A seguradora britânica RSA informou que estima pagar indenizações de £ 30 milhões, valor líquido de resseguros, para seus clientes que tiveram perdas com o terremoto ocorrido no Chile no último sábado. A RSA, também presente no Brasil, é a maior seguradora de seguros gerais no Chile, com 15,7% das vendas de seguros gerais. A Penta detém 12,2% das vendas de seguros patrimoniais no país, seguida pela Mapfre (9,4%), Chilena (9,3%), Interamericana (8,4%) e Liberty (8,1%). Em seguro de vida, o ING é o maior em vendas, seguido pela MetLife, Penta, Chilena e Consórcio.
Em nota, o grupo RSA afirmou que o índice combinado não deverá ultrapassar 95% mesmo com esta ocorrência. Paul Whittaker, executivo da RSA para mercados emergentes, disse que “a nossa prioridade absoluta é dar o apoio necessário a todos os nossos clientes, corretores e colegas da região, de forma a amenizar o sofrimento causado por esta catástrofe”.
O Chile é o sexto maior mercado de seguros da América Latina, com prêmios anuais próximos de 5 bilhões de euros, o que representa quase 4% do PIB, sendo a maior parte referente a seguro de vida. Tem o segundo maior índice de vendas entre a população, com prêmio per capita de € 270. No entanto, a cobertura para danos causados por terremoto é cara e boa parte da população acaba não compra. O país tem cerca de 50 seguradoras, sendo as 10 maiores donas de 60% das vendas.
Teve início há pouco o II Congresso Internacional sobre Resseguros, o Brazilian Reinsurance Conference, no Rio de Janeiro. Cerca de 300 profissionais estão se acomodando no auditório para assistir a abertura do evento. José Carlos Cardoso, diretor-presidente da Scor Global P&C no Brasil, uma das principais patrocinadoras do evento, fará a abertura do encontro, passando a palavra para o Secretario de Finanças do Estado do Rio de Janeiro, Joaquim Levy.
Após o discurso do secretário, que abordará os investimentos do governo para fazer do Rio de Janeiro a capital latina do resseguro, Pierre L. Ozendo, Chairman & CEO, Swiss Re America Corporation, abordará o resseguro como um instrumento financeiro para aliviar o balanço das seguradoras de aumento de capital, uma vez que ao transferir parte do risco para uma resseguradora as exigências de capital baseado em risco diminuem.
O painel seguinte, previsto para as 9h40, reunirá resseguradores, para um breve balanço dos quase dois anos de abertura do setor. Estarão presentes Alberto de Almeida Pais, vice- presidente do IRB-Brasil Re, Benjamin Gentsch, da, SCOR Global P&C, Mark Byrne, president da FlagstoneRe, Paulo Pereira, president da ABER & responsável pela operação da TRC no Brasil; Rolf Steiner, executive da Swiss Re; e Mark Geske, atuário da Transamerica Re.
Em seguida será a vez dos CEOs de seguradoras dizerem o que clientes e seguaradoras esperam dos resseguradores. Estão confirmados no painel Akira Harashima, da Tokio Marine, Luis Maurette, da Liberty, Frederico Baroglio, da Generali, Antonio Trindade, do Itaú, Arthur Santos, da Mapfre, Marcos Couto, da ACE, com José Rubens Alonso, consultor da KPMG, como mediador.
A Eqecat informou que as indenizações pelos danos do terremoto no Chile deverão ficar entre US$ 3 bilhões e US$ 8 bilhões, o que representaria entre 15% e 40% dos danos econômicos avaliados entre US$ 15 bilhões e US$ 30 bilhões. Este valor não causaria grande impacto no mercado de seguros, seja nas empresas ou no preço do produto.
Segundo informações da RMS, também especializada em danos por catástrofes, cerca de 90% das apólices no Chile têm cobertura para terremoto. Segundo divulgou o governo, mais de 1,5 milhão de casas sofreram sérios abalos.
A concorrente Air Worldwide estimou perdas econômicas de US$ 15 bilhões e apenas US$ 2 bilhões em indenizações das seguradoras. Além das perdas de vidas, das residências e das estradas, há prejuízos comerciais. O preço do cobre disparou ontem nas bolsas com o temor de que o Chile, responsável por 30% da produção mundial, tenha problemas com o fornecimento. Com o tsunami gerado pelo terremoto, containers que estavam no porto foram parar em cima de casas, há quarteirões de distância. O porto estimou danos em US$ 1 bilhão.
O Chile é o sexto maior mercado de seguros da América Latina, com prêmios anuais próximos de 5 bilhões de euros, o que representa quase 4% do PIB, sendo a maior parte referente a seguro de vida. Tem o segundo maior índice de vendas entre a população, com prêmio per capita de € 270. No entanto, a cobertura para danos causados por terremoto é cara e boa parte da população acaba não compra. O país tem cerca de 50 seguradoras, sendo as 10 maiores donas de 60% das vendas.
A Liberty Seguros fechou 2009 com R$ 1,5 bilhão em prêmios emitidos líquidos, volume 16% superior ao registrado em 2008. O lucro líquido ficou em R$ 16,9 milhões. “Tivemos um lucro menor que os R$ 26,1 milhões do ano passado. Mas consideramos que foi um bom resultado dado o esfriamento do mercado no primeiro semestre e o impacto dos desastres climáticos. Além de fechar com resultado positivo, preparamos a companhia para um novo ciclo de crescimento em 2010”, comenta Luis Maurette, presidente da Liberty no Brasil, em nota divulgada pelo grupo.
A Liberty é a quinta maior em vendas de seguro automóvel no Brasil, com base nos dados até novembro de 2009. A carteira apresentou alta de 15% no ano passado, acima da média de 9% do mercado. “A iniciativa do governo em estimular a indústria automobilística elevou as vendas de seguros de automóvel, impactando positivamente nossas operações”.
Também registram expansão os contratos de affinity (pacotes de seguros para funcionários de grandes empresas), que evoluíram 37%, refletindo a tradição mundial do grupo em programas de afinidade. Nos EUA, o grupo Liberty Mutual é líder neste tipo de modalidade de venda, com 11 mil programas de afinidade estabelecidos com Associações de Ex-Alunos Universitários, Empresas, e Associações Profissionais.
No Brasil, o programa de afinidade é formado por seguros de automóvel, residência e acidentes pessoais desenvolvidos sob medida para funcionários de empresas, com vantagens diferenciadas dos produtos comercializados no varejo por se tratar de uma apólice em grupo. “Investimos muito neste segmento no Brasil nos últimos anos e hoje temos uma carteira com cerca de 600 empresas e mais de 95 mil indivíduos cobertos no país”, diz Maurette.
O forte crescimento registrado pela Liberty no Brasil também foi acompanhado da diversificação dos negócios da companhia no mercado local. Em fevereiro do ano passado, a companhia deu início no país às operações da LIU (Liberty International Underwriters), a divisão mundial de grandes riscos da Liberty, que conta também com a divisão de resseguros, a LMIC (Liberty Mutual Insurance Company).
“Agora temos um ciclo completo de produtos para suportar os riscos decorrentes das obras de infraestrutura, jogos Olímpicos e Copa do Mundo”, diz Maurette. Também estão no foco da LIU empresas dos segmentos de petróleo, petroquímica, construção civil e construção naval.
Em seus primeiros nove meses de atuação, a divisão movimentou prêmios da ordem de R$ 16 milhões. O destaque da carteira, neste segmento, ficou para as apólices de D&O (Directors & Officers), conhecido no Brasil como seguro de responsabilidade civil de executivos.
As perdas econômicas causadas pelo terremoto no Chile, de magnitude 8,8, estão estimadas entre US$ 15 bilhões e US$ 30 bilhões pela Eqecat, empresa americana especializada em catástrofes naturais.
Segundo boletim divulgado no domingo, o valor representa algo entre 10% e 15% do PIB do Chile, maior produtor de cobre do mundo. A expectativa é de que algo próximo a 65% dos prejuízos resultem dos danos causados nas estruturas das residências, perdas comerciais representando até 30% e industriais outros 20%.
A Eqecat não comentou sobre estimativas de volume de pedido de indenizações para poder calcular a participação das seguradoras na reconstrução de parte das perdas do país, que contabilizava na noite de domingo mais de 700 mortes. Cerca de 1,5 milhão de residências foram danificadas, bem como estradas e pontes. Na capital Santiago, a televisão mostrou fábricas em chamas, prédios danificados e grande parte da população desabrigada, sem energia e telefone. O aeroporto ficou fechado no sábado e voltou a operar no final do domingo para vôos internacionais.
A Codelco a maior produtora de cobre do mundo, manteve ontem duas minas, El Teniente e Andina, fechadas. Juntas, elas produzem 600 mil toneladas de cobre por ano. A Anglo American informou que as minas Los Bronces e El Soldado, que estão sob seu controle, pararam de operar. A produção conjunta das duas é de 280 mil toneladas por ano. A estatal de petróleo, Enap, planeja importar diesel para compensar a suspensão das atividades de duas refinarias.
O Chile é o sexto maior mercado de seguros da América Latina, com prêmios anuais próximos de 5 bilhões de euros, o que representa quase 4% do PIB, sendo a maior parte referente a seguro de vida. Tem o segundo maior índice de vendas entre a população, com prêmio per capita de € 270. No entanto, a cobertura para danos causados por terremoto é cara e boa parte da população acaba não compra. O país tem cerca de 50 seguradoras, sendo as 10 maiores donas de 60% das vendas.
A Berkshire Hathaway Inc, grupo do megainvestidor Warren Buffett, divulgou lucro de US$ 8 bilhões em 2009, alta de 61% comparado ao resultado obtido em 2008. O faturamento quase bateu US$ 110 bilhões, 4% acima das vendas do ano anterior. Praticamente metade do resultado do grupo vem da área de seguros, incluindo a seguraradora Geico e a resseguradora General Re. O grupo opera em mais de 80 tipos de negócios. O valor de mercado da Berkshire aumentou 20% no final de 2009, para US$ 130 bilhões, comparado com o final de 2008.
Uma das maiores aquisições da indústria de seguros mundial deverá ser anunciada nesta segunda-feira. Segundo divulgaram as agências de notícias durante o final de semana, a seguradora britânica Prudential vai ficar com a American International Assurance (AIA), subsidiária de seguros de vida da AIG na Ásia, por US$ 35,5 bilhões, de acordo com fontes próximas à negociação. A próxima negociação da AIG para ser concluída é a venda da Alico para a MetLife, por US$ 15 bilhões.
A idéia inicial era fazer uma oferta inicial pública de ações (IPO, na sigla em inglês) da AIA, mas a disputa das seguradoras pela empresa, assediada há quase um ano por concorrentes, acabou por mostrar ao governo dos Estados Unidos, dono de 80% da AIG, ser um negócio melhor a venda individual. Além disso, a recente volatilidade dos mercados acionários, principalmente com os problemas da Grécia, ajudaram na decisão da suspensão do IPO e aposta na venda da seguradora sediada em Hong Kong e que conta com mais de 20 mil funciona´rios e 250 agentes de seguro.
Para a Prudential, a compra vai acrescentar volume aos negócios que já tem na região, instalada na China, Hong Kong, Índia, Indonésia, Japão, Coreia do Sul, Malásia, Filipinas, Cingapura, Taiwan, Tailândia e Vietnã. Estes países já representam quase 50% das vendas da Prudencial.
A Geneva Association divulgou um interessante estudo, com quase 130 páginas, aos ministros das finanças e presidentes de órgãos reguladores das maiores economias do mundo, grupo conhecido como G-20. Quem assina a carta é Nikolaus von Bomhard, presidente da Munich Re, e Patrick Liedtke, presidente da associação que reúne os principais CEOs da indústria de seguros mundial.
Eles explicam que os representantes da indústria de seguros reunidos na associação entendem a necessidade de uma maior regulação nos mercados financeiros para evitar novas crises. Reforçam, no entanto, que a atividade de seguros é diferente da bancária, necessitando de regras diferenciadas. Não menos rígidas, porém os mecanismos de controle de risco devem levar em conta as diferenças entre as instituições bancárias e de seguros para que não crie problemas ainda maiores ou que tire do setor segurador a capacidade nata de assumir riscos.
Uma das diferenças destacadas é gritante. Enquanto os bancos registraram perdas com crédito de US$ 1,7 trilhão, as seguradoras acumularam US$ 271 bilhões, concentradas em companhias europeias, AIG e ING, entre as principais. O baixo volume de perdas com crédito nas seguradoras se refletiu na manutenção de preço do produto para os consumidores em 2008 e 2009. Outra difença ressaltada é no volume do socorro que as instituições buscaram nas linhas que governos disponibilizaram. As seguradoras tomaram empréstimos de US$ 44 bilhões na linha oferecida pelos EUA, conhecida como TARP, enquanto os bancos precisaram de US$ 245 bilhões.
No amplo estudo realizado por um grupo de especialistas anexado a carta o setor de seguros e resseguros não representa um risco para a estabilidade financeira global. Algumas atividades de risco, realizadas em grande escala, sem supervisão adequada, representam risco. Não a indústria como um todo, ressalta a carta. Segundo o estudo, as garantias financeiras, principais responsáveis pelas perdas das seguradoras, representam apenas 0,4% do volume de prêmio de seguro mundial, evidenciando que é preciso ter uma regulamentação a parte para este tipo de atuação.
O relatório avalia a relação entre seguradoras e critérios internacionais de solvência e faz recomendações para que as lacunas legais sejam superadas e sugestões de como reforçar as práticas de gestão de risco da indústria. Segundo Patrick Larragoiti, presidente da SulAmérica e membro da Geneva Association, o principal objetivo do estudo é mostrar o quanto a crise afetou menos as seguradoras em relação aos bancos. “Se houver mudanças regulatórias no sistema financeiro no futuro, e com certeza serão implementadas, que essas mudanças olhem as seguradoras de forma diferente”, diz.
Larragoiti também ressalta que o estudo traz um panorama do que aconteceu no mercado financeiro do Hemisfério Norte, uma realidade bem diferente do Brasil. “A regulação bancária e de seguros do Brasil mostrou estar a frente em vários pontos, o que preservou a economia brasileira durante a crise”, comenta, citando que todos os tipos de instituições financeiras tem regulamentação.
“E com acompanhamento diário das movimentações”, ressalta. Nos EUA, por exemplo, os bancos de investimentos fugiam da regulamentação e as seguradoras eram, na época, fiscalizadas por normas estaduais e não por um órgão regulador nacional, como acontece no Brasil há tempos e agora se começa a implementar no maior mercado de seguros do mundo, com vendas superiores a US$ 1 trilhão.
A primeira parte do estudo se dedica a fazer uma introdução da indústria de seguros, como a função social do seguro, a estrutura do setor, o lado social e econômico, bem como busca diferenciar as diversas modalidades de seguros e de empresas que atuam em um mercado que movimento mais de US$ 4 trilhões por ano e são reconhecidos como um dos maiores investidores institucionais nos países desenvolvidos.
O segundo capítulo analisa o impacto da crise financeira nos bancos e nas empresas de seguros, fazendo um paralelo entre bancos e seguradoras no que diz respeito ao capital e capacidade de assumir risco, volume de risco assumido e preço cobrado. Um capítulo detalhado mostra o diferente impacto da crise em seguradoras independentes, ligadas a bancos e as especializadas em seguros financeiros. Traz gráficos que mostram a folga de capital das maiores seguradoras da Europa, evidenciando a diferença que as regras que fiscalizam bancos e seguros geraram no controle de risco e nas perdas.
Há um capítulo dedicado as atuais regras de seguros adotadas pelos órgãos internacionais, International Association of Insurance Supervisors (IAIS) e Financial Services Board (FSB). O texto começa mostrando as diferenças da regulamentação entre as seguradoras de vida (life) e seguros gerais (no life). Por atuarem em segmentos diferentes, longo prazo para vida e médio e curto prazos em seguros patrimoniais, é preciso diferenciar regras de investimentos, composição de reservas entre outras questões prioritárias.
Outro capítulo se dedica a detalhar como são gerenciados os riscos das atividades que mais demandam gerenciamento e gestão, como aplicações financeiras, derivativos, seguros financeiros, resseguro e retrocessão, seguro de crédito, garantias financeiras entre tantos outros que, mal gerenciados, podem causar riscos sistêmicos ao mercado, como aconteceu com a AIG.
A AIG é um tema recorrente no estudo, uma vez que em razão de uma das subsidiárias do grupo, a de mercado de capitais, colocou todo o grupo, até então o maior do mundo, abaixo. Em razão de uma unidade que faturava menos de US$ 2 bilhões, um império que faturava mais de US$ 100 bilhões precisou ser socorrido com mais de US$ 180 bilhões pelo governo dos Estados Unidos para evitar o efeito cascata em liquidações no mercado financeiro por falta de pagamento de indenização ou de quebra de garantia para milhões de contratos que contavam com uma apólice de seguro com elevada classificação de rating emitido pelas principais agências do mundo. O estudo mostra com detalhes os problemas enfrentados pela AIG, com inicio do agravamento em 2007, e sugere medidas que podem evitar que o caso se repita.
O estudo completo pode ser acessado no site http://www.genevaassociation.org/
O IRB-Brasil Re registrou lucro líquido de R$ 370,4 milhões em 2009, 2,6% superior ao registrado em 2008. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido foi de 19,6%. Mesmo após quase dois anos de mercado de resseguro aberto, o IRB permanece com a preferência das seguradoras, mantendo-se com 80% dos prêmios emitidos pelos resseguradores locais.
Apesar da perda relativa de market share, conseqüência natural da abertura do mercado brasileiro de resseguros, a empresa conseguiu manter o volume de prêmios de resseguros estável em 2009, com R$ 2,9 bilhões, redução de 8,78% se comparado com o exercício anterior.
Segundo nota do ressegurador, controlado pelo Tesouro Nacional e que tem no Bradesco e Itaú seus principais sócios privados, a revisão da política de subscrição e gestão de riscos da companhia também contribuiu para o resultado positivo. Em ambiente concorrencial, o IRB optou por assumir, em diversas ofertas, frações do risco, em vez de acatá-lo integralmente, como fazia na época do monopólio.
A estratégia ajudou o resultado operacional e o índice de sinistralidade dos riscos retidos. O resultado operacional em 2009 foi de R$ 390,4 milhões, o que representa um aumento de 191,02% em relação ao exercício anterior. O principal motivo dessa diferença, explica o IRB em nota, foi a qualidade do risco assumido, já que o cálculo do resultado operacional envolve o volume de sinistros retidos de R$ 983,4 milhões em 2009, contra R$ 1,2 bilhão no ano anterior.
O índice de sinistralidade dos riscos retidos foi de 61,78%, redução de 14 pontos percentuais em relação a 2008. Além da menor severidade de sinistros observada no Brasil em 2009, a política de subscrição e gestão de riscos contribuiu para a redução do índice de sinistralidade da empresa, explicou.
O resultado financeiro foi de R$ 324,1 milhões, redução de 51% em relação ao exercício de 2008, causada pela redução da taxa Selic e pela variação cambial. As reservas técnicas realizadas em 2009 atingiram o montante de R$ 6,3 bilhões, redução de 11% em relação a 2008.
A Prudential do Brasil Seguros de Vida, subsidiária de um dos maiores grupos seguradores de vida dos Estados Unidos, apresentou lucro líquido de R$ 4 milhões no ano passado, ante o prejuízo de R$ 5 milhões apresentado no ano de 2008, com base nas práticas contábeis brasileiras (BRGAAP). De acordo com as práticas contábeis americanas (USGAAP), o lucro salta para R$ 38,9 milhões em 2009, resultado 198% acima dos R$ 13 milhões em 2008.
Segundo nota do grupo, o resultado foi beneficiado pela implementação de um novo sistema que aprimorou o cálculo das reservas atuariais e também pelo diferimento das despesas em USGAAP. Expurgando esses dois efeitos, o lucro em USGAAP teria sido de R$ 30,9 milhões, 137% superior ao registrado no exercício de 2008.
O presidente da Prudential do Brasil, William Yates, creditou boa parte do bom resultado da companhia ao recrutamento e treinamento dos corretores de seguros franqueados em Life PlannersMS . A filosofia do grupo é ter consultores financeiros capazes de entender as necessidades dos clientes e, por conseqüência disso, vender seguro para um número maior de pessoas com capital segurado adequado para cada fase da vida do indivíduo. A partir da satisfação e entendimento, a demanda pelo seguro naturalmente aumenta, trazendo benefícios para todos.
Em 2009, o número de corretores franqueados aumento 22% em comparação com o ano passado. Esse crescimento contribuiu para o aumento dos prêmios de seguros em 22%, para R$ 184 milhões. Desde 2002, ano em que desfez a parceria com a Bradesco e começou a atuar como subsidiária da Prudential Financial, Inc., o grupo apresentou taxa de crescimento anual média de 27%. O capital segurado das apólices ativas de vida individual ultrapassou os R$ 15 bilhões, em 2009, com quase 90 mil contratos em vigor em dezembro de 2009.
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