Operações de seguros, previdência e capitalização do Itaú apresentaram lucro líquido consolidado de R$ 333 milhões no primeiro trimestre deste ano, o que representa cerca de 10% do ganho do banco Itaú Unibanco anunciado hoje, de R$ 3,234 bilhões. A transferência das carteiras de automóvel e residência para a Porto Seguro já foram contabilizadas pela Porto Seguro, que divulgou também hoje o seu balanço trimestral. Considerando a Isa+r, fruto da parceria, o lucro líquido da Porto Seguro chegou a R$ 130,9 milhões, alta de 88%. Sem a Isa+r, o ganho da Porto Seguro foi de R$ 80 milhões, alta de 15%.
Sem comparação com o resultado do mesmo período do ano anterior, a nota do balanço trimestral divulgada pelo banco informa que o lucro líquido recorrente do subsegmento de seguros atingiu R$ 90 milhões, aumento de 186,4% comparativamente ao último trimestre de 2009. De acordo com o comunicado, contribuiu para esta variação a elevação de 4,5% nos prêmios ganhos, impactado por ações comerciais na carteira de vida individual e a boa performance na carteira de seguros empresariais, sobretudo no mercado de pequenas e médias empresas.
O índice combinado, que indica a eficiência das despesas decorrentes da operação em relação à receita de prêmios ganhos, apresentou uma redução de 1,9 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. A melhoria do índice ocorreu pela queda das despesas de comercialização e consequentemente aumento de 1,7 ponto percentual na margem de underwriting, informa a nota divulgada.
Em previdência e vida, o lucro líquido apresentou acréscimo de 20% em relação ao resultado obtido no último trimestre de 2009. Segundo o Itaú, este aumento deve-se principalmente, à elevação de 46,6% do total de prêmios ganhos e ao crescimento de 19% da margem financeira gerencial compensado, parcialmente, pelo aumento de 59,9% dos sinistros retidos. As contribuições dos planos de previdência alcançaram R$ 1,9 bilhão, mantendo o desempenho do trimestre anterior. Os principais componentes foram as captações decorrentes do pagamento de bônus empresariais e recursos expressivos obtidos por meio de negociação na carteira Premium.
Em capitalização, o lucro líquido recorrente apresentou redução de 64,8% em relação ao trimestre anterior, consequência da realização de menor número de campanhas comerciais no 1º trimestre de 2010, devido ao menor nível de atividade econômica em relação ao trimestre anterior. “Projetamos a reversão desta tendência no 2º trimestre de 2010”, diz o banco. Foi distribuído no período, a 428 clientes, um total de R$ 11,9 milhões de prêmios de sorteios, aumento de 15,3% comparativamente ao trimestre anterior.
Os custos do vazamento de petróleo no México, que já causam danos significativos na costa dos Estados Unidos, preocupam as seguradoras de todo o mundo. Um relatório da Guy Carpenter, do grupo Marsh, diz que a limpeza deverá custar US$ 1,5 bilhão, sem considerar as indenizações por danos ambientais. Só a indenização da plataforma de petróleo está estimada em US$ 1 bilhão, o dobro do que o setor pagou para a Petrobras em 2001, quando a P-36 afundou.
Várias companhias já divulgaram perdas estimadas com este acidente. A Partner Re estima perdas de US$ 1 bilhão; a Montpelier Re, US$ 20 milhões; a Hannover Re, US$ 53 milhões; a Munich Re, US$ 100 milhões; e a Transatlantic US$ 15 milhões.
A AMBest diz em nota que está monitorando a situação das empresas envolvidas, mas até agora não rebaixou o rating nem da BP, operador do poço, que tem dez blocos de explorações no Brasil, o que torna a solvência dela uma informação vital para o país. Segundo a agência, a cativa da BP, chamada Júpiter, tem um limite máximo por evento de US$ 700 milhões e capital suficiente para honrar este prejuízo.
Levando-se em conta que até mesmo a Petrobras já está anunciando possíveis perdas se tiver de suspender o início da exploração de seu maior projeto em solo americano, Cascade-Chinook entre junho e julho, em razão do acidente, os custos de indenizações deverão ser grandes. O prejuízo previsto pela indústria pesqueira na Lousiana foi estimado em US$ 2,6 bilhões e o do turismo na Flórida em US$ 3 bilhões.
A Zurich promove no dia 6 de maio uma conferência internacional no Brasil, o Zurich Corporate Conference. O evento, para 150 convidados, entre eles jornalistas, será realizado no Sofitel Jequitimar Guarujá e vai abordar as tendências e oportunidades do mercado segurador brasileiro, principalmente na área de seguros de grandes riscos.
Segundo o CEO da Zurich Brasil, Pedro Purm, afirmou em nota, o mercado segurador brasileiro vive um momento único. “A economia está em expansão e a cultura do seguro também. Eventos extraordinários como o Pré-sal, a Copa do Mundo 2014 e as Olimpíadas 2016, por si só, geram grandes oportunidades”, afirma. No Zurich Corporate Conference, queremos discutir com clientes e corretores as principais demandas, ao mesmo tempo em que vamos apresentar a experiência internacional do Grupo Zurich.
A primeira palestra do dia será “Brasil nos próximos anos – uma visão sócio, política e econômica”, tendo como palestrante Fábio Silveira, economista da RC Consultores. Luiz Barreto, da OCS, corretora cativa do grupo Odebrecht, fará a palestra “Demandas de uma multinacional brasileira”. O tema “Soluções diferenciadas oferecidas pelo mercado segurador” será abordado por executivos estrangeiros da Zurich: Emanuel Balts, Chief Underwriting Officer Engineering Lines Global Corporate, e Nathan Espen, Global Construction Business Development.
“O seguro garantia, crédito doméstico e riscos político – viabilizando o crescimento do Brasil” é tema da palestra de Sean McGroarty, Vice President Emerging Markets nos EUA, e de Eduardo Pitombeira, diretor de linhas financeiras no Brasil. Marcelo Mansur, do escritório de advocacia Mattos Filho, falará no evento sobre “Regulação de sinistros e litígios no mercado aberto”, juntamente com David Colmenares, executivo da Zurich Argentina. O “Gerenciamento de riscos – perspectivas nacional e internacional” ficará a cargo de Alvaro Trilho, gerente de risco da Votorantim, e Hanspeter Frei, Head Global de Risk Engeneering, que atua na matriz da Zurich.
A Mapfre obteve no primeiro trimestre deste ano um lucro líquido de 273,1 milhões de euros, 4,8% menor em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Segundo comunicado do grupo, a queda se deve a não existência de resultados extraordinários obtidos em 2009 pela holding. O lucro líquido proveniente das operações de seguros cresceu 11,1%, apesar do efeito do terremoto do Chile, cujo impacto nas contas do grupo alcança 80,8 milhões de euros, e à elevada sinistralidade causada pelas tempestades na Espanha e nos Estados Unidos, eventos atribuidos as mudanças climáticas.
As receitas atingiram 5,8 billhões de euros, 8,9% acima do resultado do trimestre do ano anterior. Os prêmios de seguro e resseguro alcançaram 4,93 bilhões de euros, crescimento de 9,6%. A Mapfre América contalizou prêmios de 1,1 bilhão, evolução de 14%. O bom desempenho obtido na Mapfre America foi puxado pelo Brasil, que já representa 10% do grupo, e pela Colombia. Segundo informou o presidente mundial da Mapfre, Jose Martinez, aos acionistas, a expectativa do grupo é chegar a 20 bilhões em prêmios em 2010, o que representa crescimento de 6,4% sobre 2009.
Na Espanha, os prêmios totais de seguro e resseguro alcançaram 2,64 bilhões de euros, que representa um aumento de 9,8%, diante de uma redução de 3,75% do mercado.O negócio internacional, que representa 49,4% dos prêmios totais do Grupo, cresceu 10,7%, até alcançar os 2,57 bilhões de euros. Os prêmios da Mapfre Internacional (Estados Unidos, Portugal, Turquia e Filipinas) alcançaram 457,2 milhões de euros, com queda de 4,1% devido a uma taxa de cambio euro/dólar menos favorável que no mesmo trimestre do ano anterior. A resseguradora do grupo totalizou prèmios de 615,2 milhões de euros, evolução de 18,4%. As receitas do negócio de Assistência (prêmios e receitas por serviços) registraram um aumento de 8,4%, alcançando 142,3 milhões de euros.
Os executivos responsáveis pela contratação dos maiores programas de seguros do mundo estão completamente blindados por seus corretores e seguradores em Boston, Estados Unidos, onde aconteceu a 60ª edição do Risk & Insurance Management Society (RIMS). “Veja só. O cliente dá um passo e o corretor acompanha”, aponta Christopher Wellington, executivo da Aon, uma das maiores corretoras de seguros do mundo, que juntamente com suas concorrentes Marsh, Willis e Arthur Gallagher dominam o setor e figuram entre as principais patrocinadoras do evento que reúne cerca de 9 mil gerentes de riscos, palestrantes e expositores.
A prevenção é compreensível. O risco de perder clientes hoje em dia está entre os mais temidos pelos profissionais do setor. A principal estratégia das companhias de seguros é aumentar a base de clientes para compensar a redução nos valores segurados gerada pela recessão e também da queda do preço do seguro, uma conseqüencia da concorrência e da revisão dos programas de seguros motivada pela prioridade das empresas seguradas em minimizar custos e mitigar riscos.
O preço do seguro está em queda no mundo todo, segundo afirmaram os principais CEOs do mundo reunidos no evento que começou no dia 25 e terminou no dia 29 de abril. “Nem se acontecer uma catástrofe, com US$ 50 bilhões em perdas seguradoras, a tendência de queda de preço deverá se reverter”, exagera Even Greenberg, CEO mundial da ACE, para expressar a abundância de capital que a indústria de seguros construiu nos últimos anos de taxas elevadas e coberturas restritas.
Ambas estratégias foram justificadas pelo argumento de recuperação das perdas de 2005, ano recorde em pagamento de indenizações com catástrofes naturais. Só o furacão Katrina acumula perdas seguradas superiores a US$ 50 bilhões, segundo levantamento da A.M.Best. Nem mesmo a crise foi capaz de tirar a reserva de capital acumulada pela indústria entre 2006 e meados de 2008. Pelo contrário.
O risco eminente da falência da AIG em setembro de 2008 reforçou as estratégias de elevação de preço e restrição de coberturas. Se a maior seguradora do mundo na época tivesse quebrado, as seguradoras e resseguradoras precisariam de um reforço no caixa para pagar milhões de indenizações e garantias de contratos. E mesmo assim muitas ficariam em uma situação tão crítica quanto a AIG.
Para evitar um rombo maior no mercado financeiro, o governo dos EUA optou por socorrer a AIG com US$ 180 bilhões e pouco mais de um ano já anuncia que a empresa está próxima do equilíbrio financeiro após vender boa parte de seus ativos e mudar o nome para Chartis da parte da operação pouco afetada pelas hipotecas de alto risco, ou subprime.
O socorro do governo americano foi um alívio e tanto para toda a indústria, que acumulou ainda mais reservas ao ficar livre de um tremendo e catastrófico risco financeiro. Esta sequência de fatos capitalizou a indústria de seguros. Mesmo com as perdas já registradas neste ano — terremoto no Haiti, no Chile, com perdas na casa dos US$ 10 bilhões, tempestades na Europa, explosão da plataforma de petróleo no México na semana passada e possíveis perdas com o caos aéreo conseqüente da fumaça do vulcão na Islândia –, a tendência é de estabilização dos preços em baixa.
“Este cenário de soft market (taxas reduzidas) mudará se a inflação mostrar as suas garras”, diz Edmund Kelly, CEO da Liberty Mutual, uma das maiores seguradoras dos Estados Unidos. “Se a inflação evoluir vai ser ruim para todos. Nada é mais dramático para a indústria de seguros do que a inflação”.
Diante deste cenário, aumentar o porfolio de clientes e criar soluções e serviços diferenciados para manter o faturamento passa a ser uma prioridade de todos. E é neste contexto que todos pensam no Brasil, um país com potencial destacado entre os estrangeiros por ter ainda uma baixa penetração de seguros no PIB, inferior a 4% quando a média mundial é o dobro. Em 2009, o setor faturou R$ 107 bilhões no Brasil.
No mundo, os dados estão previstos para maio, mas a expectativa é de algo próximo a US$ 4 trilhões, o que mostra reforça o potencial de crescimento do Brasil. “Estar entre as dez maiores economias do mundo e ser o 17º em seguros sinaliza um enorme potencial para o Brasil”, comenta Fernando Pereira, vice-presidente da Aon Brasil.
Além disso, o país é alvo para investimentos de várias empresas, seja para empreendimentos de infraestrutura para suportar o crescimento da economia, seja para preparar o circo dos mundiais esportivos, como a Copa em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016 no Rio de Janeiro.
“O Brasil é o número um na lista de prioridades dos investidores e nós estamos atentos a todos os movimentos para ofertar garantias de que esses investimentos terão o retorno esperado”, diz Jorge González Cale, CEO da Aon para a América Latina. Atenta ao assédio da concorrência, a Aon organizou jantares para reunir seus clientes e prospects durante a semana. “Já somos os maiores na região. Agora precisamos cuidar de nossos clientes com produtos e serviços diferenciados”, diz.
Os gestores de riscos das maiores empresas do mundo estão exatamente atrás de produtos inovadores e preços acessíveis, principalmente diante de um cenário de incertezas como o de hoje. Segundo pesquisa divulgada pela Zurich durante o evento, os principais riscos temidos pelos gestores de riscos são a incerteza política, a regulamentação excessiva do setor e as mudanças climáticas.
“A indústria de seguros evoluiu muito, mas no Brasil ainda há um longo caminho a percorrer”, diz Andres Holownia, gerente de risco da Scania. Querem também preços mais acessíveis. “Ainda está muito caro fazer seguro”, queixa-se Matias Tavella, gestor de risco da Inbev, resultado da fusão da empresa brasileira Ambev e da belga Interbrew. Jorge Luzzi, responsável pelos seguros da Pirelli, tem uma corretora cativa e só contrata uma corretora de seguros para riscos especiais. “Temos uma equipe bem treinada e experiente. O corretor externo é contratado em seguros específicos, como agora para o plano de previdência complementar”, diz.
Com tanta demanda e clientes cada dia mais sofisticados e exigentes, a blindagem dos clientes parece não ser uma prioridade só dos corretores e uma característica do evento RIMS. Sinaliza ser uma tendência para os próximos anos de todos os segmentos da economia globalizada. E promete virar moda também no Brasil.
As mudanças climáticas e as novas regras para a indústria de seguros que vem sendo alinhavada em conjunto pelos órgãos reguladores dos principais países são as principais preocupações dos gestores de riscos das maiores empresas do mundo, reunidos no Risk & Insurance Management Society (RIMS) 2010, que teve início no domingo e termina na próxima quinta-feira, em Boston, Estados Unidos.
O resultado faz parte da pesquisa realizada pelo Ceres, encomendada pela Zurich Financial Services e anunciada hoje em coletiva de imprensa. A pesquisa teve como foco saber o que os 200 gestores de riscos, sendo 40% responsáveis por empresas com faturamento anual acima de US$ 1 bilhão, pensam sobre as mudanças climáticas e o potencial impacto sobre os diversos setores da economia. As mudanças climáticas afetam diversos tipos de riscos, como o político, de danos físicos, de regulamentação, de imagem, o risco legal e também a própria forma de competição entre as empresas.
A oesquisa “Climate Change Risk Perception and Management: A Survey of Risk Manager (Mudança Climática Percepção do Risco e Gestão: Um Estudo de Gerentes de Risco) buscou levantar o que os gestores de riscos estão fazendo para mitigar os riscos das mudanças climáticas e também saber o que eles esperam da indústria de seguros, auxiliando a Zurich no desenvolvimento de produtos adequados as expectativas de seus clientes.
“Os gestores de riscos das empresas desempenham um papel crucial para ajudar as seguradoras compreenderem de que forma as mudanças climáticas afetam as companhias e o que elas têm mudado na rotina para mitigar riscos”, diz o presidente da Ceres, Mindy Lubber, durante a coletiva de imprensa. “Os gestores de riscos também podem ajudar as seguradoras a criar produtos e serviços que atendam essas necessidades.”
A pesquisa completa pode ser acessada no link http://www.zurichna.com/zna/media/zurichatrims2010/zurichatrims2010.htm
Estou em Boston, Estados Unidos, a convite da AON Brasil. O objetivo desta viagem é difundir a indústria de seguros mundial e assim contribuir para que indivíduos, empresas e governo tenham mais informações deste mercado que movimenta mais de US$ 4 trilhões em prêmios anualmente para garantir contratos comprados por indivíduos, famílias, empresas e governos, que buscam no setor formas de mitigar os riscos da sociedade moderna.
Neste ano, o governo do Chile já recebeu indenização de um fundo de catástrofe comprado junto às resseguradoras para ajudar a recuperar o país diante de perdas tão inesperadas e volumosas. No Chile, as perdas econômicas superam os US$ 30 bilhões. Além do governo, a população também já recebe das seguradoras a indenização para retomar a vida. A estimativa é de que as indenizações de seguros somem algo próximo de US$ 7 bilhões. Já no Haiti, infelizmente, o seguro é pouquíssimo contratado. No Brasil, o custo das seguradoras com as chuvas no Rio de Janeiro foi estimado em R$ 60 milhões pelo Sincor-RJ.
Como risco é uma palavra comum a todos no mundo hoje, nada melhor do que discutir quais são os riscos da sociedade moderna, como as mudanças climáticas influenciam a vida das pessoas e o que o setor de seguros tem feito e planeja fazer para minimizar os efeitos da natureza, quais as lições que podemos tirar da crise, quais as soluções que as corretoras, seguradoras e resseguradoras têm para proteger a sociedade.
Todos esses assuntos e como a sociedade pode comprar essas proteções de uma forma mais adequada ao perfil de risco e por um preço mais acessível é o objetivo da RIMS Annual Conference Boston 2010, que tem como principal público os gerentes de riscos das maiores empresas do mundo.
O evento começa no domingo, 25, com atividades sociais. De segunda, 26, a quinta, 29, são dezenas de palestras diariamente, com os mais renovados especialistas e executivos do mundo. Para assisti-los, mais de 10 mil participantes reunidos no Boston Convention & Exhibition Center.
O Brasil não pode ignorar esses debates, uma vez que após dois anos de abertura do resseguro é afetado pelas tendências do mercado internacional. Toda e qualquer movimentação global traz influências para os negócios a partir de agora. Ainda mais que já está provado que o país não é mais imune a catástrofes naturais e pode ter perdas significativas se os projetos de infraestrutura não decolarem ou se não tiverem um bom gerenciamento de risco e garantias. Veja só a Copa 2014. Já temos mudanças a vista em razão da falta de tempo de preparar o país para o sucesso.
Diante desde panorama, a AON quer levar a seus clientes, fornecedores e parceiros no Brasil as principais tendências desta indústria. Ter uma população mais consciente dos riscos e de como pode comprar esses riscos ajudará a fazer com que o Brasil cresça de forma sustentável. Para isso, o grupo me contratou para levar informação a todos que não puderam vir. Espero poder ajudar a divulgar o setor com esta cobertura, que começa amanhã. Agora vou comprar a listinha de pedidos da filhota e de alguns amigos. See you.
Para comemorar os seus 15 anos de publicação, a Revista Apólice acaba de abrir as inscrições para a primeira edição do Prêmio Melhores do Seguro. O seu objetivo é estimular, promover e reconhecer o trabalho de personalidades, empresas e seus produtos, que mais contribuíram para desenvolvimento técnico e mercadológico do setor de seguros brasileiro.
Algumas empresas serão premiadas por meio da votação dos corretores de seguros, que responderão a uma pesquisa formulada pela empresa CVA Solutions, parceira da revista na realização do Prêmio. Outra etapa da premiação será por meio da inscrição de cases, que deve ser efetuada no site da Apólice.
Poderão se inscrever nesta 1ª edição do Prêmio Melhores do Seguro profissionais e empresas ligados direta ou indiretamente aos setores de seguros, resseguros, previdência privada, capitalização, saúde e prestação de serviços a estas áreas, de acordo com as categorias de premiação descritas no regulamento, que também está disponível do site www.revistaapolice.com.br. A entrega do prêmio será realizada no mês de agosto, em local e data a serem confirmados.
A Munich Re, maior resseguradora do mundo, fechou por meio da resseguradora local instalada no Brasil o contrato de resseguro para as seguradoras ACE, RSA e Allianz, que juntas dão coberturas para proteger a Impsa — empresa global dedicada a produzir soluções integrais para a geração de energia elétrica a partir de recursos renováveis — dos riscos de construção de 10 instalações eólicas em Santa Catarina.
“As negociações de resseguro foram intermediadas pela Bowring Marsh, que há tempos tem a conta Impsa em sua carteira de negócios”, informa Christian Garbrecht, executivo responsável por desenvolvimento de negócios da Munich Re. Este é o segundo grande contrato fechado nas últimas semanas. A Munich Re também foi a resseguradora do programa de seguros da apólice dos riscos de construção da Transnordestina, empreendimento de R$ 5,4 bilhões. O programa da principal malha rodoviária do Nordeste, que envolve quase 1.800 km, foi desenhado em conjunto com a corretora JLT Re e com as seguradoras Mapfre e Liberty International Underwriters (LIU).
As 10 instalações da Impsa serão agrupadas nos parques eólicos Bom Jardim e Água Doce, com ativos segurados que superam R$ 1 bilhão. Os dois parques terão potência instalada de 91,9 megawatts (MW) e 125,8MW, respectivamente. A cobertura compreende o reparo de danos físicos causados a esses ativos por acidentes durante a construção dos parques, incluindo eventuais perdas financeiras pelo atraso em conseqüência de tais acidentes. “A Munich Re do Brasil ressegura mais de 70% do risco”, informa o executivo da Munich Re.
Através de sua operação local, um dos objetivos estratégicos da Munich é ter uma posição de liderança no segmento de riscos de engenharia, em particular no novo cenário do mercado aberto de resseguro. Com as mesmas práticas das suas operações internacionais, a empresa traz ao Brasil sua força financeira, expertise, e acesso à sua rede global. “Temos grande interesse em apoiar o mercado segurador e corretores nas demandas resultantes dos investimentos futuros em infraestrutura”, diz o diretor da Munich Re.
A expertise em projetos de geração de energia, açúcar e álcool, energias renováveis, logística, transportes e urbanização estão à disposição de todos os brasileiros por meio da operação local. “Nossa abordagem é apoiar o mercado de forma eficaz e equilibrada para que todas as partes envolvidas possam crescer e se desenvolver de forma sustentável.”
Há um grande interesse dos grupos seguradores de todo o mundo em projetos de energia no Brasil. Segundo o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), segunda edição, divulgada no final de março deste ano pelo governo brasileiro, os investimentos previstos ultrapassam R$ 1 trilhão até 2016, sendo R$ 465 bilhões até 2014. Só na geração de energia estão previstos R$ 136 bilhões dentro do PAC-2. A maior parte dos recursos, R$ 880 bilhões, vão para a área de petróleo e gás natural.
A capacidade de geração de energia eólica no mundo em 2009 era de 157,9 gigawatt (GW). Os Estados Unidos são os maiores no uso desta fonte de energia, com capacidade de 35 GW, seguido pela China, com 25 GW, Índia, com 11 GW, Europa, com 76 GW, segundo divulgou o Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês).
A América Latina ainda engatinha, com apenas 1,2 GW, porém tem um grande potencial de crescimento, o que faz a Munich Re apostar fortemente neste segmento ao trazer aos países da região os melhores profissionais neste segmento. A capacidade instalada da América Latina apresentou alta de 95%, influenciada pelo bom desempenho do México, com aumento de 137% na capacidade instalada, Chile (740%) e Costa Rica (67%).
O Brasil responde por cerca da metade da capacidade instalada na América Latina, mas representa 0,38% do total mundial. A capacidade de geração de energia eólica no Brasil aumentou 77 7% em 2009, em relação ao ano anterior, com capacidade instalada de 606 megawatts (MW) no encerramento do ano.
Este número deu ao país um grande estatus no ranking mundial, ao ter evoluído bem acima da média de 31% apurada no estudo. Foi superado apenas pela China, com evolução de 107%, segundo o estudo do GWEC. Os Estados Unidos registrou alta de 39% na capacidade instalada de energia eólica; a Índia de 13% e a Europa de 16%.
As estimativas para os prejuízos com o caos aéreos ainda são desencontradas, segundo o professor da Funenseg Gustavo Cunha Mello e também corretor da Correcta. Segundo informa em seu blog, Mello cita a previsão de perdas da International Air Transport Association (IATA), de US$ 200 milhões por dia de paralização.
Munich Re e a Allianz afirmaram que a indústria não terá muitos prejuízos, pois as companhias aéreas não contratam seguros de lucros cessantes ou, no termo em inglês, business interruption. Já o Sindicato de corretores de Londre, que congrega 1,7 mil profissionais, informou que as seguradoras, em especial a Tokio Marine Re, têm muitos seguros viagem celebrados com pessoas físicas que garantem esse tipo de evento e, portanto, os prejuízos serão incalculáveis.
Mello lembra da recente greve de pilotos da British Airways. “Para cada dia de greve teve perdas de 13 milhões de libras esterlinas”, diz. Segundo ele, um especialista em seguro aeronáutico, enquanto o Vulcão não parar, e dependendo do que ocorrer com as cinzas — se vão se dissipar na atmosfera ou se depositar sobre plantações e ativos em solo — ainda teremos muita especulação sobre o tamanho dos prejuízos a serem absorvidos.
O risco de voar com este tipo de nuvem foi revelado com um caso concreto. No dia 15 de abril, um caça da Força Aérea da Finlândia sobrevoou a nuvem de cinzas, a uma altitude acima de 50 mil pés, teve suas turbinas danificadas e apagadas em vôo. O piloto, que contou sua experiência no jornal da Globo, conseguiu ligar os motores graças a perícia, altitude levada e ter saído muito rapidamente da nuvem. Em solo analisaram e perceberam os danos pela selagem das partes internas do motor.
Além das perdas da indústria aérea, há riscos com o aumento de doenças respiratórias e perdas na agricultura, uma vez que a fumaça que está no céu uma hora irá descer para a terra e ficará acumulada em algum lugar. De lá, precisará ser retirada e os danos indenizados para quem tiver seguro.
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