Chartis aposta em seguros de plataformas

chartisNa contramão do mercado, a Chartis, ex-AIG, anunciou mundialmente hoje que elevou a capacidade de subscrição da unidade de Oil Rig de US$ 150 milhões para US$ 200 milhões na Divisão Global Marine and Energy. Vários players estão deixando de operar no segmento de plataformas em razão do mais caro acidente já registrado no mundo: o vazamento de óleo da plataforma da British Petroleum, no Golfo do México, em abril deste ano. Sem previsões de perdas, há estimativas levantadas pelo Blog Sonho Seguro de que as seguradoras deverão desembolsar em todos os seguros algo próximo de US$ 6 bilhões, segundo estudo divulgado neste mês pela consultoria Towers.

O Lloyd’s de Londres informou no mês passado que seus sindicatos estavam revendo clausulas dos contratos que passarão a valer a partir de 2011 em razão das mudanças nas regras desta indústria petrolífera promovidas pelo governo dos EUA para evitar outro acidente deste porte. Serão exigidas novas condutas de segurança para exploração em águas profundas. A expectativa apontada em diversos estudos da indústria de seguros é de que os preços terão aumento de até 50% e os limites de coberturas estão reduzidos para boa parte dos clientes. Principalmente para aqueles que não provarem que tem tecnologia de ponta para a operação.

Diante deste cenário, a ex-AIG, conhecida pelas estratégias arrojadas que a levaram a ser a maior seguradora do mundo por vários anos até setembro de 2008, decidiu apostar mais no segmento e abocanhar clientes que se sentem frustrados com a falta de seguro. Segundo nota da seguradora, presente também no Brasil, o aumento destaca o compromisso das seguradoras Chartis em oferecer uma ampla gama de proteção por seguros para o segmento de exploração e produção em alto-mar da indústria extrativista de óleo e gás em todo o mundo.

“A Chartis tem sido líder no fornecimento de seguro para a Energia Offshore por mais de 35 anos, e esse aumento na capacidade nos habilita a continuarmos a apoiar um segmento vital para a economia global”, disse Dorian Grey, Presidente da Oil Rig, em nota divulgada. “O aumento da capacidade será utilizado para continuarmos a cumprir nossa missão de proporcionar capacidade com confiança e mantermos a liderança em subscrições.”

Além do aumento de sua capacidade de subscrição, a Chartis ressaltou os serviços ofertados, como equipes de especialistas dedicadas em Londres e Houston, com acesso disponível através de seus inúmeros escritórios em todo o mundo; flexibilidade de gestão de risco e soluções de transferência de risco adaptadas às necessidades dos clientes; competências em engenharia, controle de perdas e reclamações em todo o mundo; e acesso à rede Marine and Energy.

É uma aposta ousada. Assim com Warren Buffett, considerado um dos principais gurus financeiros do mundo, apostou em seguro contra terrorismo após os atentados de 11 de setembro de 2001 ou o pai de Jayme Garfinkel no segmento de automóvel na década de 60 para desenvolver a Porto Seguro, hoje a maior de seguro de carro do Brasil.

Reservas de previdência aberta perto de R$ 200 bi

balancoO aumento de renda da população tem beneficiado o mercado de previdência privada aberta, um tema que começa a se tornar prioritário para boa parte da população preocupada com o futuro. Prova disso é o cescimento de 18% no volume de captação registrada pelo setor no primeiro semestre de 2010, com contribuições de R$ 19,8 bilhões, segundo dados da Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), entidade que reúne 65 sociedades seguradoras e 15 entidades abertas de previdência complementar.

As provisões — recursos acumulados pelos participantes do sistema de previdência complementar — somaram R$ 190,5 bilhões em junho de 2010, o que representou uma alta de 21,5% em relação a junho de 2009 quando as provisões do setor somavam R$ 156,8 bilhões. A carteira de investimentos cresceu 21,8% no em junho de 2010. Com isso, a carteira do setor somou R$ 197,9 bilhões.

O VGBL acumulou R$ 15,6 bilhões, crescimento de 21,6%, na comparação aos R$ 12,8 bilhões arrecadados no mesmo período do ano passado. O PGBL apresentou alta de 14,52% no período, com arrecadação de R$ 2,56 bilhões no período. Os planos tradicionais apresentou queda de 3,6%, para R$ 1,65 bilhão. Os outros produtos de previdência (FAPI, PGRP e VGRP) somaram R$ 7,39 milhões, com retração de 10,4%.

Os dados da Fenaprevi mostram que, no primeiro semestre de 2010, os planos empresariais cresceram 24,4%, consolidando arrecadação de R$ 2,61 bilhões. Os planos individuais registraram R$ 16,5 bilhões e obtiveram alta de 21,9%, na comparação aos R$ 13,5 bilhões acumulados no mesmo período em 2009. Os planos para menores, por sua vez, arrecadaram R$ 663 milhões.

A Bradesco Vida e Previdência liderou o ranking de arrecadação no primeiro semestre, com 31,97% do total, seguido pela BrasilPrev (20,07%), Itaú Vida e Previdência (19,41%), Caixa Vida e Previdência (8,75%), Santander Seguros (8,49%), HSBC Vida e Previdência (4,60%), Safra Vida e Previdência (1,12%), Icatu Hartford Seguros (0,92%), Sul América (0,75%), Porto Seguro Vida e Previdência (0,58%). As demais seguradoras somam, no total, 3,34% do valor arrecadado.

Os dados da Fenaprevi informam que há 11,5 milhões de contratos de planos previdenciários. Atualmente cerca de 101 mil pessoas são beneficiadas pelas coberturas de pecúlio, pensão e aposentadoria.

Berkshire tem queda de 40% no lucro do trimestre

A Berkshire Hathaway, controlada pelo megainvestidor Warren Buffett, anunciou ontem lucro em suas quarto unidades de negócios de seguros. Apenas em resseguro o grupo registrou queda no ganho. Segundo comunicado do grupo, o lucro com subscrição avançou de US$ 66 milhões para US$ 462 milhões. No segundo trimestre, no entanto, o lucro líquido caiu 40%, para US$ 1,9 bilhão. A seguradora Geico registrou prêmios de US$ 7 bilhões no primeiro semestre, alta de 9%. A General Re teve faturamento estável em US$ 2,8 bilhões. Os prêmios da Berkshire Hathaway Reinsurance recuaram de US$ 4,2 bilhões para US$ 3,6 bilhões no mesmo período. A Berkshire voltada para seguros apurou prêmios de US$ 816 milhões.

Hannover tem lucro de 310,6 milhões de euros

A Hannover Re divulgou lucro líquido de 310,6 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, 28% abaixo do valor apurado em mesmo período do ano anterior, porém que confirma a previsão de lucro de 600 milhões de euros para 2010, informou Ulrich Wallin, CEO do grupo, em comunicado distribuído hoje pela manhã. O retorno sobre o patrimônio ficou em 15,6%. O faturamento avançou 7,9% no primeiro semestre, para 5,7 bilhões de euros. O índice combinado ficou em 99,5%, o que foi considerado como um bom indicador diante das perdas ocorridas neste ano, como terremoto no Chile, Haiti, explosão da plataforma no Golfo do México e enchentes na Europa.

Marcus Vinícius assume área de Automóvel da Generali

*nota extraída do site da CNSeg www.viverseguro.org.br

marcos-viniciusO executivo Marcus Vinícius Lopes Martins foi contratado pela Generali Brasil Seguros para comandar toda a gestão da área de Produto Automóvel, da emissão ao sinistro. Ele chega com o propósito de maximizar as operações da companhia no segmento automotivo, um mercado cujas vendas cresceram no país 16,5% no primeiro semestre deste ano.

Com a nova contratação, a Generali reforça a tradição de oferecer alto padrão de produtos, serviços e atendimento, seguindo a estratégia global da controladora Assicurazioni Generali, um dos maiores grupos seguradores do mundo, presente em 68 países e que em 2009 registrou faturamento recorde, ultrapassando 70 bilhões de euros em prêmios de seguros.

Marcus Vinícius tem larga experiência em seguro, adquirida em grandes corporações como a SulAmérica, onde foi vice-presidente de Auto por quatro anos e vice-presidente de Vendas e Marketing por mais dois anos. O executivo é formado em Engenharia Mecânica pelo IME(Instituto Militar de Engenharia), com mestrado em Administração pelo Instituto Coppead (UFRJ) e MBA em Gestão pelo Insead, o Instituto Europeu de Administração. “Estou bastante motivado com o novo desafio, pois não tenho dúvidas de que, nos próximos anos, a Generali tem plenas condições de crescer a taxas bem superiores à média do mercado e, principalmente, com rentabilidade”, diz ele, acrescentando que nessa nova trajetória conta com o apoio dos corretores de seguros, que é o canal de distribuição exclusivo da companhia.

Brasilprev lucra R$ 138 milhões no semestre

A Brasilprev Seguros e Previdência obteve lucro líquido de R$ 138,1 milhões nos seis primeiros meses do ano, 19,5% acima do totalizado no primeiro semestre de 2009. A arrecadação da companhia subiu 50,6%, para R$ 3,983 bilhões. Já os ativos sob gestão somaram R$ 30,8 bilhões, evolução de 32,2% quando comparado ao mesmo período do ano anterior. O destaque ficou para os planos da modalidade Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), na qual a Brasilprev arrecadou R$ 3,1 bilhões, crescimento de 73,3% em relação ao ano anterior.

Este resultado permitiu à empresa conquistar a vice-liderança do mercado em arrecadação na modalidade, registrando 19,6% de market share. Destaque também para a modalidade Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL), na qual a Brasilprev foi líder em arrecadação no período, com R$ 705,8 milhões – um incremento de 13,9% que resultou em 27,5% de market share. Com isso, a companhia encerrou o período como vice-líder de todo o mercado vivo de previdência, ou seja, nas modalidades PGBL e VGBL.

Desde que foi fundada, há 17 anos, a Brasilprev vem registrando crescimento acima da média de mercado, fenômeno que se repetiu no primeiro semestre de 2010. “Essa trajetória está direta e intimamente ligada aos esforços da companhia para manter-se competitiva, dinâmica e inovadora, bem como à solidez e expertise de seus acionistas”, comenta o diretor de Planejamento e Controle, Alejandro Elizondo Rodríguez, em nota divulgada pela empresa. “De janeiro a junho de 2010 não foi diferente”, complementa o executivo na nota recebida pelo Blog Sonho Seguro.

De acordo com o executivo, para uma empresa que tem como missão viabilizar projetos de vida de seus clientes, crescer com sustentabilidade é essencial. E os resultados registrados pela Brasilprev a cada período reforçam esse compromisso. “Nesse sentido, continuaremos a investir no aprimoramento de nossos produtos, serviços, processos, controles e governança, buscando gerar cada vez mais valor para os nossos públicos estratégicos”, finaliza.

Ganho da SulAmérica recua para R$ 52 milhões

sulamericaA SulAmérica divulgou lucro líquido de R$ 52 milhões no segundo trimestre deste ano, recuo de 37,7% comparado aos R$ 83,4 milhões do mesmo período do ano anterior. Parte deste resultado se deve ao fim da parceria com o Banco do Brasil, com a venda da parte da Brasilveículos ocorrida neste ano e que por isso deixam de ser consolidados. Assim como a lucratividade foi afetada, o volume de prêmios também recuou 9,8%, para R$ 1,9 bilhão. ]

Sem considerar os números da parceria com o BB, a SulAmérica obteve vendas 9,4% maiores no período analisado. A maior alta veio de saúde, com 15,7%, para R$ 1,2 bilhão, que já representa 63% do total de prêmios do grupo. Automóvel vem em segundo lugar, com expansão de 15,7%, para R$ 497,3 milhões. A frota de veículos segurada chegou a 1,23 milhão de itens em junho, alta de 21,4% em relação ao mesmo mês de 2009.

Allianz prevê lucro de € 7,2 bi em 2010

allianzA Allianz, maior seguradora do mundo em valor de mercado, registrou alta de 35% no lucro líquido do primeiro semestre deste ano, para 2,5 bilhões de euros. No segundo trimestre, no entanto, o lucro líquido recuou 46% em relação a igual período do ano passado, para 1,02 bilhão de euros. O lucro operacional cresceu 23% no segundo trimestre, para 2,19 bilhões de euros e a meta de chegar a 7,2 bilhões foi mantida para 2010. O faturamento cresceu 15%, para 25 bilhões de euros. O índice combinado ficou em 96,3%.

Segundo dados divulgados pela seguradora, o resultado foi impactado pelos mais de 800 milhões de euros pagos em indenizações para as vitimas do terremoto no Chile, ressarcir danos causados pelo vazamento de óleo no golfo do México com a explosão da platamorma de British Petroleum, além das enchentes e inundações na Europa.

AIG tem prejuízo de US$ 2,6 bilhões no tri

A AIG, que se prepara para deixar de ser controlada pelo governo dos EUA ao pagar os recursos federais recebidos no auge da crise financeira, registrou prejuízo de US$ 2,66 bilhões no segundo trimestre deste ano, um resultado frustrante diante do lucro de US$ 1,82 bilhão conquistado em igual período do ano passado. O fraco desemenho se deu em razão da baixa contábil de US$ 3,3 bilhões na seguradora de vida Alico, vendida à MetLife por US$ 15,5 bilhões. O faturamento recuou 16%, para US$ 19,9 bilhões.

Lucro da Liberty avança 84,5%

A Liberty Mutual Group anunciou ontem lucro líquido US$ 535 milhões no primeiro semestre do ano, aumento de 84,5%. Os prêmios somaram US$ 14,4 bilhões, alta de 4% e o lucro operacional recuou 40%, para US$ 487 milhões. O índice combinado sem considerar os impactos das catástrofes ficou em 97%. Como os eventos catastróficos o índice situou-se em 103,5%. Edmund F. Kelly, presidente e CEO da Liberty Mutual Group Inc. disse que “os resultados operacionais refletem os benefícios do modelo operacional diversificado e global e o compromisso com a disciplina de subscrição de risco e de reserva de capital para manter nosso balanço sólido.”