Os cancelamentos de mais 17 mil vôos internacionais em 20 países ocorridos desde quinta-feira em razão da erupção do vulcão na Islândia terão um impacto limitado na indústria de resseguros, segundo informou a Munich Re em nota neste sábado. Segundo as agências internacionais, a nuvem andou mais de 3 mil quilômetros em dois dias.
De acordo com a maior resseguradora do mundo, a cobertura de lucro cessante para a indústria aérea é pouco comercializada para causas da natureza. Geralmente a cobertura de lucro cessante das empresas aéreas está incluída em apólices que tem acidentes como principal risco. Como os vôos foram cancelados para evitar acidentes, o risco de perdas elevadas está descartado.
Este caos aéreo, considerado o maior dos últimos tempos, é diferente da perda registrada pelo mercado de seguros no último pior caos aéreo na história da aviação, os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Neste, os danos por interrupção de negócios e lucros cessantes foram indenizados por se tratar de acidente aéreo, gerando uma das indenizações mais elevadas já registradas pela indústria de seguros neste segmento de negócios.
A notícia da saída de Eduardo Nakao da presidência do IRB Brasil Re, maior ressegurador do Brasil com quase 80% dos negócios, surpreendeu os executivos do mercado de seguros nesta sexta-feira.As apostas eram de que Leonardo Paixão, presidente do conselho de administração do IRB, irá acumular a presidência executiva até que seja definida a participação do Banco do Brasil no IRB, o que está previsto para acontecer ainda neste mês.
Durante a posse do novo presidente da CNSeg, Jorge Hilário, realizada no Rio no dia anterior, as conversas entre executivos do setor e membros do governo davam conta de que haveria mudanças. “Mas ninguém esperava que fosse acontecer algo antes de a compra da participação do Tesouro pelo Banco do Brasil ser definida”, informou um executivo que pediu anonimato.
A idéia do governo ao mexer no comando do ressegurador controlado pelo Tesouro e que tem Bradesco e Itaú como principais acionistas privados é tornar o IRB mais competitivo. Após 69 anos de monopólio, o IRB há dois anos enfrenta a concorrência de mais de 75 resseguradoras instaladas no Brasil, que abriram escritórios no eixo Rio São Paulo bem antes da abertura do mercado de resseguros ocorrida em 2008.
A concorrência tem ficado cada dia mais acirrada.A medida que o temor com o risco de crédito agravado com a crise financeira recua diante da melhora das economias mundiais, mais seguras as companhias brasileiras ficam de negociar com estrangeiros. Com isso, seguradoras que tinham no IRB um porto seguro, mesmo com as limitações de produtos, custo administrativo mais elevado e morosidade nos processos de avaliação de risco, começaram a fechar negócios com as resseguradoras estrangeiras.
Praticamente todas as seguradoras já negociaram contratos exclusivos com as resseguradoras estrangeiras que apresentam propostas irrecusáveis para as seguradoras brasileiras. O apetite estrangeiro é grande. As companhias priorizam contratos em locais menos expostos a catástrofes naturais, uma vez que as perdfas do primeiro trimestre do ano já se mostram significativas com o terremoto do Chile e as tempestades na Europa. Aliado a isso, há previsão de um número maior de furacões nos EUA neste ano, acima do registrado nos dois últimos.
Os resseguradores correm para conquistar clientes com grande potencial de crescer juntamente com a economia brasileira. Além do natural avanço orgânico, as companhias contam com contratos de resseguro provenientes das obras de infraestrutura para preparar o Brasil para a Copa e Olimpiadas.
A mais recente a anunciar parceria foi a Bradesco com a Munich Re. O Itaú Unibanco também já negociou vários contratos após ter encerrado a parceria que tinha com o grupo XL Re. As seguradoras estrangeiras, como Mapfre, Allianz, Liberty, ACE, Tokio Marine entre outras trouxeram para o Brasil a resseguradora do grupo.
Com isso, espera-se que a participação do IRB diminua paulatinamente. Para evitar perder mercado, o ressegurador brasileiro busca agilizar o atendimento, reduzir seus custos e até mesmo se prepara para a internacionalização, como comentou em recente entrevista Eduardo Nakao, funcionário de carreira do Banco Central, que ocupa a presidência do IRB desde abril de 2006.
Na última semana, Nakao participou de audiência da comissão especial que discute o projeto 3554, do deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP), que cria uma lei específica para os contratos de seguros privados. O executivo fez críticas ao projeto, alegando que ele é prejudicial as resseguradoras e que se for aprovado pode engessar o mercado de grandes riscos por inviabilizar os contratos juridicamente e comercialmente.
“Seguro é uma atividade que busca dar segurança e bem estar social. O desafio é mostrar isso a sociedade e com certeza esta missão tomará a nossa agenda em 2010”, diz Jorge Hilário, que assume a presidência da CNSeg nesta noite. Dentro desta agenda de “vendedor de idéias” e perpetuar a CNSeg como “o arauto das seguradoras”, Vieira está disposto a concretizar a importância do seguro para toda a sociedade. Seja de uma simples apólice para garantir o funeral de um pai de família com valores enquadrados dentro do nicho de microsseguros até um contrato com garantias elevadas para mitigar os riscos inerentes a mega projetos de infraestrutura que o Brasil tem para realizar. Segundo ele, este papel terá sido cumprido quando o seguro passar a ser comprado e não vendido.
A nova diretoria da CNSeg terá como primeiro vice-presidente Patrick Antonio Claude de Larrogoiti Lucas (SulAmérica), e como vice-presidentes Antonio Cássio dos Santos (Mafpre) e Nilton Molina (Mongeral AEGON). Como diretores Antonio Trindade (Itaú Unibanco), Alexandre Malucelli (Malucelli Seguradora), Luis Maurette (Liberty Seguros), Mario Petreli (Icatu Hartford), Pedro de Freitas (American Life), Paulo Marraccini (Allianz Seguros), Pedro Bulcão (Sinaf) e Pedro Purm Junior(Zurich Brasil Seguros).
Veja a seguir a íntegra do discurso de Jorge Hilário:
Senhoras e Senhores:
Recebo o cargo de presidente da CNSeg consciente de que a sua principal atividade é ser o arauto do mercado das empresas seguradoras, previdenciárias e de capitalização. Para isso é que fui eleito pelas Federações e Sindicatos que compõem a nossa Confederação.
Na condição de arauto, assumo como primeira tarefa a de manifestar o reconhecimento de todos pela grande contribuição dada por João Elísio Ferraz de Campos para o fortalecimento de nossas instituições, incluindo a criação da própria Confederação, e para o desenvolvimento do setor, propiciada pela abertura do mercado de Resseguros no Brasil. E anunciar que, como forma concreta de materializar esse reconhecimento, a Diretoria decidiu hoje conferir a João Elísio o título de Presidente Honorário da CNSeg, traduzido na placa comemorativa que tenho o prazer de passar a suas mãos.
Depois dessa homenagem, reservo-me o direito de fazer o meu próprio reconhecimento às pessoas cujo estímulo e apoio me fizeram entrar no fascinante mundo do mercado segurador. Volto no tempo para lembrar de Jean Beguin, que acreditou naquele jovem de 27 anos, imaginando que ele tivesse capacidade para presidir a Companhia União Continental de Seguros S.A. Minhas homenagens vão também para os amigos que me permitiram contribuir para o desenvolvimento do setor. Cito, com particular carinho, os nomes de Antonio Larragoiti Júnior, Leonídio Ribeiro Filho, Antônio Carlos de Almeida Braga, Ministro Francisco Dornelles, João Regis Ricardo dos Santos, Hélio Rocha Araújo, José Américo Peon de Sá, Eduardo Vianna e Rony Lyrio. A eles, meu comovido agradecimento.
Volto à condição de arauto. Temos que consolidar as organizações da CNSeg/FENASEG em busca da homogeneização das ações de competência da Confederação e de suas Federações associadas, reincorporando os sindicatos na função de representantes regionais dos interesses do mercado.
É imperioso transformar a Central de Serviços da CNSeg em efetiva prestadora de apoio às suas filiadas, mediante a criação e uso de bases de dados a lhes serem oferecidas para fortalecimento de suas análises, referências e decisões, proporcionando-lhes o uso de processos e sistemas de natureza técnico-atuarial, administrativo-contábil e tecnológico, no sentido comunitário da redução de ônus diretos e indiretos sobre suas ações, visando o aumento da eficiência e, consequentemente, a melhoria da produtividade.
Devemos discutir e rever o Decreto-Lei 73, visando uma nova lei do mercado segurador que modernize o marco regulatório do setor. Devemos continuar a estabelecer convênios com a Escola Nacional de Seguros, universidades e demais centros de ensino e pesquisas para ações de desenvolvimento do conhecimento e uso político, social e econômico do Seguro e da Previdência.
Devemos aumentar a parceria com os órgãos reguladores do mercado, revendo normas e procedimentos técnicos e administrativos, na busca da redução do custo dos encargos e serviços que alcançam, sobretudo, operadoras pequenas e médias, agravando mais que o racional econômico e comercial de suas operações, provocando, assim, indesejável concentração do mercado. Em última análise, transferindo o ônus da ineficiência para o bolso do consumidor.
Precisamos aprofundar o redescobrimento do consumidor de seguros. O mercado deseja caminhar ao seu encontro. Buscar seus interesses e necessidades. Oferecer o melhor produto e o melhor atendimento. Desenvolver seguros de pequeno e médio porte que interessem ao consumidor de baixa renda, o micro-seguro.
Precisamos mostrar ao Governo e ao consumidor o que somos: promotores do desenvolvimento, agentes do progresso, partícipes do futuro. Isto, não só na condição compulsória de investidores institucionais ou patrocinadores da manutenção do equilíbrio patrimonial e pessoal dos indivíduos e organizações, mas também, e principalmente, como agentes disponíveis do Governo para gerenciamento dos grandes riscos catastróficos nacionais.
Devemos oferecer apoio concreto à gestão dos riscos do agronegócio, dos riscos financeiros, dos riscos ambientais, através do desenvolvimento do Seguro Rural, dos Seguros de Crédito e de Garantia, dos Seguros Ambientais, substituindo a Administração Pública na análise, na subscrição e na fiscalização desses riscos, medindo previamente seus prováveis alcances e ressarcindo seus reais efeitos.
Quero encerrar minha fala desta noite com uma menção especial a todos aqueles que trabalham no mercado. Há longo tempo convivo com eles e sei do orgulho que sentem por fazer parte de uma atividade que tem como matéria-prima o futuro; o apego que têm à sua missão de agentes transformadores. É gente que está à frente de seu tempo e consciente da sua modernidade e dinamismo, características básicas dos jovens de ontem, de hoje e de amanhã. É com essa gente que contamos para o bem estar do País.
O presidente da CNSeg, João Elisio Ferraz de Campos, transmite nesta quinta-feira, 15, o cargo ao advogado Jorge Hilário Gouvêa Vieira (ex-presidente do IRB Brasil Re e atual membro do Conselho de Administração da SulAmérica), em solenidade realizada no Hotel Sofitel no Rio de Janeiro, a partir das 18h30.
Gouvêa Vieira comandará a entidade máxima do mercado segurador no triênio 2010/2013, tendo como um dos desafios promover ações estratégicas para mostrar a sociedade que o seguro é uma atividade que busca dar segurança e bem estar social, e que essa proteção vai desde a atividade econômica até a própria vida, no caso de um infortúnio.
Além da presença de autoridades, executivos do mercado segurador e de outros segmentos da economia, foram convidados para a cerimônia o governador do Estado do Rio de Janeiro, Sergio Cabral, e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, entre outros.
O presidente da Mapfre, Antonio Cássio dos Santos, foi eleito pelo quarto ano o melhor executivo do Brasil na categoria Seguros pela revista “Executivo de Valor”, do jornal Valor Econômico, distribuída hoje aos assinantes.
Cássio foi considerado um dos 20 principais CEOs do Brasil devido às estratégias adotadas para condução da seguradora diante de um cenário internacional amplamente desfavorável. No ano passado, o executivo tinha recebido a homenagem por ser um administrador global, capaz de atender as exigências cada vez mais fortes em um mundo onde as barreiras internacionais são cada vez mais tênues.
Neste ano, o prêmio Executivo de Valor abordou como os líderes empresariais conduziram suas empresas em 2009, ano que marcou a queda do PIB brasileiro em 0,2%, fato que não ocorria desde 1992. Dentre os pontos analisados está o impacto da queda dos investimentos nos negócios, seus reflexos ao longo de 2010 e perspectivas para os próximos anos.
”O ano que passou trouxe novos horizontes para a economia nacional, que mostrou ao mundo seu poder de reação e organização, deixando os efeitos da crise para trás muito antes de países mais desenvolvidos economicamente, como Inglaterra, França, Alemanha ou Estados Unidos”, informa Santos em comunicado distribuído à imprensa.
O executivo ofereceu o prêmio à Comissão Executiva da Mapfre Brasil e à Comissão Delegada do Grupo no mundo, pelo apoio incondicional à operação brasileira. “O fato de ser o único profissional do segmento de seguros a conquistar o título, no entanto, mais aumenta a minha responsabilidade, do que enobrece”, comentou.
O grupo Mapfre tem 55 anos de atuação no Brasil e com a sociedade com o Banco do Brasil, perto de ser finalizada, se torna uma das mais importantes seguradoras do País.
A Colemont Global Group anunciou a conclusão do processo de fusão com a AmWINS Group Inc, criando uma corretora responsável por movimentar mais de US$ 4,8 bilhões em prêmios anuais de seus clientes, contando com um time de 1.800 funcionários e atuando em 16 países. “Acreditamos que a combinação dessas duas operações desenvolverá ainda a capacidade técnica de nossa empresa, sendo mantido o foco em desenvolver soluções para nossos clientes”, diz o vice presidente executivo da Colemont Brasil Insurance & Reinsurance Brokers , Felipe Leão de Moura, em carta enviada aos clientes brasileiros.
Segundo ele, o braço internacional da nova empresa não será alterado e continuará a operar com a bandeira Colemont. Nos Estados Unidos, a nova empresa passará a operar sob a estrutura organizacional AmWINS Group, Inc, comandada por M. Steven DeCarlo, como CEO nos EUA. A Colemont Global Group permanecerá sendo gerida por Surinder Beerh, a partir de Londres. O Brasil, como toda a operação mundial, manterá seus sócios locais e a estrutura atual.
A MetLife, seguradora especializada em produtos de vida e previdência, anunciou hoje parceria com o BPN, empresa processadora de crédito, promotora de vendas e correspondente bancária, com forte atuação no Nordeste do país, para a venda de seguros de vida e desemprego.
“O ramo de afinidades é uma grande aposta da MetLife para este ano. No final de 2009, investimos mais de 30 milhões de reais neste canal”, informa Robert Craddock, diretor do Canal Bancos e Afinidades da MetLife, em comunicado. Entre os acordos de exclusividade de balcão, acrescenta, a parceria com o BPN trará mais volume de negócios para a companhia.
O acordo prevê a comercialização de dois produtos: cobertura em caso de morte e diagnóstico de doença grave, com opcional de diária por internação hospitalar ou auxílio medicamento, e o seguro para proteção de crédito, com cobertura para morte, invalidez por acidente, desemprego involuntário e incapacidade física total ou temporária, voltado para profissionais liberais.
O imbróglio para a construção de Belo Monte, a terceira maior hidrelétrica do mundo, está grande e agora compromete até mesmo as seguradoras que criaram um pool para ofertar garantias para o empreendimento. O Ministério Público do Pará disse que irá notificar oito empresas, entre elas Fator Seguros, JMalucelli e UBF, para evitar que elas cooperem com os danos e ilegalidades que fazem parte do estudo que fará o órgão pedir a anulação da licença pública para a construção da hidrelétrica.
As outras empresas consideradas co-responsáveis, além das seguradoras, são BNDES, Norberto Odebrecht, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Vale. As seguradoras, segundo nota divulgada recentemente, formaram um pool para ofertar garantias de R$ 6,5 bilhões para viabilizar a estrutura de financiamento da construção da usina, com recursos estimados em R$ 20 bilhões.
Ontem a Odebrecht e Camargo Correia desistiram de participar do leilão previsto para o dia 20, justificando que o governo não respondeu aos questionamentos sobre o edital. Ficou apenas um consórcio agora, o da Andrade Gutierrez. A expectativa do governo é de que outro se inscreva para acirrar a concorrência pelo preço ofertado.
Segundo noticias dos jornais, os procuradores da República que analisaram o empreendimento apontam afronta à Constituição, às leis ambientais e às resoluções do Conselho Nacional de Meio Ambiente entre os oito problemas identificados. Um dos mais sérios é uma análise que afirma que se a hidrelétrica for construída como mostra o projeto poderá secar 100 km de rio e comprometer a água e o alimento das populações.
Grande parte das empresas parou no Rio ontem, inclusive a CNSeg. Os deslizamentos não ficaram apenas nas encostas com construções irregulares. Atingiram também imóveis caros e causaram a morte de mais de 100 pessoas, segundo noticias publicadas hoje pela imprensa. . Os danos causados vão desde as 100 vítimas fatais até o adiamento de eventos esportivos, como o jogo do Flamengo e da Maratona do Viradão Carioca. O assunto é manchete dos jornais locais e também internacionais.
Segundo traz o Valor, no Humaitá, zona sul da capital, desabou parte de uma encosta ocupada por mansões, no mesmo local onde ocorrera outro deslizamento em fevereiro de 1988. O deslizamento ameaçou a Casa de Espanha, tradicional clube da colônia espanhola no Rio. Na zona sul de Niterói, um motorista que passava com a família morreu quando seu carro foi atingido por outro deslizamento em área de mansões, no bairro de São Francisco (Zona Sul). No Joá, outro bairro de alta renda, um deslizamento provocou interdição parcial da via que liga a Zona Sul à Barra da Tijuca (Zona Oeste).
Muitos motoristas abandonaram os veículos em meio às enchentes. A Mapfre informou ontem ao site G1, da Globo, que fez mais de 400 atendimentos no Estado. O Valor informa a estratégia da Itaú, Porto e Bradesco, que transferiram reboques e outros recursos de outras regiões para o Rio, reforçando a estrutura de atendimento aos segurados.
A Bradesco mandou vir de São Paulo 15 reboques para reforçar a frota de 70 veículos que atendem normalmente aos segurados no Rio. A seguradora informou que acionou um plano de contingência para atender seus segurados, ampliando em 40% o número de atendentes do serviço de assistência 24 horas. A seguradora, entretanto, ainda não tem um levantamento de prejuízos, porque as chuvas continuam. A Porto Seguro, maior seguradoras do Brasil, mandou de São Paulo 40 guinchos para o Rio, cidade que abriga a matriz da Azul Seguros, a seguradora “light” do grupo por vender seguros mais baratos por ter menos serviços.
A Itaú informou por meio de sua assessoria de imprensa que os carros estavam sendo rebocados até um pátio e que um grupo de peritos já estava disponível para avaliar os danos e dar seqüência a indenização. Segundo informou a Porto Seguro ao site G1, o segurado poderá levar o veículo à oficina de sua preferência, mas não deve autorizar o conserto antes da liberação da seguradora. A liberação será feita por um técnico da empresa, que avaliará se o veículo pode ser recuperado ou se houve perda total que é decretada quando os danos superaram 70% o valor do carro.
Um procedimento padrão das seguradoras é tentar recuperar o veículo quando a água fica abaixo do painel, desde que o motor não tenha sido afetado. Neste caso, é quase certa a perda total.
Veja as dicas valiosas elaboradas pela CESVI BRASIL (Centro de Experimentação e Segurança Viária) para evitar prejuízos em enchentes:
1. Caso o motor morra durante a travessia, jamais tente dar a partida, mantenha-o desligado e remova o veículo até uma oficina. Diante da possibilidade de admissão de água, essa prática reduz o risco de danos causados ao motor por um calço hidráulico.
2. Observe a altura do nível de água do trecho alagado, a maioria das montadoras estabelece uma altura máxima para essas travessias, não podendo exceder o centro da roda.
3. É prudente que o veículo, durante o alagamento, seja dirigido em baixa velocidade, mantendo uma rotação maior e constante ao motor, em torno de 2.500 RPM, o que diminui a variação do nível da água e seu respingar junto ao motor, dificultando sua admissão indevida e a contaminação de componentes eletroeletrônicos, melhorando a aderência e a dirigibilidade do veículo.
4. No caso de veículos equipados com transmissão automática, a troca de marchas deve ser feita manualmente, selecionando a posição “1”. Dessa forma, o veículo não desenvolve tanta velocidade, sendo possível imprimir uma rotação maior ao motor. Outra possibilidade é manualmente alternar a troca de marchas entre “N” e “1”, de modo a manter a velocidade do veículo baixa durante o trecho alagado, sem descuidar da rotação do motor, sempre em torno de 2.500 RPM.
5. Alguns veículos automáticos oferecem como opcional o ajuste da tração, conhecido como “WINTER” ou “SNOW”. Embora sua função seja a de conferir maior segurança durante trechos de baixa aderência, como neve ou lama, evitando que o veículo patine graças ao bloqueio do diferencial, também deve ser utilizado durante alagamentos, pois beneficia o controle da velocidade do veículo e da rotação do motor.
6. Mantenha a calma nos casos em que, durante a travessia, sejam constatados sintomas como o aumento de esforço ao esterçar (direção hidráulica), variação na luminosidade das luzes do painel de instrumentos, alertas sonoros, flutuação dos ponteiros, luzes de anomalia da injeção eletrônica, bateria e ABS (se disponível) acesas, aumento do esforço ao acionar os freios e interrupção do funcionamento da tração 4 X 4 (veículos diesel), pois provavelmente todo esse quadro é causado pela perda de aderência entre a correia auxiliar e as respectivas polias da bomba da direção hidráulica, alternador e bomba de vácuo (veículo diesel), sendo, na maioria das vezes, um fato passageiro que não impede a dirigibilidade. Apenas reforce a cautela e mantenha o menor número possível de equipamentos ligados.
7. É recomendado desligar o ar condicionado, reduzindo assim o risco de calço hidráulico. Essa prática impede que alguns componentes joguem água na tomada de ar do motor. Veículos rebaixados e turbinados, na maioria das vezes, apresentam maiores riscos de sofrer calço hidráulico; por isso, é aconselhável manter a originalidade da montadora. Se o veículo estiver nessas condições, redobre a atenção aos procedimentos sugeridos.
8. Para os casos mais sérios de alagamentos, é recomendado preventivamente fazer um check-up, corrigindo, por exemplo, possíveis alterações do sistema de injeção eletrônica, muitas vezes simples e imperceptíveis nessa fase, como maus contatos, mas que posteriormente podem gerar grandes transtornos.
9. Pode haver, entre outros, a contaminação do cânister, do óleo da transmissão, do(s) eixo(s) diferencial(is), no caso de veículos com tração traseira ou mesmo quatro por quatro, o que determina a redução da vida útil dos componentes integrantes desses conjuntos, além de riscos acentuados de falhas na embreagem, suspensão e freios. Para combater os efeitos dessa possibilidade, é recomendável encaminhar-se rapidamente até uma oficina e solicitar a avaliação desses itens.
10. Havendo travessias consecutivas de alagamentos, recomenda-se uma limpeza do sistema de ventilação, pois estará sujeito à contaminação por fungos, microorganismos e bactérias, demandando limpeza de todo o sistema para a utilização segura.
A aprovação do nome de Thomaz Cabral de Menezes (foto/divulgação) para a presidência da SulAmérica em reunião do Conselho de Administração realizada hoje foi bem recebida pelo mercado. Vários executivos, surpreendidos pela confusão do nome de Zeca Rudge divulgado por um jornal nacional, noticia desmentida logo pela manhã pelo próprio Itaú Unibanco, comemoraram a ida de Thomaz para a SulAmérica, empresa que construiu uma longa história nesses 114 anos de vida.
“Thomaz é um grande administrador e com certeza fará um excelente trabalho nesta nova fase da SulAmérica”, comentou Ivan Passos, ex-vice presidente da SulAmérica e hoje responsável pelas operações da Hannover Re, quinta maior resseguradora, do mundo no Brasil. “Foi uma boa surpresa para todos”, acrescentou Acácio Queiroz, presidente da Chubb Seguros e também Jacques Bergman, presidente da Fairfax.
Thomaz Cabral de Menezes substituirá Patrick Larragoiti, que continuará na presidência do Conselho de Administração da SulAmérica. Há 23 anos, Thomaz trabalha no grupo Marsh McLennan, dono de uma das maiores corretoras de seguros do mundo, sendo o presidente da subsidiária brasileira desde 1999. Nos últimos seis anos, Menezes acumulou também a posição de presidente da Marsh para América Latina e Caribe, liderando diversos processos de fusões e aquisições. Ontem, a Marsh anunciou Ricardo Brockmann, CEO do México, como CEO da Marsh na região da América Latina e Caribe.
Segundo nota da SulAmérica enviada à CVM, Thomaz terá pela frente a missão de seguir na trajetória de crescimento da companhia, no controle de custos e foco na gestão da rentabilidade. “Para a SulAmérica, a chegada de Thomaz representa uma excelente oportunidade para a companhia alavancar seu crescimento, aproveitando o ótimo momento que atravessa o mercado de seguros e a vasta experiência do executivo no setor”, afirma o presidente do Conselho, Patrick de Larragoiti Lucas. “Tenho convicção de que sob a liderança de Thomaz Cabral de Menezes e de toda a equipe da SulAmérica a companhia irá vencer seus novos desafios.”
Já a SulAmérica tem em caixa um valor relevante, que a possibilita até mesmo comprar empresas, segundo declarações recentes de executivos do grupo na imprensa. Mesmo sem crescer com aquisições, o potencial de crescimento orgânico é relevante, segundo relatório do Goldman Sachs, divulgado recentemente e que recomendou a compra das ações da SulAmérica e manteve o estatus “neutro” para a Porto Seguro.
Thomaz está animado com a nova jornada. “É uma honra e um grande desafio fazer parte da equipe vencedora SulAmérica em um momento tão importante para a companhia. Estamos implantando um novo posicionamento estratégico, a lição de casa já foi feita e a companhia está pronta para impulsionar ainda mais seus resultados”, declara Thomaz. Neste domingo, a SulAmérica inicia uma nova campanha publicitária, orçada em R$ 70 milhões para os próximos três anos. Na campanha, a Sulamérica reforça a ideia de que usar seguro não pode ser um aborrecimento a mais. O objetivo é ser a preferida do país em 2012.
A expectativa de executivos do setor é de que um grande projeto está em andamento e que este consolidará a SulAmérica num patamar semelhante ao ocupado no passado. “Há muito estrangeiro interessado no promissor mercado brasileiro. Além do potencial de crescimento aqui, lá fora eles enfrentam recessão e um aperto na regulamentação financeira, tsunamis, terremotos e furacões. A SulAmérica é uma empresa atraente para quem quer começar grande”, disse um consultor que preferiu não se identificar.
A SulAmérica, que passa por um momento de transição com a saída do sócio ING e o fim da parceria de mais de 10 anos com o Banco do Brasil, registrou lucro líquido recorde de R$ 419,1 milhões em 2009. Com mais de 6,3 milhões de clientes, a SulAmérica é a maior seguradora independente do Brasil e está dividida em quatro unidades de negócios: Saúde, Ramos Elementares, seguros de Pessoas e Previdência Privada e Gestão de Ativos, comercializando seus produtos através de uma rede de 28 mil corretores e parcerias comerciais.
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