http://www2.hsbc.com.br/hs/campanhas/for4/index.html?WT.ac=HBBR_PWS003.7.4&rnd=1474
Uma tempestade ameaça a aposentadoria mundial
Há uma grande tempestade sobre a aposentadoria mundial. Se nada for feito, os efeitos serão devastadores no futuro. Esta é uma das conclusões da pesquisa “O Futuro da Aposentadoria, Tempo de se Planejar”, divulgada pelo HSBC. Segundo Clive Bannister, diretor mundial de seguros do HSBC, esta tempestade vem se formando nos últimos anos e foi agravada pela crise financeira.
“A mudança demográfica, com o aumento da expectativa de vida e queda nas taxas de natalidade, a redução dos benefícios por parte de governos e de empresas, a queda nos rendimentos dos fundos dificultando o acréscimo do patrimônio acumulado, a interrupção dos depósitos por parte de empresas e indivíduos na poupança previdenciária em razão dos efeitos da crise são fatores que certamente podem comprometer o futuro da sociedade”, diz o executivo em mensagem gravada em vídeo e apresentada no lançamento da quinta edição do estudo.
“A sociedade vai ser melhor se criar o hábito de poupar”, reforça Fernando Moreira, presidente da HSBC no Brasil, durante o evento. “E poupar não é um fato conjuntural, ter ou não dinheiro. É cultural”, afirma, citando o exemplo dos chineses, que poupam, independentemente da faixa salarial, uma média de 30% da renda mensal. Já os americanos não poupam. Os europeus estão na média de 20% e os brasileiros por volta de 7%.
Segundo ele, o grande desafio para as empresas de previdência e governo é o investimento em educação financeira. Qual a idade de se aposentar com o efeito da longevidade? Quanto de reservas as empresas, os governos e as pessoas precisam fazer para ter uma sociedade saudável? E ao fazer a poupança previdenciária, onde aplicá-la, de forma a ter recursos para viver uma vida saudável na melhor idade?
A quinta edição do estudo, que ouviu 14 mil pessoas de 15 países, de 30 a 70 anos, sendo 1 mil pessoas entrevistadas no Brasil, relatou que, apesar do envelhecimento mundial da população, há uma imensa falta de preparação das pessoas em relação ao seu futuro, em muitos casos, como no Brasil, observado principalmente como conseqüência do baixo nível de compreensão de suas finanças atuais e de como estas poderão vir a ser no futuro. Um dado alarmante: 94% não estão preparados para o futuro. Apenas 6% dos brasileiros acreditam estar bem preparados para aposentadoria, enquanto são 13% no mundo.
Cerca de 35% dos brasileiros acreditam entender bem suas finanças de curto prazo, contra o dado mundial de 45%. Dois terços dos brasileiros (63%) nunca tiveram nenhuma forma de consultoria financeira profissional, acima da média mundial de 47%.
A crise econômica trouxe riscos para o futuro em termos de aposentadoria. Segundo a pesquisa, a turbulência afetou as finanças de 92% dos entrevistados, seja pela perda de emprego, por prejuízos em investimentos ou mesmo para pagamento antecipado de dívidas por não saber se perderá a renda com a nova modelagem mundial desenhada com a desaceleração da economia. Isso faz com que 19% afirmem que não vão se aposentar com a renda que pretendiam e outros 10% estão certos de que terão de trabalhar mais tempo para repor os recursos necessários no fundo para arcar com os custos necessários na aposentadoria.
Especialmente no Brasil, a queda da taxa básica de juros da economia requer uma revisão das taxas cobradas em fundos de acumulação de recursos, que hoje perdem para a mais tradicional das aplicações, a caderneta de poupança. Nos primeiros sete dias úteis de junho, a poupança somou R$ 2 bilhões em novos depósitos, já descontados os saques, segundo o Banco Central. O volume é maior que toda a captação líquida de maio, quando os depósitos somaram R$ 1,8 bilhão.
Com retorno menor, os fundos DI perderam R$ 2,2 bilhões, e os de renda fixa, R$ 1,7 bilhão nos primeiros sete dias úteis do mês, segundo a Anbid. “Há uma agenda de negociações com o governo para que as instituições adequarem seus custos a nova realidade de taxas de juros de um dígito e também de estímulos fiscais para quem quer poupar”, diz Moreira.
O incentivo fiscal é um pedido de boa parte dos entrevistados, como estímulo para organizarem suas poupanças individuais, uma vez que governos e empresas reduzem os benefícios concedidos. Cerca de 40% dos brasileiros são favoráveis ao encorajamento de poupança privada por meio de isenções fiscais, contra o dado global de 31%. Apenas 3% são a favor de aumento de impostos para pagar por melhores aposentadorias/ pensões sociais, bem menor que a média global de 13%. Pouco mais de 9% dos brasileiros são a favor de aumentar a idade limite da aposentadoria e apoiar as pessoas a trabalhar por mais tempo, quase metade da média global de 16%.
Quando o tema é a crise financeira, os brasileiros se mostram mais otimistas e os japoneses revelam o lado conservador de sua cultura. Embora o FMI espere que o Brasil permaneça em recessão durante 2009 e meados de 2010, 45% dos brasileiros esperam que a desaceleração deverá durar menos de 12 meses. Globalmente este percentual cai para 29%. No Japão, o índice dos que acreditam que a crise dura mais do que 12 meses supera 50%.
Muitos consideraram, no entanto, que a desaceleração deverá continuar a afetar-lhes por um tempo, mesmo depois de ter acabado, refletindo suas conseqüências no mercado de trabalho, no rendimento das poupanças e investimentos. Neste cenário, as famílias estão reduzindo despesas com grandes e pequenas compras e também pagando suas dívidas. Inclusive, a questão das dívidas é um tema forte para os brasileiros. 23% dos entrevistados a escolheram como um potencial obstáculo para economizar (em comparação com 18% a nível mundial). Outros 22% dizem que gostariam de procurar aconselhamento financeiro para ajudá-los a fazer escolhas melhores.
“A longevidade é um fato, o que resulta numa grande necessidade de incentivar a educação financeira na vida do brasileiro desde cedo. Somente com informação e planejamento, as pessoas poderão ter qualidade de vida na aposentadoria”, diz o presidente da HSBC Seguros. Segundo Moreira, o Brasil se defronta com uma sociedade em envelhecimento. “Neste cenário, vemos os indivíduos adquirindo mais necessidade de se responsabilizar pelo financiamento de sua aposentadoria, dado que a confiança de que os governos são capazes de cumprir com essa obrigação é baixa”.
A pesquisa conclui que como estratégia de sobrevivência à crise econômica, as pessoas focaram em reduzir suas despesas e dívidas. Como forma de solucionar a questão, o primeiro passo é a necessidade imediata de revisão das finanças pessoais e, principalmente, do aumento do acesso à educação financeira e ao aconselhamento profissional. “Cabe às instituições financeiras e ao governo estimular que as pessoas poupem para que tenhamos uma sociedade saudável no futuro”, finaliza Fernando Moreira.
Aon divulga alta de 20% na receita até abril
O otimismo das empresas brasileiras talvez seja o principal ingrediente para o Brasil amenizar os efeitos da crise mundial. O grupo Aon no Brasil é prova disso. Apesar da segunda queda consecutiva no PIB brasileiro, com o recuo de 0,8% no primeiro trimestre deste ano, a Aon informou que bateu recordes no País no primeiro quadrimestre de 2009, com receita 20% maior do que em 2008 no mesmo período.
Na cidade de São Paulo, maior fonte de faturamento das seguradoras, a receita da Aon cresceu 22%, enquanto as 11 filiais acumularam alta de 31% em comparação ao ano anterior. A área que mais cresce é a de benefícios, com evolução de 28%, seguida por ramos elementares, com 18%.
Segundo Marcelo Homburger, vice-presidente da unidade Aon Risk Services, o crescimento do grupo neste ano está fundamentado nos investimentos realizados na empresa através de produtos e serviços diferenciados, atendendo assim uma maior gama de segmentos.
Mesmo com a piora prevista pelos bancos, como mostra o aumento do spread bancário para empresas, a Aon aposta que o mercado de seguros continuará crescendo, devido ao espaço que ainda existe em produtos que estão sendo ofertados para empresas e para pessoas. A sinistralidade é um assunto que preocupa, principalmente em seguros patrimoniais e transportes.
Os produtos que tiveram melhor desempenho nas vendas do quadrimestre estão os de riscos de engenharia, garantia, gestão de saúde, previdência e gerenciamento de riscos. O ano também deverá trazer um estímulo a mais nas vendas em razão da definição das 12 cidades que sediaram os jogos da Copa de 2014. “Vemos oportunidades nos riscos de engenharia, garantias e em todos os investimentos necessários em infraestrutura que demandarão seguros”.
O objetivo da Aon é crescer 17% este ano em receita. A estratégia, informa, é continuar investindo na força comercial buscando novos negócios, foco na retenção de clientes, manutenção do time e buscar novas aquisições”. A próxima deverá ser anunciada em breve, disse José Felipe, presidente da Aon Risk, em nota.
Tendências mundiais discutidas no evento do IIS
A indústria de seguros está recheada de notícias hoje na imprensa internacional, em razão da realização do 45º Congresso Anual do International Insurance Society (IIS), que começou ontem e termina amanhã em Amã, Jordânia, com a presença de 500 profissionais de seguradoras procedentes de 50 nações.
Serão três dias de debates sobre os principais temas que envolvem a indústria de seguros em todo o mundo, como situação política e cultural em todo o mundo, regulamentação dos mercados financeiros e crescimento econômico. No último dia, a ideia é tentar traçar um cenário da indústria de seguros pós-crise. O presidente da CNSeg, João Elisio, e a diretora de assuntos internacionais, Maria Elena Bidino, estão no evento.
Confira as principais notícias do encontro:
– Nikolaus von Bomhard, CEO da Munich Re, alertou sobre o tempo da crise. “Nós não esperamos que a crise econômica termine rapidamente, talvez no segundo semestre de 2010. Por isso é fundamental manter a solvência e liquidez do mercado, atuando de forma conservadora”, disse ele durante sua apresentação na manhã do primeiro dia.
– Prem Watsa, presidente e CEO da canadense Fairfax Financial Services, concordou com Bomhard e lembrou o nível de desemprego nos EUA, de 9,5%, um percentual recorde para a maior economia do mundo nas últimas décadas.
– Bassel Hindawi, diretor geral do Insurance Commission of Jordan, órgão regulador do setor em Amã, pediu em seu discurso na abertura do evento que as empresas da indústria de seguros modelem seus negócios de forma sustentável, respeitando a sociedade e o meio ambiente. Segundo ele, as companhias que praticam ações sustáveis têm um desempenho 15% melhor do que as que não praticam.
– As seguradoras globais esperam crescer nos mercados emergentes, liderados pelo Brasil, China, Índica e Rússia, conhecidos como Bric. Segundo pesquisa da KPMG and Economist Intelligence feita com executivos de 49 países, 55% dos entrevistados acreditam que terão crescimento orgânico e 53% apostam no crescimento por aquisições nos próximos 12 meses. Outra pesquisa da Accenture, com 104 companhias, mostra que três quartos acreditam que o crescimento virá das operações internacionais nos próximos três anos.
– Hans-Peter Gerhardt, CEO da Paris Re, afirmou que o “hard market” nunca aconteceu, como previram diversos de seus concorrentes desde o agravamento da crise em setembro do ano passado.
– Praticar underwrinting virou moda com a queda dos ganhos financeiros, diz Bob Hartwig, presidente do Insurance Information Institute (III). De 1975 para cá, as seguradoras de ramos elementares dos EUA só voltaram a ter lucro operacional nos últimos cinco anos.
– AIG vendeu quase 30 milhões de ações da Transatlantic Re, por US$ 1,1 bilhão.
– Munich Re emitiu cat bonds de 50 milhões de euros transferindo para mercados de capitais riscos de chuvas de inverno na Europa e terromoto na Turquia.
– No Reino Unido, pesquisa revela que uma em cada quatro pessoas cancelou o seguro de conteúdo da residência e pararam a contribuição para os planos previdenciários entre outras apólices em razão da recessão, informa a ABI, associação das seguradoras semelhante a CNSeg do Brasil.
Segundo informou a CNSeg, o presidente da International Insurance Society (IIS), Michael J. Morrissey, oficializou o convite para que o Brasil seja o anfitrião do 47º anual da entidade, que ocorrerá em junho de 2011, na cidade do Rio de Janeiro, sede da CNSeg. A confirmação ocorreu em encontro de Morrissey com o presidente da CNSeg, João Elisio Ferraz de Campos.
O convite formulado pelo presidente da IIS é o resultado da proposta de candidatura apresentada, em outubro de 2007, por representantes à época da CNSeg (Osvaldo do Nascimento, Paulo Marraccini, Renato Campos e Carlos Protasio). O encontro anual da IIS, que reúne os principais executivos da industria internacional de seguros e resseguros, não ocorre na América Latina desde 1981, quando se deu no Brasil. Os últimos eventos foram realizados nas cidades de Taipei, Berlim, Chicago, Londres, Nova Iorque, Cingapura, Hong Kong e Viena. No próximo ano, o encontro ocorrerá em Madri.
Começa hoje o 45º Congresso do IIS na Jordânia
Começou hoje o 45º Congresso Anual do International Insurance Society (IIS), em Amman, Jordânia, com a presença de 500 profissionais de seguradoras procedentes de 50 nações. Serão três dias de debates sobre os principais temas que envolvem a indústria de seguros em todo o mundo, como situação política e cultural em todo o mundo, regulamentação dos mercados financeiros e crescimento econômico. No último dia, a ideia é tentar traçar um cenário da indústria de seguros pós-crise.
Hoje, dia 8, a abertura do evento contou com a presenta da rainha Rania Al Abdullah, acompanhada de Brian Duperreault, presidente e CEO da Marsh & McLennan Companies, Bassel Hindawi, diretor geral da Comissão de Seguros da Jordânia, e de Patrick Kenny, president e CEO do IIS.
Pela manhã, ainda estão previstos debates sobre a reformulação do sistema financeiro no pós crise, com a participação de Geoffrey Bell, diretor do grupo americano Thirty, Nikolaus von Bomhard, presidente da Munich Re, Bijan Khosrowshahi, presidente da Fuji Fire and Marine Co. e Prem Watsa, presidente e CEO da canadense Fairfax Financial Holdings.
Na parte da tarde, os debates ficarão concentrados na criação de uma agenda para o setor, tendo como palestrantes Peter Braumüller, presidente do International Association of Insurance Supervisors (IAIS), Roger Sellek, diretor da AM Best, Donald Stewart, CEO da Sun Life Financial e Muhammad Tariq, sócio da área de seguros da KPMG.
O ISS foi fundado em 1965 como uma corporação sem fins lucrativos. O objetivo é fomentar debates mundiais entre os executivos de seguros e assim ajudar a criar uma cultura dinâmica da atividade seguradora em todo o universo. Atualmente, o ISS tem mais de 1 mil associados entre empresas e indivíduos de 92 países.
Uma comitiva da CNSeg, liderada pelo presidente João Elisio Ferraz de Campos, participa do evento. O grupo brasileiro conta ainda com a participação do diretor da Escola Nacional de Seguros, Renato Campos Martins Filho, e da diretora de Assuntos Institucionais e Resseguros da CNSeg, Maria Elena Bidino, e do consultor jurídico da entidade, Salvador Cícero Velloso Pinto. João Elisio participa do encontro como representante máximo do mercado segurador brasileiro, segundo informou a CNSeg.
Além de participar ativamente dos debates, João Elisio terá reuniões particulares com os dirigentes da Samsung Fire e Marine, Donggu Shin, e da Korean non-life Insurance, Daesub Chi. E com o novo presidente e CEO da ISS, Michael J.Morrissey, com quem, entre outros assuntos, discutirá os preparativos para o próximo seminário, que será realizado em 2011, no Rio de Janeiro.
Mais informações podem ser obtidas no www.issonline.com
AXA lidera apólice da Air France
O desaparecimento do Airbus A-330 da Air France em meio ao Oceano Atlântico deverá elevar o preço do seguro nas renovações que acontecem em julho deste ano, quando quase 80% dos contratos são renovados.
O mercado internacional já estima que o seguro de responsabilidade civil a ser pago às famílias das vítimas do acidente fique em torno de US$ 400 milhões a US$ 700 milhões, apesar de a cobertura chegar a US$ 2 bilhões.O programa de seguros tem a JLT Corretora e é liderado pela seguradora AXA, segundo informaram agências internacionais.
A PICC Life Insurance Co., a sexta maior seguradora de vida da China, disse que deverá pagar até US$ 1,4 milhão em cobertura por morte para um de seus clientes que estava no avião da Air France. A indenização, caso se confirme, poderá ser a maior paga a uma pessoa física na história do setor de seguros na China, disse a empresa, sediada em Pequim, em comunicado divulgado por e-mail. A empresa destacou uma equipe para lidar com o pedido de cobertura e os recursos para isso estão “todos disponíveis”.
Setor lucra R$ 2,8 bi no quadrimestre
O lucro líquido do setor no primeiro quadrimestre do ano foi de R$ 2,8 bilhões, alta de 18%, segundo estudo da consultoria Siscorp. A Bradesco mantém a liderança em lucratividade, com R$ 808 milhões, seguida pela Itaú Unibanco, com R$ 681 milhões. Em terceiro vem a Tokio Marine, com lucro de R$ 376 milhões, fortemente influenciado pela venda da participação do grupo japonês na Real Tokio Marine Vida e Previdência para o banco espanhol Santander.
Em faturamento, o setor totalizou R$ 28,8 bilhões, evolução de 6%, sem considerar o seguro saúde. Seguros movimentou prêmios de R$ 10,6 bilhões, crescimento de 8%. Vida e previdência foi responsável por contribuições e prêmios de R$ 14,7 bilhões, e títulos de capitalização avançaram 7%, para vendas de R$ 2,9 bilhões.
Quem lembrou do Dia Mundial do Meio Ambiente?
Hoje, Dia Mundial do Meio Ambiente e da Ecologia, apenas a Bradesco Capitalização e a Allianz fizeram menção ao assunto até o início da tarde, divulgando aos jornalistas notas sobre o tema. Para quem não sabe, o México é o país sede das comemorações de hoje do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), que tem como tema “Seu planeta precisa de você: Unidos contra as mudanças climáticas”.
Poucas seguradoras adotaram até hoje atitudes “verde”. Podemos pontuar Bradesco Capitalização com a parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica; a Caixa Seguros e a Brasilprev com a compensação do CO2; o HSBC com parte do prêmio do seguro automóvel direcionado para recuperação de florestas; a Mapfre investindo em educação com o apoio dado ao governo de São Paulo no programa Criança Ecologia e o site www.ecoblogs.com.br; a Allianz como kit 100% digital e o site www.knowledge.allianz.com.br; a Porto Seguros educando motoristas a regular o carro para que este polua menos; SulAmérica com campanhas ecológicas; e Bradesco Seguros e Previdência com a realização de congressos, para citar os investimentos mais consistentes.
Temos algumas iniciativas interessantes, mas ainda é muito pouco diante do que a indústria de seguros pode fazer. O estímulo, se não for o de pensar no amanhã, pode ser o lucro. Afinal, quanto mais as pessoas foram estimuladas a ser sustentáveis, menos indenizações o setor terá de pagar. E investir em atitudes sustentáveis tem se mostrado rentável. Diversas pesquisas realizadas no mundo e no Brasil mostram a disposição do consumidor em pagar algo a mais por um produto de empresas que apostam em atitudes “do bem”, voltadas para a sociedade e para o planeta.
Segundo nota da Bradesco Capitalização, a data serve para alertar o mundo sobre os riscos à sobrevivência do ser humano se o meio ambiente continuar a ser degradado, poluído e desrespeitado, necessitando de ações urgentes para salvar o planeta. Para a Fundação SOS Mata Atlântica, viabilizou recursos para o plantio de 20 milhões de árvores nativas graças aos 3,2 milhões de títulos Pé Quente Bradesco Fundação SOS Mata Atlântica, comercializados desde 2004. Aos programas e projetos de conservação ambiental e desenvolvimento sustentável da Fundação Amazonas Sustentável foram destinados parte do valor arrecadado com a venda do Pé Quente Bradesco Amazonas Sustentável.
O site da Allianz, dividido em quatro pilares – Mudanças Climáticas, Perfil Climático, Energia & CO2 e Segurança, tem o objetivo de disseminar conhecimento ao público brasileiro em sintonia com seu compromisso pela sustentabilidade. Para isso, utiliza artigos, estudos, vídeos e gráficos que aprofundam os temas em questão. O site também conta com novidades sobre fontes alternativas de energia renovável. Há ainda a análise de soluções climáticas, como o sequestro de CO2 em “Sequestro de carbono: como limpar o carvão”, que aborda medidas adotadas por empresas européias, servindo como exemplo para outras indústrias.
Para parte das comemorações, o Pnuma preparou o hotsite Dia Mundial do Meio Ambiente (http://www.ipc-undp.org/dmma/), com dicas e informações de como cada um de nós pode colaborar para um meio ambiente mais saudável, garantindo assim uma melhor qualidade de vida.
Segundo o Pnuma, a data cataliza a atenção e a ação política de povos e países para aumentar a conscientização e a preservação ambiental, buscando mostrar o lado humano das questões ambientais; capacitar as pessoas a se tornarem agentes ativos do desenvolvimento sustentável; promover a compreensão de que é fundamental que comunidades e indivíduos mudem atitudes em relação ao uso dos recursos e das questões ambientais; advogar parcerias para garantir que todas as nações e povos desfrutem de um futuro mais seguro e mais próspero.
Seguros de garantia e de crédito enfrentam crise*
A crise começa a fazer suas vítimas na indústria de seguros. Dois produtos financeiros, seguro garantia e de crédito, começam a enfrentar dificuldades. Depois de vivenciar dois anos de farta capacidade e taxas baixas, a atual realidade do seguro garantia é de redução de investidores interessados e aumento da sinistralidade, que já começa a ser sentida pelo consumidor brasilero. “Garantia é um segmento que tem forte dependência do resseguro e por isso sofre com o cenário externo”, disse Alexandre Malucelli, presidente da JMalucelli Re durante sua palestra no VIII Encontro Anual do Comitê do Setor Elétrico, realizada em Belo Horizonte entre os dias 2 e 4 de junho e promovido pela Associação Brasileira de Gerenciamento de Risco (ABGR).
A consequência é o aumento do preço, maiores exigências de garantias e informações ainda mais detalhadas dos riscos. “Está é a realidade que pude constatar nos últimos dias. A crise afetará o segmento no Brasil. Mas também é correto afirmar que este cenário desafiador nos traz muitas oportunidades”, disse ele para uma platéia responsável pelo maior número de projetos de infra-estrutura para serem aprovados no Brasil, durante o VIII Encontro Anual do Comitê do Setor Elétrico, realizado em Belo Horizonte entre 2 e 4 de junho.
Já o seguro de crédito, cujo efeito é mais imediato do que o de garantia, deverá passar por uma forte reformulação. As seguradoras de crédito enfrentam sérios problemas com a inadimplência na crise. Segundo Malucelli, durante suas conversas com resseguradores a sobrevivência do seguro de crédito é muito questionada.
“A imagem que ficou foi de ter a seguradora como um guarda chuva que quando começou a tempestade a companhia o pegou de volta e fechou”. Os governos da França, Espanha e Inglaterra criaram linhas para socorrer as empresas diante deste cenário, evitando assim o corte das linhas de crédito, sem muito sucesso. O resultado é uma ampla discussão sobre como ficará este segmento nos próximos anos.
No garantia, a crise tem um efeito mais retardado, porém será sentido com mais ênfase no segundo semestre. Empresas boas enfrentam dificuldade de liquidez, o que deverá se normalizar no próximo ano. “Hoje o que vemos são empresas pequenas obtendo a cobertura por estarem dentro dos limites dos contratos automáticos. Já para grandes projetos as taxas estão mais elevadas e mesmo assim faltam recursos para prover a capacidade”.
Tentar projetar um futuro por enquanto ainda é uma missão quase impossível. Para Malucelli, o futuro próximo destes dois segmentos de seguro é de consolidação, reduzindo o número de concorrentes. “Já vemos muitos efeitos em diversas áreas com a falta de cobertura para projetos importantes”.
Segundo ele, as companhias ficarão ainda mais seletivas em razão da lucratividade ter de vir do operacional, uma vez que do financeiro será difícil, com taxas de juros declinantes e investidores com aversão a risco neste momento. Os bancos começam a voltar a competir com o seguro garantia ofertando fiança bancaria. “Esses fatores criam um cenário desafiador e cheio de oportunidades”, conclui Malucelli.
*a jornalista viajou a convite da Mapfre Seguros

