Usina Santo Antonio, um case mundial

camv816jca08xhtxcaq47n75ca9ozfxvca9g1ngicaqaekegcanxrcldcajn587oca9di1cqcab8g46ica0j6t3bcaxcdaewcartlax7ca52vygeca7umwsxcahmhollca5cz0sucakqs1rrcao10ftxNem mesmo a crise foi capaz de suspender a necessidade do Brasil em projetos urgentes de infraestrutura. A concretização do “project finance” da Usina Santo Antonio, com prazo de 25 anos, em um período tão conturbado como o início do ano, é um fato histórico no mundo. Segundo a consultoria internacional que analisa o mercado de investimentos, o project finance de R$ 6,2 bilhões para a Santo Antônio Energia, concessionária responsável pela construção e operação da usina, foi o maior crédito obtido por um projeto no primeiro trimestre de 2009 no mundo.

Do crédito total da Santo Antonio, R$ 3,1 bilhões representam investimentos diretos do BNDES e os outros R$ 3,1 bilhões são repasses conduzidos por oito instituições financeiras, entre elas o Itaú Unibanco, o Santander, a Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banco da Amazônia, Banco do Nordeste do Brasil, Bradesco e Banco do Espírito Santo (BES). O empréstimo tem custo de Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) e prêmios que variam de 3,8% a 2,8%.

A usina Santo Antônio (foto do projeto), localizada no Rio Madeira, em Porto Velho (RO), será a terceira maior hidrelétrica do Brasil em energia assegurada, com uma potência instalada de 3.150 megawatts, equivalente a 4% de toda a energia gerada no Brasil.

“O apoio do governo para obras de infraestrutura foi essencial para a realização deste projeto”, diz Felipe Jens, titular da Odebrecht Investimentos em infraestrutura, detentora de 18% das ações e que participa do bloco de controle da Santo Antonio Energia. O apoio do governo por meio do BNDES traz conforto e segurança, facilitando a entrada de investidores no projeto.

O Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI FGTS) se tornou sócio da Santo Antonio Energia recentemente, comprando metade da participação do Santander em um fundo que detinha 20% da controladora da concessionária do Madeira. Com a mudança, o FGTS passou a deter 4,98% do capital total da Santo Antonio Energia, a Cemig 10% , a Andrade Gutierrez, 12,4%, Furnas Centrais Elétricas, 39%, e a Odebrecht 18%.

O empenho da OCS Corretora de Seguros, controlada pelo grupo Odebrecht, que desde 2005 trabalha na conquista de garantias para o projeto, também foi fundamental para a concretização do financiamento. Mesmo com a aparente inexistência de capital para seguro de garantia com a falência da seguradora AIG, até então a maior do mundo, a corretora cativa do grupo conseguiu obter uma apólice de R$ 9,5 bilhões para cobrir os riscos de engenharia. Trata-se da maior importância segurada já dada pela indústria de seguros no mundo. Há também um seguro garantia de R$ 2,4 bilhões, que garante aos financiadores que a obra será construída dentro do prazo previsto.

Segundo Marcos Lima, responsável pela OCS, esta vitória foi fruto da parceria desenvolvida ao longo das duas últimas décadas, quando o project finance se tornou prioritário dentro do grupo Odebrecht para viabilizar investimentos dentro e fora do país. “São mais de US$ 16 bilhões em garantias nos últimos 18 anos sem nunca ter executado um pedido de indenização”, diz.

A Odebrecht projeta investir R$ 19,2 bilhões no triênio 2009 a 2011. Entre os principais investimentos do grupo estão rodovias federais que entram na terceira fase, projetos de energia como Belo Monte, além das possibilidades de desenvolvimento portuário e de aeroportos. Para tudo isso, a aposta do grupo é no desenvolvimento de formas híbridas de programas estruturados de investimento.

A Odebrecht usa o project finance para financiar boa parte dos projetos dos quais participa. O uso de operações estruturadas garantidas por instrumentos financeiros foi responsável inclusive pela formação da empresa petroquímica da Odebrecht, em 2002. “Uma operação estruturada de financiamento, usando o seguro, viabilizou a criação da Braskem”, conta Lima. Em 1992, quando o grupo estava às voltas para fechar o financiamento para a construção da plataforma marítima Petrobras 18, o seguro garantia foi o facilitador. “A apólice é uma espécie de aval que se a Odebrecht não concluísse a obra, a seguradora garantiria o término”. Em pouco tempo, um pool de seguradoras estrangeiras emitiu uma garantia de US$ 272 milhões e a P-18 ainda opera na Bacia de Campos, no Rio, com capacidade de 100 mil barris diários de petróleo.

O atual cenário macroeconômico do Brasil colabora para o sucesso das operações. “Estamos sofrendo nos últimos meses, pois o governo teve de tomar atitudes anticíclicas, mas o Brasil deu um passo importante em termos de respeito de contratos, conquistando a confiança do investidor, que passa a acreditar que qualquer que seja o governante, a estabilidade significa prosperidade”, analisa Jens.

O reconhecimento por parte do governo em priorizar o desenvolvimento de parceiros privados, com garantias, soluções e eficiência é a saída para fazer os projetos decolarem. “O Brasil conseguiu derrubar mitos e o resultado empírico que se percebeu é que tem muito valor agregado no desenvolvimento”.

Esta confiança faz o investidor olhar com bons olhos para os projetos de infraestrutura, tidos como prioritários. “Eles olham os retornos que podem ter em aplicar no longo prazo em ativos de qualidade, com rentabilidade diferenciada e segurança de países desenvolvidos”, diz Jens. E é esta confiança que trará recursos para os projetos acima de 10 anos de maturação.

A conclusão que fica é que o novo ciclo de projetos privados será financiado com o apoio do BNDES, mas deverá contar necessariamente, com um componente crucial de recursos captados através de ativos alternativos, no emergente mercado de capitais doméstico de longo prazo.

*Matéria produzida com exclusividade para o especial Infraestrutura do jornal Valor Econômico

As maiores de ramos elementares dos EUA

A revista britânica Reactions divulgou o ranking das maiores seguradoras de ramos elementares dos EUA em 2008 produzido pela AMBest. A AIG ainda aparece em boa colocação, segundo lugar. Boa parte dos problemas enfrentados pelas companhias no pior momento da crise financeira no ano passado será refletido no ranking de 2009, que já começa a trazer os impactos das perdas financeiras e redução de vendas causada pela recessão econômica.

As seguradoras de ramos elementares dos Estados Unidos registraram perdas líquidas de US$ 1,3 bilhão no primeiro trimestre deste ano. No mesmo período do ano passado as companhias obtiveram lucro líquido de US$ 8,5 bilhões, segundo revela pesquisa divulgada por instituições, entre elas o Insurance Services Office (ISO) e o Insurance Information Institute (III).

Trata-se de pior resultado desde 1986, início da formação do banco de dados das entidades, que reúne informações das seguradoras privadas responsáveis por 96% do volume de vendas de ramos elementares. O volume de prêmios no período registrou queda de 3,6%, para US$ 106 bilhões, conseqüência do recuo da demanda e da redução no preço do seguro.

Segundo o estudo, este grupo de seguradoras divulgou perdas de US$ 16,4 bilhões no período, que não estão computadas nas contas de cálculo do lucro. Desta forma, o índice combinado superou 102,2% no primeiro trimestre deste ano, acima dos 99% do mesmo período do ano passado.

O patrimônio deste grupo de seguradoras foi reduzido em 15%, para US$ 438 bilhões no primeiro trimestre deste ano. Diante dos números, o ISS acredita que haverá uma recomposição de preços para que as companhias possam recompor seus patrimônios e adequar-se aos níveis de solvência exigidos pelos órgãos reguladores e agências de classificação de risco.
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Recessão é o risco mais temido pelas empresas

42-21523245Recessão, insegurança jurídica, responsabilidade civil e danos físicos. Estes são os riscos mais temidos pelos executivos da América Latina entrevistados pelo grupo Aon na edição do Estudo Global de Gerenciamento de Riscos 2009, divulgado há poucos dias no Brasil. No mundo, os riscos que mais preocupam os 551 executivos de empresas com faturamento acima de US$ 1 bilhão espalhados em 40 países é recessão, mudanças regulatórias e interrupção dos negócios.

O estudo revela, de certa forma, a modernidade trazida com o crescimento. As empresas temem hoje lidar com consumidores mais conscientes de seus direitos. Tanto que a responsabilidade civil ficou em segundo lugar no ranking da América Latina, juntamente com insegurança jurídica. No ranking geral, responsabilidade civil nem aparece, pois já é um risco mitigado pelas empresas, seja através de uma atuação onde o direito do consumidor é respeitado, seja pela compra de apólices de seguros para cobrir riscos improváveis.

O aumento da competição é o quarto risco que mais preocupa os empresários no ranking geral e quinto na América Latina, onde o temos de danos materiais aparece na terceira posição. Fluxo de caixa, falha na distribuição, confiabilidade de terceiros e dificuldade de manter ou atrair talentos para trabalhar no grupo são outros riscos que podem afetar o bom desempenho das organizações, segundo informaram os executivos entrevistados na pesquisa da Aon.

Partner Re compra Paris Re por US$ 2 bilhões

s1050-171A consolidação prevista pelos analistas para a indústria de seguros está a todo vapor. A Partner Re anunciou neste domingo que comprou a resseguradora francesa Paris Re, colocando-a entre as quatro maiores resseguradoras do mundo, atrás de Munich Re, Swiss Re e Berkshire Hathaway. O negócio deve ser finalizado por US$ 2 bilhões, considerando-se a troca de ativos, pagamento a vista e transferência de portfolio de investimentos.

A Partner Re, oitava maior resseguradora mundial, foi criada em 1993 e já fez aquisições de porte em sua história, como a resseguradora francesa SAFR e a Winterthur Re. Foi uma das poucas a divulgar elevação nos ganhos no primeiro trimestre desta ano, quando reportou aos acionistas lucro líquido de US$ 141 milhões, acima dos US$ 129 milhões do mesmo período do ano anterior. Em prêmios, divulgou ligeira queda, passando de US$ 1,4 bilhão para US$ 1,3 bilhão no período analisado. O índice combinado no trimestre apresentou melhora de cinco pontos percentuais, para 87%.

A Paris Re, que durante o ano de 2008 inteiro movimentou prêmios de US$ 1,4 bilhão e acumulou patrimônio de US$ 2,1 bilhões, é uma companhia mais jovem. Nasceu no auge da melhor épopa em termos de rentabilidasde e vendas do setor, em 2006, com a criação de um consórcio de investidores liderados pelo fundo Trident III, gerenciado pela Stone Point Capital, um fundo de priivate equity da corretora de seguros Marsh & McLennan.

No final da negociação, os ativos totais deverão superar US$ 23 bilhões, o número de funcionários passará a 1,4 mil, sendo 1 mil da Partner Re e 400 da Paris Re. Ambas tem autorização da Susep para operar no Brasil.

Segundo nota divulgada pela Partner Re, o CEO Patrick Thiele disse que esta é uma importante aquisição para o grupo e que vai trazer oportunidades aos clientes tanto em diversificação de produtos como ampliação da capacidade de resseguro. “Nossa forte presença no mercado, diversificação de risco, solidez de capital e escala proporcionara um balanço mais estável diante da volatilidade financeira dos mercados”.

Mais detalhes podem ser acessados no site www.partnerre.com

Allianz debate sustentabilidade com jornalistas

42-20916361O Impacto do mercado mundial de biocombustíveis na expansão da agricultura brasileira e suas consequências para as mudanças climáticas e a situação atual das emissões de gases de efeito estufa das oito maiores economias do mundo e dos cinco principais países emergentes, entre eles o Brasil serão os dois temas debatidos na 4ª edição do Fórum Internacional de Seguros para Jornalistas organizado pela Allianz Seguros.

As duas pesquisas que serão apresentadas no dia 15 de julho foram realizadas pela ong WWF. A pesquisa G8 Climate Scorecards 2009 revela as propostas do G8 para o clima, propiciando uma visão comparativa sobre as tendências nas emissões de CO2, as opções energéticas e as decisões políticas tomadas por esses países com relação às mudanças climáticas. Os Scorecards 2009 sobre o clima foram promovidos pelo Grupo Allianz, líder global em serviços financeiros, e o WWF.

Segundo nota da Allianz, pela relevância do Brasil nas questões climáticas, o estudo será apresentado pela primeira vez no país, sendo que internacionalmente virá a público na reunião de Cúpula do G8, em L’Aquila, na Itália, entre 8 e 10 de julho. Certamente o resultado dessa pesquisa será peça fundamental nas discussões da Conferência de Copenhague, em dezembro, que estabelecerá o novo tratado em substituição ao Protocolo de Quioto, diz a seguradoras.

O Fórum traz, ainda, uma explanação sobre o Crescimento, tendências e o novo cenário do seguro agrícola no Brasil, sob a ótica das incertezas atuais e futuras dos riscos climáticos. O engenheiro com MBA pela USP em Gestão de Riscos, Luiz Carlos Meleiro, superintendente de Agronegócios da Allianz Seguros, fará esta apresentação.

Pela ong WWF, Cássio Franco Moreira, doutor em agroecologia, engenheiro agrônomo e coordenador do programa de Agricultura e Meio Ambiente, apresentará a pesquisa de biocombustíveis. Karen Suassuna, mestre em Environmental Change and Management pela universidade de Oxford e analista sênior do programa de Mudanças Climáticas e Energia do WWF, explicará os resultados dos Scorecards 2009, tendo como foco o Brasil.

“Acreditamos que as questões a serem debatidas no Fórum são de extrema importância por apresentarem dados inéditos aos jornalistas que muito podem contribuir na realização de matérias que conscientizem empresas, governos, produtores rurais e a sociedade civil de que o único caminho possível a seguir é o do desenvolvimento sustentável”, diz Max Thierman, presidente da Allianz no Brasil, em nota.

Crise reduz vendas mundiais, mas AL avança

O volume mundial de prêmios recuou 2%, para US$ 4,27 trilhões em 2008, segundo estudo divulgado pela Swiss Re. A receita com seguro de vida e contribuições de previdência registrou queda de 3,5%, para US$ 2,5 trilhões. O recuo foi puxado pelos produtos individuais nos países industrializados. No segmento de ramos elementares, houve redução de 0,8% nos prêmios, para US$ 1,77 trilhão.

Os países emergentes seguiram uma rota inversa dos países industrializados. Os prêmios nos emergentes cresceram 11%, para US$ 513 bilhões, com destaque para o Brasil, cujos prêmios avançaram 8,4% em relação a 2007, dando ao país a 17º colocação no ranking mundial e a liderança na América Latina.

Segundo o estudo, a crise afetou fortemente o seguro de vida, principalmente no auge da crise, a partir de setembro de 2008, quando o mercado acionário começou a registrar fortes perdas com o anúncio de falência de grandes corporações, como o quarto maior banco dos EUA, o Lehman Brothers, e da maior seguradora do mundo naquele momento, a AIG. A insegurança dos mercados fez os seguros de vida nos países industrializados cair 5,3% para US$ 2,2 trilhões.

Em contraste, os mercados emergentes registraram crescimento acelerado em vida, com 14,6%. Segundo Daniel Staib, um dos autores do estudo, apesar do recuo dos preços das commodities, os países emergentes continuaram a ter um bom desempenho em suas economias.

Como resultado da crise financeira, o capital segurado no segmento vida recuou entre 30 a 40%, com algumas companhias chegando a 70%. Segundo Staib, isso mostra que as companhias não só assumem riscos, como também gerenciam riscos.

Em ramos elementares, a redução do prêmio se deu basicamente pela queda da demanda e pelas baixas taxas cobradas neste período caracterizado como “soft market”, diz o estudo. Enquanto o volume de prêmios de ramos elementares caiu 1,9% nos países industrializados, nos países emergentes o volume registrarou alta de 7,1%.

O cenário para 2009 continua vulnerável, com uma perspectiva de melhora pela redução da pressão nos mercados acionários. Em vida, a expectativa é de estabilidade, com os consumidores poupando mais com receio da crise, compensando assim os efeitos do desemprego e necessidade das pessoas em usar suas reservas financeiras.

Em ramos elementares, a projeção é de redução do volume segurado em razão da recessão econômica em diversos países. A necessidade de recompor capital poderá fazer as taxas do seguro subirem e assim compensar o volume de prêmios perdido com menos bens segurados.

O estudo completo pode ser acessado no link “estudo” neste blog ou no site www.swissre.com

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Cresce a demanda por seguro de entretenimento

juliana_santos_-_entretenimento_1Nada melhor do que uma perda para fazer a demanda pelo seguro aumentar. Neste mês o grande beneficiado é o seguro de entretenimento, que ganha a cada dia mais espaço no Brasil. Seja porque a Justiça tem determinado a conta do prejuízo causado a terceiros para as empresas, seja pelo Pais ter entrado na rota dos grandes astros internacionais. Estima-se que este segmento movimente algo próximo de R$ 25 milhões anuais em prêmios no Brasil e tem grande potencial nos próximos anos.

Neste mês, dois novos fatos devem estimular ainda mais a venda de seguros para eventos. O primeiro é a provável perda da produtora AEG Live, responsável pela turnê que seria realizada pelo ídolo da musica pop Michael Jackson, falecido de parada cardíaca na semana passada. Segundo a imprensa internacional, o seguro feito para apenas 10 dos 50 shows previstos cobria as despesas da produtora caso houvesse algum imprevisto com o ídolo pop e exclui doenças pré-existentes e overdose de medicação, dois dos motivos até agora mais comentados para a causa da morte de Michael Jackson.

A segunda razão para elevar a oferta de produtos e serviços neste segmento é a realização da Copa do Mundo em 2014, quando milhões de dólares em cobertura de responsabilidade civil deverão ser contratados por exigência da Fifa para indenizar danos a terceiros e também para proteger os organizadores de riscos com a não realização dos jogos.

Veja a seguir a entrevista com Juliana dos Santos (foto), responsável pela carteira de entretenimento da Chubb, uma das seguradoras mais atuantes neste segmento no Brasil.

Que tipo de coberturas os produtores brasileiros costumam contratar?
Os promotores do ramo de eventos costumam contratar cobertura de responsabilidade civil para indenizar terceiros, ou seja, o público, por dano material e corporal, podendo incluir até mesmo cobertura para os artistas. Uma tendência que vem aumentando é a contratação da cobertura de cancelamento, adiamento e interrupção de evento e musicais. Com relação a seguro de filmes, as coberturas mais solicitadas são: elenco, negativo, equipamento alugado, set, figurino, objeto de cena e RC.

Quais coberturas foram incorporadas nos últimos anos, modernizando este produto?
A Chubb lançou em abril de 2009 o Casamento Seguro. Nos Estados Unidos, esse tipo de apólice é um dos nichos que mais cresce, principalmente após o início da crise financeira. Por isso, a Chubb apostou nesse nicho de mercado, devido aos altos valores envolvidos na realização de um matrimônio e a grande quantidade de cerimônias realizadas. Os noivos podem contratar a cobertura via website (www.casamentoseguro.com.br) e por telefone.

Quais os desafios para este segmento crescer mais no Brasil?
Um grande desafio ainda é cultural, porque muitos organizadores de eventos e produtores de filmes ainda desconhecem a existência do produto. Ou às vezes imaginam que o custo é alto e, portanto, não contratam o seguro mesmo sabendo que imprevistos podem gerar grandes prejuízos.

A abertura do resseguro ajudou a ter produtos mais modernos e impulsionar as vendas?
Sim, mas vale lembrar que a seguradora já trabalha com clausulados internacionais e muito modernos desde a abertura do departamento no Brasil, em 2001.

Levando-se em conta os prêmios registrados na Susep, em RC de eventos, quais os nichos que poderíamos destacar como maiores (filmes, teatro, shows, eventos, jogos de futebol)?
O maior nicho é em RC de eventos, em seguida filmes e o terceiro maior é teatro e musicais.

O quanto esta área de entretenimento é importante para o grupo?
Essa é uma área de destaque para o grupo e vem demonstrando um forte crescimento nos últimos anos. No período de janeiro a maio de 2009, por exemplo, o crescimento foi de 48% com relação ao mesmo período de 2008.

Quais foram os últimos eventos segurados pela Chubb?
Entre os últimos eventos segurados pela Chubb que podemos citar temos o Festival internacional de gastronomia de Tiradentes; Musical My Fair Lady; Casa Cor São Paulo, Casa Cor Goiás e Casa Cor Paraná; Feira Intermodal; Comédia musical Gloriosa.

Como a Chubb se prepara para conquistar os seguros que serão gerados pela Copa de 2014?
Não podemos divulgar nada com relação à Copa de 2014.

Seguradoras dos EUA registram perda recorde*

42-17773336As seguradoras de ramos elementares dos Estados Unidos registraram perdas líquidas de US$ 1,3 bilhão no primeiro trimestre deste ano. No mesmo período do ano passado as companhias obtiveram lucro líquido de US$ 8,5 bilhões, segundo revela pesquisa divulgada por instituições, entre elas o Insurance Services Office (ISO) e o Insurance Information Institute (III).

Trata-se de pior resultado desde 1986, início da formação do banco de dados das entidades, que reúne informações das seguradoras privadas responsáveis por 96% do volume de vendas de ramos elementares. O volume de prêmios no período registrou queda de 3,6%, para US$ 106 bilhões, conseqüência do recuo da demanda e da redução no preço do seguro.

Segundo o estudo, este grupo de seguradoras divulgou perdas de US$ 16,4 bilhões no período, que não estão computadas nas contas de cálculo do lucro. Desta forma, o índice combinado superou 102,2% no primeiro trimestre deste ano, acima dos 99% do mesmo período do ano passado.

O patrimônio deste grupo de seguradoras foi reduzido em 15%, para US$ 438 bilhões no primeiro trimestre deste ano. Diante dos números, o ISS acredita que haverá uma recomposição de preços para que as companhias possam recompor seus patrimônios e adequar-se aos níveis de solvência exigidos pelos órgãos reguladores e agências de classificação de risco.

*matéria produzida com exclusividade para o site www.viverseguro.org.br, da CNSeg

Seguradoras têm prazo maior para portabilidade*

A portabilidade dos planos de previdência terá prazo de até dez dias para ser efetivada pelas seguradoras, e não mais quatro dias como determinava a regulamentação. A mudança começa a valer a partir de agosto assim que for aprovada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). O pedido foi feito pelas seguradoras, que argumentaram que o prazo anterior era insuficiente para a burocracia interna necessária para transferir os recursos.

Os investidores de planos de previdência privada aberta, com R$ 151 bilhões aplicados no primeiro quadrimestre deste ano, intensificaram o uso da portabilidade desde setembro de 2008, com o agravamento da crise. Tanto os que estavam insatisfeitos com a performance do seu plano como os que buscaram nos bancos federais um porto mais seguro descobriram a facilidade de transferir seus recursos usando a portabilidade de forma simples, sem custos e com a manutenção de incentivos fiscais.

Segundo Marco Antonio Rossi, vice-presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), as seguradoras processam uma média de 5 mil pedidos de portabilidade mensalmente entre os 12,2 milhões de planos existentes. Hoje, há pedidos de resgates que podem ultrapassar o prazo médio, o que causa transtorno entre clientes e seguradoras. “Todos estão empenhados em fazer a transferência em até dez dias.”

A agilidade na transferência, que no início chegava a demorar três meses, foi possível em razão da implementação, em maio de 2006, do Sistema para Intercâmbio de Documentos Eletrônicos (Side), uma iniciativa da então Associação Nacional de Previdência Privada (Anapp), atual Fenaprevi.

O sistema funciona como uma câmara de compensação para a portabilidade de planos de previdência aberta e registrou 152 mil de transferências entre abril de 2006 até maio deste ano, segundo dados da entidade. Em 2007, o Side registrou um volume financeiro de R$ 1,46 bilhão. No ano seguinte passou para R$ 2,1 bilhões.

Nos quatro meses deste ano, o volume já atinge R$ 870 milhões e a perspectiva é de que deva superar os valores registrados no ano passado em razão do momento conjuntural. À medida em que a rentabilidade começa a cair, o investidor passa a rever o seu portfólio. No Brasil, o assunto está ainda mais latente em razão da queda da taxa de juros, a Selic, tornando a velha e tradicional caderneta de poupança mais atraente do que muitas aplicações financeiras.

A portabilidade ocorre sem pagamento de multas ou impostos se a migração for feita dentro do prazo de carência. A legislação determina que a carência não pode ultrapassar 60 dias, prazo adotado pela maior parte das empresas do setor. Ou seja: os recursos devem ficar por pelo menos dois meses aplicados no mesmo administrador. A principal vantagem, que vale para todos os planos de previdência, é a manutenção do incentivo tributário.

O uso da portabilidade, segundo os executivos, tem se dado basicamente pela troca de contas dos clientes entre bancos, por mudança de emprego ou para centralizar as operações bancárias em uma única instituição e, assim, ganhar descontos nas tarifas. José Eduardo Vaz Guimarães, diretor de produtos e mercado da Brasilprev, informa que 45% dos clientes que usam a portabilidade buscam concentrar recursos em uma ou duas instituições. A busca por melhores taxas representa 35% da portabilidade registrada pela Brasilprev.

Edson Franco, diretor de previdência do Santander, não acredita num cenário de guerra de preços para conquistar o cliente de previdência. “O relacionamento de longo prazo conta pontos. A portabilidade é mais uma ferramenta de gestão entre as entidades do que um estímulo à redução de tarifas apenas pela concorrência, sem bases técnicas.”

A Icatu Hartford e a HSBC Seguros registraram considerável aumento no volume de portabilidade no quarto trimestre do ano passado, em razão do agravamento da crise. “Foi um período tumultuado para todo o mercado, mas que já retomou para níveis de normalidade neste ano”, diz Luciano Snel, diretor de produtos da Icatu. “Muitos clientes optaram por portar recursos para bancos federais”, acrescenta Edson Lara, do HSBC.

Na Bradesco Previdência e Vida o volume de portabilidade se manteve dentro da normalidade, diz Rossi. A Brasilprev foi beneficiada pela crise, também por contar pontos o fato de ter como um dos principais acionistas o Banco do Brasil. Segundo Guimarães, de cada R$ 1 que perde, traz R$ 3, segundo cálculos baseados no primeiro quadrimestre deste ano.

“É importante levar em consideração pontos técnicos antes de optar, para não perder vantagens que podem estar embutidas numa palavra complicada, como tábua atuarial”, alerta Snel. Ela é que vai determinar a taxa que será cobrada quando o patrimônio do fundo aberto for transformado em renda

*Matéria feita com exclusividade para o suplemento “Portabilidade”, veiculado no jornal Valor Econômico

Busca por melhores taxas estimulam portabilidade*

As instituições financeiras estão em busca de serviços que atendam a um perfil de consumidor diferente do passado, que depositava todas as fichas no relacionamento com o velho e bom gerente do banco.
Hoje, o relacionamento é praticamente virtual. O que conta pontos na hora da escolha são os históricos de desempenho de rentabilidade, os custos e informações transparentes para que o cliente possa avaliar a solidez da instituição frente à mais grave crise financeira do século.

Esse novo perfil de cliente traz mudanças significativas para as empresas. Segundo uma pesquisa realizada pela Mercer, uma das principais consultorias de previdência do mundo, 95% das pessoas sacam 100% dos recursos acumulados quando se aposentam. O que deixa subentendido que o dinheiro terá um uso imediato.

O maior índice de pessoas que portam os recursos previdenciários, no entanto, está na faixa etária de até 25 anos. “Isso prova que vem aí uma nova geração, diferente da anterior, que pouco teve acesso à educação financeira e por isso tem dificuldades de buscar e entender os produtos financeiros”, Carolina Wanderley, consultora da Mercer.

Yvo Prado, superintendente de produto da corretora Pamcary, 48 anos, faz parte de uma geração que cresceu sem educação financeira, mas que aprendeu a buscar informações para evitar as perdas registradas pela geração de seus pais. Comprou um plano de previdência para garantir um futuro melhor na aposentadoria. Optou por fazer a aplicação em um PGBL para ter o incentivo fiscal do abatimento de 12% da renda bruta na declaração completa do Imposto de Renda no Bradesco, onde centraliza sua rotina bancária.

Cinco anos depois da compra do plano, ao ler a edição da revista “Valor Invest” com o ranking dos fundos de previdência, percebeu que a sua poupança estava aplicada em um plano com apenas duas estrelas. “Quando comecei a analisar, vi que pagava taxas elevadas e ainda tinha uma rentabilidade menor do que a média”, conta. Foi até a agência para negociar com o gerente, com a revista em punho. “Ele me disse que era assim mesmo e não poderia mudar as características do produto.”

Os gerentes têm, efetivamente, pouca flexibilidade para negociar. O produto é aprovado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), o órgão regulador, e proíbe a mudança das características. “A taxa de administração não pode ser mudada, mas podemos negociar a taxa de carregamento”, explica Edson Lara, gerente de produtos do HSBC Seguros.

Prado decidiu ir ao Banco do Brasil para aplicar num plano da Brasilprev. “Nunca imaginei que fosse tão simples. Apenas assinei um papel que o gerente do banco me trouxe e recebo em casa um boleto que pago pela internet para fazer o aporte mensal. Se quiser fazer um depósito único, consultar saldos e taxas, acesso o portal na web”, conta.

*Matéria feita com exclusividade para o suplemento “Portabilidade” do jornal Valor Econômico