Lucro da Munich Re cresce para 2,56 bi de euros

imagesA Munich Re, uma das maiores resseguradoras do mundo, apresentou hoje lucro líquido de 2,56 bilhões de euros em 2009, 62% acima do resultado obtido em 2008. O volume de prêmios apresentou alta de 10%, para 41,4 bilhões de euros, segundo comunicado do grupo.

O incremento no lucro foi justificado pela melhora dos mercados acionários e por uma fraca ocorrência de furacões em 2009. Já o avanço do faturamento resulta do reajuste do preço de seguros e de resseguro para compensar as perdas registradas em 2008 e também pela venda de resseguro para seguradoras que precisavam manter o nível de alavancagem de capital dentro das margens exigidas pelos órgãos reguladores.

A imprensa internacional priorizou na notícia sobre os resultados do balanço do grupo a hipótese do mega investidor Warren Buffett estar adquirindo uma participação maior no grupo. Segundo as agências, Buffett em janeiro aumento para 3% seus investimentos na resseguradora alemã e agora há especulações de que ele, principal controlador da Berkshire Hathway, um dos maiores grupos de seguros e resseguros, elevaria para 15% seus investimentos na Munich Re.

No ano passado, a Berkshire injetou 3 bilhões de francos suíços em um empréstimo na Swiss Re, principal concorrente da Munich Re, o que daria uma participação de 20% caso a resseguradora não devolvesse o empréstimo, o que já foi resolvido. O interesse de Buffett na Munich Re ajudou a elevar o preço das ações de seguradoras.

CEO da Zurich destaca Brasil em Davos

zurichO Fórum Econômico Mundial realizado em Davos, Suíça, durante a semana passada teve boa participação das seguradoras. Além de serem uma das maiores investidoras institucionais, aplicando boa parte de suas reservas para financiar o crescimento das economias, ainda vendem produtos para garantir a sustentabilidade das empresas e famílias.

Depois da matéria da Allianz pronta para ir às compras, a suíça Zurich falou aos jornalistas da Reuters sobre o seu interesse pelo Brasil. Segundo a notícia divulgada na agência e reproduzida em um grande número de sites e jornais, Paul Hopkins, CEO para as Américas da Zurich, disse que a empresa quer se tornar conhecida do público geral dentro do mercado de seguros, área dominada por gigantes do setor como Banco do Brasil, Itaú-Unibanco e Bradesco. Para atingir o objetivo, a empresa está considerando patrocinar um time esportivo e disparar campanhas publicitárias em 2010.

O executivo também contou que a Zurich praticamente dobrou os prêmios no mercado de Ofertas Iniciais Públicas (IPO, na sigla em inglês) em 2009. Aliás, este é um segmento que está no topo das prioridades dos bancos, assim como crédito e serviços para pequenas e médias empresas.

O seguro dos IPOs oferece cobertura à empresa emissora das ações de eventuais prejuízos causados por demandas judiciais de investidores alegando que as informações fornecidas nos prospectos das ofertas eram incorretas. A responsabilidade civil da companhia em relação as informações contidas nos prospectos está prevista na legislação brasileira e já é uma realidade nos Estados Unidos e na Europa. Em razão disso, a demanda pelo seguro no Brasil tem crescido na medida em que o produto é ofertado. Atualmente, poucas seguradoras atuam neste segmento, sendo a Zurich e a Ace as principais.

Allianz está capitalizada para ir às compras

allianzA Allianz, maior seguradora da Europa e com forte presença no Brasil, está sólida e capitalizada para ir às compras. Este foi o recado dos executivos do grupo durante entrevistas concedidas em Davos, Suíça, onde acontece o Fórum Econômico Mundial.

Segundo as agências de notícias internacionais, os executivos despitaram sobre os boatos de que o grupo estaria negociando com a Swiss Life. De acordo com as agências, Joachim Faber, que comanda a divisão Global Investors da Allianz, “nós estamos olhando grandes aquisições”.

Outro executivo do grupo, membro do Conselho, Paul Achleitner, disse que o grupo está em uma posição sólida para comprar assim como os bancos estão para vender. “Estamos olhando com muito cuidado antes de tomar qualquer decisão”. Segundo ele, é preciso esperar para ver como ficará a nova regulamentação do sistema financeiro mundial, em debate nos principais países do mundo. Ele ressaltou que os órgãos reguladores precisam ficar atentos que bancos e seguradoras atuam de forma diferente e que por isso precisam ter regras próprias.

Paul Achleitner, no entanto, não descartou aquisições de pequeno porte. No Brasil, há boatos de que a Allianz estaria negociando com o Bradesco. Segundo informou o jornal Brasil Econômico há uma semana, a negociação chegaria a um valor de R$ 5 bilhões. Ou seja, um negócio de grande porte.

Lucro da Chubb cresce para US$ 2,2 bi em 2009

chubbA Chubb, uma das maiores seguradoras dos Estados Unidos, divulgou lucro líquido de US$ 2,2 bilhões em 2009, acima dos US$ 1,8 bilhão registrado em 2008. O lucro operacional evoluiu na mesma proporção. Em faturamento, a seguradora conhecida como a “platinum” do mercado, recuou 6%, para US$ 11,1 bilhões.

As vendas foram menores tanto nos EUA como nas operações internacionais. Este resultado era esperado tanto pelo desaquecimento da economia como também pela crise ter afetado mais fortemente o público de maior poder aquisitivo, que compõem boa parte da carteira de clientes do grupo.

O índice combinado melhorou em quase três pontos percentuais, passando de 88,7% para 86%, diz o comunicado do grupo. Excluindo o impacto das catástrofes, o índice recua para 85,2%. O lucro com investimentos recuou 3%.

Segundo John Finnegan, presidente do grupo, “apesar das dificuldades geradas pela recessão econîmica, nos acreditamos que estes resultados continuem diferenciando e evidenciando o comprometimento da Chubb com o crescimento sustentável”.

Lucro da Bradesco Seguros avança 2,8%

bradescoAs operações de seguros, previdência e capitalização registraram lucro líquido de R$ 2,7 bilhões em 2009, 2,8% acima dos R$ 2,6 bilhões de 2008, representando 34% do lucro líquido do banco Bradesco, que atingiu R$ 8,012 bilhões em 2009, aumento de 5,1% em relação ao resultado obtido em 2008. A rentabilidade sobre o patrimônio do grupo segurador chegou a 27,1%.

A maior parte do lucro do Bradesco com seguridade vem da operação de previdência e vida, que respondeu por R$ 1,5 bilhão. Ramos elemetares e Auto contribuiu com R$ 473 milhões do lucro (alta de 38%); Capitalização obteve ganho de R$ 221 milhões e Saúde, apesar dos efeitos da gripe suína e provisões, fechou o ano com lucro de R$ 462 milhões.

Segundo Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente do Bradesco, a perspectiva é de que a área de seguridade continuará com a mesma participação no resultado do banco, que já é expressiva e a maior entre os bancos que operam no setor. Em bancos concorrentes como Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Santander, por exemplo, a participação de seguro no lucro das instituições não ultrapassa 15%.

De acordo com informações dos executivos, a alta no lucro se deu em razão da melhora do desempenho financeiro entre outros efeitos tributários. Na avaliação do executivo, a indústria de seguros é um segmento com grande potencial de crescimento, principalmente na venda massificada. A estratégia é crescer de forma orgânica, afirma Trabuco. Estar em cobertura nacional, oferta de todos os produtos, incrementando o número de parceiros de distribuição para atender a demanda.

O faturamento em seguridade chegou a R$ 26 bilhões, crescimento de 13,8% em relação ao resultado de 2008. Trabuco cita o crescimento de 16% no volume de prêmios no ramo saúde, de 15% no ramo de automóvel, de 15% em vida, de 13,8% em previdência e 17,2% em capitalização. “Como pode ver, o modelo de negócios do grupo está ajustado para um país das dimensões do Brasil”, comenta.

Chuvas geram 36 mil indenizações em um evento

enchente-inglaterraAs seguradoras do Reino Unido receberam cerca de 36 mil pedidos de indenizações decorrentes de perdas de seus segurados atingidos pelas inundações ocorridas no norte da Inglaterra em novembro do ano passado. Segundo divulgou a Association of British Insurers (ABI), entidade equivalente à CNSeg no Brasil, o excesso de chuva causou perdas significativas para famílias e empresas, além de prejudicar o acesso ao local em razão de quedas de barreiras e de pontes.

Segundo comunicado da ABI, cerca de 60% dos US$ 332 milhões foram pagos para indenizar clientes com apólices empresariais. “Situações como esta mostram o quanto o seguro é importante para que as empresas possam dar continuidade aos seus negócios. Com a comunidade local recuperando seu poder financeiro, a infraestrutura local pode ser reparada com os impostos gerados pelo fluxo do comércio normalizado. Se o comércio não tem condições de se recuperar, a perda econômica é ainda maior para todos, principalmente por gerar desemprego”, diz o comunicado da ABI.

Mitsui Sumitomo recebe aporte de R$ 60 milhões

mitsuiO grupo japonês Mitsui Sumitomo Insurance, um dos maiores do mundo, fez aporte de R$ 60 milhões na matriz brasileira, hoje presente em sete estados, para reforçar sua presença geográfica no Brasil, nas estruturas de atendimento a corretores, inclusive médios corretores, e em canais não tradicionais em parcerias com corretores especializados, informou a empresa em nota.

Segundo o vice-presidente da companhia, Hyung Mo Sung, em 2006 o grupo organizou um planejamento para dez anos que previa alcançar a primeira etapa em 2010. Essas metas foram atingidas já em 2009. “Em 2008, por exemplo, já havíamos registrado um crescimento de 36% de prêmios retidos e em 2009 a expectativa é de termos alcançado um crescimento de 46% de prêmios emitidos, no total de R$ 289 milhões, e 64% de prêmios retidos, no total de R$ 225 milhões. Triplicamos o número de apólices mantendo o mesmo número de funcionários de 2005, em virtude da otimização dos processos internos, treinamento e investimentos em TI”.

O grupo também atua no mercado de resseguros no Brasil, na categoria admitido. Entre os investimentos do grupo no País, vale destacar a participação no capital social da Vale e está investindo no Metrô de São Paulo, por meio da Companhia de Concessões Rodoviárias. No Japão, a Mitsui aguarda autorização final dos órgãos reguladores para finalizar a fusão com outras duas seguradoras japonesas, tornando-se o primeiro grupo segurador do Japão e o quinto do mundo.

Entre as empresas seguradas pela Mitsui Sumitomo Seguros estão Amaggi Exp. e Imp., Cenibra, Vale, Denso Industrial da Amazônia, Ferrovia Centro Atlântica, Panasonic do Brasil, Yakult S.A., Yamaha Motor do Brasil, Usiminas, Toshiba, Sony, Honda, Samsung, Votorantim, Gerdau, Natura, Avon, Embeleze, Colgate Palmolive, entre outras.

Bradesco patrocina o World Bike Tour em SP

25012010015Valeu patrocinar o Bike Tour, Bradesco. É muito valioso ensinar a população a praticar saúde e companheirismo. Isso é bom para a instituição, para mim e para todos nós.

O evento, em sua segunda edição no Brasil, marca a comemoração dos 456 anos da cidade de São Paulo. Mais de 6 mil ciclistas, sendo 40 cadeirantes e 40 deficientes visuais, percorreram 9 quilômetros no trajeto da ponte estaiada até a Universidade de São Paulo, vestindo camiseta vermelha e divulgando o nome Bradesco Seguros e Previdência.

Estava uma linda manhã de sol nesta cidade onde a chuva não dá trégua há mais de 30 dias, tirando vidas e deixando centenas de pessoas desabrigadas. Parte dos prejuízos gerados com as chuvas será ressarcido pelas seguradoras aos proprietários que investem no seguro como uma forma de mitigar perdas decorrentes dos riscos a que todos estão expostos.

Felizmente, foi um evento seguro, sem acidentes, mesmo com o congestionamento gerado na marginal Pinheiros, que deixou os motoristas enlouquecidos em pleno feriado. Ao contrário deles, os ciclistas curtiram o passeio, apesar das filas para encher o pneu da bike. Havia uma bomba incluída no kit, mas muitos não conseguiram usá-la e precisaram da ajuda dos “mecânicos das magrelas”.

“O sucesso do evento reforça o estímulo ao uso da bicicleta como meio de locomoção não poluente e promoção da prática de exercícios, alinhada à filosofia de gestão integral do bem-estar e da saúde adotada pela Bradesco Seguros e Previdência, uma das patrocinadoras”, comentou Jorge Nasser, diretor de marketing da Bradesco Seguros e Previdência, em nota divulgada.

Alguma notícia sobre a negociação com a SulAmérica e Allianz? Muitos comentários entre os funcionários do grupo que participaram em peso do evento. Mas nada oficial que possa ser divulgado.

Especulações sobre as negociações no setor

1231420097rpgf5g1As diversas opiniões sobre as notícias de fusões e aquisições na indústria de seguros recebidas por este blog dizem a mesma coisa: “Faz sentido. O amor entre as duas é antigo.” Mas uma merece destaque.

O entrevistado, que pede anonimato, diz:

Pensando cá com os meus botões……

É de se supor que a Sul América, quando da parceria Itaú Porto, viu que seu preço poderia aumentar, sabendo que o Bradesco não deixaria de se mexer. Já deveria ter alguma conversa com o Bradesco e, a partir do negócio do Itaú com a Porto, deu uma “endurecida” na negociação para se valorizar.

Por sua vez, o Bradesco deve ter buscado alguma atitude para baixar a bola da SulAmérica. E aí a negociação com a Allianz pode ser bem isso, ou seja, a Bradesco pode estar dizendo para a SulAmérica que ela pode “micar”. Pode acontecer do Bradesco levar primeiro a Allianz, intimidando a SulAmérica, e depois comprar a SulAmérica também. Isto seria um troco com juros para o Itaú Unibanco, que conseguiu levar a melhor na negociação com a Porto Seguro.

Também pode ser que a negociação com a Allianz seja apenas “encenação” para ajudar na negociação com a SulAmérica. Isso até pode ser, mas acho que se puder, o Bradesco compra as duas, pois dinheiro (e vontade também) para isso não falta.

Bem, vamos ver no que dá…

Consolidação do setor é destaque em noticiário

1199188013otwzji1Duas notícias sobre a consolidação da indústria mundial de seguros são destaques nesta quarta-feira. No Brasil, Bradesco e a Allianz negociam uma fusão, segundo o jornal Brasil Econômico. Nos Estados Unidos, o Wall Street Journal afirma que a MetLife está nos estágios finais da negociação para comprar uma das maiores unidades de seguro de vida internacional da AIG por algo entre US$ 14 bilhões e US$ 15 bilhões.

No Brasil, a Bradesco ter um sócio é um dos quatro grandes negócios esperados na indústria de seguros neste primeiro semestre. Qual o próximo capítulo da centenária SulAmérica, quem será o parceiro do Itaú Unibanco em grandes riscos e como ficará a nova estrutura do IRB são as outras indagações que fazem parte das conversas de executivos.

É um caminho natural o Bradesco ter um sócio na área de seguros. Assim como também é um caminho natural uma seguradora independente e especializada buscar um canal de distribuição para produtos massificados. Segundo a repórter Aline Lima, responsável pela cobertura do mercado financeiro, as negociações teriam começado em dezembro e ganharam força com a venda, sexta-feira passada, à própria Allianz da participação de 14% que o Itaú Unibanco detinha na seguradora.

Na verdade, a venda foi anunciada pelo Itaú Unibanco no final de dezembro, em fato relevante enviado à CVM, e já vinha sendo desenhada há tempos. A participação da Allianz no Itaú vem desde a época em que a seguradora alemã precisou vender a carteira de vida e previdência e encontrou o Itaú como comprador. A negociação determinava também que a Allianz não poderia operar em vida por alguns anos. Este prazo acabou em 2007 e desde então a seguradora alemã ensaia a sua volta ao segmento.

Desde que adquiriu o Unibanco, o Itaú vem reestruturando a área de seguros. O processo já resultou na parceria com a Porto Seguro, na venda da seguradora de saúde e no fim da parceria com a XL. Falta apenas saber o que será feito da participação acionária no IRB Brasil Re. E também que rumo dará a grandes riscos. O comentário mais evidente em todo o setor é que nem Bradesco nem Itaú estão aceitando fazer seguro de grandes riscos. Dois pratos cheios para as mais de 70 resseguradoras presentes no Brasil.

Segundo a matéria do Brasil Econômico, a Bradesco Seguros ficaria com 51% do capital social da seguradora alemã, garantindo o controle da operação, por uma quantia que não seria inferior a R$ 5 bilhões. Como as operações de maior volume da Allianz estão no segmento de automóveis que representam 52,7% dos prêmios, com o negócio a Bradesco Seguros assumiria o segundo posto no ranking de veículos, ultrapassando a SulAmérica e encostando na líder Porto Seguro Itaú.

É esperar para ver. Ainda mais se tratando de uma negociação entre duas seguradoras que fazem questão de ter o controle acionário.