Os bancos do Canadá enfrentam um sério problema. O Canadá pretende proibir os grandes bancos de comercializar produtos de seguro em seus sites, segundo divulgaram hoje as agências internacionais. O ministro das Finanças do país, Jim Flaherty, informou que a alteração na regra será feita no início do próximo ano, segundo carta divulgada aos bancos. O mercado de seguros do Canadá movimenta US$ 108 bilhões.
Entre os maiores bancos do Canadá estão nomes como Royal Bank of Canada , Toronto Dominion Bank, Bank of Nova Scotia , Bank of Montreal e Canadian Imperial Bank of Commerce. Todos eles têm como objetivo aumentar as vendas de seguros, assim como no Brasil.
Trata-se de uma batalha liderada pelos corretores há muitos anos, pois com o avanço dos bancos na área de seguros os profissionais de vendas vem perdendo mercado nos últimos anos. A lei do Canadá proíbe a venda direta de seguros em filiais. Recentemente, no entanto, os bancos conseguiram autorização para vender seguro pela internet, segundo parecer de advogados dizendo que o site do banco não é considerado agência.
Os bancos se mostraram chocados com o anúncio do ministro da fazendo do Canadá e pretendem recorrer da medida, principalmente porque o negócio seguro se tornou importante fonte de rentabilidade para as instituições.
As perdas para a indústria de seguros do tufão Melor ocorrido no Japão estão estimadas entre US$ 850 milhões e US$ 1,5 bilhão, segundo a AIR, empresa americana especializada em riscos de catástrofes.
Segundo as agências, pelo menos duas pessoas morreram e outras 32 ficaram feridas no tufão que obrigou mais de 11 mil pessoas a deixar as suas casas na ilha de Honshu, a maior do Japão. Os pedidos de indenização virão de perdas de segurados com destelhamento de imóveis e perda de conteúdo, em infraestrutura, com a destruição de pontes, e lucro cessante, com a paralisação de atividades consequente do corte de energia.
No Japão, as construções são adaptadas as catástrofes naturais freqüentes no país, o que ajuda a reduzir os estragos gerados com tufões e terremotos.
A parceria entre o Banco do Brasil e a Mapfre, anunciada hoje, vai além das áreas de ramos elementares, onde estão incluídos os seguros de carro, residência e empresas. Contempla também o seguro rural, o microsseguros, grandes riscos, seguro habitacional e o seguro de vida, incluindo o prestamista, que tradicionalmente garante o pagamento de dívidas de empréstimos em caso de morte, invalidez e desemprego. Vale lembrar que a carteira de crédito do BB é a maior do País, com mais de R$ 250 bilhões em junho destes ano.
Em pouco tempo o BB quer estender a parceria com o grupo espanhol para a América Latina, África, Estados Unidos e Europa. “A nova área de seguros acompanhará o banco em seu processo de internacionalização”, o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine (foto), durante a coletiva de imprensa realizada em São Paulo.
Segundo o executivo do BB, o objetivo é ter menos sócios na área de seguros para assim poder avançar na conquista de 25% do mercado total de seguros em 2012, diante dos 10% que alega deter hoje, considerando seguros gerais, vida, saúde, previdência e capitalização. Por enquanto, efetivamente as ações tomadas são na oferta para comprar a participação da SulAmérica na Brasilveículos e na assinatura do protocolo de intenções com a Mapfre.
As parcerias nas áreas de saúde, capitalização e previdência ainda estão sendo discutidas. O BB e a Mapfre serão os controladores da holding BB Seguros, criada em setembro, que absorverá também a holdidng Aliança do Brasil, que em 2008 se tornou 100% controlada pelo BB. A BB Seguros, por sua vez, controlará a Brasilprev, a Brasilveículos, a Brasilcap, Brasilsaúde e Mapfre Nossa Caixa.
De acordo com Bendine, em 60 dias o processo de estruturação da nova companhia estará finalizado, devendo o BB ter uma participação minoritária, como algo nos moldes de 49% e 51%. “Não seremos sócios de parceiros que concorram com o BB”, afirmou Bendine. A Principal, atual parceira do BB em previdência, abriu uma asset no Brasil em 2007. A Icatu tem parceria com outros bancos em capitalização. A SulAmérica opera com outros 20 bancos. Fica a impressão que todos os sócios serão alterados e a saúde, um problema mundial que desagrada governos, empresas e consumidores, será um caso a parte para ser resolvido.
Segundo ele, a escolha da Mapfre se deu pela similaridade da cultura das organizações e também pela estratégia internacional de ambas. “Estamos em processo de espera da aprovação para a abertura de um banco de varejo nos Estados Unidos e temos mais de 150 mil clientes no Japão”, reforçou Bendine. A Mapfre, por sua vez, tem apresentado um crescimento acelerado nas operações internacionais. Nos EUA, por exemplo, comprou recentemente uma operação de seguro de carro.
“Nosso objetivo é atender a todas as necessidades dos brasileiros em seguros”, disse Antonio Cássio dos Santos, presidente da Mapfre no Brasil, que tem grande participação na implementação do microsseguros no Brasil. “Queremos levar proteção para todas as camadas da população, principalmente para a camada de menor renda.
Outro ponto destacado na coletiva de imprensa foi o seguro rural. “O agronegócio está na essência do Banco do Brasil e esta parceria visa ampliar ainda mais a atuação do banco neste segmento”, comentou Bendine. Cássio dos Santos reforçou: “A Aliança do Brasil (seguradora do BB) é a maior em vendas de seguro rural e a Mapfre a segunda maior, o que nos dará grande poder de competição neste ramo, principalmente porque a origem do grupo espanhol Mapfre vem da área agrícola”.
A nova empresa que será formada pelo Banco do Brasil (BB) e pela Mapfre assumirá a liderança no ranking de faturamento nos segmentos de ramos elementares e vida caso a parceria anunciada seja aprovada pelos órgãos reguladores. Sem nome ainda definido – BB Mapfre é bom para o Brasil, mas na parceria internacional o nome Mapfre é mais conhecido –, o grupo BB Mapfre totaliza prêmios de R$ 4,9 bilhões entre janeiro e agosto deste ano sem considerar previdência e saúde, de acordo com dados apresentados durante a coletiva de imprensa em São Paulo.
Em segundo lugar neste mesmo ranking vem a Porto Seguro Itaú Unibanco Participações (Psiupar), cuja operação está prevista para ser aprovada somente em 2010, com prêmios de R$ 4,1 bilhões. O Bradesco vem em terceiro, com R$ 3,7 bilhões.
No ramo de automóvel, a Psiupar, controlada pela Porto Seguro, mantém a liderança absoluta, com prêmios de R$ 3,6 bilhões no acumulado do ano até agosto. BB Mapfre vem em seguida com R$ 1,8 bilhão. Bradesco passa a ser a terceira, com R$ 1,75 bilhão e SulAmérica a quarta, com R$ 1 bilhão.
Em seguro de vida, a BB Mapfre também mantém a liderança, com R$ 1,8 bilhão, seguida pela Itaú Unibanco com R$ 1,4 bilhão, e Bradesco, com R$ 1,4 bilhão. Em seguro rural a nova empresa detém a liderança disparada, com R$ 369 milhões dos R$ 526 milhões em prêmios gerados no setor até agosto.
O Brasil se tornou um porto seguro para os investidores estrangeiros neste período que já é chamado de pós-crise. Principalmente para os espanhóis, que enfrentam desemprego na casa dos 20% e retração do PIB estimada em 3,2% para este ano. Um cenário devastador para a indústria de seguros local. Tanto que as operações internacionais puxaram a rentabilidade do grupo. Enquanto no primeiro semestre do ano o lucro proveniente da Espanha caiu 10%, para US$ 530 milhões, as operações internacionais cresceram 32%, para US$ 273 milhões.
Ciente disto, o grupo Mapfre, o maior grupo de seguros da Espanha, com US$ 26 bilhões em faturamento nos 45 países onde atua, corre para aumentar suas fichas na América Latina e outros países emergentes. Se a negociação com o Banco do Brasil anunciada hoje for aprovada pelos órgãos reguladores, alterará de forma significativamente a indútria brasileira.
Segundo dados apresentados pelas empresas em coletiva de imprensa, com a aliança estratégica será criada a seguradora líder no segmento vida, com R$ 1,806 bilhão em prêmios, e a segunda maior seguradora de risco do país, com 16% de participação do mercado, envolvendo R$ 4 bilhões de prêmios ganhos nos sete primeiros meses de 2009.
Em automóvel, a nova empresa é superada agora apenas pela Porto, considerando a associação com o Itaú Unibanco. Porto fica com R$ 3,6 bilhões em prêmios e Mapfre BB com R$ 1,8 bilhão em prêmios no acumulado do ano até agosto.
A grande cartada foi em 2005, quando associou-se à Nossa Caixa. Um contrato de 20 anos. Na época, seus concorrentes acreditavam ser loucura pagar ágio de 46,6% no leilão, desembolsando R$ 225 milhões ao banco paulista, uma vez que era certa a consolidação do mercado bancário brasileiro. A maioria acreditava que a parceria seria rompida quando alguém engolisse o banco oficial paulista. Assim como aconteceu com a Tokio, quando a Real foi comprada pelo Santander ou outros tantas negociações com este mesmo fim.
Mas esta compra foi um dos mais certeiros de Antonio Cássio dos Santos (foto), presidente da Mapfre. Por fazer um contrato bem estruturado, amarrou a Mapfre a Nossa Caixa ou a um eventual comprador. A senha de saída é uma mala com milhões de dólares – algo estimado em R$ 5 bilhões para ficar com 51% da Mapfre Nossa Caixa, acertados com o governo paulista. Um valor difícil para um banco oficial conseguir levantar com rapidez. Para sua sorte, a Nossa Caixa foi parar nas mãos do maior banco do País, o Banco do Brasil, com um canal de distribuição com 12,5 mil pontos de atendimento, sendo 3.155 agências.
Não bastasse a força de vendas, a Mapfre tem ainda o apetite do banco oficial para ser o maior do segmento de seguros. A Itaú, por exemplo, por anos teve uma participação mediocre no mercado de seguros porque os controladores do banco não deixavam a seguradora explorar com eficiência a base de clientes. Ou seja, de nada adianta ter o canal e não poder usá-lo.
O que no caso BB e Mapfre está descartado. Pelo contrário. A parceria visa até mesmo romper as fronteiras, segundo disse o presidente do Banco do Brasil na coletiva. “A parceria com a Mapfre acompanhará o processo de internacionalização do Banco na África, Estados Unidos e também Europa”.
Eis a parceria perfeita. O que todos querem ver é a operacionalização. A Mapfre ainda concilia seus programas operacionais, dizem os concorrentes. O que eles desconhecem é que mundialmente o grupo investiu pesado em tecnologia e já é dono de um know how de primeira linha em venda cruzada.
O Banco do Brasil, como todo banco estatal, tem suas deficiências no que se refere a agilidade de tomar uma atitude como investimento e compras de equipamentos. Ainda mais agora, com o processo de consolidação da Nossa Caixa. No entanto, foi bem assessorado e aconselhado a manter o controle da nova empresa de forma privada e assim garantir agilidade em processos decisivos, sem precisar de licitações ou outras pesadas burocracias.
Podemos enfrentar um período de turbulência inicial, típico de uma negociação de tamanho porte. Ainda mais tendo o Banco do Brasil a antipatia dos corretores de seguros. Mas isto trará uma mudança enorme para o mercado de seguros, não só no Brasil como na América Latina, onde a Mapfre está presente há 25 anos.
Veja a seguir a integra do fato relevante da SulAmérica enviado hoje à CVM.
Em atendimento ao disposto no artigo 157, §4º, da Lei nº 6.404/76, e na Instrução CVM nº 358/02, a Sul América S.A. (“Companhia ou SulAmérica”) comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral que, nesta data, recebeu carta do Banco do Brasil S.A. (em conjunto com sua controlada BB – Banco de Investimento S.A., “Banco do Brasil”), em que este manifesta interesse em adquirir a totalidade da participação detida por controlada da Companhia na Brasilveículos Companhia de Seguros (“Brasilveículos”), representativa de 60% do capital social votante e 30% do capital social total.
Caso as tratativas evoluam, eventual negócio envolvendo a Brasilveículos será oportunamente submetido aos competentes órgãos de administração da SulAmérica, sendo que qualquer acordo depende ainda de negociações entre as partes e das aprovações societárias e regulatórias pertinentes, não havendo, por enquanto, qualquer proposta de preço, pré-contrato, compromisso ou garantia quanto à sua realização.
A Brasilveículos representou, em 2008, 13,5% da receita consolidada da SulAmérica e 3,7% de seu lucro líquido recorrente, considerada a participação acionária da controlada da Companhia. O eventual término da associação da SulAmérica com o Banco do Brasil no segmento de seguro de automóveis em nada modificará os demais negócios e atividades da Companhia e de suas controladas, seja no próprio segmento de seguros de automóveis, seja nos demais ramos elementares em que atua, ou, ainda, nos negócios de seguro saúde, seguro de vida, previdência e gestão de ativos.
Com respeito à Brasilsaúde Companhia de Seguros, na qual a SulAmérica, por meio de sociedade controlada, detém participação de 50,05% do capital total e votante, SulAmérica e Banco do Brasil manifestaram interesse recíproco em rever o seu modelo de negócios e a sua estrutura acionária.
Por fim, a Companhia esclarece que, nos termos da Instrução CVM nº 358/02, informará os seus acionistas e o mercado em geral caso venha a ocorrer qualquer ato ou fato relevante em seus negócios em decorrência das informações aqui divulgadas.
Rio de Janeiro, 06 de outubro de 2009.
Arthur Farme d’Amoed Neto
Diretor de Relações com Investidores
O Banco do Brasil divulgou há pouco fato relevante onde informa sobre um acordo de intenções com o grupo segurador Mapfre, o maior da Espanha. Se concretizada, a aliança estratégica será criada a seguradora líder no segmento vida e a segunda maior seguradora de risco do país, com 16% de participação do mercado, envolvendo R$ 4 bilhões de prêmios ganhos nos sete primeiros meses de 2009, informa o comunicado. Veja a íntegra:
FATO RELEVANTE
Em conformidade com o § 4º, do artigo 157, da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976,
e com a Instrução CVM nº 358, de 03 de janeiro de 2002, o Banco do Brasil S.A. (“BB”)
comunica que:
1) Promoveu uma reorganização societária (“Reorganização”) que consiste (i) na
constituição de duas subsidiárias integrais – BB Seguros Participações S.A. (“BB
Seguros”) e BB Aliança Participações S.A. (“BB Aliança”) –, empresas não
financeiras, ambas diretamente ligadas ao BB; e, ainda, (ii) na cisão parcial, com
vigência a partir de 30 de setembro de 2009, de sua subsidiária integral BB Banco
de Investimento S.A. (“BB BI”) seguida de versão do acervo cindido para a BB
Seguros e para a BB Aliança.
2) Em decorrência da Reorganização:
a) a BB Seguros passa a deter as seguintes participações:
Brasilprev Seguros e Previdência – 49,99% do capital total
Brasilveículos Companhia de Seguros 70% do capital total
Brasilcap Capitalizações S.A. 49,99% do capital total
Brasilsaúde Companhia de Seguros 49,92% do capital total
b) a BB Aliança será a proprietária de 100% das ações da Cia. de Seguros
Aliança do Brasil.
3) Além disso, o BB protocolizou junto à Sul América S.A. (“SulAmerica”), nesta data,
Carta de Intenção, sem efeito vinculante, manifestando seu interesse em adquirir,
por meio da BB Seguros, a totalidade das ações detidas pela SulAmerica na
Brasilveículos, representativas de 60% das ações ordinárias e 30% do capital total.
No que concerne à empresa Brasilsaúde, o BB e a SulAmerica manifestaram
interesse em rever seu modelo de negócios e sua estrutura societária.
4) Adicionalmente, o Banco do Brasil e o Grupo Segurador Espanhol MAPFRE
(“MAPFRE”) firmaram, nesta data, Protocolo de Intenções, com o objetivo de
formar aliança estratégica para o desenvolvimento, no mercado brasileiro, dos
negócios de seguros de riscos, nos segmentos de pessoas, ramos elementares e
automóveis, aliança essa que se beneficiará das estruturas e capacidades
existentes do BB e da MAPFRE.
Se concretizada, a aliança estratégica criará a seguradora líder no segmento vida e
a segunda maior seguradora de risco do país, com 16% de participação do
mercado, envolvendo R$ 4 bilhões de prêmios ganhos nos sete primeiros meses
de 2009.
5) A MAPFRE é o maior grupo segurador espanhol e está presente em 45 países, em
especial nos mercados de seguros, resseguros e assistência da América Latina,
onde ocupa a primeira posição no negócio não vida. A MAPFRE conta com mais
de 34 mil empregados e 13 milhões de clientes em todo o mundo. No primeiro
semestre de 2009, obteve lucro líquido superior a 530 milhões de euros e
faturamento acima de 10 bilhões de euros.
6) Todos os atos acima mencionados estarão sujeitos à prévia análise e aprovação
dos respectivos órgãos reguladores, supervisores e fiscalizadores.
7) Fatos adicionais, julgados relevantes, serão prontamente divulgados ao mercado
de acordo com a evolução das negociações.
Brasília (DF), 06 de outubro de 2009.
Ivan de Souza Monteiro
Vice-presidente de Finanças Mercado de Capitais e Relações com Investidores
Hoje a indústria de seguros será pauta de todos os meios de comunicação. O presidente do Banco do Brasil dará entrevista para anunciar a parceria na área de seguros. O jornal Estado de São Paulo antecipa que a Mapfre foi escolhida em automóvel. A Folha afirma que foi a SulAmérica. O Valor e o Globo apontam tendência para a SulAmérica. Segundo minhas fontes, a Mapfre é a certa. As 9h30 será enviado um fato relevante para a CVM. A coletiva será as 11 horas da manhã e a partir das 11h05 a história verdadeira estará na web.
A aposta no corretor de seguros promete movimentar o 16º Congresso dos Corretores de Seguros que será promovido de 9 a 11 de outubro, em Florianópolis, capital do estado que vem sofrendo com os eventos climáticos nos últimos meses. O evento conseguiu vender praticamente todos os estandes da XV Exposeg, feira realizada juntamente com as palestras que visam discutir o novo cenário da indústria de seguros com a consolidação de seguradoras.
Entre as seguradoras que preparam surpresas aos corretores estão Liberty, Generali, Mapfre, Bradesco, SulAmerica, Tokio Marine entre outras. “Estamos sempre presentes nos maiores e mais importantes eventos do setor. Nosso objetivo é estreitar cada vez mais o relacionamento com os corretores e, consequentemente, oferecer os melhores produtos para nossos clientes”, comenta o presidente Luis Maurette em nota divulgada à imprensa.
O grupo Liberty apresentará sua nova campanha de vendas no evento. Segundo a seguradora, a ação tem como objetivo reconhecer os corretores que tiverem o melhor desempenho de vendas durante um determinado período em praticamente todos os produtos comercializados, como automóvel, vida, empresa, residência e affinity.
“A campanha de incentivo é uma oportunidade para estimular nossos corretores a manter a qualidade nas vendas e no atendimento aos nossos clientes”, reforça Matias Ávila, vice-presidente de produção da Liberty na nota. “Os prêmios serão revelados apenas durante a Exposeg. Será uma grande surpresa para todos”, garante o executivo.
Para o estande, o grupo preparou uma programação completa com diversas atividades, entre elas ações promocionais e um jogo interativo. Trata-se um simulador de corrida 3-D, no qual os participantes que alcançarem os melhores tempos diários na corrida virtual serão premiados. No primeiro dia, o melhor “piloto” ganhará um netbook Dell (mini notebook com tela de 8,9 polegadas). No segundo dia, o prêmio é um iPhone e, no último, um Playstation 3.
A Mapfre Seguros destacará uma equipe especial para atender aos profissionais corretores que visitarem seus estandes. Segundo nota do grupo, o objetivo é oferecer atenção total aos presentes, repassando a eles os conceitos de inovação adotados pela empresa como diferencial na conquista e fidelização dos consumidores. A preocupação com a qualidade no atendimento poderá ser vista logo na chegada dos visitantes, que serão recepcionados no estacionamento que será personalizado pela Mapfre.
De acordo com o presidente da Mapfre Seguros, Antonio Cássio dos Santos, a empresa vai aproveitar o evento para transmitir sua expertise aos corretores, ajudando-os no competitivo mercado segurador. “Queremos estender aos nossos parceiros de negócio os conceitos de inovação e qualidade como fator diferencial para a expansão de seus resultados junto ao público consumidor”, diz na nota.
A Generali Brasil Seguros também estará lá. No estande da seguradora italiana os corretores poderão conferir a linha de seguros e serviços que a companhia oferece, como o Generali Empresa e o Generali Residência, ambos recentemente reformulados, bem como se informar sobre a Campanha Primavera Premiada, que se estenderá até 31 de dezembro.
*matéria feita com exclusividade para a Revista Apólice – Setembro/2009
E agora, como fica o mercado de seguro de carro? Esta tem sido uma das perguntas mais pronunciadas desde o dia 24 de agosto, quando Porto Seguro e Itaú Unibanco anunciaram a criação da Porto Seguro Itaú Unibanco Participações (Psiupar), dona de 28% das vendas de seguros de carro no Brasil, com prêmios de R$ 2,2 bilhões no primeiro semestre deste ano.
O bom nesta história é poder trazer notícias boas aos leitores, que muitas vezes se queixam que a imprensa só divulga fatos negativos. “Todos ganharam com a Psiupar. Corretores, mercado e consumidores”, diz Leôncio Arruda, presidente do Sindicato dos Corretores de São Paulo (Sincor-SP). “Fico feliz de um conglomerado enorme do tamanho do Itaú Unibanco ter a política da Porto Seguro, que ficou no controle da operação de seguros de carro e de residência.”
Outro lado positivo citado por Arruda nesta negociação foi o Bradesco permanecer como uma opção a todos. “Foi uma vitória para todos nós que o Bradesco não negociou com a Porto Seguro. Se isto tivesse acontecido, sairia do mercado e todos nós perderíamos uma das poucas opções entre as boas seguradoras”, acrescentou Arruda.
Segundo comentou o presidente do Sincor-RS, Celso Marini, a preocupação com a associação entre Itaú Unibanco Seguros e Porto Seguros vem da redução do número de seguradoras no Brasil. “Por outro lado, temos o prenúncio de uma companhia muito forte, com grandes reservas técnicas e uma carteira operacional gigantesca. Em relação aos corretores de seguros, fica a esperança de que a nova companhia mantenha e amplie a política de parceria com nossa categoria”.
A consolidação é uma tendência neste mercado, com margens de ganho apertadas. “Ainda mais agora com a queda da taxa de juros, que proporcionava boa parte dos ganhos na carteira, a escala é uma questão de sobrevivência para manter a rentabilidade neste segmento”, diz o consultor Roberto Castiglione.
Hoje, as dez maiores seguradoras de automóvel do País detém 91% das vendas. Segundo dados da consultoria Siscorp, os prêmios de seguro de carro somaram R$ 8 bilhões no primeiro semestre, sem considerar o DPVAT. Desse valor, a Psiupar tem 29%, seguida pela Bradesco (13%), SulAmérica (12%), Liberty (8% ), Mapfre ( 8%), HDI (6% ), Allianz (6%), Brasilveículos, parceria entre Banco do Brasil e SulAmérica (5%) e Tokio Marine (4%). ”Ficou mais apertado para os que disputam o setor. A liderança está em quem negocia através do corretor de seguros, como Porto Seguro e Bradesco. O BB é outro que promete ter o corretor como parceiro. Vamos ver”, comenta Leôncio Arruda.
Segundo Farid Eid , diretor da Alfa Seguradora, a recente associação gerou de fato uma grande empresa do setor, com o expertise da Porto mais o grande balcão do Itaú Unibanco a sua disposição para fazer o que bem entender. “Mas nós acreditamos que as seguradoras de pequeno e médio porte, assim como a Alfa, sofrerão menos o impacto, se comparadas aos grandes players, por estarem firmes na operação com alguns corretores de seguros e principalmente por terem escolhido nichos específicos de mercado”.
Na busca por escala, o Brasil registrou várias negociações nos últimos meses. Liberty com Indiana, Yasuda com Marítima, Zurich com Minas Brasil. Para tornar o cenário ainda mais desafiador, outras tantas negociações estão em andamento, como a Tokio negociando com o Santander e o Banco do Brasil que vem com força total.
O maior banco do Brasil, controlado pelo governo, promete para o mês de setembro um “terremoto” na indústria de seguros com a divulgação que pretender fazer sobre as parcerias que desenha há quase dois anos para ganhar a liderança do mercado. Oficialmente, executivos do BB confirmam que há conversas com SulAmérica e Mapfre, mas levantam a dúvida sobre outros interessados envolvidos na engenharia financeira conduzida pelo UBS Pactual.
Apesar de ter uma participação insignificante em automóvel, o BB, assim como a Caixa Econômica Federal, outro grande player, deverão trazer mudanças significativas no seguro de carro em razão da mudança de estratégia do banco. Até antes da crise financeira, a Caixa focavam suas atividades em áreas sociais do governo, como habitação, e o BB ensaiava entrar no financiamento de carros. Mas com a crise financeira, ambos passaram a comprar carteiras de bancos médios que enfrentavam dificuldades, reforçando a área de crédito para a compra de veículos.
Em agosto, a Caixa lançou uma forte campanha de financiamento de carros em concessionárias no interior de São Paulo. A curiosidade é quem será a parceira da Caixa em seguro de carro, até pouco tempo atrás uma operação pequena no banco oficial. E falando em carros novos, vale lembrar que o Itaú Unibanco tem a maior carteira de crédito para veículos do Brasil, com quase R$ 50 bilhões no final de junho deste ano.
Por isso, quem imaginava que a concorrência na venda de seguro de carro estava em seu pico máximo, vai se surpreender daqui para frente. “Acredito que perderei noites de sono para dar o lucro que o Itaú espera desta negociação”, comentou Jayme Garfinkel, presidente da Porto Seguro. Esta frase sinaliza que a briga será intensa, uma vez que o ganho da negociação já é certo.
Além de conquistar uma carteira de bom tamanho, Jayme Garfinkel ainda ganhou uma rede de distribuição de mais de 4,5 mil pontos, tem a confiança dos corretores e a perspectiva de internacionalização junto com os planos do Itaú. Além disso, a negociação agregou valor para as ações, uma vez que a expectativa de ganhos de sinergia, pelo mercado, seja em receita ou despesa, supera R$ 404 milhões. Se Roberto Setubal, presidente do Itaú Unibanco, quer mais do que isso, a pressão por custos e gestão na carteira de automóvel será maior do que qualquer um previu até agora.
Para o consultor Flávio Faggion, diretor presidente da Siscorp, especializada em seguro, os efeitos práticos da associação demorarão um pouco para ser sentidos pelos corretores e consumidores. Vale lembrar que a operação ainda tem de ser aprovada pelos órgãos reguladores. A previsão é de que isto aconteça ainda neste ano para que a Psiupar possa iniciar 2010 em plena operação.
“A Porto terá que pensar numa estratégia de preços dos seguros vendidos pelos corretores e aqueles vendidos nas agências do Itaú. Acredito que vai haver certa homogeneização”, diz Faggion. Segundo ele, os concorrentes ficarão muito atentos no comportamento da Porto e é muito provável que as seguradoras tomem atitudes mais agressivas do que vem fazendo até hoje. “Se esses movimentos forem na linha de redução de preço, estratégia sem grandes expectativas, poderá representar algum aumento do tamanho do mercado, mas mesmo assim não muito significativo.”
Outra boa notícia para os corretores. Apenas um terço da frota brasileira de veículos está segurada. Há muitos consumidores para serem conquistados. Ainda mais se levarmos em conta o potencial de venda de carros no Brasil. O mercado brasileiro possui 7,4 habitantes para cada veículo em circulação, enquanto o México tem 4,1 habitantes e a Argentina, 4,8. Um mercado e tanto.
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