Marca e CEOs definidos na BB & Mapfre

A parceria da Mapfre com o Banco do Brasil, iniciada no ano passado, começa 2011 a todo vapor. A marca e os CEOs já estão definidos. BB & Mapfre, uma das maiores seguradoras do Brasil e da America Latina, tem Antonio Cássio dos Santos (foto) como CEO para as operações de automóvel, afinidades e ramos elementares (residencial, empresarial entre outros) e Roberto Barroso como CEO das operações de vida, habitacional e rural. O balanço de 2010, no entanto, ainda não pode ser consolidado. “O balanço semestral deste ano já deverá apresentar as operações consolidadas”, conta Santos.

Assim, a Mapfre Seguros, do grupo BB & Mapfre, encerrou 2010 com lucro bruto de R$ 522,1 milhões, o maior resultado de sua história no Brasil. O lucro liquido chegou a R$ 360,2 milhões, avanço de 89,9% sobre o resultado de 2009. O faturamento em prêmios obtidos com seguros totalizou a quantia de R$ 4,7 bilhões, resultando em um aumento de 7,1%, sem considerar a carteira da Mapfre Nossa Caixa, que já está consolidada na Aliança do Brasil.

“Foi um ano excepcional para a Mapfre. Até mesmo a carteira de seguro transporte, que vinha apresentando resultado negativo, se recuperou e apresentou um desempenho satisfatório”, informa Santos. O bom desempenho é fruto do aumento das vendas, da melhor subscrição de riscos, do controle de custos e do vigoroso resultado financeiro conquistado com a gestão dos ativos do grupo.

Conquistar esse resultado em um ano de integração que envolve mais de dez companhias é para ser comemorado. Segundo o executivo, a integração tem avançado de forma paulatina, sem pressa e com muita discussão. As áreas de informática e financeira já estão integradas. O executivo prevê a contratação de pessoas. “Prinpalmente para a área de atendimento ao consumidor, que na Brasilveículos era feita pela SulAmérica”.

A transferência de controle acionário da Brasilveiculos da SulAmérica para a Aliança do Brasil foi aprovada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) nesta semana. No entanto, até junho deste ano, as vendas realizadas nas agências do Banco do Brasil ainda pertencem à SulAmérica, segundo informou relatório divulgado pela seguradora na época da divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2010. Apesar disso, Santos já tem um quartel general na Brasilveículos, onde tem passado pelo dois dias da semana para coordenar a junção com a Mapfre.

Para 2011, a integração ainda será a tônica do grupo Mapfre. Já para a indústria de seguros, Santos vê quatro grandes desafios: a inflação, a discussão sobre a resolução 224, que vetou a transferência de contratos de resseguros para empresas do mesmo grupo, impactos da mudança climática e a regulamentação de microsseguros.

Ele explica que no curto prazo a inflação tem um efeito neutro para seguros, uma vez que isso significa taxa de juros maior na remuneração dos ativos das companhias. “Já no longo prazo a inflação causa estragos significativos no setor por inibir investimentos e frear o crescimento da economia”.

O tema resseguro é mais sensível. “Trata-se de uma conversa importante com o governo, pois usar a capacidade de resseguro da matriz é uma condição vital para podermos ofertar garantias a altura dos contratos de financiamento em andamento no Brasil”.

Já o tema mudanças climáticas está totalmente ligado ao microsseguro, no qual Santos é especialista. “É preciso discutir o quanto estamos preparados para os eventos naturais, o que precisamos fazer para ter produtos adequados a população diante desses eventos. Na BB & Mapfre esse assunto é de grande relevância, uma vez que somos uma companhia que atua em vários canais de vendas, com diversos produtos e em todas as regiões do Brasil. Precisamos ter produtos adequados para todos os níveis e nichos de clientes”.

O patrimônio líquido da empresa ampliou 20,2%, atingindo a marca de R$ 1,85 bi. A expansão dos ativos totais consolidados da seguradora atingiu 17,1%, registrando a cifra de R$ 8,3 bilhões. As provisões técnicas acompanharam o ritmo de crescimento e se expandiram 17,8%, quando comparado ao mesmo período de 2009, alcançando R$ 5 bilhões.

As despesas administrativas subiram para 10,8% dos prêmios retidos e contribuições retidas, com uma ligeira alta de 0,4%. O índice de sinistralidade geral recuou 2,2%, para 51,6%. “Graças ao aprimoramento da política de subscrição dos riscos e da gestão mais eficiente do custo dos sinistros”, acrescenta Santos. O índice combinado recuou 3,3%, quando relacionado ao mesmo período de 2009.

“A gestão administrativa baseada em estratégias operacionais, financeiras e de inovações tecnológicas colaboraram significativamente para o resultado extremamente positivo e refletem o forte investimento que a seguradora tem feito no País ao longo dos últimos anos”, explica.

Líder na Espanha, o Grupo Mapfre possui a maior presença na América Latina e é uma das maiores empresas da Europa e do mundo. Presente em 43 países, a Mapfre emprega mais de 36 mil pessoas e possui mais de 250 empresas com foco em seguros, resseguros, serviços de assistência e proteção financeira. No Brasil, a Mapfre Seguros atua com 12.345 corretores e 2875 colaboradores para atender seus mais de 15 milhões de clientes.

Zurich Santander, uma parceria sustentável

“Uma bela tacada. A Zurich tinha pouca expressão na América Latina, apesar de ser um grande player mundial. Agora pode jogar na primeira divisão não só no Brasil, mas em todos os importantes países da região, exceto na Colômbia”, comenta o CEO de um dos principais concorrentes do novo gigante que surge na indústria de seguros brasileira e da América Latina. “O Santander demorou a decidir o que queria com seguros. Vinha crescendo com boa rentabilidade, mas com pouca expressão. Agora ganhou mais de US$ 1,6 bilhão com a venda e um sócio que é líder mundial. Uma parceria interessante e que vai estimular a concorrência”, afirma outro CEO do setor.

Diferente dos outros negócios realizados no Brasil, este envolve previdência e vida. Geralmente esses nichos ficam sob a administração dos bancos, que repassam os outros para seguradoras especializadas. “Seremos parceiros em tudo, exceto automóvel e capitalização. Seguro e previdência são negócios importantes para o banco, que será remunerado pelas vendas realizadas na base de clientes do grupo”, diz GIlberto Abreu, responsável por seguros no Santander Brasil. Assim decidiu também o Banco do Brasil, que prioriza a sociedade em seguros, previdência, capitalização, resseguro e planos odontológicos.

Isso deixou alguns concorrentes e parceiros aliviados. Pelo menos por enquanto, a parceria não envolve o seguro automóvel, que continuará sendo ofertado nas agências do banco no Brasil pela Marítima, Tokio Marine e SulAmérica. Mas a tendência, segundo fontes, é de que a medida que os contratos forem vencendo, a preferência será da Zurich neste segmento, assim como nos outros pelos próximos 25 anos.

Até mesmo os corretores, profissionais avessos ao bancassurance (venda de seguro nos bancos) comemoraram a notícia sobre a fusão. “Há muitos riscos sem cobertura no mercado e tenho certeza de que a parceria vai agregar muito para o mercado de riscos comerciais, uma vez que a Zurich passa a ter uma operação mais diversificada e por isso mais equilibrada”, diz o presidente de uma corretora estrangeira.

A holding Zurich Santander ficará sediada em Madri, Espanha. De lá, o grupo suíco vai controlar 51% da operação junto com o Santander, dono dos outros 49%. A operação engloba cinco países latinos, com 5,6 mil pontos de vendas, sendo só o Brasil responsável por 3,8 mil. A união cria a quarta maior seguradora da América Latina, com prêmios de US$ 4,2 bilhões, superada por Bradesco, Mapfre e Itaú, as líderes do ranking de seguros da região. No segmento vida a Zurich Santander passa a ser a terceira maior e no segmento não vida a sexta maior.

“A operação sinaliza um alto potencial de crescimento com um vigoroso retorno de capital”, comentou o CEO mundial da Zurich, Martin Senn, em nota. Ele frisa o objetivo do grupo em atender a jovem e crescente população de 590 milhões de habitantes da América Latina, onde a penetração de serviços financeiros ainda é baixa. Ao mesmo tempo, as seguradoras européias deverão enfrentar dificuldades em 2011 em razão da estagnação da economia, baixa taxa de juros para remunerar os investimentos e novas exigências regulatórias, segundo estudo global da Ernst Young divulgado nesta semana.

O banco espanhol começou a buscar um parceiro para atuar na América Latina em 2008, mas a crise postergou a negociação. Vários grupos foram consultados, uma vez que o Brasil é o país que mais atrai o interesse dos estrangeiros em ampliar a atuação na região. A proposta da Zurich acabou seduzindo os espanhois. “As conversas começaram na Espanha há algum tempo. No Brasil, estamos estruturando a negociação desde o final de outubro”, conta Gilberto Abreu.

Há muitos anos a Zurich está no Brasil e seu principal problema era enfrentar os gigantes brasileiros com um farto canal de distribuição via bancos. Se reinventou por diversas vezes. Em 2008, com a abertura do mercado de resseguros, o grupo se animou e comprou a Minas Brasil, seguradora do Banco Mercantil, por R$ 286 milhões. Na época, a Zurich já tinha passado por uma ampla reformulação da estratégia mundial, priorizando os mercados emergentes.

Passou a atuar com vontade em grandes riscos, ganhando diversas concorrências, principalmente em seguros financeiros, onde inovou com a oferta de produtos com coberturas flexiveis e preços competitivos. Isso ajudou a matriz a olhar o Brasil com bons olhos e a atrair os investimentos disponíveis para diversificação geográfica decidida pelos acionistas.

Do outro lado, o Santander. Um banco forte, que caminha com passos firmes para construir uma operação financeira diferenciada, tendo como principal bandeira a sustentabilidade. Uma sustentabilidade verdadeira, marcada pelo slogan “juntos”. Pequenas atitudes provam isso e tudo começa pelo exemplo do presidente do banco, Fabio Barbosa. Em qualquer conversa, seja com banqueiros ou com amigos na praia da Baleia, litoral norte de São Paulo, o discurso dele é o mesmo. Coerente. De bom senso. Diz frases que são irrefutáveis. Como, por exemplo: “Temos não só de deixar um mundo melhor para nossos filhos como filhos melhores para o nosso mundo”, enfatizando a importância da educação tão relegada hoje em dia pelos pais e pelos governos.

Dentro desta lógica de sustentabilidade, a indústria de seguros surge como um dos pilares da estratégia do banco e de muitos outros. É um mercado que vem crescendo a passos largos nos últimos anos e assim continuará por mais um bom período. Afinal, os riscos da sociedade moderna, das mudanças climáticas e dos conflitos humanos favorecem o setor, que vende contratos com uma promessa de segurança.

Na América Latina, a situação é animadora. A economia cresce, a renda da população aumenta e os investimentos se alastram. Além disso, a penetração de seguros na região está abaixo da média mundial. Enquanto em nações maduras a penetração de seguros equivale ao tamanho da economia, no Brasil há um descompasso. O país está entre as maiores economias do mundo e entre os vinte maiores mercados de seguros. Em relação ao PIB, mercados maduros apresentam indicador de 8% e o Brasil de apenas 3%.

Fora isso, temos uma inclusão social pouco vista em outros países. Nos últimos cinco anos, o Brasil ganhou 30 milhões de novos consumidores e a previsão é ganhar outros 30 milhões nos próximos cinco. O ganho de renda da população estimula o consumo, que por sua vez aumenta a demanda por seguros. Há negócios para as seguradoras em todas as frentes. Seja para garantir a exploração do Pré-Sal, a expansão da fábrica, seja para garantir a reposição do primeiro carro em caso de roubo ou acidente ou mesmo para satisfazer o desejo das classes de menor poder aquisitivo de proporcionar um funeral digno ao ente querido.

Isso mesmo. O seguro funeral é um dos mais vendidos na categoria microsseguros, nicho que aguarda regulamentação do governo para ser assim chamado. Enquanto as normas não saem, o jeito é chamar de seguro popular. Tudo isso torna a indústria de seguros um dos grandes alvos para investimentos. Até mesmo quem sempre relutou em investir em seguros cedeu a modernização do arcabouço regulatório e da governaça. Roberto Setubal, presidente do Itaú Unibanco, apostou em uma parceria com a Porto Seguro no ano passado. Pouco a pouco, o resultado começa a aparecer e a participação de seguros a evoluir até mesmo para seguros populares ligados a microfinanças.

Eis aqui um nicho onde a parceria Zurich Santander deverá proliferar. A Zurich, uma das principais seguradoras de microsseguros no mundo, iniciou um projeto com o Banco Palmas, no Nordeste. O projeto ficou famoso no mundo todo por ser agora um exemplo a ser repicado em vários países pelo grupo suíço. Também contou pontos na avaliação da escolha pelo Santander, que tem um dos programas de microfinanças mais bem desenvolvido do Brasil.

Bem, como dizem os concorrentes, trata-se de uma bela parceria, que deverá render bons frutos para todos. Traz ao Santander a oportunidade de explorar a venda de seguros de grandes riscos aos clientes, assim como uma enorme variedade de produtos antes não comercializados. Para a Zurich, a associação traz a oportunidade de aumentar a escala e consequentemente o lucro, atraindo cada vez mais o capital do acionista para a operação. E para os clientes, produtos inovadores, como o recém lançado Melhor Idade, para atender idosos, um nicho relegado por quase todos.

Em breve novas parcerias deverão ser anunciadas no mercado brasileiro, que é considerado o mais dinâmico pela indústria mundial de seguros. Digo é, pois ainda há uma chance de o governo rever as mudanças efetuadas em dezembro de 2010 na legislação do resseguro.

Caso o governo aceite renegociar a regra que proibe a retrocessão de resseguro entre empresas do mesmo grupo, a entrada de capital estrangeiro no setor deverá manter o ritmo acelerado. Caso contrário, além de suspender investimentos na ampliação das operações, os estrangeiros darão menos recursos para garantir os milionários contratos de infraestrutura. Recentemente, uma das sócias de Belo Monte ficou sem garantias e teve de sair da sociedade de uma as maiores usinas do mundo.

Santander e Zurich: acordo de US$ 3,2 bi na AL

Depois de meses em negociação, o banco espanhol Santander e o grupo segurador suíço Zurich anunciaram hoje a criação de uma holding para a venda de seguros por 25 anos em cinco países da América Latina, sendo o Brasil o maior mercado da região. Esta parceria, avaliada em US$ 3,2 bilhões, reforça a atuação dos dois grupos na região e deverá incomodar a concorrência.

A Zurich, com o controle de 51% da nova empresa, ganha 5,6 mil agências do Santander para vender seguros. Já o Santander, com 49% do capital da holding, ganha produtos sofisticados do grupo suíço e 51% do valor da negociação no ato da assinatura. Os recursos serão usados para reforçar o caixa do banco espanhol. Os segmentos de automóvel e de capitalização ficaram fora do acordo.

Veja abaixo o comunicado:

O Grupo Santander e a seguradora Zurich Financial Services Group chegaram a um acordo para formar uma parceria estratégica que potencializará o negócio de seguros nos cinco mercados chave para o Grupo na América Latina: Brasil, Chile, México, Argentina e Uruguai.

A parceria combina a experiência e a liderança da Zurich no desenvolvimento e gestão de produtos de seguros com a forte capacidade de distribuição do Banco Santander, a franquia líder na região. Após esse acordo, o Santander reforçará sua oferta comercial de seguros de vida, previdências, crédito e gerais, através de sua rede de mais de 5.600 agências nesses cinco mercados. Com isso, prevê incrementar de forma significativa sua receita relativa à distribuição de produtos de seguro, que, em 2010, atingiu US$ 972 milhões.

“Com essa parceria, os clientes do Santander serão beneficiados por um catálogo de produtos de seguros bancários mais amplo e inovador, gerenciado por um líder global. O acordo permitirá a aceleração de nosso crescimento no segmento de seguros, combinando os pontos fortes de cada sócio”, diz Javier Marín, diretor geral responsável pela divisão de Banco Privado Global, Gestão de Ativos e Seguros do Banco Santander Espanha.

O Santander criará uma holding para integrar a produção de seguros na América Latina. A Zurich adquirirá 51% do capital e ficará responsável pela gestão das empresas. O Santander manterá 49% do capital dessa holding e assinará um acordo de distribuição para a venda de produtos de seguro em cada país durante 25 anos.

As unidades de seguros do Banco Santander nesses cinco mercados geraram prêmios de US$ 4,2 bilhões em apólices de vida e 574 milhões de dólares em apólices de não vida em 2010, ao passo que as da Zurich aumentaram para US$ 670 milhões em vida e para US$ 1,3 bilhões em não vida.

A operação, que inclui as empresas de seguros da América Latina e os acordos de distribuição, foi avaliada em US$ 3,2 bilhões. A Zurich pagará ao Santander, na data de fechamento da operação, 51% do referido valor, US$ 1,6 bilhões. Além disso, o acordo inclui pagamentos diferidos em função do cumprimento do plano de negócio nos próximos 25 anos e de um esquema de proteção caso sejam produzidos cumprimentos inferiores ao mesmo.

Esta operação, que está sujeita às autorizações pertinentes dos diferentes reguladores, gera ao Grupo Santander, pelo conjunto das receitas a que se refere o parágrafo anterior, acréscimos por quantia de 1,210 bilhões de dólares, que serão destinados ao reforço do saldo do Banco na Espanha.

No Brasil – De acordo com José Paiva Ferreira, vice-presidente executivo sênior de Varejo do Santander Brasil, os benefícios originados nessa parceria fortalecerão o negócio do banco no País especialmente por conta do elevado grau de complementaridade existente entre as duas empresas. “A maior parte dos produtos oferecidos pela Zurich não está no portfólio da Santander Seguros, que tem uma atuação bastante focada em produtos simples de vida e previdência. Com a união, esperamos poder enriquecer nossa oferta de produtos financeiros mais sofisticados, dado que a Zurich tem uma oferta completa de seguros para todos os ramos de atuação.”

Para o diretor executivo de Seguros do Santander Brasil, Gilberto Abreu, a novidade trará vantagens diretamente ao cliente final. “O Santander possui grande capilaridade e capacidade de distribuição, enquanto a Zurich tem expertise diferenciada no desenvolvimento de produtos. O encontro desses atributos significa que o consumidor terá acesso mais fácil e a um portfólio de seguros mais variado”, finaliza.

Swiss Re comemora melhora no balanço de 2010


matéria extraída do site da CNSeg (www.viverseguro.com.br)

Uma forte expansão de 74% no lucro líquido anual reflete o bom desempenho alçancado pela Swiss Re em 2010. A empresa gerou lucro líquido anual de US$ 863 milhões e lucro por ação de US$ 2,52. Encluindo o impacto do término do instrumento conversível de capital perpétuo (CPCI), emitido para a Berkshire Hathaway, a Swiss Re teve lucro líquido de US$ 2,3 bilhões e o retorno sobre o patrimônio de 9,2%. Incluindo o CPCI, o retorno sobre o patrimônio foi de 3,6% no ano passado, superando a taxa de 2009, de 2,3%. O CPCI foi encerrado em novembro de 2010 e liquidado em janeiro de 2011

Segundo nota da resseguradora, os ramos elementares ofereceram resultados muito vigorosos devido à subscrição disciplinada, apesar do alto nível de danos causados por catástrofes naturais. O lucro operacional foi de US$ 2,5 bilhões, caindo 30% devido a maior incidência de sinistros de grandes proporções e ao menor lucro líquido dos investimentos. O índice combinado foi de 93,9% frente aos 88,3% em 2009. O impacto das catástrofes naturais foi de 3,0 pontos percentuais acima do nível esperado, tendo sido parcialmente compensado por 0,8 ponto percentual gerado pelo run-off positivo.

Para o quarto trimestre de 2010, a Swiss Re estima reclamações, líquidas dos benefícios de retrocessão e antes de impostos, relacionadas a inundação em Queensland, na Austrália, de aproximadamente US$ 100 milhões. A estimativa preliminar de reclamações provenientes de inundações para o primeiro trimestre de 2011 é de US$ 225 milhões. A Swiss Re também estima que as reclamações decorrentes do ciclone australiano Yasi serão de US$ 100 milhões. Grandes incertezas estão envolvidas na estimativa de perdas de tal evento e esta estimativa preliminar poderá ser necessário se ajustar à medida que novas informações estiverem disponíveis.

Os ramos de vida e saúde apresentaram bons resultados com melhora significativa no desempenho operacional. O lucro operacional foi de US$ 810 milhões, representando um aumento de 18%. O índice de benefício aumentou 4,9 pontos percentuais, para 88,7%. Excluindo o benefício em 2009, advindo da rescisão de um contrato de invalidez,
juntamente com o impacto de certas comutações, o índice de benefício aumentou 3 pontos percentuais. A experiência de mortalidade foi melhor do que o esperado, embora menos favorável do que os resultados registrados no ano precedente. A morbidade ficou dentro das expectativas em ambos os períodos.

A Gestão de Ativos obteve bons resultados com lucro operacional de US$ 4,5 bilhões, devido aos menores prejuízos e menores custos de hedging na comparação com 2009, o que compensou o impacto do menor lucro líquido de investimentos de mais baixas rentabilidades. O retorno sobre os investimentos foi de 3,5%. O retorno total, incluindo lucros e perdas não realizados, atingiu 6,5%.

O seguro furado

Ontem vi um vídeo na página da corretora de seguros Duas Torres no Facebook e não resisti. Vou colocá-lo aqui. “Quantos e quantos Dooley’s existem nesse mercado hein Denise?”, comenta o corretor. Realmente são muitos. Divirta-se com o desenho do Pica-Pau: “O seguro furado”.

Educação financeira, aliada das empresas de títulos de capitalização

As empresas de capitalização ganham um forte aliado em 2011: a educação financeira. O tema ganhou destaque dentro das prioridades dos bancos, principalmente daqueles que realmente enxergam a sustentabilidade como uma jornada e não apenas como uma ação de marketing.

Dentro dos programas de educação financeira, o treinamento da equipe de funcionários é um dos principais pilares. O passo seguinte é remunerar gerentes pelo resultado do relacionamento e não pela venda de produtos. Isso ajudará que o título de capitalização, que passou por uma ampla reformulação nos últimos dois anos, seja ofertado aos clientes como um produto e não como um item de relacionamento com o gerente, geralmente tido como barganha para conseguir mais crédito ou uma forma de ajudar o gerente a cumprir metas.

Atualmente, o título de capitalização mais vendido pelas onze empresas que atuam no setor é o financeiro, no qual o cliente paga uma mensalidade e concorre a sorteios. No final do prazo do contrato, o titular recebe o valor corrigido pelo mesmo indicador que remunera a caderneta de poupança, TR mais 6% ao ano. As empresas têm de devolver pelo menos 90% da rentabilidade. A diferença no valor é usada para os sorteios.

Na agenda de 2011 das empresas de capitalização temos o plano para negociar com o governo incentivos fiscais para o acúmulo de recursos por meio dos programas de longo prazo. Hoje, a média do contrato dos planos é de 30 meses, explica o diretor executivo da Federação Nacional de Capitalização (FenaCap), José Ismar Tôrres (foto). “Assim como os planos de previdência tem incentivos, a capitalização pode ter por acumular recursos de longo prazo”.

Uma modalidade que ganha cada dia mais espaço entre os produtos de capitalização é o aluguel garantido. O produto substitui o fiador em contratos de aluguel. Comparado ao seguro fiança, o título de capitalização traz vantagens como o pagamento do valor. “No seguro, o valor pago não volta. No título, no final do período o locatário recebe de volta parte do valor”, informa Rita Batista, diretora da Fenacap e da Bradesco Capitalização.

Outra modalidade que deve ganhar destaque em 2011 são os títulos usados como incentivo de venda. Algumas empresas compram uma série de títulos de capitalização para vender produtos com sorteios. Pesquisas mostram que agregar sorteio ao produto ajuda a dar um forte incremento nas vendas, diferenciando-se dos concorrências pelo apelo lúdico.

“Brasileiro gosta de apostas e por isso o sorteio é um diferencial atrativo”, comenta Torres. No passado, a capitalização chegou a ser incluída na caderneta de poupança para diferenciar o produto. No entanto, foi retirado do mercado por ser esse um produto padronizado pelo Banco Central e que envolve regras de repasse para o financiamento imobiliário. No entanto, a capitalização tem feito sucesso em produtos populares, como alimentos e promoções em supermercados e farmácias.

Repassar parte da renda para uma entidade beneficente é uma outra tendência dos títulos de capitalização. Há no mercado vários títulos com apelos sociais e a tendência, segundo Rita Batista, é de que novos produtos com este apelo sejam lançados.

De acordo com a FenaCap, o valor acumulado de janeiro a dezembro de 2010 atingiu a casa dos R$ 11,7 bilhões, registrando um elevado crescimento de 16,60% em relação ao mesmo período de 2009. Em relação às provisões acumuladas no mesmo período, o montante alcançado foi de R$ 17,2 bilhões contra R$ 14,9 bilhões registrados no acumulado de janeiro a dezembro de 2009. Isto significa um crescimento de 15,5% no período.

Para Torres, é um segmento que tem demonstrado vigor na superação dos seus desafios. “Novamente teremos de nos reinventar. Afinal, as taxas de juros estão declinantes e precisaremos rever os produtos ofertados. Assim como a caderneta de poupança terá problemas para cumprir a remuneração de TR mais 6%, a capitalização também necessitará alterar as regras hoje em vigor”, comenta Torres.

Tais mudanças visam preparar ainda mais o setor para crescer diante do bom momento da economia brasileira e do aumento da renda no País, sobretudo da população das classes C e D, nicho em que o título de capitalização funciona como a porta de entrada para acessar outras modalidades de produtos financeiros, em decorrência do processo de bancarização ocorrido nos últimos tempos.

Por ter um custo acessível, com ticket médio de R$ 26, o título de capitalização é tido como um atrativo para as classes de menor renda. “Pela capitalização esse público aprende a lidar com a formação de uma reserva financeira, de forma programada”, analisa Tôrres.

No entanto, para que o produto realmente agregue valor ao relacionamento com o cliente, é preciso alertar em letras garrafais que o titular do plano será penalizado, ou seja, receberá menos do que pagou, caso precise sacar os recursos antes do prazo acordado, que geralmente é de três anos.

SulAmérica e o estilo Thomaz Menezes de ser

Todos os funcionários da SulAmérica Seguros e Previdência receberão orientações sobre planos e objetivos da companhia para este ano diretamente do presidente da seguradora, Thomaz Cabral de Menezes, e dos vice-presidentes de cada unidade. A iniciativa faz parte do programa Acelera 2011, série de encontros dos executivos da companhia com funcionários de todo o País com o objetivo de deixar toda a empresa unida em torno do mesmo ideal.

“Temos planos ambiciosos em relação ao crescimento da companhia e a consolidação da SulAmérica como uma empresa ágil e transparente. Por isso, encontros como esses são muito relevantes para deixarmos todo o time alinhado com as expectativas da empresa e motivado para chegarmos ao melhor resultado”, comenta o presidente da SulAmérica, Thomaz Cabral de Menezes, em nota enviada à imprensa.

O programa teve início hoje, 14 de fevereiro, em São Paulo. Em seguida, será a vez dos funcionários do Rio de Janeiro conhecerem as metas do ano e como cada um pode contribuir para alcançá-las. Após estes eventos, um roadshow dos executivos levará as novas diretrizes da companhia às 55 filias espalhadas pelo País.

Porto Seguro fecha acordo com a TIM

42-20343883Depois de entrar na Anatel com pedido para lançar a primeira operadora celular virtual do País, em parceria com a Datora Telecom, a seguradora Porto Seguro dá o primeiro passo na operação da Porto Seguro Telecomunicações. Segundo comunicado enviado hoje ao mercado, a mais nova operadora informa que fechou um acordo com a TIM para ser a fornecedora da rede.

O acordo abrange sua utilização em todos os estados do País. A operadora acredita no potencial do modelo de negócios de MVNO e mantém conversas avançadas com outras potenciais operadoras virtuais. O MVNO permite que uma empresa possar recorrer à infraestrutura de chamadas de uma operadora celular para vender serviços com sua marca.

A decisão da Porto em atuar como a primeira operadora móvel virtual do Brasil visa agregar serviços a clientes e corretores da seguradora, oferecendo os benefícios da telefonia móvel. Segundo o grupo, a Porto Seguro Telecomunicações S.A. foi criada com o objetivo de otimizar a gestão interna de custos com telefonia celular, além de aproveitar a possibilidade de convergência com os produtos da seguradora, para agregar mobilidade a seus clientes e corretores. A companhia possui 8,5 milhões de itens segurados, dos quais 3,8 milhões são veículos.

Segundo o vice-presidente executivo da Porto Seguro, Fabio Luchetti, ainda não é possível detalhar estratégia de ações, bem como os produtos que serão oferecidos com a nova empresa. “A Porto Seguro Telecomunicações nasce contando com a experiência e estrutura, principalmente de atendimento, da Porto Seguro”, avalia Luchetti.

A Datora Telecom, a primeira empresa a dar entrada ao pedido de licença para realização de MVNOs no País, se uniu a Porto Seguro para abrir um novo nicho de negócios no mercado de Telecom brasileiro. As operadoras virtuais móveis são uma grande novidade, principalmente, para as grandes empresas que buscam promover inovação, convergência de produtos e serviços com mobilidade, geração de novas receitas e fidelização da base de clientes.

“A Porto Seguro Telecomunicações é um marco para o Brasil. A previsão é que as MVNO’s atraiam no país 16 milhões de assinantes e US$ 1 bilhão de faturamento em cinco anos”, afirma Wilson Otero, CEO da Datora Telecom. “A Datora pretende apoiar o crescimento desse mercado, viabilizando projetos de MVNO para empresas de todos os setores da economia.”

“Esse acordo reforça o caráter inovador e pioneiro da TIM que, desde o início dos estudos sobre a viabilidade de MVNOs no Brasil, acompanha e avalia as oportunidades de negócios que surgem com esse novo modelo. Esta parceria é o início de uma nova fase para o setor de telecomunicações e a empresa está preparada para capturar todas as oportunidades”, diz Antonino Ruggiero, presidente da Intelig e responsável por Wholesale na TIM.

Porto Seguro pode revolucionar telefonia

42-21521745Imagine ter um pacote de acesso à internet que funcione com velocidade e em qualquer lugar. Esse pacote é único. Você pode acessar a web pelo celular, pela teve ou pelo computador com um único pacote. Nada mais de ter de pagar uma conta para a operadora, uma para a teve a cabo, outra do modem e outra ainda de uma dessas redes de acesso para as quais temos de apelar quando o celular está em um local onde a banda larga não pega e dai o modem cai de frequência para EDGE (como se fosse internet discada).

Um sonho né. Mas pelo que ando ouvindo por ai uma parte desse sonho pode ser transformada em realidade antes do meu neto nascer. E graças a uma seguradora. Isso mesmo. A Porto Seguro, que criou a sua marca e imagem em cima da qualidade de serviços que presta aos seus clientes, começa a atuar como uma operadora de telefonia. Sim, a ideia é dar um chip para o celular. Porém, como sou aquariana, já estou sonhando com a banda larga, um caminho natural das operadoras.

Em novembro do ano passado, quando a Anatel liberou a entrada de novos concorrentes, a seguradora criou a Porto Seguro Telecomunicações em sociedade com a Datora, que já atua no setor de telecomunicações. Em periódo de silêncio até que todos os acionistas se manifestem, nenhuma das partes pode falar do assunto. O fim do período está próximo. Novidades sobre esse assunto deverão surgir até o final deste mês.

Mas todos sabem que o discurso é agregar valor e não reduzir custo num primeiro momento. O que para mim já está ótimo. Duro é pagar caro e não ter nem o serviço básico. Claro que a Porto não vai fazer milagres. Mas vai trazer concorrência e tirar as operadoras da atual zona de conforto em que se encontram. Se pensarmos na qualidade de serviços que presta em automóvel, que o vice-presidente Fábio Luchetti, responsável pelo dia a dia da maior seguradora de carro do Brasil, é um executivo que fez carreira em TI, e a grande onda do Brasil hoje é a internet, as redes sociais, o celular e a fidelização do cliente, tudo pode ser possível.

Com certeza a decisão da Porto de entrar no segmento de telefonia foi muito bem pensada. Oferecer um chip para cada um dos milhões de clientes e corretores. Pensar que ela é sócia do Itaú Unibanco e está apenas começando a explorar a base de clientes do maior banco privado do Brasil, que tem ambição de ser um banco global. Isso já é começar grande. Que a Porto vai dar condições especiais para seus clientes, como na rede de estacionamento Estapar em São Paulo, onde é possível ter 30% de desconto. Ou o helpdesk, que te ajuda sempre que o computador dá virus. Falta treinar atendentes para tirar dúvidas com os computadores Mac, da Apple. Mas acredito que isso já deva estar no radar das prioridades de 2011.

Pensar que será possível ler facilmente a conta de celular diante da filosofia de educação financeira que se espalha entre as instituições financeiras. Outra coisa. Microsseguros, ou seja, seguro de baixo valor vendido para a população de menor renda. Um mercado de mais de 100 milhões de pessoas no Brasil. Todos dizem que o microsseguro será uma realidade quando o débito do valor puder ser feito pelo celular. Fico imaginado o que a Porto Seguro fará em relação a isso sendo também uma operadora de telefonia.

Só posso imaginar que a Porto vai liderar uma revolução nos serviços de telefonia e internet. Que os anjos e os acionistas digam Amém. Pois realmente estou totalmente insatisfeita com os serviços da operadora, da teve a cabo e de locais como hotéis, congressos e restaurantes como o Carlota que não oferecem wireless gratuito.

Patrick Larragoiti encontra vice-premier da China

geneva-pequimAssim como a economia brasileira vive um momento de plenitude, a indústria de seguros brasileira também passa a ser reconhecida por seu potencial de crescimento e sofisticação. Patrick Larragoiti, presidente do Conselho de Administração da SulAmérica, encontrou em Pequim, na última terça-feira, o vice-premier da China, cargo semelhante ao ministro da Fazenda, Wang Qishan, considerado uma das personalidades mais influentes do mercado financeiro mundial.

A oportunidade deste encontro se deu por Patrick Larragoiti ser um dos doze membros do Conselho da Geneva Association, entidade que reúne 80 dos principais CEOs das empresas de seguros de todo o mundo. A Geneva Association foi convidada pela People’s Insurance Company of China (PICC), maior seguradora de ramos elementares do país tido como o motor do mundo, para realizar a reunião anual do Conselho da entidade. Nessa reunião, os membros do Conselho da Geneva Association, comandado por Nickolaus Bomhard, CEO da Munich Re, maior resseguradora do mundo, discutiram sobre a posição da indústria global de regulação de risco sistêmico, sobre a importância da gestão de risco em alterações climáticas e resiliência climática.

O principal objetivo do encontro, no entanto, foi finalizar os últimos detalhes para a Assembléia Geral da Geneva Association, que será realizada pela primeira vez no Brasil. Trata-se de um dos principais eventos de seguros em todo o mundo. O evento acontecerá no Rio de Janeiro no final de maio e está sendo organizado pela SulAmérica Seguros, pelo IRB Brasil Re e pelo Bradesco Seguros. Tomara que até lá o governo tenha reavaliado as mudanças nas regras do resseguro, que desagradaram em peso a indústria internacional.

Foto do site news.xinhuanet.com