados no ano passado, quando divulgou prejuízo de US$ 761 milhões e aumento de capital de US$ 2,6 bilhões. Os prêmios ganhos em ramos elementares tiveram incremento de 5%, para US$ 3,4 bilhões.
O grupo suíço Zurich Financial Services divulgou hoje queda de 75% no lucro líquido do primeiro trimestre do ano, para US$ 362 milhões, comparado com US$ 1,42 bilhão do mesmo período do ano anterior. O lucro operacional recuou 40%, para US$ 1 bilhão. Os prêmios brutos em ramos elementares recuaram 12%, para US$ 9,8 bilhões, e o índice combinado da operação ficou em 95,8%. Em vida, os prêmios evoluíram 2%, para US$ 5,5 bilhões.
As vendas do grupo Liberty Mutual no primeiro trimestre deste ano evoluíram 7,6%, para US$ 7,03 bilhões, crescimento de US$ 521 milhões sobre mesmo período de 2008. O lucro líquido, excluindo-se as perdas provenientes da desvalorização de ativos, foi de US$ 270 milhões, comparada a US$ 321 milhões no ano anterior. O lucro líquido final do trimestre foi de US$ 28 milhões e os ativos avançaram em US$ 414 milhões sobre dezembro, totalizando US$ 104,7 bilhões. Um resultado significativo, levando-se em consideração a queda de 6% no PIB americano.
Perdas com investimentos derrubaram o lucro da Munich Re, maior resseguradora do mundo e presente no Brasil como resseguradora local. No primeiro trimestre do ano a resseguradora alemã divulgou lucro liquido de 420 milhões de euros, queda de 46% em relação ao mesmo período do ano passado. Os prêmios, por sua vez, evoluíram 5,3%, para 10,4 bilhões de euros no período.
A safra de balanços da indústria de seguros mundial continua apresentando resultados diferenciados. A maioria das empresas que já divulgou o relatório financeiro tem ressaltado as operações internacionais e a parceria de longo prazo com clientes como fatores positivos dos resultados do primeiro trimestre.