Segurobrás é retrocesso, diz Mello no Globonews

gustavo-melloSegurobrás é um retrocesso, diz Gustavo Mello (foto), professor da Escola Nacional de Seguros (Funenseg), em entrevista ao programa Conta Corrente, exibido na Globonews nesta terça-feira, as 20h30, aos jornalistas Guto Abranches e George Vidor.

Questionado se o Brasil precisa dessa estatal, Mello foi enfático: “Não tem a menor necessidade”. Ele explicou que mesmo com projetos do porte do trem bala ou da usina de Belo Monte, a participação estatal não se mostra necessária. “O governo vem usando uma capacidade de R$ 46 bilhões por ano em garantias e o mercado tem capacidade de assumir riscos de até R$ 250 bilhões, considerando-se o patrimônio líquido das seguradoras, usado para medir a capacidade de alavancagem dentro das regras de solvência, e também a capacidade dos contratos de resseguro”, afirmou Mello.

Segundo o professor, o governo vem tendo um bom diálogo com a indústria de seguros. “Esta foi a primeira vez que algo foi feito desta forma, sem conversas, o que surpreendeu a todos”, afirmou. Outro fato que causou surpresa é o governo falar em falta de capacidade financeira das seguradoras. Os principais bancos brasileiros atuam no mercado de seguros. “Dizer que as seguradoras não têm capacidade é menosprezar a capacidade dos bancos”, argumentou.

O professor acredita que há uma brecha para o governo ter pensado em abrir uma estatal quando o assunto é comércio exterior. “Uma empresa que vai exportar para um país de risco e quer comprar seguro com certeza encontrará preços salgados, pois as seguradoras privadas vão cobrar pelo risco do negócio. Neste caso, a participação do governo entraria como um subsídio, e, mesmo assim, o Brasil já tem uma seguradora de crédito à exportação e não seria necessário criar outra”, comentou Mello, referindo-se a Seguradora Brasileira de Crédito à Exportação (SBCE), onde o governo tem a Coface, a maior seguradora de crédito da França, como sócia.

Os jornalistas e o professor fizeram referências a importância do seguro. “O governo do Chile está reconstruindo o país da destruição causada pelo terremoto no início do ano com dinheiro que famílias, empresas e governos receberam das indenizações das seguradoras. E isso é bom para todos”, enfatizou. Em sua palavra final na edição do jornal, Mello escolheu “diálogo. Esta é a palavra que tem dado a direção deste governo e que deve continuar”.

Governo vai limitar atuação da estatal, diz Mantega

Segundo entrevista do ministro da Fazenda, Guido Mantega, para o jornal Globonews, o governo está criando a seguradora estatal “não é para competir com a iniciativa privada e sim porque falta seguro para infraestrutura, para o avanço do programa Minha Casa Minha Vida, para empreendimentos da Petrobras”. Mantega também afirmou que a Medida Provisória vai ser transformada em projeto de lei, no qual será retirado o trecho onde está escrito que a seguradora poderá atuar em outros nichos que não sejam para atender às demandas da Petrobras e do programa Minha Casa Minha Vida. A íntegra da entrevista será transmitida a 0h30, na edição do Conta Corrente, do Globonews (na Net, canal 40).

CNSeg prepara ante-projeto de lei como alternativa à EBS

cnseg

Veja a íntegra do release divulgado pela CNSeg à imprensa:

A Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada, e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNSeg) está reunindo pareceres jurídicos e elaborando um ante-projeto lei alternativo à criação da EBS (Empresa Brasileira de Seguros), seguradora estatal que o Governo pretende criar para atuar em um mercado já amplamente atendido pela iniciativa privada. A CNSeg considera que a medida é inoportuna e representa um claro conflito de interesses uma vez que põe o Brasil na singular condição em que o Governo se transforma em segurador de seus próprios contratos, assumindo os riscos de seus próprios empreendimentos. Quem paga a conta é o Tesouro Nacional, ou seja, o contribuinte.

A base da proposta da CNSeg é que se aumente a capacidade por meio de uso de fundos garantidores que serviriam como garantia adicional para os casos em que o mercado como um todo chegar a conclusão de que não tenha capacidade para oferecer. Esse fundo seria administrado pelo BNDES e disponibilizado para as seguradoras quando e caso necessário, sem necessidade de atuação de uma seguradora estatal.

A possibilidade do Governo criar uma estatal na área de seguros já foi defendida pelo Ministro da Fazenda, Guido Mantega, e ganhou corpo ao circular em junho a minuta da medida provisória determinando que EBS poderá operar em qualquer modalidade de seguros, incluindo o habitacional para baixa renda, crédito à exportação e à aquisição de máquinas e implementos agrícolas, crédito a micro, pequenas e médias empresas, além do seguro garantia para projetos de infraestrutura e construção naval.

O documento surpreendeu o setor não só por seu despropósito, mas especialmente porque estes segmentos já são amplamente atendidos pelo mercado privado. Além disso, a abertura do mercado ressegurador brasileiro, em 2008, permitiu ao Brasil acesso à capacidade global de recursos, garantindo assim um relacionamento direto com o mercado internacional e facilitando muito a realização de seguros de grande porte. Desde a quebra do monopólio estatal, 118 companhias já aportaram no país incluindo os maiores players globais. Por meio de mecanismo de resseguros, cosseguro e atuação em pool, o setor vem garantindo a cobertura de todas as demandas do mercado brasileiro, sobretudo as grandes obras de infraestrutura como as usinas de Santo Antonio e Jirau.

A CNSeg e seus associados não aceitam, portanto, os supostos argumentos relativos ao seguro garantia em que o governo alega que o setor privado não tem capacidade para fazer frente à grande demanda por seguros das obras do PAC e dos eventos esportivos de 2014 e 2016.

E uma prova inconteste desta capacidade são os números do setor que demonstram o grande potencial desta indústria que movimentou, em 2009, R$ 109,2 bilhões em prêmios, representando 3,56% do PIB. Suas reservas técnicas acumuladas são da ordem de R$ 237,1 bilhões – fundamentais para garantir o segundo grande papel das seguradoras que é atuar como investidor institucional – além de um patrimônio líquido consolidado de R$ 68,8 bilhões e investimentos de R$ 310 bilhões, montante equivalente a 9,7% do PIB. O setor também pagou R$ 8,34 bilhões em impostos. Este ano deverá crescer de 10% a 15%. Não bastasse essa solidez, ainda garante cerca de 70 mil empregos diretos no país.

O mercado segurador tem total capacidade para oferecer proteção financeira a todos os grandes projetos em execução ou em fase de licitação na área de infraestrutura. O seguro-garantia, especificamente, é um dos segmentos de maior crescimento no país. A América Latina movimentou US$ 725 milhões em prêmios e o Brasil respondeu por 31% deste montante (o equivalente a R$ 696 milhões), atrás apenas do México com 41%. No primeiro trimestre de 2010 o país assumiu a primeira posição com 36% do volume de U$ 189 milhões.

Lucro das seguradoras deve crescer 34% em 2010

12518297088sltsk1O lucro líquido da indústria de seguros brasileira apresentou alta de 3% no período de janeiro a maio deste ano, para R$ 3,7 bilhões, segundo estudo divulgado pela consultoria Siscorp. O retorno sobre o patrimônio líquido obtido pelas seguradoras no período foi de 17%, bem acima da média mundial, em torno de 10%. O otimismo com o setor é grande. A estimativa para 2010 é de que o lucro das seguradoras brasileiras apresente alta de 34%, para R$ 10,1 bilhões.

Parte da justificativa desta evolução vem da projeção do aumento da taxa Selic pelo governo, como forma de conter o consumo e manter a inflação num patamar mais próximo da meta. Como praticamente toda a carteira de investimento das seguradoras está aplicada em títulos de renda fixa, o impacto do aumento dos juros é relevante na lucratividade das companhias.

Além da melhor rentabilidade dos investimentos, as seguradoras começam a colher frutos do investimento realizado nos últimos anos em subscrição de risco (cálculo mais adequado do preço do seguro diante do risco a que estão expostas) e tecnologia, com resultados melhores em pagamento de sinistros e redução de custos administrativos.

O maior lucro do setor vem da Bradesco Seguros e Previdência, com R$ 1,1 bilhão no acumulado do ano até maio. A Siscorp tem como base para o estudo os números enviados pelas companhias à Superintendência de Seguros Privados (Susep). O segundo maior lucro vem da Itaú Unibanco, com R$ 577 milhões até maio. Os terceiro e quarto lugares ficam com seguradoras ligadas ao governo. O Banco do Brasil aparece em terceiro, com R$ 337 milhões, e a Caixa Seguro em quarto, com R$ 335 milhões.

Na quinta e sexta colocações aparecem duas brasileiras. Porto Seguro com R$ 177 milhões e SulAmérica com R$ 126 milhões. As estrangeiras ficam com as quatro colocações seguintes do ranking das dez seguradoras mais lucrativas do Brasil. HSBC e Santander empataram na sétima colocação, com lucro líquido de R$ 110 milhões. Mapfre, com valores da Nossa Caixa considerados na proporção acionária no grupo Banco do Brasil, aparece em nono, com R$ 68 milhões, e Allianz em décimo, com R$ 59 milhões.

União é a chave para alvancar o setor de vida

fenaprevi3
*matéria produzida com exclusividade para o site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)

Um esforço conjunto a cargo de seguradoras, corretoras de seguros e órgão de supervisão será necessário para um efetivo avanço do mercado de seguro de vida no País, sobretudo a apólice individual. “Os três precisam evoluir para que o seguro de vida tenha uma curva evolutiva parecida com outros produtos”, disse Carlos Alberto Gadia Barreto, diretor da Zurich Brasil Seguros. Hoje, fora o VGBL ou apólices ligadas ao avanço do crédito no País, como o seguro prestamista, a grande maioria apresenta um crescimento abaixo do potencial, algo que tem a ver não só com a falta de cultura do seguro, mas também com uma certa acomodação do mercado, que nas últimas décadas oferece produtos quase padronizados em termos de coberturas e serviços, com o diferencial apenas em preços.

Este quadro faz que haja desinteresse mesmo entre consumidores das classes A e B, que dispõem de renda para a aquisição, mas não são estimulados a comprar produtos. Em síntese, estas foram as principais mensagens do 3º painel ¨Talk show com seguradoras e Sincor/SP”, que integra a programação do “III Seminário Internacional de Marketing & Vendas- Vida e Previdência, promovido pela FenaPrevi, em parceria a Mesa do Milhão de Dólares (MDRT), hoje, em São Paulo. Do painel participaram os executivos Lúcio Flávio Condurú de Oliveira, presidente da Bradesco Vida e Previdência, Fabio Morita, diretor da Porto Seguro, Samy Hazan, superintendente da Marítima Seguros, Carlos Alberto Gadia Barreto, diretor da Zurich Brasil Seguros, e o presidente do Sincor/SP, Mário Sérgio de Almeida Santos.

Os preços caros das apólices individuais e os custos de comercialização elevados são dois outros gargalos na expansão do mercado. Além de ampliar a gama de produtos, como o universal Life, sugere Fabio Morita, e haver necessidade de ações mais proativas das seguradoras, corretores e legislador, acrescenta Carlos Alberto Barreto, também os corretores precisam ser melhor capacitados para operar os produtos, destaca Samy Hazan. Em contrapartida, as seguradoras que operam o ramo não podem mudar as regras do jogo, após a contratação dos produtos de vida, sob o risco de arranhar a credibilidade, afirma o presidente do Sincor/SP.

O consenso é de que, com o ajuste na sintonia fina do mercado, ou seja, com todos os deveres de casa feitos pelos seus pares, as perspectivas de potencial crescimento do seguro de vida devem se confirmar aos poucos, levando o setor nacional a se assemelhar mais com os principais mercados mundiais, em que há predomínio das apólices pessoais sobre as coberturas de patrimônio.

A carteira de seguro de vida é o carro chefe das vendas nas economias mais maduras. No Brasil, o segmento perde para o seguro de bens patrimoniais. Dos US$ 4 trilhões vendidos em seguros no mundo, mais de US$ 2,1 trilhões se referem a vida. Enquanto a média mundial de participação no PIB do seguro de vida é de 4%, no Brasil é de 1,6%, considerando-se o VGBL, um produto de acumulação de renda. Sem o VGBL, o percentual de seguro de vida no Brasil é desprezível segundo as estatísticas mundiais da Swiss Re.

“Hoje, se tirarmos o VGBL, praticamente não temos crescimento real do volume de prêmios da carteira de vida. Há um grande universo, que precisamos aproveitar”, disse Gadia Barreto, da Zurich Seguros. Segundo dados da Fenaprevi, as vendas de seguro de vida no Brasil até maio totalizaram R$ 13,3 bilhões. Se o VGBL, considerando apenas o seguro de vida individual e coletivo, os prêmios totalizam R$ 6,2 bilhões.

“Tenho a crença de que muito mais do que aproveitar as oportunidades de aumentar share, temos uma oportunidade de gerar a cultura de seguros no Brasil”, diz Lucio Flavio Condurú, presidente da Bradesco Vida e Previdência e mediador do painel. Para Gadia, é preciso criar produtos mais adequados aos consumidores. Para isso acontecer, o órgão regulador tem de flexibilizar a legislação, as seguradoras têm de investir em tecnologia e assim ter produtos inovadores para facilitar que os corretores possam difundir a cultura de seguro de vida no Brasil.

O principal desafio, segundo Morita, da Porto Seguro, é a educação financeira. “Temos uma nova classe social emergindo que precisa ter cultura financeira para adquirir produtos de seguro”, diz. Ele relembrou que a venda de seguro de vida no Brasil é ínfima. O que temos é seguro coletivo. Ou seja, as pessoas têm seguro por meio das empresas e não por uma demanda individual”, ressaltou. Isso mostra que o mercado precisa levar o discurso da cultura do seguro para a população. “E neste ponto os corretores são um peça fundamental para o desenvolvimento da indústria”, acrescenta Morita.

O americano não tem predisposição para comprar seguro de vida e previdência. Tem de ser estimulado. Esta afirmação em um recente evento deixou Mario Sérgio, presidente do SIncor-SP, surpreso. Pensar que o cenário nos Estados Unidos, maior indústria de seguros do mundo, é igual ao brasileiro realmente surpreende. “A venda é estimulada pelos corretores. Então teremos nós de fazer o nosso papel”, diz o presidente do Sincor. “Precisamos de um corretor que estimule a compra.”

Um detalhe, dito por ele, é que os corretores americanos contam com o apoio da Life Fundation, custeada por mais de 100 seguradoras. A fundação está focada apenas na divulgação institucional de seguros, estimulando os corretores na venda de vida. Segundo Samy Hazan, coordenador do evento, este modelo foi levado para ser debatido na esfera institucional do mercado, como Fenaprevi e CNSeg. “Estamos estudando um apoio maior na difusão da cultura do seguro de vida”.

O poder das redes sociais para divulgar seguros

fenaprevi2
*matéria produzida para o site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)

A começar pelo nome do palestrante do segundo painel “Redes Sociais, ferramenta de marketing e vendas para o corretor de seguros”, dá para se ter uma idéia do quanto as mídias sociais são revolucionárias e diferentes. Junior Wm, diretor da A1 Brasil, viu um fórum de debates se transformar em um dos sites mais acessados da internet em pouco tempo. “Não há espaço mais para uma mensagem tipo o meu produto é bom e ponto final. As pessoas hoje vão dizer o que pensam de vocês”.

Prova disso é o que aconteceu com Michael Douglas recentemente. A discussão com a ex-namorada por telefone foi parar na internet. Com frases agressivas, o ator viu sua fama passar de galã para uma pessoa preoconceituosa em minutos e ainda perdeu patrocinadores após o video se tornar um dos mais vistos no Youtube.

O palestrante está do outro lado. O do sucesso com as redes sociais. Junior Wm faz parte de um projeto chamado Papo de Homem. “O fórum virou um blog e este ano ganhou prêmio de melhor revista digital para universo masculino”, contou aos mais de 300 participantes físicos e outros 1,5 mil online do III Seminário Internacional de Marketing e Vendas Vida e Previdência, promovido hoje pela Fenaprevi, em São Paulo.

Em 2000, havia 45 mil blogs, em sua grande maioria de projetos científicos. Dez anos depois, 200 milhões de blogs. Mais do que a população brasileira. O twitter chega a uma taxa de crescimento estável de 450% no Brasil. No ano passado, US$ 14 milhões foi o valor de venda do domínio sex.com. O usuário do Youtube vai precisar de 412 anos para ver todos os vídeos publicados pelo site. 73% dos usuários ativos lêem blogs. 45% dos usuários da internet começaram um blog. 48% dos usuários recebem feeds, ou seja, a atualização das notícias dos blogs por email. 64% dos usuários postam suas opiniões.

São números significativos. Para se ter uma ideia, 91% das pessoas compram por indicação de amigos, o que mostra a força das redes sociais. Isso nos faz perceber que controlar e persuadir pessoas a adquirirem produtos e serviços não funciona mais. Por isso, segundo ele, as empresas precisam dar voz para as pessoas se expressarem dentro da companhia. Faz bem para a marca, e o consumidor se sente mais próximo.

O especialista repete várias vezes a frase: a rede é democrática. “É preciso quebrar o paradigma de que você está no controle. No passado, ter a informação significava ter poder. Hoje, quanto mais você dividir as informações, mais poder terá. O desafio está em fazer esta informação fazer a diferença na vida da pessoa.

O especialista mostrou várias formas de como seguradoras e corretores de seguros podem tirar benefício da comunicação digital. O primeiro passo é ser transparente. Vários exemplos de empresas que editaram ou apagaram comentários de usuários das mídias sociais amargaram prejuízos de imagem. “Isso acaba sendo denunciado e traz muitos problemas”, afirma o especialista. “Não existe mais eu sou a marca e você é o usuário. Tem de falar com todos, desde a faxineira que usa o Orkut até o empresário plugado no Facebook.”

Resumindo, Junior Wm mostrou a estratégia da seguradora AllState, uma das maiores dos Estados Unidos. “Ela criou uma plataforma de marcas e pensou no usuário 360 graus”, diz. Um exemplo é que em sua página principal na Internet, a AllState disponibiliza o enderço do Twitter e Facebook como uma forma de comunicação. “Não tem email. Email é velho”, analisa Junior Wm.

A seguradora criou um site para divulgar seguro de carro, no qual não fala de seguro de carro. Traz conteúdo de coisas legais para fazer com o carro ou pequenas dicas de como cuidar do veículo ou como agir em situações que envolvem o veículo. “O que vai fazer o internauta contratar o seguro é lembrar do video que viu no site da seguradora de como montar um triangulo no momento que estiver às 2 da manhã com um pneu furado na Via Dutra, por exemplo”. A seguradora AllState tem 18,3 mil fãs cadastrados no site de ideias inspiradoras e 26 mil pessoas no Facebook. “Quando eu inspiro, eu faço o engajamento e crio uma marca que vibra”.

Junior Wn afirmou que o objetivo não é vender seguro pelas mídias sociais e sim congregar. “Na venda de seguro é primordial o olho no olho. Mas a divulgação por meio das mídias sociais fará com que o cliente lembre mais de você do que de seus concorrentes ao voce divulgar bons exemplos”.

Corretor faz a diferença na vida do cliente, diz consultor

fenaprevi1
*matéria produzida com exclusividade para a CNSeg (www.viverseguro.org.br)

O corretor de seguros faz a diferença na vida das famílias. Este foi a principal mensagem de Marvin Feldman, presidente da Life Organization e um dos mais conceituados corretores da Mesa do Milhão de Dólares (MDRT), durante sua palestra no III Seminário Internacional de Marketing e Vendas Vida e Previdência, promovido hoje pela FenaPrevi.

Feldman mostrou um filme que conta a história de um proprietário de uma oficina, que conseguiu manter a estabilidade financeira da sua família por ter contratado um seguro de vida com acumulação e risco, onde havia várias coberturas acopladas. Ao entrar em um estágio terminal de câncer do pulmão, o pagamento do seguro foi antecipado ao filho do titular, para que ele pudesse manter a oficina durante a doença terminal do pai.

Em todo o mundo, o carro chefe é o seguro de vida. No Brasil, o seguro de carro é o líder de vendas. O que se observa é que o seguro de vida é vendido por canais alternativos. A curiosidade está em qual a razão deste produto ser negligenciado pelo corretor no Brasil.

Os palestrantes enfatizaram a importância do seguro de vida para as famílias com o intuito de conquistar mais vendedores para os produtos de vida e previdência. No entanto, a quantidade de pessoas no auditório – mais de 350 pessoas – e outros 1,2 mil acompanhando a transmissão pela internet, já mostram que o interesse dos profissionais de vendas tem aumentado ano a ano.

Porém, um dos entraves da venda de seguro de vida é a baixa remuneração do produto. Pequenos cálculos dos palestrantes mostravam que, mesmo sendo inferior a outros produtos como automóveis, é um valor considerável quando se pensa no longo prazo. “Cinco reais de comissão em uma apólice parece pouco. Mas pense em 500 vidas seguradas. Passa a ser um valor representativo inclusive para o corretor poupar para a sua própria aposentadoria”, destaca o presidente da MetLife, José Roberto Loureiro.

Além do baixo comissionamento, corretores levantaram dificuldades de vender o seguro de vida, em razão da característica do brasileiro. Segundo os profissionais, a maioria busca preço e não os benefícios que o produto apresenta, como o conforto a família em um momento de dificuldade e adaptação a uma nova realidade. “Há muitas desculpas do cliente para não comprar seguro. O importante é encontrar um caminho para mostrar ao cliente a importância do produto”, afirma Marvin, citando dezenas de argumentos, como ser o seguro de vida uma fração de centavos diante de uma indenização de milhões de dólares que poderão salvar negócios e vidas na morte de um chefe de família.

Setor cresce de forma acelerada, diz Fenaprevi

fenaprevi
*matéria produzida para o site da CNSeg (www.viverseguro.org.br)

A indústria de seguros de vida e previdência cresce a taxas robustas. Até maio, as contribuições para planos de previdência aberta aumentaram 24,7%, elevando a carteira de investimentos do setor para R$ 195 bilhões. Em vida, as vendas evoluíram 14,9% até maio, elevando a projeção do setor para prêmios de R$ 15 bilhões para o ano 2010.

Tal projeção pode ser revisada, à medida que todos revisam o crescimento da economia brasileira. Hoje, por exemplo, o FMI divulgou um novo estudo, onde revisa para 7,1% a projeção de evolução do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. “Este cenário sugere crescimento acelerado no nosso setor e nos deixa muito otimista. Mas também exige responsabilidade na criação de produtos e no desenvolvimento de um canal de distribuição eficiente para atender a uma nova classe de consumidores que chega ao mercado e também à sofisticação de clientes que se mostram cada dia mais exigentes”, disse Renato Russo, vice-presidente da Federação Nacional de Vida e Previdência (FenaPrevi) e também da SulAmérica, na abertura do III Seminário Internacional de Marketing & Vendas- Vida e Previdência, promovido pela FenaPrevi em parceria a Mesa do Milhão de Dólares (MDRT).

Entre as prioridades da FenaPrevi para este segundo semestre, Russo destacou o esforço da entidade na aprovação dos planos de previdência voltados para o acúmulo de reservas para saúde e educação, com uma diferenciação no estímulo fiscal que está sendo negociado com o governo. A entidade também concentra esforços no desenvolvimento de produtos de acumulação em seguros de vida, apólice conhecida no exterior como universal life.

Já o diretor executivo da Escola Nacional de Seguros, Renato Campos, mostrou vários instrumentos que estão disponíveis para auxiliar os corretores a aprimorarem seus conhecimentos para atender a este consumidor mais exigente e também ajudar na educação financeira dos novos brasileiros que começam a deixar a linha da pobreza e ingressar no mercado de consumo. Além de todos os cursos, desde o básico para formação de corretores até MBA no exterior, Renato Campos informou aos presentes que em breve será lançado o site “Tudo sobre seguros”, que visa levar ao consumidor final tudo o que ele precisa saber sobre a indústria de seguros, de forma simples e didática.

Seguradoras da Europa perdem receita com a crise

As seguradoras europeias de ramos patrimoniais encerraram 2009 com receita de prêmios 188,5 bilhões de euros, 1,8% inferior ao ano anterior, segundo divulgou o informe mensal da Fides divulgado nesta semana. Allianz lidera o mercado, seguida por Zurich, Generali e Eureko. Mapfre e Talanx, controladora do grupo HDI, avancaram para sexto e sétimo lugares no ranking europeu. A Mapfre registrou o maior índice percentual de crescimento, com 9,3%. O pior desempenho se deu na carteira de automóvel, que, segundo o informe se explica pela acirrada concorrência entre as seguradoras, na tentativa de manter os clientes diante da forte crise no continente europeu.

maiores-seg-europa-2009-1

Setor cresce 19,8% em maio, informa Susep

Os prêmios acumulados pelas seguradoras de janeiro a maio somaram R$ 34,2 bilhões de janeiro a maio deste ano, 19,8% acima da receita registrada em mesmo periodo do ano anterior, segundo informa a Superintendencia de Seguros Gerais (Susep). O levantamento não inclui apenas o seguro saúde, que está sob a jurisdição da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).

Em maio, o volume de prêmios somou R$ 6,7 bilhões, com queda de 6,8% em relação a abril. Em comparação a maio do ano passado, contudo, foi apurado crescimento de 9,3%.
A taxa média de sinistralidade baixou de 53% para 51% entre os dois períodos comparados.

Os sinistros retidos até maio somaram pouco menos de R$ 9,4 bilhões, o que representou um salto de 9,9% sobre o montante registrado nos cinco primeiros meses de 2009.
As despesas comerciais – que englobam, em linhas gerais, as comissões pagas aos corretores e os valores investidos em campanhas de vendas – tiveram crescimento de 22,7% entre os dois períodos comparados, somando R$ 4,1 bilhões no acumulado de janeiro a maio deste ano.