Allianz busca cliente no futebol das redes sociais

allianz-futA Allianz Seguros passa a focar a mídia digital para reforçar a imagem do grupo. A novidade desta vez é o patrocínio do game Bola Social Soccer, inédito no Brasil e que pode ser acessado pelo Facebook e em breve pelo Orkut. Segundo Ariane Landim, executiva de marketing do grupo, o futebol é uma plataforma importante para a companhia e tem sido usado para reforçar a marca junto ao mercado.

“Já temos uma estreita ligação com o tema por meio do Allianz Arena, na Alemanha, e da parceria com o Bayern de Munique. Localmente, atuamos por meio de patrocínios às transmissões da Copa do Mundo de 2010 e do campeonato europeu. O game Bola reforça e complementa essa estratégia”, comenta em nota divulgada.

Segundo dados da 21ª edição da pesquisa Internet Pop do Ibope Media, divulgada em 13 de janeiro, o internauta brasileiro tem a maior média de tempo na internet, comparada a de outros países (Estados Unidos, Reino Unido, França e Japão), já que passa 71 horas por mês navegando, principalmente em redes sociais.

O objetivo é impactar, em 6 meses, mais de 1 milhão de pessoas que fazem parte do target da companhia. O Facebook conta com cerca de 3 milhões e 400 mil usuários no Brasil, sendo que aproximadamente 68% deles têm mais de 25 anos. Já no caso do Orkut, essa faixa etária corresponde a 66% dos aproximadamente 25 milhões de participantes no país.

Trata-se de um jogo de futebol online que é disputado em redes sociais. Lançado inicialmente no Facebook, o game também estará disponível no Orkut em breve. Como uma das patrocinadoras, a Allianz Seguros terá sua marca exposta nas camisas do time e nas placas dos estádios virtuais. Além disso, há uma réplica do estádio Allianz Arena, onde os torneios podem ser realizados.

O jogador pode agir como se fosse o dirigente de seu clube. À medida que seu time vence as partidas, ele passa a acumular Bollars, a moeda virtual do game, o que lhe dá o direito de investir. O dinheiro ganho pode ser aplicado em melhorias no estádio, na contratação de técnico ou na compra de atletas.

Por se tratar de uma rede global, o usuário consegue jogar contra pessoas de qualquer lugar do mundo. Até o início da Copa do Mundo, o Bola vai ganhar novas ferramentas para incrementar ainda mais a diversão. Para jogar, basta ser cadastrado no Facebook e entrar no aplicativo http://apps.facebook.com/bolasocialsoccer/. O jogo é auto-explicativo.

Lucro da Mapfre cresce 3% e faturamento 6,3%

mapfre1O grupo Mapfre, maior seguradora da Espanha, encerrou 2009 com lucro líquido de 926,8 milhões de euros, aumento de quase 3% com relação ao ano anterior. O resultado ajudou a reduzir a dívida em mais de 980 milhões de euros e incrementar o patrimônio líquido em mais de 1,37 bilhão de euros (24,1%), segundo comunicado do grupo.

O presidente da Mapfre, José Manuel Martínez, destacou as parcerias realizadas pelo grupo, como a com o Banco do Brasil, com o Grupo Mundial no Panamá e com o Finibanco Vida em Portugal. “Estas parcerias impulsionaram nosso crescimento internacional”, comenta na nota.

O faturamento registrou incremento de 6,3%, para 18,8 bilhões de euros, sendo os prêmios de seguro e de resseguro responsáveis por 15,6 bilhões de euros, crescimento de 9,1%. Mais da metade deste valor foi produzido na Espanha, com prêmios totais de 8,1 bilhões de euros.

As operações internacionais contribuíram com 51% dos prêmios e 34% do lucro. Segundo dados do balanço, os prêmios evoluíram 22,8%, para 8,35 bilhões de euros. A Mapfre América registrou incremento de 19,3% nos prêmios, para 4,3 bilhões de euros, com destaque para Brasil, Venezuela e Argentina. Na América Latina, a Mapfre fortaleceu sua liderança em seguros de ramos elementares, com uma fatia de mercado de 6,9%, e melhorou sua posição no segmento de vida.

Os prêmios da Mapfre Internacional, que engloba Estados Unidos, Portugal, Turquia e Filipinas, alcançaram 1,64 bilhão de euros, com um incremento de 46,6%.

Em resseguros, o grupo movimentou prêmios de 2,05 bilhões de euros, com um incremento de 15,5%, o que consolida a entidade entre os vinte maiores grupos resseguradores do mundo. O faturamento das operações de Assistência cresceu 13,6%, para 483,8 milhões de euros.

No fechamento de 2009 os ativos totais administrados pelo Grupo aproximavam-se dos 43,10 bilhões de euros, 3,4% a mais que em 2008; e o patrimônio administrado superava os 49,57 bilhões, com um incremento de 3,8%.

Durante 2009, a Mapfre realizou uma reorganização do negócio de empresas, dividindo-o em Mapfre Empresas, destinado à cobertura de riscos e prestação de serviços no mercado espanhol, e Mapfre Global Risks, unidade integrada na divisão de seguro direto internacional, que concorrerá mundialmente na cobertura dos programas internacionais de seguros de clientes multinacionais e de outros riscos considerados globais, como aviação, energia e marítimos. “Esta reorganização é um passo a mais na aposta da Mapfre pela globalidade e pela orientação ao cliente”, informa o comunicado.

Cooper Gay prevê ano desafiador para resseguro

42-18369667A recuperação geral dos mercados de investimento globais e a ausência de grandes catástrofes que contavam com seguros fizeram de 2009 um ano muito lucrativo para a indústria de resseguros. Segundo relatório divulgado pela corretora de resseguros Cooper Gay, a expectativa para 2010 já não é tão promissora quanto o resultado do ano passado.

De acordo com o estudo, enquanto as seguradoras enfrentaram sérios desafios em manter o faturamento dentro de um cenário de economia em recessão, o setor de resseguros se beneficiou por 2009 ser um ano de baixo volume de pedidos de indenizações causadas por catástrofes naturais. Além disso, as emissões de cat bonds tiveram uma significativa melhora no ano passado, com 19 emissões que totalizaram US$ 3,5 bilhões.

Seymour Matthews, presidente do resseguro da Cooper Gay, disse que 2010 já foi abalado pela terrível perda de vidas no Haiti, embora o impacto financeiro não deverá afetar os preços. No entanto, é provável um aumento na atividade do furacão em 2010, acima da média de anos anteriores.

Caixa lança apólice para eventos com cobertura para prejuizos causados pelas chuvas

images2Prevenir-se dos prejuízos trazidos pela chuva está na moda. E há todo tipo de prejuízo, inclusive de eventos que não se realizam em razão das chuvas. Pensando nisso, a Caixa Seguros lança um seguro para organizadores, promotores e patrocinadores de todo o país. Segundo nota do grupo, a apólice foi desenhada para eventos de grande porte, com coberturas para uma série de imprevistos capazes de comprometer o projeto e gerar prejuízos aos empresários.

A idéia de criar um seguro específico para eventos surgiu no ano passado, quando a seguradora cobriu os riscos dos 20 shows do projeto “Eu Faço Cultura”. O espetáculo integrou o calendário do Ano da França no Brasil e passou por 33 cidades brasileiras, divertindo um público estimado de 80 mil pessoas.

“Apresentamos uma solução que garantisse não só todo o processo de organização dos shows, como também a proteção das pessoas presentes no evento, destaca o diretor de riscos diversos da Caixa, Alexandre Batista, na nota. “Agora, com os eventos que serão gerados a partir da Copa do Mundo e das Olimpíadas, que o Brasil sediará em breve, chegou a hora de apresentarmos este seguro para todo o mercado”, complementa.

Dois dos principais riscos cobertos pelo seguro são o não comparecimento do artista ou o cancelamento de um show. Nestes casos, a seguradora arca com as despesas provenientes de um eventual adiamento, interrupção ou, até mesmo, o cancelamento do espetáculo.

O cliente estará protegido até mesmo das intenções de São Pedro, já que há também a opção de contratar uma cobertura específica para condições climáticas adversas, como chuvas, por exemplo, que podem pôr fim ao evento antes mesmo dele começar. Caso tenha interesse, o cliente poderá escolher coberturas adicionais, tais como o seguro de bens de escritório, dos equipamentos utilizados para a realização do evento, das estruturas temporárias, do roubo de valores arrecadados em bilheterias, entre outros.

“Fuga das Ilhas”

A prova “Fuga das Ilhas”, por exemplo, que reúne todo fim de ano mais de 2 mil nadadores na praia do Sahy, litoral norte de São Paulo, teve de ser cancelada em dezembro em razão do mau tempo. Dado o grande número de reclamações dos nadadores, que gastaram com a viagem e com hotel para participar do evento, com taxa de inscrição acima de R$ 70, o promotor vai realizar o evento dia 14 de março.

Devido o custo de organizar o evento novamente, o promotor alterou a prova original. Os nadadores farão um trajeto na beira da praia de 1 quilômetro. A prova original previa o embarque dos nadadores nas caravelas, levando-os até as ilhas em frente a praia do Sahy. De lá, os nadadores competiriam numa distância de 1,5 quilômetro de volta à praia.

Se o promotor tivesse seguro, estaria livre do prejuízo financeiro e também da insatisfação dos nadadores, que mesmo com a realização de uma nova prova estão chateados com o novo trajeto, que deixa a prova como outra qualquer e não com o charme e o desafio de fazer a travessia das ilhas para o continente. Tudo tem um risco. E para isso há seguro.

Lucro da Munich Re cresce para 2,56 bi de euros

imagesA Munich Re, uma das maiores resseguradoras do mundo, apresentou hoje lucro líquido de 2,56 bilhões de euros em 2009, 62% acima do resultado obtido em 2008. O volume de prêmios apresentou alta de 10%, para 41,4 bilhões de euros, segundo comunicado do grupo.

O incremento no lucro foi justificado pela melhora dos mercados acionários e por uma fraca ocorrência de furacões em 2009. Já o avanço do faturamento resulta do reajuste do preço de seguros e de resseguro para compensar as perdas registradas em 2008 e também pela venda de resseguro para seguradoras que precisavam manter o nível de alavancagem de capital dentro das margens exigidas pelos órgãos reguladores.

A imprensa internacional priorizou na notícia sobre os resultados do balanço do grupo a hipótese do mega investidor Warren Buffett estar adquirindo uma participação maior no grupo. Segundo as agências, Buffett em janeiro aumento para 3% seus investimentos na resseguradora alemã e agora há especulações de que ele, principal controlador da Berkshire Hathway, um dos maiores grupos de seguros e resseguros, elevaria para 15% seus investimentos na Munich Re.

No ano passado, a Berkshire injetou 3 bilhões de francos suíços em um empréstimo na Swiss Re, principal concorrente da Munich Re, o que daria uma participação de 20% caso a resseguradora não devolvesse o empréstimo, o que já foi resolvido. O interesse de Buffett na Munich Re ajudou a elevar o preço das ações de seguradoras.

CEO da Zurich destaca Brasil em Davos

zurichO Fórum Econômico Mundial realizado em Davos, Suíça, durante a semana passada teve boa participação das seguradoras. Além de serem uma das maiores investidoras institucionais, aplicando boa parte de suas reservas para financiar o crescimento das economias, ainda vendem produtos para garantir a sustentabilidade das empresas e famílias.

Depois da matéria da Allianz pronta para ir às compras, a suíça Zurich falou aos jornalistas da Reuters sobre o seu interesse pelo Brasil. Segundo a notícia divulgada na agência e reproduzida em um grande número de sites e jornais, Paul Hopkins, CEO para as Américas da Zurich, disse que a empresa quer se tornar conhecida do público geral dentro do mercado de seguros, área dominada por gigantes do setor como Banco do Brasil, Itaú-Unibanco e Bradesco. Para atingir o objetivo, a empresa está considerando patrocinar um time esportivo e disparar campanhas publicitárias em 2010.

O executivo também contou que a Zurich praticamente dobrou os prêmios no mercado de Ofertas Iniciais Públicas (IPO, na sigla em inglês) em 2009. Aliás, este é um segmento que está no topo das prioridades dos bancos, assim como crédito e serviços para pequenas e médias empresas.

O seguro dos IPOs oferece cobertura à empresa emissora das ações de eventuais prejuízos causados por demandas judiciais de investidores alegando que as informações fornecidas nos prospectos das ofertas eram incorretas. A responsabilidade civil da companhia em relação as informações contidas nos prospectos está prevista na legislação brasileira e já é uma realidade nos Estados Unidos e na Europa. Em razão disso, a demanda pelo seguro no Brasil tem crescido na medida em que o produto é ofertado. Atualmente, poucas seguradoras atuam neste segmento, sendo a Zurich e a Ace as principais.

Allianz está capitalizada para ir às compras

allianzA Allianz, maior seguradora da Europa e com forte presença no Brasil, está sólida e capitalizada para ir às compras. Este foi o recado dos executivos do grupo durante entrevistas concedidas em Davos, Suíça, onde acontece o Fórum Econômico Mundial.

Segundo as agências de notícias internacionais, os executivos despitaram sobre os boatos de que o grupo estaria negociando com a Swiss Life. De acordo com as agências, Joachim Faber, que comanda a divisão Global Investors da Allianz, “nós estamos olhando grandes aquisições”.

Outro executivo do grupo, membro do Conselho, Paul Achleitner, disse que o grupo está em uma posição sólida para comprar assim como os bancos estão para vender. “Estamos olhando com muito cuidado antes de tomar qualquer decisão”. Segundo ele, é preciso esperar para ver como ficará a nova regulamentação do sistema financeiro mundial, em debate nos principais países do mundo. Ele ressaltou que os órgãos reguladores precisam ficar atentos que bancos e seguradoras atuam de forma diferente e que por isso precisam ter regras próprias.

Paul Achleitner, no entanto, não descartou aquisições de pequeno porte. No Brasil, há boatos de que a Allianz estaria negociando com o Bradesco. Segundo informou o jornal Brasil Econômico há uma semana, a negociação chegaria a um valor de R$ 5 bilhões. Ou seja, um negócio de grande porte.

Lucro da Chubb cresce para US$ 2,2 bi em 2009

chubbA Chubb, uma das maiores seguradoras dos Estados Unidos, divulgou lucro líquido de US$ 2,2 bilhões em 2009, acima dos US$ 1,8 bilhão registrado em 2008. O lucro operacional evoluiu na mesma proporção. Em faturamento, a seguradora conhecida como a “platinum” do mercado, recuou 6%, para US$ 11,1 bilhões.

As vendas foram menores tanto nos EUA como nas operações internacionais. Este resultado era esperado tanto pelo desaquecimento da economia como também pela crise ter afetado mais fortemente o público de maior poder aquisitivo, que compõem boa parte da carteira de clientes do grupo.

O índice combinado melhorou em quase três pontos percentuais, passando de 88,7% para 86%, diz o comunicado do grupo. Excluindo o impacto das catástrofes, o índice recua para 85,2%. O lucro com investimentos recuou 3%.

Segundo John Finnegan, presidente do grupo, “apesar das dificuldades geradas pela recessão econîmica, nos acreditamos que estes resultados continuem diferenciando e evidenciando o comprometimento da Chubb com o crescimento sustentável”.

Lucro da Bradesco Seguros avança 2,8%

bradescoAs operações de seguros, previdência e capitalização registraram lucro líquido de R$ 2,7 bilhões em 2009, 2,8% acima dos R$ 2,6 bilhões de 2008, representando 34% do lucro líquido do banco Bradesco, que atingiu R$ 8,012 bilhões em 2009, aumento de 5,1% em relação ao resultado obtido em 2008. A rentabilidade sobre o patrimônio do grupo segurador chegou a 27,1%.

A maior parte do lucro do Bradesco com seguridade vem da operação de previdência e vida, que respondeu por R$ 1,5 bilhão. Ramos elemetares e Auto contribuiu com R$ 473 milhões do lucro (alta de 38%); Capitalização obteve ganho de R$ 221 milhões e Saúde, apesar dos efeitos da gripe suína e provisões, fechou o ano com lucro de R$ 462 milhões.

Segundo Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Bradesco, a perspectiva é de que a área de seguridade continuará com a mesma participação no resultado do banco, que já é expressiva e a maior entre os bancos que operam no setor. Em bancos concorrentes como Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Santander, por exemplo, a participação de seguro no lucro das instituições não ultrapassa 15%.

De acordo com informações dos executivos, a alta no lucro se deu em razão da melhora do desempenho financeiro entre outros efeitos tributários. Na avaliação do executivo, a indústria de seguros é um segmento com grande potencial de crescimento, principalmente na venda massificada. A estratégia é crescer de forma orgânica, afirma Trabuco. Estar em cobertura nacional, oferta de todos os produtos, incrementando o número de parceiros de distribuição para atender a demanda.

O faturamento em seguridade chegou a R$ 26 bilhões, crescimento de 13,8% em relação ao resultado de 2008. Trabuco cita o crescimento de 16% no volume de prêmios no ramo saúde, de 15% no ramo de automóvel, de 15% em vida, de 13,8% em previdência e 17,2% em capitalização. “Como pode ver, o modelo de negócios do grupo está ajustado para um país das dimensões do Brasil”, comenta.

Chuvas geram 36 mil indenizações em um evento

enchente-inglaterraAs seguradoras do Reino Unido receberam cerca de 36 mil pedidos de indenizações decorrentes de perdas de seus segurados atingidos pelas inundações ocorridas no norte da Inglaterra em novembro do ano passado. Segundo divulgou a Association of British Insurers (ABI), entidade equivalente à CNSeg no Brasil, o excesso de chuva causou perdas significativas para famílias e empresas, além de prejudicar o acesso ao local em razão de quedas de barreiras e de pontes.

Segundo comunicado da ABI, cerca de 60% dos US$ 332 milhões foram pagos para indenizar clientes com apólices empresariais. “Situações como esta mostram o quanto o seguro é importante para que as empresas possam dar continuidade aos seus negócios. Com a comunidade local recuperando seu poder financeiro, a infraestrutura local pode ser reparada com os impostos gerados pelo fluxo do comércio normalizado. Se o comércio não tem condições de se recuperar, a perda econômica é ainda maior para todos, principalmente por gerar desemprego”, diz o comunicado da ABI.