SulAmérica fica com fatia do BB na Brasilsaúde

sulamerica1Veja a íntegra do comunicado enviado aos jornalistas:

A SulAmérica Seguros e Previdência adquiriu, por meio de sua controlada Sul América Seguro Saúde, a participação de 49,92% que o Banco do Brasil detinha na Brasilsaúde. O contrato de compra e venda de ações firmado hoje estabelece que a SulAmérica pagará R$ 28,4 milhões por esta aquisição, correspondendo a 1.2 vezes o valor patrimonial da Brasilsaúde.

O acordo encerra a associação entre a SulAmérica e o Banco do Brasil nos segmentos de seguro saúde e odontológico. Sua conclusão depende, ainda, de aprovação pelas autoridades regulatórias competentes. “A aquisição da totalidade das operações da Brasilsaúde reforça a posição da SulAmérica nos segmentos de seguro saúde e odontológico, nossa carteira consolidada atinge a marca de 1,8 milhão de membros”, afirma o presidente da companhia, Thomaz Cabral de Menezes.

“Este é um mercado que apresenta um grande potencial de crescimento e nós acreditamos que a SulAmérica está muito bem posicionada para aproveitar as oportunidades que certamente se apresentarão”, complementa Menezes.

O executivo fez questão de salientar que a operação em nada modificará as condições previstas nas apólices emitidas pela Brasilsaúde em favor de seus segurados e tampouco seu relacionamento com sua rede de prestadores de serviços médicos e odontológicos e corretores de seguros. Segundo a companhia, todas as suas demais operações nas áreas de saúde, automóveis, ramos elementares, vida, previdência e gestão de ativos, seguem sem qualquer alteração.

Giambiagi lança novo livro sobre previdência

Demografia_ok.aiFabio Giambiagi, economista e especialista em previdência social, e Paulo Tafner lançam no próximo dia 24 de maio, no Rio de Janeiro, pela editora Campus, o livro “Demografia, a ameaça invisível”. O livro, uma leitura essencial para quem trabalha com previdência, busca alertar a todos — indivíduos, investidores e governos — sobre a importância de se preparar para a aposentadoria e alerta sobre os danos que o país pode sofrer com um sistema previdenciário em desequilíbrio.

Giambiagi é integrante do Departamento Econômico do BNDES desde 1996, articulista de diversos jornais, mestre em Ciências Econômicas pelo Instituto de Economia da UFRJ e graduado pela Faculdade de Economia e Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (FEA/UFRJ). Entre suas obras, tem várias dedicadas a previdência social e mercado financeiro. A última lançada, em março, foi “Risco e Regulação – Por que o Brasil enfrentou bem a crise financeira e como ela afetou a economia mundial” (Elsevier).

Braço direito de Warren Buffett visita o Brasil

gen-re-franklin-montrossFranklin Montross (foto), CEO da Gen Re e braço direito do megainvestidor Warren Buffett, visitará o Brasil na próxima semana, acompanhado de Daniel Castillo, membro do Conselho de diretores da Gen Re na Alemanha. Eles se encontrarão com clientes brasileiros e com membros do governo para ver de perto as potencialidades de resseguro no Brasil.

A Gen Re, união da General Re e da Cologne Re, é um dos braços de resseguro do grupo Berkishire Hathaway, controlado por Warren Buffett, com investimentos em mais de 60 importantes empresas do mundo, sendo a participação em seguros e resseguros a mais expressiva no porfolio de investimento. Neste ano, o grupo anunciou pagamento de indenizações de US$ 500 milhões com catástrofes como o terremoto no Chile e tempestades na Europa e na Austrália.

A Gen Re abriu escritório no Brasil na época do primeiro ensaio da abertura do resseguro, em meados da década de 90. Com a demora da abertura do setor e privatização do IRB, o grupo deixou o país, mas voltou em 2009, com a modernização do arcabouço regulatório da indústria de seguros brasileira. A resseguradora alemã voltou como admitida e agora vem ver de perto as oportunidades de negócios de um país que virou modo no exterior. Afinal, só o PAC 2 prevê mais de R$ 1 trilhão em investimentos. O BNDES mapeou investimentos de R$ 310 bilhões em infraetrutura no Brasil entre 2011 e 2014, para os quais busca investimentos privados.

Mesmo com as perdas, resseguro tem sido uma aposta de Buffett. Foi ele quem ajudou a Swiss Re no auge da crise financeira, injetando US$ 3 bilhões na companhia como um empréstimo, que já foi quitado. Buffett deu outro sinal de que o resseguro pode ser uma boa fonte de rentabilidade. Comprou uma participação de 3% na maior resseguradora do mundo, a Munich Re, em janeiro deste ano. Segundo agências informaram na época, o investimento chegou a US$ 1 bilhão. Em março, elevou a participação para 8%.

A Berkshire Hathaway Inc, grupo do megainvestidor Warren Buffett, divulgou lucro de US$ 8 bilhões em 2009, alta de 61% comparado ao resultado obtido em 2008. O faturamento quase bateu US$ 110 bilhões, 4% acima das vendas do ano anterior. A Gen Re está entre as dez maiores resseguradoras do mundos. Tem rating A.M. Best A++; Moody’s Financial Strength Rating Aa1 e Standard & Poor’s Claims Paying Ability Rating AA+, segundo informações do site do grupo.

Seguro faz 45% do lucro do Paraná Banco

malucelliAs operações de seguros e de resseguros foram responsáveis por 45,5% do lucro líquido consolidado do Paraná Banco no primeiro trimestre deste ano. O lucro líquido do banco no trimestre somou R$ 22,4 milhões, 10,2% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Seguros apresentou ganho de R$ 6,9 milhões e resseguros de R$ 2,9 milhões.

Comunicado do grupo destaca a importância do grupo na indústria de seguros no Brasil. Segundo dados da Susep, a JMalucelli Seguradora encerrou março com market share de 28,4%, mantendo sua liderança no mercado de seguro garantia brasileiro. No mercado da América Latina, segundo dados da LatinoInsurance, a JMalucelli Seguradora figura no 1ª lugar do ranking de seguradoras atuantes no mercado de seguro garantia latino e é a única brasileira a figurar entre as cinco maiores do ranking.

Liberty faz seguro de turbinas de Jirau

liu2A Liberty International Underwriters (LIU), divisão de riscos especiais da Liberty Seguros, foi contratada para a emissão da apólice de seguro de transporte de parte das turbinas e subestações relacionadas que serão usados na construção da hidrelétrica de Jirau, uma das maiores obras do Plano de Aceleração do Crescimento do governo federal.

Segundo nota da empresa divulgada pela revista Apólice, a apólice, com prêmio no valor de US$ 1,1 milhão, terá vigência de 2 anos e 10 meses e prevê cobertura de US$ 335 milhões para danos ocorridos no deslocamento de 18 turbinas e subestações fabricadas na China e Coréia, respectivamente. A corretora responsável é a JLT.

A apólice contempla uma cobertura adicional de R$ 286 milhões para o caso de atraso no início das operações de Jirau decorrente de problemas no transporte dos equipamentos desde o fabricante até o local de instalação no Rio Madeira.

“Este tipo de cobertura não era aceito pelo IRB antes da abertura do mercado. Neste programa incluímos este novo clausulado que é amplamente aceito no mercado internacional e traz novas garantias para as empresas envolvidas no projeto”, diz Paul Conolly, diretor da LIU.

Conforme o roteiro de transporte das turbinas, os equipamentos serão embarcados em Xangai e descarregados em Manaus. De lá percorrerão trechos terrestres e em barcaças até a entrega final na Ilha do Padre, em Porto Velho (RO), onde acontecem, as obras. Serão 36 viagens que foram desenhadas nos mínimos detalhes. “Todo o deslocamento, que acontecerá ao longo dos 2 anos e 10 meses, será acompanhado por engenheiros marítimos da Liberty, especializados neste tipo de operação”, diz Conolly.

O executivo destaca que a Liberty assumiu 100% do risco, no seguro e resseguro. “A operação demonstra nossa capacidade e compromisso com os grandes riscos no mercado brasileiro”, diz o executivo. Segundo Conolly, a divisão de riscos especiais da Liberty está crescendo rapidamente no Brasil.

A unidade, que começou a operar no mercado local no primeiro semestre de 2009, fechou o ano passado com US$ 7,5 milhões em prêmios apenas no segmento de riscos de construção, operação e transporte. Este ano, a companhia projeta negócios da ordem de US$ 11 milhões , volume 46,5% maior que o do ano anterior. Na área de grandes riscos como um todo, que engloba também seguro garantia, D&O, e outras operações, o volume de prêmios foi da ordem de US$ 12 milhões. Para este ano, espera movimentar cerca de US$ 16 milhões para cobertura de riscos especiais no país.

Além de Jirau, a companhia participa no País de apólices de cobertura de riscos operacionais de grandes produtores da cadeia de óleo e gás, tem programas já firmados nas áreas de energia, transporte ferroviário e mineração.

Dia Continental do Seguro é comemorado hoje*

119553038290ozqs1*matéria do site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)
O mercado de seguros comemora hoje, 14 de maio, o “Dia Continental do Seguro”. A data, instituída há mais de cinquenta anos para estimular a aproximação entre os profissionais de seguros das Américas, deve servir também para destacar a importância do seguro.

No Brasil, o mercado segurador, que fechou 2009 com 196 empresas em atividade, teve uma receita de R$ 109,25 bilhões em prêmios, contribuições e títulos de capitalização, apresentando um crescimento de 14,91% sobre o exercício imediatamente anterior. Em contrapartida, devolveu à sociedade, em forma de pagamento de sinistros, benefícios e resgates, R$ 39,7 bilhões, montante 11,41% superior ao de 2008, confirmando mais uma vez seu papel de fomentador do desenvolvimento econômico e social do País.

Nesse sentido, vale lembrar que ainda que o mercado nacional, ainda em 2009, aplicou R$ 306,1 bilhões em investimentos, 9,7% do PIB, uma clara demonstração do peso da atividade para a economia nacional.

Seguridade representa 15% do lucro do BB

bb-segurosO área de seguridade do Banco do Brasil (BB) participou com 15,2% do lucro líquido de R$ 2,35 bilhões divulgado ontem pela maior banco do País. O resultado do banco apresentou alta de 41,2% em relação a igual período do ano passado, estimulado principalmente pelo crédito. Considenrado-se efeitos extraordinários, como a venda da participação na Visa Internacional, reversão de passivos trabalhistas, planos econômicos e efeitos fiscais, o lucro líquido do trimestre fica em R$ 1,97 bilhão.

O objetivo do BB é elevar para 24% até 2012 a participação das operações de seguros, em parceria com a Mapfre, previdência em parceria com a Principal e em capitalização, tendo a Icatu como sócia estratégica. Para isso, o grupo finaliza a reestruturação iniciada há dois anos, faltando apenas a parte burocrática com a Icatu e o levantamento do preço do IRB Brasil Re para definir a compra da parte do Tesouro Nacional no ressegurador.

Com a casa em ordem no que diz respeito a seguridade, o próximo passo é avançar para a internacionalização da operação de seguros, que seguirá os passos dos banco, que acaba de adquirir o Banco Patagonia, na Argentina. A Mapfre, que é a maior seguradora da América Latina, agregará know how para o avanço do BB no mercado internacional.

Lucro da SulAmérica avança 10,5% no trimestre

sulamericaA Sul América divulgou na quinta-feira lucro líquido de R$ 109,6 milhões no primeiro trimestre do ano, 10,5% acima do mesmo período do ano passado. A receita total de prêmios de seguros avançou 14,3%, para R$ 2 bilhões, excluída nessa comparação a consolidação da subsidiária Brasilveículos, vendida para o Banco do Brasil por R$ 340 milhões em negociação anunciada no início do mês.

A venda da operação, centrada em seguro de carro, fez com que a participação do seguro saúde no total da receita do grupo aumentasse para 64%. Há grande expectativa no setor sobre a venda da participação de pouco mais de 20% do ING no capital da SulAmérica. O banco ING comprometeu-se com o governo holandês, que emprestou recursos ao grupo no ápice da crise financeira, de se desfazer das operações de seguros até o final de 2012.

A rentabilidade do patrimônio anualizada atingiu 17% no trimestre, segundo nota divugada pela SulAmérica, e os ativos totalizaram R$ 11 bilhões. O resultado dos investimentos chegou a R$ 167 milhões no trimestre com rentabilidade equivalente a 132,8% do CDI.

A carteira de seguro saúde chegou a prêmios de R$ 1,3 bilhão, com alta de 19,4% no trimestre, com destaque para o segmento de seguro saúde grupal, cuja receita cresceu 19%. A carteira de seguro saúde para pequenas e médias empresas apresentou expansão de 33,1% entre os trimestres comparados, e no seguro odontológico alta de 61,3%.

No segmento de seguros de automóveis, a receita de prêmios aumentou 22,3% no primeiro trimestre, superando o crescimento de 17,9% registrado no mercado no mesmo período, segundo dados da Susep. De forma geral, o mercado de seguros de automóveis vem registrando crescimento expressivo, reflexo da reação positiva às medidas de incentivo adotadas pelo governo, com a venda de veículos novos expandindo a taxa de 17,9% no trimestre, de acordo com a Anfavea.

A seguradora destaca ainda o crescimento de 12,5% na carteira de seguros de pessoas, impulsionada pelos produtos de VGBL (Vida Gerador de Benefícios Livres), cujos prêmios aumentaram 35,6%. No primeiro trimestre, o índice de sinistralidade total da companhia foi de 71,8%, melhorando 1,7 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2009, enquanto o índice combinado atingiu 98,5%.

Itaú Unibanco é a seguradora do Ponto Frio

incendioA Itaú Unibanco é a seguradora líder do grupo Globex, controlador do Ponto Frio que teve seu centro de distribuição destruído por um incêndio iniciado às 16 horas da quarta-feira. Segundo o professor da Funeseg Gustavo Mello e também sócio da corretora Correcta, do Rio, a Globex possui apólice de seguros multi-riscos, com cobertura global de R$ 470,7 milhões (estoques) e R$ 854 milhões para o prédio.

Contratos deste volume sempre contam com um amplo programa de resseguros, que é o seguro da seguradora. Desta forma, o prejuízo será diluído entre as participantes do contrato, que geralmente é pulverizado no mercado internacional por meio de contratos automáticos de resseguro.

A seguradora é especializada no atendimento em momentos de crise. Foi ela quem prestou toda a assessoria no acidente da Tam, em julho de 2007, com a morte de 199 pessoas, e também foi quem prestou atendimento no desabamento ocorrido nas obras da Linha 4 do Metrô, no canteiro da Marginal Pinheiros, em janeiro do mesmo ano.

Nos dois acidentes, a Unibanco Seguros, hoje Itaú Seguros, montou um plantão imediatamente no local, prestando todo o apoio necessário aos envolvidos no acidente. No caso da Tam, uma das primeiras providências foi contratar equipes especializadas no atendimento psicológico para ajudar os familiares das vítimas.

No desabamento do Metrô, a primeira ação foi prestar assistência aos familiares das pessoas que estavam desaparecidas e providenciar hotel, dinheiro, roupas, remédios e outras necessidades para todas as famílias que precisaram deixar as casas interditadas por motivos de segurança.

Neste caso do Ponto Frio, como não há feridos, o maior desafio é o plano de contigências para que a distribuição de produtos possa ser continuada a partir de parceiros estratégicos e assim evitar perda de lucro dos clientes do varejista.

Veja a seguir o comunicado distribuído pela assessoria de imprensa do Ponto Frio.

“O Ponto Frio informa que hoje, por volta das 16h00, teve inicio um incêndio no Centro de Distribuição da empresa localizada em Guarulhos, na Av. Papa João Paulo I, 5500. Não houve vitimas ou feridos. A equipe de segurança e prevenção foi acionada e atuou prontamente para que os colaboradores evacuassem o prédio. A empresa informa que trabalha de acordo com as normas de segurança vigentes e mantém o mais alto nível no controle de suas instalações para garantir a segurança e bem estar dos seus colaboradores. A rede já instituiu uma comissão interna para apurar o ocorrido e irá tomar todas as medidas cabíveis para minimizar o impacto desse incidente.Todas as compras já realizadas e futuras terão suas entregas garantidas pelos demais centros de distribuição do Grupo.”

Ritmo frenético para atrair recursos e reduzir riscos*

*matéria produzida com exclusividade para a revista Negócios em Infraestrutura, publicada pelo Jornal Valor Econômico no dia 11 de maio de 2010

As instituições financeiras correm para lucrar com a Copa do Mundo e a Olimpíada no Brasil. O ritmo dos executivos financeiros em torno dos dois temas está mais frenético que a rotina dos trabalhadores dos principais centros financeiros do mundo, como Wall Street em Nova York ou a City em Londres.”O Brasil deve ter um ‘boom’ de investimentos em infraestrutura, por isso os olhos dos investidores se voltam para as empresas brasileiras que podem ser beneficiadas com o crescimento do país”, diz Walter Mendes, superintendente de renda variável do Itaú Unibanco.

A gama de negócios é bem ampla. A participação de bancos e de seguradoras vai da estruturação de financiamentos para colocarem pé toda a infraestrutura para a realização dos jogos até o seguro que indenizará algum acidente com os torcedores – são aguardados 3,5 milhões nos 12 estádios. “Não há como estimar o volume de negócios”, afirma Bruno Garcia, gestor de renda variável do BNY Mellon ARX Investimentos. Mas são muitas oportunidades.

Na indústria de seguros, a expectativa é de uma receita extra de R$1 bilhão em contratos diversos. “Estamos preparados para ter no mínimo uma fatia de 10%”, diz Octavio Bromatti, diretor de grandes riscos da subsidiária da Mapfre, maior grupo segurador da Espanha e da América Latina em riscos patrimoniais.

O Itaú Unibanco fez um mapeamento dos negócios gerados pelos mundiais antes de lançar fundos temáticos. Com base nas Olimpíadas e nas Copas realizadas desde 1980 até hoje, o investimento dos países em sete anos gerou aumento de 1,4% no Produto Interno Bruto (PIB). “No Brasil, de acordo com os investimentos previstos pelo comitê organizador e pelo Ministério dos Esportes, a expectativa é de uma contribuição de 2,5% no PIB”,diz Mendes.

Para ter uma ideia do movimento, só em fevereiro deste ano, das seis ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) que aguardavam registro na Comissão de Valores Mobiliários, metade já trazia Copa, olimpíada e projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) como note. Somente as captações da Mills, empresa de estruturas para a construção civil, da eco rodovias infraestrutura e logística e da empresa de logística Julio Simões têm potencial para movimentar algo perto de R$ 4 bilhões.

Em infraestrutura, por exemplo, a Gerdau é claramente beneficiada pelo fornecimento de aço para os estádios e pela necessidades de melhorias em transporte, diz Alexandre Silvério, superintendente de renda variável do Santander. Mendes cita a fabricante de ônibus Marcopolo.Ela vendeu vários ônibus para a África do Sul. Imagine aqui no Brasil.

Por enquanto, os bancos preferem não dar detalhes sobre a estrutura dos financiamentos necessários para os projetos relacionados aos dois megaeventos. A expectativa mais comentada entre as instituições financeiras é de que haverá necessidade de algo próximo a R$ 130 bilhões em investimentos para a realização da Copa.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) instituiu dois programas para financiar os investimentos de Estados, municípios e da iniciativa privada voltados à Copa do Mundo de 2014, com dotação orçamentária de R$ 5,8 bilhões.

A certeza de que os jogos vão forçar o desenvolvimento da infraestrutura, num período em que o crescimento brasileiro tende a ganhar impulso, motivou o lançamento de fundos de investimentos. “Fizemos um ‘road show’ na Ásia e ficamos impressionados com o interesse dos investidores locais”, conta Silvério.Japoneses e coreanos – anfitriões da Copa de 2002 -, por exemplo, conhecem bem o potencial das oportunidades que eventos como esses trazem ao país.

O milagre de crescimento do Japão ocorreu na década de 70, posterior aos anos em que realizou os jogos olímpicos, lembra Mendes, do Itaú. Entre 1957, quando foi escolhido, até 1964, quando realizou a Olimpíada, o Japão gastou mais de 5% do PIB para se preparar. A experiência faz dos asiáticos os principais interessados nos fundos de investimentos criados pelos bancos brasileiros, compostos por ações de empresas que podem ser beneficiadas com a realização do Mundial.

Além da boa experiência, os japoneses são donos da maior poupança do mundo. Boa parte deles deixa o pé-de-meia da aposentadoria aplicado em produtos financeiros com taxa real de juros que chega a ser negativa. No entanto, com o aumento da expectativa de vida, precisam de alternativas com rentabilidade mais atraente.

E olham para o Brasil com atenção.”Algumas empresas beneficiadas direta ou indiretamente com os eventos esportivos apresentam retorno interessante, em média de 12% de juro real ao ano”, conta Garcia, do Mellon.

Um exemplo do apetite dos japoneses: em novembro de 2009, o Itaú Unibanco lançou o fundo de ações Rio Wind, numa alusão aos jogos mundiais. A captação foi realizada no japão, em parceria com a Daiwa Asset Management. Em apenas 20 dias atraiu um montante da ordem de R$2 bilhões entre os investidores asiáticos, interessados em um fundo composto por papéis de empresas brasileiras.

O Santander lançou em novembro um fundo de companhias de infraestrutura, que em meados de março contava com US$ 100 milhões captados no exterior e com potencial de chegar a US$ 500 milhões. Silvério diz que a intenção é acompanhar, direta ou indiretamente, o desempenho dos papéis das companhias de infraestrutura brasileiras.

O BNY Mellon ARX Investimentos lançou um fundo de infraestrutura em janeiro no mercado asiático e já conta com US$ 200 milhões. “O desempenho tem sido ótimo. Todo dia entra dinheiro novo”, diz Garcia, que estrutura um fundo, previsto para julho, com o objetivo de atender a demanda dos investidores europeus.

Mas já há opções para os brasileiros. O Itaú, em março, fazia testes com um fundo de investimento batizado de Itaú Esportes. Com patrimônio inicial de R$ 2 milhões, tem 21 ações de empresas beneficiadas pela Copa. A expectativa é de que os clientes Personalité possam investir no Itaú Esportes até o Sm deste semestre. E muitos outros devem surgir. Além desse,já há outro com R$ 158 milhões aplicados pelos clientes do Personalité.

No universo dos seguros, é amplo o horizonte para o desenvolvimento de negócios. Os executivos do setor já começaram a trabalhar nos fins de semana para atender a demanda. Isso porque o seguro é uma parte importante do custo final de financiamento e, muitas vezes, serve para garantir o próprio contrato. O seguro está presente do começo ao fim dos eventos internacionais. A indústria tem produtos que vão desde a apólice que garante o cumprimento do contrato assinado entre a construtora e o financiador até o que garante indenizações em caso de brigas entre torcidas nos estádios.

O IRB-Brasil Re, ressegurador que detém cerca de 80% dos negócios no Brasil,participado”pool”internacional responsável pela cobertura do seguro que a Fifa contratou para as Copas do Mundo de 2010, na África clo Sul, e de 2014, no Brasil. Segundo o diretor comercial do IRB, Sérgio Bezerra, trata-se de um seguro que abrange do cancelamento ou adiamento de jogos por problemas administrativos da sede à transferência do evento para outro país. A apólice cobre prejuízos cle até US$ 650 milhões, e 9% do risco foi repassado ao mercado ressegurador brasileiro. Em caso de sinistro, o ressegurador controlado pelo Tesouro Nacional e por seguradoras privadas, como Bradesco e Itaú, assumirá cerca de US$15 milhões.

A Munich Re, maior resseguradora do mundo, participou do resseguro de engenharia da construção de estádios, expansão do aeroporto internacional e demais obras de infraestrutura relacionadas ao evento na África. “Estamos disponibilizando para o Brasil todas as linhas de negócio, bem como capacidade financeira, know-how e soluções personalizadas”, diz Christian Garbrecht, responsável pelo desenvolvimento de negócios da resseguradora, que lucrou USS 4,2 bilhões em 2009 e que está presente no Brasil desde 1996.

A concorrente Swiss Re, segunda maior do mundo, também está na disputa. Segundo Luis Menezes, gerente de engenharia da subsidiária brasileira, a companhia analisava em março pouco menos de 200 contratos de resseguro envolvendo infraestrutura, boa parte deles para deixar o Brasil pronto para os mundiais.

Segundo Menezes, a crise econômica levou a uma paralisação de muitos projetos ao redor clo mundo, principalmente em países desenvolvidos. Para retomar os projetos, alguns investidores aceitaram condições onerosas, e qualquer atraso pode colocar em risco até a sobrevivência da empresa. Diante disso, um dos resseguros demandados atualmente é o “delay in start-up”. O seguro tem por objetivo cobrir a parte das receitas do investidor caso haja atraso na entrega do empreendimento.

Coube à subsidiária brasileira da seguradora Allianz, a maior da Europa, assinar no Brasil o primeiro contrato de seguro para a Copa de 2014.Trata-se de uma apólice de risco de engenharia e de responsabilidade civil contratada pela Retech Engenharia para a primeira etapa da reforma e ampliação do Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, de Belo Horizonte.

Os investimentos para deixar o Mineirão pronto estão estimados em R$ 426 milhões. A apólice cobre diversos riscos relacionados exclusivamente ao andamento da obra, como atrasos na entrega causados por más condições climáticas, falhas de cálculos e problemas com os materiais, até o limite de R$ 8,2 milhões. “Temos vários outros engatilhados”, informa Ângelo Colombo, diretor da Allianz.

O seguro-garantia para a construção do Estádio Octávio Mangabeira, conhecido como Fonte Nova, em Salvador, com investimentos previstos em R$ 400 milhões, foi negociado no fim de março.”Ainda neste ano vamos contratar o seguro de responsabilidade civil da obra e o de risco de engenharia”, diz Marcos Lima, responsável pela OCS, corretora de seguros cativa do grupo Odebrecht, um dos investidores do empreendimento.

Virgil Souza, responsável por seguro-garantia da Liberty International Underwriters (LIU), empresa engajada no desenho do programa de seguro das Olimpíadas de 2012 em Londres, diz que o esforço do grupo foi projetar coberturas que permitem um trâmite rápido para a solução de problemas.”É preciso evitar cláusulas que deixem brechas para discussões, pois a agilidade é um ponto crucial para evitar atrasos no empreendimento”, comenta.

Segundo ele, no Brasil as discussões ficam mais em torno do preço do que das coberturas, e isso tem de ser mudado. “Uma das lições que podemos tirar da experiência dos seguros na África é com relação ao gerenciamento de risco das obras”, diz Luciano Calheiros, da Zurich. Em razão disso, as seguradoras e corretoras de seguros, como Aon, Marsh, Willis e MDS, as maiores do Brasil, montaram um “war room”.

A sala de guerra é usada no mapemento de todas as oportunidades a no encaminhamento das soluções mais interessantes por um preço acessível para baratear o custo final do empreendimento.

Já a ACE Seguradora trouxe par: São Paulo uma equipe que participou dos seguros contratados na Inglaterra para a Olimpíada de Londres, em 2012. “Somos a principal seguradora da grande maioria dessas obras, para as quais realizamos contratos de riscos de engenharia e responsabilidade civil para construção e reforma de arenas, estádios, rodovias, redes de saneamento e redes de hotelaria”, diz o presidente, Marcos Aurélio Couto.

“Quem trouxer recursos vai competir com mais força”, diz Fernando Pereira, vice-presidente da Aon, uma das maiores corretoras de seguros do mundo. Algumas apólices são tão grandes que serão pulverizadas por meio de consórcios ou “pool” de seguradoras.”Teremos de alinhar parcerias e escolher líderes para nossos clientes em contratos de infraestrutura”, diz Marcelo Elias, diretor da concorrente Marsh.