JMalucelli e Chartis lideram renovação da CCR

ccrJMalucelli e Chartis (ex-AIG) foram as principais empresas envolvidas na renovação do seguro da CCR, o maior grupo privado de concessões de infraestrutura do País. O programa de seguros de garantia (Facility) tem valor total de R$ 2,2 bilhões e renova as garantias dadas pela concessionária ao governo de que cumprirá os contratos em vigor. A apólice tem vigência de um ano.

A oferta de capacidade chegou a R$ 3,1 bilhões, o que mostra o apetite das resseguradoras, confirmando a tendência observada nos encontros anuais realizados, sendo o principal em Baden Baden (Alemanha). Durante os quatro dias que se reuniram com clientes, as resseguradoras deixaram claro que disponibilizarão farta capacidade para empresas com bom histórico de riscos.

O contrato contou com a intermediação da corretora CSCR, das seguradoras J. Malucelli, líder no mercado brasileiro, além da Chartis. Entre as resseguradoras, apoiaram o programa a JMalucelli Re, a Munich Re, o IRB – Brasil Re e um pool de resseguradoras mundiais.

“A CCR é uma das maiores compradoras de seguro de arantia do mundo, com uma exposição aproximada de R$ 1,4 bilhão. A conclusão deste negócio nos permite participar das novas oportunidades nos setores de concessão de rodovias, transporte de passageiros e inspeção veicular ambiental que devem surgir em 2010”, afirma o diretor-financeiro e de relações com investidores da empresa, Arthur Piotto, em nota.

A JMalucelli tem investido pesado na especialização. É a seguradora líder do garantia no Brasil há anos e a partir de 2008 também da América Latina. Em 2008, com US$ 115,2 milhões e mais de 42 mil apólices de garantia emitidas, liderou o ranking da região, à frente das três mexicanas que até então reinavam neste setor: Monterrey, Insurgentes e Sofimex. A tendência é de consolidar sua liderança com a resseguradora. A JMalucelli Re obteve recentemente autorização para atuar no Paraguai, Equador, Costa Rica e República Dominicana.

A Chartis volta com tudo depois da imensa crise que abateu o grupo em 2008 e fez o governo americano injetar mais de US$ 180 bilhões para evitar a quebra da maior seguradora do mundo, que levaria junto consigo outras importantes instituições financeiras. A Chartis também viabilizou as garantias do grupo Odebrecht nesta semana para garantir os desembolsos da agência de fomento CAF. Segundo divulgou a Bloomberg, analistas de seguros acreditam que a idéia é reconstruir a AIG por meio da Chartis, uma vez que esta estratégia se mostra mais bem sucedida do que o IPO previsto inicialmente pela direção do grupo.

Entre os futuros projetos no setor de concessão de rodovias estão a licitação dos trechos sul e leste do Rodoanel, a terceira rodada de concessões de rodovias no Estado de São Paulo, cerca de 6 mil quilômetros de estradas em Minas Gerais e a retomada do programa federal. Nas outras áreas de interesse, há a expectativa da expansão do metrô em Curitiba, Brasília e Porto Alegre, além dos projetos do Expresso Aeroporto e do Trem de Alta Velocidade, ligando as cidades de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro.

Marsh compra corretora de seguros do HSBC

1227225842obb0ki1A Marsh, uma das maiores corretoras de seguros do mundo, confirmou a compra da corretora de seguros do HSBC, sediada em Londres, por 135 milhões de libras esterlinas. Segundo nota divulgada, além de absorver a corretora, a Marsh assinou um acordo de preferência, permitindo a ela ter acesso preferencial para fornecer serviços de corretagem de seguros e gestão de riscos para os clientes empresariais e particulares do HSBC.

A HSBC Insurance Brokers tem cerca de 1.400 funcionários localizados em 30 escritórios no Reino Unido, Oriente Médio e Ásia. Ela detém posições de destaque em outros países onde a Marsh pretende crescer de forma acentuada, incluindo a Europa, Arábia Saudita, Catar, China, Hong Kong, Índia, Cingapura, Coréia do Sul e Taiwan. No Brasil, a HSBC atua como corretora de resseguros. Nada foi dito em relação ao país na nota divulgada.

“Adquirir a corretora do HSBC é uma grande oportunidade para a Marsh, nossos clientes, colegas e para a equipe. Estamos particularmente animado com as oportunidades disponíveis para nós através do acordo de preferência com o HSBC. Ele nos permitirá aproveitar a rede global do HSBC, e as relações bancárias para gerar novos negócios “, disse o presidente da Marsh e executivo-chefe Dan Glaser. A Marsh manterá a corretora adquirida em uma unidade chamada Gibbs Hartley Cooper.

Para o HSBC, a venda também traz benefícios. Clive Bannister, diretor de seguro do HSBC Holdings, disse em nota que o acordo ajudará a melhorar a abrangência e a sofisticação dos serviços ofertados pelo banco aos clientes, ao mesmo tempo em que afina o foco estratégico sobre o modelo de bancassurance, permitindo ao banco manter ênfase nos produtos de vida, previdência e investimentos.

JMalucelli e Allianz garantem leilão de eólica

12410928399wfi9j1A JMalucelli e a Allianz foram as seguradoras que mais emitiram apólices de seguro para o leilão de energia eólica do governo federal que começou as 10 horas e ainda não terminou (17 horas). Foram habilitados para a disputa de hoje 339 projetos com capacidade de gerar 10 mil MW. A JMalucelli, seguradora líder de garantia no Brasil e na América Latina, emitiu mais de 120 contratos de seguro garantia e a Allianz outras 62 apólices de Garantia de Concorrência, conhecida como BID. Este tipo de seguro é responsável por garantir a participação e a manutenção das propostas das empresas interessadas no leilão junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O leilão está sendo promovido pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), sob delegação da Agência Nacional de Energia Elétrica. A disputa é pela internet e não tem horário previsto para término. Segundo nota da Allianz, a expertise da subsidiária brasileira, que conta com engenheiros que participaram de treinamentos na Alemanha para entender e identificar bons projetos deste setor, foram fundamentais para analisar a demanda. Por trazer na bagagem esse amplo conhecimento, o diferencial da Allianz está justamente em não analisar apenas a saúde financeira das empresas candidatas, mas todos os projetos de usinas propostos por elas, verificando a viabilidade.

Quem comandará a política do setor em 2010?

1173996187i0343l1As vezes nos deparamos com aquela pergunta que não quer calar. Quem será o presidente da CNSeg? João Elisio Ferraz de Campos deixará a presidência da Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg, ex-Fenaseg), depois de quase 17 anos a frente da principal instituição da indústria de seguros. Jorge Hilário, membro do conselho da SulAmérica, foi nomeado para assumir o comando da principal entidade do setor, responsável por centralizar as políticas e estratégias de uma indústria que movimenta R$ 100 bilhões em vendas e que prevê crescer a um ritmo de 20% nos próximos anos.

É certo que o advogado Hilário, afastado do dia a dia do mercado há anos, apenas guarda o lugar de quem assumir a presidência da SulAmérica. E quem será ele? Isto leva a uma outra pergunta: O que acontecerá com a SulAmérica? Seu sócio ING já anunciou que venderá todas as operações de seguros no mundo.

A centenária seguradora da família Larragoiti saiu da parceria que tinha com o Banco do Brasil, sendo substituída pela espanhola Mapfre Seguros. Aliás, este é o único entre os seis maiores grupos seguradores do Brasil que ficou de fora do centro do poder, que tem como sustentáculo as quatro federações.

Na terça-feira, as federações nomearam seus presidentes. Em uma eleição com chapa única, o presidente da Bradesco Seguros e Previdência, Marco Antonio Rossi, assumirá a presidência da Federação Nacional de Vida e Previdência (Fenaprevi), até então ocupada por Antonio Cássio dos Santos, presidente da Mapfre Seguros. Esta é a entidade mais abonada de todas, consolidando o segmento de vida e previdência privada, que representa mais de 40% de todo o setor.

Uma boa notícia para os jornalistas e também para o vice-presidente da Fenaprevi e da SulAmérica, Renato Russo, é que Osvaldo do Nascimento, do Itaú, volta a compor a diretoria da Fenaprevi. Osvaldo presidiu a Anapp (atual Fenaprevi) e tem sempre disponibilidade e notícias frescas para atender a imprensa. Em 2009, com o presidente da Mapfre envolvido em tantas negociações, toda a demanda da imprensa foi atendida por Russo, que merece um grande troféu da Fenaprevi.

Na Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg), Jayme Brasil Garfinkel, principal controlador da Psiupar, a maior do setor em ramos elementares e controlada pela Porto Seguro e pelo Itaú, foi reeleito para o seu segundo mandato. Aqui temos outro segmento importante, com quase 40% de participação. A Fenseg também responde pelo resseguro e por assuntos que envolvem o tema mudanças climáticas.

A principal carteira é automóvel. Mas a expectativa com seguros financeiros é grande em razão dos seguros demandados pela realização dos dois mundiais esportivos, Copa e Olimpíadas, obras de infraestrutura e aquecimento do mercado acionário, com IPOs e emissões de papéis de empresas. Para se ter uma idéia, só com os leilões de energia a Allianz emitiu quase 70 apólices de seguro garantia e a JMalucelli outras 120.

Ricardo Flores, vice-presidente de crédito do Banco do Brasil e também da Brasilcap, permaneceu na presidência da Federação Nacional de Capitalização (Fenacap). Flores tem ocupações mais relevantes neste momento, uma vez que o crédito é a menina dos olhos do presidente Lula. Obviamente está na Fenacap apenas por uma questão estratégica, enquanto o BB finaliza a reengenharia financeira do grupo na área de seguridade.

O banco oficial já tem parceria com a Mapfre para ramos elementares e vida e aguarda o sinal verde do governo para aumentar a sua fatia no IRB Brasil Re. Também negocia a sociedade em de saúde na Brasilsaúde com a SulAmérica. Em previdência, já renovou por mais 23 anos com a americana Principal. Em capitalização, o BB detém a liderança do setor e também revê suas parcerias, devendo ficar na Fenacap a nova sócia.

Heráclito de Brito Gomes Junior, presidente da Bradesco Saúde, assume a presidência da Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde), cargo que vinha sendo exercido por Geraldo Rocha Mello, da Medial Saúde. Em razão da Medial ter sido adquirida recentemente pela empresa de medicina de grupo Amil, Heráclito é o único que já assume o comando neste ano. Os outros, a partir de fevereiro. Este é um segmento que promete muitas notícias de fusões e aquisições para o próximo ano.

Ou seja, muitas notícias vão rolar até lá, esquentando este período de fim e início de ano, que para o jornalista é sempre morno, o que o faz estar sempre ávido por boas pautas até o início da publicação do balanço financeiro de 2009.

Dez dicas para salvar o carro de enchentes

1259426785m5hq711Diante das últimas notícias do caos em várias cidades do Brasil, nada mais informativo ao internauta do que dicas de como salvar o carro das enchentes. Em tempos de evitar desperdícios para construir um mundo melhor para os que virão, é bom saber das dicas valiosas elaboradas pela CESVI BRASIL (Centro de Experimentação e Segurança Viária). Afinal, mesmo que tenha seguro, é bom saber o que fazer em situações de alagamentos para evitar prejuízos inclusive a sua vida.

1. Caso o motor morra durante a travessia, jamais tente dar a partida, mantenha-o desligado e remova o veículo até uma oficina. Diante da possibilidade de admissão de água, essa prática reduz o risco de danos causados ao motor por um calço hidráulico.

2. Observe a altura do nível de água do trecho alagado, a maioria das montadoras estabelece uma altura máxima para essas travessias, não podendo exceder o centro da roda.

3. É prudente que o veículo, durante o alagamento, seja dirigido em baixa velocidade, mantendo uma rotação maior e constante ao motor, em torno de 2.500 RPM, o que diminui a variação do nível da água e seu respingar junto ao motor, dificultando sua admissão indevida e a contaminação de componentes eletroeletrônicos, melhorando a aderência e a dirigibilidade do veículo.

4. No caso de veículos equipados com transmissão automática, a troca de marchas deve ser feita manualmente, selecionando a posição “1”. Dessa forma, o veículo não desenvolve tanta velocidade, sendo possível imprimir uma rotação maior ao motor. Outra possibilidade é manualmente alternar a troca de marchas entre “N” e “1”, de modo a manter a velocidade do veículo baixa durante o trecho alagado, sem descuidar da rotação do motor, sempre em torno de 2.500 RPM.

5. Alguns veículos automáticos oferecem como opcional o ajuste da tração, conhecido como “WINTER” ou “SNOW”. Embora sua função seja a de conferir maior segurança durante trechos de baixa aderência, como neve ou lama, evitando que o veículo patine graças ao bloqueio do diferencial, também deve ser utilizado durante alagamentos, pois beneficia o controle da velocidade do veículo e da rotação do motor.

6. Mantenha a calma nos casos em que, durante a travessia, sejam constatados sintomas como o aumento de esforço ao esterçar (direção hidráulica), variação na luminosidade das luzes do painel de instrumentos, alertas sonoros, flutuação dos ponteiros, luzes de anomalia da injeção eletrônica, bateria e ABS (se disponível) acesas, aumento do esforço ao acionar os freios e interrupção do funcionamento da tração 4 X 4 (veículos diesel), pois provavelmente todo esse quadro é causado pela perda de aderência entre a correia auxiliar e as respectivas polias da bomba da direção hidráulica, alternador e bomba de vácuo (veículo diesel), sendo, na maioria das vezes, um fato passageiro que não impede a dirigibilidade. Apenas reforce a cautela e mantenha o menor número possível de equipamentos ligados.

7. É recomendado desligar o ar condicionado, reduzindo assim o risco de calço hidráulico. Essa prática impede que alguns componentes joguem água na tomada de ar do motor. Veículos rebaixados e turbinados, na maioria das vezes, apresentam maiores riscos de sofrer calço hidráulico; por isso, é aconselhável manter a originalidade da montadora. Se o veículo estiver nessas condições, redobre a atenção aos procedimentos sugeridos.

8. Para os casos mais sérios de alagamentos, é recomendado preventivamente fazer um check-up, corrigindo, por exemplo, possíveis alterações do sistema de injeção eletrônica, muitas vezes simples e imperceptíveis nessa fase, como maus contatos, mas que posteriormente podem gerar grandes transtornos.

9. Pode haver, entre outros, a contaminação do cânister, do óleo da transmissão, do(s) eixo(s) diferencial(is), no caso de veículos com tração traseira ou mesmo quatro por quatro, o que determina a redução da vida útil dos componentes integrantes desses conjuntos, além de riscos acentuados de falhas na embreagem, suspensão e freios. Para combater os efeitos dessa possibilidade, é recomendável encaminhar-se rapidamente até uma oficina e solicitar a avaliação desses itens.

10. Havendo travessias consecutivas de alagamentos, recomenda-se uma limpeza do sistema de ventilação, pois estará sujeito à contaminação por fungos, microorganismos e bactérias, demandando limpeza de todo o sistema para a utilização segura.

Resseguro: para e pense

Algumas matérias são realmente interessantes. Ontem e hoje a imprensa trouxe o resseguro como manchete. O que mostra a necessidade da parar um minutinho e pensar. Como o IRB Brasil Re pode continuar grande se todas as empresas que compravam resseguro — mais de 60 já estão no Brasil — do órgão estatal agora vão usar as suas próprias resseguradoras?

A principal função do resseguro é pulverizar o risco no exterior. Esta função no IRB era exercida pelas estrangeiras. Por deixar outros fazerem por ele esta tarefa não acumulou experiência internacional e perdeu os poucos funcionários que tinha e que sabiam como fazer. Não há reestruturação que o faça ser grande. Mas há seguros politicos que precisam de resseguro oficial.

Bem, vamos lá. Em janeiro a obrigatoriedade de preferência dos contratos aos locais cai de 60% para 40%. Aguardemos para ver como fica a situação e a oferta do Banco do Brasil para a compra de parte do IRB Brasil Re, controlado pelo governo e por duas seguradoras privadas, Bradesco e Itaú Unibanco.

Aon aposta na estabilidade de preços em 2010

1171064860taxplj1Os preços dos seguros de ramos elementares, responsabilidade civil e também do Directors & Officers (D&O) continuarão estáveis ao longo de 2010 para as grandes corporações. Isto é o que revela um estudo da Aon, uma das maiores corretoras de seguros do mundo, divulgado ontem. A pesquisa analisa o comportamento das taxas praticadas nos últimos três trimestres.

De acordo com a pesquisa, o seguro de grandes riscos, depois de sofrer altas nos dois primeiros trimestres de 2009, especialmente para as carteiras expostas a catástrofe natural, as taxas praticadas no terceiro trimestre mostraram estabilidade. Como o resultado deste segmento mostrou-se lucrativo para boa parte das seguradoras, a oferta se mantém forte, o que aumenta a concorrência. “Para 2010 esperamos taxa estável, com uma certa pressão para baixo”, diz o estudo.

Em D&O, as taxas declinaram cerca de 2,7% no terceiro trimestre e o risco parece mais estável para as instituições que atuam no mercado financeiro, segundo relatório da Standard & Poor’s. Após aumentos de dois dígitos nos últimos trimestres, os preços em D&O evoluíram apenas 3,2% no terceiro trimestre para bancos. Nos outros segmentos da economia, os preços caíram em média 4,9%. A capacidade de subscrição tem aumentado e vários novos players estão ingressando no mercado, além daqueles que estavam enfraquecidos terem recuperado capital.

Aon adquire corretora especializada em garantia

aonA Aon Risk Services adquiriu a Allied North America, uma das mais importantes corretoras de seguro garantia e construção dos Estados Unidos. Bill Marino, atual presidente da Allied assumirá a divisão de negócios após a finalização do negócio. Detalhes da compra não foram divulgados. Steve McGill, presidente e CEO, disse que o acordo reforça a forte posição do grupo no setor de construção.

Segundo divulgou em nota Gregory C. Case, presidente da Aon Corp., a compra aumenta a capacidade mundial do grupo em ofertar melhores soluções para este segmento de negócios. De acordo com dados divulgados na mídia internacional, a combinação das duas empresas vai gerar uma carteira com mais de US$ 3 bilhões em volume de prêmios e mais de 750 profissionais em 26 escritórios espalhados pelo mundo.

O novo parceiro de negócio da Aon agrega mais de 3 mil contratos e projetos, com taxa de retenção de 97%, atuando nas mais diferentes linhas de negócios, como parcerias público privadas, riscos de construção, residencial e serviços especializados.
A Allied North America tem sede em Jericho, Nova York. Foi fundada em 1979, focada no segmento de construção. Com mais de US$ 850 milhões em prêmios em 2008, é a 17ª maior corretora independente nos EUA de ramos elementares, segundo o Insurance Journal.

Bradesco inaugura árvore de natal no Rio

arvore-de-natalA Bradesco Seguros e Previdência entregou ontem ao Rio de Janeiro a maior árvore de Natal flutuante do mundo, segundo o Guinness Book of Records. O eventou contou com a presença de mais de 500 convidados vips, reunidos no camarote montado para festejar o terceiro maior evento da cidade, superado apenas pelo Carnaval e Reiveilon, segundo informou a assessoria de imprensa. Segundo a Polícia Militar, 400 mil pessoas estiveram na Lagoa Rodrigo de Freitas para assistir ao espetáculo de música e fogos.

Trata-se de um dos mais significativos investimentos do grupo na marca da seguradora, líder no mercado brasileiro, com quase 25% das vendas de R$ 100 bilhões anuais da indústria e responsável por aproximadamente 35% do lucro do banco, hoje presidido por Luiz Carlos Trabuco, que até o ano passado comandava a seguradora.

Uma das prioridades do grupo para 2010 é desenvolver o microsseguro e o seguro popular, comentou Eugenio Velásquez, diretor da seguradora. Para tanto, o grupo criou no ano passado uma área somente para seguros affinity, que já conta com mais de 90 funcionários. A área de saúde foi um dos destaques deste ano, com a compra de 43,5% da Odontoprev, por um valor estimado superior a R$ 600 milhões.

O mestre de cerimônia foi José Mayer, um dos principais atores da novela das oito da Globo, quebrando um seqüência de apresentações realizadas por Edson Celulari. Lá estavam os executivos mais importantes do conglomerado Bradesco, artistas, celebridades e pesos pesados do mercado de seguros.

Com 85 metros, o equivalente a um edifício de 28 andares, decorada com 150 guirlandas, o tema deste ano foi “a união de nossos melhores desejos”. O show de inauguração teve a participação da cantora Simone, apresentação da Orquestra Sinfônica de Barra Mansa e do Coral da Fundação Bradesco. A partir de agora, os espetáculos de luzes da árvore serão diários, sempre às 20h, 21h e 21h50m.

Pronto para crescer em 2010?*

*Artigo escrito para a revista Apólice, edição 11/2009, direcionado aos corretores de seguros
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Planejar e investir em 2010. Este assunto faz parte da agenda da maioria das pessoas no mundo. Afinal, estamos em tempos de mudanças. E quem quiser mudar algo, tem de ter atitudes. Fazer a lista de sonhos e traçar os caminhos para concretizá-los é o primeiro passo.

Eis aqui um bom serviço para o corretor de seguros prestar aos seus clientes. Afinal, prestar um bom serviço é a chave do sucesso de uma empresa sustentável. Que tal fazer um resumo de tudo e dar subsídios para que cada um possa tomar a melhor decisão para aumentar e proteger o patrimônio já conquistado?

Bem, o primeiro conselho dos especialistas para realizar um plano financeiro de sucesso é organização, dedicação e definição de metas. Comprar carro novo, trocar de apartamento, investir na educação do filho, onde desfrutar aqueles bem merecidos dias de férias. Todos esses desejos podem ser bem planejados. Separar o que é curto, médio e longo prazo aumentará as chances de sucesso.

Para todos eles, poupar é recomendação número um. Quem tem dinheiro em caixa vai conseguir negociar muito melhor. No curto prazo, a saída pode ser a poupança, uma vez que o governo desistiu de taxar o rendimento da tradicional aplicação. Com rendimento de 6% ao ano mais a variação da Taxa Referencial, trata-se de um bom porto seguro para aquele dinheiro reservado para emergências do dia a dia.

Tenha vários dias de vencimento para não precisar sacar antes dos 30 dias de carência para o crédito do rendimento.

As aplicações de médio e longo prazos merecem uma avaliação mais cuidadosa dos indicadores econômicos. O economista chefe da Coinvalores, Paulo Nepomuceno, acredita no aumento da Selic em 2010, a taxa básica de juros da economia brasileira. O acréscimo ao atuar patamar de 8,75% ano pode se dar, caso o mostro da inflação mostre sinais vitais de ataque.

O que determinará o aumento da Selic será o incremento do consumo acima da capacidade de oferta das indústrias. Este cenário poderá ocorrer em 2010 porque os bancos estão determinados a conquistar clientes interessados em pagar taxas de juros para antecipar o sonho de consumo. Como as indústrias suspenderam os investimentos planejados em 2008 em razão da crise financeira, a capacidade instalada de produção é menor do que o apetite do consumidor. Além da infinita lista de desejos, o brasileiro será estimulado por taxas de juros acessíveis e prazo longo para quitar sua dívida.

Como o Brasil é a bola da vez em todo o mundo, com uma avalanche de recursos entrando no País, os investimentos das indústrias saem da gaveta para atender a demanda de um País em franco crescimento. E que ainda teve a sorte de ser escolhido como o anfitrião da Copa 2014 e Olimpíadas 2016. Imagina o volume de investimento e de empregos que isto vai gerar?

Para se ter uma idéia, a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto do Brasil está entre 4,5% e 5% para 2010, um ano projetado onde Estados Unidos e Europa ainda estarão se recuperando dos estragos da crise. Este atraente cenário interno facilita a captação de recursos pelas empresas para investir em produção. Por isso, todos os economistas descartam um aumento substancial da Selic, com expectativa de encerrar o próximo ano em 10,75%. “Teremos apenas uma correção de rota”, diz Roberto Texeira da Costa, economista da SulAmérica.

Quem quiser ter uma rentabilidade maior em seus investimentos precisará avançar num território mais arriscado: as ações. Depois de amargar desvalorização de 41% em 2008, o índice Ibovespa acumula valorização superior a 70% neste ano até outubro. Este risco, no entanto, pode ser mitigado se houver algum conhecimento para escolher as empresas com maior tendência de ganho.

Companhias do setor de serviços, elétrico, bancos, construção e infraestrutura são as vedetes para o próximo ano. Roberto Kropp, responsável pela gestão de recursos do Banco Daycoval, as empresas do setor imobiliário ainda tem possibilidade de ganho no valor das ações. “Este é um setor que promete crescer muito no Brasil e o preço das ações não chegou ainda no teto”, diz. Para quem quer correr menos risco, o conselho é entender quatro números prioritários dos balanços das empresas. Ebitda, lucro antes dos impostos, depreciação e desvalorização; ROE, valor que os acionistas obtiveram de retorno sobre o dinheiro investido no negócio; e endividamento, que é a relação de dívidas em relação ao ativo; solvência – a capacidade de a empresa honrar seus compromissos.

A oferta na Bolsa de Valores de São Paulo também deverá aumentar significativamente. Segundo Lucy Sousa, presidente da Apimec Nacional (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais), prevê a entrada de várias novas empresas na Bovespa em 2010, ampliando a oferta aos investidores. Ela acredita que a taxação do IOF pelo governo para tentar controlar a desvalorização do dólar frente ao real não será suficiente para inibir a entrada de recursos no País. “Os investidores que têm interesse no longo prazo vão permanecer”, diz.

Já um setor em que os analistas evitarão em 2010 é o de empresas ligadas ao comércio exterior. Isso porque a projeção é de que o dólar continue fraco em relação ao real. Um problema? Sim, para o Brasil em razão das commodities e todo o mundo em razão do desequilíbrio que esta relação pode trazer para a balança comercial. Para pessoas comuns, uma solução. Quem sonhava em viajar para o exterior, deve aproveitar este momento de dólar fraco para planejar as férias. O Bradesco reduziu as estimativas para o câmbio. Para 2010, a previsão passou de R$ 1,75 para R$ 1,65. É isso.

Para atingir seus objetivos, não há outra saída: é preciso suar a camisa colocando o plano em prática. Insista. Pois cultura de planejamento financeiro no Brasil ainda faz parte da lista de reformas que precisa pegar no tranco. A maioria dos brasileiros tem dificuldade em dar o primeiro passo. Mas quando dão, o céu é o limite.