Mapfre e Munich Re seguram Transnordestina

transnordestinaSegundo a Agência Estado, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) está nas negociações finais para fechar o seguro da construção da Ferrovia Transnordestina, que terá 1.728 quilômetros nos estados da Paraíba, Pernambuco e Piauí. A cobertura da apólice é de R$ 5,3 bilhões, mesmo valor do investimento previsto para a construção da obra.

Segundo fontes ouvidas pela blog Sonho Seguro, este seguro vem sendo trabalhado há algum tempo. Rodrigo Protásio, da corretora JLT, disse no Congresso de Resseguros promovido no Rio entre os dias 4 e 5 de março no Rio que o seguro estava concluído. A Mapfre foi a vencedora do contrato, com cosseguro da Liberty. O risco foi colocado no mercado de resseguro pela JLT e a Munich Re ficou com praticamente a totalidade.

O apetite da resseguradora alemã foi aguçado pelo estudo técnico realizado pelas empresas, possibilitanto uma análise rápida e apurada do risco do contrato. “O maior risco está na construção de um túnel”, diz Protásio.

Octávio Luiz Bromatti, diretor de riscos industriais da Mapfre, comemora a conquista do contrato e aposta que muitos outros virão neste ano. O seguro de riscos de engenharia cobre riscos de construção da ferrovia, como erros de projeto, erros de execução, defeitos de materiais e transporte de materiais dentro da obra. A apólice cobre também danos causados a terceiros durante a obra.

Nova tábua reduzirá preço do seguro de vida

1176463035xi0asd1Os seguros de vida e os planos de previdência privada poderão ficar mais baratos com a utilização da nova tábua atuarial, lançada nesta quinta-feira pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi), após ter sido aprovada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). A expectativa é de que, com os novos cálculos, o preço do seguros de vida seja reduzido entre 10% a 15%. Já no caso dos planos de previdência, a maior esperança de vida vai elevar o tempo de contribuição. Em contrapartida, acredita-se na redução das taxas de administração, mas em razão da concorrência e do maior volume de vendas.

As seguradoras poderão cobrar um preço mais justo dos clientes uma vez que a nova tábua permitirá um cálculo de expectativa de vida dentro da realidade brasileira, bem diferente da americana que vinha usando até agora. Para se ter uma idéia, uma mulher de 40 anos na estatística anterior, de classe média, tinha uma expectativa de vida de apenas mais 38 anos. No cálculo brasileiro, ela viverá oito anos a mais, ou seja é provável que vida até dos 86 anos.

Segundo a entidade, cerca de 70 países têm tábuas de vida oficiais, mas apenas 10 usam uma tábua própria. Esta metodologia é importante tanto para cobrar um preço justo dos segurados como para garantir a solvência das seguradoras, uma vez que atuar dentro da realidade reduz o risco de erros atuariais.

A nova tábua biométrica, desenvolvida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) sob a coordenação da Fenaprevi, tem como base de dados 32 milhões de CPFs de consumidores com dados dos anos de 2004, 2005 e 2006. Para tornar o preço mais próximo da realidade, a previsão é de que a tábua será atualizada a cada cinco anos. Principalmente levando-se em conta que haverá um forte ingresso de pessoas de menor renda no mercado de seguros de vida nos próximos anos. Segundo as estatísticas, pessoas de menor renda têm uma expectativa de vida menor do que pessoas com melhor poder aquisitivo.

Sai Armando Vergílio e entra Paulo Santos

susepO superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Armando Vergílio dos Santos Júnior, acaba de anunciar que deixará o cargo nesta sexta-feira, 19, tendo em vista sua decisão de disputar o cargo de Deputado Federal pelo Estado de Goiás nas eleições de outubro próximo, informa o site da CNSeg (www.viverseguro.org.br).

O anúncio de seu afastamento foi feito durante a solenidade de lançamento da Tábua Atuarial do mercado, ocorrida nesta quinta-feira, na sede da autarquia, no Rio de Janeiro.

O economista Paulo dos Santos, atual responsável pela área de Administração da Autarquia desde abril de 2008, assumirá o comando da Susep, a partir do dia 22 de março. Paulo dos Santos é funcionário de carreira do Banco Central há 32 anos, onde já atuou nas áreas de Fiscalização, Internacional, Meio Circulante, Planejamento, Orçamento e Administração em geral. É formado em economia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), com cursos de especialização na área de Gestão Empresarial realizados na Fundação Getulio Vargas.

Oito fatos marcantes do grupo Aon

11400468097ae9501A Aon, uma das maiores corretoras de seguros do mundo, divulgou alguns fatos interessantes sobre a importância do grupo no mundo de seguros. Uma divulgação interessante para o público em geral. No Brasil, a Aon foi quem pagou, de uma única vez, a maior indenização. Trata-se do cheque de quase meio bilhão de dólares entregues a Petrobras em razão do afundamento da P-36, em 2001.

1. Há uma chance de 1 em 2 de que o seu celular foi produzido por um cliente da Aon

2. Clientes da Aon são responsáveis pela fabricação de 70% dos mais vendidos medicamentos no mundo

3. No Reino Unido, mais de 5 bilhões de litros de leite por ano são fornecidos por empresas seguradas através da Aon

4. A subsidiária da Aon do Reino Unido administra a previdência de mais de 1,5 milhões de pessoas – que é mais do que a soma das populações de Glasgow,Sheffield e Bradford

5. Em 2009, a Aon estruturou o seguro de cinco filmes vencedores do Oscar na premiação anual da Academia. No total, a Aon fez o seguro de 16 dos 26 filmes que concorreram ao Oscar.

6. A Aon tem a maior quota do mercado mundial de seguros espacial

7. Uma em cada 2 bananas no mundo é transportada por uma empresa com seguro estruturado pela Aon

8. Sete entre as 10 maiores companhias aéreas do mundo são clientes da Aon

Indenizações por catástrofes somam US$ 26 bi

terremoto11As catastrofes naturais e os desastres causados pelo homem causaram perdas econômicas de US$ 62 bilhões e de 15 mil vidas em 2009, segundo estudo divulgado ontem pela Sigma, divisão de estudos da Swiss Re. No início do ano o grupo havia publicado um resultado parcial e agora disponibiliza em seu site a pesquisa completa.

Do valor total de perdas, US$ 26 bilhões foram pagos pela indústria de seguros, sendo US$ 22 bilhões em indenizações por catástrofes naturais e US$ 4 bilhões em catástrofes feitas pelo homem, sendo os mais custosos os acidentes aéreos. A América do Norte foi a região que recebeu a maior parte das indenizações, com US$ 12,7 bilhões. Já a Ásia liderou em número de mortes, com 9,4 mil do total, e apenas US$ 2,4 bilhões em pagamentos de seguro.
Comparado com anos anterior, 2009 foi um ano de poucas perdas, com 133 catástrofes e 155 desastres causados pelo homem, com apenas seis eventos excedendo US$ 1 bilhão. O evento mais caro foi a tempestade Klaus, com perdas seguradas próximas de US$ 3,4 bilhões.

As mudanças climáticas têm causado uma grande volatilidade nas perdas geradas com catástrofes naturais e a tendência de um aumento significativo de eventos naturais. “Temos vistos eventos significativos em 2010, com a tempestade Xynthia na Europa e os terremotos no Haiti e Chile”, comentou Thomas Hess, economista chefe da Swiss Re. A perda recorde é de US$ 120 bilhões, com indenizações pagas em 2005. “Eu não me surpreenderei se este recorde for quebrado num futuro não muito distante”.

Segundo Hess, as maiores perdas são registradas em países menos desenvolvidos, com uma participação ínfima de seguro na vida da população. Já em países desenvolvidos, as indenizações ajudam o país a se recuperar mais rapidamente. “Governos e indústria de seguros têm se unido para desenvolver soluções para ajudar a criar uma maior estabilidade nos mercados emergentes, mas isso está só no começo”, disse. Estas soluções, como resseguro para catástrofes que também contam com emissão de títulos no mercado de capitais, têm fornecido ajuda financeira significativa para países como Chile e Haiti, por exemplo.

O estudo pode ser acessado no site www.swissre.com

Allianz e Aon no seguro do Guns & Roses

gunsEstou lotada de entrevistas hoje, mas vou tentar apurar quem é a seguradora do Guns. As chuvas fizeram a promotora Time for Fun cancelar o show de Guns, que seria realizado ontem no Rio. O temporal derrubou parte do palco, danificou uma série de equipamentos e machucou parte da equipe. Além disso, um caminhão que trazia parte do equipamento da banda de Sebastian Bach, que faria o show de abertura da noite de ontem, sofreu um acidente no trajeto São Paulo/Rio.

Ou seja, eventos geralmente cobertos na apólice de entretenimento, nicho de mercado disputado atualmente por diversas corretoras e seguradoras, entre as mais conhecidas Aon, Marsh, Chubb, ACE, Generali, Allianz entre outras. É quase certo que a corretora é a Aon e a seguradora a Allianz.

Entre os resseguradores, até mesmo o IRB Brasil está disputando o segmento. Mas parece ter saído livre de qualquer prejuízo com o do GP de fórmula Indy, realizado ontem em São Paulo, com o australiano Will Power vencendo as chuvas, as confusões e os concorrentes. O contrato conta com indenização de R$ 50 milhões, em caso de cancelamento da corrida ou danos de responsabilidade civil.

Quem quiser colaborar, pode me mandar email ou telefonar para dar dicas do seguro de entretenimento no Brasil e especificamente da apólice do Guns. Eu e os leitores, que já chegam a mais de 200 por dia, agradecemos!

Terremoto no Chile é o mais caro na AL

O terremoto no Chile ocorrido no dia 27 de fevereiro é o mais caro evento para o mercado de seguros na América Latina, Segundo análise divulgada pela corretora Cooper Gay. A tempestade Xynthia ocorrida na Europa também deverá impactar as resseguradoras com indenizações estimadas em até US$ 4 bilhões.

Segundo comentários de Stephen Jackson, gerente geral para a América Latina da corretora Vooper Gay, as perdas no Chile devem ficar entre US$ 3 bilhões e US$ 5 bilhões, acima das registradas com o furacão Wilma, em 2005, que até agora é o mais expressivo em perdas seguradas na região.

A grande diferença, segundo a corretora, é que o furacão causou perdas concentradas na região do Caribe. Já o terremoto trouxe prejuízos espalhados por todo o país.

Segundo a corretora, as resseguradoras, responsáveis por garantir 75% da cobertura dos produtos vendidos pelas seguradoras, tem agora uma grande oportunidade de mostrar a importância do resseguro para a reconstrução do País, agilizando os pagamentos e auxiliando as seguradoras no que for preciso para indenizarem seus clientes.

As perdas divulgadas totalizam US$ 2,5 bilhões, segundo a divulgação das empresas até o dia 15 de março. Veja a seguir os valores divulgados por empresas:

Munich Re – US$ 543 milhões (400 milhões de euros)
Swiss Re – US$ 500 milhões
Transatlantic Re – US$ 90 milhões
Everest Re – US$ 337 milhões (£ 225 milhões)
Partner Re – US$ 320 milhões
Hannover Re – US$ 253 milhões (185milhões de euros)
RSA – US$ 45 milhões (£ 30 milhões)
Scor – US$ 131 milhões (95 milhões de euros)
Validus – entre US$ 170 milhões e US$ 270 milhões
Flagstone – US$ 50 milhões

CNSeg é contra criação da seguradora estatal

cnsegO presidente da CNSeg, João Elisio Ferraz de Campos, afirmou, por meio de nota publicada no site da instituição, que “o mercado de seguros recebeu com perplexidade” a notícia de que o governo federal planejaria criar uma seguradora estatal para oferecer seguro garantia às grandes obras de infraestrutura que serão implantadas no País, em virtude da Copa do Mundo de 2012 e das Olímpíadas de 2014. A notícia foi publicada na edição de quinta-feira do Valor Econômico.

Na sua avaliação, a fase do estatismo já passou no Brasil, “e a sociedade, em sua maioria, não aceita mais a criação de empresas estatais como forma de solução para possíveis carências”. Ao mesmo tempo, o presidente diz que não acredita que o governo tomaria “uma decisão dessa ordem sem ouvir o mercado, sem debater com os técnicos e as seguradoras que atuam nesse nicho para identificar a real situação”.

João Elisio reconhece que o seguro garantia é um ramo relativamente novo no Brasil, mas a evolução e a competência que as empresas e os seus profissionais têm demonstrado não apontam para essa necessidade. “Além do mais, não acreditamos que o Governo esteja estudando a questão sem o conhecimento da Susep, que é o órgão regulador e fiscalizador do setor e conhece melhor do que ninguém as nossas potencialidades e as nossas deficiências”, acrescenta a nota.

O comunicado da CNSeg afirma que “o mercado brasileiro de seguros tem se desenvolvido e aprimorado em bases sólidas e é claro que pode avançar ainda mais, se o Governo tomar medidas que estimulem a sua atuação, o que não passa, de jeito nenhum, pela criação de uma seguradora estatal de seguro garantia ou de qualquer outro ramo”. “Seria um retrocesso depois dos vários anos de esforços que levaram à quebra do monopólio do resseguro no Brasil”, conclui João Elisio, por meio de nota.

Perdas divulgadas no Chile ultrapassam US$ 2,5 bi

1228107705zzpb611As perdas divulgadas pelas seguradoras e resseguradoras no Chile em consequência do terremoto e tsunami que destruiram boa parte do País no último dia 27 de fevereiro já chegam a US$ 2 bilhões. Segundo as empresas de levantamento de danos por catástrofes, a conta ainda pode chegar a US$ 8 bilhões. Grande parte resulta do abalo em prédios comerciais e residenciais, com indenizações por danos materiais. Outra relevante parcela das indenizações será para pagar contratos que contam com cobertura para interrupção de negócios, mais conhecido como lucro cessante.

Veja a seguir os valores divulgados por empresas:

Munich Re – US$ 543 milhões (400 milhões de euros)
Swiss Re – US$ 500 milhões
Transatlantic Re – US$ 90 milhões
Everest Re – US$ 337 milhões (£ 225 milhões)
Partner Re – US$ 320 milhões
Hannover Re – US$ 253 milhões (185milhões de euros)
RSA – US$ 45 milhões (£ 30 milhões)
Scor – US$ 131 milhões (95 milhões de euros)
Validus – entre US$ 170 milhões e US$ 270 milhões
Flagstone – US$ 50 milhões

Forbes divulga os mais ricos do mundo

ricosJayme Garfinkel, presidente da Porto Seguro, permaneceu na lista dos homens mais ricos do mundo, segundo a edição da revista Forbes divulgada ontem. Ele aparece na 828º colocação, com forturna pessoal avaliada em US$ 1,2 bilhão.

O empresário mexicano Carlos Slim Helu é o homem mais rico do mundo, com fortuna de US$ 53,5 bilhões, segundo a edição da revista. Bill Gates vem em segundo lugar, com US$ 53 bilhões, seguido por Warren Buffett, com US$ 47 bilhões, Mukesh Ambani, com US$ 29 bilhões, e Lakshmi Mittal, com US$ 28,7 bilhões.

Veja os outros brasileiros listados pela Forbes, segundo divulgou o jornal Estado de São Paulo na edição de hoje.

8. Eike Batista: US$ 27 bilhões
48. Jorge Paulo Lemann: US$ 11,5 bilhões
64. Joseph Safra: US$ 10 bilhões
136. Dorothea Steinbruch e família: US$ 5,5 bilhões
152. Marcel Herrmann Telles: US$ 5,1 bilhões
176. Carlos Alberto Sicupira: US$ 4,5 bilhões
201. Aloysio de Andrade Faria: US$ 4,2 bilhões
316. Abilio dos Santos Diniz: US$ 3 bilhões
316. Antonio Ermírio de Moraes e família: US$ 3 bilhões
421. Moise Safra: US$ 2,3 bilhões
437. Elie Horn: US$ 2,2 bilhões
437. Antonio Luiz Seabra: US$ 2,2 bilhões
463. Guilherme Peirão Leal: US$ 2,1 bilhões
463. Rubens Ometto Silveira de Mello: US$ 2,1 bilhões
582. Liu Ming Chung: US$ 1,7 bilhão
616. João Alves de Queiroz Filho: US$ 1,6 bilhão
828. Jayme Garfinkel: US$ 1,2 bilhão
880.Julio Bozano: US$ 1,1 bilhão